Santíssimo Corpo e Sangue e Cristo

30 de Maio de 2013

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Da Flor da Farinha os Alimentou, M. Carneiro, NRMS 37

Salmo 80,17

Antífona de entrada: O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha e saciou-o com o mel do rochedo.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Em Quinta Feira Santa, limitados pelo recolhimento do Tríduo Pascal, celebrámos a instituição da Santíssima Eucaristia e do Sacerdócio ministerial que nessa mesma noite foi também instituído.

O sacerdócio nasceu no Cenáculo, pela força das Palavras de Jesus, no fim da primeira consagração da história do mundo: «Fazei isto em memória de Mim

Hoje, solenidade do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, celebramos com manifestações externas de alegria e acção de graças a Presença Real de Jesus em nossos Sacrários.

Em muitos lugares do mundo, oferecem a Jesus Eucaristia a prenda que mais Lhe agrada: as crianças que vão recebê-l’O pela primeira vez.

 

Acto penitencial

 

Pensemos no modo como temos tratado a Sagrada Eucaristia. Muitas vezes comungamos ou passamos diante do Sacrário sem fé, irreverentes e sem qualquer manifestação de amor e gratidão ao Divino Hóspede dos nossos Sacrários.

Adoremos, peçamos perdão e reparemos, ao mesmo tempo que fazemos propósitos e esforços para a emenda de vida. 

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor: preparamos mal as nossas comunhões,

    com se se tratasse de qualquer elemento banal.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Cristo: Passamos distraídos diante do Sacrário,

    como se ali não estivesse o nosso maior Amigo.

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

•   Senhor: Não temos acompanhado em cada dia

    a comunhão com o esforço da conversão pessoal.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Senhor Jesus Cristo, que neste admirável sacramento nos deixastes o memorial da vossa paixão, concedei-nos a graça de venerar de tal modo os mistérios do vosso Corpo e Sangue que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Tinha o Patriarca Abraão acabado de vencer os cinco reis num duro combate, quando Melquisedec, rei de Salém, veio ao seu encontro para oferecer um sacrifício de pão e vinho, em acção de graças pela vitória alcançada.

Melquisedec é, no Antigo Testamento, uma figura de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, e o sacrifício que oferece, uma figura da Eucaristia.

 

Génesis 14, 18-20

Naqueles dias, 18Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho. Era sacerdote do Deus Altíssimo 19e abençoou Abraão, dizendo: «Abençoado seja Abraão pelo Deus Altíssimo, criador do céu e da terra. 20Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou nas tuas mãos os teus inimigos». E Abraão deu-lhe a dízima de tudo.

 

“Melquisedec”, rei-sacerdote de “Salém”, isto é, Jerusalém. Salém significa paz (xalom); Jerusalém (Yeruxaláyim) significa “fundação de paz”; era a capital dos Jebuseus que David conquistou. Após a expedição de Abraão contra os quatro reis orientais que tinham saqueado a zona do Mar Morto, a Pentápole, Abraão e os seus homens armados tinham chegado vitoriosos (v. 16), mas exaustos. O rei de Jerusalém, reconhecido pelo perigo que Abraão afastara das suas vizinhanças, veio ao seu encontro com abastecimentos de pão e vinho para restabelecer as forças das tropas cansadas. Abraão, agradecido por tal atitude, decide recompensar Melquisedec com o dízimo de todos os despojos que trazia da expedição guerreira. A tradição patrística e a Liturgia, viram na oferta de pão e vinho uma figura do Sacrifício Eucarístico; no Cânone Romano pede-se a Deus que aceite o Sacrifício da Missa como aceitou o sacrifício de Melquisedec. Mas podemos perguntar: esta oferta foi um verdadeiro sacrifício, ou um simples auxílio às tropas cansadas? Se é certo que o verbo hebraico, “trouxe”, não pertence ao vocabulário sacrifícial, também é certo que Melquisedec era sacerdote e foi nesta condição que “trouxe pão e vinho”, sendo coerente que tivesse sido oferecido antes em sacrifício, talvez em acção de graças da vitória obtida. Pelo Salmo109 (110) e por Hbr 7, sabemos que Melquisedec é uma figura de Cristo. Também Jesus – o anti-tipo de Melquisedec – alimenta os seus soldados, cansados na batalha contra os inimigos do Reino, com o pão e o vinho eucarístico, o seu Corpo e Sangue oferecido em sacrifício; por isso a Igreja reza: “da robur, fer auxilium” (dá-nos força, traz-nos auxílio).

 

Salmo Responsorial    Sl 109 (110), 1-4 (R. 4bc)

 

Monição: O salmista canta a entrega da dignidade divina e sacerdotal ao rei. A apresentação da figura do rei enquadra uma série de súplicas e acções de graças em cujo centro está a contemplação da fidelidade de Deus à Sua aliança.

A Liturgia aplica este salmo a Jesus Cristo, Sumo e Eterna Sacerdote, figurado em Melquisedec, rei de Salém.

 

Refrão:        O Senhor é sacerdote para sempre.

 

Ou:               Tu és sacerdote para sempre,

segundo a ordem de Melquisedec.

 

Disse o Senhor ao meu Senhor:

«Senta-te à minha direita,

até que Eu faça de teus inimigos escabelo de teus pés.

 

O Senhor estenderá de Sião

o ceptro do teu poder

e tu dominarás no meio dos teus inimigos.

 

A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste

nos esplendores da santidade,

antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei».

 

O Senhor jurou e não Se arrependerá:

«Tu és sacerdote para sempre,

segundo a ordem de Melquisedec».

 

Segunda Leitura

 

Monição: Numa breve exposição, S. Paulo entrega-nos o mais antigo relato sobre a instituição da Santíssima Eucaristia.

É para nós também esta recomendação: «Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha».

 

1 Coríntios 11, 23-26

Irmãos: 23Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, 24partiu-o e disse: “Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim”. 25Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim”. 26Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.

 

Temos aqui o relato da última Ceia, o mais antigo dos quatro que aparecem no N. T., escrito apenas uns 25 anos após o acontecimento. São Paulo diz que isto mesmo já o tinha pregado aos cristãos (v. 23) uns quatro anos atrás, durante os 18 meses em que evangelizou a cidade de Corinto, por ocasião da sua segunda viagem.

23 “Recebi do Senhor”: O original grego (com o uso da preposição apó e não pará) deixa ver que S. Paulo recebeu esta doutrina pela tradição que remonta ao Senhor e não directamente dele, por meio de alguma revelação, como alguém poderia pensar. “Na noite em que ia ser entregue”: Há uma dupla entrega do Senhor, a sua entrega às mãos dos seus inimigos, para a morrer pelos nossos pecados e nos ganhar a vida divina, e a entrega no Sacramento da SS. Eucaristia, como alimento desta mesma vida divina. Para o seu amor infinito, é pouco dar-se todo uma só vez por todos; quer dar-se todo a cada um de nós todas as vezes que nos disponhamos a recebê-lo!

24 “Isto é o Meu Corpo”: A expressão de Jesus é categórica e terminante, sem deixar lugar a mal entendidos. Não diz “aqui está o meu corpo”, nem “isto simboliza o meu corpo”, mas sim: “isto é o meu corpo”, como se dissesse “este pão já não é pão, mas é o meu corpo”. Todas as tentativas heréticas de entender estas palavras num sentido meramente simbólico, fazem violência ao texto e não têm seriedade. É certo que o verbo “ser” também pode ter o sentido de “ser como”, “significar”, mas isto é só quando do contexto se possa depreender que se trata duma comparação, o que não se dá aqui, pois não se vê facilmente como o pão seja como o Corpo de Jesus, ou como é que o pode significar. Atenda-se a que Jesus, com a palavra isto não se refere à acção de partir o pão, pois não pronuncia estas palavras enquanto parte o pão, mas depois de o ter partido; portanto não tem sentido dizer que, com a fracção do pão, o Senhor queria representar o despedaçar do seu corpo por uma morte violenta (o corpo entregue); Jesus não podia querer dizer tal coisa, pois, se o quisesse dizer, havia de o explicitar, uma vez que o gesto de partir o pão era um gesto usual do chefe da mesa em todas as refeições, não sendo possível ver um outro sentido; por outro lado, o beber do cálice já não se podia prestar a um tal sentido.

Os Apóstolos vieram a entender as palavras de Jesus no seu verdadeiro realismo, como aparecem no discurso do Pão da Vida (Jo 6, 51-58). Se Jesus não quisesse dar este sentido realista às suas palavras, também os seus discípulos e a primitiva Igreja não lho podiam dar, porque beber o sangue era algo sumamente escandaloso para gente criada no judaísmo, que ia ao ponto de proibir a comida de animais não sangrados. Se S. Paulo não entendesse estas palavras de Jesus num sentido realista, não teria podido afirmar no v. 27 (omitido na leitura de hoje): “quem comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor”; e no v. 29 fala de “distinguir o corpo do Senhor”.

Paulo VI, na encíclica Misterium fidei, rejeitou as explicações teológicas (transignificação e transfinalização) que não respeitem suficientemente o realismo da presença real: “Mas para que, ninguém entenda erroneamente este modo de presença, que supera leis da natureza e constitui o maior dos milagres no seu género, é preciso seguir com docilidade a voz da Igreja docente e orante. Pois bem, esta voz, que é um eco perene da voz de Cristo, assegura-nos que Cristo se torna presente neste Sacramento pela conversão de toda a substância do pão no seu corpo e de toda a substância no vinho no seu sangue; conversão admirável e singular à qual a Igreja justamente e com propriedade chama transubstanciação” (atenda-se a que aqui a noção de substância não é a da Física ou da Química, mas a da Metafísica).

24-25 “Fazei isto em memória de Mim”: Com estas palavras, Jesus Cristo entrega aos Apóstolos (e aos seus sucessores) o poder ministerial de celebrar o Mistério Eucarístico; por isso, Quinta-Feira Santa é o dia do sacerdócio e dos sacerdotes.

25 “A Nova Aliança com o meu Sangue”: Jesus compara o seu sangue, que vai derramar na cruz, ao sangue do sacrifício da Aliança do Sinai (cf. Ex 24, 8), como sendo o novo sacrifício com que se ratifica a Nova Aliança de Deus com a Humanidade, aliança anunciada pelos profetas (Jer 31, 31-33). Na Ceia temos o mesmo sacrifício do Calvário antecipado sacramentalmente através das palavras do próprio Jesus. Na Missa temos igualmente o mesmo sacrifício da Cruz renovado e representado sacramentalmente através da dupla consagração feita pelo sacerdote que actua na pessoa e em nome de Cristo, sendo Ele o mesmo oferente principal, a mesma vítima e sendo os merecimentos os mesmos do único Sacrifício redentor a serem aplicados, Sacrifício oferecido de uma vez para sempre (efápax: cf. Hebr 9, 25-28; 10, 10.18).

26 Anunciareis a Morte do Senhor”: No altar já não se derrama o sangue de Cristo, como na Cruz, mas oferece-se, de modo incruento, o mesmo sacrifício, renovando e representando sacramentalmente o mistério da mesma Morte que se deu no Calvário.

 

SEQUÊNCIA        

 

Esta sequência é facultativa e pode dizer-se na íntegra ou em forma mais breve, isto é, desde as palavras: Eis o pão

 

Terra, exulta de alegria,

Louva o teu pastor e guia,

Com teus hinos, tua voz.

 

Quanto possas tanto ouses,

Em louvá-l'O não repouses:

Sempre excede o teu louvor.

 

Hoje a Igreja te convida:

O pão vivo que dá vida

Vem com ela celebrar.

 

Este pão – que o mundo creia

Por Jesus na santa Ceia

Foi entregue aos que escolheu.

 

Eis o pão que os Anjos comem

Transformado em pão do homem;

Só os filhos o consomem:

Não será lançado aos cães.

 

Em sinais prefigurado,

Por Abraão imolado,

No cordeiro aos pais foi dado,

No deserto foi maná.

 

Bom pastor, pão da verdade,

Tende de nós piedade,

Conservai-nos na unidade,

Extingui nossa orfandade

E conduzi-nos ao Pai.

 

Aos mortais dando comida,

Dais também o pão da vida:

Que a família assim nutrida

Seja um dia reunida

Aos convivas lá do Céu.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 6, 51

 

Monição: Jesus promete a vida eterna a quem O receber na Santíssima Eucaristia com as devidas disposições.

Perante uma oferta como esta, que mais poderíamos desejar? Alegremo-nos, pois, e cantemos:

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor.

Quem comer deste pão viverá eternamente.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 9, 11b-17

Naquele tempo, 11bestava Jesus a falar à multidão sobre o reino de Deus e a curar aqueles que necessitavam. 12O dia começava a declinar. Então os Doze aproximaram-se e disseram-Lhe: «Manda embora a multidão para ir procurar pousada e alimento às aldeias e casais mais próximos, pois aqui estamos num local deserto». 13Disse-lhes Jesus: «Dai-lhes vós de comer». Mas eles responderam: «Não temos senão cinco pães e dois peixes... Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo». 14Eram de facto uns cinco mil homens. Disse Jesus aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta». 15Assim fizeram e todos se sentaram. 16Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para eles os distribuírem pela multidão. 17Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram.

 

Há uma profunda relação entre este milagre e a instituição da Eucaristia. A própria descrição dos gestos de Jesus ao fazer o milagre sugere os seus gestos na Ceia: “abençoou”, “partiu”, “deu aos discípulos”. Com este milagre, é prefigurado o prodígio da Eucaristia e os Apóstolos são preparados para receberem tão grande dom e o distribuírem aos fiéis: para eles os servirem à multidão (v. 16). A linguagem do relato deixa ver fortes ressonâncias litúrgicas, provenientes certamente da vida das primitivas comunidades, que celebravam a Eucaristia. O IV Evangelho conserva-nos a promessa do Pão da Vida no discurso eucarístico (Jo 6, 32-58), na sequência deste mesmo milagre. Lucas não refere a 2ª multiplicação dos pães, que se insere na chamada grande omissão de Lucas relativamente a Marcos, que lhe terá servido de fonte (Mc 6, 45 – 8, 26); por outro lado Lucas costuma omitir relatos paralelos, para não se alongar sem necessidade.

13 “Dai-lhes vós de comer.” Jesus sabia o que ia fazer, como sublinha o relato muito mais pormenorizado de S. João; e disse isto para os pôr à prova (Jo 6, 6), isto é, para ver até que ponto os seus Apóstolos estavam capacitados para confiar na omnipotência divina que Jesus lhes tinha vindo a mostrar com tantos milagres já realizados.

 

Sugestões para a homilia

 

• Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote

Figuras da Eucaristia no AT

Deus abençoa-nos com a Santíssima Eucaristia

A fé na Santíssima Eucaristia

• A Santíssima Eucaristia, Presença de Cristo

Verdade de fé

Alimento divino

Deus confia-Se aos nossos cuidados

 

1. Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote

 

a) Figuras da Eucaristia no AT. «Naqueles dias, Meiquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho. Era sacerdote do Deus Altíssimo e abençoou Abraão

Quis o Senhor, Sabedoria infinita, legar-nos no Antigo testamento algumas figuras da Santíssima Eucaristia.

• O sacrifício de Melquisedec é uma figura do sacrifício de Cristo: Rei de Salém (um nome bíblico, geralmente identificado com Jerusalém (Gén. 14:18; Salmos 76:2; Hebreus 7:1, 2); Melquisedec é uma figura cuja origem se desconhece (lembremos que o Verbo de Deus não tem princípio nem fim), oferece um sacrifício de pão e vinho (matéria escolhida por Jesus para a Eucaristia) e Abraão reconhece nele um superior, oferecendo-lhe os despojos de guerra.

• O maná, vindo do alto todos os dias, no acampamento dos Hebreus, é figura da Santíssima Eucaristia, todos os dias renovada sobre os nossos altares e posta à nossa disposição para nos alimentar nesta caminhada.

O livro do Êxodo descreve-o como um alimento produzido milagrosamente, fornecido por Deus ao povo hebreu, liderado por Moisés, durante sua viagem no deserto rumo à terra prometida.

Segundo o mesmo livro sagrado, após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, em flocos, como a geada, de cor branca, descrito como uma semente de coentro, e como o bdélio, que lembrava pequenas pérolas. Geralmente era moído, cozido, e assado, sendo transformado em bolos. Diz-se que seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite (cf Êxodo capítulo 16).

Ainda segundo a Bíblia, O maná era enviado diariamente e não podia ser armazenado para outro dia. Também não era fornecido aos sábados; por isto Deus enviava uma quantidade maior às sextas-feiras, e neste caso o maná podia ser guardado para o sábado sem se deteriorar. Não podiam os hebreus, portanto, recolher mais do que o necessário porque, ao medir, encontravam sempre a mesma quantidade, nem menor, porque Deus acrescentava a medida. Quando entraram na terra prometida e começaram a comer dos frutos que ali havia, o maná cessou de cair. (cf Êxodo, cap 16).

Somente quanto entrarmos na Terra Prometida – no Céu – deixaremos de nos alimentar diariamente com o maná da Eucaristia.

• Está figurado no pão cozido que o Anjo oferece a Elias, quando, fugindo à ira de Jezabel, vai a caminho do Sinai. A rainha prometera matá-lo, pela guerra que o profeta fizera ao culto dos falsos deuses. Agora, depois de uma longa caminhada, encontra-se abatido, pede a Deus a morte e adormece.

É então que o Senhor lhe envia esta ajuda. Fortalecido por este alimento, caminhou sem parar até ao monte Sinai.

• Mas é sobretudo na ceia Pascal, com a imolação do cordeiro pascal na sexta-feira ao cair da tarde, sem lhe quebrar osso algum e comido festivamente por toda a família que se pré-anuncia a instituição da Santíssima Eucaristia.

 

b) Deus abençoa-nos com a Santíssima Eucaristia. «Abençoado seja Abraão pelo Deus Altíssimo, criador do céu e da terra

O Senhor põe à nossa disposição diariamente o maná da Eucaristia, porque é alimento diário. Rezar muito ou meditar prolongadamente não substitui a comunhão, como a respiração ou o expor-se ao ar saudável não dispensa de comer.

O compêndio da Doutrina Católica ensina-nos:

O que é a Eucaristia? (n.º 271; cf 1322-1323 1409).

É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao seu regresso, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna.

Quando é que Jesus Cristo instituiu a Eucaristia? (n.º 272; cf. 1323 1337-1340).

Instituiu-a na Quinta Feira Santa, «na noite em que foi entregue» (1 Cor 11,23), ao celebrar a Última Ceia com os seus Apóstolos.

Como é que a instituiu? (n.º 273; cf 1337-1340 1365, 1406).

Depois de reunir os Apóstolos no Cenáculo, Jesus tomou nas suas mãos o pão, partiu-o e deu-lho dizendo: «Tomai e comei todos: isto é o meu corpo entregue por vós». Depois tomou nas suas mãos o cálice do vinho e disse-lhes: «tomai e bebei todos: este é o cálice do meu sangue para a nova e eterna aliança, derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim».

O que significa a Eucaristia na vida da Igreja? (n.º 274; cf 1324-1327 1407).

É fonte e cume da vida cristã. Na Eucaristia, atingem o auge a acção santificadora de Deus em nosso favor e o nosso culto para com Ele. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja: o próprio Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são significadas e realizadas na Eucaristia. Pela celebração eucarística unimo-nos desde já à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.

Como é chamado este sacramento? (n.º 275; cf1328 – 1332).

A insondável riqueza deste sacramento exprime-se com diferentes nomes que evocam alguns dos seus aspectos particulares. Os mais comuns são: Eucaristia, Santa Missa, Ceia do Senhor, Fracção do pão, Celebração Eucarística, Memorial da paixão, da morte e da ressurreição do Senhor, Santo Sacrifício, Santa e Divina Liturgia, Santos Mistérios, Santíssimo Sacramento do altar, Santa Comunhão.

Qual o lugar da Eucaristia no desígnio da salvação? (n.º 273; cf 1333 – 1344).

Na Antiga Aliança, a Eucaristia é preanunciada sobretudo na ceia pascal anual, celebrada cada ano pelos judeus com os pães ázimos, para recordar a imprevista e libertadora partida do Egipto. Jesus anuncia-a no seu ensino e institui-a, celebrando com os seus Apóstolos a última Ceia, durante um banquete pascal. A Igreja, fiel ao mandamento do Senhor: «Fazei isto em memória de mim» (1 Cor 11, 24), sempre celebrou a Eucaristia, sobretudo ao Domingo, dia da ressurreição de Jesus.

 

c) A fé na Santíssima Eucaristia. «Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: “isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim”.»

A fé ensina-nos que Jesus está verdadeira, substancial e realmente presente na Santíssima Eucaristia sob as aparências (acidentes) do pão do vinho.

Dois milagres realizados por Jesus ajudam-nos a compreender um pouco mais este mistério.

• Em Caná da Galileia, Jesus converteu a água das seis talhas em vinho. Mudou a substância – era água, e agora é vinho – e as aparências, acidentes.

A quantidade é um acidente. Se tomarmos um copo de vinho ou uma garrafa, é sempre vinho; a quantidade não conta. O mesmo se diz da cor: vinho branco ou tinto é sempre vinho.

Na Eucaristia Cristo está presente sem os seus próprios acidentes (a cor, o peso, a quantidade, etc.) mas nem por isso deixa de estar ali realmente.

A quantidade de vinho é exactamente igual à da água que estava nas talhas.

• Na multiplicação dos pães e dos peixes não há mudança da substância, mas dos acidentes, isto é, da quantidade. A partir de cinco pães e dois peixes, a multidão de cinco mil pessoas come até à saciedade e ainda sobeja.

Na transubstanciação há mudança da substância, mas não dos acidentes; mas modifica-se a quantidade: o mesmo Jesus Cristo pode ser comungado por uma grande multidão.

Depois da consagração, Ele está todo inteiro em cada hóstia e em cada um dos bocados em que se fragmenta.

Só a sabedoria infinita de Deus podia ter vindo em nossa ajuda com um prodígio tão maravilhoso.

S. Paulo transmite a, narração mais antiga que conhecemos da instituição da Eucaristia, na Primeira Carta aos fieis de Corinto.

Canta S. Tomás d Aquino: Quod sumit unum sumunt mile. O que recebe um recebe mil.

 

2. A Santíssima Eucaristia, Presença de Cristo

 

Também o milagre da multiplicação dos pães é uma figura da Santíssima Eucaristia e nos ajuda a compreender mais um pouco esta verdade.

 

a) A Presença Real, Verdade de fé. «Disse-lhes Jesus: “Dai-lhes vós de comer”.»

Estas palavras misteriosas de Jesus poderiam ter querido significar que Ele queria entregar-Se pelas mãos dos Apóstolos, uma vez instituída a Santíssima Eucaristia.

É Ele que se nos dá na Eucaristia. No momento da consagração, em virtude do Espírito Santo recebido pelo sacerdote na ordenação sacerdotal, toda a substância do pão e do vinho se transforma no Corpo e Sangue do Senhor.

A Eucaristia não é uma imagem de Jesus, ou uma recordação piedosa d’Ele, nem qualquer coisa que se apresente como uma lembrança da Sua passagem. É p próprio Jesus em pessoa que está presente sob as aparências do pão e do vinho.

«O modo da presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz dela «como que a perfeição da vida espiritual e o fim para que tendem todos os sacramentos». No santíssimo sacramento da Eucaristia estão «contidos, verdadeira, real e substancialmente, o corpo e o sangue, conjuntamente com a alma e a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, Cristo completo». «Esta presença chama-se "real", não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem "reais", mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem». (CIC 1374).

«É pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo que Ele Se torna presente neste sacramento. Os Padres da Igreja proclamaram com firmeza a fé da mesma Igreja na eficácia da Palavra de Cristo e da acção do Espírito Santo, para operar esta conversão. Assim, São João Crisóstomo declara:

“Não é o homem que faz com que as coisas oferecidas se tomem corpo e sangue de Cristo, mas o próprio Cristo, que foi crucificado por nós. O sacerdote, figura de Cristo, pronuncia estas palavras, mas a sua eficácia e a graça são de Deus. Isto é o Meu corpo, diz ele. Esta palavra transforma as coisas oferecidas”

E Santo Ambrósio diz a respeito da mesma conversão:

Estejamos bem convencidos de que “isto não é o que a natureza formou, ruas o que a bênção consagrou, e de que a força da bênção ultrapassa a da natureza, porque pela bênção a própria natureza é mudada”. “A Palavra de Cristo, que pôde fazer do nada o que não existia, não havia de poder mudar coisas existentes no que elas ainda não eram? Porque não é menos dar às coisas a sua natureza original do que mudá-la”» (208). (CIC 1375).

O Concílio de Trento resume a fé católica declarando: «Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção que o sagrado Concílio de novo declara: pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação». (CIC 1376).

A presença eucarística de Cristo começa no momento da consagração e dura enquanto as espécies eucarísticas subsistirem. Cristo está presente todo em cada uma das espécies e todo em cada uma das suas partes, de maneira que a fracção do pão não divide Cristo». (CIC 1377).

 

b) A Eucaristia, Alimento divino. «Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção

Há um paralelismo entre os gestos da multiplicação dos pães e os da consagração no Cenáculo:

Lança mão duma oferta de um jovem: cinco pães e dois peixes; ergueu os olhos ao céu, tal como no Cenáculo; pronunciou sobre eles a bênção, mas não os consagrou. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para que eles os distribuíssem pela multidão.

Todos comeram até ficarem saciados corporalmente; quem comunga com as necessárias disposições, fica saciado espiritualmente.

É um alimento. Não pode ser substituído pelas orações, ainda que sejam muitas; nem pelo acolhimento à Palavra de Deus e pela meditação.

Algumas pessoas dizem: “Eu não vou à Missa, não comungo, mas rezo muito, ou leio a bíblia, ou dou esmolas aos pobres.”

É como se alguém dissesse: “Eu não como, mas respiro muito bem... ou exponho longo tempo à luz na praia ou na montanha.” Tudo isto é bom, mas uma coisa não substitui a outra.

Jesus diz: «Quem comer deste pão e beber deste vinho viverá eternamente.» O oposto é também verdadeiro: Quem não comer, não viverá. E quem não vive está morto.

Qualquer alimento exige o respeito por algumas regras, para ser ingerido com proveito e não prejudicar as pessoas.

Também a Santíssima Eucaristia tem exigências, para que a comunhão agrade ao Senhor:

É necessário estar na graça de Deus, adquirida depois de uma confissão bem feita. Mesmo quando não há pecado mortal na alma, ela dá-nos a delicadeza de consciência que nos prepara para receber o Senhor dos senhores.

Saber e pensar o que se vai receber. Não basta saber, ter fé na Presença Real da Eucaristia. É indispensável actualizar essa fé por uma atenção grande e recolhimento profundo.

Estar em jejum uma hora antes de comungar. Este jejum – sacrifício insignificante – é como que um símbolo de outros jejuns que havemos de fazer: da má língua, dos olhos, dos pensamentos, e de alguma pequena mortificação na comida e na bebida.

 

c) Deus confia-Se aos nossos cuidados. «Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram

O Senhor conduz-nos com toda a suavidade para aquilo que é preciso fazer.

Na Última Ceia não guardaram a Santíssima Eucaristia, mas tudo o que Jesus consagrou foi consumido.

Mas em breve houve necessidade de o fazer, para os doentes e para os que estavam prisioneiros por causa da fé. E tratando-se de um dom tão precioso, começaram a sentir a necessidade de guardar a Santíssima Eucaristia com toda a dignidade.

E logo começou o costume de adorar o Santíssimo Sacramento presente na Sagrada Reserva.

É sobretudo no século XIII que esta devoção alcança o seu apogeu. São compostos hinos em honra do Santíssimo Sacramento (Adoro Te devote, Lauda Sion, Tantum ergo, etc.). Por mandato do papa, S. Tomás de Aquino compôs o Ofício e festa do Corpo e Sangue do Senhor.

Foi esta a preciosa herança que nos deixaram os nossos maiores: a devoção ao Santíssimo Sacramento.

As aparições do Anjo de Portugal em Fátima vieram chamar a atenção para a adoração reparadora.

Com que agradecimento vistamos a igreja durante o dia? Jesus Cristo ficou aqui para ser o nosso companheiro de todas as horas, nosso confidente, nosso médico e amigo.

Maria Santíssima foi o primeiro sacrário da história do mundo. Que Ela nos ajude a amar e estimar cada vez mais o tesouro da Santíssima Eucaristia.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

O Senhor é cheio de bondade e de misericórdia

e está disponível para nos atender no que pedirmos.

Confiados na Sua promessa de nos acolher sempre,

apresentemos-Lhe as necessidades de todos nós.

 

    Dai-nos, Senhor, o Pão do Céu na Eucaristia!

 

1. Pelo Santo Padre, e Bispos em comunhão com ele,

    para que nos ajudem a amar o tesouro da Eucaristia,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Pão do Céu na Eucaristia!

 

2. Pelas pessoas que preparam a celebração da Eucaristia

    para que nunca se habituem a tratar as coisas de Deus,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Pão do Céu na Eucaristia!

 

3. Pelas crianças que fazer hoje a Primeira Comunhão,

    para que os pais sintam a alegria de as acompanhar

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Pão do Céu na Eucaristia!

 

4. Pelos catequistas que alimentam nas crianças a sua fé,

    para que o Senhor os recompense pela sua generosidade,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Pão do Céu na Eucaristia!

 

5. Pelos agricultores que cultivam para nós o pão e o vinho,

    para que o Senhor os recompense pelos seus trabalhos,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Pão do Céu na Eucaristia!

 

6. Pelos enfermos que recebem a Eucaristia como Viático,

    para que o Senhor os acompanhe nesta última viagem,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Pão do Céu na Eucaristia!

 

Senhor, que nos dais o Alimento divino da Eucaristia,

e a todos  encorajais a que Vos recebam com frequência:

ajudai-nos a seguir os Vossos divinos ensinamentos,

para que alcancemos tudo aquilo que nos  prometeis.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Terminada a Liturgia da Palavra, o Senhor prepara agora tudo para nos fazer participar da Mesa da Eucaristia.

Pelo ministério do sacerdote, vai renovar na nossa presença o prodígio do Cenáculo, na noite de Quinta feira santa, transubstanciando o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue, para nosso alimento.

Avivemos a fé e estejamos despertos, para que tenhamos a alegria de estarmos com Ele nestes divinos mistérios.

 

Cântico do ofertório: Oh Verdadeiro Corpo do Senhor, C. Silva, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, à vossa Igreja o dom da unidade e da paz, que estas oferendas misticamente simbolizam. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio da Eucaristia

 

Santo: J. Duque, NRMS 21

 

Saudação da Paz

 

Quem poderia aproximar-se da Mesa Eucarística, sem estar em paz com Deus, consigo mesmo e com os outros.

Por isso, antes de comungar, o Senhor convida-nos a realizar este pequeno gesto de reconciliação, símbolo do modo como havemos de viver.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

 

Monição da Comunhão

 

Deus está aqui, dos Anjos adorado, embora os nossos olhos vejam apenas as aparências do pão.

Peçamos a graça de comungar com aquela pureza, humildade e devoção que O recebeu a Santíssima Virgem e os Santos.

 

Cântico da Comunhão: Celebremos o mistério, F. Silva, NRMS 77-79

Jo 6, 57

Antífona da comunhão: Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Saciastes o Vosso Povo, F. Silva, NRMS 90-91

 

Oração depois da comunhão: Concedei-nos, Senhor Jesus Cristo, a participação eterna da vossa divindade, que é prefigurada nesta comunhão do vosso precioso Corpo e Sangue.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Como a Beata Alexandrina de Balasar, façamos guarda de honra em espírito aos nossos sacrários, onde vive para nós o Senhor Jesus Cristo.

Ajudemos as pessoas a recebê-l’O com as disposições que Ele deseja, para que cada comunhão nos aproxime cada vez mais d’Ele.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. Silva, NRMS 90-91

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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