6º
Domingo da Páscoa
1 de Maio de 2005
Onde a Ascensão do Senhor se celebra no domingo seguinte, podem ler-se,
no Domingo VI da Páscoa, a Leitura I e o Evangelho indicados para o Domingo VII
da Páscoa: pp. 226 e 228
RITOS INICIAIS
Cântico
de entrada: Anunciai com voz de Júbilo, Az. Oliveira, NRMS 32
cf. Is 48, 20
Antífona
de entrada: Anunciai com brados de
alegria, proclamai aos confins da terra: O Senhor libertou o seu povo. Aleluia.
Diz–se o Glória.
Introdução ao espírito da
Celebração
Viemos
ao encontro do Senhor para vivermos a Missa neste primeiro domingo de Maio, Dia
da Mãe. O amor de mãe ajuda-nos a compreender um pouco o amor infinito de Deus
por cada um de nós.
Oração
colecta: Concedei–nos, Deus omnipotente,
a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo
ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que
celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na
unidade do Espírito Santo.
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: No início do cristianismo as multidões
aderiam à Igreja. Por que não acontece hoje o mesmo? Será por falta da nossa
oração?
Actos dos Apóstolos 8, 5–8.14–17
Naqueles dias, 5Filipe
desceu a uma cidade da Samaria e começou a pregar o Messias àquela gente. 6As
multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, ao ouvi-las e ao ver os
milagres que fazia. 7De muitos possessos saíam espíritos impuros,
soltando enormes gritos, 8e numerosos paralíticos e coxos foram
curados. E houve muita alegria naquela cidade. 14Quando os Apóstolos
que estavam em Jerusalém ouviram dizer que a Samaria recebera a palavra de
Deus, enviaram–lhes Pedro e João. 15Quando chegaram lá, rezaram
pelos samaritanos, para que recebessem o Espírito Santo, 16que ainda
não tinha descido sobre eles. 17Então impunham-lhes as mãos e eles
recebiam o Espírito Santo.
5 «Filipe».
Um dos 7 diáconos (Act 6, 5), que no
capítulo 21, 8 é designado por Evangelista. Os cristãos do Jerusalém, com
motivo da perseguição que acompanhou o martírio de Estêvão, dispersaram-se
pelas várias terras da Judeia e Samaria, tendo ficado em Jerusalém os Apóstolos
e portanto também o Apóstolo do mesmo nome (v. 1).
«Uma cidade da Samaria». Não a cidade de Samaria que, nesta altura, depois de várias destruições e reconstruções, se chamava Sebastê (Augusta), nome que lhe dera Herodes, o Grande, para honrar a Augusto. Poderia tratar-se de Siquém (a actual Nablus), mas não o sabemos ao certo. Teria a pregação de Filipe frutificado tanto devido à semente que Jesus ali deixou por ocasião da conversão da Samaritana (Jo 4, 28-30.39-42)?
14 «Enviaram-lhes Pedro e João». O facto de se dizer que Pedro foi enviado não significa qualquer subordinação, pois a supremacia de Pedro está patente em todo o livro de Actos (1, 15; 2, 14.37; 3, 5.12; 4, 8; 5, 29; 8, 19; 9, 32; 10, 5-48; 11, 4; 12, 3; 15, 7). A expressão corresponde a que foi designado de comum acordo.
17 «Impunham-lhes as mãos». Vê-se aqui uma referência ao Sacramento da Confirmação, que dá uma especial abundância da graça e que o diácono não podia administrar.
Salmo Responsorial Sl 65 (66),1–3a.4–5.6–7a.16.20
Monição: No mundo
há países onde os cristãos são uma minoria. Com eles e com os povos de toda a
Terra aclamemos o Senhor.
Refrão: A terra inteira aclame
o Senhor.
Ou: Aleluia.
Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores,
dizei a Deus: «Maravilhosas
são as vossas obras».
«A terra inteira Vos adore e
celebre,
entoe hinos ao vosso nome».
Vinde contemplar as obras de
Deus,
admirável na sua acção pelos
homens.
Todos os que temeis a Deus,
vinde e ouvi,
vou narrar–vos quanto Ele fez
por mim.
Bendito seja Deus que não
rejeitou a minha prece,
nem me retirou a sua
misericórdia.
Segunda Leitura
Monição: O cristão
deve evitar o mal e praticar sempre o bem, mesmo que isso lhe cause
incompreensão, sofrimento e perseguições.
1 São Pedro 3, 15–18
Caríssimos: 15Venerai
Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder, a quem quer que
seja, sobre a razão da vossa esperança. Mas seja com brandura e respeito, 16conservando
uma boa consciência, para que, naquilo mesmo em que fordes caluniados, sejam
confundidos os que dizem mal do vosso bom procedimento em Cristo. 17Mais
vale padecer por fazer o bem, se for essa a vontade de Deus, do que por fazer o
mal. 18Na verdade, Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados – o
Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas
voltou à vida pelo Espírito.
18 «Segundo a carne… pelo Espírito». A expressão difícil pode entender-se de vários modos: Jesus morto como homem e vivo como Deus; ou talvez se trate antes de uma formulação primitiva para exprimir que Jesus, ao morrer, abandonou de vez a sua condição mortal para passar a viver no seu estado glorioso e imortal.
Aclamação ao Evangelho Jo 14, 23
Monição: Se
amamos deveras o Senhor cumpramos a Sua vontade, expressa nos Mandamentos.
Aleluia
Cântico:
Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51
Se alguém Me ama, guardará a
minha palavra.
Meu Pai o amará e faremos nele
a nossa morada.
Evangelho
São João 14, 15–21
Naquele tempo, disse Jesus aos
seus discípulos: 15«Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. 16E
Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: 17o
Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O
conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. 18Não
vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. 19Daqui a pouco o
mundo já não Me verá, mas vós ver-me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. 20Nesse
dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. 21Se
alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me
ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-me-ei a ele».
16 «Outro Defensor» (à letra, Paráclito»): etimologicamente a designação significa aquele que é chamado para junto de alguém com o fim de defender, proteger, assistir, acompanhar, consolar, e poderia traduzir-se tanto por advogado, como por assistente, protector ou consolador. O contexto deixa ver que se trata do Espírito Santo, sublinhando o seu papel de advogado (ver 15, 26; 16, 7-11). Seria preferível manter a designação tradicional de Paráclito, para assim englobar os diversos aspectos e pôr em evidência a sua realidade misteriosa e transcendente que não se identifica com a mera função salvífica. «Outro» deixa ver que é distinto de Jesus, também chamado «Advogado» em 1 Jo 2, 1; não virá, porém, para O substituir, mas para continuar e aprofundar a missão de Jesus (v. 26), assim como Jesus, que também não fala por conta própria (v. 24).
18-21 «Não vos deixarei órfãos; voltarei para junto de vós». Esta volta de Jesus não é a das aparições depois da Ressurreição, nem a da parusia, mas um regresso duradoiro, permanente, que se dará «daqui a pouco» (v. 19), uma presença só perceptível pela fé – «o munido já não Me verá» –, que Jesus promete a todos os Seus depois da Ressurreição (Jo 16, 16-24). Os discípulos de Jesus não estão condenados à orfandade, como os discípulos de Sócrates, segundo conta Platão (Fédon, 116).
Sugestões para a homilia
Deus é Amor
Dia da Mãe
Deus é
Amor
No início eram apenas doze.
Foi com este grupo de homens que Jesus fundou a Sua Igreja .Apaixonados pelo
Senhor ,os Apóstolos fizeram maravilhas. As conversões operavam-se
incessantemente( primeira leitura).
A Fé chegou até nós. Como
devemos agradecer ao Senhor por nos chamar para o Seu reino! Há tantos irmãos
nossos que não têm esta riqueza, esta felicidade, esta alegria de pertencer à
Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Vamos ao Seu encontro.
Rezemos. O Senhor há-de chamar para Si todos os que d’Ele andam afastados.
A população mundial aumenta
cada vez mais. O número de cristãos não sobe nessa proporção. Porquê? Que nos
falta para que isso aconteça?
Quisemos um mundo de conforto
, um mundo onde não haja sofrimento, um mundo onde se tenha tudo. Mas a
sociedade esqueceu-se de Deus.
Construíram-se muitos
hipermercados e belos estádios que as pessoas gostam de frequentar. Mas muitos
cristãos deixaram de vir às igrejas para participar na Missa, para se
encontrarem com Jesus Eucaristia ,presente no Sacrário como no Céu.
Construíram-se mais escolas,
necessárias para a formação dos estudantes. Mas muitos jovens e crianças
abandonaram a catequese, não aprendendo a Lei de Deus.
Algumas pessoas quiseram
resolver todos os problemas nos consultórios e encontrar soluções mágicas
noutros locais. Mas esqueceram-se do Sacramento da Penitência onde o Senhor nos
perdoa , nos aconselha e nos dá de novo a Paz.
É necessário parar para
escutar o Senhor, para ver se Ele está contente connosco, para ver se o nosso
caminho é o Seu Caminho, para ver se O amamos verdadeiramente (Evangelho).
As pessoas ficam absolvidas
pelos afazeres do dia a dia. E assim se vão passando as horas, os dias, os
meses, os anos da nossa vida...Não há tempo para pensar, para contemplar, para
viver em Deus...E para quantos a morte surge quando não estavam preparados para
morrer porque também não souberam viver!...
Agradeçamos o dom da vida
.Afastemos o mal e pratiquemos o bem(segunda leitura).Cumpramos a missão que
nos foi confiada. Depois será a Eternidade com Deus, com os anjos e santos e
com todos os que amamos.
As mães devem ensinar tudo
isto aos seus filhos. O amor de mãe ajuda-nos a compreender um pouco o amor
infinito de Deus por cada um de nós.
Dia da
Mãe
Como entrou formosa e bela
pela porta principal da Igreja em direcção ao altar naquele dia escolhido para
o seu casamento!...
Para trás ficavam os tempos
inesquecíveis em que ,criança ainda, era o encanto dos pais, familiares,
professores, catequistas, companheiros, pároco...
Para trás ficavam os tempos
felizes da adolescência e juventude nos quais, através da amizade, do namoro e
noivado foi construindo, bem firmes, os alicerces dum novo lar que jamais seria
destruído...
As rosas lindas que a vida
nos oferece estão cheias de espinhos que nos fazem sofrer!...
A alegria que sentiu ao
dar-me à luz fê-la esquecer os sacrifícios e privações ao longo de nove
meses...
A alegria que sente ao
ouvir-me a chamar-lhe mãe faz-lhe recordar que não foram em vão as
noites de vigília quando eu estava doente ou os dias incertos em que se privou
do pão para eu não passar fome...
Poderia escrever um livro
muito grande falando da minha mãe. Mesmo assim ficariam factos sem conta da sua
vida por recordar...
Como era formosa e bela no
dia do casamento a minha mãe! Agora os seus cabelos brancos e as rugas no rosto
ainda a tornam mais querida para mim.
Neste dia peço-Te, Senhor
Jesus, pela minha mãe. Sê tão amigo dela como o és da Tua própria Mãe! Enche-a
de bênçãos nesta vida e na Eternidade .Amen!
Fala o Santo Padre
«A fé, acompanhada por
obras boas, é contagiosa e irradiante, porque torna visível e comunica o amor
de Deus.»
2. [...] «As multidões seguiam
com atenção tudo o que Filipe dizia, e todos o escutavam, pois viam os milagres
que ele fazia» (8, 6). A escuta da testemunha de Jesus, que fala dele com
amor e entusiasmo, produz a alegria como fruto imediato. São Lucas observa que «a
cidade se encheu de alegria» (Act 8, 8).
Se, também vós, quiserdes experimentar, esta alegria, permanecei à
escuta da Palavra de Deus! Assim, cumprireis a vossa missão, caminhando sob
a acção do Espírito Santo. Difundireis o Evangelho da alegria e da paz,
permanecendo unidos ao vosso Bispo e aos Sacerdotes, seus primeiros
colaboradores.
Como aconteceu com as
comunidades da Samaria, de que fala a primeira Leitura, descerá também sobre
vós a abundante efusão do Consolador que como no-lo recorda o Concílio Vaticano
II «move e converte para Deus os corações, abre os olhos da alma e dá a todos a
suavidade no aderir e dar crédito à verdade» (Constituição dogmática Dei
Verbum, 5). [...]
A fé, acompanhada por obras
boas, é contagiosa e irradiante, porque torna visível e comunica o amor de
Deus. Procurai fazer vosso este estilo de vida, escutando as palavras do
Apóstolo Pedro, há pouco proclamadas na segunda Leitura (Ibidem). Ele
exorta a responder sempre com disponibilidade «estando sempre prontos a dar
razão da vossa esperança a todo aquele que vos perguntar». Depois,
acrescenta que «se é da vontade de Deus que sofrais, é melhor que seja por
praticardes o bem, e não o mal» (1
Pd 3, 17).
4. [...] A escuta e o
acolhimento abrem a alma para o amor. O trecho do Evangelho de João, que acaba
de ser lido, ajuda-nos a compreender melhor esta misteriosa realidade. Ele
mostra-nos que o amor é o pleno cumprimento da vocação da pessoa,
segundo o desígnio de Deus. Este amor é a grande dádiva de Jesus, que nos torna
verdadeira e completamente homens. «Quem aceita os meus mandamentos e lhes
obedece, esse é que me ama. E quem me ama será amado pelo meu Pai. Eu também o
amarei e manifestar-me-ei a ele» (Jo 14, 21).
Quando nos sentimos amados,
somos mais facilmente impelidos a amar. Quando experimentamos o amor de Deus,
somos mais prontos a seguir Aquele que amou os seus discípulos «até
ao fim» (Jo 13, 1), ou seja, até ao dom total de si.
É deste amor que a humanidade
tem necessidade, hoje talvez mais do que nunca, porque somente o amor é
credível. É a fé inabalável neste amor que inspira nos discípulos de Jesus,
em todas as épocas, pensamentos de paz, abrindo de par em par os horizontes do
perdão e da concórdia. Sem dúvida, isto é impossível segundo a lógica do mundo,
mas tudo se torna possível para quem se deixa transformar pela graça do
Espírito de Cristo, infundida nos nossos corações mediante o Baptismo (cf. Rm
5, 5). [...]
João Paulo II, Ísquia
(Itália), 5 de Maio de 2002
Oração Universal
Escutámos a Palavra do
Senhor.
Proclamámos a nossa Fé.
Confiemos-Lhe agora os nossos
pedidos, dizendo:
Atendei, Senhor, a nossa
prece.
1. Pelo Papa, pelos bispos e sacerdotes,
pelos
religiosos, diáconos e leigos:
para que
continuem a dar testemunho do Senhor
sempre e em
toda a parte,
oremos, irmãos.
2. Pelos povos de toda a Terra:
para que, ao
contemplarem a obra criadora de Deus,
procurem tê-l’O
presente em todas as estruturas da sociedade,
oremos, irmãos.
3. Pelas nações martirizadas pela guerra,
originada pelo
ódio e pela violência:
para que
,através do diálogo e do amor,
alcancem o dom
da Paz,
oremos, irmãos.
4. Pelos órfãos ,pobres e doentes
e por todos os
que sofrem:
para que nunca
percam a Esperança
dum futuro
melhor,
oremos, irmãos.
5. Pelas mães, neste dia a elas consagrado:
para que ,à
imitação de Nossa Senhora,
cumpram sempre
a sua nobre missão
orientando os
filhos pelo caminho do bem
e recebam deles
a gratidão e o amor que merecem,
oremos, irmãos.
6. Pelos nossos familiares e amigos falecidos:
para que
alcancem a felicidade eterna no Céu,
pedindo também
ao Senhor
pela nossa
própria salvação,
oremos, irmãos.
Deus Eterno e Omnipotente,
pela Vossa misericórdia
e intercessão de Maria
Santíssima,
dignai-Vos atender as nossas
súplicas
e conceder-nos o que for
melhor para nós.
Por N.S.J.C. Vosso filho que
é Deus Convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Cântico
do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42
Oração
sobre as oblatas: Subam à vossa
presença, Senhor, as nossas orações e as nossas ofertas, de modo que, purificados
pela vossa graça, possamos participar dignamente nos sacramentos da vossa
misericórdia. Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469
[602–714] ou 470–473
Santo:
Az. Oliveira, NRMS 99-100
Monição da Comunhão
Se queremos ser bons, se
queremos fazer apostolado, se queremos amar verdadeiramente o Senhor e estamos
devidamente preparados, recebamo-l’O sacramentalmente na Comunhão. Como tudo
será diferente na nossa vida!
Cântico
da Comunhão: Se cumprirdes os meus mandamentos, C. Silva, Cânticos de Entrada e Comunhão I, pág.
152
cf. Jo 14, 15–16
Antífona
da comunhão: Vós sereis meus amigos, se
fizerdes o que vos mando, diz o Senhor. Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará o
Espírito Santo, que permanecerá convosco para sempre. Aleluia.
Cântico
de acção de graças: É bom louvar-Te, Senhor, M. Carneiro, NRMS 84
Oração
depois da comunhão: Senhor Deus
todo–poderoso, que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal e infundi em nós a força do
alimento que nos salva. Por Nosso Senhor.
Ritos Finais
Monição final
Que as mães confiem os filhos
ao Senhor para que sigam sempre o caminho do bem .Que a Mãe de Jesus abençoe as
mães de todo o mundo!
Cântico
final: Deus é Pai, Deus é Amor,
F. da Silva, NRMS 90-91
Homilias Feriais
6ª SEMANA
2ª feira, 2-V: A
missão do Espírito Santo na Liturgia.
Act. 16,
11-15 / Jo. 15, 26- 16, 4
Quando vier o
Defensor, que eu hei de enviar lá do Pai, o Espírito da verdade...
Jesus promete o envio do
Espírito Santo, o Consolador (cf. Ev.)
A missão do Espírito Santo é
particularmente importante na Eucaristia: «Juntamente com a anamnese, a
epiclese é o coração de qualquer celebração sacramental, e mais particularmente
da Eucaristia: ‘Tu perguntas como é que o pão se torna corpo de Cristo, e o
vinho...sangue de Cristo? Por mim, digo-te O Espírito Santo irrompe e realiza
isso que ultrapassa toda a palavra e todo o pensamento... Basta-te ouvir que é
pelo Espírito Santo, do mesmo modo que é da Santíssima Virgem e pelo Espírito
Santo que o Senhor por si mesmo e em si mesmo assumiu a carne’» (S. João
Damasceno, cit. em CIC, 1106).
3ª feira, 3-V: S.
Filipe e S. Tiago: Perspectiva do rosto de Cristo.
1 Cor. 15, 1-8 / Jo. 14,
6-14
Disse-lhe
Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.
«Toda a vida de Jesus é
revelação do Pai; as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a
maneira de ser e falar. Jesus pode dizer: ‘quem me vê, vê o Pai’ (Ev. do dia)»
(CIC, 516).
Não esqueçamos fazer a
«contemplação do rosto de Cristo, a partir da perspectiva mariana, repropondo o Rosário» (MN, 9). De igual modo,
a espiritualidade eucarística tem como modelo Nossa Senhora, que é a «mulher
eucarística» (cf. IVE, capítulo VI). Também os Apóstolos Filipe e Tiago, graças
a este ensinamento do Senhor, procuraram reproduzir a vida de Cristo nas suas
vidas.
4ª feira, 4-V: O
Espírito Santo recorda o mistério de Cristo.
Act. 17,
15. 22- 18, 1 / Jo. 16, 12-15
É que Ele (o
espírito da verdade) não falará por si próprio, falará de tudo quanto ouve e
vos anunciará o que está para vir.
Interessa ter muito presente
este actuação do Espírito Santo na Liturgia: «A Liturgia é o memorial do mistério da salvação. O
Espírito Santo é a memória viva da
Igreja» (CIC, 1099).
No que diz respeito à palavra de Deus: «O Espírito Santo
lembra à assembleia litúrgica, em primeiro lugar, o sentido do acontecimento
salvífico, dando vida à palavra de Deus, que é anunciada para ser recebida e
vivida» (CIC, 1100).
5ª feira, 5-V:
Rogações: O compromisso pela construção de um mundo melhor.
Act. 18,
1-8 / Jo. 16, 16-20 (ou missa pela
santificação do trabalho ou qualquer necessidade)
Senhor Deus,
Criador de todas as coisas... fazei que as nossas tarefas sirvam o progresso
humano e a extensão do reino de Deus (Oração Colecta).
As Rogações começaram a ser
celebradas em Roma no século IV. Os cristãos foram consciencializando que,
através do seu trabalho, colaboravam com Deus na obra da criação. Faziam uma
procissão, rezando a ladainha dos Santos e, pelo sacrifício eucarístico que a
seguir se celebrava na actual Basílica de S. Pedro, consagravam ao Senhor todas
as suas actividades temporais. Inspirados pelo Espírito Santo pediam ao Senhor
que os ajudasse a pôr em prática o seu projecto a respeito do mundo e dos
homens. As Rogações tiveram sempre um carácter penitencial e apontavam para um compromisso sério pela construção de um
mundo melhor.
6ª feira, 6-V: A
alegria e o dia do Senhor.
Act. 18,
9-18 / Jo. 16, 20-23
Haveis de
chorar e de lamentar-vos...Haveis de entristecer-vos, mas a vossa tristeza
tornar-se-á em alegria.
O dia do Senhor é o dia por
excelência da assembleia litúrgica, o dia da família cristã, o dia da alegria e
do descanso do trabalho (cf. CIC, 1193).
«Por essência, a alegria
cristã é participação na alegria insondável e, ao mesmo tempo, divina e humana,
que se encontra no coração de Cristo glorificado... O carácter festivo da
Eucaristia dominical exprime a alegria que Cristo transmite à sua Igreja
através do dom do Espírito. A alegria é precisamente um dos frutos do Espírito Santo»
(AE, 30).
Sábado, 7-V:
Oração junto do Sacrário.
Act. 18,
23-28 / Jo. 16, 23-28
O que pedirdes
ao Pai, Ele vo-lo dará em meu nome... Pedi e recebereis, para a vossa alegria
ser completa.
Dirijamo-nos ao Pai, como
Jesus nos recomendou: «A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o
Evangelho... Cada um pode, portanto, dirigir ao céu diversas orações segundo as
suas necessidades, mas começando sempre pela oração do Senhor» (CIC, 2761).
No Ano da Eucaristia
permaneçamos mais tempo em oração junto do Sacrário: «A presença de Jesus no
Sacrário deve constituir como que um polo
de atracção para um número cada vez maior de almas enamoradas dele, capazes
de permanecerem longamente a escutar a sua voz...» (MN, 18).
Celebração
e Homilia: Aurélio Araújo Ribeiro
Nota
Exegética: Geraldo Morujão
Homilias
Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha