3º
Domingo da Quaresma
27 de Fevereiro de 2005
Onde se fizerem os
escrutínios preparatórios para o Baptismo dos adultos, neste domingo, podem
utilizar-se as orações rituais e as intercessões próprias: p. 1063 do Missal
Romano.
RITOS INICIAIS
Cântico
de entrada: Escutai, Senhor, e respondei-me, F. da Silva, NRMS 94
Salmo 24, 15-16
Antífona de entrada: Os meus olhos estão voltados para o Senhor, porque Ele livra os meus pés
da armadilha. Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão porque estou só e
desamparado.
ou
Ez 36, 23-26
Quando Eu manifestar em vós a
minha santidade, hei-de reunir-vos de todos os povos, derramarei sobre vós água
pura e ficareis limpos de toda a iniquidade. Eu vos darei um espírito novo, diz
o Senhor.
Não se diz o Glória.
Introdução ao espírito da
Celebração
Estamos já no 3.º domingo da
Quaresma. É altura de nos interrogarmos como temos aproveitado estes primeiros
dias deste tempo de renovação interior? O Senhor vai repetir-nos: se hoje
ouvirdes a voz do Senhor não fecheis o vosso coração.
Jesus convida-nos à
conversão. Examinemo-nos dos nossos pecados para pedirmos perdão.
Oração colecta: Deus,
Pai de misericórdia e fonte de toda a bondade, que nos fizestes encontrar no
jejum, na oração e no amor fraterno os remédios do pecado, olhai benigno para a
confissão da nossa humildade, de modo que, abatidos pela consciência da culpa,
sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: O povo de Israel no deserto, a caminho da terra de
Israel, sente o drama da sede e revolta-se contra Deus.
O Senhor faz sair água
abundante do rochedo, saciando aquela multidão.
Êxodo 17, 3-7
3Naqueles dias, o povo israelita, atormentado pela
sede, começou a altercar com Moisés, dizendo: «Porque nos tiraste do Egipto?
Para nos deixares morrer à sede, a nós, aos nossos filhos e aos nossos
rebanhos?» 4Então Moisés clamou ao Senhor, dizendo: «Que hei-de
fazer a este povo? Pouco falta para me apedrejarem». 5O Senhor
respondeu a Moisés: «Passa para a frente do povo e leva contigo alguns anciãos
de Israel. Toma na mão a vara com que fustigaste o Rio e põe-te a caminho. 6Eu
estarei diante de ti, sobre o rochedo, no monte Horeb. Baterás no rochedo e
dele sairá água; então o povo poderá beber». Moisés assim fez à vista dos
anciãos de Israel. 7E chamou àquele lugar Massa e Meriba, por causa
da altercação dos filhos de Israel e por terem tentado o Senhor, ao dizerem: «O
Senhor está ou não no meio de nós?»
O episódio que constituiu uma prova e fonte de litígio, enquadra-se bem na vida no deserto do Sinai, onde abunda a fome e a sede e escasseiam os oásis; é apresentado a dar lugar ao nome de dois sítios: «Meribá», que, segundo uma etimologia popular, designa a disputa ou litígio (do povo com Moisés) e «Massá», nome correspondente a prova ou tentação. Este pecado de falta de fé do povo na Providência divina é muitas vezes posto em relevo na Sagrada Escritura: Dt 6, 16; 9, 22-24; 33, 8; Salm 95, 8-9; também aparece sublinhada a falta de fé do próprio chefe, Moisés, cuja dúvida o levou a bater duas vezes na rocha (cf. Nm 20, 1-13; Dt 32, 51; Salm 106, 32).
Salmo Responsorial Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8)
Monição: O Salmo convida-nos a escutar a voz de Deus, que nos
chama a converter-nos a Ele. Só Ele pode matar a sede que trazemos em nosso
coração.
Refrão: Se hoje ouvirdes a voz
do Senhor,
não fecheis os vossos corações.
Vinde, exultemos de alegria no
Senhor,
aclamemos a Deus, nosso
salvador.
Vamos à sua presença e dêmos
graças,
ao som de cânticos aclamemos o
Senhor.
Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos
criou.
Pois Ele é o nosso Deus
e nós o seu povo, as ovelhas
do seu rebanho.
Quem dera ouvísseis hoje a sua
voz:
«Não endureçais os vossos
corações,
como em Meriba, como no dia de
Massa no deserto,
onde vossos pais Me tentaram e
provocaram,
apesar de terem visto as
minhas obras.
Segunda Leitura
Monição: Jesus morreu por nós, que éramos pecadores. Pela fé
somos santificados. Uma fé que actua pela caridade e que o Espírito Santo
derrama em nossos corações.
Romanos 5, 1-2.5-8
Irmãos: 1Tendo sido
justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, 2pelo
qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos,
apoiados na esperança da glória de Deus. 5Ora, a esperança não
engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito
Santo que nos foi dado. 6Cristo morreu por nós, quando éramos ainda
pecadores. 7Dificilmente alguém morre por um justo; por um homem
bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer. 8Deus prova assim o
seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.
Dentro do tema central da epístola, a obra da nossa justificação realizada por Cristo, S. Paulo aponta aqui os efeitos desta sua obra salvadora: a «paz» (v. 1), o «acesso à graça», um orgulho santo, e a esperança (v. 2), uma «esperança que não engana», porque tem como fundamento o «amor de Deus». «Esta graça em que permanecemos» é a graça santificante, a graça da justificação, que nos torna santos, justos, amigos de Deus e em paz com Ele.
5 «O amor de Deus foi derramado em nossos corações». Este amor não é apenas algo que se situa fora de nós próprios, uma mera atitude de benevolência divina extrínseca, mas é um dom derramado. É assim que se fala neste texto dum dom e dum doador; daqui que a Teologia explicita esse dom como a virtude infusa da caridade, inseparável da graça santificante, isto é, um «hábito» permanente, bem expresso pelo particípio perfeito passivo do original grego – «que permanece derramado» –, e que o doador é o Espírito Santo, o qual, por sua vez, também «nos foi concedido» (a graça incriada, ou inabitação da Santíssima Trindade na alma do justo).
6-8 Este amor de Deus não é uma teoria, pois ele se
revela na morte de Jesus pelos pecadores.
Aclamação ao Evangelho Jo 4, 42.15
Monição: Este relato do encontro de Jesus com a samaritana é
cheio de lições para nós. Escutemo-l'O com atenção.
J. Santos, NRMS 40
Senhor, Vós sois o Salvador do
mundo:
dai-nos a água viva, para não
termos sede.
Evangelho*
* O texto entre parêntesis
pertence à forma longa e pode ser omitido.
Forma longa:
São João 4, 5-42; forma breve: São João 4,
5-15.19b-26.39a40-42
5Naquele tempo, chegou Jesus a uma cidade da Samaria,
chamada Sicar, junto da propriedade que Jacob tinha dado a seu filho José, 6onde
estava a fonte de Jacob. Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se à beira do
poço. Era por volta do meio-dia. 7Veio uma mulher da Samaria para
tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-Me de beber». 8Os discípulos tinham
ido à cidade comprar alimentos. 9Respondeu-Lhe a samaritana: «Como é
que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana?» De facto, os
judeus não se dão com os samaritanos. 10Disse-lhe Jesus: «Se
conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-Me de beber’, tu é
que Lhe pedirias e Ele te daria água viva». 11Respondeu-Lhe a
mulher: «Senhor, Tu nem sequer tens um balde, e o poço é fundo: donde Te vem a
água viva? 12Serás Tu maior do que o nosso pai Jacob, que nos deu
este poço, do qual ele mesmo bebeu, com os seus filhos e os seus rebanhos?» 13Disse-Lhe
Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede. 14Mas
aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe
der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna». 15«Senhor,
– suplicou a mulher – dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede e não tenha de vir aqui buscá-la». [16Disse-lhe
Jesus: «Vai chamar o teu marido e volta aqui». 17Respondeu-lhe a
mulher: «Não tenho marido». Jesus replicou: «Disseste bem que não tens marido, 18pois
tiveste cinco e aquele que tens agora não é teu marido. Neste ponto falaste
verdade». 19Disse-lhe a mulher: «Senhor,] vejo que és profeta. 20Os
nossos antepassados adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém que
se deve adorar». 21Disse-lhe Jesus: «Mulher, podes acreditar em Mim:
Vai chegar a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22Vós
adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação
vem dos judeus. 23Mas vai chegar a hora – e já chegou – em que os
verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são
esses os adoradores que o Pai deseja. 24Deus é espírito e os seus
adoradores devem adorá-l’O em espírito e verdade». 25Disse-Lhe a
mulher: «Eu sei que há-de vir o Messias, isto é, Aquele que chamam Cristo. Quando
vier, há-de anunciar-nos todas as coisas». 26Respondeu-lhe Jesus:
«Sou Eu, que estou a falar contigo». [27Nisto, chegaram os
discípulos e ficaram admirados por Ele estar a falar com aquela mulher, mas
nenhum deles Lhe perguntou: «Que pretendes?» ou então: «Porque falas com ela?» 28A
mulher deixou a bilha, correu à cidade e falou a todos: 29«Vinde ver
um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será Ele o Messias?» 30Eles
saíram da cidade e vieram ter com Jesus. 31Entretanto, os discípulos
insistiam com Ele, dizendo: «Mestre, come». 32Mas Ele
respondeu-lhes: «Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis». 33Os
discípulos perguntavam uns aos outros: «Porventura alguém Lhe trouxe de comer?»
34Disse-lhes Jesus: «O meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que
Me enviou e realizar a sua obra. 35Não dizeis vós que dentro de
quatro meses chegará o tempo da
colheita? Pois bem, Eu digo-vos: Erguei os olhos e vede os campos, que já estão loiros para a ceifa. 36Já
o ceifeiro recebe o salário e recolhe
o fruto para a vida eterna e, deste modo, se alegra o semeador juntamente com o
ceifeiro. 37Nisto se verifica o ditado: ‘Um é o que semeia e outro o
que ceifa’. 38Eu mandei-vos ceifar o que não trabalhastes. Outros
trabalharam e vós aproveitais-vos do seu trabalho».] 39Muitos
samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus, por causa da palavra da
mulher, [que testemunhava: «Ele disse-me tudo o que eu fiz». 40Por
isso] os samaritanos, quando vieram ao encontro de Jesus, pediram-Lhe que
ficasse com eles. E ficou lá dois dias. 41Ao ouvi-l’O, muitos
acreditaram 42e diziam à mulher: «Já não é por causa das tuas
palavras que acreditamos. Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o
Salvador do mundo».
5-6 «Sicar», que muitos querem identificar com a Siquém dos tempos dos Patriarcas, destruída em grande parte por João Hircano em 128 a. C., costuma identificar-se com a actual Askar, no sopé do monte Ebal, perto da antiga Siquém e da actual Nablus, a maior cidade dos palestinos (cf. Gn 33, 19; 48, 22; Jos 24, 32.
6 «Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se à beira do poço». João, que pretende demonstrar a divindade de Jesus no seu Evangelho (cf. Jo 20, 31), não descuida deixar ver bem claramente a humanidade do Senhor. Eis o belíssimo comentário de Santo Agostinho: «Não é em vão que se fatiga o Poder de Deus. Não é em vão que se fatiga Aquele cuja ausência nos causa fadiga e cuja presença nos conforta. (...) Jesus fatigou-Se com o caminho por nosso amor. Encontramos ali Jesus que é força e encontramo-Lo fatigado. Jesus é forte e é fraco.
9 «Sendo eu samaritana». Os samaritanos eram um povo misto, resultado do cruzamento dos judeus, que não foram desterrados, quando Sargão II acabou com o reino do Norte em 721, com os colonos assírios que para ali foram mandados. As rivalidades, que vinham dos inícios da monarquia, com a divisão em dois reinos (cf. 1 Re 12; 17, 24-34), acirraram-se com a reforma de Esdras e Neemias no regresso do exílio, até que se consumou o cisma religioso. Eles consideravam-se autênticos israelitas e seguiam os cinco livros de Moisés (o Pentateuco Samaritano). Mas os judeus consideravam-nos semi-pagãos e cismáticos, pois sobre o monte Garizim tinham chegado a construir um templo, rival do de Jerusalém. O ódio e desprezo dos judeus pelos samaritanos era tão grande que, quando querem insultar a Jesus chamam-no «samaritano» (Jo 8, 48) o que equivalia a chamar-Lhe um renegado, talvez pelos contactos de Jesus com as gentes da Samaria, quando um judeu praticante devia abster-se de todo o contacto com os samaritanos.
10-15 «Se conhecesses…»: conhecer, na linguagem bíblica, não se reduz a estar informado, mas implica uma vivência, como se Jesus dissesse: «Se tu tivesses a experiência da vida que Deus tem para te dar...». «Água viva»: dá-se aqui um mal-entendido, pois a samaritana pensa em água corrente, por oposição à água estagnada do poço, quando Jesus lhe fala assim, recorrendo a um símbolo bíblico tradicional (cf. Is 12, 3; 44, 3; Jr 2, 13; 17, 13; Salm 36, 10; ver Apoc 21, 6; 22, 17) para falar dum dom divino que no IV Evangelho se exprime em diversas categorias sobrenaturais paralelas e que se iluminam mutuamente: vida eterna, salvação, o próprio Jesus, o Espírito Santo, como se explicita em 7, 38-39. A imagem da água viva tem mais força se temos em conta o que diz o Targum acerca dum poço de Jacob que transbordou jorrando água durante 20 anos.
17 «Tiveste cinco maridos»: O contexto deixa ver que a mulher tinha levado uma vida escandalosa (ver v. 29); embora alguns queiram ver que temos aqui um símbolo do antigo politeísmo dos samaritanos (2 Re 17, 29-41) que adoraram 5 ídolos (na realidade o texto fala de 7) e agora tinham um culto ilegítimo; mas esta hipotética alusão não anularia o valor do acontecimento relatado.
19-24 Ao ver que Jesus penetra nos segredos da sua vida irregular, reconhece que está diante dum profeta, por isso lhe põe a grande questão que opunha os samaritanos aos judeus, a saber, o lugar do culto (cf. Dt 12, 5), que eles celebravam no monte Garizim, mesmo depois de destruído o seu templo cismático por João Hircano. Jesus declara que com Ele tinha chegado a hora em que já não tem sentido essa questão acerca do «lugar», pois o culto antigo ficava ultrapassado e abolido, sendo Ele próprio o novo templo (cf. Jo 2, 19.21).
35-38 É fácil de descobrir o sentido da alegoria do semeador e dos ceifeiros: nos campos de trigo há um espaço de tempo entre a sementeira e a ceifa, mas no campo de Deus o fruto pode ser imediato, como aconteceu ali; no entanto, o habitual será que se confirme o ditado (v. 37; ver Miq 6, 15; Act 8, 4-25). Os discípulos aparecem como os ceifeiros enviados a colher o que «outros» – os profetas e Jesus principalmente – semearam.
42 «Salvador do mundo»: cf. 3, 17; 12, 47; 1 Jo 4, 14; Is 19, 20; 43, 3; Lc 1, 47; 1 Tm 4, 10; Filp 3, 20; Mt 1, 21; Act 5, 31; 13, 23.
Sugestões para a homilia
Dá-me de beber
Vejo que és profeta
Sabemos que Ele é o salvador
Dá-me
de beber
O apóstolo S. João conta-nos
com muito pormenor este encontro de Jesus com a samaritana. É uma lição
importante para a nossa vida, que devemos imitar, sobretudo neste tempo santo
da Quaresma.
Jesus não despreza aquela
mulher, samaritana e pecadora. Estava cansado da viagem, mas preocupa-Se com a
salvação daquela alma. Começa por lhe pedir um favor: – dá-Me de beber.
A propósito da água que ela
vem buscar o Senhor fala-lhe de outra sede que ela traz escondida no íntimo do
coração, uma sede profunda que as bebidas deste mundo não conseguem saciar. É a
sede duma água viva, que deve jorrar dentro do coração de cada um de nós. É a
sede de Deus, de felicidade e amor que só Ele pode dar. É a exclamação já
célebre de Santo Agostinho, ao começar a narrar a sua vida, no livro das Confissões: «Senhor fizeste-nos para Ti
e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansa em Ti» ( Confissões 1, 1 ).
Jesus traz-nos essa água
viva. Ele é o rochedo donde brota a água abundante que mata a sede ao povo de
Deus, na caminhada deste mundo, a caminho da Terra prometida. «Se conhecesses o dom de Deus e Quem é aquele
que te diz: – dá-Me de beber, tu é que lhe pedirias e Ele te daria água viva»
(Ev.)
Aquela mulher começa a
interessar-se por essa água misteriosa e acredita em Jesus. E fica cheia de
alegria. E vai, depois, comunicá-la aos conhecidos e vizinhos.
É pela fé que nos abrimos à
graça que Jesus nos traz, é acreditando n'Ele de todo o coração que nos
enchemos das riquezas que nos oferece. «Tendo
sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus
Cristo, pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos
gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus» – dizia-nos há
instantes o Apóstolo (2ª leit.)
É pela fé que tudo ganha
sentido até o sofrimento. É ela que enche de alegria a nossa alma. Em Roma,
perto do Campo de Verano, existe na fachada duma vivenda um relógio de sol com
uma inscrição curiosa: «Tu sem fé és como eu sem sol». E é verdade, será uma
vida inútil e sem sentido.
Hoje tantos homens têm tudo,
mas não têm o principal. Têm dinheiro, divertimentos e prazeres mas não têm
alegria, porque lhes falta a fé. Este mundo ocidental encheu-se de riquezas
materiais mas deixou perder o tesouro mais importante, aquilo que dava sentido
às suas vidas.
Temos todos nós de levar-lhes
Cristo, de falar-lhes dessa água viva que anseiam sem saber. É a tarefa da nova
evangelização, de que o papa tanto nos tem falado tantas vezes e que é trabalho
de todos nós. E não podemos desculpar-nos de que não temos tempo ou de que
estamos cansados. E não podemos excluir ninguém que passe a nosso lado.
Vejo
que és profeta
Aquela mulher acredita não só
porque aquela linguagem vai de encontro às suas ânsias interiores mas também
porque Jesus lhe dá um sinal. Ele conhece muito bem a sua vida e humanamente
não poderia conhecê-la. «Disseste bem que
não tens marido, porque tiveste cinco maridos e o que agora tens não é teu
marido»
Para acreditarmos e sabermos
que são coisas de Deus e não fantasias dalgum vendedor da banha da cobra Deus
põe o carimbo na Sua mensagem. Sobretudo através dos milagres e profecias. São
sinais claros da intervenção de Deus. Vemos nos Evangelhos que Jesus acompanhou
a Sua pregação com muitos milagres e profecias, para que todos pudessem
acreditar. Mudou a água em vinho, curou os leprosos, os coxos, os cegos,
ressuscitou mortos … Foram presenciados por muita gente até por aqueles que Lhe
tinham ódio e não perderiam ocasião de O desmascarar.
Ao longo da história destes
2.000 anos Jesus continuou a realizar na Sua Igreja esses sinais, que podem ser
comprovados. Basta pensar em tantos santos beatificados ou canonizados em
nossos tempos e em que Deus interveio com milagres devidamente estudados.
Neste ano da Eucaristia
podíamos falar de tantos prodígios eucarísticos ao longo dos séculos. Um deles
bem perto de nós, o da beata Alexandrina de Balazar. Passou treze anos e sete
meses, desde 27 de Março 1942 a 13 de Outubro de 1955 alimentada apenas pela
comunhão eucarística, sem comer nem beber. Durante quarenta dias foi vigiada,
dia e noite, no Porto, por médicos e enfermeiras , de modo a que não pudesse
haver mistificação.
Alguém dizia que a fé é a
coisa mais lógica do mundo, apesar de ultrapassar as forças da razão humana. E
é verdade. Passamos a vida a acreditar em tanta gente : pais, professores,
vizinhos, meios de comunicação social, em tanta gente que se engana e muitas
vezes nos quer enganar. Pela fé fiamo-nos no único que não se engana nem pode
enganar, porque é a própria verdade. Devemos sentir uma segurança muito grande
na fé e sentir pena por aqueles que a não têm .
Às vezes, pelo orgulho duma
falsa ciência, não querem render-se aos ensinamentos de Deus e ridiculamente
vão atrás de falsos sábios ou de superstições.
Sabemos
que Ele é o salvador
Aquela mulher acredita em
Jesus. Encontra a água que mata a sede. E vai levá-la aos outros, aos seus
conterrâneos. Vai dizer a todos: «Vinde
ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será ele o Messias?» Dá
testemunho da sua experiência e sabe despertar a curiosidade dos vizinhos.
Apesar de ser mulher de má
vida consegue trazer a Jesus a gente da sua terra. Pediram a Jesus que ficasse
com eles. E não era fácil o convívio entre judeus e samaritanos, que, de há
séculos, não se entendiam.
No final de dois dias diziam
à mulher: Já não é por causa das tuas
palavras que acreditamos. Nós próprios ouvimos e sabemos que ele é realmente o
Salvador do mundo.
Quando deveras encontramos a
Cristo sentimos necessidade e urgência de levá-Lo aos que nos rodeiam. O
apostolado é sinal certo de que amamos a Deus. Tantos cristãos vivem um
cristianismo rotineiro e sem alma ! E, por isso o mundo se vai paganizando.
Precisamos de nos converter
de verdade. A Quaresma é um convite instante à conversão. Se hoje ouvirdes a voz do Senhor não fecheis o vosso coração –
dizia-nos o salmo.
Como seria diferente o mundo
se os cristãos lançassem fora a modorra e a tibieza! Quantas vezes os grandes
convertidos são um exemplo para os que sempre tiveram fama de bons mas que
nunca passaram da preguiçosa mediocridade. Por isso Jesus dizia aos judeus que
os publicanos e as mulheres de más vida entrariam no reino de Deus e os filhos
do Reino seriam deixados de fora. Sintamos a urgência de mudar a nossa vida, de
acreditarmos de verdade, de vivermos intensamente a nossa fé, de buscarmos a
santidade. João Paulo II lembrava-o ao começar o novo milénio. Seria um
contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética
minimalista e uma religiosidade superficial. Perguntar a um catecúmeno: «Queres
receber o Baptismo?» significa, ao mesmo tempo, pedir-lhe: «Queres fazer-te
santo?» Significa colocar no seu caminho o radicalismo do Sermão da Montanha: «Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai
celeste» (Mt 5, 48)… É a hora de
propor de novo a todos, com convicção, esta «medida alta da vida cristã comum» (À entrada do novo milénio, 31). E o
Santo Padre não se tem cansado de repeti-lo.
Outra faceta da santidade é a
ânsia de que todos conheçam e amem a Cristo, o único que pode matar-lhes a
sede. Tanta gente sequiosa à espera que lhes falemos de Jesus, em primeiro
lugar com o nosso testemunho de fé vivida e de alegria. «Erguei os olhos e vede os campos que já estão loiros para a ceifa» – dizia
Jesus, contemplando o espectáculo futuro e animando os apóstolos. Depois de
Pentecostes, ali na Samaria, muitos se fizeram cristãos com a pregação do
diácono Filipe. Frutos talvez deste encontro.
João Paulo II é para nós
exemplo deste gastar-se sem descanso para aproximar os outros de Deus. Um
jornalista perguntou-lhe, um dia, com alguma dose de malícia: –Santidade, sabe
quanto custam as viagens papais?
A resposta do papa foi
imediata: –E o senhor sabe quanto vale uma alma?
Noutra ocasião alguém, ao
vê-lo muito cansado no fim de um dia de trabalho, dizia-lhe: –Santo Padre tem
de poupar-se. E o papa, com afecto e muita firmeza, respondeu: – por favor não
me dê este tipo de conselhos. Estou aqui para servir; e o que a Igreja
necessita é um papa que lute todos os dias para ser santo. Além disso depois
dum papa vem outro.
Que a Virgem e S. José –
aproxima-se o seu mês e a sua festa – nos ajudem a decidir-nos de verdade a ser
santos, vivendo a nossa fé no dia a dia e levando aos outros a alegria de
Cristo
Fala o Santo Padre
«O Senhor revela-se como
aquele que sacia a sede de infinito de cada ser humano.»
1.
«Senhor... dá-me desta água, para que eu não sinta mais sede» (Jo 4, 15; cf. Cântico ao Evangelho). O pedido da
Samaritana confere uma mudança decisiva ao longo e intenso diálogo com Jesus,
que tem lugar junto do poço de Jacob, perto da cidade de Sicar. Narra-nos isto,
São João na página evangélica de hoje. Cristo pede à mulher: «dá-Me de
beber» (v. 7). A sua sede material é sinal de uma realidade muito mais
profunda: exprime o desejo ardente que a interlocutora e os seus concidadãos se
abram à fé. A mulher da Samaria, por seu lado, quando Lhe pede água, manifesta
a profunda necessidade de salvação presente no coração de cada pessoa. E o
Senhor revela-se como aquele que oferece a água viva do Espírito, que sacia
para sempre a sede de infinito de cada ser humano.
A liturgia deste terceiro
domingo de Quaresma propõe-nos um maravilhoso comentário do episódio de João,
quando no Prefácio diz que Jesus «teve uma sede tão ardente» da salvação
da Samaritana que «acendeu nela a chama do amor de Deus».
2.
O episódio da Samaritana traça o itinerário de fé que todos somos chamados a
percorrer. Jesus continua ainda hoje a «ter sede», isto é, a desejar a fé e o amor da humanidade. Do
encontro pessoal com Ele, reconhecido e acolhido como o Messias, surge a adesão
à sua mensagem de salvação e o desejo de o manifestar ao mundo. É o que se
verifica na continuação da narração joanina. O vínculo com Jesus transforma
completamente a vida daquela mulher, que corre imediatamente a comunicar a boa
nova ao povo da aldeia vizinha: «Vinde ver um homem que me disse tudo quanto
fiz. Não será Ele o Messias?» (Jo 4, 29). A revelação acolhida com fé pede
para se tornar palavra proclamada ao próximo e testemunhada através das
escolhas concretas de vida. Eis a missão dos crentes, que nasce e se desenvolve
a partir do encontro pessoal com o Senhor. […]
5. «A esperança não nos
deixa confundidos porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações, pelo
Espírito Santo, que nos foi concedido» (Rm 5, 5). Ao dom do Espírito,
simbolizado pela água viva prometida por Jesus à Samaritana, referem-se também
as palavras do apóstolo Paulo, proclamadas na segunda leitura. O Espírito é o
«penhor» da salvação definitiva que nos foi prometida por Deus. O homem não
pode viver sem esperança. Contudo, não poucas esperanças naufragam contra os
obstáculos da vida. Mas a esperança do cristão «não desilude», porque se baseia
no sólido fundamento da fé no amor de Deus, revelado em Cristo. […]
João Paulo II, na Paróquia
Romana de São Gelásio, 3 de Março de 2002
Oração Universal
Apresentemos a Jesus, cheios
de fé e confiança, os nossos pedidos.
Por nós, por toda a Igreja e
também por todos os homens:
1. Pela Santa Igreja Católica,
para que todos
encontrem nela a Cristo,
caminho,
verdade e vida,
oremos ao
Senhor
2. Pelo Santo Padre,
para que o
Senhor o encha de alegria e fortaleza
no serviço a
todas as almas,
oremos ao
Senhor.
3. Pelos bispos e sacerdotes,
para que se
gastem generosamente no cuidado por todas as almas,
sobretudo
através do Sacramento do Perdão,
oremos ao
Senhor.
4. Por todos os cristãos,
para que vivam
melhor a Eucaristia de cada domingo,
preparando bem
as suas almas para receberem a Jesus,
oremos ao
Senhor.
5. Para que todos nos entusiasmemos
a visitar mais
vezes a Jesus no sacrário,
sabendo
consumir tempo em adoração ao Senhor
e encontrando
ali a nossa força e alegria,
oremos ao
Senhor.
6. Por todos os que andam longe de Jesus,
para que O
encontrem como a samaritana
e saibam
trazer-lhe os seus amigos,
oremos ao
Senhor.
7. Para que todos os cristãos procurem
com mais fé e
assiduidade o Sacramento da Confissão,
como o Santo
Padre tem recomendado tantas vezes,
oremos ao
Senhor.
Senhor, que nos destes em
Cristo a fonte da água viva, que mata a sede dos nossos corações,
fazei-nos saborear a Sua
graça e levar a todos os homens essa alegria. Pelo mesmo N.S.J.C.
Vosso Filho que conVosco vive
e reina na unidade do Espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Cântico
do ofertório: Quem beber da água, Az. Oliveira, NRMS 61
Oração
sobre as oblatas: Concedei, Senhor, por
este sacrifício, que, ao pedirmos o perdão dos nossos pecados, perdoemos também
aos nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
convosco na unidade do Espírito Santo.
Santo:
A. Cartageno, Suplemento ao CT
Monição da Comunhão
Ano
da Eucaristia. Aproveitemos bem este encontro com Cristo que vem até nós, para
saciar a nossa fome a nossa sede.
Cântico
da Comunhão: Senhor quanta alegria,
C. Silva, NRMS 55
Salmo 83, 4-5
Antífona
da comunhão: As aves do céu encontram
abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares,
Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e
a toda a hora cantam os vossos louvores.
Cântico
de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, NRMS 17
Oração
depois da comunhão: Recebemos o penhor
da glória eterna e, vivendo ainda na terra, fomos saciados com o pão do Céu.
Nós Vos pedimos, Senhor, a graça de manifestarmos na vida o que celebramos
neste sacramento. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
convosco na unidade do Espírito Santo.
Ritos Finais
Monição final
Depois de estarmos com Cristo
vamos levá-Lo a todos os nossos amigos e conhecidos como a samaritana.
Cântico
final: Vós me salvastes, Senhor,
M. Simões, NRMS 16
Homilias Feriais
3ª SEMANA
2ª feira, 28-II: O Poder
curativo da obediência.
2 Re. 5, 1-15 / Lc. 4,
24-30
E havia em
Israel muitos leprosos, no tempo do profeta Eliseu...só foi curado um homem da
Síria, Naamã.
As Leituras de hoje referem o
milagre da cura de Naamã. E ela foi possível porque Naamã decidiu obedecer ao
mandato de Eliseu (cf. Leit.). Todos nós ficámos igualmente curados dos nossos
pecados pela obediência de Cristo.
«Pela sua obediência até à
morte, Jesus realizou a acção substitutiva do Servo sofredor, que oferece a sua
vida como sacrifício de expiação ao carregar com o pecado das multidões que
justifica carregando ele próprio com as suas faltas. Jesus reparou as nossas
faltas e satisfez ao Pai pelos nossos pecados» (CIC, 615). Temos abundantes
motivos para vivermos a celebração eucarística, agradecendo ao Senhor este
benefício.
3ª feira, 1-III. A medida
do perdão: a de Deus e a nossa.
Dan. 3,
25. 34-43 / Mt. 18, 21-35
Não devias tu
também compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?
O Senhor está sempre disposto
a perdoar-nos e, do mesmo modo, também nós devemos estar dispostos a
perdoar-nos uns aos outros. «E como é grande a necessidade do perdão e da
reconciliação no mundo de hoje, na nossas comunidades e famílias, no nosso
próprio coração» (João Paulo II).
O motivo do perdão está em que
Jesus, com sua morte na cruz, nos fez
irmãos uns dos outros sem excepção e saldou a dívida dos pecados de todos.
Devemos perdoar sempre e tudo porque é muito o que Deus nos perdoou e perdoa.
Perante esta misericórdia o que devemos perdoar é simplesmente insignificante.
4ª feira, 2-III: A escuta
da palavra.
Dt. 4, 1.
5-9 / Mt. 5, 17-19
(Moisés):
Escutai agora, Israelitas, as leis e os preceitos que hoje vos ensino, a fim de
as pordes em prática.
É importante que saibamos
escutar a Palavra de Deus nas celebrações eucarísticas, «não como um texto
‘distante’, embora inspirado, mas como palavra viva... Reunimo-nos em
assembleia litúrgica para escutar o que o Senhor tem para nos dizer: a todos e
a cada um... Participar na Eucaristia significa escutar o Senhor para pôr em
prática o que Ele nos manifesta, nos pede e deseja da nossa vida. O fruto da
escuta de Deus que nos fala, quando na Igreja se lêem as Sagradas Escrituras,
amadurece no dia a dia da vida» (AE, 21).
5ª feira, 3-III: Os frutos
da escuta da palavra de Deus.
Jer. 7,
23-28 / Lc. 14-23
Escutai a
minha voz... Segui inteiramente o caminho que vou traçar-vos, a fim de serdes
felizes, Mas eles não ouviram nem prestaram atenção.
Deus não se cansa de falar ao
seu povo, apesar de muitas vezes não ser ouvido. Enviou todos os profetas (cf.
Leit.), coube depois a vez de Jesus proclamar a Boa Nova.
Nas celebrações eucarísticas a
proclamação da palavra de Deus precede a liturgia Eucarística. No encontro de
Jesus com os discípulos de Emaús «as suas palavras fazem ‘arder’ os corações
dos discípulos, tiram-nos da obscuridade, da tristeza, do desânimo, suscitam
neles o desejo de permanecer com Ele: ‘Fica connosco, Senhor’» (MN, 12). Assim
aconteça connosco ao escutarmos a palavra de Deus.
6ª feira, 4-III:
Despertadores do amor de Deus.
Os. 14,
2-10 / Mc. 12, 28-34
Perdoai-nos
todas as faltas aceitai o que temos de
bom.
Apesar de todas as
infidelidades, Israel pede a Deus misericórdia. E Deus compromete-se a ajudar:
«amá-los-ei generosamente, pois a minha indignação vai desviar-se deles»
(Leit.).
Este amor de Deus manifesta-se
em : «tanto amou Deus o mundo que lhe deu o seu Unigénito, para que todo o que
crê nele não pereça, mas tenha a vida eterna» (1 Jo 3, 1). Por amor quis Jesus ficar para sempre connosco na
Eucaristia. É bom contemplar com frequência como Deus nos ama, pois faz muito
bem à nossa alma: «procuremos ir olhando sempre para os seus favores porque nos
desperta para amá-Lo» (S. Teresa de Ávila).
Sábado, 5-III: Dimensão
penitencial na celebração Eucarística.
Os. 6, 1-6
/ Lc. 18, 9-14
Só batia no
peito e dizia: Meu Deus, tende compaixão de mim, que eu sou pecador.
Nesta parábola de S. Lucas, «a
do fariseu e do publicano, diz respeito à humildade do coração orante: ‘Meu Deus, tende compaixão
de mim, que sou pecador’ A Igreja não
cessa de fazer sua esta oração: ‘Kyrie, eleison!» (CIC, 2613).
De facto, «a dimensão
penitencial está bem presente na celebração eucarística. Aparece não só no
início, no acto penitencial com as suas diversas formas de invocação da
misericórdia, mas também na súplica que se faz a Cristo no canto do Glória,
no canto do Agnus Dei durante a fracção do pão, e na oração que
dirigimos ao Senhor antes de participar no banquete eucarístico» (AE, 22).
Celebração
e Homilia: Celestino Correia Ferreira
Nota
Exegética: Geraldo Morujão
Homilias
Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha