16º Domingo Comum

17 de Julho de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Salmo 53, 6.8

Antífona de entrada: Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida. De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios, cantando a glória do vosso nome.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia da Palavra deste domingo ajuda-nos a ver um pouco mais claro os problemas que temos de enfrentar. Procuremos fomentar em nós uma atitude de fé e de humildade para que a luz do Senhor penetre no nosso ser.

 

Oração colecta: Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O autor do Livro da Sabedoria mostra-nos que a justiça e a misericórdia não são incompatíveis em Deus. Sendo justo, não só mostra a sua justiça permitindo os maus, mas também mostra a sua clemência ao inspirar, após o pecado, a contrição e o arrependimento.

 

Sabedoria 12, 13.16-19

13Não há Deus, além de Vós, que tenha cuidado de todas as coisas; a ninguém tendes de mostrar que não julgais injustamente. 16O vosso poder é o princípio da justiça e o vosso domínio soberano torna-Vos indulgente para com todos. 17Mostrais a vossa força aos que não acreditam na vossa omnipotência e confundis a audácia daqueles que a conhecem. 18Mas Vós, o Senhor da força, julgais com bondade e governais-nos com muita indulgência, porque sempre podeis usar da força quando quiserdes. 19Agindo deste modo, ensinastes ao vosso povo que o justo deve ser humano e aos vossos filhos destes a esperança feliz de que, após o pecado, dais lugar ao arrependimento.

 

A leitura, extraída da terceira e última parte do livro da Sabedoria (Sab 10 –19), em que se descreve a presença da Sabedoria na história do povo de Israel, deixa ver como Deus, que é justo, mostra tanto a sua justiça punindo os maus (aqui trata-se dos egípcios – cap. 11– e dos cananeus – cap. 12), como também mostra a sua «indulgência» (v. 18), ao inspirar, após o pecado, a contrição (v. 19).

 

Salmo Responsorial    Sl 85 (86), 5-6.9-10.15-16a (R. 5a)

 

Monição: Exteriorizemos os bons sentimentos que a leitura da Palavra de Deus despertou em nós, fazendo dela a nossa oração nesta hora.

 

Refrão:        Vós, Senhor, sois clemente e bondoso.

 

Vós, Senhor, sois clemente e bom,

cheio de misericórdia para quantos Vos invocam.

Senhor, escutai a minha oração,

atendei à minha súplica.

 

Todas as nações que criastes

virão adorar-Vos, glorificar o Vosso nome,

porque Vós sois grande e realizais maravilhas;

só Vós sois Deus.

 

Sois um Deus clemente e compassivo,

lento para a ira, rico em piedade.

Tende compaixão do Vosso servo,

emprestai-me, Senhor, a Vossa força.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo descreve uma das funções do Espírito Santo no nosso interior. Dirige a nossa oração e ajuda-nos a pedir o que convém.

 

Romanos 8, 26-27

Irmãos: 26O Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. 27E Aquele que vê no íntimo dos corações conhece as aspirações do Espírito, sabe que Ele intercede pelos santos em conformidade com Deus.

 

Os dois versículos da leitura põem em evidência o papel do Espírito Santo na alma do fiel, vindo em auxílio da nossa fraqueza: Ele sabe da nossa incapacidade para nos dirigirmos a Deus; habitando na alma justificada. Suscita e facilita gemidos inefáveis – «gemidos que se não podem descrever» –, que constituem a vida de oração das almas contemplativas. Ele conduz a alma, de modo misterioso mas eficaz, pelo caminho da perfeita identificação com «a vontade de Deus».

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Mt 11, 25

 

Monição: O Senhor vai lançar dentro de nós a boa semente da Sua Palavra. Exteriorizemos a nossa alegria e disponibilidade aclamando o Evangelho.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

 

 

Evangelho*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma Longa: São Mateus 13, 24-43                 Forma breve: São Mateus 13, 24-30

Naquele tempo, 24Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. 26Quando o trigo cresceu e deu fruto, apareceu também o joio. 27Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?' 28Ele respondeu-lhes: 'Foi um inimigo que fez isso'. Disseram-lhe os servos: 'Queres que vamos arrancar o joio?' 29'Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro'».

[31Jesus disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. 32Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». 33Disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». 34Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, 35a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo». 36Jesus deixou então as multidões e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d'Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». 37Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem 38e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno 39e o inimigo que o semeou é o Demónio. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. 40Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: 41o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, 42e hão-de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. 43Então, os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».]

 

Continuamos hoje com a leitura do discurso das parábolas no capítulo 13 de S. Mateus. A parábola do trigo e do joio envolve tanto a denúncia da intolerância como a do relativismo; o mal e o erro existem, mas a verdade e o bem acabarão por prevalecer.

25 «Joio» era uma planta muito parecida com o trigo, com que facilmente se confunde antes de brotar a espiga. Misturado em certa quantidade, envenena o pão e produz graves náuseas e enjoos. Semear cizânia entre o trigo era um caso de vingança pessoal não rara então, um crime previsto e punido pelo Direito Romano.

29-30 A resposta do dono do campo encerra a lição da parábola: «deixai-os ambos crescer ambos até à ceifa». Deus permite o mal no mundo e dentro do campo da própria Igreja, mas há-de suprimi-lo definitivamente. Ninguém se escandalize, pois, com a existência do mal, pois com o juízo divino, depois da morte (a ceifa), os que praticaram o bem (trigo) irão para o Céu (simbolizado no celeiro) e os que praticaram o mal (joio) irão para o Inferno (simbolizado no fogo).

31-32 O «grão de mostarda» – uma pequenina semente que mal se vê – é a pregação do Evangelho e a Igreja. Um homem é Jesus; o seu campo é o mundo. A Igreja (Reino dos Céus) tem uns começos muito modestos, mas em breve se estende pelo mundo todo. A Igreja é católica, universal, destina-se a todos os homens de todas as raças, classes, culturas, de todas as latitudes e de todos os tempos. A mostarda (sinapis nigra) é um arbusto ainda hoje muito abundante na Palestina e que pode chegar a atingir 3 ou 4 metros de altura.

33 A parábola do «fermento» mostra como o Evangelho vai transformando todo o mundo – «a massa» – de modo invisível, lento mas progressivo; deixa ver como a Igreja vai convertendo à fé todos os povos. O fermento é também uma expressiva imagem do que o cristão tem de ser no mundo: sem se deixar dessorar, deve ir conquistando com o seu exemplo e com a sua palavra os que o rodeiam para Cristo, e ir imbuindo do espírito de Cristo todas as realidades humanas, a cultura e as próprias estruturas da sociedade, sem as instrumentalizar nem clericalizar.

 

Sugestões para a homilia

 

O grão de trigo e o joio

A paciência de Deus

Confiados na presença do Espírito Santo

O grão de trigo e o joio

Habitualmente a proclamação do Evangelho dá o tom à liturgia da Palavra. A mensagem vem através de parábolas como é o caso do trigo e do joio. Ao ouvi -las e meditá-las, precisamos de não nos perdermos em interpretações fantasiosas, mas com a simplicidade do coração, devemos ir directamente ao cerne das questões. Hoje somos convidados a meditar na parábola do grão de trigo e do joio. Esta nos aparece mais desenvolvida do que as outras e até enriquecida com o comentário que Jesus faz.

O trigo com o joio, os bons com os maus, os justos com os pecadores. Segundo o plano de Deus é nesta perspectiva que se deve desenrolar a nossa vida. Assim o Senhor respeita a liberdade humana, e torna possível as nossas opções. Dá tempo a que o pecador se arrependa e converta. Diante da nossa impaciência, que às vezes é mal intencionada e até vingativa, ou sinal de fraqueza ou medo, a paciência de Deus manifesta a sua grandeza e poder.

Esta parábola leva-nos por um lado a compreender a nossa própria, e por outro lado deve ensina-nos a ser tolerantes com as fraquezas e desequilíbrios dos outros.

Uns e outros, até ao momento da ceifa, podem converter-se de pecadores em justos.

A paciência de Deus

A primeira leitura, tirada do Livro da Sabedoria, apresenta-nos uma reflexão do Sábio sobre a atitude de Deus em relação às suas criaturas. Apesar de ser o Senhor poderoso, Ele procede pela via da paciência: julga com brandura, governa com indulgência e sabe esperar os que prevaricaram. Esta perícope ajuda-nos a cair na conta de que, o Deus do Antigo Testamento, é mesmo do da Nova Aliança. As características fundamentais com que Se manifesta aos homens são sempre as mesmas. Antes de ensinar o justo a ser amigo dos homens, Deus pratica essa amizade no seu modo de proceder. Da dinâmica da Ressurreição nada nem ninguém fica votado ao anonimato, à surdez ou à paralisia. O nome de cada homem e de cada mulher ficou eternamente gravado no coração aberto de Cristo Salvador. É o início de uma nova era, de uma nova criação, de homens e mulheres que espalham no mundo o perfume da alegria, o qual perfuma a vida para além da morte.  

Confiados na presença do Espírito Santo

O pequeno pretexto da carta aos Romanos, que lemos na segunda leitura, continua a acentuar o papel do Espírito Santo na nossa vida, hoje concretamente no que diz respeito à oração. Lamentamo-nos que não sabemos rezar ou dizemos que, pela nossa fraqueza, não somos capazes de nos elevar até Deus. S. Paulo diz-nos que o Espírito Santo está junto de nós para nos orientar na oração e que Ele mesmo intercede por nós junto do Pai.

Confiado na presença e actuação do Espírito Santo devemos abrir-nos à sua acção e corresponder-lhe. Isto é, precisamos estar atentos, ser dóceis e quer corresponder ao seu amor.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, alimentados pela palavra do Senhor,

peçamos-Lhe pelas intenções que nos são recomendadas:

 

1.  Pela Santa Igreja, mãe e mestra da verdade,

para que saiba apresentar aos homens de hoje

a verdade de sempre,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos nossos governantes,

para que nos governem, na justiça e na verdade,

à luz da palavra de Deus,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas famílias,

para que saibam defender-se dos erros que as atacam

e pretendem destruir,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos pais e demais educadores:

para que saibam defender os seus educandos

de quantos abusam da sua inocência e confiança,

oremos, irmãos.

 

5.  Por todos nós aqui reunidos:

para que, convertidos pela palavra de salvação,

sejamos trigo bom e generoso,

oremos, irmãos.

 

Ó Deus, nosso refúgio e nossa força,

dignai-Vos conceder-nos aquilo que nós com fé Vos pedimos.

Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Trazemos ao teu altar, F. da Silva, NRMS 55

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei no único sacrifício de Cristo, aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis, como outrora abençoastes a oblação de Abel; e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Este é o Meu corpo. Assim nasce o sacramento do corpo e sangue de Jesus. Comunguemos com fé e devoção.

 

Cântico da Comunhão: Vinde comer do meu Pão, C. Silva, 98

cf. Salmo 110, 4-5

Antífona da comunhão: O Senhor misericordioso e compassivo instituiu o memorial das suas maravilhas, deu sustento àqueles que O temem.

 

Ou

Ap 3, 20

Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.

 

Cântico de acção de graças: Bendito sejas, sei que Tu pensas em mim, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Devemos, a partir de agora, andar mais atentos, na vida evitando, na medida possível, que entre em nós a semente amaldiçoada do demónio, mortificando os sentidos, e abrindo-nos generosamente aos apelos do Senhor.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

16ª SEMANA

 

2ª Feira, 18-VII: Manter sempre os nossos corações abertos para o Senhor.

Ex 14, 5-18 / Mt 12, 38-42

Os homens de Nínive fizeram penitência quando Jonas pregou, e aqui está quem é mais do que Jonas.

Em Nínive, os habitantes corresponderam aos pedidos de Deus para a conversão (Ev.). Pelo contrário, Deus encontra o coração dos egípcios muito endurecido (Leit.); e descobre sinais de protesto por parte do povo eleito: «mais vale servi-los (aos egípcios) do que morrermos neste deserto» (Leit).

Na nossa peregrinação terrena estaremos sujeitos igualmente a alguns sofrimentos e a algumas pequenas contrariedades diárias. Não fechemos os nossos corações a Deus (S. Resp), mas aceitemo-los com sentido sobrenatural.

 

3ª Feira, 19-VII: A escuta da palavra de Deus.

Ex 14, 21-15, 1 / Mt 12, 46-50

Pois todo aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos Céus, é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Todos temos a imensa alegria de podermos pertencer à família de Jesus, na medida em que cumprirmos a vontade divina (Ev.). Jesus deu-nos exemplo quando disse que o seu alimento era fazer a vontade do Pai.

Os egípcios, ao perseguirem os filhos de Israel, foram dizimados. Pelo contrário, os filhos de Israel receberam muitos benefícios da parte do Senhor, quando Moisés executou aquilo que Deus lhe mandara fazer (Leit.). Para cumprirmos a vontade de Deus, escutemos a sua palavra e procuremos levá-la à prática.

 

4ª Feira, 20-VII: Não perder nada da palavra de Deus.

Ex 16, 1-5. 9-15 / Mt 13, 1-9

Outras (sementes) caíram em boa terra e começaram a frutificar: umas cem sementes…

A semente é a palavra de Deus, que é acolhida de muitos modos diferentes (Ev.).

«Na Antiga Aliança, a lembrança do maná do deserto (Leit.) recordará sempre a Israel que é do pão da palavra de Deus que ele vive» (CIC, 1334). A semente, que é a palavra de Deus, tem que continuar a ser lançada à terra: «O Evangelho da esperança, entregue à Igreja e por ela assimilado, precisa ser diariamente anunciado e testemunhado» (J. Paulo II). Para acolhermos a palavra no nosso coração façamos uma leitura pessoal da Escritura, meditando-a e levando-a à prática.

 

5ª Feira, 21-VII: Como se entra no reino dos Céus neste mundo.

Ex 19, 1-2. 9-11. 16-20 / Mt 13,10-17

Porque a vós foi concedido conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não foi concedido.

Jesus convida a entrar no seu Reino, por meio de parábolas (Ev.), um elemento muito característico do seu ensino: «Jesus e a presença do Reino neste mundo estão secretamente no coração das parábolas. É preciso entrar no reino, quer dizer, tornar-se discípulo de Cristo, para conhecer os mistérios do seu Reino (Ev)» (CIC, 546).

Também se entra neste Reino, abrindo bem os olhos da fé: «felizes os vossos olhos, porque vêem»; e os ouvidos. Foi isso que aconteceu com o povo de Deus, chamado ao monte Sinai, onde o Senhor lhes apareceu (Leit.).

 

6ª Feira, 22-VII: S. Maria Madalena: Amor e perseverança na procura de Jesus.

Cant 3, 1-4 / Jo 20, 1. 11-18

No primeiro dia da semana, Maria de Magdala foi de manhãzinha, ainda escuro, ao túmulo do Senhor.

«Maria Madalena e as santas mulheres, que vinham para acabar de embalsamar o corpo de Jesus, foram as primeiras pessoas a encontrar-se com o Ressuscitado» (CIC, 641).

Procuremos igualmente ir ao encontro do Senhor durante o nosso dia. Haverá momentos em que será mais difícil, mas Ele está sempre à nossa espera. Imitemos Maria Madalena no amor com que o procurou: «A contemplação procura ‘aquele que o meu coração ama’ (Leit.), que é Jesus, e n’Ele, o Pai. Ele é procurado, porque desejá-lo é sempre o princípio do amor» (CIC, 2709).

 

Sábado, 23-VII: S. Brígida: Europa renovada.

Gal 2, 19-20 / Jo 15, 1-8

Quando alguém permanece em mim e Eu nele, esse é que dá muito fruto porque, sem mim, nada podeis fazer.

Recorramos à protecção de S. Brígida, Padroeira da Europa, para que todos nos aproximemos mais de Deus. Lembremo-nos que «Jesus conheceu-nos e amou-nos, a todos e a cada um, durante a sua vida, a sua agonia e a sua paixão, entregando-se por cada um de nós (Leit.)» (CIC, 478).

Ajudaremos a recristianizar a Europa se estivermos muito unidos ao Senhor: «Jesus fala duma comunhão ainda mais íntima entre Ele e os que o seguem (Ev.)» (CIC, 787). Um excelente meio é a Comunhão eucarística.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Armando B. Marques

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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