14º Domingo Comum

3 de Julho de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhor, em vosso Templo recordamos, M. Carvalho, NRMS 90-91

Salmo 47, 10-11

Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

As manifestações de religiosidade – casamentos, comunhões solenes, procissões e festividades em honra dos santos – em vez de glorificarem o mistério celebrado, servem, muitas vezes, se não houver cuidado em dar doutrina e promover a disciplina, para alimentar a vaidade pessoal com ostentações de luxo e esbanjamento.

Fica-se a pensar, em certos casos, que as pessoas não procuram a glória de Deus, mas a própria glória.

Investe-se muito dinheiro e tempo no cuidado em preparar externamente a festa, e pouco ou nenhum cuidado na preparação interior.

Às vezes, as nossas festas fazem lembrar o que acontece com a talha barroca em certos monumentos: muito dourado pela frente e, por vezes, teias de aranha e ripas de madeira carcomida por detrás, onde os olhos dos visitantes não alcançam.

Na liturgia da Palavra deste 14.º Domingo do tempo comum o Senhor convida-nos a reflectir onde se encontra a verdadeira riqueza da nossa vida.

 

Acto penitencial

 

Reconheçamos humildemente que muitas vezes – até nos actos de culto – procuramos a ostentação pessoal, em vez de dar glória a Deus, louvando-O, agradecendo-Lhe os benefícios recebidos e pedindo-Lhe perdão pelas nossas ofensas.

Peçamos-Lhe, uma vez mais, que use de misericórdia para connosco e nos ajude a fazer esforço por emendar a nossa vida.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Para a nossa vaidade e ostentação pessoal,

    tantas vezes procuradas nas coisas de Deus,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Para as vezes em que nos falta a recta intenção

    na oração, no canto e nos outros actos de culto,

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

•   Para a superficialidade com que vivemos a fé,

    descuidando aprofundar a formação doutrinal,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

 

Oração colecta: Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Zacarias escreveu esta profecia que vi ser proclamada no final do séc. IV ou princípios do séc. III a. C., num ambiente claramente pós-exílico. Apresenta-nos um enviado de Deus que vem ao encontro dos homens na pobreza, na humildade, e na simplicidade. É deste modo que elimina os instrumentos de guerra e de morte e instaura a paz definitiva.

 

 

Zacarias 9, 9-10

Eis o que diz o Senhor: 9«Exulta de alegria, filha de Sião, solta brados de júbilo, filha de Jerusalém. Eis o teu Rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho duma jumenta. 10Destruirá os carros de combate de Efraim e os cavalos de guerra de Jerusalém; e será quebrado o arco de guerra. Anunciará a paz às nações: o seu domínio irá de um mar ao outro mar e do Rio até aos confins da terra».

 

A leitura é tirada da 2.ª parte do livro de Zacarias, onde se fala do triunfo definitivo de Deus e do seu reino universal. Este texto foi escolhido para hoje em função do Evangelho, em que Jesus se apresenta como «manso e humilde de coração». É um texto messiânico, que Mateus apresenta como cumprido em Jesus (cf. Mt 21, 4-5).

9 «Filha de Sião, ou filha de Jerusalém» são hebraísmos para designar os habitantes de Jerusalém. O Messias será um «rei justo e triunfante», mas «humilde» e pacífico rei universal (v. 10): não aparecerá montado num veloz corcel de guerra, mas num manso «jumento».

 

Salmo Responsorial    Sl 144 (145), 1-2.8-9.10-11.13cd-14

 

Monição: O Salmista louva ao Senhor pela Sua grandeza, pela Sua misericórdia e pelo Seu reinado providente e justo. A grandeza de Deus manifesta-se nas Suas obras que nós mesmos contemplamos. 

Unamo-nos, pois, a este canto de louvor a Deus, cantando o salmo responsorial.

 

Refrão:        Louvarei para sempre o vosso nome,

                     Senhor, meu Deus e meu Rei.

 

Ou:               Aleluia.

 

Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,

e bendizer o vosso nome para sempre.

Quero bendizer-Vos, dia após dia,

e louvar o vosso nome para sempre.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.

 

O Senhor é fiel à sua palavra

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor ampara os que vacilam

e levanta todos os oprimidos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo convida todos os comprometidos com Jesus desde o dia do Baptismo a viverem “segundo o Espírito” e não “segundo a carne”. A vida “segundo a carne” é a vida daqueles que se instalam no egoísmo, na sensualidade, no orgulho e na auto-suficiência; a vida “segundo o Espírito” é a vida daqueles que aceitam acolher as propostas de Deus.

 

Romanos 8, 9.11-13

Irmãos: 9Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. 11Mas se alguém não tem o Espírito de Cristo, não Lhe pertence. Se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós. 12Assim, irmãos, não somos devedores à carne, para vivermos segundo a carne. 13Se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito fizerdes morrer as obras da carne, vivereis.

 

Este pequenino trecho é tirado de Rom 8, que constitui o ponto culminante da carta e a sua mais bela profunda síntese. No centro deste genial capítulo está a presença e a acção do Espírito Santo, a quem se atribui a vida nova em Cristo. Esta é uma «vida sob o domínio do Espírito», a antítese perfeita da «vida sob o domínio da carne» (v. 9). Aqui a carne não é uma categoria platónica para designar a parte material do ser humano, nem é a «simples natureza» humana com a conotação de fraqueza e precariedade (sentido frequente no AT e noutros textos paulinos, por ex., em Rom 3, 20; 1 Cor 1, 29; Gal 3, 16); trata-se antes da natureza humana ferida pelo pecado e infectada pela concupiscência, o homem enquanto dominado pelos apetites e paixões desordenadas.

11-13 A vida nova «por meio do Espírito» de Cristo é radicalmente inconciliável com a vida segundo a carne, pois o Apóstolo adverte: «se viverdes de acordo com a carne, haveis de morrer» (v. 13). As obras da carne são as obras pecaminosas, ditadas pelos apetites desordenados em geral, não apenas pelo apetite sexual, como na nossa linguagem actual. O sentido positivo da mortificação cristã está aqui bem explícito: «haveis de viver».

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Mt 11, 25

 

Monição: São os mais humildes aqueles a quem Deus manifesta as maravilhas do Seu Amor e não os poderosos deste mundo.

Agradeçamos ao Senhor estas confortantes verdades e aclamemos o Evangelho que no-las anuncia.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 11, 25-30

Naquele tempo, Jesus exclamou: 25«Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai. E ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

 

Ver notas atrás, no Evangelho da solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

• Caminhos de humildade

A escola da humildade.

A força da humildade

A humildade, caminho para a paz.

• Jesus, Mestre da humildade

Tudo para glória do Pai.

A fé e a humildade.

Entreguemos-Lhe o que nos oprime.

 

Como na vida mundana “tudo o que parece é,” muitos caem na tentação de viver apenas das aparências, e não da verdade, no arranjo pessoal, na ostentação do que não se possui. O culto das aparências, do “faz de conta” é, pois, uma tentação de hoje: todo o esforço se concentra no parecer, em vez de procurar a verdade na vida.

A Liturgia da Palavra deste domingo é um convite do Senhor a que procuremos a verdade na vida, pelos caminhos da humildade.

1. Caminhos de humildade

a) A escola da humildade. «Exulta de alegria, filha de Sião, solta brados de júbilo, filha de Jerusalém. Eis o teu Rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho duma jumenta

O Senhor não procura aparatos de grandeza humana para vir salvar-nos. Anuncia a Sua chegada montado numa jumenta. É um modo figurado de nos convidar à humildade de atitudes.

Procura instrumentos humildes para realizar as Suas maravilhas no mundo, e não as pessoas importantes: doze homens humildes, muitos deles pescadores.

Ainda hoje assim acontece: três humildes crianças são escolhidas para anunciar ao mundo inteiro a mensagem de Fátima; a beata Alexandrina de Balasar, na simplicidade da sua vida humilde, arrastou e continua a arrastar para Deus muitas pessoas; o Beato João Paulo II, da simplicidade de uma família polaca chega à Cadeira de S. Pedro, sempre revestido de humildade até ao último momento da sua vida na terra.

 

b) A força da humildade. «Destruirá os carros de combate de Efraim e os cavalos de guerra de Jerusalém; e será quebrado o arco de guerra

Jesus conquistou o mundo, no mistério da Incarnação, pela humildade. Quis ser apenas uma criança como qualquer outra que, concebida virginalmente pela força do Espírito Santo, espera serenamente nove meses pelo nascimento; é uma criança aos olhos de todos vulgar a quem é preciso prestar todos os cuidados e prestar todas as ajudas (para aprender a andar, a falar, a comer e a cuidar de si); aprende uma profissão como qualquer adolescente e exerce-a com esforço humano.

Na vida pública cansa-Se, sofre com o frio e o calor, alegra-Se e chora, comove-Se e doem-Lhe as mentiras e as injustiças. Não usa um escudo protector de privilegiado.

E, no entanto, a Sua força é irresistível. Quem permanece unido a Ele, pela doutrina e pela vida, será invencível também.

 

c) A humildade, caminho para a paz. «Anunciará a paz às nações: o seu domínio irá de um mar ao outro mar e do Rio até aos confins da terra

Quando os governos pensam em conquistar a paz, imaginam logo que o vão fazer pela força e, muitas vezes, posta ao serviço da injustiça. A paz é conquistada unicamente pela fidelidade ao Senhor.

O sonho dos grandes conquistadores foi precisamente reduzir o mundo ao silêncio pela força brutal das armas e esta convicção manifestou-se ainda com maior evidência na chamada “guerra das estrelas”.

Hoje falta a paz. Não há justiça em muitas situações; há guerra contra a família, contra a vida e contra a natalidade; não há segurança, porque as agressões, os assaltos são contínuos e violações dos mais elementares direitos são constantes; e as pessoas desconfiam umas das outras.

Tudo isto acontece porque, desde há anos para cá tem havido a preocupação de arrancar Deus e a graça santificante do coração das pessoas.

2. Jesus, Mestre da humildade

a) Tudo para glória do Pai. «“Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos

É importante que pergunte cada um de nós a si mesmo o que é que procura na vida: a glória de Deus ou a própria glória, o conforto e o gozo, ou a fidelidade a todos os Mandamentos?

Quando o Senhor nos fala assim não quer dizer que condena a sabedoria e a inteligência. Devemos estudar e progredir nos conhecimentos o mais possível.

O erro está em fazer da sabedoria um meio de glorificação pessoal, de colocar-se acima dos outros, de se afirmar e vangloriar. Os verdadeiros sábios são humildes e compreendem isto.

Muitas vezes, as crianças dão-nos respostas cheias de sabedoria que um adulto não seria capaz de dar.

 

b) A fé e a humildade. «Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar

«Na verdade, os critérios de Deus são bem estranhos, vistos de cá de baixo, com as lentes do mundo… Nós, homens, admiramos e incensamos os sábios, os inteligentes, os intelectuais, os ricos, os poderosos, os bonitos e queremos que sejam eles (“os melhores”) a dirigir o mundo, a fazer as leis que nos governam, a ditar a moda ou as ideias, a definir o que é correcto ou não é correcto. Mas Deus diz que as coisas essenciais são muito mais depressa percebidas pelo “pequeninos”: são eles que estão sempre disponíveis para acolher Deus e os seus valores e para arriscar nos desafios do “Reino”. Quantas vezes os pobres, os pequenos, os humildes são ridicularizados, tratados como incapazes, pelos nossos “iluminados” fazedores de opinião, que tudo sabem e que procuram impor ao mundo e aos outros as suas visões pessoais e os seus pseudo-valores…» (Dehonianos).

 

c) Entreguemos-Lhe o que nos oprime. «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei

O que é que nos oprime verdadeiramente?

Muitas vezes perdemos a paz e a alegria e andamos oprimidos, porque nos preocupamos demasiado com a nossa imagem, com o que dizem ou pensam de nós.

Centremos a nossa vida na preocupação de fazer a vontade de Deus e recuperaremos a paz. A prova está em que quando cometemos uma falta, mesmo grande, se ninguém viu, ficamos tranquilos; mas mesmo quando a falta é insignificante, se alguém a viu, ficamos tristes e procuramos dar uma desculpa ou atirar as culpas para cima dos ombros dos outros.

Como podemos entregar-lhe o que nos preocupa? Procurando fazer a Sua vontade, vivendo com recta intenção e confiando n’Ele e conversando com Ele na oração.

A Eucaristia é uma escola de humildade. O Senhor do Céu e da terra apaga-se completamente, aparecendo-nos como um insignificante bocado de pão. Talvez por isso O tratamos com tão pouco respeito.

Aprendamos com Maria a entregar ao Senhor a nossa vida e a confiar n’Ele, mesmo nos momentos mais difíceis.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Animados pelo convite que nos Jesus Cristo nos faz

para Lhe confiarmos todos os nossos problemas,

prometendo-nos uma solução pronta e eficaz,

apresentemos-Lhe as necessidades de todos nós.

Oremos (cantando):

 

Aumentai, Senhor, a nossa confiança em Vós!

 

1. Pelo Santo Padre, Servo dos servos de Deus,

para que encontre em nós a fidelidade cristã,

oremos, irmãos:

 

Aumentai, Senhor, a nossa confiança em Vós!

 

2. Pelos Bispos, servidores do rebanho de Cristo,

para que o Senhor os encha de alegria na missão,

oremos, irmãos:

 

Aumentai, Senhor, a nossa confiança em Vós!

 

3. Pelos pais que generosamente amam os filhos,

para que encontrem neles a gratidão e o amor,

oremos, irmãos:

 

Aumentai, Senhor, a nossa confiança em Vós!

 

4. Pelos que sofrem por causa da própria soberba,

para que entreguem ao Senhor o que os molesta,

oremos, irmãos:

 

Aumentai, Senhor, a nossa confiança em Vós!

 

5. Pelas famílias em que há divisão e amargura,

para que encontrem no amor de Deus a unidade,

oremos, irmãos:

 

Aumentai, Senhor, a nossa confiança em Vós!   

 

6. Pelas crianças, modelos de humildade e candura,

para que o Senhor as defenda de toda a maldade.

oremos, irmãos:

 

Aumentai, Senhor, a nossa confiança em Vós!

 

Senhor, que generosamente nos acolheis,

para receber as nossas confidências e pedidos:

dai-nos aquilo que não sabemos pedir-Vos,

e recebei-nos um dia nas moradas eternas.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Vimos em cada Domingo a esta Celebração da Eucaristia, convidados pelo Senhor do universo.

Na primeira parte, Jesus repartiu connosco o Pão da Palavra que é Ele mesmo, iluminando a nossa vida.

Vai agora preparar para nós o Pão da Eucaristia, transubstanciando, pelo ministério do sacerdote, o pão e o vinho que levámos ao altar, no Seu Corpo e Sangue.

Avivemos a nossa fé e preparemo-nos para O receber, tendo o cuidado prévio de preparar o nosso coração para O acolher.

 

Cântico do ofertório: Atei os meus braços, M. Faria, NRMS 9 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique e nos conduza, dia após dia, a viver mais intensamente a vida da graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Nascendo da Virgem Maria, Ele renovou a antiga condição humana; com a sua morte na cruz destruiu os nossos pecados; com a sua ressurreição conduziu-nos à vida eterna e na sua ascensão abriu-nos as portas do céu.

Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo...

 

Santo: A. Cartagena, Suplemento ao CT

 

Saudação da Paz

 

A paz depende também de cada um de nós, quando nos esforçamos por não ofender os nossos irmãos e perdoamos generosamente as ofensas recebidas.

É este propósito que desejamos significar com o gesto que trocamos entre nós. Com este desejo,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

 

Monição da Comunhão

 

Pela Palavra de Deus recebemos a Luz que vai iluminar os caminhos que vamos percorrer durante esta semana.

Sabendo que não temos forças suficientes para perseverar nesta caminhada, o Senhor convida-nos agora para nos alimentarmos com o Seu Corpo e Sangue.

Façamo-lo com fé, pureza, amor e devoção.

 

Cântico da Comunhão: Senhor nada somos sem Ti, F. da Silva, NRMS 84

Salmo 33, 9

Antífona da comunhão: Saboreai e vede como o Senhor é bom: feliz o homem que n'Ele se refugia.

 

Ou

Mt 11, 28

Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: A toda a hora bendirei o Senhor, M. Valença, NRMS 60

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes, fazei que alcancemos os benefícios da salvação e nunca cessemos de cantar os vossos louvores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Começa agora uma nova semana de trabalho, cheia de canseiras e preocupações que enchem a nossa vida. Saibamos evitar as tristezas que procedem, não do nosso amor a Deus, mas da soberba que nos domina.

Ajudemos os nossos amigos a procurar em Jesus Cristo o confidente de todas as horas, especialmente das mais difíceis. 

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

14ª SEMANA

 

2ª Feira. 4-VII: Entrar em contacto com o Senhor.

Gen 28, 10-22 / Mt 9, 18-26

Pois dizia consigo: Se eu, ao menos, lhe tocar na capa, ficarei curada.

Todos precisamos de nos aproximar e tocar no Senhor, como aconteceu com a mulher do Evangelho. As doenças da nossa alma, as feridas da luta interior, assim o exigem. Isso acontece quando recebemos os sacramentos (na Comunhão sacramental tocamos no corpo de Cristo; na Confissão são-nos aplicados os méritos da Paixão de Cristo), ou quando fazemos oração.

Deus entrou em contacto com Jacob através de um sonho, renovando uma promessa. E Jacob reconheceu essa presença de Deus: «Realmente o Senhor esteve neste lugar, e eu não sabia» (Leit.).

 

3ª Feira, 5-VII: A oração e os desígnios de Deus.

Gen 32, 22-32 / Mt 9, 32-38

Jacob ficou para trás sozinho. Então, alguém lutou com ele até ao romper da aurora.

«A tradição espiritual da Igreja divisou nesta narrativa o símbolo da oração como combate da fé e vitória da esperança (Leit.)» (CIC, 2573). Jacob recebe uma bênção e reconhece que viu Deus.

A oração é sempre importante para a vitória da perseverança. O próprio Jesus assim o recomenda: «Jesus exorta os seus discípulos a levar para a oração esta solicitude em cooperar com o desígnio de Deus (Ev.)» (CIC, 2611).

 

4ª Feira, 6-VII: A palavra de Deus, alimento indispensável.

  Gen 41, 55-57; 42, 5-7. 17-24 / Mt 10, 1-7

Ide a José e fazei o que ele vos disser… Disse-lhes José: Fazei o que vou dizer-vos e haveis de viver.

Em toda a parte havia uma grande fome e o povo pedia pão. No Egipto, foi José quem resolveu este problema (Leit.).

Também hoje se faz sentir esta fome de Deus em todo o mundo. O Senhor resolve este problema, enviando os Doze a proclamar a palavra de Deus, um alimento indispensável à nossa alma. E, agora «todos os homens são chamados a entrar no Reino… Para ter acesso a ele, é preciso acolher a palavra de Deus» (CIC, 543). Recebamos com agradecimento, e com desejo de levar à prática, a palavra de Deus.

 

5ª Feira, 7-VII: Dar aos outros o que recebemos.

Gen 44, 18-21. 23-29; 45, 1-5 / Mt 10, 7-15

Ide pregar, anunciai que está perto o reino dos Céus… Recebestes de graça. Pois dai gratuitamente.

O que os Apóstolos receberam de Jesus: os ensinamentos, o poder de curar, etc., é o que eles têm de fazer a partir de agora (Ev.). O mesmo aconteceu com José: perdoou aos irmãos e acabou por lhes matar a fome: «foi para poupar as vossas vidas que Deus me enviou à vossa frente» (Leit.).

Aprendamos este modo de proceder, recomendado pelo Senhor. Recebemos a graça de Deus, através dos sacramentos e da oração. Rezemos pelos outros, para que Deus lhes conceda igualmente as suas graças. O nosso dia deve ser uma contínua doação aos outros, como Cristo se entrega por nós.

 

6ª Feira, 8-VII: Confiança nas promessas de Deus.

Gen 46, 1-7. 28-30 / Mt 10, 16-23

E todos sereis odiados por causa do meu nome. Mas aquele que permanecer firme até ao fim é que há-de salvar-se.

Deus é fiel e nunca nos abandonará. Devemos, pois, aceitar as suas promessas e ter n’Ele uma fé e confiança plenas (Ev.). «Porque sem a fé não é possível agradar a Deus e chegar a partilhar a condição de filhos de filhos seus; ninguém jamais pode justificar-se sem ela» (CIC, 161)

 O mesmo aconteceu com Jacob: «Disse-lhe Deus: Não tenhas receio de descer ao Egipto, pois é lá que farei sair de ti um grande povo. Eu próprio descerei contigo ao Egipto» (Leit.). E tudo se cumpriu conforme a promessa de Deus.

 

Sábado, 9-VII: A Providência, o bem e o mal.

Gen 49, 29-33; 50, 15-26 / Mt 10, 24-33

Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais portanto: valeis mais do que muitos passarinhos.

«Jesus reclama um abandono filial à Providência do Pai celeste, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos (Ev.)» (CIC, 305).

Nalguns casos, vê-se, com o decorrer do tempo, que Ele pode tirar um bem das consequências de um mal (mesmo moral), como foi o caso de José e seus irmãos: «Deus, na sua omnipotente Providência, pode tirar um bem das consequências dum mal (mesmo moral), causado pelas criaturas (Leit.). Assim aconteceu também com o maior mal, jamais praticado, como foi a morte de Cristo.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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