26º Domingo Comum

27 de Setembro de 2009

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O amor de Deus foi derramado, M. de Carvalho, NRMS 82-83

Dan 3, 31.29.30.43.42

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, em tudo o que fizestes. Pecámos contra Vós, não observámos os vossos mandamentos. Mas para glória do vosso nome, mostrai-nos a vossa infinita misericórdia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor convida-nos hoje a reflectir sobre os que vivem em ambientes diversos dos nossos e que fazem todo o bem que podem. Lembremo-nos que o Espírito sopra onde quer e não os invejemos, pois isso seria fanatismo, talvez inconsciente. Por isso, deveremos estar abertos à luz de Deus, a fim de que nos ajude a discernir e a agir em situações que por vezes são difíceis ou delicadas.

Porque nem sempre temos julgado e actuado criteriosamente, peçamos perdão ao Senhor.

 

Oração colecta: Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis, infundi sobre nós a vossa graça, para que, correndo prontamente para os bens prometidos, nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus actua livremente na distribuição dos Seus dons, para bem da comunidade. Assim aconteceu com a multiplicação do carisma profético na pessoa de setenta anciãos israelitas, no tempo de Moisés.

 

Números 11, 25-29

Naqueles dias, 25o Senhor desceu na nuvem e falou com Moisés. Tirou uma parte do Espírito que estava nele e fê-lo poisar sobre setenta anciãos do povo. Logo que o Espírito poisou sobre eles, começaram a profetizar; mas não continuaram a fazê-lo. 26Tinham ficado no acampamento dois homens: um deles chamava-se Eldad e o outro Medad. O Espírito poisou também sobre eles, pois contavam-se entre os inscritos, embora não tivessem comparecido na tenda; 27e começaram a profetizar no acampamento. Um jovem correu a dizê-lo a Moisés: «Eldad e Medad estão a profetizar no acampamento». 28Então Josué, filho de Nun, que estava ao serviço de Moisés desde a juventude, tomou a palavra e disse: «Moisés, meu senhor, proíbe-os». 29Moisés, porém, respondeu-lhe: «Estás com ciúmes por causa de mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Espírito sobre eles!»

 

Este texto, extraído da 2ª parte de Números, que trata da estância do povo em Cadés (10, 11 – 20, 21), foi seleccionado em função do Evangelho (Mc 9, 38-40), pela semelhança entre a atitude de Josué e a do Apóstolo João. A passagem deixa ver a grandeza de ânimo e a prudência no governo de Moisés, ao fazer participante do seu carisma 70 anciãos, dito duma forma simbólica: «Deus tomou uma parte do espírito de Moisés». E, quando Josué zela exageradamente a honra de Moisés, ao ver que Eldad e Meldad não actuavam na dependência imediata do caudilho, este não se mostra ciumento, resistindo à tentação de se tornar autoritário, absorvente e exclusivista; pelo contrário, zela mais as vantagens do seu povo do que o seu protagonismo e proeminência pessoal, por isso responde: «quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta» (v. 9).

 

Salmo Responsorial Sl 18 (19), 8.10.12-13.14

 

Monição: Este salmo exprime o contentamento da comunidade cristã, ao contemplar a acção do Senhor em favor dos Seus filhos. É um hino de louvor e de acção de graças a Deus que nos criou e nos acompanha.

 

Refrão:         Os preceitos do Senhor alegram o coração.

 

A lei do Senhor é perfeita,

ela reconforta a alma.

As ordens do Senhor são firmes,

dão a sabedoria aos simples.

 

O temor do Senhor é puro

e permanece eternamente;

os juízos do Senhor são verdadeiros,

todos eles são rectos.

 

Embora o vosso servo se deixe guiar por eles

e os observe com cuidado,

quem pode, entretanto, reconhecer os seus erros?

Purificai-me dos que me são ocultos.

 

Preservai também do orgulho o vosso servo,

para que não tenha poder algum sobre mim:

então serei irrepreensível

e imune de culpa grave.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Tiago censura severamente os ricos assinalando duas situações: a dos que acumulam com sofreguidão as riquezas, julgando encontrar nelas a felicidade e ficam desiludidos; e a dos que se fazem ricos à custa dos outros por não lhes pagarem o que é justo. Aqui a justiça divina intervém, atenta à voz dos que são privados daquilo que lhes é devido.

 

Tiago 5, 1-6

1Agora, vós, ó ricos, chorai e lamentai-vos, por causa das desgraças que vão cair sobre vós. 2As vossas riquezas estão apodrecidas e as vossas vestes estão comidas pela traça. 3O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se, e a sua ferrugem vai dar testemunho contra vós e devorar a vossa carne como fogo. Acumulastes tesouros no fim dos tempos. Privastes do salário os trabalhadores que ceifaram as vossas terras. 4O seu salário clama; e os brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo. 5Levastes na terra uma vida regalada e libertina, cevastes os vossos corações para o dia da matança. 6Condenastes e matastes o justo e ele não vos resiste.

 

Esta tremenda objurgação de S. Tiago aos ricos vai provavelmente dirigida mesmo a alguns já convertidos ao cristianismo, mas que não acabariam de entender e viver a doutrina de Cristo acerca das riquezas (cf. Lc 6, 24.25; Mt 6, 20; 25, 14.16; Lc 12, 20-21; 16, 19-30).

4 «O seu salário clama; e brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor». Daqui vem a designação para certos pecados que bradam ao Céu; não pagar o salário a quem trabalha é um dos 4 pecados que na Escritura se diz que bradam ao Céu, juntamente com o homicídio voluntário, a sodomia e a opressão dos pobres, principalmente órfãos e viúvas (cf. Gn 4, 10; 18, 20-21; Ex 22, 21-23). A linguagem utilizada parece-nos demasiado violenta, mas seria o meio mais eficaz para sacudir almas empedernidas no pecado, para as levar à conversão através do cumprimento dos seus deveres de justiça.

5 O dia da matança, isto é, o dia do castigo divino (cf. Jer 12, 3; Sof 1, 7-9); outros entendem a matança como uma imagem da opressão dos explorados, como em Sir 34, 21-22.

6 Uma outra tradução possível, adoptada por nós, é esta: «Condenastes e destes a morte ao inocente, e Deus não vai opor-se?».

 

Aclamação ao Evangelho            cf. Jo 17, 17b.a

 

Monição: O Senhor é a verdade e somente n’Ele se pode encontrar. Se queremos realmente amar a Deus teremos de lutar pela verdade.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS10 (II)

 

A vossa palavra, Senhor, é a verdade;

santificai-nos na verdade.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 9, 38-48 (37-47 na Vulgata)

Naquele tempo, 38João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco». 39Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim. 40Quem não é contra nós é por nós. 41Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. 42Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que crêem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar. 43Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga. (44) 45E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena. (46) 47E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, 48onde o verme não morre e o fogo não se apaga».

 

A leitura recolhe ensinamentos dispersos de Jesus. No trabalho de formação dos discípulos, depois da confissão de fé de Pedro (8, 29), é interessante notar como Jesus, na 2ª parte de Marcos, tem vindo pacientemente a corrigir o espírito daqueles homens sinceros, mas rudes, aproveitando todos os incidentes diários, em que estes falhavam (cf. 8, 33; 9, 12. 16-19.28-29.33-35). Desta vez, é também mais um dos do núcleo duro que tem de ser advertido, João, que mostra estreiteza de vistas e um exclusivismo incompatível com o espírito cristão; a lição de Jesus permanece para sempre actual: o que é bem é bem, embora seja outro, que não eu, eu a fazê-lo. A sentença «quem não é contra nós é por nós» não está em contradição com o que Jesus afirma em Lc 11, 23 e Mt 12, 30: «quem não está comigo está contra Mim», pois são contextos diversos. No da primeira sentença, trata-se de alguém que também trabalhava pela a causa de Deus e do bem, ao passo que o da segunda frase é o da luta de vida ou morte entre Jesus e o demónio, em que não pode haver meio termo: ou se está do lado de Jesus, ou do lado de Satanás (é que acusavam Jesus de ter um pacto com o maligno para fazer os milagres!).

41 Este versículo não tem mais ligação com o resto para além da ligação verbal: «em nome de» (que a tradução «por serdes de» não permite ver); é bem sabido que as palavras de Jesus se transmitiram agrupando-as muitas vezes de forma artificial (também estas palavras são como as cerejas).

42-48 Os versículos que se seguem sobre o escândalo constituem uma perícope diferente. A palavra «escândalo» designa um tropeço para fazer cair, algo que leva a pecar; e os «pequeninos que crêem em Mim» não parece que neste contexto sejam simplesmente os discípulos, como acontece noutras vezes, pois Jesus aqui está a dirigir-se precisamente a eles; serão os pequenos mais pequenos, «os pequeninos», isto é, os mais frágeis e indefesos, os menores de idade. A especial gravidade que há em escandalizar as crianças não provém apenas da sua inocência, mas sobretudo de elas se acharem mais vulneráveis e indefesas contra o mal. As palavras de Jesus são tremendamente sérias e de grande actualidade. Não nos parece que se deva fazer uma tradução restritiva de «escandalizar» por «fazer perder a fé», como faz a Sociedade Bíblica e Britânica («If anyone should cause one of these little ones to lose faith in me…»), não assim a Portuguesa («fazer cair em pecado»).

43-48 «Corta... deita fora...» Este cortar e deitar fora os membros do corpo tem que se entender em sentido figurado, mas sem diminuir em nada a força e a importância da expressão: Jesus proclama graficamente a grave obrigação de afastar e evitar a ocasião próxima de pecado, pois o bem da alma é superior a todos os bens materiais, mesmo os mais apreciados. «Geena», (em hebraico Ge-hinnon) é o vale a Sul e a Oeste de Jerusalém, fora das muralhas, que a partir de Jer 19, 6-7, veio a designar o lugar do castigo eterno (assim em 1 Henoc e 4 Esdras); no tempo de Jesus era uma lixeira da cidade a que se chegava o lume e onde sempre havia fogo a remoer; também Jesus usou frequentemente esta imagem para designar o Inferno, «onde o verme não morre e o fogo não se apaga» (v. 48; cf. Mt 25, 41.46). A expressão, para além de indicar a gravidade e a eternidade da pena, pouco pode dizer da sua natureza.

 

Sugestões para a homilia

 

A indignação originada pela inveja

A actuação do Espírito de Deus

A ausência de compreensão e partilha é escândalo

A indignação originada pela inveja

A primeira leitura lembra-nos os tempos em que Israel atravessava dificilmente o deserto, a caminho da terra prometida. Moisés sente-se atormentado com o descontentamento do seu povo. Dá-se então a multiplicação do carisma profético na pessoa dos setenta anciãos. Alguns, entre os quais Josué – íntimo de Moisés –, ficam indignados por também profetizarem aqueles que estão fora do círculo restrito dos que fazem parte da «estrutura». Pedem a Moisés que os faça calar. Com grandeza de alma, ele afirma que até quereria que Deus admitisse mais pessoas a esse dom.

Ainda hoje nas nossas comunidades existem pessoas que, por vezes inconscientemente, assumem esta mesma atitude. Querem fazer tudo sozinhas, entravam alguém que se insira nas suas preferências, não aceitam ajuda, não querem repartir encargos. Por isso começam a ficar esgotadas e, por fim, frustradas.

Tal atitude conduz ao fanatismo. Quem assim actua acaba por atacar todos os que não pensam de igual modo ou não pertencem ao mesmo grupo; esquecem o bem que os outros fazem ou podem fazer; não partilham ideias e propósitos; não aceitam ajudas.

A actuação do Espírito de Deus

Mas onde brotar o bem, o amor, a paz e a alegria, aí se manifesta a actuação de Deus.

Quem não aceita esta liberdade do Espírito agir onde quer, é fanático e acaba por se agitar, disputando tudo e todos.

O Evangelho narra a mesma situação: os discípulos reagem, manifestando ao Mestre a sua desilusão e irritabilidade ao verem que alguém não seguidor do grupo restrito de Jesus curava em Seu nome. Querem que o Mestre impeça a acção dessa pessoa. O Senhor condena a intransigência dos seus e define uma regra para todos os cristãos: quem quer que actue em favor do homem é dos nossos.

Norteados por tal princípio, não podemos aceitar o zelo mal entendido. Este, aparta pessoas e grupos. Devemos combater a inveja que não reconhece as boas obras dos outros. Fiquemos alegres com o bem que praticam; estimulemos todas as formas de bondade e rectidão que se manifestam nos demais, ainda que não pertençam à nossa religião, ao nosso grupo, à nossa comunidade.

A ausência de compreensão e partilha é escândalo

A comunidade deve evitar o escândalo, sobretudo aos mais pequenos, sendo que os mais pequenos são as pessoas mais débeis na fé e escandaloso o que as inibe de se moverem como seguidores de Cristo.

O escândalo pode vir de fora, por exemplo: na rejeição daqueles que erram na vida; dos atingidos por alguma doença que os faça envergonhar; da mãe solteira; daqueles que rotulamos de corruptos; dos divorciados. A sua ausência da comunidade é originada muitas vezes por se sentirem julgados, rejeitados e incompreendidos.

Há o escândalo que vem de dentro: proveniente da própria mão, do próprio pé, dos próprios olhos. Jesus aponta-nos comportamentos errados que, quando descobertos, temos o dever de corrigir fazendo os cortes necessários: devemos evitar o dedo apontado em atitude altiva de quem aplica a sua própria vontade; as mãos que arrancam a honra; os olhares invejosos, de desconfiança, de malícia; os pés que cheios de ressentimento levam à represália; os olhos que cheios de suspeição alimentam aversões e entravam a partilha dentro da própria comunidade evitando que os irmãos se falem.

A segunda leitura expressa o mesmo. Há também, infelizmente, cristãos que, como diz S. Tiago, amontoam riquezas, não repartem os seus bens com os pobres, exploram os seus servidores e se transformam em ocasião de escândalo para os que notam a sua actuação nada adequada à fé que dizem professar. Pior é quando não se mentalizam dessa condição nada condizente com discípulos de Cristo.

Mais que impedir que os outros «façam milagres», Jesus recorda-nos a necessidade de afastarmos o mal e de fazermos o bem.

Lembremo-nos: O simples copo de água dado em nome de Cristo terá a sua recompensa.

 

Fala o Santo Padre

 

«Cada pessoa é atraída pelo amor – que é o próprio Deus –

mas muitas vezes erra nos modos concretos de amar.»

No Evangelho deste domingo, Jesus anuncia pela segunda vez aos discípulos a sua paixão, morte e ressurreição (cf. Mc 9, 30-31). O evangelista Marcos põe em evidência o forte contraste entre a sua mentalidade e a dos doze Apóstolos, que não só não compreendem as palavras do Mestre e rejeitam categoricamente a ideia de que Ele vá ao encontro da morte (cf. Mc 8, 32), mas discutem entre si sobre quem deve ser considerado «o maior» (cf. Mc 9, 34). Jesus explica-lhes com paciência a sua lógica, a lógica do amor que se faz serviço até à entrega de si mesmo: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35).

Esta é a lógica do Cristianismo, que corresponde à verdade do homem criado à imagem de Deus, mas ao mesmo tempo contrasta com o seu egoísmo, consequência do pecado original. Cada pessoa humana é atraída pelo amor que afinal é o próprio Deus mas muitas vezes erra nos modos concretos de amar, e assim de uma tendência originalmente positiva mas maculada pelo pecado, podem derivar intenções e acções más. É o que nos recorda, na liturgia hodierna, também a Carta de São Tiago: «Onde há inveja e espírito faccioso também há perturbação e todo o género de obras más. Mas a sabedoria que vem do alto é, em primeiro lugar, pura; depois, é pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia». E o Apóstolo conclui: «É com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos obreiros da paz» (3, 16-18). (...)

 

Papa Bento XVI, Castel Gandolfo, 24 de Setembro de 2006

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus nosso Pai

com toda a confiança,

movidos pela acção do Espírito,

que sopra onde quer,

e por intermédio de Jesus Cristo, nosso salvador, digamos:

 

Senhor, ouvi a nossa oração.

 

1.    Pelas intenções do Santo Padre,

a fim de que se realizem todos os seus projectos,

oremos, irmãos.

 

2.   Pela Santa Igreja de Deus,

para que, fiel ao mandamento de Cristo,

continue firme no ensino da doutrina Sagrada

e certa de que é sua depositária,

oremos, irmãos.

 

3.   Pelos animadores das nossas comunidades,

para que, à semelhança de Moisés, não desanimem

quando ao fim de alguns anos de intenso trabalho

não vêem mudança substancial nos seus membros,

oremos, irmãos.

 

4.   Pelos membros empenhados da nossa comunidade,

para que saibam sempre ter espírito de serviço

e partilhar os seus projectos e actividades

com todos aqueles que sintam o desejo sincero de participar,

oremos, irmãos.

 

5.   Para que todos nos alegremos

com os gestos de amor consumados pelos outros,

sejam ou não do nosso círculo limitado de amigos,

oremos, irmãos.

 

6.   Por todos nós aqui reunidos,

para que saibamos fazer gestos simples

e espontâneos de acolhimento,

lançando assim  vínculos de firmeza que transmitam fruto,

oremos, irmãos.

 

7.   Por todos os cristãos,

para que, pelas suas atitudes,

não sejam nunca pedra de escândalo,

que impeça a aproximação a Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

Pai Santo,

dai a cada homem um coração

que se deixe conduzir pelo Espírito,

e albergue alegremente a Boa Nova

anunciada por Jesus Cristo vosso Filho.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A tua voz ouvi, H. Faria, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Deus de misericórdia infinita, aceitai esta nossa oblação e fazei que por ela se abra para nós a fonte de todas as bênçãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Que Deus nosso Pai aceite a nossa boa vontade e nos ajude, através da comunhão do sagrado Corpo e Sangue do Senhor, a ter a coragem de saber cortar com tudo aquilo que em nós, ou por nosso intermédio, se possa tornar pedra de escândalo para os homens nossos irmãos.

 

Cântico da Comunhão: Banquete sagrado, F. da Silva, NRMS 15

cf. Salmo 118, 9-5

Antífona da comunhão: Senhor, lembrai-Vos da palavra que destes ao vosso servo. A consolação da minha amargura é a esperança na vossa promessa.

 

Ou

1 Jo 3, 16

Nisto conhecemos o amor de Deus: Ele deu a vida por nós também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.

 

Cântico de acção de graças: Bendito sejas, sei que Tu pensas em mim, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que este sacramento celeste renove a nossa alma e o nosso corpo, para que, unidos a Cristo neste memorial da sua morte, possamos tomar parte na sua herança gloriosa. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Evitemos o dedo apontado em atitude arrogante de quem impõe a própria vontade; as mãos que roubam e os dedos que apontam; os olhares sobranceiros, invejosos ou maldosos que dividem e os pés que nos conduzem por caminhos de vingança.

 

Cântico final: A fé em Deus, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilia Ferial

 

26ª SEMANA

 

2ª Feira, 28-IX: Modelo para a Comunhão eucarística.

Zac 8, 1-8 / Lc 9, 46-50

E quem me acolher, acolhe Aquele que me enviou.

Cuidemos esmeradamente a nossa Comunhão eucarística procurando viver na presença do Senhor durante o dia; cumprindo melhor os nossos deveres quotidianos; dizendo algumas comunhões espirituais.

Recebamos o Senhor como a Virgem Maria: «E o olhar extasiado de Maria, quando contemplava o rosto de Cristo recém-nascido e os estreitava nos seus braços, não é porventura o modelo inatingível de amor em que se deve inspirar todas as nossas comunhões eucarísticas?»(IVE, 55).

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          António E. Portela

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                       Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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