aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

 

 

COIMBRA

 

NOVO BISPO DA DIOCESE

 

O padre Virgílio Antunes, Reitor do Santuário de Fátima é o novo Bispo de Coimbra, nomeado pelo Papa Bento XVI em 28 de Abril passado, sucedendo assim a D. Albino Cleto.

 

O sacerdote, de 49 anos de idade, é natural de São Mamede, na Batalha, e todo o seu percurso vocacional e de fé tem estado até agora ligado à Diocese de Leiria-Fátima.

Começou por frequentar o Seminário Menor de Leiria, completando o curso Filosófico-Teológico no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra. Em 1985, depois da sua ordenação sacerdotal, desempenhou funções pastorais nas paróquias da Barreira e das Cortes, durante sete anos, e foi formador e professor no Seminário Diocesano de Leiria. Em 1988, avançou com o projecto do Pré-Seminário na Diocese, tendo sido o seu primeiro responsável.

Entre 1992 e 1996, especializou-se em ciências bíblicas, no Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica de Jerusalém, tendo obtido o mestrado e licenciatura canónica em Exegese Bíblica, com uma investigação dedicada ao Evangelho de São Lucas.

No final deste período de estudos, regressou à Diocese de Leiria-Fátima para ocupar o cargo de Reitor do Seminário Diocesano de Leiria.

Até 2005, dedicou-se a  projectos como o desenvolvimento do “Ano Propedêutico” para candidatos ao sacerdócio de diversas dioceses do país e a formação de seminaristas, através de cursos, conferências e retiros. Assumiu ainda a planificação e remodelação do edifício do Seminário Diocesano de Leiria, com um conjunto de obras que ficaram recentemente concluídas.

O padre Virgílio Antunes desenvolveu ainda um trabalho na área da comunicação, entre 2000 e 2005, como director do jornal semanário “O Mensageiro”, onde tinha também uma coluna de opinião.

Desde Setembro de 2008, desempenhava a função de Reitor do Santuário de Fátima, já depois de ali ter colaborado, durante três anos, como capelão, director dos serviços de Peregrinos e de Alojamentos, membro do Serviço de Ambiente e Construções, do Conselho de Administração e do Conselho de Gestão Financeira. No exercício daquelas funções, foi responsável por diversos projectos, para remodelação de  infra-estruturas e a promoção e divulgação da mensagem de Fátima, com destaque para o arranque das celebrações do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima.

Coordenou ainda a visita de Bento XVI ao Santuário, no seguimento da vinda do Papa ao nosso país, em  Maio do ano passado. A ordenação do novo bispo de Coimbra está marcada para dia 3 de  Julho, e terá lugar no Santuário de Fátima.

O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto reagiu à nomeação do novo prelado de Coimbra, realçando que "a sua rica e múltipla experiência pastoral, amadurecida nos diversos cargos que desempenhou, bem como os seus dotes humanos, intelectuais e sacerdotais, são o melhor testemunho de que ele está bem preparado para assumir a responsabilidade pastoral de uma Diocese tão significativa como é a de Coimbra, rica de história e de vitalidade eclesial".

Celebração Litúrgica une-se também a D. Virgílio Antunes nas orações pelo seu ministério episcopal.

 

 

FÁTIMA

 

JORNADAS DE DIREITO CANÓNICO

SOBRE A VIDA CONSAGRADA

 

As Jornadas de Direito Canónico, realizadas de 27 a 29 de Abril passado e dedicadas ao “Direito da Vida Consagrada”, serviram para “chamar a atenção para a importância de um carisma suscitado pelo Espírito Santo, que deve ser protegido por toda a Igreja”.

 

“Falou-se particularmente nos Institutos Seculares, que são uma forma de vida consagrada recente, do século passado, que agem no mundo como fermento, muitas vezes sem serem valorizados ou conhecidos” – comentou o padre Prof. Saturino Gomes, coordenador da iniciativa.

O evento, promovido anualmente pelo Instituto Superior de Direito Canónico da Universidade Católica Portuguesa, procurou nesta edição contribuir para o aumento da coesão e fomentar a troca de experiências entre os Institutos Religiosos, num momento em que, de acordo com o Papa Bento XVI, “muitos se interrogam se a vida consagrada é ainda hoje uma proposta capaz de atrair os jovens”. Contou com cerca de 90 participantes.

A relação dos Institutos Religiosos com a sociedade, nomeadamente com o meio político e económico; a inserção dos consagrados na Igreja Particular, e a Teologia da Vida Consagrada foram alguns dos temas debatidos.

De acordo com Saturino Gomes, é preciso “concretizar e viver” este tipo de normas, esclarecendo pontos onde nem sempre há uma sensibilização adequada, mesmo dentro dos próprios Institutos de Vida Consagrada.

 

 

FÁTIMA

 

ACORDO ENTRE

CEP E MISERICÓRDIAS

 

Ao terminar a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e a CEP confirmaram terem chegado a um acordo sobre o estatuto canónico daquelas instituições.

 

“Estou muito satisfeito”, disse aos jornalistas o presidente da UMP, Manuel Lemos, para quem esta decisão foi “muito reflectida, muito participada”.

Entre as questões abordadas, estão o património das Misericórdias, questões ligadas a processos eleitorais e o acompanhamento por assistentes eclesiásticos.

A este respeito, o secretário da CEP, padre Manuel Morujão, disse em conferência de imprensa que houve “boa vontade” das duas partes.

“Progrediu-se no diálogo, tanto a Igreja Católica como as Misericórdias, individualmente e no seu conjunto, entendem que a ligação à Igreja não lhes retira a liberdade”, afirmou.

Manuel Lemos afirmou que o trabalho nas Misericórdias é do “âmbito dos católicos”, há vários séculos e considera que assim deverá continuar.

O acordo vem colocar um ponto final a um diferendo sobre a relação entre as Misericórdias e a hierarquia católica, à luz do Código de Direito Canónico de 1983, que conheceu o seu ponto alto em 2010, com a publicação de um Decreto Geral da CEP segundo o qual as Misericórdias deveriam ser entendidas como “associações públicas de fiéis” e não como “associações privadas”.

Segundo Manuel Lemos, o compromisso agora assinado “esclarece as dúvidas” suscitadas pelo decreto do ano passado e reforça a “comunhão com a hierarquia” da Igreja Católica num momento de “grande crise” social e económica que exige trabalho “articulado”.

“Ninguém cedeu em nada”, afirmou o presidente da UMP, para quem o essencial foi “trabalhar em conjunto para esclarecer completamente o papel das irmandades das Misericórdias”.

Da assembleia plenária da CEP, a decorrer em Fátima, vai sair um documento “interpretativo”, adiantou o secretário do organismo episcopal, procurando “respeitar a identidade própria, que tem 500 anos de história”, das Misericórdias.

Actualmente, a UMP integra e coordena aproximadamente cerca de 400 Santas Casas de Misericórdia, em Portugal, incluindo as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, e apoia a fundação e recuperação de Misericórdias nos países de língua portuguesa (Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste) e ainda nas comunidades de emigrantes.

 

 

FÁTIMA

 

NOVO REITOR DO SANTUÁRIO

 

O padre Carlos Cabecinhas, natural de Leiria, é o novo Reitor do Santuário de Fátima, depois de o seu nome ter sido aprovado pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para um mandato renovável de cinco anos.

 

O Pe. Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas, de 40 anos, actual capelão do Santuário, substitui o padre Virgílio Antunes, Reitor desde 2008, que a 28 de Abril foi nomeado bispo de Coimbra pelo Papa Bento XVI.

O nome do novo responsável foi proposto pelo bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, depois de ouvir o Conselho Nacional do Santuário mariano da Cova da Iria. O Bispo disse que o nome do padre Carlos Cabecinhas foi ratificado “por unanimidade” pela assembleia da CEP.

Carlos Cabecinhas, padre da diocese de Leiria Fátima, doutorado em Liturgia no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo (Roma), é professor na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra, além de integrar o Conselho Pastoral Diocesano e o Colégio de Consultores.

Na visita de Bento XVI em Portugal, em Maio de 2010, o sacerdote foi director nacional das celebrações presididas pelo Papa.

A tomada de posse do novo reitor está prevista para 11 de Junho, na igreja da Santíssima Trindade, Fátima.

Segundo os estatutos do Santuário, o Reitor é “escolhido entre o clero português, dando preferência, sempre que possível, a um membro do presbitério da diocese de Leiria-Fátima”, tendo como missão “presidir a toda a vida do Santuário, garantir a sua abertura e coordenação com a diocese, a CEP e a Sé Apostólica, e decidir da orgânica do Santuário, de acordo com o seu regulamento”.

 

 

FÁTIMA

 

“FÁTIMA JOVEM”

NO SANTUÁRIO

 

O director do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ) destacou, no arranque do “Fátima Jovem” 2011, que “a mensagem do Santuário mariano continua actual e atraente para os mais novos”.

 

“O facto de tantos jovens virem a Fátima não só nesta peregrinação nacional, mas durante todo o ano, quer dizer que a voz da Mãe continua a chamar os filhos para o seguimento e imitação de Jesus” – referiu o padre Pablo Lima.

São cerca de 3 mil os participantes nesta peregrinação nacional juvenil, que propõe como tema “Com Maria, enraizados em Cristo”, realizada em 7 e 8 de Maio passado. No intenso programa de oração, música e convívio, destacava-se no sábado à noite a vigília eucarística na Igreja da Santíssima Trindade, e um  espectáculo artístico musical com a apresentação de diversos hinos que animaram as últimas Jornadas Mundiais da Juventude.

Os grupos que foram chegando mostraram-se atentos aos sinais de fé que o Santuário lhes proporciona, acampando espontaneamente à volta da escultura do beato João Paulo II, em clima de festa e oração.

O antigo Papa é uma figura incontornável deste “Fátima Jovem”. Para o padre Pablo Lima, eventos como este "ajudam a dar aos jovens o destaque que eles precisam e merecem, na vida da Igreja".

 

 

FÁTIMA

 

ITINERÁRIO DE EVOCAÇÃO

DAS APARIÇÕES DO ANJO

 

O Santuário de Fátima lançou uma nova proposta aos milhares de peregrinos que se dirigem para a Cova da Iria, apresentando um itinerário “pelos lugares das aparições do Anjo aos pastorinhos videntes”.

 

Trata-se de “um percurso que mais que físico se pretende espiritual, vivido em atitude de adoração a Deus”. O Reitor cessante, D. Virgílio Antunes, bispo eleito para Coimbra, refere que “toda a pastoral do Santuário de Fátima e dos organizadores de peregrinações deve, este ano, orientar-se para despertar nos peregrinos a atitude de adoração a Deus”.

“Recordar as aparições do anjo, as suas palavras e gestos, as orações que ensinou e o acolhimento que tiveram no coração dos pastorinhos, constituirá uma escola de adoração para todos”, acrescenta.

Neste sentido, foi criado um folheto, disponível em sete línguas, para “guiar o peregrino em todo o percurso e onde são sugeridas as várias acções a realizar”.

Em cada ponto de paragem é proposta a evocação de cada uma das três aparições do anjo e já no Santuário, cada peregrino é convidado a escrever a sua própria oração para depois a depositar num local assinalado, junto da igreja da Santíssima Trindade.

As aparições do anjo aos pastorinhos, em 1916, são apresentadas pelos responsáveis do Santuário como “uma preparação para as aparições de Nossa Senhora, no ano seguinte”.

 

 

LISBOA

 

NOVO PORTAL DE VÍDEOS

 

Os programas Ecclesia e “70X7”, transmitidos na RTP-2, estão desde 9 de Maio passado disponíveis no novo site My Ecclesia TV, que entre outras potencialidades facilita a partilha das suas reportagens através da incorporação noutras páginas da Internet.

 

Para cada um dos cerca de mil vídeos disponíveis, a plataforma apresenta um código que os administradores de blogues e sites podem introduzir nas suas páginas, reproduzindo os conteúdos dos referidos programas.

Além dos dez vídeos mais recentes disponíveis na página de entrada, os utilizadores podem procurar as reportagens e entrevistas existentes em arquivo recorrendo a um motor de pesquisa ou através da busca por temas (“categorias”).

A opção My Ecclesia TV oferece a possibilidade de criar uma lista de reprodução (“playlist”) dos 50 vídeos mais recentes, que podem ser consultados numa página comum da Internet ou mediante a incorporação num site ou blogue.

O novo site reproduz as emissões transmitidas na RTP-2, estando a ser equacionada a produção de conteúdos específicos para esta plataforma, que se junta à página da Ecclesia no sistema de partilha de vídeos Youtube.

Os programas Ecclesia, emitido de segunda a sexta-feira a partir das 18h00, na rubrica “A Fé dos Homens”, e 70X7, que vai para o ar nas manhãs de domingo, continuam a poder ser vistos na íntegra nos seus sites próprios.

As reportagens e entrevistas destes programas, apresentadas separadamente, permanecem acessíveis a partir da página de entrada da Agência Ecclesia.

 

 

 

PORTO

 

RENOVAÇÃO ESPIRITUAL

EM TEMPO DE CRISE ECONÓMICA

 

Os factores que levaram Portugal à bancarrota foram “muito mais do que erros técnicos”, consideraram responsáveis da Igreja Católica reunidos no passado dia 9 de Maio em Enxomil, nos arredores do Porto, para uma jornada pastoral.

 

A conclusão saiu de um encontro entre cerca de uma centena de sacerdotes do Norte e Centro do país, que reflectiram sobre a importância da solidariedade, enquanto “renovação espiritual”, no combate à crise social e económica.

O padre Jorge Margarido Correia, secretário do evento, explica que o tema inspirou-se “nos desafios que Bento XVI lançou aos cristãos”, há um ano atrás no Santuário de Fátima, para que os cristãos se preparassem para tempos difíceis na economia, permanecendo fiéis ao apelo deixado por Maria.

Naquele dia 13 de Maio, o Papa destacou o exemplo solidário da Mãe de Jesus, que surgiu na Cova da Iria em 1917 para “transplantar o Amor de Deus” no coração de “uma família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados ao altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo”.

Para os participantes, o tempo de “vacas gordas” só regressará com uma “mudança de coração” que abranja toda a sociedade.

O presidente da Comissão Episcopal para a Pastoral Social, D. Carlos Azevedo, presente na jornada de reflexão, pediu aos sacerdotes um papel mais interventivo no meio da sociedade, “conhecendo e pondo em prática a Doutrina Social da Igreja”.

Houve ainda ocasião para que todos ficassem a par de um projecto de “Defesa do Património Espiritual”, desenvolvido pela Associação Portuguesa para a Cultura e Desenvolvimento.

Trata-se de uma instituição que tem vindo a realizar diversas iniciativas de formação profissional, na área do apoio social, um pouco por todo o país.

 

 

LISBOA

 

TESE SOBRE PAPEL DA

IGREJA EM ANGOLA

 

Na Universidade Lusófona foi defendida a tese do padre Tony Neves, missionário espiritano, sobre “Justiça e Paz nas intervenções da Igreja Católica em Angola (1989-2002)”.

 

Um doa arguentes externos à Universidade, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou, em relação à tese de doutoramento em Ciência Política em apreciação, a qualidade dos materiais recolhidos sobre o tema como “um conjunto de depoimentos valiosos”.

O missionário Tony Neves viveu em Angola entre 1989 e 1994. No seu trabalho de campo, o sacerdote entrevistou várias personalidades da vida angolana – eclesiásticos e da sociedade civil – incluindo Jonas Savimbi, falecido líder da UNITA, e José Eduardo dos Santos, presidente de Angola.

“Chega a ser emocionante ler as entrevistas” aos dois líderes políticos daquele país lusófono, “protagonistas cimeiros do que se passou naquelas décadas”, frisa Marcelo Rebelo Sousa.

Com uma investigação “séria e criteriosa” sobre o ensino da hierarquia em relação aos conceitos de Justiça e Paz, o estudo tem um objectivo: “a Igreja Católica teve um papel, não só de doutrinação, de ensino e de apoio social, mas de influência activa naquele longo conflito”, declarou o arguente.

No final, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que foi das “melhores defesas de tese” que assistiu em muitos anos de vida académica.

O júri de defesa da tese de doutoramento do missionário espiritano era constituído por três arguentes externos (D. Manuel Clemente, Marcelo Rebelo de Sousa e frei José Nunes) e três arguentes internos (Fernando Campos, Adelino Torres e José Fialho Feliciano, orientador do trabalho), tendo aprovado o trabalho com “distinção e louvor”.

 

 

FÁTIMA

 

PEREGRINAÇÃO

DO 13 DE MAIO

 

O atentado contra João Paulo II, a 13 de Maio de 1981, esteve em destaque no vídeo apresentado aos cerca de 250 mil peregrinos no fim da peregrinação internacional do passado 13 de Maio, no Santuário de Fátima. O Sol parecia transmitir a bênção divina.

 

O pequeno filme «Todo Teu, todo nosso – João Paulo II, peregrino e apóstolo de Fátima» durou 13 minutos, numa produção do Santuário de Fátima e da televisão italiana Telepace, com guião de Marco Daniel Duarte, da secção de Arte e Património do Santuário, e locução do actor Rui de Carvalho.

No vídeo, foi reproduzida a homilia de Karol Wojtyla (1920-2005) a 13 de Maio de 1982, um ano depois de ter sido atingido pelo turco Ali Agca.

“Venho hoje aqui, porque exactamente neste mesmo dia do mês, no ano passado, se dava, na Praça de São Pedro, em Roma, o atentado à vida do Papa, que misteriosamente coincidia com o aniversário da primeira aparição em Fátima, a qual se verificou a 13 de Maio de 1917. Estas datas encontraram-se entre si de tal maneira, que me pareceu reconhecer nisso um chamamento especial para vir aqui. E eis que hoje aqui estou. Vim para agradecer à Divina Providência, neste lugar, que a Mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular”, disse então o Papa polaco.

Em três ecrãs gigantes instalados no Santuário foram projectadas imagens de João Paulo II colhidas durante as suas três visitas a Fátima, transmitidas também pelas televisões que acompanhavam a celebração.

Quando as primeiras imagens surgiam nos ecrãs, muitos peregrinos dirigiram o olhar para o céu, onde uma auréola, com as cores do arco-íris, circundava o sol, começando a ouvir-se a palavra “milagre”.

Vários momentos foram sublinhados pelas palmas dos presentes, como aconteceu com a evocação da oferta da bala que atingiu João Paulo II em 1981, hoje colocada na coroa da imagem da Virgem Maria, na Capelinha das Aparições, ou a referência à mensagem enviada antes da morte da Irmã Lúcia, em 2005.

A peregrinação aniversaria do 13 de Maio, em Fátima, teve este ano o carácter de celebração nacional de “acção de graças”, por decisão da Conferência Episcopal Portuguesa, pela beatificação de João Paulo II”, que aconteceu a 1 de Maio, no Vaticano.

João Paulo II esteve no Santuário de Fátima em 1982, 1991 e, pela última vez, em 2000, altura em que beatificou os videntes Francisco e Jacinta Marto.

A ida a Roma, em Outubro de 2000, da imagem original de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições, no Jubileu dos Bispos, consagrando-lhe o terceiro milénio, confirmou a ligação do Papa polaco com o Santuário da Cova da Iria.

Fotos e documentos relacionados com o Papa polaco ou com os acontecimentos de Fátima foram também apresentados no documentário que terminou com João Paulo II em oração na Capelinha das Aparições.

“Bendita sois Vós! Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus! Ave, cheia de graça, Mãe de Deus e Mãe nossa! No cumprimento da vossa profecia, Senhora, aqui, ao ingressar neste vosso solar de Fátima, e ao saudar-Vos, Mãe querida, permiti-me usar as palavras que nos ensinastes, para clamar diante dos irmãos: ‘A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador!’ (Luc. 1, 46)”, indicava a oração que João Paulo II proferiu em 1982, distribuída aos peregrinos presentes em Fátima, numa estampa com a imagem do novo Beato.

 

 

LISBOA

 

LEI DA SEPARAÇÃO,

DE 1911

 

O Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja (SNBCI) apresentou no passado dia 17 de Maio o segundo número da revista «Invenire», dedicando um dossier especial à Lei da Separação do Estado das Igrejas, de 1911.

 

Segundo a directora do SNBCI, Sandra Costa Saldanha, o exemplar “dá especial enfoque ao tema, em particular aos efeitos sobre o património artístico da Igreja Católica em Portugal”.

“Mais do que relatar a história, pretende confrontar argumentos e reabrir o debate”, acrescenta.

O número dois desta revista inclui um enquadramento geral sobre o tema da expropriação dos bens eclesiásticos, pelo padre João Seabra, autor da tese «O Estado e a Igreja em Portugal no início do século XX – A Lei da Separação de 1911».

A constituição dos Museus Nacionais, a questão dos arquivos e a recente intervenção da Provedoria de Justiça no caso da igreja de Santo António de Campolide, são outras abordagens em análise, complementadas pelas perspectivas de D. Carlos Moreira Azevedo e D. João Lavrador, vogais da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

Outro vogal desta comissão, D. Albino Cleto, aborda, em entrevista, cem anos de relações entre Igreja e Estado, entre a “apropriação e o diálogo”.

O bispo emérito de Coimbra refere que “naturalmente, a desconfiança é mútua, a Igreja também desconfia, marcada e traumatizada por 1910 [implantação da República] e também pelas duas leis do património que já saíram”.

“A Igreja não entrega ao Estado tudo aquilo que este, em boa parte abusivamente, quer. A última lei prevê que o Estado seja conhecedor de toda a inventariação e estamos longe de chegar a isso, nem creio que isso seja necessário”, sublinha.

O prelado destaca, por outro lado, que neste momento “a Igreja é considerada em Portugal como titular, conhecedora e promotora de muitas iniciativas valiosas, na arte sacra que possui”.

 

 

VILA REAL

 

NOVO BISPO,

D. AMÂNDIO TOMÁS

 

Bento XVI aceitou no passado dia 17 de Maio a renúncia de D. Joaquim Gonçalves, bispo de Vila Real, sucedendo-o no governo da diocese D. Amândio Tomás, bispo coadjutor desde 2008.

 

A substituição acontece no dia em que D. Joaquim Gonçalves completa 75 anos de vida, idade em que o direito canónico impõe a apresentação da renúncia ao cargo.

O bispo emérito de Vila Real disse abandonar as funções com a consciência de deixar “obra para durar” e com a satisfação de ser substituído por alguém da terra.

O agora bispo emérito foi auxiliar da diocese de Braga entre 1981 e 1987, altura em que foi nomeado coadjutor de Vila Real, diocese que passou a dirigir em 1991.

D. Amândio Tomás, ordenado bispo em Roma por João Paulo II, a 6 de Janeiro de 2002, é oriundo de Cimo de Vila da Castanheira, Chaves, diocese de Vila Real, onde nasceu em 1943.

Padre desde 15 de Agosto de 1967, o seu percurso académico levou-o até Roma, à Universidade Gregoriana e ao Instituto Bíblico, locais onde se licenciou em Teologia e em Ciências Bíblicas, respectivamente.

O prelado  foi vice-reitor do Colégio Português de Roma, em 1976, e reitor daquela Instituição a partir de 1982, permanecendo em Roma até 5 de Outubro de 2001, quando foi nomeado para auxiliar da arquidiocese de Évora, que deixaria em 2008 para ser coadjutor em Vila Real.

Um bispo coadjutor é nomeado por iniciativa da Santa Sé e, ao contrário dos bispos auxiliares, goza do direito de suceder ao bispo diocesano quando este cessa as suas funções.

“Vagando a sé episcopal, o bispo coadjutor torna-se imediatamente bispo da diocese para a qual fora constituído”, refere o cânone 409 do Código de Direito Canónico.

O novo bispo de Vila Real quer “fiéis empenhados” na transmissão da fé, para colocar em prática a estratégia de nova evangelização da Igreja, numa diocese “pobre, montanhosa e fragmentada”.

Celebração Litúrgica congratula-se pela nova responsabilidade pastoral de D. Amândio Tomás.

 

 

FÁTIMA

 

NOVA PRESIDÊNCIA

DA CONFERÊNCIA DOS RELIGIOSOS

 

A irmã Lucília Maria Franco Oliveira Gaspar, superiora geral das Servas de Nossa Senhora de Fátima, foi eleita no passado dia 18 de Maio presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal, cargo que vai desempenhar até 2014.

 

O mandato de vice-presidente vai ser ocupado pelo padre Artur Manuel Teixeira, superior provincial dos Claretianos. A direcção inclui também Maria Emília da Silva Monteiro (Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição), Maria de Fátima Gama da Silva (Irmãs Missionárias do Espírito Santo) e o padre Alberto de Oliveira Silva (Combonianos), eleitos vogais.

O novo Conselho Fiscal é presidido pelo padre Agostinho Marques de Castro (Ordem do Carmo), que tem como vogal a irmã Felisbela Pereira Valente (Companhia de Santa Teresa de Jesus) e como secretário o padre Albino Manuel Valente dos Anjos (Sociedade Missionária da Boa Nova).

Entre as orientações da CIRP para o próximo triénio inclui-se o reforço do trabalho conjunto entre os institutos religiosos, disse o anterior presidente, padre Manuel Barbosa, dehoniano.

A assembleia decidiu igualmente continuar a dar prioridade à colaboração no documento ‘Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal’, que a Conferência Episcopal Portuguesa está a elaborar desde 2010.

A CIRP, criada em 2005, resulta da fusão da Conferência Nacional dos Superiores Maiores dos Institutos Religiosos e da Federação Nacional das Superioras Maiores dos Institutos Religiosos.

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial