12º
Domingo Comum
19 de Junho de 2005
RITOS INICIAIS
Cântico de entrada: Subirei
alegre, M. Carneiro, NRMS 87
Salmo 27, 8-9
Antífona de entrada: O Senhor é a força do seu povo, o baluarte salvador
do seu Ungido. Salvai o vosso povo, Senhor, abençoai a vossa herança, sede o
seu pastor e guia através dos tempos.
Introdução ao espírito da Celebração
As ventanias, mesmo quando se transformam em
temerosos vendavais, apenas desprendem das plantas algumas folhas secas, e
fazem com que as árvores fortaleçam as raízes que as prendem à terra.
De modo análogo, as provações que desabam sobre nós
ajudam-nos a desprendermo-nos de coisas inúteis e estimulam-nos para um maior
enraizamento na fé.
Peçamos ao Senhor que nos dê humildade para
reconhecermos a nossa fragilidade e o perdão dos nossos pecados.
Oração colecta: Senhor, fazei-nos viver a cada instante no temor e no
amor do vosso Santo nome, porque nunca a vossa providência abandona aqueles que
formais solidamente no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: O profeta Jeremias fica dramaticamente, por ter
servido generosamente o seu povo, alertando-o contra os perigos que o
ameaçavam.
Perseguido por todos, coloca toda a sua confiança no
Senhor.
Jeremias
20, 10-13
Disse Jeremias: 10«Eu ouvia as invectivas
da multidão: 'Terror por toda a parte! Denunciai-o, vamos denunciá-lo!' Todos
os meus amigos esperavam que eu desse um passo em falso: 'Talvez ele se deixe
enganar e assim o poderemos dominar e nos vingaremos dele'. 11Mas o
Senhor está comigo como herói poderoso e os meus perseguidores cairão vencidos.
Ficarão cheios de vergonha pelo seu fracasso, ignomínia eterna que não será
esquecida. 12Senhor do Universo, que sondais o justo e perscrutais
os rins e o coração, possa eu ver o castigo que dareis a essa gente, pois a Vós
confiei a minha causa. 13Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, que
salvou a vida do pobre das mãos dos perversos».
Este texto é uma parte de uma das chamadas «confissões de Jeremias», as dolorosas lamentações do Profeta numa situação tremendamente dramática, após a morte do rei Josias; prisioneiro da paixão por Deus, que o leva ao cumprimento fiel da sua espinhosa missão profética, ele sente a repugnância instintiva do sofrimento que este desempenho lhe causa, pois isto era o pretexto para os seus adversários o acusarem de ser ele o culpado de todas as desgraças que desabavam sobre o povo, desgraças que haviam de culminar na conquista e destruição de Jerusalém por Nabucodonosor em 587 a. C. e no exílio de Babilónia. Jeremias chega ao ponto de, em dolorosos desabafos, amaldiçoar a sua vida, mas, ao mesmo tempo, mostrando uma inquebrantável confiança em Deus. Deixou-nos os mais belos textos literários que exprimem o drama da dor humana de um homem de fé. A sua notável obra encontra-se muito desordenada, sem uma sequência natural, em parte por ter sido mandada queimar pelo rei Joaquim; os seus oráculos, postos por escrito pelo seu secretário Baruc, foram recolhidos de modo muito disperso, como é fácil de verificar. As confissões de Jeremias encontram-se em: Jer 11, 18 – 12, 6; 15, 10-21; 17, 14-18; 18, 18-23; 20, 7-18.
12 «Experimentais o justo»: Deus, ao permitir que caiam males sobre os seus amigos, não quer o mal deles e nunca os abandona; mas prova-os, a fim de os purificar ainda mais, de os encher de méritos e de os tornar mais santos.
Salmo Responsorial Sl 68 (69), 8-10.14.17. 33-35 (R. 14c)
Monição: O Salmo 68 exprime a lamentação dum pobre que se
sente abandonado de todos e põe toda a sua confiança no Senhor.
Refrão: Pela vossa grande misericórdia, atendei-me, Senhor.
Por Vós tenho suportado afrontas,
cobrindo-se meu rosto de confusão.
Tornei-me um estranho para os meus irmãos,
um desconhecido para a minha família.
Devorou-me o zelo pela vossa casa
e recaíram sobre mim os insultos contra Vós.
A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,
no momento propício, meu Deus.
Pela vossa grande bondade, respondei-me,
em prova da vossa salvação.
Tirai-me do lamaçal, para que não me afunde,
livrai-me dos que me odeiam e do abismo das águas.
Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
O Senhor ouve os pobres e não despreza os cativos.
Louvem-n'O o céu e a terra,
os mares e quanto neles se move.
Segunda Leitura
Monição: Na catequese aos fiéis de Roma, S. Paulo ensina-nos que Jesus Cristo, não só destruiu todo o efeito do
pecado dos nossos primeiros pais,
mas onde abundou o pecado superabundou a graça de Deus.
Romanos 5,
12-15
Irmãos: 12Assim como por um só homem
entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte atingiu
todos os homens, porque todos pecaram. 13De facto, até à Lei,
existia o pecado no mundo. Mas o pecado não é levado em conta, se não houver
lei. 14Entretanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo para
aqueles que não tinham pecado por uma transgressão à semelhança de Adão, que é
figura d'Aquele que havia de vir. 15Mas o dom gratuito não é como a
falta. Se pelo pecado de um só pereceram muitos, com muito mais razão a graça
de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus Cristo, se concedeu com
abundância a muitos homens.
Estamos diante dum texto da máxima importância para a Teologia e para a vida cristã. As controvérsias doutrinais contribuíram para que o ponto central das afirmações de Paulo se tenha feito deslocar da justificação pela graça para o pecado, e da obra salvadora de Cristo para o obra demolidora de Adão. É certo que não faria sentido falar da libertação por Cristo do pecado, da condenação e da morte, sem que estes males tivessem entrado de forma poderosa no mundo. Mas Adão não passa duma figura, por antítese, de Cristo, em virtude duma argumentação a fortiori de tipo rabínico (o chamado qal wa-hómer). Mas, ainda que, como pensam muitos exegetas, Paulo não trate directa e expressamente do tema do pecado original (só indirectamente), este texto não deixa de oferecer uma base legítima e sólida para a doutrina proposta pelo Magistério da Igreja, assim resumida no Catecismo da Igreja Católica, nº 403: «Depois de S. Paulo, a Igreja sempre ensinou que a imensa miséria que oprime os homens, e a sua inclinação para o mal e para a morte não se compreendem sem a ligação com o pecado de Adão e o facto de ele nos transmitir um pecado de que todos nascemos infectados e que é a ‘morte da alma’. A partir desta certeza de fé, a Igreja concede o Baptismo para a remissão dos pecados, mesmo às crianças que não cometeram qualquer pecado pessoal».
Aclamação ao Evangelho Jo 15, 26b.27a
Monição: Manifestemos o nosso agradecimento pela palavra que
o senhor nos dirige e manifestemos-Lhe a disponibilidade para seguir os Seus
ensinamentos, cantando aleluia.
Aleluia
Cântico: F da Silva, 73-74
O Espírito da verdade dará testemunho de Mim, diz o
Senhor,
e vós também dareis testemunho de Mim.
Evangelho
São Mateus
10, 26-33
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 26«Não
tenhais medo dos homens, pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se,
nada há oculto que não venha a conhecer-se. 27O que vos digo às
escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os
telhados. 28Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a
alma. Temei antes Aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo. 29Não
se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem
consentimento do vosso Pai. 30Até os cabelos da vossa cabeça estão
todos contados. 31Portanto, não temais: valeis muito mais do que os
passarinhos. 32A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante
dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus.
33Mas àquele que Me negar diante dos homens, também Eu o negarei
diante do meu Pai que está nos Céus».
Continuamos hoje a ter uma série de instruções e advertências de Jesus aos Apóstolos para a sua missão, que se aplicam a todos os discípulos de Cristo. As exortações desta secção (vv. 26-33) aparecem condensadas logo na frase inicial: «Não tenhais medo!», que era um lema proposto pelo inesquecível Papa João Paulo II.
26 «Não tenhais receio dos homens». Jesus ensina-nos que não devemos temer o que os homens digam de nós, murmuração ou calúnia (cf. v. 25), pois chegará um dia em que tudo vem a descobrir-se.
27 «Dizei-o em plena luz». Se o Senhor falava aos seus particularmente, isso era para vir a ser anunciado. Por sábia pedagogia divina assim actuava o Senhor, especialmente para evitar agitações populares. Mas Jesus manda que os seus Apóstolos preguem a verdade do Evangelho abertamente e a todos, com clareza e sem ambiguidades, pondo de parte uma falsa prudência humana.
28 «A perdição da alma e do corpo no Inferno». O Inferno é uma verdade de fé claramente ensinada por Jesus Cristo (cf. Mt 5, 22-29; 18, 9; Mc 9, 43.45.47; Lc 15, 5; etc.), uma verdade que a doutrina da Igreja sempre tem lembrado. O Inferno existe, um castigo eterno para os que morrem em estado de pecado mortal, de deliberada rejeição de Deus. E não é ele um sinal de menos misericórdia de Deus, pois os condenados não são capazes de arrependimento para pedir o perdão e a misericórdia divina. O Inferno é uma realidade misteriosa e é a prova da liberdade humana e de como Deus a respeita e a toma a sério.
Sugestões para a homilia
Confiança inabalável em Deus
Valentia na profissão de fé
Confiança inabalável em Deus
Fidelidade
heróica. Jeremias encontra-se
dramaticamente só, por causa da sua fidelidade ao Senhor.
Tentara alertar o povo contra o perigo duma aliança
com o Egipto, perante a eminência da invasão de Nabucodonosor.
Ela servirá apenas para inflamar a ira do grande
conquistador, precipitando a destruição de Jerusalém e o cativeiro da
Babilónia; e colocará o Povo de Deus em grave risco de se deixar corromper pelo
Egipto, em virtude da intensificação das relações comerciais, militares e
políticas, levando-o a trair a Aliança feita com Deus.
Os interesseiros da nova política – sempre atentos a
tirar dividendos das situações, sem olhar a meios – perseguem-no sem tréguas,
tentam matá-lo, e repetem-lhe, em tom de escárnio, as palavras proféticas:
(Haverá) «terror por toda a parte.»
É lançado num canal, com lama até ao pescoço, e foi
salvo da morte certa pelo rei, que vivia também atemorizado com os
conspiradores.
A nossa
confiança está em Deus. No meio
desta solidão humana, recorre ao Senhor com toda a confiança. Assim se exprime
na primeira leitura desta celebração.
A nossa fé concretiza-se na fidelidade ao Senhor,
mesmo quando isso nos faz correr perigo, ou exige de nós a perda de prestígio,
ou perigos materiais.
A atitude de Jeremias é também reprovação daqueles
que se deixam arrastar pelo respeito humano; que escondem ou disfarçam a
verdade, para não passarem um mau bocado.
Deus nunca
abandona os Seus. Jeremias espera
ver ainda o Senhor fazer brilhar a sua inocência aos olhos dos inimigos. De
facto, em breve os acontecimentos lhe deram razão.
No entanto, conhecemos a história de muitos santos
que partiram para a eternidade sem verem a sua fama restituída.
Não é triunfo pessoal em que estamos interessados,
mas o da verdade, o de Deus. Que nos importam os louvores humanos, se nos
aguarda uma eternidade feliz?
Também aqui podem ter aplicação as palavras de S.
Paulo na Carta aos Romanos: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça.»
Valentia na profissão de fé
Não temais! Foram estas as primeiras palavras de João Paulo II,
de saudosa memória, quando fez a primeira aparição na sacada da Basílica de S.
Pedro; são elas também que nos repete o Santo Padre Bento XVI.
A missão dos discípulos do Senhor de todos os tempos
é proclamar abertamente a mensagem da salvação recebida.
Razões para
a valentia. Uma a uma, Jesus vai
eliminando a razão da nossa timidez que nos leva a hesitar no caminho.
Os que actuam nas trevas têm muito medo à luz do dia.
Também nós podemos ser vítimas desta tentação, tomando atitudes de cobardia
diante dos homens, para não passarmos um mau bocado.
Não vale a pena fazê-lo, porque tudo será posto à luz
do dia, pelo menos no juízo final.
Nem ao menos devem assustar-nos as ameaças de morte.
Eles não podem roubar-nos uma eternidade feliz. De resto, tanto faz partir mais
cedo ou mais tarde para o Céu. «Não
tenhais medo aos que matam o corpo, mas não podem matar a alma.»
A única coisa que nos deve meter medo é o pecado, a
infidelidade à nossa aliança com Deus no Baptismo.
Deus está continuamente atento a tudo o que nos pode
acontecer e tem poder para afastar tudo o que nos pode causar dano. Se Ele
cuida com tanto desvelo pelos passarinhos, quando mais por nós, que somos seus
filhos!
Atenção ao
respeito humano. Humanamente,
sentimos repugnância perante uma pessoa que pretende agradar a todos, fingindo
que não nos conhece, quando isso implica qualquer incómodo para eles.
O Senhor alerta-nos contra o respeito humano com
palavras duras. Quem se envergonhar d’Ele diante dos homens, ele
envergonhar-Se-á dele diante do Pai do Céu.
Com quanta valentia e Amor se entregou por nós na sua
Paixão e Morte! E, não contente com isso, dá-Se-nos na Palavra e no Pão, na
celebração da Santíssima Eucaristia, sem olhar a incómodos e inconvenientes.
Procuremos, com a ajuda de Maria, nossa Mãe,
corresponder também com uma fidelidade heróica.
Fala o Santo Padre
«O Coração de Cristo é fonte inexaurível de vida
eterna.»
1. O mês de Junho está marcado, de modo particular,
pela devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Celebrar o Coração de Cristo
significa dirigir-se ao centro íntimo da Pessoa do Salvador, aquele centro que
a Bíblia identifica precisamente no seu Coração, sede do amor que redimiu o
mundo.
Se já o coração humano representa um mistério
insondável que só Deus conhece, muito mais sublime é o Coração de Jesus no qual
pulsa a própria vida do Verbo! Nele, como sugerem fazendo eco às Escrituras as
bonitas Ladainhas do Sagrado Coração, encontram-se todos os tesouros da
sabedoria e da ciência e toda a plenitude da divindade.
Para salvar o homem, vítima da sua própria
desobediência, Deus quis oferecer-lhe um «coração novo», fiel à sua vontade de
amor (cf. Jer 31, 33; Ez 36, 26; Sl 50, 12). Este coração
é o Coração de Cristo, a obra-prima do Espírito Santo, que começou a bater no
seio virginal de Maria e foi trespassado por uma lança na Cruz, tornando-se
assim, e para todos, fonte inexaurível de vida eterna. Aquele Coração é agora
penhor de esperança para cada homem.
2. Como é necessária para a humanidade contemporânea
a mensagem que surge da contemplação do Coração de Cristo! De facto, de onde
poderá ela tirar, a não ser daquela fonte, as reservas de mansidão e de perdão
necessárias para sanar os ásperos conflitos que a ensanguentam? [...]
João Paulo II.
Roma, Angelus, 23 de Junho de 2002
Oração Universal
Oremos, irmãos, a Deus Pai todo poderoso,
Por intercessão de Nosso Senhor Jesus Cristo,
E movidos pelo Espírito Santo, nosso divino Hóspede
Pelas nossas necessidades e pelas de todos os fiéis.
1. Para que os
cristãos perseguidos por ódio à fé
encontrem na oração e confiança em
Deus
a fortaleza d que necessitam para
serem fiéis,
oremos, irmãos.
Atendei,
Senhor, o Vosso Povo.
2. Para que o
dom da fortaleza ajude os pais
a vencerem as tentações de desânimo,
no trabalho de educação dos seus
filhos,
oremos, irmãos.
Atendei,
Senhor, o Vosso Povo.
3. Para que os
casais em crise de perseverança
nos compromissos tomados perante Deus,
olhem, à luz da eternidade o seu
futuro,
oremos, irmãos.
Atendei,
Senhor, o Vosso Povo.
4. Para que o
santo Padre, Bispos e Sacerdotes
proclamem sempre a doutrina de Jesus
Cristo
caminho de heroísmo para a santidade,
oremos, irmãos.
Atendei,
Senhor, o Vosso Povo.
5. Para que os
incompreendidos, doentes e oprimidos,
alicerçados numa confiança inabalável
em Deus,
enfrentem corajosamente as suas
dificuldades,
oremos, irmãos.
Atendei,
Senhor, o Vosso Povo.
6. Para que as almas de todos os fiéis defuntos,
ainda na purificação das suas manchas,
entrem quando antes, na glória eterna,
oremos, irmãos.
Atendei,
Senhor, o Vosso Povo.
Senhor, que sempre estais atento às nossas orações
e compreendeis os problemas que nos oprimem
mesmo antes que Vos falemos deles na oração:
atendei as súplicas humildes que Vos dirigimos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,
que é Deus convosco, na unidade do espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Cântico do ofertório: Senhor,
nós Vos oferecemos, B. Salgado, NRMS 5 (II)
Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor,
purificai, Senhor, os nossos corações, para que se tornem uma oblação agradável
a vossos olhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco
na unidade do Espírito Santo.
Santo: A. Cartageno, NRMS 99-100
Saudação da Paz
Só uma confiança ilimitada no Senhor, própria de quem
sabe que é filho de Deus, nos pode alcançar a verdadeira paz.
Num gesto de magnanimidade, perdoemos todas as
ofensas e demo-nos mutuamente a paz de Cristo.
Monição da Comunhão
O Senhor não se limita a chamar-nos a percorrer os
caminhos da santidade. Ilumina-nos e purifica-nos com a Sua Palavra, e
alimenta-nos com o Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
Aceitemos com profundo agradecimento esta oferta
divina.
Cântico da Comunhão: O
Cordeiro de Deus é o nosso Pastor,
Az. Oliveira, NRMS 90-91
Salmo 144, 15
Antífona da comunhão: Os olhos de todos esperam em Vós, Senhor, e a seu
tempo lhes dais o alimento.
Ou
Jo 10, 11.15
Eu sou o Bom Pastor e dou a vida pelas minhas
ovelhas, diz o Senhor.
Oração depois da comunhão: Senhor, que nos renovastes pela comunhão do Corpo e
do Sangue de Cristo, fazei que a participação nestes mistérios nos alcance a
plenitude da redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
convosco na unidade do Espírito Santo.
Ritos Finais
Monição final
Partimos para a vida de cada dia com a certeza de que
o Senhor nunca nos abandonará.
Esta convicção de fé tornar-nos-á mais audazes e
corajosos nos caminhos da vida.
Cântico final: Seguros e
fortes, F. da Silva, NRMS 11-12
Homilias Feriais
12ª SEMANA
2ª feira, 20-VI: O povo de Deus reunido.
Gen. 12, 1-9 / Mt.
7, 1-5
O Senhor disse a Abraão:... Farei de
ti uma grande nação. Hei-de abençoar-te e dar-te um grande nome.
«Para reunir a humanidade dispersa, Deus
escolhe Abrão, chamando-o para ‘deixar a sua terra, a sua família e a casa de
seu pai’, para o fazer Abraão, quer dizer ‘pai de uma grande número de nações’:
‘Em ti serão abençoadas todas as nações da terra’ (Leit. do dia)» (CIC, 59).
Na celebração eucarística está igualmente reunido o
povo de Deus: «Populo congregato: com estas palavras inicia o Ordo
Missae. O sinal da cruz no início da Missa manifesta que a Igreja é o povo
de Deus reunido no nome da Trindade» (AE, 27).
3ª feira, 21-VI: A parábola dos dois caminhos.
Gen. 13, 2. 5-18 / Mt.
7, 6. 12-14
Entrai pela porta estreita, porque
larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição.
«O caminho de Cristo ‘leva à vida’; um caminho
contrário ‘leva à perdição’ (Ev. do dia). A parábola evangélica dos dois
caminhos está sempre presente na catequese da Igreja. E significa a importância
das decisões morais para a nossa salvação. «'Há dois caminhos, um da vida,
outro da morte, mas entre os dois existe uma grande diferença'» (CIC, 1696).
Diante de Abraão e Lot também se abrem dois
caminhos. Lot escolheu o mais rico, mas com cidades perversas (Sodoma) e
acabou na perdição; Abraão ficou com o pior, mas levou-o à vida com Deus (cf.
Leit.).
4ª feira, 22-VI: Os frutos da celebração eucarística.
Gen. 15, 1-12. 17-18 / Mt. 7, 15-20
Assim toda a árvore boa dá bons
frutos, e a árvore má dá maus frutos.
A garantia da obtenção de bons frutos é dada pela graça
de Deus: «segundo a palavra do Senhor, que diz : ‘Pelos seus frutos os
conhecereis’ (Ev. do dia), a consideração dos benefícios na nossa vida e
na vida dos santos oferece-nos uma garantia de que a graça de Deus opera
em nós e nos incita a uma fé cada vez maior...» (CIC, 2005). Na Santa Missa
recebemos o Autor de todas as graças, que nos proporciona abundantes
benefícios.
Fruto da correspondência de Abraão à sua
vocação é um descendência numerosa: «Olha para o céu e conta a estrelas... É
assim que será a tua descendência» (Leit.).
5ª feira, 23-VI: Frutos do cumprimento da vontade de
Deus.
Gen. 16, 1-12. 15-16 / Mt. 7, 21-29
Nem todo o que me diz Senhor, Senhor,
entrará no Reino dos céus, mas só quem faz a vontade de meu Pai.
O caminho que conduz
ao céu e à felicidade aqui na terra
é a obediência à vontade divina, e
não o repetir o seu nome (cf. Ev.). O próprio Jesus declara que o seu alimento
é fazer a vontade do Pai (cf. Jo. 4, 34), e Ele obedeceu até à morte e morte na
cruz. Que a nossa participação na Eucaristia nos leve a perguntar durante o
dia: Estou a fazer a vontade de Deus neste momento, como Jesus a faria?
Agar, que se tinha afastado de Abraão é aconselhada
pelo Anjo a voltar. Cumpre a vontade de Deus e tem uma descendência numerosa
(cf. Leit.).
Celebração
e Homilia: Fernando Silva
Nota
Exegética: Geraldo
Morujão
Homilias
Feriais: Nuno Romão
Sugestão
Musical: Duarte Nuno Rocha