Solenidade
do Pentecostes
Missa
da Vigília
14 de Maio de 2005
Esta Missa diz-se na tarde do sábado, antes ou depois das Vésperas I do
Pentecostes.
RITOS INICIAIS
Cântico
de entrada: O Espírito de Deus enche o universo, M. Simões, NRMS 58
Rom 5, 5;
8, 11
Antífona
de entrada: O amor de Deus foi derramado
em nossos corações pelo Espírito Santo que habita em nós. Aleluia.
Diz–se o Glória.
Introdução ao espírito da
Celebração
Jesus deixou à Sua Igreja o
maior de todos os dons, o Espírito Santo, que é Deus, a Terceira Pessoa da
Santíssima Trindade. Ele está presente em toda a actividade da Igreja e de modo
especial na Eucaristia. Com Ele rezamos, com Ele nos unimos a Jesus vivo no
meio de nós.
Purifiquemos o coração. Que o
Espírito de Jesus encha o nosso coração do fogo de Deus, para celebrar bem os
Santos Mistérios.
Oração
colecta: Deus eterno e omnipotente, que
na festa de Pentecostes completais os cinquenta dias do mistério pascal, fazei
que, pela acção do vosso Espírito, os povos dispersos se reunam de novo e todas
as línguas proclamem numa só fé a glória do vosso nome. Por Nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ou:
Brilhe sobre nós, Deus
omnipotente, o esplendor da vossa glória, e a luz da vossa luz confirme, com os
dons do Espírito Santo, o coração daqueles que por vossa graça renasceram. Por
Nosso Senhor...
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: S. Lucas conta-nos o acontecimento de Pentecostes, a
descida do Espírito Santo e a transformação que realiza nos Apóstolos e em toda
a Igreja.
Ezequiel 37, 1-14
Naqueles dias, 1a
mão do Senhor pairou sobre mim e o Senhor levou-me pelo seu espírito e
colocou-me no meio de um vale que estava coberto de ossos. 2Fez-me
andar à volta deles em todos os sentidos: os ossos eram em grande número, na
superfície do vale, e estavam completamente ressequidos. 3Disse-me o
Senhor: «Filho do homem, poderão reviver estes ossos?» Eu respondi: «Senhor
Deus, Vós o sabeis». 4Disse-me então: «Profetiza acerca destes ossos
e diz-lhes: Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor. 5Eis o
que diz o Senhor Deus a estes ossos: Vou introduzir em vós o espírito e
revivereis. Hei-de cobrir-vos de nervos, encher-vos de carne e revestir-vos de
pele. 6Infundirei em vós o espírito e revivereis. Então sabereis que
Eu sou o Senhor».7Eu profetizei, segundo a ordem recebida. Quando eu
estava a profetizar, ouvi um rumor e vi um movimento entre os ossos que se
aproximavam uns dos outros. 8Vi que se tinham coberto de nervos, que
a carne crescera e a pele os revestia; mas não havia espírito neles. 9Disse-me
o Senhor: «Profetiza ao espírito, profetiza, filho do homem, e diz ao espírito:
Eis o que diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e sopra sobre
estes mortos, para que tornem a viver». 10Eu profetizei, como o
Senhor me ordenara, e o espírito entrou naqueles mortos; eles voltaram à vida e
puseram-se de pé: era um exército muito numeroso. 11Então o Senhor
disse-me: «Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eles
afirmaram: ‘Os nossos ossos estão ressequidos, desvaneceu-se a nossa esperança,
estamos perdidos’. 12Por isso, profetiza e diz-lhes: Assim fala o
Senhor Deus: Abrirei os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, meu povo,
para vos reconduzir à terra de Israel. 13Haveis de reconhecer que Eu
sou o Senhor, quando Eu abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar,
meu povo. 14Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de
fixar-vos na vossa terra e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».
A leitura é tirada da última parte da obra de Ezequiel, que, a partir do cap. 33, reúne oráculos de esperança e de renovação do povo (36, 16 – 39, 29) e de restauração templo e do culto (40 – 48).
12 «Vos farei ressuscitar». Não se trata aqui da ressurreição final, mas do ressurgimento moral do povo de Deus, que, esmagado pelas duras provas do cativeiro, se ergue de novo e é reconduzido à terra de Israel, segundo a célebre visão dos ossos relatada nos primeiros versículos deste mesmo capítulo.
14 «Infundirei em vós o meu espírito» (cf. Ez 36, 27). Temos aqui um anúncio profético da acção do Espírito Santo nas almas com a obra salvadora de Cristo: «dar-vos-ei um coração novo e porei em vós um espírito novo; arrancarei o coração de pedra das vossas carnes e dar-vos-ei um coração de carne» (Ez 36, 26). S. Paulo, como faz na 2.ª leitura de hoje, há-de insistir nesta ideia da acção do Espírito Santo nas almas dos cristãos (Rom 8).
Salmo Responsorial Sl 103 (104),1–2a.24.35c.27–28.29bc–30
Monição: O
salmista canta a acção do Espírito de Deus no mundo e convida-nos a pedir que
venha para renovar a terra.
Refrão: Enviai, Senhor, o
vosso Espírito
e renovai a face da terra.
Ou: Mandai, Senhor,
o vosso Espírito
e renovai a terra.
Ou: Aleluia.
Bendiz, ó minha alma, o
Senhor.
Senhor, meu Deus, como sois
grande!
Revestido de esplendor e
majestade,
envolvido em luz como num
manto.
Como são grandes, Senhor, as
vossas obras!
Tudo fizestes com sabedoria:
a terra está cheia das vossas
criaturas!
Bendiz, ó minha alma, o
Senhor.
Todos de Vós esperam
que lhes deis de comer a seu
tempo.
Dais–lhes o alimento e eles o
recolhem,
abris a mão e enchem–se de bens.
Se lhes tirais o alento,
morrem
e voltam ao pó donde vieram.
Se mandais o vosso espírito,
retomam a vida
e renovais a face da terra.
Segunda Leitura
Monição: Jesus
mandou o Espírito Santo para ser a fonte da unidade e a alma da Sua Igreja.
Romanos 8, 22-27
Irmãos: 22Nós
sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. 23E
não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos
interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo. 24É
em esperança que estamos salvos, pois ver o que se espera não é esperança: quem
espera o que já vê? 25Mas esperar o que não vemos é esperá-lo com
perseverança. 26Também o Espírito Santo vem em auxílio da nossa
fraqueza, porque não sabemos o que pedir nas nossas orações; mas o próprio
Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. 27E Aquele que vê
no íntimo dos corações conhece as aspirações do Espírito, sabe que Ele
intercede pelos santos, em conformidade com Deus.
22 «Toda a criatura geme». S. Paulo usa de uma belíssima prosopopeia, propondo-nos a criação irracional a suspirar também pela restauração da ordem do mundo transtornado pelo pecado. Na medida em que os filhos de Deus santificam o mundo, todas as actividades terrenas, também estas participam da glória dos filhos de Deus. De qualquer modo, o texto é de difícil interpretação, sobre a qual não há acordo entre os estudiosos.
23 «Possuímos as primícias do Espírito», isto é, já possuímos o Espírito Santo, «mas sem que tenhamos ainda tudo o que esta posse desde já nos garante» (Pirot-Clamer); embora já sejamos filhos adoptivos de Deus (vv. 14-15), vivemos «esperando a adopção filial» em plenitude, o que acontecerá só quando se vier a verificar «a libertação do nosso corpo», isto é, de tudo o que em nós é carnal, sujeito à corrupção e à morte (cf. 2 Cor 5, 1-5).
26 «Gemidos inefáveis». As íntimas moções da graça, as inspirações do Espírito Santo na alma, não se podem definir, nem sequer descrever.
Aclamação ao Evangelho
Monição: O
Espírito Santo foi dado por Jesus à Sua Igreja para a santificar, sobretudo
através dos sacramentos. Ouçamos o que nos vai dizer.
Aleluia
Cântico:
S. Marques, NRMS 73-74
Vinde, Espírito Santo, enchei
os corações dos vossos fiéis e
acendei neles o fogo do vosso
amor.
Evangelho
São João 7, 37-39
7No último dia, o mais solene da festa, Jesus estava
de pé e exclamou: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba: 38do
coração daquele que acredita em Mim correrão rios de água viva». 39Referia-se
ao Espírito que haviam de receber os que acreditassem n’Ele. O Espírito ainda
não viera, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.
Em cada um dos oito dias da festa dos Tabernáculos, em solene procissão, o sumo sacerdote trazia, numa jarra de oiro, água da fonte de Siloé para aspergir o altar do Templo, a fim de recordar a prodigiosa água do Êxodo e pedir chuva abundante (cf. Ex 17, 1-7). Pertenciam ao rito o canto de Is 12, 3 e a leitura de Ez 47. Não podia haver melhor enquadramento para as palavras de Jesus à multidão que então se aglomerava: «se alguém tem sede, venha a Mim!». As palavras de Jesus parecem aludir a Ez 36, 25ss, onde se anuncia para os tempos messiânicos que o povo será purificado com uma água pura, recebendo um Espírito novo, que lhe transformará o coração de pedra; essa água é o Espírito Santo, que brotará simbolicamente do peito do Senhor aberto pela lança (cf. Jo 19, 34), se derramará no Pentecostes (Act 2, 1-36) e se recebe nos Sacramentos da iniciação cristã. Nas palavras de Jesus também se pode ver uma evocação do convite da sabedoria divina em Sir, 24, 19 e Prov 9, 4-5.
Notar que gramaticalmente são possíveis duas pontuações diferentes dos vv. 37-38: a da Neovulgata (a que corresponde a tradução litúrgica), a saber, «Se alguém tem sede, venha a Mim; e quem crê em Mim que sacie a sua sede! Como diz a Escritura…», e a que corresponde à Vulgata, «Se alguém tem sede, venha ter comigo e beba. Aquele que crê em Mim, como diz a Escritura, correrão das suas entranhas rios de água viva». Segundo a primeira interpretação, trata-se do seio do Messias: do peito de Cristo, atravessado pela lança, vem-nos o Espírito Santo, como fruto maravilhoso da árvore da Cruz. Na segunda interpretação, trata-se do seio do crente, a alma do homem santificado por Cristo.
Sugestões para a homilia
Recebei
o Espírito Santo
O
fogo de Deus
Baptizados
num só Espírito
Recebei
o Espírito Santo
Jesus tinha falado
demoradamente aos Apóstolos durante a Última Ceia. Mandar-lhes-ia o Espírito
Santo para estar com eles, para os confortar, para os guiar na verdade.
Ao aparecer-lhes no Cenáculo,
no domingo da Ressurreição, dá-lhes o poder de perdoar os pecados e diz-lhes:
«Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoares os pecados ser-lhes-ão
perdoados. Aqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos» (Ev.)
É o Espírito Santo que actua
através das mãos que absolvem em nome de Jesus. O Paráclito age na Igreja
através dos sacramentos. Através deles derrama as graças que Jesus nos ganhou
no Calvário.
O próprio Espírito é enviado
porque Jesus morreu na cruz. «Se Eu não
for o Paráclito não virá a vós» (Jo
16, 7).
No Baptismo renascemos para
uma vida nova pela água e pelo Espírito Santo (cfr. Jo 3, 5). «Fomos baptizados
num só Espírito para constituirmos um só Corpo» (2.ª leit.). É o Paráclito
que edifica a Igreja, que lhe dá a unidade, que a vivifica.
Na confirmação «a todos nos foi dado a beber um único
Espírito» (2.ª leit.)
Cada ano a Igreja nos convida
a crescer na devoção ao Divino Consolador, à Terceira Pessoa da Santíssima
Trindade. Ele é tantas vezes o grande desconhecido ou, pelo menos, o grande
esquecido. E sem Ele não podemos fazer o mais pequeno acto bom: «Ninguém pode dizer Senhor Jesus a não ser
pela acção do Espírito Santo» (2.ª leit.).
Avivemos, neste dia, o nosso
desejo de O conhecer e de lembrá-Lo mais vezes. Peçamos que renove o nosso
coração e transforme a face da terra, para que em toda a parte se viva o
Evangelho de Cristo, que traz a paz e a alegria.
O fogo
de Deus
No dia de Pentecostes o
Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos em forma de línguas de fogo, que
encheram os seus corações e os levaram a sair da segurança do cenáculo, para
irem por toda a terra a falar de Jesus. Com uma sabedoria e fortaleza que não
tinham explicação humana.
Ele é o fogo do Amor de Deus,
que jorra na Trindade e une o Pai e o Verbo, que o Pai gera ao conhecer-se a Si
Mesmo desde toda a eternidade. E assim como essa Palavra viva, que exprime a
sabedoria infinita de Deus, é uma outra Pessoa na unidade de Deus, também o
Espírito Santo, amor infinito, é uma outra pessoa, dentro da unidade da
natureza divina.
Por isso dizemos no Credo
«que precede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho recebe a mesma adoração.»
«Na Sua vida íntima – diz
João Paulo II – Deus «é amor» (1 Jo
4, 8.16), amor essencial, comum às três Pessoas divinas, mas amor pessoal é o
Espírito Santo, como Espírito do Pai e do Filho. Por isso, Ele «perscruta as
profundezas de Deus (1 Cor 2, 10)
como Amor – Dom incriado. Pode
dizer-se que, no Espírito Santo, a vida íntima de Deus uno e trino se torna
totalmente dom, permuta de amor recíproco entre as Pessoas divinas; e ainda,
que no Espírito Santo Deus «existe» à maneira de Dom. O Espírito Santo é a expressão pessoal desse doar-se, desse
ser–amor. É Pessoa–Amor. É Pessoa–Dom. Temos aqui a riqueza insondável da
realidade e o aprofundamento inefável do conceito de Pessoa em Deus, que só a
Revelação divina nos dá a conhecer». (JOÃO PAULO II, Enc. Dominum et vivificantem, 10)
Peçamos ao Divino Consolador
que nos ajude a penetrar no mistério dessa infinita da Trindade. Só guiados
pelo amor o poderemos conseguir. O Pe. Garrigou Lagrange, grande teólogo
dominicano, contava que um dia lhe apareceu no confessionário uma velhinha a
fazer perguntas sobre a Santíssima Trindade. Estranhou a profundidade e a sabedoria
que elas revelavam e perguntou: –A senhora onde é que estudou essas coisas? E a
velhinha respondeu: –Mas, senhor padre, eu não se ler, mas quando rezo fico a
pensar nelas. Aquela mulher, pela intimidade com Deus na oração, conhecia muito
dos mistérios divinos e não o encontrara nos livros de teologia.
Uma humilde costureira
espanhola, Francisca Xaviera del Valle, escreveu um livro muito bonito,
Decenário do Espírito Santo. Ainda hoje é muito proveitoso para quem o lê,
ensinando muitas coisas belas e profundas sobre o Paráclito. E não pode ter
muitos estudos teológicos, mas ser alma de grande vida interior.
Baptizados
num só Espírito
O divino Consolador actua na
Igreja ao longo dos tempos e renova-a com a Sua acção divina por isso a Igreja
é sempre antiga e sempre nova, os vários impérios foram-se desmoronando com o
andar dos tempos, a Igreja permanece para sempre, porque é animada e guiada
pelo Espírito Santo.
Ele actua nos Seus chefes, os
Apóstolos e os seus sucessores e actua na alma de cada um dos fiéis.
Santifica-nos, realiza em nós o projecto maravilhoso de Deus, que nos chama à
santidade, a configurar-nos à imagem de Seu Filho, Jesus Cristo. «Deus predestinou-nos para sermos à imagem
de Seu Filho» (Rom 8, 29). O
Paráclito está em nós, pela graça, que nos torna filhos de Deus, filhos no
Filho e ensina-nos a viver como filhos, a tratá-Lo com a simplicidade de
meninos pequenos «Todos vós – diz-nos
o Apóstolo – sois filhos de Deus pela fé
em Cristo Jesus... E uma vez que sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o
Espírito de Seu Filho, que clama: Abbá! Pai! De maneira que não és servo, mas
filho e também herdeiro por obra de Deus» (Gal 3, 26 e 4.6-7)
Fala o Santo Padre
«Abri-vos com docilidade
aos dons do Espírito!»
1. Veni, creator Spiritus!
De todas as partes da Igreja
se eleva unânime, na Solenidade de Pentecostes, este cântico: Veni, creator
Spiritus! O Corpo místico de Cristo, espalhado em toda a terra, invoca o
Espírito do qual tira a vida, o Sopro vital que anima o seu ser e o seu agir.
As antífonas dos Salmos
recordaram-nos há pouco qual foi a experiência dos discípulos no Cenáculo: «Ao
cumprir-se o Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa, estavam todos
reunidos» (1ª ant.); «Línguas de fogo sobre cada um dos Apóstolos: o
Espírito de Deus aparecia no mundo» (2ª ant.).
Revivemos aquela mesma
experiência espiritual também nós, reunidos nesta Praça, que se tornou um
grande Cenáculo. E como nós, numerosas comunidades diocesanas e paroquiais,
associações, movimentos e grupos em todas as partes do mundo elevam ao Céu a
comum invocação: Vinde, Espírito Santo! [...]
4. Caríssimos Irmãos e Irmãs!
A celebração desta tarde traz à minha mente o memorável encontro com os
movimentos eclesiais e com as novas comunidades da vigília de Pentecostes de há
seis anos. Foi uma epifania extraordinária da unidade da Igreja, na riqueza e
variedade dos carismas, que o Espírito Santo concede em abundância. Repito
agora com vigor quanto fiz notar naquela ocasião: os movimentos eclesiais e as
novas comunidades são uma «resposta providencial», «suscitada pelo Espírito
Santo», à actual exigência da nova evangelização, para a qual são necessárias
«personalidades cristãs maduras» e «comunidades cristãs vivas» (cf. Insegnamenti
XXI, 1 [1998], pág. 1123).
Por isso, digo também a vós:
«Abri-vos com docilidade aos dons do Espírito! Acolhei com gratidão e
obediência os carismas que o Espírito não deixa de conceder! Não esqueçais que
cada carisma é concedido para o bem comum, ou seja, em benefício de toda a
Igreja!» (ibid., pág. 1122). [...]
João Paulo II, Praça de São
Pedro, na véspera da Solenidade de Pentecostes, 29 de Maio de 2004
Oração Universal
Rezamos ao Pai por Jesus,
animados pelo Seu Espírito Santo.
Cheios de fé e confiança,
apresentamos, agora, os nossos pedidos:
por nós, por toda a Igreja,
por toda a Humanidade.
1. Pela Santa Igreja Católica, para que o Espírito Santo
a vivifique
sempre mais e nela faça surgir
abundantes
frutos de santidade em nosso tempo,
oremos ao
Senhor.
2. Pelo Santo Padre,
para que continue
a ser instrumento dócil do Espírito
na condução do
Rebanho de Cristo,
oremos ao
Senhor
3. Pelos bispos e sacerdotes,
para que se
gastem generosamente ao serviço das almas,
apoiados na
força do Espírito Santo,
oremos ao
Senhor.
4. Por todos os cristãos,
para que vivam
melhor a Eucaristia de cada domingo
e nela se
encham da força e sabedoria do Espírito de Deus,
oremos ao
Senhor.
5. Para que todos nos entusiasmemos
a visitar mais
vezes a Jesus no Sacrário,
sabendo
consumir tempo em adoração ao Senhor
e encontrando
ali a nossa força e alegria,
oremos ao
Senhor.
6. Pelos jovens, sobretudo das nossas comunidades,
para que,
seguindo a Jesus, se deixem guiar pelo Seu Espírito,
para renovarem
o mundo,
oremos ao
Senhor.
7. Para que todos os cristãos procurem com mais fé e assiduidade
o Sacramento da
Confissão, onde o Espírito Santo renova os corações
pelo perdão de
Deus, oremos ao Senhor.
Senhor
que nos destes em Cristo a fonte da água viva, que é o Espírito Santo,
fazei-nos
saborear a Sua graça e levar a todos os homens a Sua alegria.
Pelo mesmo N.S.J.C. Vosso
Filho que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Cântico
do ofertório: Tomai, Senhor, e recebei, J. Santos, NRMS 70
Oração
sobre as oblatas: Derramai, Senhor, a
bênção do Espírito Santo sobre os dons que apresentamos ao vosso altar, a fim
de que a Igreja, pela participação neste sacramento, se inflame de tal modo no
vosso amor que manifeste a todo o mundo o mistério da salvação. Por Nosso Senhor
Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Prefácio de Pentecostes, como
na Missa seguinte: p. 390 [606–718]
No Cânone Romano diz–se o
Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai
benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem–se
também as comemorações próprias.
Santo:
F. da Silva, NRMS 38
Monição da Comunhão
Ano da Eucaristia. Peçamos ao
Divino Espírito Santo que purifique o nosso coração para receber bem a Jesus.
Cântico
da Comunhão: Voltai-vos para o Senhor, S. Marques, NRMS 58
Jo 7,37
Antífona
da comunhão: No último dia da festa,
Jesus exclamava em alta voz: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Aleluia.
Cântico
de acção de graças: Bendito sejas, sei que Tu pensas em mim, H. Faria, NRMS 2 (II)
Oração
depois da comunhão: Este sacramento que
recebemos, Senhor, nos comunique o fervor do Espírito Santo que admiravelmente
derramastes sobre os Apóstolos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que
é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ritos Finais
Monição final
Jesus falou-nos hoje ao
Espírito Santo, que Ele nos entregou como dom divino, Alguém que nos fortalece
e nos santifica, para transformarmos o mundo.
Cântico
final: Vamos proclamar pelo mundo inteiro, F. da Silva, 82-83
Celebração
e Homilia: Celestino Correia Ferreira
Nota
Exegética: Geraldo Morujão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha