S. Pedro e S. Paulo

Missa do Dia

29 de Junho de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Estes são os Apóstolos, A. Cartageno, Cânticos de Entrada e Comunhão II, pág. 193

 

Antífona de entrada: Estes são os Apóstolos, que durante a sua vida na terra plantaram a Igreja com o seu sangue. Beberam o cálice do Senhor e tornaram-se amigos de Deus.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos a festa de S.Pedro e S.Paulo, os grandes Apóstolos de Cristo, que gastaram as suas vidas ao serviço de Jesus.

É dia de alegria para toda a Igreja e convite a imitar o seu amor e a sua generosidade.

 

Oração colecta: Senhor, que nos encheis de santa alegria na solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja que se mantenha sempre fiel à doutrina daqueles que foram o fundamento da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os Apóstolos começaram a ser perseguidos pelos judeus e pelas autoridades de Israel desde o princípio. Mas os cristãos rezavam insistentemente a Deus por Pedro e o Senhor salvou-o milagrosamente das mãos de Herodes. É assim que nós rezamos pelo papa?

 

Actos dos Apóstolos 12, 1-11

1Naqueles dias, o rei Herodes começou a perseguir alguns membros da Igreja. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João, 3e, vendo que tal procedimento agradava aos judeus, mandou prender também Pedro. Era nos dias dos Ázimos. 4Mandou-o prender e meter na cadeia, entregando-o à guarda de quatro piquetes de quatro soldados cada um, com a intenção de o fazer comparecer perante o povo, depois das festas da Páscoa. Enquanto 5Pedro era guardado na prisão, a Igreja orava instantemente a Deus por ele. 6Na noite anterior ao dia em que Herodes pensava fazê-lo comparecer, Pedro dormia entre dois soldados, preso a duas correntes, enquanto as sentinelas, à porta, guardavam a prisão. 7De repente, apareceu o Anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela da cadeia. 8O Anjo acordou Pedro, tocando-lhe no ombro, e disse-lhe: «Levanta-te depressa». E as correntes caíram-lhe das mãos. Então o Anjo disse-lhe: «Põe o cinto e calça as sandálias». Ele assim fez. Depois acrescentou: «Envolve-te no teu manto e segue-me». 9Pedro saiu e foi-o seguindo, sem perceber a realidade do que estava a acontecer por meio do Anjo julgava que era uma visão. 10Depois de atravessarem o primeiro e o segundo posto da guarda, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, e a porta abriu-se por si mesma diante deles. Saíram, avançando por uma rua, e subitamente o Anjo desapareceu. 11Então Pedro, voltando a si, exclamou: «Agora sei realmente que o Senhor enviou o seu Anjo e me libertou das mãos de Herodes e de toda a expectativa do povo judeu».

 

1-2 “Herodes”: é Herodes Agripa I, o terceiro monarca do mesmo nome a ser nomeado no NT; era filho da Aristóbulo e sobrinho de Herodes Antipas (o que mandara matar o Baptista) e neto de Herodes, o Grande (o da construção do Templo e da matança dos inocentes). Depois de uma vida libertina em Roma, obteve o favor de Calígula, vindo a poder usar o título de rei dum território quase tão grande como o do avô, apresentando-se muito zeloso da religiosidade judaica. “Tiago é o filho de Zebedeu e Salomé, irmão do Apóstolo João evangelista. O seu martírio deve ter sido um ano ou dois após a tomada de posse de Herodes, a qual se deu no ano 41.

4-6 “Guarda de 4 piquetes de 4 soldados”: note-se o contraste entre a severidade da segurança e a serenidade de Pedro que dorme; cada piquete correspondia a uma das quatro vigílias da noite; Pedro “dormia entre dois soldados”, com uma das mãos atada à mão de um soldado e a outra à do outro, enquanto “a Igreja orava instantemente a Deus por ele” (belo fundamento bíblico da oração assídua pelo Papa).

7-10 A intervenção libertadora do “Anjo do Senhor” já se tinha sido assinalada em semelhante circunstância (cf. Act 5, 18-19); esta está na linha da fé da Igreja na protecção dos anjos da guarda, conforme lembra o Catecismo da Igreja Católica, nº 336: “Desde a infância até à morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência e intercessão…”.

 

Salmo Responsorial    Sl 33 (34), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5b)

 

Monição: O salmo anima-nos a cantar a protecção do Senhor e a rezar mais pelo Santo Padre e pelos pastores de toda a Igreja.

 

Refrão:        O Senhor libertou-me de toda a ansiedade.

 

A toda a hora bendirei o Senhor,

o seu louvor estará sempre na minha boca.

A minha alma gloria-se no Senhor:

escutem e alegrem-se os humildes.

 

Enaltecei comigo ao Senhor

e exaltemos juntos o seu nome.

Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,

libertou-me de toda a ansiedade.

 

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,

o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.

Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,

salvou-o de todas as angústias.

 

O Anjo do Senhor protege os que O temem

e defende-os dos perigos.

Saboreai e vede como o Senhor é bom:

feliz o homem que n’Ele se refugia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Paulo sentia que se aproximava a data do seu martírio. Sentia-se feliz porque tinha combatido o bom combate de Jesus, anunciando por toda a parte o Seu Evangelho.

 

2 Timóteo 4, 6-8.17-18

Caríssimo: 6Eu já estou oferecido em libação e o tempo da minha partida está iminente. 7Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. 8E agora já me está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há-de dar naquele dia e não só a mim, mas a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda. 17O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todos os pagãos a ouvissem e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me livrará de todo o mal e me dará a salvação no seu reino celeste. Glória a Ele pelos séculos dos séculos. Amen.

 

A leitura é um extracto da parte final da Carta, em que o Paulo, pressentindo a morte iminente, faz como que um balanço da sua vida toda devotada à causa da Boa Nova. Consideramos o escrito dotado de autenticidade criticamente segura, não obstante uma certa tendência negativa mesmo entre diversos autores católicos, com base em que aqui, como em muitos outros pontos das Cartas Pastorais, se observam pormenores biográficos de tal maneira vivos, concretos e coerentes, que não se podem atribuir a um falsário. Há quem pense num secretário diferente, que muito bem poderia ter sido o seu discípulo e companheiro (cf. v. 11) no segundo cativeiro romano, Lucas (Spicq).

6-7 “Já estou oferecido em libação”, isto é, “sinto que a morte se avizinha”, uma linguagem que bem pode proceder do costume, referido por Tácito, de se fazerem libações por ocasião da morte de alguém. “Combati o bom combate”: São Paulo sempre gostou de comparar a vida cristã e as lides apostólicas a actividades desportivas, pugilismo, corridas... (cf. Filp 2, 16; 3, 12-14; 1 Cor 9, 24-26; Gal 2, 2); “terminei a minha carreira”, à letra, corrida.

17 “A mensagem... fosse proclamada a todos…”  Pensa-se haver aqui uma referência a algum testemunho público nalguma audiência do tribunal perante grande multidão. “Fui libertado da boca do leão”, o que não significa forçosamente que estivesse para ser lançado às feras, mas simplesmente o adiamento da condenação à pena capital, talvez para se proceder a melhor estudo da causa, em face do surpreendente testemunho do heróico pregador do Evangelho, que teria deixado os seus juízes perplexos…

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 16, 18

 

Monição: Jesus fez de Pedro a pedra em que assenta a Sua Igreja. Os poderes do demónio não a vencerão nunca. Louvemos alegres a Jesus que assim o prometeu e o cumprirá sempre. 

 

Aleluia

 

Cântico: F. Silva, NRMS 73-74

 

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja

e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 16, 13-19

Naquele tempo, 13Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». 14Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: 15«E vós, quem dizeis que Eu sou?». 16Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». 17Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. 18Também Eu te digo: Tu és Pedro sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».

 

O texto da leitura consta de duas partes distintas, mas intimamente ligadas: a confissão de fé de Pedro (vv. 13-16), comum a Marcos 8, 27-30 e a Lucas 9, 18-21 (cf. Jo 6, 67-71), e a promessa feita a Pedro (vv. 17-19), exclusiva de Mateus (cf. Jo 21, 15, 23).

13 “Cesareia de Filipe” era a cidade construída por Filipe, filho de Herodes, o Grande, em honra do César romano, nas faldas do Monte Hermon, a uns 40 quilómetros a Nordeste do Lago de Genesaré.

13-17 “Quem dizem os homens… E vós, quem dizeis que Eu sou?” É uma pergunta que, em face de Jesus, uma pessoa tão singular, surpreendente e apaixonante, não pode deixar de se fazer em todos os tempos. As respostas podem ser variadas e até contraditórias, mas só uma é a certa, a resposta de Pedro, a resposta esclarecida da fé, resposta que Jesus aprova: “Feliz de ti, Simão” (v. 17). “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo” (v. 16): Messias é a forma hebraica da palavra do texto original grego, Cristo, que quer dizer ungido (os reis eram ungidos com azeite na cabeça ao serem investidos). Jesus é o Rei (ungido) anunciado pelos Profetas e esperado pelo povo. Quando se diz Jesus Cristo é como confessar a mesma fé de Pedro, reconhecer que Jesus é o Cristo, isto é, o Messias, mas num sentido mais denso e profundo, a saber, o Filho de Deus, num sentido que ultrapassa o corrente e que só o dom divino da fé pode fazer descobrir, segundo as palavras de Jesus a Pedro: “Não foram a carne e o sangue que to revelaram” (v. 17). A fé de Pedro, como a nossa, não pode proceder dum mero raciocínio humano, da sagacidade natural, mas da luz, da certeza e da firmeza, que procede da revelação de Deus. “A carne e o sangue” é uma forma semítica de designar o homem enquanto ser débil e exposto ao erro e ao pecado.

18 “Tu és Pedro”. É significativo que o texto grego não tenha conservado a palavra aramaica “kêphá”, aliás usada noutras passagens do N. T. sem ser traduzida, como é habitual com os patronímicos. Aqui o evangelista teve o cuidado de usar o nome correntemente dado ao Apóstolo Simão: Pedro. É expressivo o trocadilho, com efeito Pedro é a pedra sobre a qual assenta a solidez de toda a Igreja do Senhor. Note-se que o apelido de Pedro = Pedra não existia na época, nem em aramaico (Kêphá), nem em grego (Pétros), nem em latim (Petrus), uma circunstância que reforça o seu significado e originalidade. Além disso, este apelido também não era apto para caracterizar o temperamento ou o carácter do Apóstolo, pois aquilo que distingue a sua personalidade não é precisamente a dureza ou firmeza da pedra, mas antes a debilidade, mobilidade e até inconstância (cf. Mt 14, 28-31; 26, 33-35.69-75; Gal 2, 11-14). Se Jesus assim o chama, é em razão da função ou cargo em que há-de investi-lo.

“Edificarei a minha Igreja”. Jesus, ao dizer a minha, significa que tem intenção de fundar algo de novo, uma nova comunidade de Yahwéh. “Ekklêsía” é a tradução grega corrente dos LXX para a designação hebraica da Comunidade de (qehal) Yahwéh, isto é, “o povo escolhido de Deus reunido para o culto de Yahwéh” (cf. Dt 23, 2-4.9). Não é, portanto, a Igreja uma seita dentro do judaísmo, é uma realidade nova e independente. “Jesus pôde dizer minha, porque Ele a salva, Ele a adquire com o seu sangue, Ele a convoca, Ele realiza nela a presença divina, a aliança, o sacrifício”. “As portas do inferno”. Esta linguagem tipicamente bíblica (Is 38, 10; Sab 16, 13; cf. Job 38, 17; Salm 9, 14) é uma sinédoque com que se designa a parte pelo todo. Inferno tanto pode designar a destruição e a morte (xeol=inferi=os infernos), como satanás e os poderes hostis a Deus.

19 “Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus”. Os poderes conferidos a Pedro não são para ele vir a exercer no Céu, mas aqui neste mundo, onde a Igreja, o Reino de Deus em começo e em construção, tem de ser edificada. No judaísmo e no Antigo Testamento (cf. Is 22, 22), lidar com as chaves é uma atribuição de quem representa o próprio dono, significa administrar a casa. Ligar – desligar significa tomar decisões com tal autoridade e poder supremo que serão consideradas válidas por Deus, nos Céus. É de notar que Jesus diz a todos os Apóstolos esta mesma frase (Mt 18, 18), mas sem que seja tirada qualquer força à autoridade suprema de Pedro, a quem é dado um especial poder de “ligar e desligar” na Igreja, enquanto pedra fundamental e pastor supremo a ser investido após a Ressurreição (Jo 21, 15-17). Este primado de Pedro sobre toda a Igreja não é conferido apenas a ele, mas a todos os seus sucessores; com efeito Jesus fala a Pedro na qualidade de chefe duma edificação estável e perene, a Igreja; se o edifício é perene também o será a pedra fundamental. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, nº 882, “o Papa, Bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, «é princípio perpétuo e visível, e fundamento da unidade que liga, entre si, todos os bispos com a multidão dos fiéis» (LG 23). Em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, o pontífice romano tem sobre a mesma Igreja um poder pleno, supremo e universal, que pode sempre livremente exercer” (LG 22). Este é um dos pontos cruciais do diálogo ecuménico, que terá uma saída feliz quando todos os que se consideram cristãos compreenderem que o carisma petrino, por vontade de Cristo, é o indispensável instrumento de união e unidade na legítima diversidade.

 

Sugestões para a homilia

 

Tu és pedra

Não prevalecerão

A Igreja rezava insistentemente por Pedro

 

1)Tu és pedra

 

O evangelho de hoje relata-nos uma cena muito bonita de Jesus com os apóstolos em Cesareia de Filipos, lá bem no norte de Israel. O Senhor pergunta-lhes pela sua fé: -E vós quem dizeis que Eu sou?

S.Pedro responde com prontidão: -Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo.

Jesus elogia a sua fé, que não é apenas um entusiasmo humano. E diz-lhe: Também Eu te digo: Tu és pedra (Pedro) e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

A Igreja de Jesus é só uma. Está assente sobre os Apóstolos e sobretudo sobre Pedro. A Igreja, povo novo fundado por Jesus, é um edifício espiritual que tem por fundamento a Pedro e o seu sucessor, o Santo Padre.

Onde está Pedro aí está a Igreja – diziam os antigos com Santo Ambrósio de Milão.

Neste ano da fé, devemos estar mais unidos ao Papa, escutando o que nos ensina em nome de Jesus, obedecendo prontamente ao que ele nos manda, e rezando por ele.

S.Josemaria gostava de repetir: Todos com Pedro a Jesus por Maria. Unidos ao Papa e pela mão de Nossa Senhora temos a certeza de ir a Jesus.

 

2)Não prevalecerão

 

 Cristo anuncia que o demónio fará guerra à Igreja mas garante que não levará a melhor. A Igreja de Jesus tem sido perseguida desde o princípio.

Logo que os Apóstolos começaram a anunciar o Evangelho, depois da vinda do Espírito Santo, foram presos e maltratados pelos chefes dos judeus.

No império romano bem cedo começaram as perseguições violentas e elevado foi o número dos mártires. Mas apesar disso, o número de cristãos ia aumentando cada vez mais. Tertuliano afirmava, por volta do ano 200: “Sangue de mártires é semente de cristãos “.

Vieram depois as heresias, que podiam ter destruído a Igreja a partir de dentro. Satanás não conseguiu afastá-la da doutrina recebida de Jesus.

Ao longo dos séculos surgiram outros ataques à Esposa de Cristo: cismas, heresias, escândalos de membros importantes da Igreja. No século XX o comunismo ateu causou o martírio de milhões de cristãos. Mais que nos três primeiros séculos.

A Igreja continua firme. com o poder de Jesus e a força do Espírito Santo.

Conta Chesterton, escritor inglês convertido à fé católica:

Um dia em Heliópolis, no Egipto, apareceu um mendigo desgrenhado à porta do palácio do faraó, dizendo arrogante: – passa para cá os teus tesouros.

O faraó olhou para ele com desprezo e disse aos guardas: – prendei esse insolente.

O mendigo respondeu: – Eu sou mais forte do que tu. Eu sou o tempo.

Bateu depois à porta doutros grandes impérios e repetiu-se a mesma cena.

Apareceu na Praça de S.Pedro, em Roma e encontrou-se com um velhinho vestido de branco que lhe disse: – Benvindo, ó tempo. Eu sou mais forte do que tu. Eu sou a eternidade.

Os impérios deste mundo são efémeros. A Igreja, apoiada sobre Pedro e os seus sucessores, tem garantias de eternidade.

 

3)A Igreja rezava insistentemente por Pedro

O Santo Padre conta com a oração de todos os cristãos. Na primeira leitura vemos como os cristãos de Jerusalém rezavam insistentemente por Pedro, que Herodes tinha mandado prender. O Senhor libertou-o por meio do Seu anjo.

Temos de estar muito unidos ao sucessor de Pedro, rezando todos os dias por ele. Para que Deus o defenda dos inimigos. Para que o encha da Sua sabedoria e da Sua fortaleza. Assim amamos a Cristo e a Sua Igreja.

Nossa Senhora em Fátima falava aos pastorinhos do Santo Padre, que teria muito que sofrer e mostrava-lhes o bispo vestido de branco atingido por tiros e setas.

Começaram a rezar todos os dias pelo Santo Padre. A pequena Jacinta rezava ainda mais, porque teve uma visão do Santo Padre em Roma ajoelhado a rezar e a chorar, enquanto cá fora muitos o insultavam e ameaçavam. Nossa Senhora quis assim animá-los e a nós também a apoiar com a nossa oração e sacrifícios o sucessor d Pedro.

 

Fala o Santo Padre

 

“Os dois Santos, embora tenham recebido de Deus carismas diversos e missões diferentes para cumprir,

são ambos fundamentos da Igreja una, santa, católica e apostólica.”

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje a Igreja de Roma festeja as suas santas raízes, celebrando os Apóstolos Pedro e Paulo, cujas relíquias estão conservadas nas duas Basílicas a eles dedicadas e que ornamentam a inteira Cidade amada pelos cristãos residentes e peregrinos. A solenidade foi iniciada ontem à tarde com a oração das primeiras Vésperas na Basílica Ostiense. A liturgia do dia repropõe a profissão de fé de Pedro em relação a Jesus: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo" (Mt 16, 16). Não é uma declaração fruto de raciocínio, mas uma revelação do Pai ao humilde pescador da Galileia, como confirma o próprio Jesus, dizendo: "não foram a carne nem o sangue quem to revelaram" (Mt 16, 17). Simão Pedro estava tão próximo do Senhor que se tornou ele mesmo uma rocha de fé e de amor sobre a qual Jesus edificou a sua Igreja e a "tornou – como observa São João Crisóstomo – mais forte do que o próprio céu" (Hom. in Matthaeum 54, 2: pg 58, 535). Com efeito, o Senhor conclui dizendo: "Tudo quanto ligares na terra ficará ligado nos céus, e tudo quanto desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16, 19).

São Paulo – de quem recentemente celebrámos o bimilénio do nascimento – com a Graça divina difundiu o Evangelho, semeando a Palavra de verdade e de salvação entre os povos pagãos. Os dois Santos Padroeiros de Roma, embora tenham recebido de Deus carismas diversos e missões diferentes para cumprir, são ambos fundamentos da Igreja una, santa, católica e apostólica,"permanentemente aberta à dinâmica missionária e ecuménica, porque enviada ao mundo a anunciar e testemunhar, actualizar e propagar o mistério de comunhão que a constitui" (Congregação para a Doutrina da Fé, Communionis notio, 28 de Maio de 1992, n. 4, AAS 85 [1993], 840). [...]

 

Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro a 29 de Junho de 2010

 

Oração Universal

 

Ao celebrar a Solenidade de S.Pedro e S.Paulo, peçamos ao Senhor pele Sua Igreja, pelo papa e pelos bispos, sucessores dos Apóstolos. Digamos:

Defendei, Senhor, a Vossa Igreja

 

1-Para que a Santa Igreja cresça em todo o mundo e o Senhor a defenda dos seus inimigos, oremos irmãos.

Defendei, Senhor, a Vossa Igreja

 

2-Pelo Santo Padre, para que todos escutem com atenção os seus ensinamentos e o Senhor o encha de sabedoria e fortaleza na condução do Povo de Deus, oremos irmãos.

Defendei, Senhor, a Vossa Igreja

 

3-Pelos bispos e sacerdotes, para que unidos ao sucessor de Pedro, ensinem com fidelidade a todos a doutrina de Jesus, oremos irmãos.

Defendei, Senhor, a Vossa Igreja

 

4-Por todo o povo cristão, para que siga com docilidade e fé os ensinamentos do Vigário de Cristo, oremos irmãos.

Defendei, Senhor, a Vossa Igreja

 

5-Por todos os que vivem longe de Deus, para que tenham a coragem de O buscar e de O encontrar, oremos irmãos.

Defendei, Senhor, a Vossa Igreja

 

6-Pelos jovens do mundo inteiro, para que se mantenham muito atentos ao Santo Padre , e pelos frutos da próxima Jornada mundial da Juventude no Rio de Janeiro, oremos irmãos.

Defendei, Senhor, a Vossa Igreja

 

Senhor, que estais presente na Igreja, esposa de Vosso Amado Filho, fazei que todos vejam nela o sinal de salvação e escutem com atenção os ensinamentos do Seu Vigário na terra.

Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus conVosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Trazemos ao teu altar, F. Silva, NRMS 55

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oração dos santos Apóstolos acompanhe a oferta que trazemos ao vosso altar e nos una intimamente a Vós ao celebrarmos este divino sacrifício. Por Nosso Senhor...

 

 

Prefácio

 

A dupla missão de São Pedro e São Paulo na Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.

Vós nos concedeis a alegria de celebrar hoje a festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo: Pedro, que foi o primeiro a confessar a fé em Cristo, e Paulo, que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro, que estabeleceu a Igreja nascente entre os filhos de Israel, e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos; ambos trabalharam, cada um segundo a sua graça, para formar a única família de Cristo; agora, associados na mesma coroa de glória, recebem do povo fiel a mesma veneração.

Por isso, com todos os Anjos e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Acolhamos a Jesus na comunhão com a fé de S.Pedro e o amor de S.Paulo.

 

Cântico da Comunhão: Não fostes vós que Me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

Mt 16, 16.18

Antífona da comunhão: Disse Pedro a Jesus: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo. Jesus respondeu: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com este sacramento, concedei-nos a graça de vivermos de tal modo na vossa Igreja que, assíduos à fracção do pão e ao ensino dos Apóstolos, sejamos um só coração e uma só alma, solidamente enraizados no vosso amor. Por Nosso Senhor ...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos partir jubilosos por termos estado com Jesus, com o desejo de levarmos o Seu Evangelho a toda parte como S.Pedro e S.Paulo.

 

Cântico final: Ide por todo o mundo, M. Faria, NRMS 23

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino F. Correia

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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