9º
Domingo Comum
29 de Maio de 2005
RITOS INICIAIS
Cântico de entrada: Escutai
Senhor a prece, M. Carneiro, NRMS
90-91
Salmo 24, 16.18
Antífona de entrada: Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão, porque
estou só e desamparado. Vede a minha miséria e o meu tormento e perdoai todos
os meus pecados.
Introdução ao espírito da Celebração
A procura da determinação do sentido da vida humana,
o seu lugar no marco da relação com Deus e, por motivo, a diferenciação da
verdadeira e a falsa religiosidade é o objectivo fundamental dos textos da
liturgia dominical.
A actuação humana descreve-se como
«responsabilidade», capacidade de dar uma resposta adequada a uma palavra
divina produtora de vida, e ao mesmo tempo, como possibilidade de
irresponsabilidade, de falta de resposta a essa iniciativa.
Que esta Eucaristia seja o momento de manifestarmos a
nossa adesão à voz de Deus. É que a vida só pode realizar-se em plenitude por
meio da fidelidade à Aliança Divina.
Oração colecta: Deus todo-poderoso e eterno, cuja providência não se
engana em seus decretos, humildemente Vos suplicamos: afastai de nós todos os
males e concedei-nos todos os bens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: O leitura do
Deuteronómio evoca a realidade da graça de Deus, própria da Aliança, que cria a
possibilidade de uma vida em plenitude. Fora dela somente é possível encontrar
a presença da morte na humanidade.
Deuteronómio
11, 18.26-28.32
Moisés falou ao povo nestes termos: 18«As
palavras que eu vos digo, gravai-as no vosso coração e na vossa alma, atai-as à
mão como um sinal e sejam como um frontal entre os vossos olhos. 26Ponho
hoje diante de vós a bênção e a maldição: 27a bênção, se obedecerdes
aos mandamentos do Senhor vosso Deus, que hoje vos prescrevo; 28a
maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus,
afastando-vos do caminho que hoje vos indico, para seguirdes outros deuses que
não conhecestes. 32Portanto, procurai pôr em prática todos os
preceitos e normas que hoje vos proponho».
O texto pertence à 2ª parte do Deuteronómio, a parte fundamental, em forma de um longo discurso de Moisés, o segundo (Dt 4, 44 – 28, 68), que precede imediatamnete o chamado Código Deuteronómico, ou Aliança de Moab (Dt 12, 1 – 26, 15), adiantando as bênçãos e maldições que serão apresentadas de forma mais desenvolvida a concluir o discurso (Dt 27 e 28).
18 No tempo de Jesus, os fariseus tomavam à letra estas palavras, e atavam com fitas à testa e ao braço as chamadas filactérias, umas caixinhas contendo tiras de pergaminho com certas passagens da Lei, como esta: Dt 11, 13-21; 6, 4-9; Ex 13, 1-16 (cf. Mt 23, 5).
Salmo Responsorial Sl 30 (31), 2-3a.3bc-4.17.25 (R. 3b)
Monição: Só na medida em que
estivermos unidos a Cristo, como os ramos estão unidos à videira, poderemos
permanecer coerentes na nossa fé. Supliquemos o auxílio de Deus, Ele que é o
nosso refúgio.
Refrão: Sede o
meu refúgio, Senhor.
Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,
pela vossa justiça, salvai-me.
Inclinai para mim os vossos ouvidos,
apressai-Vos em me libertar.
Sede a rocha do meu refúgio
e a fortaleza da minha salvação;
porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,
por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.
Fazei brilhar sobre mim a vossa face,
salvai-me pela vossa bondade.
Tende coragem e animai-vos,
vós todos que esperais no Senhor.
Segunda Leitura
Monição: S. Paulo lembra-nos, na segunda leitura, que a graça
de Deus já se manifestou em Jesus Cristo, que tornou visível a justiça de Deus
testificada pela lei e pelos profetas. Na sua acção e no seu projecto
encontramos a forma de realizar a vida em comunhão com Deus de cuja glória
todos estávamos privados.
Romanos 3,
21-25a.28
Irmãos: 21Independentemente da Lei de
Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os
Profetas; 22porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo,
para todos e sobre todos os crentes. De facto não há distinção alguma, 23porque
todos pecaram e estão privados da glória de Deus; 24e todos são
justificados de maneira gratuita pela sua graça, em virtude da redenção
realizada em Cristo Jesus, 25aque Deus apresentou como vítima de
propiciação, mediante a fé, pelo seu sangue, para manifestar a sua justiça. 28Na
verdade, estamos convencidos de que o homem é justificado pela fé, sem as obras
da Lei.
21 «Foi sem a Lei do Moisés». A salvação trazida por Cristo, embora seja «atestada pela Lei e pelos Profetas», não procede da força da Lei mosaica, que não tem força para justificar ninguém, apenas para tornar mais patente o que é pecado. «Manifestou-se agora», isto é, no tempo presente, após a obra salvadora de Jesus Cristo, «a justiça de Deus»: não é a justiça vindicativa de Deus, chamada ira de Deus nesta epístola (Rom 1, 18 – 3, 20). É, pelo contrário, a acção salvífica de Deus que justifica, ou torna santo o homem.
22 «Vem pela fé em Jesus Cristo». A fé é a condição básica fixada por Deus para que o homem possa aproveitar-se da salvação trazida por Cristo: o mínimo. que Deus pode exigir é que os beneficiários da sua misericórdia reconheçam o valor da morte redentora do seu Filho. «Para todos os crentes sem distinção», pois a salvação é para todos, não apenas para uns privilegiados, uma raça eleita, o povo de Israel, destinatário da Lei; ela é para todos os homens, com a condição de que sejam crentes, isto é, de que tenham fé (v. 28; cf. Rom 1-17).
23 «Todos pecaram e estão privados da glória de Deus». Aqui trata-se da glória de Deus, enquanto participada pelo homem, uma espécie de revérbero da majestade e presença divina na alma humana, que a Teologia chama .graça santificante. Pelo pecado original toda a humanidade ficou privada da graça e amizade divina (cf. Rom 5, 12-21).
24 «Todos são justificados de maneira gratuita», isto é, sem méritos antecedentes do pecador, «pela sua graça», ou seja, unicamente pela benevolência divina, por puro favor, que nenhum esforço humano podia merecer (muitos autores vão mais longe, e entendem aqui o dom da graça santificante); «por meio da Redenção»: pela obra salvadora de Cristo, que é aqui chamada «redenção»; pergunta-se se este termo indica um resgate pago, isto é, se o sangue de Cristo deve ser entendido como preço de resgate? Que Cristo nos resgatou com o seu sangue é uma verdade de fé, que não pode estar em questão, no entanto, discute-se se nesta passagem se quer exprimir isto mesmo, uma vez que a palavra apolytrôsis não engloba necessariamente a noção de resgate, como é o caso de quando os LXX a referem à libertação do Egipto, e também em Lc 21, 28; Rom 8, 23: 1 Cor 1, 30; Ef 1, 14; 4, 30; Hebr 11, 35). Porem, dada a semelhança desta passagem com tantas outras em que se diz expressamente que os cristãos foram «comprados por um preço» (1 Cor 6, 20; 7, 23; Gal 3, 13; 2 Pe 2, 1; Apoc 5, 9; cf. Mt 20, 28; Mc 10, 45; Act 20, 28; 1 Pe 1, 18), é mais provável que neste versículo se expresse a ideia de resgate. Nesta linha se situa a tradução litúrgica ao empregar a palavra «redenção» e não «libertação».
25 «Deus apresentou-o como aquele que expia os pecados pelo seu Sangue», à letra: como o propiciatório. O propiciatório (em grego hilastêrion, em hebraico kapóreth) era a placa de oiro que cobria a arca da aliança e que no dia da festa anual da expiação (o Yiom Kipur) era aspergida com sangue de vítimas pelo sumo sacerdote para a expiação dos pecados do povo (cf. Ex 25; Lv 16). Nesta mesma linha, Jesus seria o novo propiciatório, isto é, o novo meio ou instrumento de expiação, o novo lugar que a misericórdia de Deus nos apresenta e oferece para obtermos o perdão dos pecados. No entanto, a tradução litúrgica preferiu outra interpretação (permitida pelo original grego), a saber, o propiciador: Jesus é, assim, Aquele que expia os pecados. Mas ainda era possível uma terceira tradução: «Deus apresentou-o como um sacrifício expiatório», (como vítima de expiação, traduzem alguns). Esta última tradução, favorecida pelo contexto, em especial pela referência ao «Sangue derramado» – isto é, um sangue de sacrifício –, tem a vantagem de pôr em evidência a doutrina da fé segundo a qual a Morte de Cristo foi um verdadeiro sacrifício de propiciação ou expiação dos nossos pecados, doutrina aliás contida claramente no Novo Testamento (cf. Mt 26, 28 par; 1 Cor 11, 24-25; 15, 3; Ef 1, 7; 5, 2; Col 1, 20; Hebr 1, 12-14; 1 Pe 1, 18-19). «Por meio da fé»: Jesus Cristo realizou o que a Teologia chama a redenção objectiva, mas nós somos justificados pessoalmente fazendo nossa essa mesma expiação (redenção subjectiva ou aplicada), mediante a fé em Cristo.
28 «O homem é justificado pela fé, sem as obras da Lei». A tradução litúrgica, por motivo de clareza, explicita: «sem as obras que a Lei de Moisés determina». A principal obra da Lei, que os cristãos judaizantes queriam impor como elemento indispensável da justificação, era a circuncisão. Na epístola aos Gálatas o Apóstolo tinha-se insurgido muito energicamente contra estes traficantes do Evangelho, nesta epístola, porém, limita-se a expor serenamente o princípio de que a justificação é puro dom gratuito de Deus, não é um prémio devido a obras especiais (as práticas da Lei mosaica) que só uns privilegiados podiam executar. A salvação é para todos, quer sejam judeus, quer sejam gentios: não tem, pois, sentido judaizar para obter a salvação, que é gratuita e universal. Note-se que Lei de Moisés perdeu a sua vigência no que tem de ritual ou cultural, não no que se refere à Lei moral, que Cristo não veio abolir, mas explicar e levar à sua perfeição (cf. Mt 5).
Aclamação ao Evangelho Jo 15, 5
Monição:
Pela sua vida e pelas suas palavras, Jesus revelou-nos, perfeita e seguramente,
o Pai, de tal modo que, desde o momento em que o Filho de Deus se fez Filho do
Homem, Deus deixou de ser e inacessível e inatingível. Em Jesus, sacramento de
encontro com Deus, o homem entrou, definitivamente, em comunhão de pensamento e
de vida com o Pai. Esta comunhão com Deus é possível, mesmo neste tempo que
decorre entre a partida de Jesus e a sua vinda final. Com efeito na Igreja de
Jesus foi-nos preparada uma morada, na qual temos acesso permanente ao Pai,
«num único espírito» (Ef 2, 18).
Aleluia
Cântico: M. Faria, NRMS 16
Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor:
quem permanece em Mim dá muito fruto.
Evangelho
São Mateus
7, 21-27
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21«Nem
todo aquele que Me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos Céus, mas só
aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus. 22Muitos Me
dirão no dia do Juízo: ‘Senhor, não foi em teu nome que expulsámos demónios e
em teu nome que fizemos tantos milagres?’ 23Então lhes direi bem
alto: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’. 24Todo
aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente
que edificou a sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as
torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque
estava fundada sobre a rocha. 26Mas todo aquele que ouve as minhas
palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua
casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram
os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína».
O «Discurso da Montanha» de Mateus (Mt 5 – 7), belamente construído a partir de variados e dispersos ensinamentos de Jesus, com o objectivo nos dar, logo de entrada, uma visão global do que poderíamos chamar o programa do Reino dos Céus, atinge aqui a sua conclusão, encerrando-o com chave de ouro.
21-23 O cerne do Reino do Céus está em fazer a vontade do Pai que está nos Céus, sem o qual tudo, a saber, a própria confissão de fé – «Senhor, Senhor» –, bem como os mais singulares carismas – «profetizar em nome de Jesus, expulsar demónios, fazer prodígios» –, tudo é vão. Notar como Jesus fala com uma autoridade suprema, muito superior à dos Profetas, ao apresentar-se como o próprio Juiz dos homens, o que implica uma autoridade suprema e exclusiva de Deus.
24-27 A parábola do homem que constrói a sua «casa sobre a rocha» chama a atenção para a segurança que dão os ensinamentos de Jesus a quem se esforça por pô-los em prática: nada o poderá abalar, nem mesmo as mais fortes tribulações, contradições, ou perseguições; pelo contrário, tentar construir a sua vida fora ou à margem de Jesus é «construir sobre a areia», é estar votado ao fracasso e a uma desastrosa ruína final.
Sugestões para a homilia
1. Renovação de vida
2. Dois caminhos
3. A justiça de Deus
4. Um critério para a autenticidade das celebrações
eucarísticas
1. Renovação de vida
O Evangelho, centro da Liturgia da Palavra, proclama
solenemente que muitos hão-de julgar ter vivido em comunhão com Cristo, mas, no
fim, ficarão totalmente surpreendidos, pois o Senhor não os identificará como
seus seguidores.
Como poderemos reconhecer que não estamos a seguir
por caminho errado? Muito simplesmente: quem se limita a conhecer os
mandamentos e a admirá-los, mas não os põe em prática, engana-se a si próprio.
Isto é, não basta invocar muito bem a Jesus chamando-Lhe «Senhor». falando em Seu
nome e até fazer coisas extraordinárias, como expulsar demónios e fazer
milagres. O que na realidade vale diante de Deus não são as obras
extraordinárias, mas o cumprimento constante da Sua vontade. é necessário,
pois, uma renovação de vida e o enriquecimento interior com obras de amor em
favor dos irmãos.
Por isso, Jesus chama insensatos a todos aqueles que
não praticam esta renovação interior comparando-os a uma pessoa que constrói a
casa sobre areia e não sobre alguma coisa sólida de modo que possa resistir ao
«juízo» de Deus. Enquanto os homens são capazes de aplaudir e ficar extasiados
com pessoas que praticam acções tidas como extraordinárias, mas moralmente
pouco ou nada recomendáveis, por conseguinte feridas de fragilidade, perante
Deus, somente as construções sólidas, alicerçadas na fortaleza da justiça, do
amor e do compromisso sério, serão valorizadas.
2. Dois caminhos
Daí que a primeira leitura nos lembre as palavras de
Moisés, ao transmitir a vontade de Deus aos Israelitas. A Aliança, que o Senhor
quis estabelecer com o Seu Povo e que este aceitou, tem que concretizar-se na
escolha de um de dois caminhos: aquele que conduz à bênção e à felicidade ou
aquele outro que conduz à maldição e à infelicidade.
A bênção e a felicidade concretizam-se na obediência
e fidelidade aos mandamentos. Seremos infelizes se nos cingirmos à idolatria,
isto é, à prática de ritualismos puramente externos. Deus recomenda uma coisa
muito curiosa. Diz para atar as suas leis nas mãos e para as manter diante dos
olhos. Ainda hoje quem for a Jerusalém se apercebe deste levar à letra da
Palavra de Deus, pois verifica que determinados judeus rezam voltados para o
Muro das Lamentações com duas pequenas caixas com algumas frases da Bíblia, uma
atada no braço e a outra na testa.
Na realidade, o sentido profundo desta recomendação
traduz-se desta forma: em qualquer altura ou situação da nossa vida, a Sua lei
deve sempre guiar os nossos pensamentos (manter diante dos olhos) e conduzir as
nossas acções (ser atada nos braços).
Que caminho escolhemos? Como concebemos nós os
mandamentos da Lei: um código de ritualismo externo ou uma relação amorosa
entre Pai e filho? O filho, que é cada um de nós, tendo diante de si os
mandamentos procura pôr neles o próprio coração? Será esse o caminho que
escolhemos para a nossa «justificação»?
3. A justiça de Deus
S. Paulo, na segunda leitura, fala-nos precisamente
da «justificação», isto é, da salvação. «Justificação», «justiça» e «juízo» na
Bíblia, são palavras que indicam uma acção benevolente de Deus. São
identificadas como bênção e misericórdia de Deus. «Deus vem para julgar»:
significa que Ele vem para distribuir os seus favores.
Ora, a nossa «justificação», é a nossa salvação
operada por Deus através do Mistério Pascal de Seu Filho Jesus. Uma vez que
aderimos sinceramente a Ele, tornamo-nos justos e santos, por acção gratuita de
Deus.
Estas palavras do Apóstolo devem levar-nos a
reflectir seriamente sobre a nossa adesão a Jesus Cristo. Fará Ele, realmente,
parte integrante da nossa vida? Fora d'Ele não existe salvação e felicidade. Se
assim é, o que significa para nós ser cristão? É apenas um facto tradicional ou
algo que nos liga realmente a Cristo, à Sua Pessoa, à Sua doutrina?
Reflictamos sobre isto e interroguemo-nos com
seriedade se não andaremos a clamar «Senhor, Senhor» correndo o risco de não
sermos reconhecidos como seus seguidores.
4. Um critério para a autenticidade
das celebrações eucarísticas
Em Ano da Eucaristia, somos convidados a escutar
saudosos a voz do Papa João Paulo II, o Grande, que nos interrogava: «Por que
não fazer então deste Ano da Eucaristia um período em que as comunidades
diocesanas e paroquiais se comprometem de modo especial em ir com obras de
fraternidade ao encontro de alguma das tantas pobrezas do nosso mundo? Penso no
drama da fome que atormenta centenas de milhões de seres humanos, penso nas
doenças e flagelam os Países em vias de desenvolvimento, na solidão dos
anciãos, nas dificuldades dos desempregados, nas viagens dos imigrantes. Estes
são males que afectam – ainda que em medida diversa – até as regiões mais
opulentas. Não podemos iludir-nos: pelo amor recíproco e, em particular, pela
solicitude para com quem está em necessidade seremos reconhecidos como
verdadeiros discípulos de Cristo (cf. Jo
13, 35; Mt 25, 31-46). É este o
critério na base do qual será comprovada a autenticidade das nossas celebrações
eucarísticas» (MND 28).
Oração Universal
Oremos a Deus Pai de misericórdia,
por Seu Filho e nosso Senhor
implorando a Sua graça e misericórdia.
Digamos:
R. Senhor, nós temos confiança em Vós.
1. Pela
humanidade,
para que encontre uma base comum
para a prática do amor,
oremos ao Senhor.
2. Por todos os
homens e mulheres,
para que possam colocar em andamento
o mandamento novo da caridade como
único caminho
que nos levará ao encontro do
verdadeiro Deus,
oremos ao Senhor.
3. Por todos
nós,
para que nossa prática reforce as
nossas palavras,
o nosso agir e o nosso dizer,
oremos ao Senhor.
4. Por todos
aqueles que não podem «agir» fisicamente,
para que descubram e sintam que Deus
os chama a colaborar
de muitas maneiras no Seu Reino,
oremos ao Senhor.
5. Por esta
comunidade eucarística,
para que esta celebração dominical
seja fortalecida
pelo nosso compromisso na prática de
cada dia,
e nos dê força para viver a semana em
plena entrega
à prática do mandamento novo,
oremos ao Senhor.
(outras intenções)
Ó Deus, mistério e força para a qual se voltam todos
os seres humanos,
reconhecemos que a prática do amor e a práxis de
transformação da história
são as expressões fundamentais do compromisso que Vós
esperais de nós,
antes de mais nada. Fazei-nos seguir o exemplo e os
passos de vossos grandes testemunhas
na história a começar por Jesus de Nazaré, Ele que é
Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Cântico do ofertório: Eu venho
Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62
Oração sobre as oblatas: Confiando na vossa bondade, Senhor, trazemos ao altar
os nossos dons, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo
o pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na
unidade do Espírito Santo.
Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT
Monição da Comunhão
Assim como Jesus, anunciou o mandamento novo e
tornou-se realidade pela entrega da Sua vida na Cruz e na Eucaristia, assim
sejamos nós sementes de vida para o mundo.
Cântico da Comunhão: Ao
teu sacrário venho Senhor, B.
Salgado, NRMS 12 (I)
Salmo 16, 6
Antífona da comunhão: Escutai, Senhor, as minhas palavras, respondei-me
quando Vos invoco.
Ou
Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz
o Senhor.
Cântico de acção de graças: Pelo
Pão do Teu Amor, H. Faria, NRMS 2 (II)
Oração depois da comunhão: Guiai, Senhor, com o vosso Espírito aqueles que
alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, de modo que, dando testemunho
de Vós, não só com palavras mas em obras e verdade, mereçamos entrar no reino
dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na
unidade do Espírito Santo.
Ritos Finais
Monição final
Seria fácil ser cristão se bastasse dizer «Senhor,
Senhor!». Seríamos certamente muitos ou, pelo menos, mais do que somos. Não
basta dizer-se cristão, é preciso sê-lo por palavras e comportamentos; não
basta ser baptizado, é preciso pôr em prática as suas exigências; não basta
professar com palavras, é preciso professar com obras; não basta dizer, é
preciso cumprir. O Evangelho não é uma doutrina, mas uma regra de vida e forma
de estar; é um caminho, uma atitude, um compromisso, uma opção.
Cântico final: A Vós,
Senhor, ao Vosso Nome Santo, Az.
Oliveira, NRMS 92
Homilias Feriais
9ª SEMANA
2ª feira, 30-V: A Eucaristia, pedra angular.
Tob. 1, 3- 2, 1-8 / Mc.
12, 1-12
(os agricultores): Este é o herdeiro.
Vamos matá-lo e a herança será nossa.
A parábola (cf. Ev.) refere-se à vinda de Cristo à
terra e à sua paixão e morte, que teve lugar em Jerusalém. Mas aquele que foi
rejeitado transformou-se na pedra angular de todas as construções.
A Eucaristia e a espiritualidade eucarística hão-de
ser a ‘pedra angular’ que há-de «impregnar os nossos dias: o trabalho,
as relações, as mil coisas que fazemos; o empenho de viver a vocação de
esposos, de pais, filhos;...a responsabilidade de edificar a cidade
terrena nas várias dimensões que a mesma comporta, à luz dos valores
evangélicos» (AE, 24).
Celebração
e Homilia: Nuno Westwood
Nota
Exegética: Geraldo
Morujão
Homilia
Ferial: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha