15º Domingo Comum

10 de Julho de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Exultai de alegria, cantai hinos, F. da Silva, NRMS 106

cf. Salmo 16, 15

Antífona de entrada: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A semente é a palavra de Deus e o semeador é Cristo!

Nós somos o campo onde Deus semeou a boa semente do Evangelho. A força da palavra divina faz produzir com abundância. Com o salmista queremos sentir a alegria de sermos a boa terra que dá muito fruto!

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Tal como a chuva faz produzir a terra, assim a semente da palavra divina tem força para fazer produzir o alimento do espírito.

 

Isaías 55, 10-11

Eis o que diz o Senhor: 10«Assim como a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer, 11assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».

 

Esta leitura, tirada do final do Segundo Isaías, foi escolhida em função do Evangelho de hoje (Mt 13, 1-23). Deus acaba de anunciar, através do profeta, todos os bens que tem preparados para os repatriados no seu regresso do exílio de Babilónia. A «palavra que sai da minha boca» (v. 11) é o anúncio do Profeta, como personificado; esta palavra não é uma mera palavra de ânimo, mas é dotada de eficácia e terá pleno cumprimento; para quem é o Todo-Poderoso, o dizer equivale ao fazer: Deus disse e tudo foi feito, como se lê no 1º capítulo do Génesis.

 

Salmo Responsorial    Sl 64 (65), 10abcd.10e-11.12-13.14 (R. Lc 8, 8)

 

Monição: O salmo 64 traduz a alegria que o semeador sente ao ver os seus esforços coroados com muito fruto. Damos graças a Deus que abençoa a terra enchendo-a de fertilidade.

 

Refrão:        A semente caiu em boa terra e deu muito fruto.

 

Visitastes a terra e a regastes,

enchendo-a de fertilidade.

As fontes do céu transbordam em água

e fazeis brotar o trigo.

 

Assim preparais a terra;

regais os seus sulcos e aplanais as leivas,

Vós a inundais de chuva

e abençoais as sementes.

 

Coroastes o ano com os vossos benefícios,

por onde passastes brotou a abundância.

Vicejam as pastagens do deserto

e os outeiros vestem-se de festa.

 

Os prados cobrem-se de rebanhos

e os vales enchem-se de trigo.

Tudo canta e grita de alegria.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo diz-nos que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória futura. Enquanto aguardamos a libertação do nosso corpo devemos viver cheios de alegria na esperança da adopção filial.

 

Romanos 8, 18-23

Irmãos: 18Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não tem comparação com a glória que se há-de manifestar em nós. 19Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. 20Elas estão sujeitas à vã situação do mundo, não por sua vontade, mas por vontade d'Aquele que as submeteu, com a esperança de que as mesmas criaturas 21sejam também libertadas da corrupção que escraviza, para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. 22Sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. 23E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.

 

Temos vindo nestes domingos a respigar alguns dos mais expressivos textos da epístola aos Romanos. Este é um dos textos de difícil interpretação, sobre a qual não há pleno acordo entre os exegetas.

19 «As criaturas esperam ansiosamente...» S. Paulo, lançando mão duma empolgante prosopopeia, associa o conjunto das criaturas irracionais à esperança e anelos do homem redimido por Cristo.

20 «Elas estão sujeitas à vã situação do mundo» (à letra, «à vaidade»). Esta situação vã do mundo é a obra da criação sujeita à destruição, podendo ver-se aqui uma alusão a Gn 3, 17, o rompimento da harmonia da criação como consequência do pecado do homem. Esta situação da criação deve-se «a quem a sujeitou», mas o original grego não explicita o sujeito (a tradução litúrgica traduziu por Deus); podemos pensar ou no mau uso que os homens fazem das criaturas, que o homem tem o poder de dominar (cf. Gn 1, 28-29), ou então em que Deus, após o pecado, dispôs a natureza de forma esta punir o homem pecador, a quem ela naturalmente devia servir (cf. Gn 3, 17-19). Em ambos os casos, temos a harmonia inicial da criação transtornada, devido ao pecado.

21 «As mesmas criaturas seriam também libertadas da corrupção que escraviza» (à letra, da escravidão da corrupção). A que libertação se refere o texto sagrado não se pode saber com certeza. Designará a glorificação dos corpos depois da ressurreição, a qual redundará em glória para toda a natureza irracional, uma vez que o homem «mikrokósmos», é uma síntese de todo o Universo? Ou aludirá a uma restauração física de todo o Universo, coisa que não parece estar na perspectiva paulina, mas que se poderia deduzir de Apoc 21, 1 e 2 Pe 3, 13, entendendo à letra estes textos simbólicos, pertencentes ao género apocalíptico? Pode tratar-se simplesmente da referência à libertação da maldição que o pecado trouxe às criaturas (cf. Gn 3, 17-19], sem se explicitar mais. Seja como for, podemos fazer uma leitura espiritual deste misterioso texto do modo seguinte: na medida em que os filhos de Deus santificarem o mundo, isto é, todas as realidades terrenas, ordenando-as segundo o espírito do Evangelho, nessa medida estão a libertá-las da escravidão do pecado, pois deixam de ser objecto do mau uso que delas faz o homem pecador; e, desta maneira, também elas participam da salvação: «para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus» (no original grego não há verbo nenhum), isto é, participam da «gloriosa liberdade dos filhos de Deus», à letra, «da liberdade da glória dos filhos de Deus», uma glória que liberta, em paralelismo com a «corrupção que escraviza», de que se fala no v. 21.

22-23 «Toda a criatura tem gemido e tem sofrido as dores da maternidade» O Apóstolo usa uma arrojada prosopopeia para apresentar toda a criação a suspirar juntamente com os cristãos, que já são filhos de Deus (v. 15), mas que esperam a plenitude desta filiação na vida eterna (cf. 1 Cor 13, 12; 1 Jo 3, 2).

 

Aclamação ao Evangelho        Rom 8, 18-23

 

Monição. Aclamemos Jesus Cristo, a Palavra feita carne, que nos convida a abrir o nosso coração para que a semente divina produza em nós cem por cento.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

A semente é a palavra de Deus e o semeador é Cristo.

Quem O encontra viverá eternamente.

 

 

Evangelho*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Mateus 13, 1-23                    Forma breve: São Mateus 13, 1-9

1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. 2Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. 3Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: «Saiu o semeador a semear. 4Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. 5Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram porque a terra era pouco profunda; 6mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. 7Outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e afogaram-nas. 8Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. 9Quem tem ouvidos, oiça».

[10Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?». 11Jesus respondeu-lhes: «Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não. 12Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. 13É por isso que lhes falo em parábolas, porque vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. 14Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: 'Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas não vereis. 15Porque o coração deste povo tornou-se duro: endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure'. 16Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem e os vossos ouvidos porque ouvem! 17Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram. 18Vós, portanto, escutai o que significa a parábola do semeador: 19Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. 20Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento, 21mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. 22Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. 23E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um».]

 

O texto do Evangelho corresponde ao início do chamado discurso das parábolas, onde em São Mateus Jesus apresenta a natureza do Reino de Deus: «Falou-lhes de muitas coisas em parábolas». Como de costume, este evangelista deve ter agrupado aqui, neste capítulo 13, sete parábolas, com toda a probabilidade contadas por Jesus em diferentes ocasiões. Parábola é uma comparação prolongada; isto significa o próprio termo grego (parabolê). Distingue-se da fábula, pois é verosímil; é uma narração viva e atraente, tirada das coisas da natureza e da vida diária. Também é diferente da alegoria, pois esta está toda carregada de simbolismo e todos os seus elementos encerram algum significado especial, ao passo que a parábola, de mais simples interpretação, vai direita a uma ideia central que se quer inculcar, sem que os seus elementos secundários tenham, em geral, qualquer significado especial, sendo meros elementos de adorno. Em S. João, que não recorre a parábolas, temos a célebre alegoria da videira (Jo 15). Também há parábolas com elementos alegóricos, podendo mesmo este simbolismo ser captado apenas a partir da vida da Igreja (por ex., em Mt 25, 5, na parábola das 10 virgens, a demora do esposo passa a simbolizar a demora da parusía. A parábola do semeador, que hoje temos, também nos aparece misturada de alegoria, pois não se limita a expor uma ideia central: a eficácia extraordinária e sobrenatural da sementeira divina, da acção de Deus no mundo, na Igreja e nas almas (100, 60, 30 por um). Nesta parábola cada um dos terrenos tem um significado simbólico particular, significado que é atribuído por Cristo na explicação posterior. Mas, ao fim e ao cabo, a parábola do semeador encerra uma exortação implícita a converter-se em boa terra para receber a Palavra de Deus e a confiar na sua eficácia.

10-13 «Porque lhes falas em parábolas?» Jesus, segundo os costumes orientais, não explicava imediatamente uma parábola e deixava que ela ficasse a bailar no espírito dos ouvintes como uma espécie de enigma (o maxal hebraico correspondia tanto à comparação, como a uma máxima, sentença sábia, alegoria, ou mesmo a um enigma ou adivinha). Assim despertava Jesus o interesse dos ouvintes: as almas rectas e amantes da verdade podiam depois procurar aprofundar o ensinamento; as pessoas superficiais, materialistas e desinteressadas da verdade, deixavam que tudo se lhes escapasse, por isso diz Jesus que «a eles não lhes é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus» (v. 11). «Àquele que tem dar-se-á...», aos que têm boas disposições, estas são-lhe aumentadas com as luzes da pregação de Jesus; ao passo que aos mal dispostos pelo mau uso da sua liberdade, até as luzes que tinham (particularmente as recebidas com a revelação do Antigo Testamento) acabam por perdê-las. A citação da «profecia de Isaías» contém um anúncio do endurecimento dos ouvintes da pregação profética, que é entendida como consequência e castigo da resistência à graça. Deus não quer este endurecimento do coração, mas permite-o, porque quer respeitar a liberdade humana; mas o homem tem a grave responsabilidade de ser fiel a Deus e de fazer frutificar os dons recebidos; «não fossem ver…, ouvir…, entender… e converter-se… e Eu os curasse» (v. 15) é uma linguagem para nós demasiado dura, por dar a entender que é Deus quem endurece o coração do pecador, mas, na linguagem bíblica, é frequente não distinguir o que Deus permite daquilo que Deus faz, atribuindo frequentemente a Deus, a Causa Primeira, aquilo que é fruto das causas segundas. «Se lhes falo em parábola, é porque vêem sem ver...» Em Mateus o ensino em parábolas aparece como um acto de condescendência de Jesus, como uma forma de tornar acessíveis os ensinamentos de Jesus sobre os elevados mistérios do Reino, mas que ficam incompreensíveis para as almas fechadas à luz da verdade.

 

Sugestões para a homilia

 

Saiu o semeador

A palavra de Deus é viva e eficaz

Saiu o semeador.

Ao longo dos próximos domingos fazemos a leitura do capítulo 13, de S. Mateus. Jesus fala em parábolas, para explicar o mistério do reino dos Céus. No texto de hoje Jesus apresenta a parábola do semeador que lança a sua palavra à terra, que simboliza o coração dos seus ouvintes: a semente caiu à beira do caminho, nos terrenos rochosos, na terra sem profundidade. O mundo e a História revelam a generosidade de Deus que lança a Sua Palavra em toda a parte. O plano divino abrange a salvação dos homens de todos os tempos e de todos os lugares. Na sequência de Jesus, os Apóstolos semearam a palavra do Evangelho nos corações dos homens de boa vontade. Nem sempre os ouvintes da palavra têm um coração fecundo. Os cuidados e as preocupações do mundo sufocam a semente divina. A nossa inconstância e a nossa indiferença fazem com que sejamos surdos aos apelos de Deus. Contudo, há sempre uma parte da semente que encontra corações preparados e atentos para produzirem fruto abundante. Multidões incontáveis sentiram o seu coração ardendo dentro do peito ao escutarem a Palavra da salvação! O mundo antigo tornou-se um mundo novo pela força da Palavra divina. Cantemos com alegria as palavras do salmista: “A semente caiu na boa terra e deu muito fruto!”

A palavra de Deus é viva e eficaz.

A primeira leitura revela o poder e a eficácia da Palavra de Deus: é este o tema principal da liturgia de hoje. O profeta dizia-nos que a Palavra de Deus não voltará para Ele sem produzir o seu efeito, à semelhança da chuva e da neve. Tal como a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem fecundado a terra, assim a palavra divina não volta para o céu sem ter produzido o seu efeito no coração dos homens. Porque é que nem todos se deixam transformar pela palavra divina? S. João Crisóstomo diz que não é por culpa do semeador, nem por falta de força da semente, mas a culpa é daqueles que não querem converter-se, para serem a boa terra. A este propósito, Jesus recorda uma passagem do profeta Isaías para explicar que a inteligência dos seus ouvintes nem sempre é dócil para fazer a Vontade de Deus: “O coração deste povo tornou-se duro. Fecharam os seus ouvidos!” Será que nós também merecemos esta repreensão? Pedimos para que todos os que ouvem a Palavra divina sintam a felicidade de dar fruto abundante: “felizes os vossos olhos porque vêem e os vossos ouvidos porque ouvem”. “Felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática, e produzem fruto pela sua perseverança”.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs: Ergamos a nossa oração a Deus Pai Todo Poderoso,

que no Seu infinito Amor quer iluminar e salvar toda a humanidade.

Rezemos confiadamente.

 

Escutai, Senhor, a oração do Vosso Povo

 

1.  Pela santa Igreja, pelo Papa, bispos, presbíteros, catequistas e missionários do mundo inteiro

para que sejam a palavra que vão semeando dê fruto abundante

no coração dos que a recebem, oremos.

 

2.  Pelos que cultivam a terra com lágrimas

para que seja reconhecido o seu trabalho

e o tempo favoreça colheitas abundantes, oremos

 

3.  Pelos que têm fé e pelos descrentes,

pelos que fazem de Deus o seu tesouro

e por todos os que O negam e O ofendem, oremos.

 

4.  Por nós próprios e pelos outros baptizados,

pelos leitores que proclamam a palavra de Deus,

e pelos fiéis que A escutam e se convertem, oremos.

 

Senhor nosso Deus, que ofereceis a salvação a todos os homens, fazei que os acontecimentos deste mundo concorram para o bem dos que Vos amam. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai ao Senhor nosso Deus, cantai, M. Simões, NRMS 38

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração e concedei aos fiéis que os vão receber a graça de crescerem na santidade. Por Nosso Senhor.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Senhor, que dissestes: «Felizes os vossos olhos porque vêem e os vossos ouvidos porque ouvem», fazei com que o meu coração seja a boa terra! Fazei com que eu produza abundantes frutos de vida eterna.

 

 

Cântico da Comunhão: A semente é a Palavra de Deus, C. Silva, NCT 256

Salmo 83, 4-5

Antífona da comunhão: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

 

Ou

Jo 6, 57

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, humildemente Vos suplicamos: sempre que celebramos estes mistérios, aumentai em nós os frutos da salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O salmista diz: «a vossa Palavra Senhor é luz dos meus caminhos!»

 S. Pedro afirmava: «Senhor, só Tu tens palavras de vida eterna!»

Senhor Jesus, fazei que eu ouça diligentemente a vossa palavra, pois

 «a Vossa palavra, Senhor, vale mais do que milhões em ouro e prata.»

 

 

Cântico final: Cantai ao Senhor, Cantai, M. Simões, NCT 243

 

 

Homilias Feriais

 

15ª SEMANA

 

2ª Feira, 11-VII: S. Bento: Reconstrução das raízes cristãs na Europa.

Prov 2, 1-9 / Mt 29, 27-29

E, todo aquele que tiver deixado casa, irmãos…, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.

S. Bento contribuiu enormemente para a implantação das raízes cristãs na Europa. Por isso, foi nomeado Padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI.

Continua hoje a ser muito importante que Deus esteja presente na cultura europeia: nas constituições dos países, nas leis nacionais. E também muito presente na vida de cada um de nós. Deus precisa da nossa fidelidade à fé: «Ele protege os caminhos da justiça, guarda os passos dos que lhe são fiéis» (Leit.). Para isso, temos que nos empenhar mais: «Olha que nós deixámos tudo e te seguimos» (Ev.).

 

3ª Feira, 12-VII: Aproveitamento das graças de Deus.

Ex 2, 1-5 / Mt 11, 20-24

Começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maioria dos seus milagres, por não terem feito penitência.

Os habitantes destas cidades não corresponderam às graças recebidas de Deus e os seus corações endureceram (Ev.). O mesmo aconteceu com o faraó do Egipto (Leit.).

«O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo. A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: ‘Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos’» (CIC, 1432). Como estamos a aproveitar as graças que o Senhor nos envia através dos sacramentos, da oração e da sua Palavra?

 

4ª Feira, 13-VII: Missões difíceis e humildade.

Ex 3, 1-6, 9-12 / Mt 11, 25-27

Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos.

E aos humildes que Deus se revela (Ev.). Precisamos desta virtude porque Jesus nos apresenta novas dimensões (vida da graça, fé, etc.) por nós desconhecidas. Pelo contrário, os soberbos ficam cegos e só Jesus pode dissipar as suas trevas.

Deus confiou a Moisés uma missão que lhe parecia impossível. Mas, se Ele assim o pede, também nos há-de dar os meios para levá-la a cabo: «Eu estarei contigo» (Leit.). Através da sua ajuda recebemos uma energia renovada para ultrapassarmos todos os obstáculos.

 

5ª Feira, 14-VII: Um Deus omnipotente e humilde.

Ex 3, 13-20 / Mt 11, 28-30

Eu sei que o rei do Egipto não vos deixará partir… Mas eu estenderei a minha mão, para fustigar o Egipto.

«Ele vem para libertar da escravidão os seus descendentes. Ele é o Deus que, para além do espaço e do tempo, pode e quer fazê-lo, e empenhar a sua omnipotência na concretização desse desígnio (Leit.)» (CIC, 205).

Além da omnipotência, Deus é para nós um exemplo: «O Verbo fez-se carne, para ser o nosso modelo de santidade: ‘Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração’ (Ev.)» (CIC, 459). Embora exigente, não impõe um fardo pesado demais: «o meu jugo é suave e a minha carga é leve» (Ev.).

 

6ª Feira, 15-VII: O memorial da Páscoa de Cristo.

Ex 11, 10-12, 14 / Mt 12, 1-8

Comereis a toda a pressa: é um sacrifício pascal em honra do Senhor.

Este memorial da Páscoa dos judeus é uma proclamação das maravilhas de Deus: «È assim que Israel entende a sua libertação do Egipto: Sempre que se celebrar a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo (Leit.) tornam-se presentes à memória dos crentes, para que conformem com eles a sua vida» (CIC, 1363).

«Este memorial recebe um novo sentido no Novo Testamento. O sacrifício que Cristo ofereceu na Cruz, uma vez por todas, continua sempre actual: todas as vezes que no altar se celebra o sacrifício da Cruz, no qual Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, realiza-se a obra da nossa redenção» (CIC, 1364).

 

Sábado, 16-VII: Nª Sª do Carmo: Mais um caminho para o Céu.

Ex 12, 37-42 / Mt 12, 14-21

Foi uma noite de vigília para o Senhor, quando Ele nos fez sair da terra do Egipto.

O Senhor está sempre em vigília para proteger o seu povo (Leit.). E Jesus está disposto a dar a sua própria vida para nos salvar. Nª Sª do Carmo também está atenta para levar para o Céu os seus filhos que usam o escapulário do Carmo.

«Maria Santíssima guia-nos para o futuro eterno; ajuda-nos a desejá-lo e a descobri-lo; dá-nos a sua esperança, a sua certeza e o seu desejo. Animados por tão magnífica realidade, com indiscutível alegria, a nossa fatigante peregrinação terrena, iluminada por Maria, transforma-se em caminho seguro para o Paraíso» (Paulo VI).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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