11º Domingo Comum

16 de Junho de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai Senhor a prece, M. Carneiro, NRMS 90-91

Salmo 26, 7.9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

S. Lucas, no Evangelho de hoje, apresenta-nos a cena comovedora de uma mulher lavando os pés de Jesus com as suas lágrimas. As lágrimas são sinais de amor e de arrependimento. Estas lágrimas suscitam a compaixão de Jesus, que afirmou: “São-lhe perdoados os seus muitos pecados porque muito amou!”

 

Oração colecta: Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O rei David pecou gravemente. O profeta Natã censurou corajosamente. David reconheceu os seus pecados: “pequei, Senhor!” Natã ofereceu o perdão de Deus: “O Senhor perdoou o teu pecado!”

 

2 Samuel 12, 7-10.13

Naqueles dias, 7disse Natã a David: «Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Ungi-te como rei de Israel e livrei-te das mãos de Saul. 8Entreguei-te a casa do teu senhor e pus-te nos braços as suas mulheres. Dei-te a casa de Israel e de Judá e, se isto não é suficiente, dar-te-ei muito mais. 9Como ousaste desprezar a palavra do Senhor, fazendo o que é mal a seus olhos? Mataste à espada Urias, o hitita; tomaste como esposa a sua mulher, depois de o teres feito passar à espada pelos amonitas. 10Agora a espada nunca mais se afastará da tua casa, porque Me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o hitita, para fazeres dela tua esposa». 13Então David disse a Natã: «Pequei contra o Senhor». Natã respondeu-lhe: «O Senhor perdoou o teu pecado: Não morrerás».

 

A 1ª leitura foi escolhida, como acontece habitualmente em função do Evangelho de hoje, que fala do perdão de Jesus à pecadora. A corajosa denúncia do pecado de David – o adultério com Betsabea e o homicídio do seu marido Urias – feita pelo profeta Natã leva o rei pecador a um sincero arrependimento. Os vv. 11 e 12 são omitidos pela sua extrema dureza. A tradição judaico-cristã situa nesta ocasião o belíssimo Salmo Miserere (50/51).

 

Salmo Responsorial    Sl 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. cf. 5c)

 

Monição: O salmo 31 é um hino de acção de graças pelo perdão divino. O salmista descreve a acção de Deus sobre o homem pecador: Deus perdoa, Deus absolve, Deus não acusa. Com o salmista cantamos a força purificadora da confissão e suplicamos alegremente:

“Perdoai, Senhor, minha culpa e meu pecado”.

 

Refrão:        Perdoai, Senhor, minha culpa e meu pecado.

 

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa

e absolvido o pecado.

Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade

e em cujo espírito não há engano.

 

Confessei-vos o meu pecado

e não escondi a minha culpa.

Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta

e logo me perdoastes a culpa do pecado.

 

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,

fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,

exultai vós todos os que sois rectos de coração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo colocou Jesus Cristo no centro da sua vida. Jesus salvou-nos com a sua morte e ressurreição: “O homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo!” Cheio desta certeza pode exclamar: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.

 

Gálatas 2, 16.19-21

Irmãos: 16Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo; por isso acreditámos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque pelas obras da Lei ninguém é justificado. 19De facto, por meio da Lei, morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Com Cristo estou crucificado. 20Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Se ainda vivo dependente de uma natureza carnal, vivo animado pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim. 21Não quero tornar inútil a graça de Deus, porque, se a justificação viesse por meio da Lei, então Cristo teria morrido em vão.

 

Dos Domingos comuns 9º a 14º do ano C, temos como 2ª leitura excertos da Carta aos Gálatas. Nos últimos vv. do capítulo 2º, que hoje nos tocam, temos resumida a ideia central da Carta. S. Paulo quer desautorizar os cristãos judaizantes que tinham perturbado a comunidade, fazendo crer aos fiéis que, para se salvarem, não lhes bastava seguirem a Jesus Cristo, mas eram indispensáveis as práticas judaicas da Lei de Moisés, nomeadamente a circuncisão. A afirmação é categórica: “o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo” (v. 16); com efeito, se a salvação viesse por meio da Lei de Moisés, “então Cristo teria morrido em vão!” (v. 21).

19 “Por meio da Lei, morri para a Lei”. Esta frase, entendida dentro do contexto, encerra uma grande profundidade de sentido. A Lei de Moisés é caduca, pois tem como fim conduzir a Cristo, e, bem entendida, leva a morrer para ela, para viver para Deus (Cristo): por meio da Lei de Cristo morre-se para a Lei de Moisés! Mais ainda: o cristão está de tal maneira unido a Cristo, que também está crucificado com Ele; estando assim satisfeitas as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador, ele vive em Cristo já liberto das garras da Lei mosaica, já nada deve à Lei, tudo deve a Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 4, 10b

 

Monição: “Deus amou-nos e enviou-nos o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados!” Sejamos agradecidos por tanta bondade! Aceitemos o convite do salmista: alegrai-vos, regozijai-vos, exultai! Seja o nosso aleluia o grito de júbilo e de vitória de que nos fala o salmo de hoje.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Deus amou-nos e enviou o seu Filho

como vítima de expiação pelos nossos pecados.

 

 

Evangelho*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Lucas 7, 36 - 8, 3;   forma breve: São Lucas 7, 36-50

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. 37Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade – ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; 38pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. 39Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». 40Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: 41«Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. 42Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?» 43Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». 44E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. 46Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. 47Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». 48Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». 49Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?» 50Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz». [8, 1Depois disso, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova do reino de Deus. 2Acompanhavam-n’O os Doze, bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios, 3Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus com os seus bens.]

 

Não é fácil identificar quem seja esta mulher – “uma pecadora” (v. 37) – e que espécie de pecadora era ela, certamente de vida escandalosa. No Ocidente, a partir de S. Gregório Magno, foi habitualmente identificada com Maria Madalena e também com Maria de Betânia, a irmã de Lázaro, com uma única celebração litúrgica no dia 22 de Julho; no Oriente são celebradas como três pessoas diferentes em dias distintos. A nossa última reforma litúrgica, que celebra apenas a Madalena, tendo em conta a tradição oriental e exegese bíblica moderna, deixou de identificar estas figuras como sendo uma só. Com efeito, dificilmente se explica que S. Lucas, ao nomear imediatamente a seguir a este episódio o nome de Maria Madalena entre os que seguiam e serviam a Jesus (8, 2-3), não tenha dito que se tratava desta mesma pecadora; por outro lado, ao dizer que dela tinham saído sete demónios, não parece aludir a uma anterior vida pecaminosa, mas apenas à libertação de muitos males atribuídos ao demónio. A unção de Betânia, antes da Paixão, é contada por Mateus e Marcos e João diz o nome da mulher que ungiu a cabeça do Senhor (não os pés, como aqui): Maria, irmã de Lázaro; Lucas omite o relato desta unção pela sua tendência a evitar duplicados de relatos semelhantes (assim, omite a 2ª multiplicação dos pães). Lembre-se, a propósito, que em nenhuma parte do Evangelho se diz que as prostitutas seguiram Jesus, mas apenas se lê em Mt 21, 31-32, que elas creram na pregação do Baptista e que haviam de ir à frente das autoridades judaicas para o Reino de Deus. A pecadora deste relato é perdoada, mas não se diz que acompanhou Jesus. De qualquer modo, Madalena tornou-se o ícone do pecador arrependido que segue a Jesus até ao fim.

40-47 A parábola dos dois devedores, o de 500 e o de 50 denários. O denário era uma moeda romana com o valor equivalente ao salário de um dia de trabalho. Note-se que, na parábola que Jesus conta a Simão, o amor dos devedores perdoados aparece como consequência do perdão da dívida, ao passo que, nas palavras de Jesus do v. 47, o amor aparece como a causa do perdão: “a quem muito ama muito se lhe perdoa”; trata-se de uma inversão, ao estilo rabínico, discorrendo por alusões, sem se a exigência duma absoluta correspondência na comparação. Esta é a lição que Jesus quer dar: sem amor não há lugar para o perdão dos pecados; e Simão estava falto de amor, como deixa ver nos detalhes que descuidou (vv. 44-46), não obstante a sua aparente generosidade em oferecer um banquete a Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

Os teus pecados estão perdoados.

Na primeira leitura, o profeta Natã pede a opinião ao rei David acerca do procedimento de um homem rico, que mandou matar a única ovelha de um pobre vizinho, para oferecer um banquete a um amigo. O rei David ficou indignado e prontamente sentenciou: Tal homem deve morrer! Então, o profeta recordou-lhe que esse comportamento criminoso retratava a atitude do próprio rei, quando mandou matar o seu fiel servidor, Urias, para cometer adultério com sua esposa, Betsabé. David humildemente confessou os seus pecados: “Pequei contra o Senhor”. Diante deste sincero arrependimento a sentença do profeta tranquiliza o rei David: “Deus perdoou o teu pecado”. Que este perdão divino encha de confiança o coração de todos nós!

Esta página do Antigo Testamento oferece-nos um dos muitos exemplos do perdão que Deus concede ao pecador arrependido. Sabemos que Deus não despreza um coração humilhado e contrito (Salmo 50). No Evangelho deste Domingo, vemos outro exemplo luminoso, contado por S. Lucas, o evangelista da misericórdia divina. Jesus veio procurar e salvar o que estava perdido. Por isso, Ele come e bebe com os publicanos e os pecadores e também com os Fariseus. Hoje, vemos Jesus sentado à mesa, em casa de Simão, confirmando-nos na fé e na confiança que sempre devemos ter na bondade de Deus: “A quem muito ama, muito será perdoado!” Na parábola dos dois devedores estamos representados todos nós. Deixemo-nos comover pela atitude humilde e arrependida desta mulher, lavando os pés do divino mestre e enxugando-os com os seus cabelos. Deixemo-nos envolver pelo suave perfume da bem-aventurança que cantámos no salmo Responsorial: “Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa!” Feliz aquela mulher que amou muito e, por isso, muito lhe foi perdoado!

Esta parábola leva-nos a confiar na misericórdia do Senhor. “Deus é maior que o nosso coração” (1Jo 3 20). A Sua benevolência é mais forte que o nosso pecado. “A misericórdia e a fidelidade do Senhor permanecem para sempre!”( Salmo 116) Rezemos no nosso íntimo como o rei David, como a mulher pecadora, como o Filho pródigo: “Pai, pequei contra o Céu e contra Ti”( Luc 15, 18). Sintamos a força do amor divino, que se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem (Luc 1,50): “Filho, estão perdoados os teus pecados!” (Marcos 2,5) “Mulher, os teus pecados estão perdoados! A tua fé te salvou! Fica em paz”(Luc 7,48.50).

Sejamos testemunhas da Misericórdia do Pai celeste. Recordemos o testemunho do Papa Francisco, celebrando a Missa da Ceia do Senhor na prisão, lavando os pés aos jovens prisioneiros, independentemente da raça e da religião.

 

Fala o Santo Padre

 

“Também a nós, Jesus dirige a proposta de segui-lo todos os dias

e também a nós recorda que é necessário apropriar-nos do poder da sua Cruz.”

 

[...] No Evangelho do domingo de hoje, o Senhor pergunta aos seus Discípulos: "E vós, quem dizeis que Eu sou?" (Lc 9, 20). A esta interrogação, o Apóstolo Pedro responde com prontidão: "Tu és o Cristo de Deus, o Messias de Deus" (cf. ibidem), superando deste modo todas as opiniões terrenas que consideravam Jesus um dos profetas. Segundo Santo Ambrósio, com esta profissão de fé, Pedro "abraçou ao mesmo tempo todas as coisas, porque expressou a natureza e o nome" do Messias (Exp. in Lucam VI, 93, CCL 14, 207). E diante desta profissão de fé, Jesus renova a Pedro e aos demais discípulos o convite a segui-lo pelo caminho exigente do amor até à Cruz. Também a nós, que podemos conhecer o Senhor mediante a fé na sua Palavra e nos Sacramentos, Jesus dirige a proposta de segui-lo todos os dias e também a nós recorda que para ser seus discípulos é necessário apropriar-nos do poder da sua Cruz, ápice dos nossos bens e coroa da nossa esperança.

São Máximo, o Confessor, observa que "o sinal distintivo do poder de nosso Senhor Jesus Cristo é a cruz, que ele carregou nas costas" (Ambiguum 32, pg 91, 1284 c). Com efeito, "a todos dizia: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me"" (Lc 9, 23). Tomar a cruz significa comprometer-ser para derrotar o pecado que impede o caminho rumo a Deus, aceitar diariamente a vontade do Senhor, aumentar a fé sobretudo diante dos problemas, das dificuldades e dos sofrimentos. A santa carmelita Edith Stein deu-nos este testemunho num período de perseguição. Assim escrevia do Carmelo de Colónia, em 1938: "Hoje compreendo... o que quer dizer ser esposa do Senhor, no sinal da cruz, embora nunca se possa compreendê-lo completamente, dado que é um mistério... Quanto mais se obscurece ao nosso redor, tanto mais temos que abrir o coração à luz que vem do alto" (La scelta di Dio. Lettere (1917-1942), Roma 1973, págs. 132-133). Também na época actual, muitos são os cristãos no mundo que, animados pelo amor a Deus, tomam todos os dias a cruz, tanto a das provações quotidianas como a provocada pela barbárie humana, que às vezes exige a coragem do sacrifício extremo. O Senhor conceda que cada um de nós deposite sempre a nossa esperança sólida nele, persuadidos de que, seguindo-o e carregando a nossa cruz, chegaremos juntamente com Ele à luz da Ressurreição.

Confiemos à salvaguarda maternal da Virgem Maria os novos sacerdotes, hoje ordenados, que se acrescentam à plêiade de quantos o Senhor chamou por nome: sejam sempre discípulos fiéis, corajosos anunciadores da Palavra de Deus e administradores dos seus Dons de salvação.

 

Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro a 20 de Junho de 2010

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs: nós não podemos salvar-nos a nós mesmos,

Mas sabemos que no Senhor se encontra a misericórdia.

Supliquemos humildemente a graça do perdão:

 

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pela Santa Igreja, que acredita em Jesus Cristo, pelos seus filhos renascidos pela graça e por todos os que vivem em pecado, oremos.

 

2.     Pelo mundo, mais pronto a condenar que a perdoar, pelos juízes a quem foi confiada a justiça e pelos réus que por eles vão ser julgados, oremos

 

 

3.     Pelas mulheres pecadoras que se arrependem, pelos homens que foram causa do seu pecado, por todos nós pecadores e por todos os que tudo esperam da misericórdia de Deus, oremos.

 

Senhor, nosso Deus, Pai de infinita bondade,

Que muito perdoais a quem muito ama, nós vos louvamos pela vossa infinita misericórdia e vos pedimos o perdão das nossas culpas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Levamos ao vosso altar, M. Borda, NRMS 43

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que pelo pão e o vinho apresentados ao vosso altar dais ao homem o alimento que o sustenta e o sacramento que o renova, fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Nosso Senhor ...

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

“Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue, permanece em Mim e Eu nele (Jo 6,56).

Pele fé, acreditamos nestas palavras de Jesus. Ao comungarmos o seu Corpo e o seu Sangue podemos consolar Jesus, utilizando as palavras de S. Paulo, na segunda leitura, como uma oração fervorosa e ardente: “ Jesus, já não sou eu que vivo! Sois Vós que viveis em mim!”

 

Cântico da Comunhão: Se não comerdes a minha carne, F. Silva, NRMS 48

Salmo 26, 4

Antífona da comunhão: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.

 

Ou

Jo 17.11

Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste, para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor, porque é eterno, M. Luís, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Estamos todos cheios de alegria com os gestos proféticos do nosso Papa Francisco. Vimos o seu exemplo de bondade, na Quinta-feira Santa, lavando os pés aos jovens detidos numa prisão de Roma.

Permanece gravado, nos nossos ouvidos e no nosso coração o seu convite: “Temos de sair para as periferias existenciais do pecado, da dor, da injustiça, da ignorância e da indiferença religiosa, de todas as formas de miséria! (L’Osservatore Romano, 7 Abril 2013, pag.3)

 

Cântico final: Senhor fica connosco, M. Carneiro, NRMS 94

 

 

Homilias Feriais

 

11ª SEMANA

 

2ª Feira, 17-VI: Uma nova mentalidade: na caridade e no bom testemunho.

2 Cor 6, 1-10 / Mt 5, 38-42

Ouvistes que foi dito aos antigos: olho por olho, e dente por dente. Pois eu digo-vos: Não resistais ao malvado.

Jesus pede uma nova mentalidade no relacionamento com as outras pessoas. É altura de acabar com a lei de Talião: olho por olho, dente por dente (Ev). Agora deve prevalecer o amor ao próximo, que exige capacidade de humilhação, desprendimento do próprio eu, espírito de serviço desinteressado, ajuda aos mais necessitados.

Agora é também ocasião de dar um bom testemunho: pela constância nas tribulações, nas adversidades, nas fadigas; pela pureza, pela ciência e pela paciência, pela bondade, por uma caridade não fingida, pela palavra da verdade e pela força de Deus (Leit).

 

3ª Feira, 18-VI: A descoberta das verdadeiras riquezas.

2 Cor 8, 1-9 / Mt 5, 43-48

Jesus que era rico, fez-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis ricos pela sua pobreza.

O Apóstolo pede aos fiéis de Corinto para serem ricos em generosidade, partilhando os bens materiais. E reconhece que eles «são ricos em tudo»: na fé, na eloquência, na doutrina, nas atenções e na caridade (Leit).

Precisamos igualmente de descobrir, pela fé, o tesouro que representam os nossos inimigos, os que incomodam: «No sermão da montanha, o Senhor lembra o preceito: 'Não matarás', e acrescenta-lhe a proibição da ira, do ódio e da vingança. Mais ainda: Cristo exige do seu discípulo que ofereça a outra face, que ame os seus inimigos (Ev)» (CIC, 2262).

 

4ª Feira, 19-VI: Semear com generosidade e alegria.

2 Cor 9, 6-11 / Mt 6, 1-6. 16-18

Quem semeia pouco, também colherá pouco, e quem semeia com largueza também colherá com largueza.

Com a imagem da sementeira, o Apóstolo anima-nos a semear com generosidade e alegria: «Deus ama quem dá com alegria» (Leit).

Essa mesma generosidade há-de notar-se nas formas de penitência interior: «A penitência interior do cristão pode ter expressões muito variadas. A Escritura e os Padres insistem sobretudo em três formas: o jejum, a oração e a esmola (Ev)» (CIC, 1434). Comprometamo-nos a suprir algumas das muitas pobrezas do nosso tempo: a fome, as doenças que se vão propagando, a solidão dos idosos, as dificuldades dos desempregados, a falta de doutrina e de sacramentos etc.

 

5ª Feira, 20-VI: O pão nosso de cada dia.

2 Cor 11, 1-11 / Mt 6, 7-15

Orai, pois, deste modo: Pai nosso... O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Ao pedirmos o pão nosso de cada dia reconhecemos que toda a nossa existência depende de Deus. Pedimos, em primeiro lugar, o que é necessário para resolver as necessidades de cada dia; e, depois, o que é necessário para a salvação da alma.

O pão nosso tomado à letra «designa directamente o Pão da vida, o corpo de Cristo, 'remédio da imortalidade', sem o qual não temos a vida em nós» (CIC, 2837). Também são o pão de cada dia as leituras das Escrituras (CIC, 2837), porque nos falam de Jesus e nos ajudam a segui-lo: «Se alguém vier pregar-vos outro Jesus, que não seja aquele que nós pregamos...» (Leit).

 

6ª Feira, 21-VI: Onde está o nosso coração?

2 Cor 11, 18. 21-30 / Mt 6, 19-23

Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

O coração é, em sentido bíblico, o fundo do ser (as entranhas), em que a pessoa se decide ou não por Deus (CIC, 368). O tesouro é o próprio Deus: «O doador é mais precioso do que o dom concedido, é o tesouro, e é n'Ele que está o Coração do Filho; o dom é dado por acréscimo» (CIC, 2604). Por isso, dizemos no Prefácio da Missa: «O nosso coração está em Deus».

O nosso coração está em Deus, e em tudo o que se refere a Deus: «a minha preocupação de cada dia é o cuidado de todas as igrejas» (Leit). E também aos nossos familiares e amigos, aos nossos companheiros de trabalho, etc.

 

Sábado, 22-VI: A Providência e o hoje.

2 Cor 2, 1-10 / Mt 6, 24-34

Não vos inquieteis com o dia de amanhã, que esse dia tratará das suas inquietações.

A filiação divina conduz-nos a um abandono na Providência: «Nós acreditamos que a Omnipotência é universal, porque Deus, que tudo criou, tudo governa e tudo pode; amorosa, porque Deus é nosso Pai; misteriosa, porque só a fé a pode descobrir, quando 'Ele actua plenamente na fraqueza' (Leit)» (CIC, 268).

A Providência aplica-se também ao tempo (Ev): «O tempo está nas mãos do Pai; é no presente que nós O encontramos; não ontem, nem amanhã, mas hoje: 'Quem dera ouvísseis hoje a sua voz; não endureçais os vossos corações (S. 95)» (CIC, 2659).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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