23º Domingo Comum

6 de Setembro de 2009

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Salmo 118, 137.124

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, e são rectos os vossos julgamentos. Tratai o vosso servo segundo a vossa bondade.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vivemos num mundo em contínua renovação, com invenções e descobertas que não podíamos imaginar há pouco tempo ainda.

Para os optimistas, é um tempo de grandes realizações, e descobertas, em que se abrem ao homem imensas possibilidades; para os pessimistas, o nosso tempo é um tempo de sobreaquecimento do planeta, de subida do nível do mar, de destruição da camada do ozono, de eliminação das florestas, de risco de holocausto nuclear...

Quer queiramos, quer não, Para todos nós é um tempo de desafios, de interpelações, de procura, de risco...

Como é que nós encaramos este mundo em transformação? Vemo-lo com os olhos da esperança, ou com os óculos negros do desespero?

 

Acto penitencial

 

Perante as novidades que a civilização nos apresenta, facilmente nos deixamos subjugar pelo que não tem valor, como a criança que prefere um brinquedo a uma verdadeira riqueza, sacrificando os valores eternos.

Manifestemos ao Senhor o nosso arrependimento e peçamos-Lhe a graça da conversão pessoal.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: corremos atrás do que dá prazer aos sentidos,

     e abandonamos os tesouros que nos ofereceis a cada instante.

     Senhor, tende piedade de nós!

 

     Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo: Olhamos a vida sem a luz da fé e com pessimismo,

     e somos enganados pela tentação de uma vida sem valores.

     Cristo, tende piedade de nós!

 

     Cristo, tende piedade de nós!

 

•   Senhor Jesus: cedemos à tentação da preguiça e alienação,

     na oração, nos sacramentos, no trabalho e no apostolado.

     Senhor, tende piedade de nós!

 

     Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade às nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías, companheiro dos judeus exilados em Babilónia, garante-lhes, quando estão afogados na dor e no desespero, que Deus está prestes a vir ao seu encontro para os libertar e conduzir à sua terra.

Nas imagens dos cegos que voltam a contemplar a luz, dos surdos que voltam a ouvir, dos coxos que saltarão como veados e dos mudos a cantar com alegria, o profeta representa essa vida nova, cheia de felicidade, abundante, transformadora, que o Senhor vai oferecer a Judá.

 

Isaías 35, 4-7a

4Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus; vem para fazer justiça e dar a recompensa; Ele próprio vem salvar-nos». 5Então se abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. 6Então o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria. As águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície; 7aa terra seca transformar-se-á em lago e a terra árida em nascentes de água.

 

Este pequeno trecho é tirado do chamado «Pequeno Apocalipse de Isaías» (Is 34, 1 – 35, 10), redigido em forma de um díptico: em contraste com a ruína de Edom (um símbolo das nações), descreve-se a utopia messiânica da Jerusalém restaurada, em que todas as doenças serão curadas Os vv. 5-6 são citados implicitamente em Mt 11, 5 e Lc 7, 22; no Evangelho de hoje (Mc 7, 37) também se pode ver uma alusão a esta passagem (v. 5): «e se desimpedirão os ouvidos dos surdos».

 

Salmo Responsorial      Sl 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1)

 

Monição: O salmista exorta-nos a louvar o Senhor e a confiar nele e não nos homens, porque Ele reina eternamente.

Com os mesmos sentimentos, façamos deste texto inspirado a nossa oração cheia de confiança.

 

Refrão:         Ó minha alma, louva o Senhor.

 

Ou:                Aleluia.

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente;

o teu Deus, ó Sião,

é rei por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Tiago Menor, na sua carta aos cristãos, exorta-os a que se comprometam com Jesus, seguindo-O no caminho do amor, da partilha, da doação.

Ensina todos os fiéis a não discriminar nem marginalizar qualquer pessoa, e a acolher com especial bondade os pequenos e os pobres.

 

Tiago 2, 1-5

Meus irmãos: 1A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo não deve admitir acepção de pessoas. 2Pode acontecer que na vossa assembleia entre um homem bem vestido e com anéis de ouro e entre também um pobre e mal vestido; 3talvez olheis para o homem bem vestido e lhe digais: «Tu, senta-te aqui em bom lugar», e ao pobre: «Tu, fica aí de pé», ou então: «Senta-te aí, abaixo do estrado dos meus pés». 4Não estareis a estabelecer distinções entre vós e a tornar-vos juízes com maus critérios? 5Escutai, meus caríssimos irmãos: Não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Ele prometeu àqueles que O amam?

 

Na secção de que é extraída a leitura (vv. 1-13), S. Tiago, de modo incisivo e com exemplos concretos (vv. 2-4), mostra a incompatibilidade entre a fé cristã e as discriminações e o favoritismo (cf. Mt 22, 16; 23, 8-11; Mc 10, 44-45; Jo 17, 20-21; Act 10, 34; Rm 2, 11; Gal 2, 6; 3,28; Ef 4, 3-5; 1 Pe 1, 17); a verdade é que também não pretende reprovar alguma distinção que se possa conferir a algum fiel, em razão da sua autoridade, idade, necessidade, ministério hierárquico, etc.; o que condena são as distinções ditadas por critérios mundanos (vaidade, subserviência, parcialidade, etc.); note-se que também são de reprovar os exageros ao atender legítimas distinções, pois há uma igualdade radical de todos os fiéis que a prática diária não pode desfigurar sem atraiçoar a lei do Reino, ou a régia lei como outros traduzem (no sentido de suprema), da caridade cristã.

1 «Não ligueis a fé em N.S.J.C. glorioso…»: há quem traduza: fé na glória do Senhor N. J. C., ou também fé no Senhor da glória (cf. 1 Cor 2, 8; Jo 12, 41; 17, 5; Is 42, 8; Ex 24, 16); assim teríamos uma afirmação da divindade de Jesus, mas parece preferível a tradução mais óbvia e corrente, referida à condição de Jesus glorificado, que adoptámos na tradução da Bíblia da Difusora Bíblica: «Não tenteis conciliar a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo glorioso com a acepção de pessoas».

2-5. «Pode acontecer que…» Uma forma delicada de prevenir abusos, que se davam entre os judeus, a que poderiam estar sujeitos cristãos com pouca formação; de qualquer modo, Tiago é claro e enérgico. Se condena «estabelecer distinções», não pretende reprovar alguma distinção, como acima se disse.

 

Aclamação ao Evangelho            cf. Mt 4, 23

 

Monição: Enche-nos de alegria a certeza da fé de que Jesus vai connosco a caminho do Céu e nunca nos abandona no meio das dificuldades.

Ela dá solução a todos os problemas humanos, de modo que, n’Ele e com Ele, vamos com segurança ao encontro do Pai.

Aclamemos o Evangelho da Salvação que proclama para nós esta consoladora esperança.

 

Aleluia

 

Cântico: F da Silva, NRMS 73-74

 

Jesus pregava o Evangelho do reino

e curava todas as enfermidades entre o povo.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 7, 31-37

Naquele tempo, 31Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. 32Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele. 33Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua. 34Depois, erguendo os olhos ao Céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te». 35Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar correctamente. 36Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam. 37Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».

 

Só Marcos refere em pormenor esta cura. Jesus não se limita a um gesto corrente de impor as mãos, mas «meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua» (v. 33), o que não envolve qualquer espécie magia, mas é um gesto simbólico, como que sacramental, apto para excitar a fé e confiança do doente e pôr em evidência como a graça divina da cura passa através de sinais sensíveis. Mas o milagre não aparece como fruto dos gestos de Jesus, mas devido à eficácia da sua palavra; nisto se distingue das benzeduras dos curandeiros judeus e dos passes mágicos helenísticos.

34 «Effathá»: a força poderosa da palavra de Jesus é de tal modo impressionante que se manteve na tradição a própria expressão aramaica, mesmo depois de o Evangelho ter passado a ser pregado em grego. S. Marcos, escrevendo para não judeus, tem o cuidado de fornecer a sua tradução: «abre-te!» A ordem não é dada por Jesus aos membros afectados pela doença, mas à pessoa do doente, o que reforça o seu simbolismo; neste sentido, a mesma palavra passou ao rito do Baptismo, mantendo-se ainda no Baptismo dos adultos; no das crianças temos agora apenas a oração a pedir que os ouvidos do baptizando se abram para em breve ouvir e aceitar a palavra de Deus; nesta linha está o apelo emblemático do Papa João Paulo II: «abri as portas a Cristo!»

 

Sugestões para a homilia

 

• Deus, nossa paz e salvação

Deus nunca nos falta.

N’Ele pomos a nossa esperança

Dá sempre resposta às nossas carências

•Jesus, rosto da bondade do Pai

Deus vem ao nosso encontro

Nós caminhamos ao encontro de Jesus

Deus tudo faz bem feito

1. Deus, nossa paz e salvação

Isaías, o primeiro dos chamados profetas maiores, acompanha a primeira leva de Judeus que vão desterrados para a Babilónia. Nesta situação humilhante e sem esperança, ameaça-os a tentação do desespero.

O Senhor envia-lhes o Seu profeta – como a cada um de nós aos homens de hoje – para os levantar desta prostração.

 

a) Deus nunca nos falta. «Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais

Estamos habituados a que os homens falhem nas suas promessas, e transferimos esta experiência amarga para Deus. E assim, ao mínimo contratempo, entramos em dúvidas de fé e de esperança.

É verdade que, muitas vezes, Deus não nos faz a vontade, não nos acompanha nos nossos sonhos de loucura, porque tem algo infinitamente mais valioso para nos dar.

Há, de facto, no mundo uma organização do mal que tem um chefe, um mentor, na luta contra Deus e na tentativa para destruir o amor e o bem no coração dos homens, pela violência, a imoralidade e o medo. Manifesta-se com leis iníquas, grupos de malfeitores e colaboração dos homens pela cedência à degradação.

A última palavra, contudo, pertence a Deus. O Salmo II, lembrando a omnipotência e a bondade infinita do Senhor do universo, e depois de chamar projectos vãos, sem futuro aos planos de alguns para destruir a humanidade que a Igreja tenta edificar, diz: «Aquele que habita nos céus ri-se deles e escarnece (dos seus planos).»

 

b) N’Ele pomos a nossa esperança. «Aí está o vosso Deus; vem para fazer justiça e dar a recompensa; Ele próprio vem salvar-nos».

Sem que os israelitas se apercebessem, o Senhor preparava o seu regresso à Terra Prometida, no momento oportuno.

Regressariam, porém, já convertidos dos seus desmandos anteriores, não para a grandeza de um reino temporal, fora do qual ficariam todos os outros povos – era este o seu sonho – mas para um reino que Deus viria fundar com as fronteiras do mundo e para os povos de todas as nações e tempos, Seria um reino espiritual, de salvação, que começasse na terra a comunhão que nos espera no Céu.

Sofremos, muitas vezes, porque teimamos em querer e exigir que Deus aprove os nossos planos caducos e colabore incondicionalmente neles.

Quando as coisas nos desagradam, a primeira pergunta que havemos de fazer é: qual a mensagem que o Senhor me transmite, por meio dos acontecimentos? Em que devo mudar a minha mentalidade e a minha conduta?

Todos os acontecimentos são portadores de um apelo de Deus a que nos convertamos, porque Ele sabe que este é o nosso caminho único de felicidade.

 

c) Dá sempre resposta às nossas carências. «Então se abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. Então o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria

Nas promessas do profeta Isaías ao povo de Deus parece intuir-se uma indicação discreta dos aspectos da vida em que precisamos urgentemente de melhorar:

Então se abrirão os olhos dos cegos. Temos necessidade de crescer na fé…e não o conseguiremos enquanto não melhorarmos a nossa formação doutrinal, para dar resposta aos problemas fundamentais do homem. Por outro lado, quando a fé não é levada à prática da vida, quando não há coerência entre o que acreditamos e fazemos, a fé debilita-se e morre. È como se os olhos se fechassem.

e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. Precisamos de estar mais atentos ao que o Senhor nos diz pela Sua Igreja e viver a docilidade às Suas inspirações.

Então o coxo saltará como um veado. Como está o nosso progresso na vida espiritual? Não é verdade que nos agarramos teimosamente a uma vida rotineira, resistindo ao que o Senhor nos inspira?

e a língua do mudo cantará de alegria. A pouco e pouco, emudecemos nas nossas orações e outras práticas de piedade. Entramos no plano inclinado da rotina, fazendo as coisas de Deus sem alma, e acabamos no abandono cobarde das nossas promessas do Baptismo.

É tempo de regressar, para que o Senhor possa corresponder ás nossas carências. Deste modo, águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície; a terra seca transformar-se-á em lago e a terra árida em nascentes de água.

2. Jesus, rosto da bondade do Pai

Na Sua vida pública, Jesus passa distribuindo às mãos cheias os milagres. Eles manifestam o poder, a bondade e a solicitude de Deus por nós.

 

a) Deus vem ao nosso encontro. «Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole

Jesus Cristo apresenta-Se no mundo como o rosto visível do Pai. Na última Ceia responde a um dos Doze: «Filipe: Há tanto tempo que estás comigo e não me conheces? Quem me vê, vê o Pai

Onde verdadeiramente se realiza a profecia de Isaías é na vinda de Jesus, no mistério da Incarnação. «Ele próprio vem salvar-nos».

Ele quer estar presente e actuante na Igreja até ao fim dos tempos. Nela Se torna acessível a todos.

Os milagres que faz na vida pública são uma alusão velada aos Sacramentos:

– a ressurreição dos mortos, pelos Sacramentos do baptismo e da Reconciliação e Penitência;

– a multiplicação dos pães e dos peixes, na Eucaristia;

– à cura dos cegos, leprosos, paralíticos, etc., respondem os Sacramentos da Igreja onde encontramos remédio para os nossos males.

Ao mesmo tempo que lança à terra dos corações a semente abundante da Boa Nova, Jesus realiza com gestos proféticos a riqueza dos Sacramentos – fontes da Graça – que nos vai oferecer na Sua Igreja.

 

b) Nós caminhamos ao encontro de Jesus. «Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele

As pessoas trazem a Jesus um surdo-mudo para que lhe restitua as condições de normalidade de vida. Ele quer deixar uma parte da Redenção para nós, associando-nos à alegria de espalhar o bem.

Muitos caminharão ao encontro de Jesus pelo seu próprio pé, inspirados pelo Espírito Santo. Mas, na economia normal da redenção, tem de ser cada um de nós a levar alguém ao encontro d’Ele, para que o cure.

É-nos pedido um pouco de esforço humano, para que tenhamos algum merecimento em nosso caminhar para Ele. Ouvir e ler a palavra de Deus, abeirar-se dos Sacramentos, participar na vida litúrgica são outros tantos modos de ir ao encontro de Jesus, para que nos conceda as Suas graças.

Não podemos, contudo, pensar apenas em nós. Temos de começar na terra a vida em comunhão que será o nosso prémio no Céu, para sempre, ajudando os outros a caminhar ao encontro do Senhor.

Fazemo-lo pelo testemunho de vida que lança interrogações nas pessoas; pela amizade sincera que se traduz numa palavra amiga que ajuda alguém a tomar norte e alento na vida.

 

c) Deus tudo faz bem feito. «Cheios de assombro, diziam: 'Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem'.»

Somos tentados algumas vezes, perante os acontecimentos que nos ultrapassam, a pensar que as coisas não têm lógica.

É necessário ter presente que Deus sabe infinitamente mais do que nós e conhece aquilo de que precisamos. Pelos caminhos mais desconhecidos leva-nos ao encontro das Suas maravilhas.

Foi assim com a Sua Paixão, Morte e Ressurreição. O que pareceu uma derrota avassaladora na Sua missão transformou-se numa vitória retumbante e para sempre.

Celebramos todos os dias e, com especial solenidade aos Domingos, a Santa Missa, mistério de fé, para que tenhamos presente esta sabedoria infinita de Deus.

Ela é um convite permanente a que nos entreguemos ao Senhor, confiando inteiramente n’Ele.

Nossa Senhora dá-nos o exemplo deste abandono nas mãos de Deus, pela sua entrega filial, embora o que Deus lhe pede seja um mistério profundo que só no decorrer dos tempos vai desvendar.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Cheios da confiança em Deus que a fé nos inspira,

aproximemo-nos do Coração Divino de Jesus Cristo

e peçamos-Lhe que resolva as nossas dificuldades.

Oremos (cantando):

 

     Atendei-nos, Senhor, pela Vossa misericórdia!

 

1. Pelo Santo Padre, sinal de esperança neste mundo,

     para que Deus o fortaleça na missão de Bom Pastor,

     oremos, irmãos.

 

     Atendei-nos, Senhor, pela Vossa misericórdia!

 

2. Pelos surdos que não podem ouvir a Palavra de Deus,

     para que o Senhor os liberte da surdez que os oprime,

     oremos, irmãos.

 

     Atendei-nos, Senhor, pela Vossa misericórdia!

 

3. Pela cura da mudez espiritual que nos impede de orar,

     para que Jesus nos ensine a todos a fazer bem oração,

     oremos, irmãos.

 

     Atendei-nos, Senhor, pela Vossa misericórdia!

 

4. Pelos que se preocupam com a fé dos seus semelhantes,

     para que Deus os recompense destes cuidados fraternos,

     oremos, irmãos.

 

     Atendei-nos, Senhor, pela Vossa misericórdia!

 

5. Pelos todos os que se deixaram escravizar no pessimismo,

     para que vivam na alegria e liberdade de filhos de Deus,

     oremos, irmãos.

 

     Atendei-nos, Senhor, pela Vossa misericórdia!

 

6. Pelos que trabalham a terra durante um ano inteiro,

     para que O Senhor lhes conceda colheitas abundantes,

     oremos, irmãos.

 

     Atendei-nos, Senhor, pela Vossa misericórdia!

 

Senhor, que estais sempre atentos às nossas necessidades,

mas gostais que vo-las apresentemos confiadamente,

para melhor nos apercebermos dos dons que nos concedeis:

iluminai-nos para pedirmos em cada momento da vida

tudo e só aquilo que é da Vossa Santíssima vontade

e por este caminho alcançarmos a glória do paraíso.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

O Senhor inundou-nos de luz com a Sua Palavra solenemente proclamada e explicada, para que possamos caminhar ao Seu encontro com toda a segurança.

Propõe-se agora preparar para nós um Alimento divino – o Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade – para que tenhamos forças para caminhar até ao Céu.

Avivemos a nossa fé e contemplemos, agradecidos, as maravilhas que vão acontecer sobre o altar, pelo ministério do sacerdote.

 

Cântico do ofertório: Os dons que vos trazemos, F. da Silva, NRMS 4 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, fonte da verdadeira devoção e da paz, fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente e que a nossa participação nos sagrados mistérios reforce os laços da nossa unidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Saudação da Paz

 

Cada um de nós será feliz na terra na medida em que se libertar o seu egoísmo para caminhar ao encontro dos outros.

O Senhor pede-nos continuamente que derrubemos os juros de orgulho e ambição que nos separam uns dos outros, perdoando-nos mutuamente as ofensas recebidas.

Revestidos destes sentimentos,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Os contemporâneos de Jesus testemunharam muitos milagres, mas só um grupo restrito – os Apóstolos e outras pessoas que estavam no Cenáculo – puderam comungar.

Somos os privilegiados do Amor de Deus, porque Ele nos convida a recebê-l’O na Santíssima Eucaristia.

Procuremos, em nossa pequenez e indigência, corresponder a tanto Amor com fé, humildade e devoção.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

Salmo 41, 2-3

Antífona da comunhão: Como suspira o veado pela corrente das águas, assim minha alma suspira por Vós, Senhor. A minha alma tem sede do Deus vivo.

 

ou

Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais e fortaleceis à mesa da palavra e do pão da vida, fazei que recebamos de tal modo estes dons do vosso Filho que mereçamos participar da sua vida imortal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Procuremos seguir Jesus Cristo Salvador pelos caminhos da vida, e não nos afastaremos do rumo que procuramos.

Ajudemos os nossos irmãos a procurá-l’O em cada dia, na Palavra, na Oração e na Eucaristia.

 

Cântico final: Senhor, fica connosco, M. Carneiro, NRMS 94

 

 

Homilia FeriaL

 

23ª SEMANA

 

2ª Feira, 7-IX: O sofrimento e a salvação do mundo.

Col 1, 24-2, 3 / Lc 6, 6-11

Alegro-me de sofrer por vós, e completo em mim o que falta às tribulações de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja.

A obra da Redenção continua a realizar-se com a participação de cada um de nós. Ofereçamos os nossos sacrifícios para benefício dos outros (cf Leit).

«O sofrimento, penetrado pelo espírito de sacrifício de Cristo, é o mediador insubstituível e autor dos bens indispensáveis para a salvação do mundo. O sofrimento é o que abre o caminho à graça que transforma as almas. O sofrimento torna presente na história da humanidade a força da Redenção» (Salvifici doloris, 27).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                       Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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