17º
Domingo Comum
24 de Julho de 2005
RITOS INICIAIS
Cântico de entrada: Adorai
o Senhor no seu Templo Santo, M.
Carneiro, NRMS 98
Salmo 67, 6-7.36
Antífona de entrada: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa
para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.
Introdução ao espírito da Celebração
Que pediríamos ao Senhor, se nos dissesse: – «Pede o
que quiseres»? Talvez cada um se dirija ao Senhor nestes termos: – «Dá-me,
Senhor, o necessário para Te amar e servir, para amar e servir cada pessoa
humana. Senhor, não permitas que me desvie deste programa de vida e obtenha a
salvação eterna que a todos ofereceis».
Oração colecta: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada
tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que,
conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir
desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é
Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: O pedido
de Salomão agradou ao Senhor. Mas Salomão nem sempre agiu como devia.
1 Reis 3, 5.7-12
Naqueles dias, 5O Senhor apareceu em
sonhos a Salomão durante a noite e disse-lhe: «Pede o que quiseres». 7Salomão
respondeu: «Senhor, meu Deus, Vós fizestes reinar o vosso servo em lugar do meu
pai David e eu sou muito novo e não sei como proceder. 8Este vosso
servo está no meio do povo escolhido, um povo imenso, inumerável, que não se
pode contar nem calcular. 9Dai, portanto, ao vosso servo um coração
inteligente, para saber distinguir o bem do mal; pois, quem poderia governar
este vosso povo tão numeroso?» 10Agradou ao Senhor esta súplica de
Salomão e disse-lhe: 11«Porque foi este o teu pedido, e já que não
pediste longa vida, nem riqueza, nem a morte dos teus inimigos, mas sabedoria
para praticar a justiça, 12vou satisfazer o teu desejo. Dou-te um
coração sábio e esclarecido, como nunca houve antes de ti nem haverá depois de
ti».
A leitura é tirada do 1° Livro dos Reis, cuja figura central dos primeiros capítulos é Salomão, o rei sábio (3, 1 – 5, 15), construtor (5, 15 – 9, 25) e comerciante (9, 26 – 10, 29). A glória de Salomão, em especial a sua sabedoria, é-nos apresentada aqui como recompensa divina para a sua piedade e desprendimento: «agradou ao Senhor que Salomão tivesse feito este pedido» (v. 10).
5 «Gábaon». Localidade a cerca de onze quilómetros a Noroeste de Jerusalém (hoje. el-Gib) onde se encontrava o mais importante «lugar alto» (santuário situado no cimo dum monte). Ver 2 Cron 1, 3.
7
«Sou muito novo e não sei como proceder»,
à letra, sou um menino pequeno que
não sabe sair nem entrar, isto é, tratar de negócios, governar. Sair e entrar é um hebraísmo muito
corrente, uma forma figurada de falar, tirada da vida pastoril, em que o pastor
mostra a sua capacidade saindo e entrando bem como todo o rebanho.
Salmo Responsorial Sl 118, 57.72.76-77.127-128.129-130 (R . 97a )
Monição: Peçamos ao Senhor que nos ajude a fazer sempre a Sua
vontade e não o que nos apetecer.
Refrão: Quanto amo, Senhor, a vossa lei!
Senhor, eu disse: A minha herança
é cumprir as vossas palavras.
Para mim vale mais a lei da vossa boca
do que milhões em ouro e prata.
Console-me a vossa bondade,
segundo a promessa feita ao vosso servo.
Desçam sobre mim as vossas misericórdias e viverei,
porque a vossa lei faz as minhas delícias.
Por isso, eu amo os vossos mandamentos,
mais que o ouro, o ouro mais fino.
Por isso, eu sigo todos os vossos preceitos
e detesto todo o caminho da mentira.
São admiráveis as vossas ordens,
por isso, a minha alma as observa.
A manifestação das vossas palavras ilumina
e dá inteligência aos simples.
Segunda Leitura
Monição: O Senhor quer que sejamos imagem de Cristo.
Romanos 8,
28-30
Irmãos: 28Nós sabemos que Deus concorre em
tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados, segundo o seu
desígnio. 29Porque os que Ele de antemão conheceu, também os
predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o
Primogénito de muitos irmãos. 29E àqueles que predestinou, também os
chamou; àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou,
também os glorificou.
Estas
breves e incisivas palavras são das mais belas sínteses paulinas e estão na
linha dos ensinamentos centrais de Romanos: a confiança mais absoluta em Deus,
que há-de levar a cabo a obra já começada de salvar os seus fiéis. É certo que
S. Paulo admite noutras passagens a possibilidade de que estes não se venham a
salvar; mas, se isso vier a suceder, não pode ser por uma falha de Deus, mas
apenas por uma atitude plenamente deliberada do homem resgatado. A nossa esperança
é firmíssima (cf. Rom 5, 5.10),
porque temos dentro de nós o próprio Espírito Santo, que vem em ajuda da nossa
fraqueza, intercedendo por nós com gemidos inefáveis (cf. Rom 8, 26), e Deus Pai ouve esta intercessão, porque está
plenamente conforme com Ele mesmo (v. 27). Além disso, por uma Providência
amorosíssima, «Deus concorre, em tudo
para o bem daqueles que O amam» (v. 28).
29-30
O desígnio salvador de Deus é aqui explicitado em cinco etapas (já explicitadas
noutras passagens): Deus «conheceu-nos de
antemão», isto é, olhou-nos com amor; «predestinou-nos
para sermos conformes à imagem do seu Filho», sendo um só com Cristo; «chamou-nos»; «justificou-nos»; «glorificou-nos». É certo que ainda não estamos na
plena posse da glória que nos está garantida (cf. vv. 17-18), mas a verdade é
que já a podemos considerar adquirida, dada a nossa intima união a Cristo
ressuscitado na sua glória; é por isso que os gramáticos consideram esta forma
verbal do passado – glorificou-nos –
como um «aoristo proléptico» (são frequentes em S. Paulo as figuras da
prolepse).
Aclamação ao Evangelho cf. Mt 11, 25
Monição: O Senhor revela e dá aos simples e humildes aquilo
de que mais necessitam.
Aleluia
Cântico: Aclamação – 3, F.
da Silva, NRMS 50-51
Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque revelastes aos pequeninos os mistérios do
reino.
Evangelho*
Forma longa: São Mateus 13, 44-52 Forma breve: São Mateus
13, 44-46
Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 44«O
reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o
encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto
possuía e comprou aquele campo. 45O reino dos Céus é semelhante a um
negociante que procura pérolas preciosas. 46Ao encontrar uma de
grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola.
[47O reino dos Céus é semelhante a uma
rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. 48Logo
que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os
cestos e o que não presta deitam-no fora. 49Assim será no fim do
mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos 50e a
lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. 51Entendestes
tudo isto?» Eles responderam-Lhe: «Entendemos». 52Disse-lhes então
Jesus: Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a
um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas».]
Nesta leitura podemos distinguir três unidades: as parábolas do tesouro e da pérola (vv. 44-46); a parábola da rede (w. 47-50); e a conclusão final do discurso das parábolas (vv. 51-52). As duas primeiras parábolas são equivalentes e a da rede é paralela à do trigo e do joio (vv. 36-43).
44-46
As parábolas do tesouro escondido e da pérola rara deixam ver, antes de mais,
que o Reino dos Céus é o maior bem que o homem pode chegar a conseguir; tudo o
resto é relativo. Também parece significativo que tanto o pobre jornaleiro,
como o negociante (este rico certamente) entregam tudo o que têm para chegarem
à posse do tão precioso bem almejado. No entanto, cada uma das duas parábolas
põe o acento num aspecto particular do Reino: o tesouro foca a abundância dos seus bens; a pérola, a sua beleza. Não parece que os pormenores em que ambas as
parábolas divergem sejam didacticamente significativos, pois devem ser meros
pormenores narrativos: assim a casualidade da descoberta do tesouro e o achado
da pérola após longa procura; o tesouro está escondido e a pérola é
apresentada. Também não é significativo o facto de que o homem que acha o
tesouro o esconda, pois seria a aprovação dum expediente fraudulento; com
efeito, o ensinamento da parábola não versa sobre isto: o que interessa, como
lição, é a atitude do homem que se desprende de tudo para obter o tesouro
escondido.
52
O longo discurso das parábolas termina com o elogio do escriba cristão, que se faz discípulo, «o escriba iniciado no Reino dos Céus». Este, como um senhor
endinheirado, «tira do seu tesouro coisas
novas e velhas», isto é, administra toda a riqueza da Antiga Aliança (que
Cristo não rejeitou: cf. Mt 5, 17) e
toda a riqueza da novidade evangélica. O discípulo de Cristo não possui só para
si a riqueza do tesouro do Evangelho, mas tira do seu tesouro, para fazer os
homens, seus irmãos. participantes de tão grande bem.
Sugestões para a homilia
1. Não pedir longa vida, ou riqueza, ou a morte dos
inimigos.
A vida não é maravilhosa por ser longa. A vida é
apaixonante se bem vivida! Não queiramos acrescentar anos à vida mas dar vida
aos anos.
Também não é a riqueza que torna feliz o homem, mas a
forma como utilizamos a riqueza. Dá a cada coisa o valor que tem. É mais
importante o ser que o ter. Se tens riqueza, agradece ao Senhor esse bem e
procura reparti-la com os outros, sobretudo com os mais pobres.
Nunca a morte dos outros resolverá os problemas deste
mundo. Só o amor, que leva ao diálogo e à solidariedade, nos dará a paz.
2. Como Salomão, peçamos ao Senhor um coração sábio e
esclarecido, para distinguir o bem do mal.
Não basta ter um coração sábio e esclarecido, para
distinguir o bem do mal, se depois não usamos os meios para fazer o bem e
evitar o mal.
Salomão começou bem a sua vida mas acabou mal.
Cuidado com isto! Começar bem é de todos mas acabar bem é só dos que
perseveram. Se pecamos, devemos levantar-nos sempre. Desanimar não fará parte
do nosso programa de vida.
3. As parábolas – do tesouro escondido num campo e
das pérolas preciosas – levam-nos a pensar na forma como utilizamos os bens
deste mundo. Eles são meios e não fins. O nosso fim é a eternidade. Saibamos
utilizar os bens terrenos, evitando que nos levem a perder de vista a salvação
eterna que nos espera.
A parábola da pesca de peixes bons e do que não
presta, sendo os peixes bons guardados nos cestos e o que não presta deitado
fora, alerta-nos para a necessidade de meditar que na Nova Aliança, tal como no
Antiga, Deus dá ao homem a escolher entre a vida e a morte, entre a bênção e a
maldição (Dt 30, 19), entre o querer a visão de Deus por toda a eternidade ou o
rejeitar a visão de Deus para sempre.
Recordemos também estas palavras do (Apocalipse 22,
14-15): «Eis que venho em breve e trarei comigo a recompensa, para dar a cada
um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o Último, o
Princípio e o Fim. Felizes os que lavam as suas vestes, para terem direito à
árvore da vida e poderem entrar, pelas portas, na cidade celeste. Fora os cães,
os feiticeiros, os imorais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e
praticam a mentira».
Oração Universal
Irmãos caríssimos: Supliquemos ao Senhor que nos faça
sentir
a sede de Deus e todos os homens considerem a vida
eterna com Deus
como o maior tesouro e a pérola mais preciosa,
dizendo:
Senhor,
aumentai a nossa confiança em Vós
1. Pela unidade
e liberdade da Igreja Católica
e pelas intenções de Bento XVI,
oremos.
2. Pelos que se
preparam para o sacerdócio,
pelo aumento das vocações sacerdotais
e religiosas
e pelos leigos que fazem apostolado:
para que sejam fiéis à sua vocação,
oremos.
3. Por aqueles
que fazem de Deus,
e da vida eterna com Deus o seu
tesouro
e por todos os que O ofendem e negam,
oremos.
4. Para
alcançarmos o arrependimento
e o perdão dos nossos pecados,
e sermos livres de todos os perigos,
oremos.
5. Por esta
comunidade, reunida em nome de Jesus Cristo,
e por aqueles que habitualmente não
participam na eucaristia dominical,
oremos.
Deus todo-poderoso, que
quereis salvar todos os homens, ouvi a oração da vossa Igreja
e despertai em todos os
povos o desejo de participar na visão de Deus. Por Nosso Senhor...
Liturgia Eucarística
Cântico do ofertório: No meio
da minha vida, F. da Silva, NRMS 1 (II)
Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa
generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios,
por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às
alegrias eternas. Por Nosso Senhor.
Santo: Az. Oliveira, NRMS 50-51
Saudação da Paz
Desejar o tesouro da nossa salvação eterna passa
também pela construção da paz.
Monição da Comunhão
Quem deseja salvar-se e ajudar os outros a trilhar os
caminhos da salvação, deve centrar a sua vida na Eucaristia, participando
também na comunhão.
Cântico da Comunhão: Em
Vós, Senhor, está a fonte da vida,
Az. Oliveira, NRMS 67
Salmo 102, 2
Antífona da comunhão: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os
seus benefícios.
Ou
Mt 5, 7-8
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão
misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Cântico de acção de graças: É
bom louvar- Te Senhor, M. Carneiro,
NRMS 84
Oração depois da comunhão: Senhor, que nos destes a graça de participar neste
divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom
do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.
Ritos Finais
Monição final
Se queremos levantar o mundo do indiferentismo
religioso em que vive e projectá-lo para a visão eterna de Deus, devemos ser
santos e dar exemplo de santidade.
Cântico final: Ao Deus do
universo, J. Santos, NRMS 1 (II)
Homilias Feriais
17ª SEMANA
2ª feira, 25-VII: S. Tiago: Oferecimento da nossa
existência.
2 Cor. 4,
7-15 / Mt. 20, 20-28
Não sabeis o que estais a pedir.
Podeis beber o cálice que eu estou para beber? Eles responderam-lhe: Podemos!
E, de facto, anos mais tarde, S. Tiago foi o primeiro
dos Apóstolos a dar a vida pelo Evangelho
(cf. Oração). «’Podeis beber o cálice...?’ O Senhor sabia que poderiam imitar a
sua paixão e, no entanto, pergunta-lhes, porque as coisas de muito valor não se
conseguem a não ser por um preço muito elevado» (S. João Crisóstomo).
Recebemos igualmente um convite para a celebração
eucarística. Ofereçamos ao Senhor a existência: «...assim a nossa participação
na celebração deve trazer consigo a oferta
da nossa existência. Na Eucaristia, a Igreja oferece o sacrifício de
Cristo, oferecendo-se com Ele » (AE, 24).
3ª feira, 26-VII: S. Joaquim e S. Ana: A herança que
deles nasceu.
Sir. 44, 1. 10-15 (aprop.) / Mt. 13, 16-17 (aprop.)
Eles foram homens ilustres, e as suas
obras justas não ficaram esquecidas. Na sua descendência permanece a excelente
herança que deles nasceu.
Hoje é o dia para louvarmos os pais de Nossa Senhora.
Foram eles que trouxeram ao mundo a que viria a ser a Mãe de Deus. Permaneceu a
«excelente herança, que deles nasceu» (Leit.).
Eles puderam ver Maria Santíssima, a que «encarnou a lógica da Eucaristia em toda a sua
existência. A Igreja, vendo em Maria o seu modelo, é chamada a imitá-la
também na sua relação com este mistério santíssimo. O pão eucarístico que
recebemos é a carne imaculada do Filho: Ave
verum corpus natum de Maria Virgine!.»(MN, 31).
4ª feira, 27-VII: Um encontro junto ao Sacrário.
Ex. 34, 29-35 / Mt
13, 44-46
Sempre que Moisés entrava na Tenda do
Encontro para ir à presença do Senhor...
Todos temos uma Tenda
do Encontro nos sacrários dos templos. No Sacrário encontramo-nos com Ele, podemos falar com Ele como Moisés,
os Apóstolos, e contar-lhe as nossas alegrias e preocupações. Ali encontraremos
sempre paz e saímos transformados ( como Moisés: cf. Leit.).
Jesus espera a nossa visita: «é prova de gratidão, sinal de amor e dever de adoração a
Cristo Senhor, ali presente» (Paulo VI). O Papa João Paulo II espera que um dos
frutos deste Ano Eucarístico seja a piedade eucarística fora da Missa: «Se se
fomenta a adoração eucarística fora
da Missa, este ano de graça terá conseguido um significativo resultado» (MN,
29).
5ª feira, 28-VII: Acompanhar Jesus no Sacrário.
Ex. 40, 16-21. 34-38 / Mt. 13, 47-53
A nuvem do Senhor estava de dia sobre
o Tabernáculo e, de noite, havia nela um fogo.
«A nuvem e a
luz. Estes dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito
Santo. Desde as teofanias do Antigo Testamento, a nuvem, umas vezes escura, outras luminosa, revela o Deus vivo e
Salvador...: a Moisés no monte Sinai, na Tenda da reunião e durante a marcha
pelo deserto (cf. Leit. do dia)» (CIC, 697).
Podemos fazer um propósito de estar mais unidos ao Sacrário mais próximo da nossa
casa ou local de trabalho. Lembremo-nos que é «muito boa companhia a do bom
Jesus, para não nos separarmos d’Ele e de sua santíssima Mãe» (S. Teresa de
Ávila).
6ª feira, 29-VII: S. Marta: O trabalho e o Sacrário.
1 Jo.4,
7-16 (aprop.) / Jo. 11, 19-27 (pp.)
Marta disse então a Jesus: Se tivesses
estado aqui, Senhor, meu irmão não teria morrido.
Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com
o Senhor, que ali procurava descansar e se sentia bem acompanhado. Marta
gostava de preparar tudo muito bem para receber o Senhor.
Enquanto trabalhava dirigia-se ao Senhor e pedia-lhe que a irmã a viesse ajudar.
Durante as nossas horas de trabalho, procuremos lembrar-nos da presença do Senhor no Sacrário mais
próximo: «Aí, desse lugar de trabalho, faz com que o teu coração se escape até
ao Senhor junto do Sacrário, para lhe dizeres, sem fazer coisas estranhas: -Meu
Jesus, amo-te.» (J. Escrivá, Forja, 746).
Sábado, 30-VII: O Ano da Eucaristia.
Lev. 25, 1. 8-17 / Mt.
14, 1-12
De cinquenta em cinquenta anos
proclamareis um ano santo...
O Santo Padre proclamou um Ano da Eucaristia: «seja para todos ocasião preciosa para uma
renovada consciência do tesouro
incomparável que Cristo entregou à sua Igreja. Seja estímulo para a sua
celebração mais viva e sentida, da qual brote uma existência cristã
transformada pelo amor» (MN, 29).
Que em todos os lugares se reavive a celebração da Missa dominical bem como a
adoração eucarística fora da Missa.
Não nos contentemos apenas com estas metas: «Mas é bom apostar alto, não se
contentando com medidas medíocres» (MN, 29).
Celebração
e Homilia: Adriano Teixeira
Nota
Exegética: Geraldo
Morujão
Homilias
Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha