2º
Domingo Comum
16 de Janeiro de 2005
RITOS INICIAIS
Cântico de entrada: Toda a terra Vos adore, J. Santos, NRMS 94
Salmo 65,
4
Antífona de entrada: Toda a terra Vos adore, Senhor, e entoe hinos ao
vosso nome, ó Altíssimo.
Introdução ao espírito da Celebração
Estimados irmãos, queremos nesta Eucaristia agradecer
ao Senhor os dons recebidos e pedir-Lhe a Sua ajuda para a nossa vida.
Purifiquemos a nossa consciência para que o Senhor, na Sua infinita
misericórdia, venha ao nosso encontro, salvando-nos.
Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a
terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz
aos nossos dias. Por Nosso Senhor...
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: Já no
Antigo Testamento o Senhor falava ao Seu Povo. A Palavra de Deus é sempre
actual. Por isso também é dirigida a nós a Sua mensagem transmitida pelo
Profeta Isaías.
Isaías 49,
3.5-6
3Disse-me o Senhor: «Tu és o meu servo, Israel, por
quem manifestarei a minha glória». 5E agora o Senhor falou-me, Ele
que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe
reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele. Eu tenho merecimento aos olhos do
Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que
sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os
sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha
salvação chegue até aos confins da terra».
Temos aqui parte do 2.º poema do Servo de Yahwéh. Praticamente todos os manuscritos hebraicos, bem como as versões antigas, incluindo a Vulgata, acrescentam depois de «meu servo», o aposto «Israel» (uma possível glosa antiga a partir de Is 44, 21, segundo alguns críticos). E este servo, aparecendo assim como colectividade, não deixa de ser uma figura de Jesus. E Jesus não só é «um Israel» enquanto encarna o Israel ideal, mas Ele é também «o Cristo total», cabeça e membros. Ele é o novo Israel, que, à maneira daquele antigo patriarca, dá origem ao «novo Israel de Deus» (Gal 6, 16), assente não já na descendência carnal dos 12 Patriarcas, mas no alicerce dos 12 Apóstolos do Cordeiro (Apoc 21, 14; Ef 2, 19).
6 «Luz das nações» (cf. Is 42, 6). A missão de Jesus é universal: veio salvar e iluminar todos os homens. Ele proclama-se «a luz do mundo» (Jo 8, 12; 9, 5; 12, 46; cf. 1, 4-5.9); Simeão reconhece n’Ele «a luz para se revelar às nações» (Lc 2, 32). Este v. 6 é citado expressamente por S. Paulo no discurso em Antioquia da Pisídia (Act 13, 47): Cristo é a luz das nações e, com Ele, os seus discípulos, anunciadores do Evangelho são também luz do mundo (cf. Mt 5, 14).
Salmo Responsorial Salmo 39 (40), 2 e
4ab.7-8a.8b-9.10-11ab (R. 8a e 9a)
Monição: É na oração que dialogamos com o Senhor. Rezemos
(cantando) com fé este salmo.
Refrão: Eu venho, Senhor,
para fazer a vossa vontade.
Esperei no Senhor com toda a confiança
e Ele atendeu-me.
Pôs em meus lábios um cântico novo,
um hino de louvor ao nosso Deus.
Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,
mas abristes-me os ouvidos;
Não pedistes holocaustos nem expiações,
então clamei: «Aqui estou».
«De mim está escrito no livro da Lei
que faça a vossa vontade.
Assim o quero, ó meu Deus,
a vossa lei está no meu coração».
Proclamei a justiça na grande assembleia,
não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.
Não escondi a vossa justiça no fundo do coração,
proclamei a vossa fidelidade e salvação.
Segunda Leitura
Monição: Esta epístola do Apóstolo São Paulo recorda-nos as
palavras que o Celebrante profere no início da Santa Missa para saudar os
fiéis.
Coríntios
l, 1-3
Irmãos: 1Paulo, por vontade de Deus
escolhido para Apóstolo de Cristo Jesus e o irmão Sóstenes, 2à
Igreja de Deus que está em Corinto, aos que foram santificados em Cristo Jesus,
chamados à santidade, com todos os que invocam, em qualquer lugar, o nome de
Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: 3A graça e a paz de
Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco.
1 Começa-se hoje a leitura seguida de 1 Cor. O cabeçalho é teologicamente muito rico; seguindo o formulário epistolar greco-romano, começam com o nome do remetente (a superscriptio): «Paulo», credenciado como Apóstolo de Jesus por vocação divina, e o irmão Sóstenes, seu colaborador (discute-se se era o chefe da sinagoga já convertido: cf. Act 18, 17).
2 Segue-se o destinatário (adscriptio): «a Igreja de Deus que está em Corinto», com cláusulas muito expressivas: uma Igreja que não é uma simples assembleia convocada, como no mundo profano, mas é uma assembleia religiosa (a ekklêsía de Deus), na continuidade da comunidade israelita e a sua legítima herdeira (cf. Mt 16, 18), adoptando a mesma designação dos LXX para traduzir o nome hebraico (qahal); ao especificar, «que está em Corinto», sugere o seu enquadramento na única Igreja de Cristo, universal mas presente nesta Igreja particular; ao dizer que os seus fiéis «foram santificados em Cristo, chamados à santidade» indica a sua pertença e consagração a Cristo em virtude da sua acção salvadora e de um chamamento (chamados, no original kletoi, tem a mesma raiz de ekklesía, Igreja); trata-se duma santidade ontológica, que, embora não sendo a santidade moral, é uma exigência desta, para que a pertença a Cristo redunde numa identificação com Ele (cf. Rom 8, 29) e não numa vã exterioridade. Notar que a inclusão nos destinatários de «todos os que invocam o Nome…» (alusão ao nome divino, aplicado a Jesus: cf. Act 4, 12; 9, 14.21; Gn 4, 26) sugere que a doutrina da carta é aplicável a todos os cristãos, não só de «qualquer lugar», mas também em qualquer tempo; de facto a carta encerra a resposta a questões muito pontuais e pontais, mas apela para princípios perenes e sempre actuais.
3 «A graça e a paz…». Paulo adopta esta dupla saudação, tirando a primeira do mundo grego e a segunda do ambiente judaico, mas enriquecendo-as de sentido cristão: o «khairein» grego (alegria e saúde) passa a ser «kháris» (graça, dom divino) e o «xalôm» judaico passa a ser «eirênê» (uma paz que «vem de»–«apó», em grego–Deus e do Senhor Jesus).
Aclamação ao Evangelho Jo 1, 14a.12a
Monição: O Evangelho que vamos escutar recorda-nos as palavras
que o Celebrante pronuncia antes da Comunhão.
Aleluia
O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós
Àqueles que O receberam deu-lhes o poder de se
tornarem filhos de Deus.
Cântico: S. Marques, NRMS 73-74
Evangelho
São João
1, 29-34
29Naquele
tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o
Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Era d’Ele que eu
dizia: ‘Depois de mim virá um homem, que passou à minha frente, porque existia
antes de mim’. 31Eu não O conhecia, mas para Ele Se manifestar a
Israel é que eu vim baptizar em água». 32João deu mais este
testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e repousar
sobre Ele. 33Eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar em
água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e
repousar é que baptiza no Espírito Santo’. 34Ora, eu vi e dou
testemunho de que Ele é o Filho de Deus».
Não deixa de chamar a nossa atenção o facto de que, sendo S. Mateus o evangelista do ano A, comecemos precisamente este ano com um texto de S. João. A Liturgia pretendeu pôr na portada do ano uma leitura de especial significado e riqueza doutrinal; por isso propõe-nos hoje este trecho de S. João, que é uma apresentação solene de Jesus Cristo, Aquele que nos vai falar ao longo de todo o ano–apresentação esta particularmente autorizada, pois que é feita por «aquele que veio para dar testemunho da Luz» (Jo 1, 8).
29 «João». No texto original não aparece o apelido de «Baptista», pois para o evangelista João não há outro João além do Baptista, uma vez que, por humildade, nunca se nomeia a si próprio. O Baptista, depois de já ter deixado claro perante as autoridades judaicas que não era ele o Messias (vv. 19-27), atesta agora, para quem o cerca, que é Jesus aquele que se espera.
«Eis o cordeiro de Deus» (cf. v. 36): é uma alusão não só ao cordeiro pascal (Ex 12, 1,28; cf. Jo 19, 14.36; Apoc 5, 6.12; 7, 14; 1 Cor 5, 7; 1 Pe 1 ,19), símbolo da redenção, mas também ao Servo Sofredor (Is 52, 13 – 53, 12) que, inocente, é levado à morte, em vez dos pecadores, para expiação dos pecados; note-se que a própria palavra aramaica talyá significava tanto cordeiro como servo. Ele «tira o pecado»: o singular tem mais força, pois engloba todos os pecados com todas as suas tremendas implicações.
31 «Eu não O conhecia». João não quer negar um conhecimento pessoal que já procederia dos tempos da infância (cf. Lc 1, 36 ss), mas insiste (vv. 31.33) em que não O conhecia antes na sua qualidade de Messias. Aqui se deixa ver a naturalidade da vida de Jesus (e assim a dos Santos): o que há de mais santo e divino passa despercebido. Esta passagem não contradiz Mt 3. 14, onde se diz que João não quer baptizar Jesus, pois a razão que ele dá não é a de ver n’Ele o Messias, mas a de conhecer a sua superioridade moral, a sua inocência e intima união com Deus.
34 São os Evangelhos sinópticos que relatam com pormenor o Baptismo de Jesus. S. João não conta a célebre teofania do Jordão, limitando-se a dar o testemunho do Baptista após aquela manifestação divina.
Sugestões para a homilia
A Santa Missa
Jesus no Sacrário
Estamos a participar na
Santa Missa. A segunda leitura e o evangelho recordam-nos momentos da sua
Celebração. A Igreja preceitua aos fiéis a Eucaristia Dominical (1º Mandamento
da Santa Igreja). Muitos não cumprem este seu dever de cristãos. Em Portugal,
com maioria da população católica, apenas um quinto da mesma, aproximadamente,
participa na Missa Dominical (recenseamento da prática dominical em 2001).
Entre os ausentes encontram-se as crianças pequenas, doentes, idosos,
impossibilitados e outros que não querem vir à igreja. Muitas dessas pessoas
participam através da rádio e televisão e recebem, nomeadamente os doentes e
idosos, a Sagrada Comunhão que lhes é levada a suas casas.
A Santa Missa
Vivamos com muita alegria a Missa. Não nos limitemos
a ouvir somente. A Missa não deve ser um espectáculo a que porventura se
assiste com interesse e atenção. Participemos com Fé. Cantemos bem. Guardemos
para outros locais canções não adequadas à Liturgia. Reservemos para outros
fins instrumentos musicais que não nos ajudam a concentrar em Deus. O órgão
cria um ambiente propício para dialogarmos com o Senhor.
Que na Igreja tudo nos eleve para Deus: a dignidade
do altar e do ambão, a beleza das flores, a luz das velas, o asseio das alfaias
litúrgicas, a limpeza do cálice e da patena!...
A Eucaristia deve ser o centro da nossa vida.
Preparemo-la cuidadosamente. Saibamos depois viver em contínua acção de graças...
Comunguemos o Senhor, devidamente preparados. Os
anjos e santos contemplam o Senhor no Céu. A nós é concedida a graça de O
recebermos sacramentalmente. Que maravilha! Que grandeza! Deus que nos escolheu
desde sempre como ao Profeta Isaías (1ªleitura) vem até nós para vivermos
felizes com Ele!...Aproveitemos esse momento único para Lhe confiarmos tudo
aquilo que nos preocupa. Escutemo-l’O. Só assim a nossa vida tem sentido.
Jesus no Sacrário
Quando partirmos da Igreja para nossas casas não
esqueçamos que Jesus fica no Sacrário presente como no Céu. Que o Sacrário
esteja no local mais digno da Igreja! Que as torres das igrejas sejam altas
para que todos vejam bem onde se encontra o Senhor!
Agradeçamos à Virgem Maria por nos dar Jesus.
Adoremos Jesus Eucaristia como os santos.
Alexandrina Maria da Costa, retida em sua casa devido
à doença, rezava assim: «Meu Jesus, eu quero que cada dor que sentir, cada
palpitação do meu coração, cada vez que respirar, cada segundo das horas que
passar sejam actos de amor para os Vossos sacrários». Hoje o seu corpo está
sepultado ao lado do sacrário da Igreja de Balasar.
Francisco Marto, criança que viu Nossa Senhora
juntamente com Lúcia e Jacinta, passava horas seguidas na igreja paroquial de
Fátima a adorar Jesus escondido no sacrário...
O Padre Abílio Gomes Correia passava todo o tempo
disponível do dia e da noite junto do sacrário da sua igreja de S. Mamede de
Este...
Que este e todos os anos da nossa vida sejam anos da
Eucaristia! É na Eucaristia que todos nós (crianças, jovens, adultos, idosos)
encontraremos a felicidade, a alegria, a coragem, a paz e o Amor.
Oração Universal
O Senhor dirigiu-nos a Sua Palavra.
Agora vai escutar os nossos pedidos.
Rezemos, dizendo confiadamente:
Atendei, Senhor, a nossa prece.
1. Para que o Santo Padre, os Bispos e Sacerdotes
celebrem diariamente a Eucaristia
alcançando assim do Senhor
bênçãos para a salvação do mundo,
oremos, irmãos.
2. Para que as
crianças
a exemplo de Jacinta e Francisco Marto
encontrem na Eucaristia Jesus amigo
que as acompanha, defende dos perigos
e torna felizes,
oremos, irmãos.
3. Para que os
jovens
a exemplo de Alexandrina de Balasar
encontrem na Eucaristia força e
coragem
para viverem a pureza e afectividade,
concretizando sonhos de prosperidade e
alegria,
oremos, irmãos.
4. Para que as
famílias
tenham, como regra sagrada, a
participação na Eucaristia
a fim de serem abençoadas,
oremos, irmãos.
5. Para que os
doentes, idosos
e impossibilitados de se deslocarem à
Igreja
participem na Eucaristia em suas casas
através da televisão ou rádio
e possam receber a Sagrada Comunhão
oremos, irmãos.
6. Para que os
nossos familiares, amigos falecidos
e aqueles que se purificam no
Purgatório
alcancem, pela celebração da
Eucaristia,
a bem-aventurança eterna no Céu,
oremos, irmãos.
Deus eterno e omnipotente, por intercessão da Virgem
Maria,
dignai-vos atender as súplicas que humildemente Vos
dirigimos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho
que é Deus Convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Cântico do ofertório: Eu venho, Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62
Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, a graça de participar
dignamente nestes mistérios, pois todas as vezes que celebramos o memorial
deste sacrifício realiza-se a obra da nossa redenção. Por Nosso Senhor...
Santo: F. da Silva, NRMS 38
Monição da Comunhão
Jesus Eucaristia vem ao nosso encontro. Recebamo-l’O
na Sagrada Comunhão. Falemos com Ele. Escutemos o que necessitamos de ouvir para
sermos felizes. E que nada nos separe d’Ele agora e na eternidade.
Cântico da Comunhão: Preparais a mesa para mim, C. Silva, NRMS 67
Salmo 22,
5
Antífona da comunhão: Para mim preparais a mesa e o meu cálice transborda.
Ou: 1 Jo 4,
16
Nós conhecemos e acreditámos no amor de Deus para
connosco.
Cântico de acção de graças: Pelo Pão do Teu amor, H. Faria, NRMS 2 (II)
Oração depois da comunhão: Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de
caridade, para que vivam unidos num só coração e numa só alma aqueles que
saciastes com o mesmo pão do Céu. Por Nosso Senhor...
Ritos Finais
Monição final
Quem participa com fé na Eucaristia sente necessidade
de anunciar Jesus ao mundo. É o que faremos com a bênção maternal de Maria
Santíssima. Depois, de novo aqui viremos para pedir, louvar, adorar e agradecer
ao Senhor.
Cântico final: Terra inteira em paz e amor, J. Santos, 1 (II)
Homilias Feriais
2ª SEMANA
2ª feira, 17-I: A doutrina da Igreja e os maus
'remendos'.
Heb 5, 1-10
/ Mc 2, 18-22
Podem os companheiros do noivo jejuar,
enquanto o noivo está com eles?
O tema de Cristo, Esposo da Igreja, já tinha sido
preparado pelos profetas. «O próprio Senhor se designou como o 'Esposo' (cf.
Ev. do dia). E o Apóstolo apresenta a Igreja e cada fiel, como um esposa
'desposada' com Cristo Senhor.» (CIC, 796).
Nesta união não cabem os remendos que podem estragar
todo o tecido. A Igreja é o 'vestido novo', sem rasgões, santa. Embora sejamos
pecadores, esforcemo-nos por viver de acordo com os seus ensinamentos. Cristo
deu-nos um exemplo de obediência: «Apesar de ser Filho aprendeu, de quanto
sofrera, o que é obedecer» (Leit.).
3ª feira:, 18-I: Oitavário: unidos no dia do Senhor.
Heb 6,
10-20 / Mc 2, 23-38
E foi-lhes dizendo: o sábado foi feito
para o homem... Portanto, o Filho do homem é também senhor do Sábado.
Durante o Oitavário procuremos rezar mais
intensamente pela unidade dos cristãos e descobrir o que está da nossa parte
para contribuir para esta unidade.
Pouco podemos fazer pela unidade dos cristãos se não
estivermos unidos ao Senhor e aos nossos irmãos no dia do Senhor: «Participar na Missa é uma obrigação dos fiéis, a
não ser que tenham um impedimento grave... A Eucaristia dominical é o lugar
privilegiado, onde a comunhão é constantemente anunciada e fomentada... Esta
importância que tem a Eucaristia para promover a comunhão é um dos motivos da
importância da Missa dominical» (IVE, 41).
4ª feira, 19-I: Oitavário: Exigências da unidade.
Heb 7, 1-3.
15-17 / Mc 3, 1-6
(Jesus) disse ao homem: Estende a tua
mão. Ele estendeu-a e a mão ficou-lhe curada.
Jesus encontra a oposição dos fariseus para realizar
este milagre, por causa da dureza dos seus corações (cf. Ev.). Mas não deixa de
fazê-lo.
A unidade dos cristãos é um desejo de Cristo e do
Papa, mas encontra muitos corações endurecidos. «Para que o Senhor conceda esta
dom à sua Igreja exige-se um «renovação
permanente da Igreja, a conversão do
coração, com o fim de levar uma vida mais pura segundo o Evangelho, pois o
que causa as divisões é a infidelidade dos membros ao dom de Cristo» (CIC,
821).
5ª feira, 20-I: Oitavário: Pecados, virtudes e união
dos cristãos.
Heb 7, 25-
8, 6 / Mc 3, 7-12
Na verdade havia curado muita gente e,
assim todos os que tinham padecimentos corriam para Ele, a fim de lhe tocarem.
Jesus cura as doenças e perdoa igualmente os pecados.
Ele é sem dúvida, o Médico divino (cf. Ev.).
Para a obtenção da unidade é indispensável a
intervenção do Médico divino: «As rupturas que ferem a unidade do Corpo de
Cristo devem-se aos pecados dos homens: 'onde há pecados, aí se encontra a
multiplicidade, o cisma, a heresia, o conflito. Mas onde há virtude, aí se
encontra a unicidade e aquela união'» (CIC, 817). Contribuiremos, pois, para a
unidade, se lutarmos mais decididamente contra o pecado, se nos empenharmos em
melhorar as nossas virtudes.
6ª feira, 21-I: Oitavário: O Papa e a unidade dos
cristãos.
Heb 8, 6-13
/ Mc 3, 13-19
Estabeleceu pois os Doze: Simão, a
quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago...
«Desde o princípio da sua vida pública, Jesus
escolheu alguns homens, em número de doze, para andarem com Ele e participarem
da sua missão» (CIC, 551). E ficam associados ao Reino de Cristo e, através
deles, Jesus dirige a Igreja.
Mas, de entre eles, «Simão Pedro ocupa o primeiro
lugar (cf. Ev.). Jesus confiou-lhe uma missão única... Terá a missão de
defender esta fé para que nunca desfaleça e de nela confirmar os seus irmãos»
(CIC, 552). Para obtermos do Senhor a unidade dos Cristãos, temos de pedir
especialmente pelo Papa, pela sua pessoas e intenções.
Sábado, 22-I: Oitavário: A unidade e a Eucaristia.
Heb 9, 2-3.
11-14 / Mc 3, 20-21
Cristo é pois Mediador duma Aliança
nova: uma vez que morreu para remir as faltas cometidas durante a primeira
Aliança.
Jesus quer estabelecer uma Aliança nova como o novo
Povo de Deus (cf. Leit.). Um dos passos que deu neste sentido foi a instituição
da Eucaristia.
«A aspiração para chegar à meta da unidade impele-nos a olhar para a Eucaristia, que é o
sacramento supremo da unidade do povo de Deus, a sua condigna expressão e fonte
insuperável. Na celebração do sacrifício eucarístico, a Igreja eleva a prece a
Deus, Pai de misericórdia, para que nos conceda aos seus filhos a plenitude do
Espírito Santo de modo que se tornem em Cristo um só corpo e um só espírito» (IVE, 43).
Celebração e Homilia: Aurélio Araújo Ribeiro
Nota
Exegética: Geraldo Morujão
Homilias
Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha