Exaltação da Santa Cruz

14 de Setembro de 2005

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Toda a nossa glória está na Cruz, M. Simões, NRMS 25

cf. Gal 6, 14

Antífona de entrada: Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. N'Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição. Por Ele fomos salvos e livres.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A festa de hoje leva-nos ao Mistério pascal de Cristo que a nossa Eucaristia actualiza. Todos somos convidados a olhar na perspectiva de Deus, a centrar o nosso olhar no rosto de Cristo, rosto de misericórdia e rosto de esperança. Somos convidados a centrar toda a nossa existência em Cristo salvador e a comprometer a nossa vida com o seu projecto de salvação.

 

Oração colecta: Senhor, que na vossa infinita misericórdia, quisestes que o vosso Filho sofresse o suplício da cruz para salvar o género humano, concedei que, tendo conhecido na terra o mistério de Cristo, mereçamos alcançar no Céu os frutos da redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Era necessário que na caminhada árdua e penosa o coração e a vida estivessem centrados em Deus, só assim o veneno das serpentes ficaria neutralizado.

 

Números 21, 4b-9

Naqueles dias, 5o povo de Israel impacientou-se e falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizeste sair do Egipto, para morrermos neste deserto? Aqui não há pão nem água e já nos causa fastio este alimento miserável». 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas que mordiam nas pessoas e morreu muita gente de Israel. 7O povo dirigiu-se a Moisés, dizendo: «Pecámos, ao falar contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor, para que afaste de nós as serpentes». E Moisés intercedeu pelo povo. 8Então o Senhor disse a Moisés: «Faz uma serpente de bronze e coloca-a sobre um poste. Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado». 9Moisés fez uma serpente de bronze e fixou-a num poste. Quando alguém, era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado.

 

5 «Este alimento miserável». Referência bem realista ao maná, cujo idealização posterior o considera, pelo contrário, «pão dos fortes» e «pão dos anjos», pão com todas as delícias e com todos os sabores ao gosto de cada pessoa (cf. Sab 16, 20-21; Salm 78, 23-25).

6 «Serpentes venenosas», à letra, de fogo, um hebraísmo para dizer serpentes abrasadoras, cuja espécie se ignora.

8 «Faz uma serpente de bronze…» Como se pode ver no Evangelho de hoje (Jo 3, 14-15), este relato encerra um sentido típico visado por Deus: o poste é figura da Cruz, a serpente de bronze é figura de Cristo Salvador, que salva da morte eterna todos os homens feridos pela mordedura mortal do pecado, desde que olhem para Jesus com fé.

 

Salmo Responsorial    Sl 77 (78), 1-2.34-35.36-37.38 (R. cf. 7c)

 

Monição: Deus caminha sempre com o Seu povo e usa de muita misericórdia. Em Cristo essa presença de misericórdia atingiu a plenitude. Louvemos o Senhor!

 

Refrão:        Não esqueçais as obras do Senhor.

 

Escuta, meu povo, a minha instrução,

presta ouvidos às palavras da minha boca.

Vou falar em forma de provérbio,

vou revelar os mistérios dos tempos antigos.

 

Quando Deus castigava os antigos, eles O procuravam,

tornavam a voltar-se para Ele

e recordavam-se de que Deus era o seu protector,

o Altíssimo o seu redentor.

 

Eles, porém, enganavam-n’O com a boca

e mentiam-Lhe com a língua

o seu coração não era sincero,

nem eram fiéis à sua aliança.

 

Mas Deus, compadecido, perdoava o pecado

e não os exterminava.

Muitas vezes reprimia a sua cólera

e não executava toda a sua ira.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O caminho é-nos indicado pelo próprio Jesus: sendo de condição divina humilhou-se para se doar inteiramente a cada um de nós e assumiu a cruz como fidelidade aos projectos de Deus e serviço a toda a humanidade.

 

Filipenses 2, 6-11

6Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, 7mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, 8humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. 9Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, 10para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, 11e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

 

A leitura constitui um admirável hino à humilhação e exaltação de Cristo, que muitos exegetas pensam ser anterior ao este escrito paulino e a mais antiga confissão de fé explícita na divindade de Cristo que consta dos escritos do Novo Testamento.

6 «De condição divina». Literalmente: «existindo em forma de Deus». Ora esta forma (morfê) de Deus, ainda que não significasse directamente a natureza divina, pelo menos indicaria a glória e a majestade, atributos especificamente divinos na linguagem bíblica. De qualquer modo, como bem observa Heinrich Schlier, a expressão em forma de Deus não quer dizer que Deus tenha uma forma como a têm os homens, mas significa que Jesus «tinha um ser como Deus, um ser divino».

«Não se valeu da sua igualdade com Deus». Há diversas possibilidades de tradução desta rica expressão, segundo se considera o termo grego harpagmós em sentido activo (roubo), ou passivo (coisa roubada): a Vulgata traduz: «não considerou uma usurpação (rapinam) o ser igual a Deus» (sentido activo); segundo a interpretação dos Padres Gregos, a que se ateve a nossas tradução (sentido passivo), teríamos: «não considerou como algo cobiçado (harpagmón) … Há quem pense que S. Paulo quer fazer ressaltar o contraste entre a atitude soberba dos primeiros pais que, sendo homens, quiseram vir a ser iguais a Deus (cf. Gn 3, 5.22) e a atitude humilde de Jesus que, sendo Deus, se quis fazer «semelhante aos homens» (v. 7).

7 «Mas aniquilou-se a si próprio», à letra, esvaziou-se: Jesus Cristo, ao fazer-se homem, não se despojou da natureza divina, mas sim da glória ou manifestação sensível da majestade que Lhe competia em virtude da chamada união hipostática (na pessoa do Filho eterno de Deus, a natureza humana e a natureza divina unidas numa união misteriosa). «Assumindo a condição de servo», o que não significa a condição social de escravo, mas a «forma» (morfê) de se conduzir própria de um ser pobre e dependente, cumprindo a figura do «servo de Yahwéh», a que se refere a primeira leitura de hoje; «tornou-se semelhante aos homens, aparecendo como homem», não apenas, como queria a heresia doceta, nas aparências (skhêmati), mas no sentido em que o homem é «semelhante» (en homoiômati) dos outros homens, em tudo igual excepto no pecado (cf. Hebr 4, 15); «humilhou-se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz» (v. 8). Note-se como é posta em relevo esta obediência e aniquilamento – a kénosis – de Cristo, num sublime crescendo de humilhação em humilhação: feito homem, assume a condição de escravo, Ele obedece, e com uma obediência que vai até à morte, e não uma morte qualquer, mas a dum malfeitor, a morte de cruz – homem, escravo, malfeitor!

9-11 Mas este aniquilamento – o tremendo escândalo da Cruz – não foi uma derrota, o desfecho dum história trágica com que tudo acabou; temos o sublime paradoxo da sua «exaltação»: foi «por isso» mesmo que «Deus» (não Ele próprio, mas o Pai) «O exaltou» de modo singularíssimo (à letra, acima de tudo o que existe: tenha-se em conta hypér na composição do verbo grego), o que se deu na glorificação da humanidade de Jesus com a sua Ressurreição e Ascensão. A esta exaltação corresponde o «nome» que Lhe é dado por Deus, o mesmo nome com que passa a ser invocado pela multidão de todos os crentes de todos os tempos: já não é apenas o nome usado na sua vida terrena e que consta da sentença que o condenou à morte de cruz, mas com o mesmo nome com que o próprio Deus é designado para traduzir o nome divino «Yahwéh» – «Senhor». A todos pertence proclamar e reconhecer a divindade de Jesus – «toda a língua proclame que Jesus Cristo é Senhor» (mais expressivo sem artigo, como no original grego) e o seu domínio sobre toda a criação – «no céu, na terra e nos abismos, para glória de Deus Pai» (A tradução da velha Vulgata neste ponto era pouco expressiva e deficiente: «que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai»).

Independentemente da discussão acerca do aniquilamento de que aqui se fala, se ele visa ou não directamente o mistério da Incarnação, fica bem claro que Jesus não é um simples servo do Senhor que vem a ser exaltado por Deus, pois Ele é Deus que se abaixa e depois vem a ser exaltado. Também fica patente que a fé na divindade de Jesus não é o fruto duma elaboração teológica tardia, pois a epístola é, quando muito, do ano 62, se não é mesmo de cerca de 56 (como pensam muitos), e, como dissemos, estes versículos fariam parte dum hino litúrgico a Cristo, anterior à epístola. Assim pensa, por exemplo, o notável Professor protestante de Tubinga, Martin Hengel.

 

Aclamação ao Evangelho

 

Monição: Deus revela-se salvando e salva revelando-se. Que possamos compreender a grande misericórdia de Deus na vontade de salvar a todos. Que a nossa vida seja compromisso com a cruz de Jesus Cristo, que é sobretudo sinal de doação e amor.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo,

que pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

 

 

Evangelho

 

São João 3, 13-17

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13«Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. 14Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, 15para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. 16Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».

 

O texto é tirado do «discurso» de Jesus a Nicodemos. Não é fácil distinguir nos discursos de Jesus em S. João, quando é que o evangelista apresenta as próprias palavras de Jesus de quando apresenta a sua reflexão divinamente inspirada sobre elas. Aqui costuma-se considerar a meditação do evangelista a partir do v. 13, meditação que, do v. 16 ao 21, é o chamado kérigma joanino.

13 «Filho do Homem» tem em S. João um sentido glorioso, indicando a origem divina de Jesus, o Filho de Deus pré-existente enviado ao mundo para salvar os homens e que «subiu ao Céu», uma realidade que pertence às coisas do Céu (v. 12); nos Sinópticos conserva mais o sentido da literatura apocalíptica (cf. Dn 7, 13; 4 Esd; Henoc Etiópico), indicando o Messias, o salvador do povo que virá no fim dos tempos e também o Messias-sofredor. Mas expressão na Filho do homem nem sempre fica bem claro o título cristológico, pois por vezes poderia não passar de um mero asteísmo, uma figura de linguagem para Jesus se referir discretamente à sua pessoa: este homem = eu.

14 «Elevado», na Cruz, entenda-se. Mas S. João joga com os dois sentidos da elevação, na Cruz e na glória. E isto não é um simples artifício literário, mas encerra um mistério profundo, pois é na Paixão que se manifesta todo o amor de Jesus (cf. Jo 13, 1), todo o seu poder divino salvífico de dar o Espírito e a vida eterna (cf. 7, 38; 12, 23-24; 17, 1.2.19), numa palavra, a sua glória, que culmina na Ressurreição (cf. 12, 16). Para a alusão à serpente de bronze, ver Nm 21, 4-9 (1ª leitura de hoje); Sab 16, 5-15 e o Targum que fala mesmo dum lugar elevado onde Moisés a colocou.

16 «Deus... entregou o seu Filho Unigénito». Parece haver aqui uma alusão ao sacrifício de Isaac (cf. Gn 22, 1-12), que os Padres consideravam uma figura de Cristo, até por aquele pormenor de Isaac subir o monte Moriá com a lenha às costas, figura de Jesus subindo o monte Calvário carregando a Cruz.

17 «Não… para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo». Jesus contraria as ideias judaicas da época, que imaginavam o Messias como um juiz que antes de mais vinha para julgar e condenar todos os que ficavam fora do Reino de Deus, ou se lhe opunham.

 

Sugestões para a homilia

 

Deus é o Salvador

Centralidade de Cristo

Encontro e compromisso

Deus é o Salvador

A serpente que aparece no Génesis seduz os nossos primeiros pais a elaborar um plano de vida como se Deus não existisse. A sedução astuciosa foi como veneno injectado tendo forte repercussão nas suas vidas pessoais e dos seus descendentes. Frente a esta «desgraça» relaciona-se o Deus amigo e Salvador anunciando a vitória.

Na sua caminhada e êxodo de libertação, da busca da plenitude da vida, o Povo de Deus, não está isento de inúmeras dificuldades, tentações e obstáculos. Uma dessas dificuldades são as serpentes que fazem sucumbir a muitos. Injectando o seu veneno mortal dão às suas vítimas pouco tempo de vida.

O nosso Deus é o Deus da solução. Só não se consegue solução quando não se busca a perspectiva e a lógica de Deus. Colocados na perspectiva de Deus, olhando para a serpente colocada no poste, o Povo de Deus, compreende que o seu coração deve estar colocado em Deus e assim possuir imunidade diante dos ataques do mal.

Mas esse olhar permite vislumbrar o seu ponto culminante, a centralidade da Vida, da História e da Palavra de Deus: Jesus Cristo.

Ele é já a procura do Povo da Antiga Aliança e vindo ao mundo tornou-se resposta plena, última e definitiva ao ser humano, às suas buscas e caminhadas.

Centralidade de Cristo

O mistério pascal de Cristo é a centralidade de toda a peregrinação humana e o que essa peregrinação significa na vida pessoal, comunitária, na história, na revelação de Deus e do Homem. No mistério Pascal de Cristo somos salvos de todo o pecado e da morte. Nele ilumina-se em exaltação a nossa dignidade de filhos de Deus e vive-se a esperança da vitória definitiva. Em Cristo que contemplamos como Filho de Deus e Salvador alcançamos a salvação e o remédio para os nossos males.

Contemplá-Lo como crucificado significa assumir em si mesmo este projecto de salvação e doar-se sem medo, sem barreiras e sem fronteiras. Significa que no meio da nossa caminhada não estamos isentos do veneno da ganância, do ódio, da inveja, da luxúria… do pecado. Mas em Cristo crucificado vemos sintetizado um projecto e uma proposta de vida oferecida em doação da verdade, da fidelidade, do serviço oblativo, da aceitação da humilhação evangélica, e do caminho para a vida.

Encontro e compromisso

A cruz de Cristo é proposta na nossa caminhada. É poderosa referência à autenticidade e legado mais útil a todas as gerações.

Quem constrói na cruz de Cristo constrói na verdade e na dignidade, pois ela convida e incita a que o ser humano não se deixe vencer pelas seduções do aparente desenvolvimento ou libertação. Ela desmascara toda a falsidade dos esquemas que na nossa caminhada querem destruir a vida. A cruz desmascara todos os esquemas que atacam o homem e semeiam a morte. Ela desmascara o que não é cristão e apela constantemente ao mais genuíno no seguimento e compromisso com Cristo.

A Cruz é a exaltação do serviço e da fraternidade com os outros, sobretudo os mais débeis, os fracos e os pequeninos, que se tornam muito vulnerável e frágeis diante de potentes poderes destruidores. Ela é garantia da derrota do «monstro» que se salienta pelo orgulho e soberba. Ela é a vitória Daquele que deu a vida por todos, para que todos encontrem a salvação.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

oremos ao Senhor e imploremos a sua misericórdia

por toda a humanidade que Ele veio salvar pelo mistério pascal,

e imploremos a misericórdia d’Aquele

que não deseja a morte do pecador,

mas antes que se converta e viva.

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus:

para que, fiel a Cristo,

continue firme na fidelidade da Cruz,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelo Santo Padre Bento XVI

para que na fidelidade ao projecto de Cristo

nunca recuse o anuncio da Cruz de Cristo,

e nunca recue no convite e no levar a Cruz,

oremos, irmãos.

 

3- Pelos governantes das nações:

para que promulguem leis justas

que respeitem a santidade de Deus e a dignidade dos Homens,

pelo direito à vida, à família una, indissolúvel e fecunda,

oremos, irmãos.

 

4- Pela família a quem cabe uma tarefa nobre e difícil,

para que diante do veneno que a quer degradar e destruir,

estenda o seu olhar a Cristo crucificado e não esmoreça

na fidelidade ao projecto de Deus,

oremos, irmãos.

 

5- Por todos nós para que avaliemos o nosso

ser de Cristão na referência a Cristo crucificado,

e não tenhamos medo de ser seus discípulos,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai, fazei-nos encontrar em Jesus Cristo

a ternura do vosso acolhimento, amor e salvação.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Trazemos ao Teu altar, F. da Silva, NRMS 55

 

Oração sobre as oblatas: Purificai-nos de todas as culpas, Senhor, pela oblação deste sacrifício, que no altar da cruz tirou o pecado do mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Prefácio

 

O triunfo glorioso da cruz

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Na árvore da cruz estabelecestes a salvação da humanidade, para que donde viera a morte daí ressurgisse a vida e aquele que vencera na árvore do paraíso fosse vencido na árvore da cruz, por Cristo nosso Senhor.

Por Ele, numa só voz, os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes proclamam com júbilo a vossa glória. Permiti que nos associemos às suas vozes, cantando humildemente o vosso louvor:

 

Santo, Santo, Santo

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Cristo Eucaristia dá-se misericordioso a cada um de nós. Peçamos ao Senhor que afaste de nós o medo do compromisso com Ele que passa necessariamente pela Cruz.

Maria de Nazaré que comungastes com a Cruz de Teu Filho ensina-nos e a ajuda-nos a um compromisso semelhante ao Teu.

 

Cântico da Comunhão: Amai como eu vos amei, J. Santos, NRMS 87

Jo 12, 32

Antífona da comunhão: Quando Eu for levantado da terra, atrairei tudo a Mim, diz o Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Senhor Jesus Cristo, que nos alimentais nesta mesa sagrada, fazei que o vosso povo, resgatado pela cruz redentora, seja conduzido à glória da ressurreição. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que a perspectiva de Cristo Jesus encha o nosso coração de fogo, a nossa inteligência de conteúdo e a nossa vida cheia de graça para assumirmos com todo o entusiasmo, ardor, e com a ajuda dos novos meios a missão que Cristo nos confia.

 

Cântico final: Salvé, ó Cruz, M. Faria, 20 Cânticos para a Missa

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


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