PARA UMA LITURGIA DIGNA

 

 

·         A Celebração da Eucaristia

 

·         Coisas a preparar

 

 

 

 

·         As vestes sagradas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

·         Outras alfaias destinadas ao uso da Igreja

 

 

 

 

 

 

 

 

 

18.º Domingo Comum

2 de Agosto de 2009

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Salmo 69, 2.6

Antífona de entrada: Deus, vinde em meu auxílio, Senhor, socorrei-me e salvai-me. Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Todo o homem tem anseio de felicidade e procura-a geralmente em coisas materiais: prazeres, passeios, bebidas, festas, boa comida, sexo... mas acaba por reconhecer que continua insatisfeito.

A liturgia da Palavra deste Domingo fala-nos do maná dado por Deus ao seu povo e que o alimentava dando robustez a um corpo destinado a perecer. Todavia, diz-nos ainda, o verdadeiro pão da vida é a Sua Palavra, incarnada em Jesus de Nazaré, que é capaz de modificar toda a nossa vida transformando-nos em «homens novos», conduzidos a uma vida que não acaba.

Pensemos um pouco nas vezes que procurámos a felicidade onde ela não se pode encontrar e desprezámos a Palavra que dá vida. E, com humildade, peçamos perdão ao Senhor.

 

Oração colecta: Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua providência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A leitura que vamos ouvir é um convite a descobrir a presença de Deus em tudo o que acontece. Ele acompanha com cuidadoso amor a vida e o objectivo de cada homem e de cada povo.

 

Êxodo 16, 2-4.12-15

2Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel começou a murmurar no deserto contra Moisés e Aarão. 3Disseram-lhes os filhos de Israel: «Antes tivéssemos morrido às mãos do Senhor na terra do Egipto, quando estávamos sentados ao pé das panelas de carne e comíamos pão até nos saciarmos. Trouxestes-nos a este deserto, para deixar morrer à fome toda esta multidão». 4Então o Senhor disse a Moisés: «Vou fazer que chova para vós pão do céu. O povo sairá para apanhar a quantidade necessária para cada dia. Vou assim pô-lo à prova, para ver se segue ou não a minha lei. 12Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Vai dizer-lhes: 'Ao cair da noite comereis carne e de manhã saciar-vos-eis de pão. Então reconhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus'». 13Nessa tarde apareceram codornizes, que cobriram o acampamento, e na manhã seguinte havia uma camada de orvalho em volta do acampamento. 14Quando essa camada de orvalho se evaporou, apareceu à superfície do deserto uma substância granulosa, fina como a geada sobre a terra. 15Quando a viram, os filhos de Israel perguntaram uns aos outros: «Man-hu?», quer dizer: «Que é isto?», pois não sabiam o que era. Disse-lhes então Moisés: «É o pão que o Senhor vos dá em alimento».

 

Este relato é tirado daquela parte do Êxodo que refere a caminhada pelo deserto em direcção ao monte Sinai, o cenário da Aliança que é o ponto central do livro (Ex 15, 22 – 17, 16). As grandes contrariedades desta duríssima viagem são remediadas por uma extraordinária providência divina que multiplica os seus prodígios, engrandecidos por toda a tradição posterior: o saneamento das águas amargas (Ex 15, 22-27), o abundante envio de alimento, o maná e as codornizes (Ex 16), o fornecimento de água em horas de sede desesperada (Ex 17, 1-7) e a vitória sobre os amalecitas (Ex 17, 8-16).

2-4 «Israel começou a murmurar… Então o Senhor disse…» O autor sagrado insiste em pôr em evidência o impressionante contraste entre as queixas persistentes do povo sem fé e a fidelidade amorosa de Deus, que, apesar das murmurações contra Ele, está sempre pronto a vir em socorro deste povo (cf. Ex 14, 11; 15, 24; 17, 3; Nm 11, 1.4; 14, 2; 20, 2; 21, 4-5).

13 «Apareceram codornizes». O aparecimento das codornizes costuma ser entendido como um fenómeno natural, embora providencial; ainda hoje enormes bandos destas aves pousam na península do Sinai, nos seus voos periódicos entre as regiões quentes da África e as zonas mais temperadas da Europa e da Ásia; cansadas pelo longo voo sobre o Mar Vermelho, facilmente podem ser apanhadas.

14 «Apareceu uma fina substância granulosa». O maná aqui descrito parece ter semelhanças com uma espécie de resina açucarada que o tamariz ou tamargueira da península do Sinai (tamarix manífera) continua a segregar, quando picadas por insectos, que ali existem (em vias de extinção); as gotas brancas que se formam na casca da planta solidificam com o ar fresco da noite e chegam a cair no chão, em pequenos grãos. Se não se apanham cedo, o sol derrete-as aos 20 graus centígrados (cf Ex 16, 21). Os beduínos do Sinai ainda hoje aproveitam este produto como guloseima e exportavam-no até há pouco para doçaria.

15 A verificação destes fenómenos naturais nada tira à visão de fé com que o autor sagrado pretende exaltar a providência de Deus, apresentando-os como uma das maravilhas de Deus a favor do seu povo. A providência ordinária, bem vistas as coisas, não significa menos amor ou menos poder divino, como poderia pensar uma mentalidade milagreira. O próprio nome «maná» presta-se a um jogo de palavras, a partir duma etimologia popular, que põe em evidência a surpresa que havia de marcar a memória e a tradição religiosa deste povo em face do sucedido. Com efeito, maná diz-se em hebraico «man», que também é um pronome interrogativo aramaico, significando «que coisa?» (é isto=hu). O dom do maná espevitará a fé e a gratidão do povo de Deus ao longo dos séculos, por isso, há-de ser recordado e engrandecido com sucessivas actualizações: «nem só de pão vive o homem» (Dt 8, 3); «um trigo do Céu… pão dos fortes» (Salm 78, 24-25; 105, 40), «alimento do Céu, pão dos anjos, pão sem esforço, capaz de todos os sabores e adaptado a todos os gostos, que se acomodava ao gosto de quem o comia e se transformava segundo o desejo de cada um» (Sab 16, 20-21); mas sobretudo há-de servir de figura da SS. Eucaristia (cf. Jo 6, 32 e o Evangelho deste domingo).

 

Salmo Responsorial     Salmo 77 (78), 3.4bc.23-24.25.54 (R. 24b )

 

Monição: A história é uma sucessão de gerações que transmitem uma à outra a memória activa da presença de Deus e as acções maravilhosas que Ele realiza em favor dos homens. É isto que o salmo nos quer comunicar.

 

Refrão:         O Senhor deu-lhes o pão do céu.

 

Nós ouvimos e aprendemos,

os nossos pais nos contaram

os louvores do Senhor e o seu poder

e as maravilhas que Ele realizou.

 

Deu suas ordens às nuvens do alto

e abriu as portas do céu;

para alimento fez chover o maná,

deu-lhes o pão do céu.

 

O homem comeu o pão dos fortes!

Mandou-lhes comida com abundância

e introduziu-os na sua terra santa,

na montanha que a sua direita conquistou.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Muitas vezes somos tentados a renunciar às promessas baptismais para recuperar velhos hábitos. Poderemos aceitar esta retoma depois de termos orientado a nossa vida para Cristo?

 

Efésios 4, 17.20-24

17Eis o que vos digo e aconselho em nome do Senhor: Não torneis a proceder como os pagãos, que vivem na futilidade dos seus pensamentos. 20Não foi assim que aprendestes a conhecer a Cristo, 21se é que d'Ele ouvistes pregar e sobre Ele fostes instruídos, conforme a verdade que está em Jesus. 22É necessário abandonar a vida de outrora e pôr de parte o homem velho, corrompido por desejos enganadores. 23Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência 24e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras.

 

Este trecho é tirado da segunda parte da epístola, em que o Apóstolo se detém a considerar e expor as consequências práticas para a vida do cristão, que derivam da sua inserção em Cristo e incorporação no seu Corpo, que é a Igreja, como «membros da família de Deus» (2, 19). Temos aqui um forte apelo a não voltar a «proceder como os pagãos» (v. 17); o cristão tem de «abandonar a vida de outrora» – a vida anterior à conversão (v. 22) –; e isto não apenas por razões de uma simples ética natural, mas por uma profunda exigência do novo ser, da nova criatura que é (2, 10; cf. Gal 6, 15), «o homem novo, criado à imagem de Deus» (v. 24).

 

Aclamação ao Evangelho         Mt 4, 4b

 

Monição: A Palavra da Escritura é pão que faz resistir às tentações e tem a capacidade de transformar todas as estruturas segundo a vontade de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 50-51

 

Nem só de pão vive o homem,

mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

 

 

Evangelho

 

São João 6, 24-35

Naquele tempo, 24quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam à beira do lago, subiram todos para as barcas e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus. 25Ao encontrá-l'O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?» 26Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. 27Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo». 28Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?» 29Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar n'Aquele que Ele enviou». 30Disseram-Lhe eles: «Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas? 31No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: 'Deu-lhes a comer um pão que veio do céu'». 32Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu. 33O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo». 34Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão». 35Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede».

 

Continuamos hoje com o capítulo 6 de São João. O milagre da multiplicação dos pães (vv. 1-15), vai dar origem ao discurso da sinagoga de Cafarnaum, o discurso do pão da vida (vv. 35-58). Este é introduzido, à boa maneira joanina, por um diálogo (vv. 25-34) que culmina num mal-entendido; os ouvintes ao pedirem a Jesus o pão do Céu (v. 34), continuam a pensar numa fácil solução económica (v. 26). O mal-entendido deixa ver o confronto entre duas posições extremas e irredutíveis: a do egoísmo interesseiro, centrado na obtenção de vantagens terrenas, e a da fé, empenhada em alcançar a vida eterna. O discurso de Jesus aborda dois temas bem diferenciados, o tema do pão da vida (vv. 35-50) – Jesus em quem é preciso crer –, e o tema do pão vivo (vv. 51-58) – Jesus-Eucaristia que é preciso receber –, temas que serão objecto das leituras dos próximos domingos.

27. «A marca», com que o Pai assinalou a Jesus como seu Filho enviado ao mundo, são os milagres, precisamente designados em S. João como «sinais»; mas há quem pense que se alude antes à consagração e missão de Jesus (cf. Jo 10, 36; 17, 18-19); por outro lado, segundo alguns exegetas apoiados na tradição patrística, haveria aqui uma alusão à descida do Espírito Santo sobre Jesus, por ocasião do seu Baptismo no Jordão, e à voz vinda do Céu, como a proclamação solene e autêntica da sua condição de Messias.

31-32. O judaísmo da época, apoiando-se na promessa de Ex 16, 4, esperava que, com a vinda do Messias, se renovariam os prodígios do Êxodo (nesta linha está a tentação de Jesus de Mt 4, 3-4). O texto citado parece ser o do Salm 78, 24 (cf. Ex 16, 14-15; Sab 16, 20). Repare-se na força da argumentação, à maneira rabínica: «não foi Moisés quem vos deu… meu Pai é quem vos …»; aqui o sentido mais profundo das Escrituras obtém-se por um método de actualização (chamado al tiqrey=não leias), que consiste em ler as consoantes do verbo hebraico (ntn) não com as vogais do perfeito (natan=deu), mas com as do presente (noten=dá), de modo a pôr em evidência que o verdadeiro pão do Céu não é algo do passado, «o maná», mas o próprio Jesus («pão da vida», isto é, pão que dá a vida), o qual procede do Pai. Ao longo do A. T., o maná também foi tema de reflexão e de actualização (cf. Dt 8, 3; Ne 9, 20-21; Salm 78, 24-25; 105, 40; Sab 16, 20-21).

 

Sugestões para a homilia

 

Deus está em tudo aquilo que nos acontece

E constitui para nós um desafio

Que nos torna homens novos

Deus está em tudo aquilo que nos acontece

Segundo o que ouvimos na primeira leitura, o povo israelita, passados os primeiros dias de entusiasmo pela saída libertadora do Egipto, começava a murmurar desanimado, sonhando com coisas que nunca havia tido nessa terra. A fome faz-lhes recordar a carne que eles nunca comeram... mas que agora sonhavam com ela!

A resposta de Deus a esse bulício não foi a de castigar os israelitas, mas enviar-lhes o maná que constituía um dom e um estímulo para os obrigar a crescer na fé, pois não podiam juntar alimento para o dia seguinte, mas deveriam contentar-se com o pão quotidiano.

O Senhor queria fazer compreender ao seu povo que o homem não vive só de pão, fruto da terra e do seu trabalho, mas do alimento que é fornecido pela Palavra de Deus.

Poderemos colher daqui uma mensagem: descobrir em tudo aquilo que nos acontece a presença de Deus que acompanha com amor cuidadoso a vida e o destino de cada homem e de cada povo.

É natural que também na nossa vida de cristãos tenhamos momentos de desânimo e sintamos muitas «fomes»: fome de pão, de liberdade, de amor, de paz, de fraternidade, de respeito, de estima, de felicidade. Será que pomos a nossa confiança nas nossas forças e nas promessas dos homens, ou acreditamos realmente que todas as nossas «fomes» serão saciadas pela Palavra de Deus? Se partilharmos os nossos bens materiais, espirituais, intelectuais, não ajudaremos a matar a «fome», seja ela qual for, a todos os que dela padecem? Deus não se zanga com os nossos desânimos, está ainda mais próximo de nós, como aconteceu com o povo judeu, pois Deus está em tudo aquilo que nos acontece, o que constitui para nós um grande desafio.

E constitui para nós um desafio

Como aconteceu naquele tempo, segundo o relato do Evangelho, também Jesus não conseguiu fazer compreender o «sinal» da multiplicação dos pães que havia realizado. Aquelas pessoas procuravam-n’O não para aprofundar a sua mensagem ou compreenderem os gestos que realizara, mas apenas para comerem gratuitamente pão em abundância, que lhes seria garantido sem necessidade de trabalho. Ele não concede a Sua graça para favorecer a preguiça. Ele pretende ensinar que o amor e a partilha produzem pão em abundância.

Isto é um desafio para nós ainda hoje. Convida-nos a reconsiderar as razões que nos levam a procurar Cristo e por que recorremos a Deus e à religião. Alimentaremos uma secreta esperança de poder obter alguma graça, algum milagre extraordinário, um favorecimento especial por realizarmos determinadas práticas e devoções que nos livrarão de desgraças, encontrar emprego bem remunerado, superar as provas com brilhantismo? Teremos compreendido o significado do sinal dos pães dado por Jesus?

Acreditar não consiste em estar convencido da existência de Jesus, de que foi um homem sábio, que pregou o amor e nos deixou normas excelentes de vida. Implica a opção de unir a própria vida à d’Ele, no dom de si aos irmãos. O pão de Cristo não perece: quando é recolhido em cestos e conservado, é redistribuído, sempre completo e saboroso, a quem quer que esteja com fome.

Deus continua a dar hoje ao mundo o verdadeiro pão que alimenta e dá a vida à humanidade inteira tornando-nos «homens novos».

Que nos torna homens novos

E Jesus responde ao povo daquele tempo e ainda hoje a nós que aqui nos encontramos: «Eu sou o pão da vida; quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem crê em Mim nunca mais terá sede».

Ele é o único pão que nos torna «homem novo» saciando a nossa necessidade de felicidade e de paz, com a Sua Palavra. O pão descido do céu é o seu Evangelho e não o maná do deserto. Não é um texto que se lê e se esvazia de significado, sem compromissos, mas necessita ser assimilado como o pão, que se torna parte componente da pessoa que o come. Jesus não se refere ainda à Eucaristia, mas o pão é Ele próprio, enquanto Palavra de Deus.

Todos os que O assimilam tornam-se homens inteiramente novos.

Quem orienta a sua vida para Cristo poderá estar comprometido com vícios que nada têm a ver com esta realidade?

Pensemos nisto...

 

 

Oração Universal

 

Oremos

a Deus nosso Pai,

para que atenda as preces que Lhe dirigimos neste dia,

pela intercessão de Seu amado Filho Jesus Cristo,

verdadeiro pão da vida e presente no meio de nós,

através da Sua Palavra,

dizendo:

 

     Senhor, alimentai-nos com a vossa Palavra.

 

1.  Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que ao proclamarem a Palavra de Deus

sejam sempre exactos anunciadores

do verdadeiro pão do céu,

oremos ao Senhor.

 

2.  Para que a Palavra do Evangelho

seja o pão que alimenta as nossas «fomes»

de felicidade neste mundo,

oremos irmãos.

 

3.  Para que esse pão

seja a nossa orientação nas dificuldades e perigos,

a fim de que não se abale a nossa fé,

oremos irmãos.

 

4.  Por todos nós aqui presentes,

para que sintamos a necessidade

desse precioso alimento que é a Palavra de Deus,

plenamente escutada e acolhida no íntimo do nosso coração,

oremos irmãos.

 

5.  Para que todas as nossas falhas

sejam ultrapassadas pelo amor à Palavra acolhida,

a fim de a transmitirmos testemunhalmente a todos os nossos irmãos,

oremos irmãos.

 

Senhor,

Deus misericordioso e omnipotente,

que por intermédio de Jesus

nos deixastes a Palavra que é o pão da vida,

ensinai-nos a viver segundo o Vosso projecto,

a fim de nos sentirmos o verdadeiro «homem novo»

que realiza maravilhas para o bem de  toda a humanidade.

Por nosso Senhor Jesus Cristo...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Confiarei no meu Deus, F. da Silva, NRMS 106

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, estes dons que Vos oferecemos como sacrifício espiritual, e fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Que a comunhão do vosso Corpo e Sangue nos fortaleça no empenhamento de acolher o pão da Palavra do Evangelho e a pô-la em prática durante toda a nossa vida terrena.

 

Cântico da Comunhão: O Pão de Deus, J. Santos, NRMS 62

Sab 16, 20

Antífona da comunhão: Saciastes o vosso povo com o pão dos Anjos, destes-nos, Senhor, o pão do Céu.

 

Ou

Jo 6, 35

Eu sou o pão da vida, diz o Senhor. Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem crê em Mim nunca mais terá sede.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos renovais com o pão do Céu, protegei-nos sempre com o vosso auxílio, fortalecei-nos todos os dias da nossa vida e tornai-nos dignos da redenção eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Apoiados na reflexão deste domingo, acolhamos a Palavra como verdadeiro pão do céu que nos torna «homem novo», nos ajuda nos caminhos difíceis desta vida e sacia a nossa fome e sede da verdadeira felicidade que não tem fim.

 

Cântico final: Uma certeza nos guia, M. Carneiro, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

18ª SEMANA

 

2ª Feira, 3-VIII: O alimento supersubstancial.

Num 11, 4-15 / Mt 14, 13-21

Pegou nos cinco pães e nos dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção.

«O milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor disse a bênção, partiu e distribuiu os pães pelos seus discípulos para alimentar a multidão, prefiguram a superabundância deste pão único da sua Eucaristia (cf Ev)» (CIC, 13353)

O povo de Israel queixou-se no deserto por não gostar do alimento (o maná), outra prefigura da Eucaristia. Agradeçamos ao Senhor o «pão-nosso de cada dia»; preparemo-nos para recebê-lo com maior fé e devoção.

 

3ª Feira, 4-VIII: S. Cura d’Ars: Deus sempre pronto a socorrer-nos.

Num 12, 1-13 / Mt 14, 22-36

Mas (Pedro), ao notar a ventania, teve medo e, começando a afundar-se, lançou um grito: Salva-me, Senhor!

Este episódio exprime a confiança dos amigos do Senhor e que d’Ele esperam socorro e cura (cf Ev). O mesmo aconteceu com Moisés, que falava com Deus frente a frente, e pediu a cura de Maria: «por piedade, Senhor, curai-a» (Leit).

Para caminharmos no meio das dificuldades, precisamos apoiar-nos mais na Eucaristia: «Quanto mais viva for a fé eucarística do povo de Deus tanto mais profunda será a sua participação na vida eclesial» (Sacramentum caritatis, SC, 6). Apoiado na Eucaristia, o Santo Cura d’Ars conseguiu abundantes conversões.

 

4ª Feira, 5-VIII: Dedicação Basílica Sª Mª Maior: Apoio em Deus e Nª Senhora.

Num 13, 1-2. 25-14, 1. 26-29.34-35 / Mt 15, 21-28

(Jesus): Mulher é grande a tua fé. Terás aquilo que desejas.

Os exploradores, enviados à terra de Canaã (cf Leit) parecem encontrar grandes obstáculos e o povo recusa-se a entrar nela. Pelo contrário, a mulher cananeia (cf Ev), apesar de uma 1ª resposta negativa do Senhor, insiste na cura da filha. Os primeiros foram impedidos por Deus de entrar na terra prometida, e a cananeia conseguiu um milagre. Sejamos perseverantes nos nossos pedidos, apesar das dificuldades.

Hoje é dia da Dedicação da Basílica de Sª Mª Maior, ligada ao agradecimento por um milagre de NªSª e ao cumprimento dos seus desejos.

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          António E. Portela

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 



[1] Cf. Instrução interdicasterial sobre algumas questões acerca da colaboração dos fiéis leigos no ministério dos sacerdotes, Ecclesia de mysterio, 15 de Agosto de 1997, art. 6: AAS 89 (1997) 869.

[2] Bênção dos objetos e vestes que se usam nas celebrações litúrgicas, n. 1070, in Ritual Romano, Celebração das Bênçãos, Coimbra 1991, p. 413.

[3] Cf. II Conc. do Vaticano, Const. sobre a sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, 128.

[4] Cf. Ibidem.

[5] Quanto à bênção das coisas que nas igrejas se destinam ao uso litúrgico, cf. Ritual Romano, Celebração das Bênçãos, III Parte, Coimbra 1991, 99. 319-442.


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