13º Domingo Comum

30 de Junho de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa, F. dos Santos, NRMS 38

cf. Salmo 46, 2

Antífona de entrada: Louvai o Senhor, povos de toda a terra, aclamai a Deus com brados de alegria.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A vivência cristã não é feita para obter benefícios, explorar triunfos ou ter uma vida cómoda, mas revela-se um caminho por vezes repleto de dificuldades, de imprevistos e incomodidades.

 Tanto a primeira leitura como o Evangelho nos apontam para este desejo vocacional cristão. É simples quando tudo à nossa volta corre de feição. Porém, quando as coisas começam a ser mais difíceis talvez desapareça a nossa generosidade inicial.

Seguir Jesus é uma escolha feita no dia do baptismo, mas deve ser renovada constantemente em liberdade e reconvertida ao longo de toda a nossa vida.

O nosso caminho cristão tem seguido essa escolha? Não necessitaremos de pedir perdão por acedermos a compromissos menos adequados com a nossa vivência cristã, ou nos deixarmos conduzir por propostas que nada têm a ver com as nossas promessas baptismais?

Pensemos nisto e peçamos perdão ao Senhor e aos irmãos se porventura não soubemos ou não quisemos seguir verdadeiramente Jesus.

 

Oração colecta: Senhor, que pela vossa graça nos tornastes filhos da luz, não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Como ouviremos nesta leitura, o gesto de Eliseu em queimar o arado e imolar os bois pode ver-se como um sinal de que ele se encontra completamente livre, para se entregar à sua missão.

 

1 Reis 19, 16b.19-21

Naqueles dias, disse o Senhor a Elias: 16b«Ungirás Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meola, como profeta em teu lugar». 19Elias pôs-se a caminho e encontrou Eliseu, filho de Safat, que andava a lavrar com doze juntas de bois e guiava a décima segunda. Elias passou junto dele e lançou sobre ele a sua capa. 20Então Eliseu abandonou os bois, correu atrás de Elias e disse-lhe: «Deixa-me ir abraçar meu pai e minha mãe; depois irei contigo». Elias respondeu: «Vai e volta, porque eu já fiz o que devia». 21Eliseu afastou-se, tomou uma junta de bois e matou-a; com a madeira do arado assou a carne, que deu a comer à sua gente. Depois levantou-se e seguiu Elias, ficando ao seu serviço.

 

O gesto com que Elias chama Eliseu como seu continuador na missão profética – “Lançou sobre ele a sua capa” (v. 19) – era deveras expressivo para um semita: a veste considerava-se como parte da personalidade. Elias, ao atirar o seu manto para cima de Eliseu agregava-o à sua própria missão divina de intrépido defensor do javismo. E este gesto foi decisivo para Eliseu; deixa definitivamente a sua vida de proprietário agricultor, a fim de seguir o mestre. O seu carácter firme e generoso ficou patente na atitude decidida de queimar (v. 21) os instrumentos de trabalho. No entanto, Elias permite ao seu discípulo ir abraçar o pai e a mãe (v. 20), mas, no Evangelho de hoje, vê-se como aquele que quer ser discípulo de Jesus não pode por qualquer restrição (cf. Lc 9, 61-62).

 

Salmo Responsorial    Sl 15 (16), 1-2a.5.7-11 (R. cf. 5a)

 

Monição: O salmo 15, que iremos recitar, celebra a firme confiança de todo aquele que se converte ao serviço do Senhor.

 

Refrão:        o senhor é a minha herança.

 

Guardai-me, Senhor, Vós sois o meu refúgio!

Digo ao meu Deus: «Vós sois o meu bem!

Sois Vós, Senhor, a parte da minha herança,

está nas Vossas mãos o meu destino».

 

Exaltarei o Senhor que me guia e me conduz,

que até de noite me adverte o coração.

O Senhor está sempre na minha presença,

com Ele a meu lado não vacilarei.

 

Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta;

repousa tranquilo todo o meu corpo.

Ele não me entregará às mãos da morte,

nem deixará o Seu servo conhecer a corrupção.

 

Ele me apontará o caminho da vida;

a seu lado viverei na plenitude da alegria.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Paulo, ao apregoar a liberdade dos cristãos, previne-nos contra as escravidões resultantes do egoísmo que se expressa concretamente na busca das próprias conveniências, mesmo à custa dos interesses dos outros.

 

Gálatas 5, 1.13-18

Irmãos: 4, 31bFoi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou. 5, 1Portanto, permanecei firmes e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão. 13Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Contudo, não abuseis da liberdade como pretexto para viverdes segundo a carne; mas, pela caridade, colocai-vos ao serviço uns dos outros, 14porque toda a Lei se resume nesta palavra: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo». 15Se vós, porém, vos mordeis e devorais mutuamente, tende cuidado, que acabareis por destruir-vos uns aos outros. 16Por isso vos digo: Deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os desejos da carne. 17Na verdade, a carne tem desejos contrários aos do Espírito e o Espírito desejos contrários aos da carne. São dois princípios antagónicos e por isso não fazeis o que quereis. 18Mas se vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sujeitos à Lei de Moisés.

 

4, 31 “Foi para a liberdade…”, que a nossa tradução adjectivou: “a verdadeira” (um adjectivo que não aparece no texto original), isto é, para a liberdade que procede da Redenção. Cristo liberta-nos do pecado e do erro e também das prescrições da Antiga Lei mosaica (v. 18), dumas normas rituais e jurídicas que deixam de ter sentido para quem já foi redimido pelo Sangue de Jesus, pois eram prescrições preparatórias, “o pedagogo” que levava a Cristo (cf. Gal 3, 24). Certamente que S. Paulo não está a considerar aqui aquelas prescrições que correspondem à lei moral natural. “Não abuseis da liberdade como pretexto…” (v. 13): a liberdade não é permissivismo moral, nem libertinagem, não é estar livre de normas, de compromissos, para o bem e para a verdade. É-se livre para, por si próprio, responsavelmente, escolher a Verdade e o Bem, isto é, para amar e servir a Deus, em cuja posse está a felicidade autêntica. Fazer o mal é sinal de que se é livre, mas então usa-se a liberdade para se tornar escravo do mal. A liberdade não se basta a si mesma, pois é-se livre para alguma coisa: a liberdade precisa dum rumo, dum norte, dum compromisso, senão está-se à mercê do egoísmo, do comodismo, da preguiça, da sensualidade, etc., isto é, de todas as más tendências da nossa natureza caída, dos apetites desordenados da natureza ferida pelo pecado original, daquilo que S. Paulo aqui chama “a carne, os desejos da carne” (vv. 13.16.17). Esse rumo ou norte para a liberdade é o amor (“a caridade”, v. 13), que nos leva a servir os outros sem nos sentirmos escravizados; e é “o espírito” (v. 16), quer no sentido de o Espírito Santo, (assim a Neovulgata, seguida pela tradução litúrgica, que usa a maiúscula), quer no sentido de o homem novo, regenerado pela graça, na nossa condição de “filhos adoptivos de Deus” (daí o espírito com minúscula na edição da Vulgata).

18 “Não estais sujeitos à Lei”, isto é, não estais sob o regime da Lei de Moisés, mas no regime da graça que não só não nos tem sujeitos às prescrições judaicas, como também faz com que as próprias normas morais da Lei não nos tirem a liberdade, pois a graça nos conduz sem violência segundo desejos do Espírito.

 

Aclamação ao Evangelho        1 Sam 3, 9; Jo 6, 68c

 

Monição: Cada um de nós é chamado a desempenhar uma função dentro do projecto de Deus. É necessário que cada um distinga a voz do Senhor que, por vezes, passa pelos clamores e necessidades dos irmãos.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Falai, Senhor, que o vosso servo escuta.

Vós tendes palavras de vida eterna.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 9, 51-62

51Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém e mandou mensageiros à sua frente. 52Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de Lhe prepararem hospedagem. 53Mas aquela gente não O quis receber, porque ia a caminho de Jerusalém. 54Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus: «Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?» 55Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os. 56E seguiram para outra povoação. 57Pelo caminho, alguém disse a Jesus: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». 58Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». 59Depois disse a outro: «Segue-Me». 60Ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai». 61Disse-lhe Jesus: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu, vai anunciar o reino de Deus». Disse-Lhe ainda outro: «Seguir-Te-ei, Senhor; mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família». 62Jesus respondeu-lhe: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus».

 

É aqui (neste v. 51) que começa a segunda parte do ministério de Jesus, com a grande viagem para Jerusalém (Lc 9, 51 – 19, 28), muito mais extensa que nos Sinópticos, pois engloba quase 10 capítulos e com vários relatos exclusivos do III Evangelho.

52 “Samaritanos”. Procediam da mistura de israelitas com colonos assírios mandados para a Samaria por Sargão II, em substituição dos exilados após o fim do Reino do Norte com a queda de Samaria em 721. A sua religião era híbrida, pois, embora admitissem o Pentateuco, tinham certas práticas supersticiosas e não aceitavam o Templo de Jerusalém como único santuário para a oferta dos sacrifícios. Havia uma grande incompatibilidade com os judeus que ainda hoje se mantém, embora os samaritanos tendam a desaparecer (não chegam a um milhar).

57-62 Lucas é o Evangelista que mais põe em relevo a radicalidade do seguimento de Cristo. “Lançar as mãos ao arado” é dedicar-se a trabalhar no Reino de Deus. “Olhar para trás” é a falta de decisão, como também o cálculo humano para avaliar com mera visão humana o valor do que se deixa. Quando Deus chama, não se pode olhar para trás, tem que se ser fiel e leal a Deus, que nos confia uma missão insubstituível no seu Reino.

 

Sugestões para a homilia

 

A vocação à vida cristã

E o seguimento de Jesus

Opção de total liberdade

 

A vocação à vida cristã

A primeira leitura do dia de hoje recordou-nos que, por indicação divina, Eliseu, filho de um rico proprietário agrícola, foi escolhido para suceder e substituir o já idoso profeta Elias. Eliseu acedeu e imolou dois bois, queimando o arado com que lavrava os campos de seu pai e, nesse fogo, assa a carne que partilha por todos os presentes. Este seu sinal expressivo indica a sua resolução de abdicar de tudo para aceitar a sua nova situação: ser profeta de Israel no seguimento de Elias.

A escolha de Eliseu caracteriza todo o tipo de vocação: antes de mais, a vocação à vida cristã e depois a chamada de todos os baptizados a realizar um ministério na sua comunidade, não porque já não sirva para desempenhar qualquer outro serviço na sociedade civil, ou para obter ajudas especiais. Pelo contrário, o seu serviço provavelmente trar-lhe-á mais sacrifícios, incómodos e renúncias que favores ou privilégios.

Por isso, quem é chamado a ser cristão deve estar disposto a «queimar» tudo o que esteja relacionado com as prerrogativas mundanas, cobiças, mentiras, apegos a coisas desnecessárias, enfim, a cortar com todo o passado, para seguir a Jesus.

 

E o seguimento de Jesus

 

Na realidade, a vida cristã é um caminhar contínuo no seguimento de Jesus. No Evangelho encontramos dois episódios que ilustram este «seguir Jesus»: a passagem pela Samaria, onde a falta de hospitalidade dos Samaritanos provoca reacções nos discípulos, as quais não são aprovadas por Jesus; e o diálogo do Senhor com alguns personagens que O querem seguir.

A oposição dos samaritanos representa a oposição que as comunidades cristãs de todos os tempos têm de sustentar. A reacção exagerada daqueles dois discípulos é censurada implacavelmente por Jesus. No mundo há sempre alguém que se intromete ao longo do caminho, por acreditar em lógicas e princípios diferentes dos do Evangelho. O discípulo de Jesus não é chamado a lutar contra ninguém, nem a pedir fogo do céu para castigar os que se lhe opõem. O cristão não pode reagir com actos de vingança nem palavras duras, mas apenas com amor e abençoando os que o interpelam agressivamente. Deve ser modelo de respeito e de tolerância para quem não pensa como ele.

Por outro lado, seguir Jesus não resulta no sonho de uma vida cómoda, mas deve limitar-se ao acolhimento que lhe oferecem, mesmo que seja pobre e provisório. Daí a resposta de Jesus àquele homem que o quer seguir para onde Ele vá.

O convite de Jesus ao seu seguimento implica também uma disposição constante à desinstalação e à mudança, para uma conversão contínua num desapego constante do passado. Não podem existir dúvidas, demoras ou «mas» na adesão a Cristo. É pena que nas nossas comunidades percamos demasiado tempo com problemas insignificantes, com contendas triviais, enquanto o mundo espera ansioso um anúncio coerente do Reino.

Jesus não se admira que O rejeitem, exige respeito por quem não O acolhe, mas não aceita ser colocado como segunda opção por quem deseja segui-l’O numa escolha de liberdade consciente e responsável.

 

Opção de total liberdade

Por tal motivo, S. Paulo advertia os ingénuos gálatas que, seduzidos por alguns fanáticos, ousaram recuperar a execução de práticas puramente exteriores a que a antiga lei obrigava. Eles esqueceram que o único mandamento verdadeiramente importante para o cristão é uma escolha livre e responsável dos seus actos, num amor aos irmãos.

Mas ser livre significa fazer-se tudo aquilo que se quer? Claro que não!

Deus não se impõe como um tirano, mas propõe para que, em inteira liberdade, possamos fazer a nossa opção de vida. Infelizmente muitos cristãos ainda concebem Deus como um rei rigoroso, severo e exigente que impõe as suas leis. Quem acredita neste Deus não é livre, mas escravo e, por isso, vive angustiado, ansioso, apavorado ao poder ser castigado por qualquer pequena falta cometida. Deus é amor que liberta.

Apenas o egoísmo, a busca dos próprios interesses, a mentira nos podem oprimir. É por este motivo que o serviço do cristão não poderá ser compreendido, neste seguimento de Jesus, como uma opção tomada sem ser em total liberdade e responsabilidade.

Pensemos nisto para realmente sabermos como seguir Jesus.

 

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos e irmãs,

ao Senhor, nosso Deus e amoroso Pai,

que nos convoca em inteira liberdade,

suplicando com toda a confiança:

 

Senhor, concedei-nos, a vossa graça.

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que exerçam com alegria e entusiasmo

o ministério profético em favor de todo o povo,

  oremos, irmãos.

 

2.     Por todos os baptizados,

para que sintam o chamamento a seguir Jesus

como serviço à comunidade,

em inteira liberdade e responsabilidade,

oremos irmãos.

 

3.     Pelos governantes das nações,

para que tenham consciência de que a sua escolha

foi feita para servir todos aqueles que pretendem governar,

em justiça e perfeita harmonia,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que todos aqueles que procuram a paz

permaneçam com firmeza e determinação

os seus bons propósitos,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que nas nossas comunidades cristãs

todos se sintam empenhados na ajuda e partilha fraterna,

sem conflitos desnecessários e em espírito de serviço evangélico,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que todos os cristãos testemunhem

o seguimento de Jesus como uma opção de alegria,

liberdade e verdadeiro amor a todos os homens,

oremos, irmãos.

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,

acedei às nossas preces e permiti que o divino Espírito Santo

seja a luz e o fogo condutor no nosso seguir a Jesus Cristo,

em alegria, tolerância e compreensão para com todos os outros.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai Senhor e recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que assegurais a eficácia dos vossos sacramentos, fazei que este serviço divino seja digno dos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor ...

 

Santo: J. Duque, NRMS 21

 

Monição da Comunhão

 

Comungar é acreditar num Deus que nos torna livres, fortes, alegres e confiantes pelo seguimento de seu Filho Jesus Cristo, que se nos oferece quotidianamente tão real e perfeitamente como se encontra a seu lado no alto dos céus.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós Senhor está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 102, 1

Antífona da comunhão: A minha alma louva o Senhor, todo o meu ser bendiz o seu nome santo.

 

Ou

cf. Jo 17, 20-21

Pai santo, Eu rogo por aqueles que hão-de acreditar em Mim, para que sejam em Nós confirmados na unidade e o mundo acredite que Tu Me enviaste.

 

Cântico de acção de graças: Povos batei palmas, C. Silva, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: Concedei-nos, Senhor, que o Corpo e o Sangue do vosso Filho, oferecidos em sacrifício e recebidos em comunhão, nos dêem a verdadeira vida, para que, unidos convosco em amor eterno, dêmos frutos que permaneçam para sempre. Por Nosso Senhor ...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ao terminar esta celebração eucarística prossigamos o nosso caminho, na certeza de que seguir Jesus foi uma escolha feita no dia do nosso baptismo, mas que deve constantemente ser renovada em liberdade e reconvertida ao longo de toda a nossa vida, apesar das dificuldades, desconfortos ou incómodos que possam surgir na nossa vida diária.

 

Cântico final: Somos testemunhas de Cristo, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

13ª SEMANA

 

2ª Feira, 1-VII: Viver em sintonia com o Senhor.

Gen 18, 16-33 / Mt 8, 18-22

Se encontrar cinquenta justos dentro da cidade de Sodoma, perdoarei por causa deles a toda essa terra.

«Tendo acreditado em Deus, caminhando na sua presença e em aliança com Ele, o coração de Abraão fica em sintonia com a compaixão do Senhor pelos homens e ousa interceder por eles com uma confiança audaciosa (Leit)» (CIC, 2571).

Jesus tem pena daqueles que o querem seguir mas com condições (Ev). Como seguir então Cristo? «Seguindo Cristo, e em união com Ele, os cristãos podem esforçar-se por ser imitadores de Deus, como filhos bem amados, e por proceder com amor, confirmando os seus pensamentos, palavras e acções com os sentimentos de Cristo Jesus e seguindo os seus exemplos» (CIC, 1694).

 

3ª Feira, 2-VII: Com os olhos postos no Senhor.

Gen 19, 15-29 / Mt 8, 23-27

Disse-lhes Jesus: por que estais assustados, homens de pouca fé?

Apesar do convívio habitual com Jesus, para quem nada é impossível, os discípulos ficam assustados com a agitação das ondas (Ev). Se temos Jesus mais presente no nosso dia, através da oração, ficaremos unidos a Ele e manter-nos-emos firmes no nosso caminho. Se deixamos de olhar para Ele, ficaremos assustados com as dificuldades.

A mulher de Lot não confiou no pedido feito pelo Anjo do Senhor, olhou para trás e «transformou-se numa estátua de sal» (Leit). Vivamos o nosso dia com os olhos postos no Senhor, lembrando-nos especialmente da sua presença no sacrário.

 

4ª Feira, 3-VII: S. Tomé: O poder da fé.

Ef 2, 19-22 / Jo 20, 24-29

Disse a Tomé: Chega aqui o dedo e vê as minhas mãos, aproxima a tua mão e mete-a no meu lado.

Tomé teve a sorte de encontrar Jesus ressuscitado e poder afirmar que Ele estava vivo (Ev).

Todos o podemos encontrar, porque Jesus está presente, vive e actua na sua Igreja: Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre. Ele está presente na Sagrada Escritura, na Eucaristia, nas acções litúrgicas da Igreja. Como Tomé façamos um acto de fé nestas presenças de Cristo: Meu Senhor e meu Deus! Tomé construiu a sua fé apoiado no Senhor e, assim, pode chegar até à Índia. Todos somos convidados a fazer o mesmo: «Fostes edificados sobre o alicerce dos Apóstolos, que tem Cristo como pedra angular» (Leit).

 

5ª Feira, 4-VII: A fé e a generosidade

Gen 22, 1-19 / Mt 9, 1-8

Toma o teu filho, o teu único filho, que tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá. Aí o hás-de oferecer em holocausto.

A grande fé e esperança de Abraão fazem com que ele esteja disposto a sacrificar o seu filho único, apesar de muito o amar (Leit). Neste sacrifício está um anúncio do sacrifício de Jesus, que leva a sua Cruz às costas até ao Calvário. Uma fé grande anda acompanhada por uma grande generosidade.

Uma falta de fé faz com que os circunstantes dêem mais importância à cura do paralítico do que ao perdão dos seus pecados; mas Jesus louva a fé dos que levaram o paralítico até junto de Jesus (Ev). Se ali estivéssemos a que é que daríamos mais importância?

 

6ª Feira, 5-VII: A fé e a qualidade do sacrifício

Gen 23, 1-4. 19; 24, 1-8. 62-67 / Mt 9, 9-13

Ide aprender o que isto significa: Eu quero misericórdia e não sacrifício.

Nesta passagem «Jesus recorda a palavra do profeta Oseias: 'Eu quero misericórdia e não sacrifício' (Ev). O único sacrifício perfeito é o que Cristo ofereceu na Cruz, em total oblação ao Pai e para nossa salvação. Unindo-nos ao seu sacrifício, podemos fazer da nossa vida um sacrifício» (CIC, 2100). É o que devemos procurar fazer, unindo-nos ao sacrifício da Missa, pedindo para termos os mesmo sentimentos de Cristo, nas coisas que levamos a cabo diariamente.

Como consequência da sua fé, Abraão ofereceu a sua vida em oblação a Deus e Deus abençoou-o. «Já era velho e o Senhor em tudo o havia abençoado» (Leit).

 

Sábado, 6-VII: A fé em Cristo e os seus frutos.

Gen 27, 1-5. 15-29 / Mt 9, 14-17

Mas deita-se vinho novo em odres novos, e ambas as coisas se conservam.

A vinda de Cristo à terra e a sua mensagem são como vinho novo que exige um recipiente novo (Ev). A Igreja recebe esta mensagem e está atenta para que o 'vinho bom' não se estrague, isto é, que as verdades da fé e da moral não se alterem ao sabor das modas. Cada um de nós é igualmente um recipiente novo, que recebe a graça de Deus e as verdades da fé, defendendo-as da agressividade do relativismo e laicismo reinantes.

Isaac abençoa o filho que lhe vai suceder para que haja frutos abundantes, todas as nações o sirvam e todos os povos se prostrem a seus pés (Leit). Assim nos abençoe Deus.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António E. Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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