PARA UMA
LITURGIA DIGNA
18.º Domingo Comum
2 de
Agosto de 2009
RITOS
INICIAIS
Cântico de entrada: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70
Salmo 69, 2.6
Antífona de entrada: Deus, vinde em meu auxílio, Senhor,
socorrei-me e salvai-me. Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis,
Senhor.
Introdução
ao espírito da Celebração
Todo o
homem tem anseio de felicidade e procura-a geralmente em coisas materiais:
prazeres, passeios, bebidas, festas, boa comida, sexo... mas acaba por
reconhecer que continua insatisfeito.
A
liturgia da Palavra deste Domingo fala-nos do maná dado por Deus ao seu povo e
que o alimentava dando robustez a um corpo destinado a perecer. Todavia, diz-nos
ainda, o verdadeiro pão da vida é a Sua Palavra, incarnada em Jesus de Nazaré,
que é capaz de modificar toda a nossa vida transformando-nos em «homens novos»,
conduzidos a uma vida que não acaba.
Pensemos
um pouco nas vezes que procurámos a felicidade onde ela não se pode encontrar e
desprezámos a Palavra que dá vida. E, com humildade, peçamos perdão ao Senhor.
Oração colecta: Mostrai,
Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar
e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu
criador e sua providência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é
Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia
da Palavra
Primeira
Leitura
Monição: A leitura que vamos ouvir é um
convite a descobrir a presença de Deus em tudo o que acontece. Ele acompanha
com cuidadoso amor a vida e o objectivo de cada homem e de cada povo.
Êxodo
16, 2-4.12-15
2Naqueles dias, toda a
comunidade dos filhos de Israel começou a murmurar no deserto contra Moisés e
Aarão. 3Disseram-lhes os filhos de Israel: «Antes tivéssemos morrido
às mãos do Senhor na terra do Egipto, quando estávamos sentados ao pé das
panelas de carne e comíamos pão até nos saciarmos. Trouxestes-nos a este
deserto, para deixar morrer à fome toda esta multidão». 4Então o
Senhor disse a Moisés: «Vou fazer que chova para vós pão do céu. O povo sairá
para apanhar a quantidade necessária para cada dia. Vou assim pô-lo à prova,
para ver se segue ou não a minha lei. 12Eu ouvi as murmurações dos
filhos de Israel. Vai dizer-lhes: 'Ao cair da noite comereis carne e de manhã
saciar-vos-eis de pão. Então reconhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus'». 13Nessa
tarde apareceram codornizes, que cobriram o acampamento, e na manhã seguinte
havia uma camada de orvalho em volta do acampamento. 14Quando essa
camada de orvalho se evaporou, apareceu à superfície do deserto uma substância
granulosa, fina como a geada sobre a terra. 15Quando a viram, os
filhos de Israel perguntaram uns aos outros: «Man-hu?», quer dizer: «Que é
isto?», pois não sabiam o que era. Disse-lhes então Moisés: «É o pão que o
Senhor vos dá em alimento».
Este relato é tirado daquela parte do Êxodo que refere a caminhada pelo deserto em direcção ao monte Sinai, o cenário da Aliança que é o ponto central do livro (Ex 15, 22 – 17, 16). As grandes contrariedades desta duríssima viagem são remediadas por uma extraordinária providência divina que multiplica os seus prodígios, engrandecidos por toda a tradição posterior: o saneamento das águas amargas (Ex 15, 22-27), o abundante envio de alimento, o maná e as codornizes (Ex 16), o fornecimento de água em horas de sede desesperada (Ex 17, 1-7) e a vitória sobre os amalecitas (Ex 17, 8-16).
2-4 «Israel começou a murmurar… Então o Senhor disse…» O autor sagrado insiste em pôr em evidência o impressionante contraste entre as queixas persistentes do povo sem fé e a fidelidade amorosa de Deus, que, apesar das murmurações contra Ele, está sempre pronto a vir em socorro deste povo (cf. Ex 14, 11; 15, 24; 17, 3; Nm 11, 1.4; 14, 2; 20, 2; 21, 4-5).
13 «Apareceram codornizes». O aparecimento das codornizes costuma ser entendido como um fenómeno natural, embora providencial; ainda hoje enormes bandos destas aves pousam na península do Sinai, nos seus voos periódicos entre as regiões quentes da África e as zonas mais temperadas da Europa e da Ásia; cansadas pelo longo voo sobre o Mar Vermelho, facilmente podem ser apanhadas.
14 «Apareceu uma fina substância granulosa». O maná aqui descrito parece ter semelhanças com uma espécie de resina açucarada que o tamariz ou tamargueira da península do Sinai (tamarix manífera) continua a segregar, quando picadas por insectos, que ali existem (em vias de extinção); as gotas brancas que se formam na casca da planta solidificam com o ar fresco da noite e chegam a cair no chão, em pequenos grãos. Se não se apanham cedo, o sol derrete-as aos 20 graus centígrados (cf Ex 16, 21). Os beduínos do Sinai ainda hoje aproveitam este produto como guloseima e exportavam-no até há pouco para doçaria.
15 A verificação destes fenómenos naturais nada tira à visão de fé com que o autor sagrado pretende exaltar a providência de Deus, apresentando-os como uma das maravilhas de Deus a favor do seu povo. A providência ordinária, bem vistas as coisas, não significa menos amor ou menos poder divino, como poderia pensar uma mentalidade milagreira. O próprio nome «maná» presta-se a um jogo de palavras, a partir duma etimologia popular, que põe em evidência a surpresa que havia de marcar a memória e a tradição religiosa deste povo em face do sucedido. Com efeito, maná diz-se em hebraico «man», que também é um pronome interrogativo aramaico, significando «que coisa?» (é isto=hu). O dom do maná espevitará a fé e a gratidão do povo de Deus ao longo dos séculos, por isso, há-de ser recordado e engrandecido com sucessivas actualizações: «nem só de pão vive o homem» (Dt 8, 3); «um trigo do Céu… pão dos fortes» (Salm 78, 24-25; 105, 40), «alimento do Céu, pão dos anjos, pão sem esforço, capaz de todos os sabores e adaptado a todos os gostos, que se acomodava ao gosto de quem o comia e se transformava segundo o desejo de cada um» (Sab 16, 20-21); mas sobretudo há-de servir de figura da SS. Eucaristia (cf. Jo 6, 32 e o Evangelho deste domingo).
Salmo
Responsorial Salmo 77 (78), 3.4bc.23-24.25.54 (R. 24b )
Monição: A história é uma sucessão de gerações
que transmitem uma à outra a memória activa da presença de Deus e as acções
maravilhosas que Ele realiza em favor dos homens. É isto que o salmo nos quer
comunicar.
Refrão: O
Senhor deu-lhes o pão do céu.
Nós
ouvimos e aprendemos,
os
nossos pais nos contaram
os
louvores do Senhor e o seu poder
e as
maravilhas que Ele realizou.
Deu
suas ordens às nuvens do alto
e abriu
as portas do céu;
para
alimento fez chover o maná,
deu-lhes
o pão do céu.
O homem
comeu o pão dos fortes!
Mandou-lhes
comida com abundância
e
introduziu-os na sua terra santa,
na
montanha que a sua direita conquistou.
Segunda
Leitura
Monição: Muitas vezes somos tentados a
renunciar às promessas baptismais para recuperar velhos hábitos. Poderemos
aceitar esta retoma depois de termos orientado a nossa vida para Cristo?
Efésios 4, 17.20-24
17Eis o que vos digo e aconselho
em nome do Senhor: Não torneis a proceder como os pagãos, que vivem na
futilidade dos seus pensamentos. 20Não foi assim que aprendestes a
conhecer a Cristo, 21se é que d'Ele ouvistes pregar e sobre Ele
fostes instruídos, conforme a verdade que está em Jesus. 22É
necessário abandonar a vida de outrora e pôr de parte o homem velho, corrompido
por desejos enganadores. 23Renovai-vos pela transformação espiritual
da vossa inteligência 24e revesti-vos do homem novo, criado à imagem
de Deus na justiça e santidade verdadeiras.
Este trecho é tirado da segunda parte da epístola, em que o Apóstolo se detém a considerar e expor as consequências práticas para a vida do cristão, que derivam da sua inserção em Cristo e incorporação no seu Corpo, que é a Igreja, como «membros da família de Deus» (2, 19). Temos aqui um forte apelo a não voltar a «proceder como os pagãos» (v. 17); o cristão tem de «abandonar a vida de outrora» – a vida anterior à conversão (v. 22) –; e isto não apenas por razões de uma simples ética natural, mas por uma profunda exigência do novo ser, da nova criatura que é (2, 10; cf. Gal 6, 15), «o homem novo, criado à imagem de Deus» (v. 24).
Aclamação
ao Evangelho Mt 4, 4b
Monição: A Palavra da Escritura é pão que faz
resistir às tentações e tem a capacidade de transformar todas as estruturas
segundo a vontade de Deus.
Aleluia
Cântico: F. da Silva, NRMS 50-51
Nem só
de pão vive o homem,
mas de
toda a palavra que sai da boca de Deus.
Evangelho
São
João 6, 24-35
Naquele
tempo, 24quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos
estavam à beira do lago, subiram todos para as barcas e foram para Cafarnaum, à
procura de Jesus. 25Ao encontrá-l'O no outro lado do mar,
disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?» 26Jesus
respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque
vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. 27Trabalhai,
não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida
eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus,
marcou com o seu selo». 28Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer
para praticar as obras de Deus?» 29Respondeu-lhes Jesus: «A obra de
Deus consiste em acreditar n'Aquele que Ele enviou». 30Disseram-Lhe
eles: «Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que
obra realizas? 31No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme
está escrito: 'Deu-lhes a comer um pão que veio do céu'». 32Jesus
respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o
pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu. 33O pão de
Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo». 34Disseram-Lhe
eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão». 35Jesus respondeu-lhes: «Eu
sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim
nunca mais terá sede».
Continuamos hoje com o capítulo 6 de São João. O milagre da multiplicação dos pães (vv. 1-15), vai dar origem ao discurso da sinagoga de Cafarnaum, o discurso do pão da vida (vv. 35-58). Este é introduzido, à boa maneira joanina, por um diálogo (vv. 25-34) que culmina num mal-entendido; os ouvintes ao pedirem a Jesus o pão do Céu (v. 34), continuam a pensar numa fácil solução económica (v. 26). O mal-entendido deixa ver o confronto entre duas posições extremas e irredutíveis: a do egoísmo interesseiro, centrado na obtenção de vantagens terrenas, e a da fé, empenhada em alcançar a vida eterna. O discurso de Jesus aborda dois temas bem diferenciados, o tema do pão da vida (vv. 35-50) – Jesus em quem é preciso crer –, e o tema do pão vivo (vv. 51-58) – Jesus-Eucaristia que é preciso receber –, temas que serão objecto das leituras dos próximos domingos.
27. «A marca», com que o Pai assinalou a Jesus como seu Filho enviado ao mundo, são os milagres, precisamente designados em S. João como «sinais»; mas há quem pense que se alude antes à consagração e missão de Jesus (cf. Jo 10, 36; 17, 18-19); por outro lado, segundo alguns exegetas apoiados na tradição patrística, haveria aqui uma alusão à descida do Espírito Santo sobre Jesus, por ocasião do seu Baptismo no Jordão, e à voz vinda do Céu, como a proclamação solene e autêntica da sua condição de Messias.
31-32. O judaísmo da época, apoiando-se na promessa de Ex 16, 4, esperava que, com a vinda do Messias, se renovariam os prodígios do Êxodo (nesta linha está a tentação de Jesus de Mt 4, 3-4). O texto citado parece ser o do Salm 78, 24 (cf. Ex 16, 14-15; Sab 16, 20). Repare-se na força da argumentação, à maneira rabínica: «não foi Moisés quem vos deu… meu Pai é quem vos dá…»; aqui o sentido mais profundo das Escrituras obtém-se por um método de actualização (chamado al tiqrey=não leias), que consiste em ler as consoantes do verbo hebraico (ntn) não com as vogais do perfeito (natan=deu), mas com as do presente (noten=dá), de modo a pôr em evidência que o verdadeiro pão do Céu não é algo do passado, «o maná», mas o próprio Jesus («pão da vida», isto é, pão que dá a vida), o qual procede do Pai. Ao longo do A. T., o maná também foi tema de reflexão e de actualização (cf. Dt 8, 3; Ne 9, 20-21; Salm 78, 24-25; 105, 40; Sab 16, 20-21).
Sugestões
para a homilia
Deus
está em tudo aquilo que nos acontece
E
constitui para nós um desafio
Que
nos torna homens novos
Deus
está em tudo aquilo que nos acontece
Segundo
o que ouvimos na primeira leitura, o povo israelita, passados os primeiros dias
de entusiasmo pela saída libertadora do Egipto, começava a murmurar desanimado,
sonhando com coisas que nunca havia tido nessa terra. A fome faz-lhes recordar
a carne que eles nunca comeram... mas que agora sonhavam com ela!
A
resposta de Deus a esse bulício não foi a de castigar os israelitas, mas
enviar-lhes o maná que constituía um dom e um estímulo para os obrigar a
crescer na fé, pois não podiam juntar alimento para o dia seguinte, mas
deveriam contentar-se com o pão quotidiano.
O
Senhor queria fazer compreender ao seu povo que o homem não vive só de pão,
fruto da terra e do seu trabalho, mas do alimento que é fornecido pela Palavra
de Deus.
Poderemos
colher daqui uma mensagem: descobrir em tudo aquilo que nos acontece a presença
de Deus que acompanha com amor cuidadoso a vida e o destino de cada homem e de
cada povo.
É
natural que também na nossa vida de cristãos tenhamos momentos de desânimo e
sintamos muitas «fomes»: fome de pão, de liberdade, de amor, de paz, de
fraternidade, de respeito, de estima, de felicidade. Será que pomos a nossa
confiança nas nossas forças e nas promessas dos homens, ou acreditamos
realmente que todas as nossas «fomes» serão saciadas pela Palavra de Deus? Se
partilharmos os nossos bens materiais, espirituais, intelectuais, não
ajudaremos a matar a «fome», seja ela qual for, a todos os que dela padecem?
Deus não se zanga com os nossos desânimos, está ainda mais próximo de nós, como
aconteceu com o povo judeu, pois Deus está em tudo aquilo que nos acontece, o
que constitui para nós um grande desafio.
E
constitui para nós um desafio
Como
aconteceu naquele tempo, segundo o relato do Evangelho, também Jesus não
conseguiu fazer compreender o «sinal» da multiplicação dos pães que havia
realizado. Aquelas pessoas procuravam-n’O não para aprofundar a sua mensagem ou
compreenderem os gestos que realizara, mas apenas para comerem gratuitamente
pão em abundância, que lhes seria garantido sem necessidade de trabalho. Ele
não concede a Sua graça para favorecer a preguiça. Ele pretende ensinar que o
amor e a partilha produzem pão em abundância.
Isto é
um desafio para nós ainda hoje. Convida-nos a reconsiderar as razões que nos
levam a procurar Cristo e por que recorremos a Deus e à religião. Alimentaremos
uma secreta esperança de poder obter alguma graça, algum milagre
extraordinário, um favorecimento especial por realizarmos determinadas práticas
e devoções que nos livrarão de desgraças, encontrar emprego bem remunerado,
superar as provas com brilhantismo? Teremos compreendido o significado do sinal
dos pães dado por Jesus?
Acreditar
não consiste em estar convencido da existência de Jesus, de que foi um homem
sábio, que pregou o amor e nos deixou normas excelentes de vida. Implica a
opção de unir a própria vida à d’Ele, no dom de si aos irmãos. O pão de Cristo
não perece: quando é recolhido em cestos e conservado, é redistribuído, sempre
completo e saboroso, a quem quer que esteja com fome.
Deus
continua a dar hoje ao mundo o verdadeiro pão que alimenta e dá a vida à
humanidade inteira tornando-nos «homens novos».
Que
nos torna homens novos
E
Jesus responde ao povo daquele tempo e ainda hoje a nós que aqui nos
encontramos: «Eu sou o pão da vida; quem
vem a Mim nunca mais terá fome e quem crê em Mim nunca mais terá sede».
Ele é
o único pão que nos torna «homem novo» saciando a nossa necessidade de
felicidade e de paz, com a Sua Palavra. O pão descido do céu é o seu Evangelho
e não o maná do deserto. Não é um texto que se lê e se esvazia de significado, sem compromissos, mas necessita ser
assimilado como o pão, que se torna parte componente da pessoa que o come.
Jesus não se refere ainda à Eucaristia, mas o pão é Ele próprio, enquanto Palavra de Deus.
Todos
os que O assimilam tornam-se homens inteiramente novos.
Quem
orienta a sua vida para Cristo poderá estar comprometido com vícios que nada
têm a ver com esta realidade?
Pensemos
nisto...
Oração
Universal
Oremos
a Deus
nosso Pai,
para
que atenda as preces que Lhe dirigimos neste dia,
pela
intercessão de Seu amado Filho Jesus Cristo,
verdadeiro
pão da vida e presente no meio de nós,
através
da Sua Palavra,
dizendo:
Senhor,
alimentai-nos com a vossa Palavra.
1. Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e
Diáconos,
para
que ao proclamarem a Palavra de Deus
sejam
sempre exactos anunciadores
do
verdadeiro pão do céu,
oremos
ao Senhor.
2. Para que a Palavra do Evangelho
seja
o pão que alimenta as nossas «fomes»
de
felicidade neste mundo,
oremos
irmãos.
3. Para que esse pão
seja
a nossa orientação nas dificuldades e perigos,
a
fim de que não se abale a nossa fé,
oremos
irmãos.
4. Por todos nós aqui presentes,
para
que sintamos a necessidade
desse
precioso alimento que é a Palavra de Deus,
plenamente
escutada e acolhida no íntimo do nosso coração,
oremos
irmãos.
5. Para que todas as nossas falhas
sejam
ultrapassadas pelo amor à Palavra acolhida,
a
fim de a transmitirmos testemunhalmente a todos os nossos irmãos,
oremos
irmãos.
Senhor,
Deus
misericordioso e omnipotente,
que
por intermédio de Jesus
nos
deixastes a Palavra que é o pão da vida,
ensinai-nos
a viver segundo o Vosso projecto,
a fim
de nos sentirmos o verdadeiro «homem novo»
que
realiza maravilhas para o bem de toda a
humanidade.
Por
nosso Senhor Jesus Cristo...
Liturgia
Eucarística
Cântico do ofertório: Confiarei
no meu Deus, F. da Silva, NRMS 106
Oração sobre as oblatas: Santificai,
Senhor, estes dons que Vos oferecemos como sacrifício espiritual, e fazei de
nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104
Monição
da Comunhão
Que a
comunhão do vosso Corpo e Sangue nos fortaleça no empenhamento de acolher o pão
da Palavra do Evangelho e a pô-la em prática durante toda a nossa vida terrena.
Cântico da Comunhão: O Pão de Deus, J. Santos, NRMS 62
Sab 16, 20
Antífona da comunhão: Saciastes o vosso povo com o pão dos
Anjos, destes-nos, Senhor, o pão do Céu.
Ou
Jo 6, 35
Eu sou
o pão da vida, diz o Senhor. Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem crê em
Mim nunca mais terá sede.
Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38
Oração depois da comunhão: Senhor, que
nos renovais com o pão do Céu, protegei-nos sempre com o vosso auxílio,
fortalecei-nos todos os dias da nossa vida e tornai-nos dignos da redenção
eterna. Por Nosso
Senhor
Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ritos
Finais
Monição
final
Apoiados
na reflexão deste domingo, acolhamos a Palavra como verdadeiro pão do céu que
nos torna «homem novo», nos ajuda nos caminhos difíceis desta vida e sacia a
nossa fome e sede da verdadeira felicidade que não tem fim.
Cântico final: Uma certeza nos guia, M. Carneiro, NRMS 11-12
Homilias
Feriais
TEMPO
COMUM
18ª
SEMANA
2ª
Feira, 3-VIII: O alimento supersubstancial.
Num 11, 4-15 / Mt 14, 13-21
Pegou
nos cinco pães e nos dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção.
«O
milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor disse a bênção, partiu e
distribuiu os pães pelos seus discípulos para alimentar a multidão, prefiguram
a superabundância deste pão único da sua
Eucaristia (cf Ev)» (CIC, 13353)
O povo
de Israel queixou-se no deserto por não gostar do alimento (o maná), outra
prefigura da Eucaristia. Agradeçamos ao Senhor o «pão-nosso de cada dia»; preparemo-nos
para recebê-lo com maior fé e devoção.
3ª
Feira, 4-VIII: S. Cura d’Ars: Deus sempre pronto a socorrer-nos.
Num 12, 1-13 / Mt 14, 22-36
Mas
(Pedro), ao notar a ventania, teve medo e, começando a afundar-se, lançou um
grito: Salva-me, Senhor!
Este
episódio exprime a confiança dos amigos
do Senhor e que d’Ele esperam socorro e cura (cf Ev). O mesmo aconteceu com
Moisés, que falava com Deus frente a frente, e pediu a cura de Maria: «por
piedade, Senhor, curai-a» (Leit).
Para
caminharmos no meio das dificuldades, precisamos apoiar-nos mais na Eucaristia: «Quanto mais viva for a fé
eucarística do povo de Deus tanto mais profunda será a sua participação na vida
eclesial» (Sacramentum caritatis, SC, 6). Apoiado na Eucaristia, o Santo
Cura d’Ars conseguiu abundantes conversões.
4ª
Feira, 5-VIII: Dedicação Basílica Sª Mª Maior: Apoio em Deus e Nª Senhora.
Num 13, 1-2. 25-14, 1. 26-29.34-35 / Mt 15, 21-28
(Jesus):
Mulher é grande a tua fé. Terás aquilo que desejas.
Os
exploradores, enviados à terra de Canaã (cf Leit) parecem encontrar grandes obstáculos e o povo recusa-se a
entrar nela. Pelo contrário, a mulher cananeia (cf Ev), apesar de uma 1ª
resposta negativa do Senhor, insiste na cura da filha. Os primeiros foram
impedidos por Deus de entrar na terra prometida, e a cananeia conseguiu um
milagre. Sejamos perseverantes nos nossos pedidos, apesar das dificuldades.
Hoje é
dia da Dedicação da Basílica de Sª Mª
Maior, ligada ao agradecimento por um milagre de NªSª e ao cumprimento dos
seus desejos.
Celebração
e Homilia: António E. Portela
Nota
Exegética: Geraldo Morujão
Homilias
Feriais: Nuno Romão
Sugestão
Musical: Duarte Nuno Rocha
[1] Cf. Instrução
interdicasterial sobre algumas questões acerca da colaboração dos fiéis leigos
no ministério dos sacerdotes, Ecclesia de mysterio, 15 de Agosto de 1997, art.
6: AAS 89 (1997) 869.
[2] Bênção dos objetos
e vestes que se usam nas celebrações litúrgicas, n. 1070, in Ritual Romano, Celebração
das Bênçãos, Coimbra 1991, p. 413.
[3] Cf. II Conc. do
Vaticano, Const. sobre a sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, 128.
[4] Cf. Ibidem.
[5] Quanto à bênção das
coisas que nas igrejas se destinam ao uso litúrgico, cf. Ritual Romano, Celebração
das Bênçãos, III Parte, Coimbra 1991, 99. 319-442.