Assunção da Virgem Santa Maria

Missa da Vigília

14 de Agosto de 2009

 

Solenidade

 

Esta Missa utiliza-se na tarde do dia 14 de Agosto, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Sois a escada de luz, Az. Oliveira, NRMS 33-34

 

Antífona de entrada: Grandes coisas se dizem de Vós, ó Virgem Santa Maria, que hoje fostes exaltada sobre os coros dos Anjos e triunfais com Cristo para sempre.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nossa Senhora foi elevada ao Céu em corpo e alma. É a fé da Igreja, proclamada desde os primeiros tempos. Vamos louvar a Virgem e, através dEla, a Jesus, que está aqui na Eucaristia e cujo corpo é fruto do ventre sagrado da Virgem Santa Maria.

 

Examinemo-nos dos nossos pecados e limpemo-los pelo arrependimento, para nos parecermos com Aquela que Jesus nos deu por mãe.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, olhando para a humildade da Virgem Maria, a elevastes à dignidade de ser Mãe do Verbo Encarnado e neste dia a coroastes de glória, concedei-nos, por sua intercessão, que, salvos pelo mistério da redenção, mereçamos ser por Vós glorificados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Maria é a verdadeira Arca da Aliança. Nela habitou o próprio Deus. No final da Sua vida o Senhor levou-A em corpo e alma para o Céu.

 

1 Crónicas 15, 3-4.15-16 16, 1-2

Naqueles dias, 3David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado. 4Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas. 15Os levitas transportaram então a arca de Deus, por meio de varas que levavam aos ombros, conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor. 16David ordenou aos chefes dos levitas que dispusessem os seus irmãos cantores, para que, acompanhados por instrumentos de música – cítaras, harpas e címbalos – , entoassem as suas alegres melodias. 1Assim trasladaram a arca de Deus e colocaram-na no meio da tenda que David mandara levantar para ela. 2Depois ofereceram, diante de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão. Quando David acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, abençoou o povo em nome do Senhor.

 

A liturgia vê no solene e festivo transporte da Arca da Aliança de Quiriat-Iarim para a cidade de Jerusalém, conquistada aos jebuseus por David, a figura da entrada de Maria, em corpo e alma, no Céu. A Arca era o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. A Igreja louva Maria com o título de Arca da Aliança. Há exegetas que vêem na visita da Virgem Maria a Isabel ressonâncias deste relato, que justificam este título bíblico atribuído à Virgem Maria.

 

Salmo Responsorial Sl 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8)

 

Monição: Neste salmo louvamos a Deus pela Arca da Nova Aliança, que é Nossa Senhora.

 

Refrão:         Levantai-Vos, Senhor, e entrai no vosso repouso,

                      Vós e a arca da vossa majestade.

 

Ouvimos dizer que a arca estava em Éfrata,

encontrámo-la nas campinas de Jaar.

Entremos no seu santuário,

prostremo-nos a seus pés.

 

Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,

exultem de alegria os vossos fiéis.

Por amor de David, vosso servo,

não afasteis o rosto do vosso Ungido.

 

O Senhor escolheu Sião,

preferiu-a para sua morada:

«É este para sempre o lugar do meu repouso,

aqui habitarei, porque o escolhi».

 

Segunda Leitura

 

Monição: Jesus venceu a morte pela Sua ressurreição. E mostrou a Sua vitória levando Sua Mãe em corpo e alma para o Céu, o que é motivo de esperança para todos nós.

 

1 Coríntios 15, 54b-57

Irmãos: 54bQuando este nosso corpo mortal se tornar imortal, então se realizará a palavra da Escritura: «A morte foi absorvida na vitória. 55Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?». 56O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. 57Mas dêmos graças a Deus, que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

56 «O aguilhão da morte é o pecado». S. Paulo apresenta a morte personificada, a picar com o ferrão, isto é, a exercer o seu domínio sobre a humanidade: ao sermos feridos pelo pecado, morremos. Como se vê, isto está dito de modo figurado. «A força do pecado é a Lei». A Lei de Moisés, ao tornar mais patentes as obrigações, sem conceder a força para fazer o bem, dava força ao pecado, isto é, tornava-se ocasião de pecado (cf. Rom 7, 7-8).

57 «A vitória por N. S. J. Cristo»: Jesus, dando pleno cumprimento à Lei antiga, que exigia a morte do pecador, não só venceu a morte com a sua própria morte, como também arrebatou à morte o seu poder mortífero – «o aguilhão» –, isto é, o pecado, que feria a humanidade e a submetia à morte.

 

Aclamação ao Evangelho     Lc 11, 28

 

Monição: Maria é bem aventurada não apenas por ter sido Mãe de Jesus segundo a carne, mas por ter cumprido fielmente a palavra de Deus – diz-nos Jesus no Evangelho que vamos ouvir.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Felizes os que ouvem a palavra de Deus

e a põem em prática.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

 

Com este episódio começa a ter efectivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1, 48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao «faça-se» de Maria (cf. Lc 1, 38).

 

Sugestões para a homilia

 

Mais felizes os que ouvem a Palavra de Deus

O aguilhão do pecado é a morte

Mais felizes os que ouvem a Palavra de Deus

Escutávamos no Evangelho o elogio daquela mulher entusiasmada ao ouvir Jesus. Louva-O enaltecendo a Sua Mãe. Louvamos a Jesus louvando a Maria. E Ela leva-nos sempre a Jesus. Os louvores dirigidos a Ela terminam sempre no Seu Filho.

Jesus, porém, retoca o elogio: «Mais felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática» (Ev.). Como se dissesse: feliz a Minha mãe porque foi a que ouviu sempre a Palavra de Deus e a guardou. O Espírito Santo tinha-o afirmado, já antes, pela boca de Santa Isabel: «Feliz Aquela que acreditou naquilo que lhe foi dito» (Lc 1, 45).

Nossa Senhora ensina-nos a cumprir a vontade de Deus. Com o Seu exemplo e com o Seu conselho. Como nas bodas de Caná, Ela recomenda-nos: «Fazei tudo o que Jesus vos disser» (Jo 2, 6). É essa a maneira de agradar a Jesus e de ser feliz, de não faltar nunca, em nossa vida, esse vinho melhor e abundante, como nas bodas de Caná.

O aguilhão do pecado é a morte

O pecado trouxe consigo a morte. Assim aconteceu com os primeiros pais. Assim continua a acontecer. O pecado leva à morte, leva sempre à destruição da própria pessoa.

Maria foi a toda santa, a que não cometeu pecado algum. Era justo que o Seu corpo não conhecesse a corrupção da morte.

Jesus quis que Sua Mãe participasse da Sua vitória, levando-A em corpo e alma para o Céu. Assim o afirma tradição da Igreja desde a antiguidade. S. João Damasceno é testemunha privilegiada desta fé da Igreja. Refere um texto mais antigo segundo o qual os apóstolos se reuniram em Jerusalém para sepultar o corpo da Virgem: «O Seu corpo, que acolhera a Deus, acompanhado pelo canto dos anjos e dos apóstolos, foi colocado cuidadosamente no túmulo que se encontra no Getsémani, onde durante três dias não cessaram os cânticos dos anjos.

Passados três dias, com a chegada de Tomé, que estivera ausente e desejava venerar o corpo que acolhera a Deus, abriram o sepulcro. E não encontraram o Seu amadíssimo corpo, e, como só tivessem achado nele os lençóis que tinham envolvido o Seu corpo, inundados por um perfume maravilhoso que deles emanava, fecharam o túmulo.

Cheios de admiração pelo mistério, tiveram de concluir que Aquele que nEla quisera incarnar e fazer-se homem, o Verbo de Deus e Senhor da glória, e que conservara a Sua virgindade depois do parto, tinha querido, após a Sua vida na terra, honrar o Seu corpo imaculado, preservando-o da corrupção e levando-o para o céu, antes da ressurreição universal» (S. JOÃO DAMASCENO, Hom. sobre a dormição de Maria, MG 96,748)

 

 

Oração Universal

 

(Ver missa do dia)

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Quem vos escolheu, Rainha dos céus, M. Valença, NRMS 37

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, este sacrifício de reconciliação e de louvor que celebramos na Assunção da Santa Mãe de Deus, para que alcancemos o perdão dos pecados e vivamos em contínua acção de graças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio próprio, como na Missa seguinte: p. 913

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

Para acolher a Jesus, procuremos parecer-nos com a Virgem na Sua fé e humildade, na Sua pureza e caridade.

 

Cântico da Comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, M. Luís, Cânticos de Entrada e Comunhão II, pág. 194

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos fizestes participar na mesa celeste, ouvi benignamente as nossas súplicas e livrai de todo o mal aqueles que celebram a Assunção da Mãe de Deus. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos olhar para Nossa Senhora, aprender com Ela. E caminhemos, como os pequenitos, bem agarrados à Sua mão.

 

Cântico final: Nos braços de Deus forte, F. da Silva, NRMS 45

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Celestino C. Ferreira

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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