5º
Domingo da Quaresma
13 de Março de 2005
Onde se fizerem os escrutínios
preparatórios do Baptismo dos adultos, neste Domingo, podem utilizar-se as
orações rituais e as intercessões próprias: p. 1063 do Missal Romano.
RITOS INICIAIS
Cântico
de entrada: Defendei-me, Senhor,
J. Santos, NRMS 105
Salmo 42, 1-2
Antífona de entrada: Fazei-me justiça, meu Deus, defendei a minha causa contra a gente sem
piedade, livrai-me do homem desleal e perverso. Vós sois o meu refúgio.
Não se diz o Glória.
Introdução ao espírito da
Celebração
Há mais de um mês entrámos
numa caminhada que nos leva à Páscoa. A Igreja convida-nos insistentemente a
pormo-nos em questão. A converter-nos. A darmos qualidade à vida.
Hoje Jesus volta a propor-se
a cada um de nós como a ressurreição e a vida. Acreditamos mesmo que das nossas
mortes de pecado o Senhor é capaz de recompor as nossas vidas e de as reencaminhar para o Pai e para os
nossos irmãos?
Ao pedirmos o perdão de Deus,
dispunhamo-nos a entrar na aventura do crente que acolhe a Palavra e se deixa
transformar por ela.
Oração colecta: Senhor
nosso Deus, concedei-nos a graça de viver com alegria o mesmo espírito de
caridade que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte pela salvação dos
homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na
unidade do Espírito Santo.
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: Se cada
um de nós o permitir, Deus repetirá o gesto de outrora: retirar-nos-á dos
nossos túmulos que escondem vidas banais para gerar um povo de esperança capaz
de testemunhar vida.
Ezequiel 37, 12-14
12Assim fala o Senhor Deus: «Vou abrir os vossos
túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra
de Israel. 13Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir
os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. 14Infundirei
em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra e
reconhecereis que Eu, o Senhor, o disse e o executei».
12 «Vos farei ressuscitar». Não se trata aqui da ressurreição final, mas da do povo de Deus, que, esmagado pelas duras provas do cativeiro, se ergue de novo e é reconduzido à Terra de Israel, segundo a célebre visão dos ossos relatada nos primeiros versículos deste mesmo capítulo.
14 «Infundirei em vós o meu espírito» (cf. Ez 36, 27). É um misterioso anúncio profético da acção do Espírito Santo nas almas com a obra salvadora de Cristo: «dar-vos-ei um coração novo e porei em vós um espírito novo; arrancarei o coração de pedra das vossas carnes e dar-vos-ei um coração de carne» (Ez 36, 26). S. Paulo, como faz na 2.ª Leitura de hoje, há-de desenvolver a ideia da acção do Espirito Santo nas almas dos cristãos (Rom 8).
Salmo Responsorial Sl 129 (130),1-2.3-4ab.4c-6.7-8 (R. 7)
Monição: Do meio
das nossas angústias e misérias elevemos para Deus o nosso grito de esperança
naquele que é a Ressurreição e a vida.
Refrão: No Senhor está a
misericórdia e abundante redenção.
Ou: No Senhor está
a misericórdia,
no
Senhor está a plenitude da redenção.
Do profundo abismo chamo por
Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam os vossos ouvidos
atentos
à voz da minha súplica.
Se tiverdes em conta as nossas
faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão,
para Vos servirmos com
reverência.
Eu confio no Senhor,
a minha alma espera na sua
palavra.
A minha alma espera pelo
Senhor
mais do que as sentinelas pela
aurora.
Porque no Senhor está a
misericórdia
e com Ele abundante redenção.
Ele há-de libertar Israel
de todas as suas faltas.
Segunda Leitura
Monição: Que
espírito nos habita? Vemo-lo pelas referências que influenciam as nossas
decisões. O convite do Apóstolo é também para nós: vivei como ressuscitados.
Romanos 8, 8-11
Irmãos: 8Os que
vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. 9Vós não estais sob
o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós.
Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo,
não Lhe pertence. 10Se Cristo está em vós, embora o vosso corpo
seja mortal por causa do pecado, o espírito permanece vivo por causa da
justiça. 11E, se o Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre
os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos,
também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em
vós.
Temos neste breve extracto de Rom 8 dois modos antitéticos de ser e de viver: segundo a carne e segundo o Espírito. Viver segundo a carne é o mesmo que levar uma vida de pecado, por isso, os que se encontram nesta situação «não podem agradar a Deus».
9-11 Depois de ter falado em geral, S. Paulo dirige-se directamente aos fiéis baptizados: o facto de o Espírito Santo habitar neles subtrai-os ao «domínio da carne». Este morar do Espírito Santo no fiel é um ponto fulcral da fé pregada por Paulo (cf. 1 Cor 3, 16-17; 6, 19; cf. Jo 14, 23), sendo neste pequeno trecho afirmado por três vezes (vv. 9.11a.11b). Aparece como garantia da vitória sobre a carne (v. 9) e sobre a morte (v. 11). Note-se como o Espírito Santo é chamado tanto Espírito de Deus (o Pai) – nos vv. 9 e 11a –, como Espírito de Cristo (o Filho) – nos vv. 10 e 11b –; com efeito, o Espírito Santo «procede do Pai e do Filho» e nos é «enviado» pelo Pai e pelo Filho.
Aclamação ao Evangelho Jo 11, 25a.26
Monição: Jesus
continua a desligar os mortos de hoje. Tu e eu. Se quisermos...
J. Santos, NRMS 40
Eu sou a ressurreição e a
vida, diz o Senhor.
Quem acredita em Mim nunca
morrerá.
Evangelho*
* O texto entre parêntesis
pertence à forma longa e pode ser omitido.
Forma longa:
São João 11, 1-45; forma breve: São João 11,
3-7.17.20-27.33b-45
1Naquele tempo, [estava doente certo homem, Lázaro de
Betânia, aldeia de Marta e de Maria, sua irmã. 2Maria era aquela que
tinha ungido o Senhor com perfume e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos.
Era seu irmão Lázaro que estava doente.] 3As irmãs mandaram então
dizer a Jesus: «Senhor, o teu amigo está doente». 4Ouvindo isto,
Jesus disse: «Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que
por ela seja glorificado o Filho do homem». 5Jesus era amigo de
Marta, de sua irmã e de Lázaro. 6Entretanto, depois de ouvir dizer
que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava. 7Depois
disse aos discípulos: «Vamos de novo para a Judeia». [8Os discípulos
disseram-Lhe: «Mestre, ainda há pouco os judeus procuravam apedrejar-Te e
voltas para lá?» 9Jesus respondeu: «Não são doze as horas do dia? Se
alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10Mas
se andar de noite, tropeça, porque não tem luz consigo». 11Dito
isto, acrescentou: «O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou despertá-lo». 12Disseram
então os discípulos: «Senhor, se dorme, estará salvo». 13Jesus
referia-se à morte de Lázaro, mas eles entenderam que falava do sono natural. 14Disse-lhes
então Jesus abertamente: «Lázaro morreu; por vossa causa, 15alegro-Me
de não ter estado lá, para que acrediteis. Mas vamos ter com ele». 16Tomé,
chamado Dídimo, disse aos companheiros: «Vamos nós também, para morrermos com
Ele».] 17Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro
dias. [18Betânia distava de Jerusalém cerca de três quilómetros. 19Muitos
judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela
morte do irmão.] 20Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar,
Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. 21Marta
disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas
sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». 23Disse-lhe
Jesus: «Teu irmão ressuscitará». 24Marta respondeu: «Eu sei que
há-de ressuscitar na ressurreição, no último dia». 25Disse-lhe
Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha
morrido, viverá; 26e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca
morrerá. Acreditas nisto?» 27Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que
Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». [28Dito
isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo: «O Mestre está
ali e manda-te chamar». 29Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e
foi ter com Jesus. 30Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas
estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro. 31Então os
judeus que estavam com Maria em casa para lhe apresentar condolências, ao
verem-na levantar-se e sair rapidamente, seguiram-na, pensando que se dirigia
ao túmulo para chorar. 32Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo
que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu
irmão não teria morrido».] 33Jesus, [ao vê-la chorar, e vendo chorar
também os judeus que vinham com ela,] comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. 34Depois
perguntou: «Onde o pusestes?» Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». 35E
Jesus chorou. 36Diziam então os judeus: «Vede como era seu amigo». 37Mas
alguns deles observaram: «Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia
também ter feito que este homem não morresse?» 38Entretanto, Jesus,
intimamente comovido, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à
entrada. 39Disse Jesus: «Tirai a pedra». Respondeu Marta, irmã do
morto: «Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias». 40Disse
Jesus: «Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?» 41Tiraram
então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: «Pai, dou-Te graças
por Me teres ouvido. 42Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei
assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me
enviaste». 43Dito isto, bradou com voz forte: «Lázaro, sai para
fora». 44O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o
rosto envolvido num sudário. Disse-lhes Jesus: «Desligai-o e deixai-o ir». 45Então
muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera,
acreditaram n’Ele.
1 «Betânia» (ver Mt 26, 6; Mc 14, 3) era uma povoação situada na vertente oriental do Monte das Oliveiras, a uns 3 Km de Jerusalém (v. 18), distinta de outra Betânia, na Pereia (1, 28). Corresponde à actual El-Azariyeh, nome derivado de Lázaro.
2 Porque esta unção do Senhor só é contada no capítulo 12, no Ocidente veio a pensar-se que ela seria a pecadora que em Lc 7, 37 tinha ungido o Senhor, o que não parece provável. Nenhuma das duas mulheres se deverá confundir com Maria Madalena (19, 25; 20, 1.18; Lc 8, 2).
25-26 São dois versículos paralelos, mas com distinto matiz: Jesus é a «Ressurreição», porque leva os crentes à ressurreição final (v. 25: «viverá») prefigurada na de Lázaro (que ainda não é a ressurreição gloriosa); e é a «Vida», porque dá aos crentes a vida espiritual (sobrenatural), uma vida que não morre (v. 26). Entendido assim o texto, teríamos aqui a síntese da escatologia já presente (tão típica de S. João) e da escatologia do fim dos tempos, compenetrando-se de forma harmoniosa e coerente.
39 «O quarto dia»: todos estão de acordo quanto ao significado simbólico da ressurreição de Lázaro, o que não quer dizer que esta seja um mero símbolo; se assim fosse, deveria ser ao terceiro dia, como a de Jesus, e não ao quarto dia.
44 Deixai-o andar. A tradução litúrgica «deixai-o ir» (para sua casa), embora gramaticalmente correcta, parece imprópria, pois pode fazer supor desinteresse de Jesus pela pessoa do seu amigo Lázaro…
49-53 Temos aqui mais um paradoxo: o último pontífice da Antiga Aliança, sem saber, profetiza a investidura de Jesus como o Sumo Sacerdote da Nova Aliança, selada com o seu próprio sangue. José Caifás (cf. Jo 18, 13-14.28) exerceu a sua função entre os anos 18 a 36 da era cristã.
Sugestões para a homilia
Olhar a realidade
Jesus anuncia-se Ressurreição
e Vida
A missão dos cristãos
Olhar a
realidade
Em tempos de materialismo e
de laicismo galopantes não é difícil encontrar sinais de morte à nossa volta.
Crise social, crise familiar, crise política são expressões que dizem que este
mundo precisa de salvação ou de novos rumos.
Há uma humanidade ferida, que
grita a sua dor e exprime as suas dúvidas quanto a um futuro promissor.
Há Lázaros «mortos há três
dias», atados de pés e mãos, irmãos nossos caídos na berma da estrada da vida,
marginalizados, entregues a si mesmos, incapazes de se reencontrarem ou de, por
si mesmos, reconstruírem as suas vidas.
Há homens e mulheres que
choram a morte, a precisarem de quem lhes diga que o sonho ainda é possível e
que Deus não os esqueceu.
Há jovens com a vida
estragada muito cedo, a tentarem «remendos» e a aprenderem à custa própria
novos equilíbrios e a sonharem novos horizontes.
Jesus
anuncia-se Ressurreição e Vida
Já o Profeta Ezequiel
anunciava a um povo «morto», caído por terra e sem esperança de remédio, que
Deus os faria ressuscitar. Diante dos impossíveis dos homens, Deus agiria
fazendo o que ao homem não era possível. E diante da acção de Deus, o povo
reconheceria que Ele é o Senhor.
Diante da acção de Jesus, que
ressuscita Lázaro morto e bem morto, todos reconheceriam que Ele é o Senhor.
Assim, diante do morto
chamado à vida, há um anúncio de futuro, que reconstrói a humanidade ferida e
desesperada, que acaba por reconhecer a acção que só o Senhor torna possível.
Maria, marcada pela dor da
morte do seu irmão, chora aos pés de Jesus. Jesus faz silêncio e chora com ela.
A compaixão, o sofrer com é a atitude mais sensata. Os discursos sobram em tais
circunstâncias. Ela precisa apenas de uma presença, a de Jesus. Ela permite a
Jesus mostrar toda a sua humanidade.
Mas a humanidade é impotente
diante da morte consumada. Só Deus pode alterar aquela lógica sequencial de
vida tornada morte e morte que se perpetua para sempre.
Jesus, homem e Deus, o divino
no humano, realiza aquilo que o humano deseja mas não é capaz: gerar da morte a
vida, fazer saltar vida dos túmulos de morte. A ressurreição de Lázaro
torna-se, assim, um anúncio da ressurreição do próprio Jesus. E, ressuscitando
Jesus de entre os mortos, tudo fica claro no projecto de Deus: a morte,
expressão bíblica do pecado, é vencida para sempre. No combate entre a vida e a
morte a vida saiu vencedora. Para sempre. Não mais haverá razões para um choro
de desespero porque mesmo da morte Deus faz surgir a vida.
A
missão dos cristãos
Há um campo vastíssimo onde
os cristãos são chamados a actuar, o do nosso mundo carregado de tensões,
desesperos e mortes. O cristão terá de ser sempre alguém que reserva a última
palavra para o Deus que Jesus revelou, uma palavra que será sempre de vida.
Urge, pois, encontrar as formas mais adequadas e credíveis para dizer essa
palavra de vida e de esperança de que o mundo de hoje necessita. Ninguém se
pode demitir de tal tarefa.
Concretizando, deveríamos
cuidar seriamente a nossa postura, individual e comunitária, diante da morte,
do acompanhamento dos moribundos, do apoio às famílias enlutadas, crianças
incluídas, e da celebração das exéquias cristãs. Em tudo deve imperar a
verdade, a presença muitas vezes silenciosa mas não desesperada ou continuadora
e justificadora de desespero, antes anunciadora de esperança. Mentiras «doces»
podem ser atitudes pagãs diante do mistério do sofrimento e da morte. A coragem
de dizer o nosso Deus e afirmar a fé cristã na ressurreição e na vida eterna
bem como o empenhamento numa vida responsável diante de Deus e dos homens,
impõe-se cada vez mais diante de costumes que se vão vulgarizando de
desvalorizar cada vez mais a morte, deixando-a impor-se como um absurdo sem
saída. Há que voltar a cristianizar a própria morte religando-a à ressurreição
de Cristo. Tal é a tarefa de cada cristão.
«Eu sou a ressurreição e a
vida», eis o anúncio de que os homens de hoje têm necessidade.
Oração Universal
Façamos subir a Deus Pai por
Jesus Cristo,
que é a Ressurreição e a
vida,
as dores e os gritos da
humanidade, dizendo
Atendei, Senhor, a nossa
prece
1. Pela Santa Igreja de Deus,
para que, no
Papa, bispos, sacerdotes e leigos,
seja para o
mundo anúncio credível de vida e paz,
estímulo e
apelo permanente ao respeito pela vida,
oremos, irmãos.
2. Pelos governantes das nações,
chamados também
eles a iluminar as realidades temporais com a luz do Evangelho,
para que, no
serviço ao bem comum, respeitem sempre a justiça
e exerçam o
poder como um serviço que promova o homem todo e todos os homens,
oremos, irmãos.
3. Pelos nossos irmãos catecúmenos,
para que,
descobrindo a luz de Jesus Cristo,
se tornem
mensageiros de Ressurreição a viverem o seu compromisso baptismal
e por todos
aqueles que dedicam a sua vida à catequese e ao apostolado,
oremos, irmãos.
4. Por todos nós aqui presentes,
que fomos
iluminados pela Palavra de Deus,
para que não
nos limitemos a chorar a dor da morte,
mas antes nos
empenhemos em gritar e defender a vida,
acolhendo o
apelo de Jesus a uma «vida em abundância»,
oremos, irmãos.
Acolhei com bondade, Senhor,
a nossa oração e aumentai a nossa fé em Vosso Filho,
Jesus Cristo, que é Deus
convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Cântico
do ofertório: Dai-nos a vossa misericórdia, M. Simões, NRMS 17
Oração
sobre as oblatas: Ouvi-nos, Senhor Deus
omnipotente, e, pela virtude deste sacrifício, purificai os vossos servos que
iluminastes com os ensinamentos da fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Santo:
A. Cartageno, NRMS 99-100
Monição da Comunhão
Do impossível, a morte, Jesus
gerou o possível, a vida.
É este mesmo Jesus que agora
se oferece a cada um de nós. Recebê-lo é acolher a fonte da Vida que vence a
morte.
Cântico
da Comunhão: Bendiz minha alma,
M. Carneiro, NRMS 105
Jo 8,
10-11
Antífona
da comunhão: Mulher, ninguém te
condenou? Ninguém, Senhor. Nem Eu te condeno. Vai em paz e não tornes a pecar.
Cântico
de acção de graças: Senhor, fica connosco, M. Carneiro, NRMS 94
Oração
depois da comunhão: Deus omnipotente,
concedei-nos a graça de sermos sempre contados entre os membros de Cristo, nós
que comungámos o seu Corpo e Sangue. Ele que é Deus convosco na unidade do
Espírito Santo.
Ritos Finais
Monição final
Somos envolvidos por muitos e
muitos sinais de morte, de desespero, de mal.
Levemos para o mundo a força
e o testemunho de um Cristo que é ressurreição e vida e saibamos apresentá-l’O
credivelmente como Salvador do mundo de hoje.
Cântico
final: Deus é Pai, Deus é Amor,
F. da Silva, NRMS 90-91
Homilias Feriais
5ª SEMANA
2ª feira, 14-III:
Reconciliação e comunhão.
Dan. 13,
1-9. 15-17. 19-30. 33-62 / Jo. 8,
1-11
Ninguém te
condenou ? Também eu não te condeno. Vai e doravante não tornes a pecar.
Jesus salva a mulher adúltera
de uma morte certa e também lhe perdoa os pecados (cf. Ev.), salvando-a também
da morte eterna.
De igual modo para se receber
dignamente a Eucaristia, deve fazer-se antes a confissão dos pecados, quando se
está consciente de pecado mortal (cf. CIC, 1385).. «Também eu levanto a voz e
vos suplico, peço e esconjuro para não vos abeirardes desta Mesa sagrada com
uma consciência manchada e corrompida. De facto, uma tal aproximação nunca
poderá chamar-se comunhão, ainda que toquemos mil vezes o Corpo do Senhor, mas
condenação, tormento e redobrados castigos» (S. João Crisóstomo, cit. em IVE,
36).
3ª feira, 15-III: Avé, ó
cruz, esperança única!
Num. 21,
4-9 / Jo, 8, 21-30
Faz uma
serpente de fogo e prende-a num poste. Todo aquele que, depois de mordido,
olhar para ela, terá a vida salva.
Esta serpente é a imagem da
Cruz de Cristo no Calvário. «Já no Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu
a instituição de imagens, que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo
encarnado: por exemplo, a serpente de bronze (Cf. Leit. do dia)» (CIC, 2130).
Olhamos especialmente para a
Cruz de Cristo na celebração eucarística: «Pela sua santíssima Paixão no
madeiro da cruz, Ele mereceu-nos a justificação – ensina o Concílio de Trento-
sublinhando o carácter do sacrifício de Cristo como fonte de salvação eterna. E
a Igreja venera a Cruz cantando: Avé, ó Cruz, esperança única» (CIC, 617).
4ª feira, 16-III: Oração
para depois da Comunhão.
Dan. 3,
14-20. 91-92. 95 / Jo. 8, 31-42
Bendito seja o
Deus de Sidrach, Misach e Abdénago. Mandou o seu Anjo, para livrar os seus
servidores.
Nabucodonosor, e depois os
três jovens, louvaram a Deus por ter vindo em seu auxílio, salvando-os de morte
certa numa fornalha ardente (cf. Leit.).
A Igreja aconselha a recitação
de algumas orações para fomentar a piedade dos fiéis, depois da Comunhão. E,
entre elas, está o Cântico dos três jovens. A nossa vida cristã deve ser toda
ela um cântico de louvor, cheio de adoração e acções de graças. Por isso, na acção
de graças depois da Comunhão, enquanto temos o Senhor do Céu e da terra no
nosso coração, unamo-nos a todos o universo (chuvas, ventos, calor, orvalho...)
no seu agradecimento ao Criador.
5ª feira, 17-III:
Fidelidade à Aliança
Gen. 17,
3-9 / Jo. 8, 51-59
Vou
estabelecer a minha Aliança contigo... Será uma Aliança perpétua, para que eu
seja o teu Deus...
«A esperança cristã retoma e
realiza a esperança do povo eleito, que tem a sua origem na esperança de
Abraão, o qual, em Isaac, foi cumulado das promessas de Deus e purificado
pela prova do sacrifício (cf. Leit. do dia)» (CIC, 1819).
A Aliança estabelecida com
Abraão foi renovada, de uma vez para sempre, por Cristo na Cruz. A Eucaristia é
memorial da Páscoa de Cristo e também um sacrifício que se
manifesta nas palavras da instituição: ‘este cálice é a nova Aliança no meu
sangue que vai ser derramado por vós’ (Lc
22, 19-20) (cf. CIC, 1365). Sejamos fiéis à nova Aliança, cumprindo o que
prometemos a Deus.
6ª feira, 18-III: A
vitória de Cristo sobre o demónio.
Jer. 20,
10-13 / Jo. 10, 31-42
Mas o Senhor
está comigo como herói poderoso e os meus perseguidores cairão vencidos.
Este herói poderoso representa
Cristo, que veio à terra para vencer o demónio.
A vitória de Cristo foi
alcançada na Cruz: «A vitória sobre o ‘príncipe deste mundo’ foi alcançada duma
vez para sempre, na ‘Hora’ em que Jesus se entregou à morte para nos dar a sua
vida» (CIC, 2853). O demónio continua, no entanto, activo e desencadeia uma
guerra contra o resto da descendência da Imaculada Conceição. Na celebração
eucarística pedimos que Cristo venha para nos libertar do Maligno. É o motivo
pelo qual o Espírito e a Igreja rogam: ‘Vem, Senhor Jesus’, já que a sua vinda
nos libertará do Maligno.
Celebração
e Homilia: Abílio Cardoso
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilias
Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha