Santos Anjos da Nossa Guarda

2 de Outubro de 2009

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Anjo da Guarda, H. Faria, NRMS 11-12

Dan 3, 58

Antífona de entrada: Anjos do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-O e exaltai-O para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

É doutrina católica que cada homem tem na terra um Anjo da Guarda: «A existência dos Anjos, seres espirituais, não corporais, é uma verdade de fé» (Catec. Da Igreja Católica, n.328).

«Quanta reverência deve despertar em nós esta palavra 'Anjo da Guarda'! Quanta devoção, quanta confiança! Reverência pela sua presença, confiança pela sua benevolência, confiança pela sua guarda!» (S. Bernardo).

Celebremos, pois, esta festa dos Anjos da Guarda com muita gratidão a Deus por nos ter dado tão preciosa companhia.

 

Oração colecta: Senhor, que na vossa admirável providência enviais os Anjos para nos guardarem, ouvi as nossas súplicas e fazei que sejamos sempre defendidos pela sua protecção e gozemos eternamente da sua companhia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Assim como o povo judeu, na travessia do deserto, era acompanhado por um Anjo, também nós, nesta peregrinação, rumo à eternidade, temos um Anjo para nos proteger.

 

Êxodo 23, 20-23

20Eis o que diz o Senhor: «Vou enviar um Anjo à tua frente, para que te proteja no caminho e te conduza ao lugar que preparei para ti. 21Respeita a sua presença e escuta a sua voz não lhe desobedeças. Ele não perdoaria as vossas transgressões, porque fala em meu nome. 22Mas, se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que Eu te disser, serei inimigo dos teus inimigos e perseguirei os que te perseguirem. 23aO meu Anjo irá à tua frente».

 

Esta leitura é tirada do texto do Êxodo, da parte que se segue ao «Código da Aliança», e com que se introduzem disposições relativas à entrada na Palestina. Nestes versículos, Deus garante ao seu Povo uma protecção especial, que lhe permita entrar na posse da terra prometida. Daí a actualização que a Igreja faz deste texto, aplicando-o ao novo Povo de Deus, a Igreja, que é guiada e assistida pelos Anjos da Guarda, a caminho do Céu. Lembramos que, quando no Antigo Testamento se fala do «anjo do Senhor», habitualmente designa-se a presença do próprio Deus ou uma sua directa intervenção (cf. Gn 16, 7; 22, 11.14; Ex 3, 2; 14, 19; etc.); mas, em muitas outras passagens, quando se fala de «o meu anjo», ou simplesmente de «o anjo» (cf. Ex 33, 2; Nm 20, 16), sobretudo em contraste com Deus (cf. Salm 138, 1), sem dúvida que se refere a seres espirituais distintos de Deus, os anjos. Que estes existem é uma verdade que está clara no Novo Testamento e pertence à fé da Igreja (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 334-336), que professamos: «Creio em Deus… Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis»; e as coisas invisíveis «não são as galáxias, mas esses puros espíritos, que são os anjos» (Sequeri).

 

Salmo Responsorial Salmo 90 (91) 1-2.3-4.5-6.10-11

 

Monição: O Salmo Responsorial exprime a alegria dos crentes, cantando a bondade de Deus que envia o seu Anjo para nos guardar em todos os nossos caminhos.

 

Refrão:         O Senhor mandará aos seus Anjos

                      que te guardem em todos os teus caminhos.

 

Tu que habitas sob a protecção do Altíssimo

e moras à sombra do Omnipotente,

diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela:

meu Deus, em Vós confio».

 

Ele te livrará do laço do caçador

e do flagelo maligno.

Cobrir-te-á com as suas penas,

debaixo das suas asas encontrarás abrigo.

 

A sua fidelidade é escudo e couraça:

não temerás o pavor da noite, nem a seta que voa de dia

nem a epidemia que se propaga nas trevas,

nem a peste que alastra em pleno dia.

 

Nenhum mal te acontecerá,

nem a desgraça se aproximará da tua morada.

Porque Ele mandará aos seus anjos

que te guardem em todos os teus caminhos.

 

 

Aclamação ao Evangelho    Salmo 102 (103), 21

 

Monição: Escutemos com fé o Evangelho de Jesus Cristo. Ele é a Palavra salvadora que o Pai envia a todos os homens.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendizei o Senhor, todos os seus exércitos,

que estais ao seu serviço e executais a sua vontade.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 18, 1-5. 10

1Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no reino dos Céus?». 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus. 4Quem for humilde como esta criança esse será o maior no reino dos Céus. 5E quem acolher em meu nome uma criança como esta acolhe-Me a Mim. 10Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus Anjos vêem continuamente o rosto de meu Pai que está nos Céus».

 

A leitura é tirada do início do chamado «discurso eclesiástico» de Jesus (Mt 18) sobre a vida na Igreja, concretamente como devem ser as relações dos cristãos entre si e como se deve exercer a autoridade; o discurso é introduzido com uma pergunta dos discípulos: «Quem é o maior no Reino dos Céus?».

10 «Os seus Anjos», isto é, os Anjos da Guarda das crianças. A contexto desta afirmação é o da importância que na Igreja se deve dar aos «pequeninos» (vv. 6.14), isto é, àqueles são mais necessitados de auxílio, quer pela sua pouca idade, quer pela pouca formação, ou recente conversão; é preciso ter um cuidado especial para não os escandalizar. O próprio Deus toma esses pequeninos ao seu cuidado, confiando-os a um Anjo protector; e esse mesmo Anjo se encarregará também de acusar diante do «Pai que está nos Céus», cujo «rosto vêem continuamente», todos aqueles que os levem a pecar. Mas não são apenas os pequeninos, são todos os seres humanos que têm o seu Anjo da Guarda (cf. Hebr 1, 14; Lc 16, 22; Catecismo da Igreja Católica, nº 336).

 

Sugestões para a homilia

 

1. Reverência devida aos Anjos da Guarda.

2. Confiança na sua protecção.

3. Devoção e amizade

1. Reverência devida aos Anjos da Guarda.

Os Anjos da Guarda são espíritos puríssimos e santíssimos; são nossa companhia de dia e de noite. Não são visíveis aos olhos da carne; por isso, torna-se necessário escutar a nossa fé e ela nos provará que jamais nos falta esta angélica presença: «Em qualquer esconderijo, em qualquer lugar onde te encontres, tem reverência ao teu Anjo. Como podes fazer, estando ele presente, aquilo que não farias diante de mim?» (S. Bernardo).

«Desde a infância até à morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência e intercessão. 'Cada fiel tem a seu lado um anjo como protector e pastor para conduzi-lo à vida' (S. Basílio). Desde este mundo, a vida cristã participa, pela fé, na sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus» (Catec. Da Igreja Católica, 336).

2. Confiança na sua protecção.

Confiemos na protecção dos nossos Anjos. Eles podem socorrer-nos e têm muito gosto em fazê-lo: para isso estão connosco. São fidelíssimos, prudentes e poderosos. Como podemos ter receio, estando eles presentes?

Eles despertam em nós bons pensamentos para estimular-nos ao bem (Cfr. Tob. 6, 16), e bons desejos para afastar-nos do mal, influenciando a nossa inteligência, avivando a nossa memória, estimulando a nossa vontade.

Eles afastam de nós os perigos da alma e do corpo, pedem pelos seus protegidos, prestam-nos imensos favores, despertando e avivando a presença de Deus, estimulando a nossa confiança cada vez maior em Deus e na Santíssima Virgem, Rainha dos Anjos e dos Santos.

«Tem confiança com o teu Anjo da Guarda. – Trata-o como amigo íntimo – é-o efectivamente – e ele saberá prestar-te mil e um serviços nos assuntos correntes de cada dia» (Cam. 562).

«Bebe na fonte límpida dos 'Actos dos Apóstolos': no capítulo XII, Pedro, libertado da prisão por intervenção dos Anjos, encaminha-se para a casa da mãe de Marcos. – Não querem acreditar na criadita que afirma que Pedro está à porta. 'Angelus ejus est!'. – Será o seu Anjo! diziam.

– Repara na confiança com que os primeiros cristãos tratavam os seus Anjos!

– E tu?» (Cam. 570).

3. Devoção e amizade.

Eles são nossos amigos e nossos irmãos. Com eles seremos participantes da glória eterna, se nos portarmos bem. Manifestemos-lhes a nossa amizade, tenhamos atenções com eles, obedeçamos e demos atenção às suas inspirações. Invoquemo-los com frequência. Os Anjos da Guarda oferecem a Deus as nossas súplicas e as nossas boas obras, juntamente com a sua intercessão: «Eu ofereci a tua oração ao Senhor» (Tob. 12, 2).

«Se tivesses presente o teu Anjo e os do teu próximo, evitarias muitas tolices que deslizam na tua conversa» (Cam. 564)

«Sei que te dou uma alegria ao copiar para ti esta oração aos Santos Anjos da Guarda dos nossos Sacrários:

«Ó Espíritos Angélicos que guardais os nossos Tabernáculos, onde repousa o tesouro adorável da Sagrada Eucaristia, defendei-o das provações e conservai-o para o nosso amor». (Cam. 569)

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, confiemos a nossa oração ao ministério dos Anjos,

Mensageiros de Deus Pai e nossos intercessores

E imploremos:

 

R. Nós vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus:

para que a protecção dos Santos Anjos da Guarda

a defenda dos ataques do inimigo,

oremos.

 

2.  Pelos Bispos, Sacerdotes e Diáconos

para que sejam diligentes como os Anjos

e anunciem com alegria a Boa Nova,

oremos.

 

3.  Pelo aumento das vocações sacerdotais,

religiosas e de vida consagrada,

para o bem da Santa Igreja

e salvação das almas,

oremos.

 

4.  Por todos nós aqui reunidos,

pelas nossas crianças, pelos nossos doentes e velhinhos,

para que sintamos sempre a protecção dos Santos Anjos,

oremos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

acolhei a nossa oração e fazei de nós

verdadeiros concidadãos dos Santos Anjos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A vida só tem sentido, H. Faria, NRMS 103-104

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, os dons que Vos apresentamos em honra dos santos Anjos e concedei-nos que, pela sua contínua protecção, sejamos livres dos perigos desta vida e cheguemos à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Antes de nos aproximarmos da Santíssima Eucaristia, para recebermos o Corpo do Senhor, vejamos se nos encontramos dispostos a cumprir com fidelidade os Mandamentos de Deus e se andamos de bem com todos os nossos irmãos. Peçamos ao nosso Anjo da Guarda que interceda por nós, para sermos cada vez mais dignos de receber o Corpo de Jesus, como verdadeiros amigos de Deus.

 

Cântico da Comunhão: Anunciai em toda a terra, F. da Silva, NRMS 106

Salmo 137, 1

Antífona da comunhão: Na presença dos Anjos, eu Vos louvarei, meu Deus.

 

Oração depois da comunhão: Deus, nosso Pai, que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, com a assistência dos santos Anjos, no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Não deixemos de rezar muitas vezes ao nosso Anjo da Guarda, cultivando sempre uma maior amizade com ele. Assim teremos mais presença de Deus.

 

Cântico final: Como promessa de cada hora, M. Faria, NRMS 30

 

 

Homilia Ferial

 

 

Sábado, 3-X: Modos de agradar ao Senhor.

Bar 4, 5-12. 27-29 / Lc 10, 17-24

Jesus estremeceu de alegria…e disse: Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra…Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.

«O seu estremecimento – sim, ó Pai! - revela o íntimo do seu coração, a sua adesão ao beneplácito do Pai, como um eco do Fiat de sua Mãe aquando da sua concepção e como prelúdio do que Ele próprio dirá ao Pai na sua agonia» (CIC, 2603).

Lembremo-nos também da «profunda analogia entre o fiat pronunciado por Maria, em resposta às palavras do Anjo, e o Ámen, que cada fiel pronuncia quando recebe o Corpo do Senhor» (IVE, 55).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Alfredo Melo

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                       Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 

 

 


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