4º
Domingo Comum
30 de Janeiro de 2005
RITOS INICIAIS
Cântico de entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, Az. Oliveira, NRMS 67
Salmo 105,
47
Antífona de entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, e reuni-nos de todas
as nações, para dar graças ao vosso santo nome e nos alegrarmos no vosso
louvor.
Introdução ao espírito da Celebração
Jesus propõe aos seus seguidores um ideal de vida que
conduz à santidade: o caminho das Bem-aventuranças.
As Bem-aventuranças não são uma teoria, um bom desejo de Jesus, mas uma das
maiores descrições do que o próprio Jesus foi e viveu. Acontece comigo a mesma
coisa? Acaso as Bem-aventuranças descrevem também a minha vida?
Oração colecta: Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de
todo o coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por Nosso
Senhor...
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: Nesta página do livro do profeta Sofonias o povo de
Israel encontra a esperança. Tal como o povo bíblico, também nós, confiando em
Deus poderemos repousar em segurança.
Sofonias
2, 3; 3, 12-13
3Procurai o Senhor, vós todos os humildes da terra,
que obedeceis aos seus mandamentos. Procurai a justiça, procurai a humildade;
talvez encontreis protecção no dia da ira do Senhor. 12Só deixarei
ficar no meio de ti um povo pobre e humilde, que buscará refúgio no nome do
Senhor. 13O resto de Israel não voltará a cometer injustiças, não
tornará a dizer mentiras, nem mais se encontrará na sua boca uma língua
enganadora. Por isso, terão pastagem e repouso, sem ninguém que os perturbe.
12 Estas palavras do profeta preparam o caminho das Bem-aventuranças que Jesus havia de proclamar solenemente como o código de felicidade do seu Reino (cf. Evangelho de hoje). No povo messiânico só haverá lugar para os humildes, os pobres em espírito, os que têm o coração desprendido de todos os recursos humanos e que põem toda a sua confiança no Senhor (os ‘anawim, ou pobres de Yahwéh).
Salmo Responsorial Salmo 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. Mt
5, 3 ou Aleluia)
Monição: Este
salmo exalta a providência divina, que auxilia os desfavorecidos. Confiemos em
Deus que nos protege e nos oferece o seu reino.
Refrão: Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos Céus.
Ou: Aleluia.
O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos.
O Senhor ilumina os olhos dos cegos,
o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos.
O Senhor protege os peregrinos,
ampara o órfão e a viúva
e entrava o caminho aos pecadores.
O Senhor reina eternamente.
O teu Deus, ó Sião,
é Rei por todas as gerações.
Segunda Leitura
Monição: «Quem se gloria deve gloriar-se no Senhor», porque
foi a sua bondade que nos escolheu, para sermos a sua família «no meio dos
sábios e inteligentes deste mundo.»
Coríntios
1, 26-31
Irmãos: 26Vede quem sois vós, os que Deus
chamou: não há muitos sábios, naturalmente falando, nem muitos influentes, nem
muitos bem-nascidos. 27Mas Deus escolheu o que é louco aos olhos do
mundo para confundir os sábios; 28escolheu o que é vil e
desprezível, o que nada vale aos olhos do mundo, para reduzir a nada aquilo que
vale, 29a fim de que nenhuma criatura se possa gloriar diante de
Deus. 30É por Ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual Se tornou
para nós sabedoria de Deus, justiça, santidade e redenção. 31Deste
modo, conforme está escrito, «quem se gloria deve gloriar-se no Senhor».
S. Paulo ataca as divisões dentro da comunidade na sua raiz: o apego ao prestígio dos pregadores correspondia a uma procura orgulhosa da sabedoria humana. O que tem valor diante de Deus não é a ciência, a retórica, a eloquência, e a prova disso está em que Ele, em Corinto, chamou à fé não precisamente os mais sábios, os mais influentes e mais nobres, mas, na sua maior parte, a gente simples e modesta, deixa ver como diante d’Ele o que vale não é a ciência, o poder, ou a estirpe, mas a graça e a escolha divina, que recai sobre os que Lhe agradam pela humildade. Assim, ninguém pode gloriar-se diante de Deus de ter sido chamado ao Reino de Deus (v. 29): «quem se gloria deve gloriar-se no Senhor» (segundo uma citação livre de Jr 9, 22-23), não nos seus dotes, porque tudo recebeu de Deus (v.31).
Aclamação ao Evangelho Mt 5, 12a
Monição: Felizes! Bem-aventurados! São palavras próprias dos
cristãos. Aclamemos Jesus Cristo que nos ensina o caminho da felicidade.
Aleluia
Alegrai-vos e exultai,
porque é grande nos Céus a vossa recompensa.
Cântico: Aclamação – 1, F. da Silva, NRMS 50-51
Evangelho
São Mateus
5, 1-12a
1Naquele
tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os
discípulos 2e Ele começou a ensiná-los, dizendo: 3«Bem-aventurados
os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. 4Bem-aventurados
os que choram, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os
humildes, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome
e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os
misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os
puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que
promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados
os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
11Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem,
vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. 12aAlegrai-vos
e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».
As oito bem-aventuranças, a que se junta uma nona (v. 11) a reforçar a oitava, constituem como o frontispício do Sermão da Montanha (Mt 5–7), «a expressão mais perfeita da mensagem evangélica, um dos mais altos cumes do pensamento humano, talvez o mais elevado» (G. Danieli); com razão disse Gandhi: «foi o discurso da montanha que me reconciliou com o cristianismo». As bem-aventuranças, expressas na terceira pessoa do plural, têm em Mateus um carácter solene e universal, dirigidas a todas as pessoas e a todos os tempos, não apenas aos ouvintes imediatos. Elas condensam a grande novidade do Evangelho, em contraste flagrante com o próprio pensamento religioso judaico então vigente, para já não falarmos do espírito mundano e hedonista do paganismo de então e do de agora. Elas não são a expressão de qualquer espécie de «ressentimento» dos pobres e desafortunados em face dos poderosos, dos ricos e satisfeitos, mas são antes um grito de protesto e de provocação lançado ao conceito de felicidade baseada na posse das riquezas, no gozo dos prazeres, na força, no poder e na fama; de modo nenhum elas são uma «ética para uso dos débeis», mas sim um ideal de vida para almas fortes e generosas, uma ética que, quando vivida a sério, é capaz de renovar as pessoas e a sociedade; como o demonstra a vida dos santos.
3 «Bem-aventurados». Esta tradução (em vez de «felizes») vinca a ideia de que o Senhor promete a felicidade na bem-aventurança eterna e, ao mesmo tempo, já nesta vida, ao dizê-la do presente: «deles é» (não diz «deles será»). Mas não se trata de uma felicidade qualquer: é uma felicidade incomparável, interior e profunda, embora ainda não possuída de modo perfeito e completo na vida terrena.
«Os pobres em espírito». Como bom catequista, Mateus não deixa de especificar «em espírito», para que fique bem claro que não é o caso de uma mera situação económico-social, mas de uma atitude interior de humildade diante de Deus, de reconhecimento da própria carência de méritos e da absoluta necessidade da misericórdia de Deus para ser salvo. O desprendimento dos bens e a austeridade de vida são uma consequência desta atitude de espírito própria de quem se apoia não nos bens criados, mas só em Deus.
4-5 A ordem destes versículos não é transmitida da mesma maneira em todos os manuscritos, por isso a fórmula que aparecia antes nos catecismos tem outra ordem que corresponde a uns poucos de manuscritos gregos e à Vulgata, diferente da que temos aqui; pensa-se que a ordem original teria sido alterada, a fim de facilitar a memorização e a compreensão, juntando frases semelhantes, dado o paralelismo entre os pobres e os humildes (os mansos) e entre os que choram (os aflitos) e os que têm fome e sede.
«Os que choram», isto é, os aflitos. A consolação dos que estão aflitos é um dos bens messiânicos (Is 61, 1-3; cf. Lc 4, 1ss) que Jesus garante aos seus discípulos (cf. Jo 16, 20-22); a consolação é uma forma emotivamente concreta de designar a salvação esperada e trazida por Cristo (cf. Lc 2, 25; Act 3, 20; 2 Tes 2, 16-17).
«Os mansos. A verdade é que a mansidão é uma noção que tem grande relevo em Mateus, pois o próprio Jesus se apresenta como «manso» (Mt 11, 29), na linha das profecias de Is 42, 1-4 citada em Mt 12, 18-21 e de Zac 9, 9 citada em Mt 21, 5. Por isso não nos parece que em Mateus a 1ª e a 3ª bem-aventuranças sejam equivalentes; «mansos» são os que vencem o mal com o bem, não com a violência, mas com o perdão e com a bondade, como se insiste no mesmo sermão da montanha (Mt 5, 21-26.38-42.43-48; 6, 12.14-15); são, não apenas os que são afáveis, ou simplesmente os não violentos, mas os que sofrem serenamente e sem ira, ódio ou abatimento, as perseguições injustas e as contrariedades. «Possuirão a terra» (prometida como herança), isto é, «a pátria celeste», figurada na terra prometida ao povo eleito (cf. Hebr 4, 2, 11; 11, 10.16; 12, 22; 13, 14).
6 «Fome e sede de justiça», uma fome mais espiritual do que material, pela especificação de justiça; estamos diante duma noção de natureza religiosa, central no discurso da montanha (cf. 5, 10.20; 6, 1.31.33): a submissão à vontade de Deus e ao seus desígnios de amor, uma vida justa, inocente, santa e perfeita (cf. 5, 48).
7 «Os misericordiosos»: o tema da misericórdia é central no Evangelho, pois dela o homem é extremamente necessitado e também está muito presente em Mateus: Jesus é cheio de misericórdia (cf. 9, 36; 9, 9-13; 12, 1-7) para com os necessitados que a Ele clamam (cf. 9, 27; 15, 22; 17, 15; 20, 30.34); e esta tem de ser a atitude do discípulo para obter a misericórdia divina (cf. 6, 14-15; 18, 23-35); e é pelas obras de misericórdia que todos hão-de ser julgados sem apelo (cf. 25, 31-46).
8 «Os puros de coração», dado o contexto dos ensinamentos de Jesus, não se trata de uma simples pureza ritual que satisfaz uma série de requisitos externos para se estar em condições de realizar actos de culto (recordem-se as prescrições de Lv 11–16 relativos a alimentos, nascimento, actividade sexual, doença e morte), mas de uma pureza moral que não fica hipocritamente em exterioridades farisaicas (cf. Mt 23, 25-26), mas vai, na linha da pregação dos profetas (cf. Is 1, 15-16; 29, 13; Salm 24, 3-4; 51, 12; Prov 22, 11) até ao mais profundo do interior da pessoa, onde nascem os desejos e as intenções (cf. Mt 15, 1-20; 5, 28; 12, 34).
9 «Os que promovem a paz». Alguns exegetas preferem a tradução pacíficos, indicando o espírito conciliador, sereno, tolerante, indulgente e paciente (cf. Tg 3, 3-18), mas a maioria pensa que se trata não só dos pacíficos, mas daqueles que se empenham em activamente promover a paz entre os homens (e também – podíamos acrescentar – a paz dos homens com Deus, fundamento sério de toda a paz no mundo); estes «serão chamados…», uma expressão semítica que corresponde a «serão de verdade filhos de Deus» (cf. Mt 5, 45).
10 «Os que sofrem perseguição por amor da justiça» (cf. 1 Pe 3, 14), isto é, ao fim e ao cabo, por causa de Jesus (cf. Mt 10, 24-28), por viver piamente (cf. 2 Tim 3, 12); esta «justiça», como na 4ª bem-aventurança, não é a justiça dos homens, mas corresponde à plena adesão à vontade de Deus, numa vida recta e santa.
11-12 Depois das 8 bem-aventuranças anteriores, que formam um bloco (uma inclusão marcada pela fórmula «porque deles é o reino dos Céus»: vv. 3.10), há uma ampliação e uma aplicação directa aos ouvintes da 8ª e última bem-aventurança.
Sugestões para a homilia
Buscai o Senhor
Bem-aventurados
Buscai o Senhor
O Povo de Deus tinha ficado reduzido a um pequeno
resto, depois da deportação para Babilónia. A voz do profeta Sofonias infunde
uma nova esperança, convidando a procurar o Senhor, confiando humildemente na
segura e eficaz protecção divina; «Procurai o Senhor, vós todos os humildes da
terra!» Confiar em Deus e não em si mesmo, nem nos meios humanos. Deste modo o
povo de Deus encontrará alimento e poderá repousar em segurança, sem que
ninguém o perturbe. Também o salmista fez a experiência da divina providência.
Cheio de confiança diz que o «Senhor ampara os fracos, sustenta o órfão e a
viúva, dá pão aos famintos, Ele os ama justos», numa palavra, Ele protege os
humildes. S. Paulo, por seu lado, também sabe que «Deus escolheu o que não tem
valor, escolheu o que é fraco aos olhos do mundo para confundir o que é forte»,
ou seja, Deus escolhe os humildes, aqueles que confiam no auxílio divino e não
põem a sua esperança unicamente nos meios humanos.
Bem-aventurados
«Felizes os pobres que o
são no seu íntimo porque é deles o reino dos Céus!»
«Felizes os humildes
porque possuirão a terra como herança.»
Faz-nos bem ouvir a voz
do divino Mestre repetindo-nos estas palavras de vida eterna! As
Bem-aventuranças são a solene proclamação da boa nova. Jesus diz que o Reino
dos Céus é para aqueles que são capazes de acolher o dom gratuito de Deus. As
bem-aventuranças bíblicas apresentam-se como uma proposta de vida em plenitude
para àqueles que assumem certos comportamentos na sua peregrinação terrena:
comportamentos de desprendimento, de misericórdia, pureza, humildade, mansidão.
Trata-se de uma proposta capaz de encher a vida de alegria e felicidade, já no
tempo presente. O sermão da montanha, deixa-nos ouvir o novo Moisés, apontando
aos seus discípulos o caminho que conduz ao Reino dos Céus. Podemos resumir:
aos humildes Deus enriquece-os com os seus bens, com a felicidade eterna.
Humildes são todos os que confiam em Deus, «os que se gloriam no Senhor» e não
nas suas qualidades ou nos seus bens.
Vejamos a nossa vida
espiritual à luz desta mensagem evangélica! Quando ouvimos Jesus proclamar as
bem-aventuranças, reconhecemo-nos em algumas delas? Puros de coração?
Misericordiosos? Mansos e humildes de coração? Pacientes na tribulação?
Construtores da paz? Então, «alegrai-vos e exultai,» diz o Senhor! Porque é
este o caminho da Bem-aventurança eterna!
Oração Universal
Irmãos, num só coração e numa só alma,
peçamos ao Senhor o espírito das Bem-aventuranças
para todos os homens e mulheres de boa vontade,
dizendo com alegria:
Abençoai, Senhor o vosso povo
1. Pela Santa
Igreja de Deus:
para que nunca falte no mundo o «resto
de Israel»,
pessoas humildes e simples, que com fé
em Deus
mantenham firmes os valores do amor e
da esperança,
oremos, irmãos.
2. Por todas as comunidades cristãs onde os mais pobres se
reúnem e participam,
para que a Igreja nunca os decepcione,
oremos, irmãos.
3. Para
que a Igreja se examine constantemente
a partir do espelho das bem-aventuranças.
Por todos os que se consideram «pobres
de espírito»,
bem distantes da verdadeira pobreza e
dos pobres,
para que o Senhor lhes faça ver que
esse não foi o caminho traçado por Ele,
oremos, irmãos.
4. Para
que a nossa eucaristia dominical
seja sempre um espaço privilegiado de
oração e de encontro comunitário.
Para que o evangelho das
bem-aventuranças
nos torne realmente «felizes» e
possamos testemunhar
que de facto o Evangelho é «boa
notícia»,
oremos, irmãos.
5. Pelos fiéis
defuntos
para que o Senhor os receba no reino
da Bem-aventurança eterna,
oremos, irmãos.
Senhor nosso Deus e nosso Pai, que em Jesus trouxeste
ao nosso mundo de trevas
a boa notícia da salvação, fazei que a nossa vida se
transforme realmente
pela alegria dessa boa notícia, para que nos sintamos
«bem-aventurados»
e sejamos uma bem-aventurança para o mundo.
Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, que é Deus
convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira,
NRMS 17
Oração sobre as oblatas: Apresentamos, Senhor, ao vosso altar os dons do
vosso povo santo; aceitai-os benignamente e fazei deles o sacramento da nossa
redenção. Por Nosso Senhor...
Santo: Az. Oliveira, NRMS 50-51
Monição da Comunhão
Jesus diz-nos: Quem come a minha carne e bebe o meu
sangue tem a vida eterna. Podemos rezar com S. Tomás de Aquino. «Ó sagrado
Banquete em que se recebe Cristo (...) e nos é dado penhor da futura glória!»
Ou seja, pela comunhão recebemos o penhor da Bem-aventurança, no Reino dos
Céus.
Cântico da Comunhão: Felizes os pobres, F. dos Santos, Cânticos de Entrada e Comunhão II, pág 24
Salmo 30,
17-18
Antífona da comunhão: Fazei brilhar sobre mim o vosso rosto, salvai-me,
Senhor, pela vossa bondade e não serei confundido por Vos ter invocado.
Ou: Mt
5, 3-4
Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é
o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra
prometida.
Cântico de acção de graças: Cantarei ao Senhor por tudo, F. da Silva, NRMS 70
Oração depois da comunhão: Fortalecidos pelo sacramento da nossa redenção, nós
Vos suplicamos, Senhor, que, por este auxílio de salvação eterna, cresça sempre
no mundo a verdadeira fé. Por Nosso Senhor...
Ritos Finais
Monição final
Estamos a viver um ano eucarístico. A Eucaristia é
penhor da Bem-aventurança eterna. O Papa João II escreveu na Encíclica A
Igreja Vive da Eucaristia, n.º 19: «Ao celebrarmos o sacrifício do Cordeiro
unimo-nos à liturgia celeste, associando-nos àquela multidão imensa que grita:
'A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro' (Ap 7, 10). A Eucaristia é
verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória
da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar
o nosso caminho.»
Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91
Homilias Feriais
4ª SEMANA
2ª feira, 31-I: Aproveitar bem as 'desgraças'.
Heb 11,
32-40 / Mc 5, 1-20
Mas outros foram torturados...foram
apedrejados, atormentados, cortados à serra, sofreram a morte pela espada...
O Antigo Testamento é rico em testemunhos da fé.
Houve terríveis provações, porque Deus tinha preparado para os que sofreram um
destino melhor (cf. Leit.). Pelo contrário, os gadarenos pediram a Jesus que se
retirasse porque, para salvar dois homens, tinham morrido dois mil porcos (cf.
Ev.).
É muito frequente que a lógica de Deus não coincida
com a lógica dos homens. Só a fé nos fará descobrir a mão de Deus por detrás
dos males humanos (a doença, o cansaço, a dor...). Procuremos aproveitar bem as
'desgraças' desta vida para sermos felizes na outra.
3ª feira, 1-II: Comunhões espirituais.
Heb 12, 1-4
/ Mc 5, 21-43
Pois dizia consigo: Se eu, ao menos,
lhe tocar nas vestes, ficarei curada.
A fé desta mulher pode servir-nos de exemplo de
preparação para a nossa Comunhão sacramental, que é o momento de 'tocarmos' no
Senhor.
Um dos modos de nos prepararmos melhor é a prática da
«'Comunhão espiritual'... Escrevia S. Teresa de Jesus: 'Quando não comungais e
não participais na Missa, comungai espiritualmente... Deste modo, imprime-se em
vós muito do amor de Nosso Senhor'» (IVE, 34). Depois temos oportunidade «não
só para tocar uma ponta da sua túnica ou, num breve momento, o extremo do seu
manto... Temo-lo inteiro... Comemo-lo todos os dias...» (Amigos de Deus, 199).
Celebração e Homilia: José Roque
Nota
Exegética: Geraldo Morujão
Homilias
Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha