4º Domingo do Advento

18 de Dezembro de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Avé, Senhora do Advento, Az. Oliveira, NRMS 95-96

Is 45, 8

Antífona de entrada: Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Aproxima-se o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, dia em que serão cumpridas as promessas de Deus feitas ao longo de todo o Antigo Testamento.

Nas quatro semanas de espera – simbolizando os muitos milhares de anos em que as pessoas esperaram um Redentor – a Liturgia foi-nos enviando sinais para que a vinda de Jesus não nos colhesse distraídos.

Neste 4..º Domingo do Advento, envia-nos o último sinal: Jesus, descendente de David, será filho de Maria sempre Virgem.

 

Preparemo-nos para acolher o Enviado do Pai, implorando com humildade o perdão dos nossos pecados.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Agradecido pelos benefícios de Deus, o rei David manifesta ao profeta Natan o desejo de construir um Templo em honra do Senhor. Iaveh responde, por meio do profeta que Ele mesmo é que vai construir um Templo para um descendente de David, o Messias prometido. Esse templo será Maria sempre Virgem.

 

2 Samuel 7, 1-5.8b-12.14a.16

1Quando David já morava em sua casa e o Senhor lhe deu tréguas de todos os inimigos que o rodeavam, 2o rei disse ao profeta Natã: «Como vês, eu moro numa casa de cedro e a arca de Deus está debaixo de uma tenda». 3Natã respondeu ao rei: «Faz o que te pede o teu coração, porque o Senhor está contigo». 4Nessa mesma noite, o Senhor falou a Natã, dizendo: 5«Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor: Pensas edificar um palácio para Eu habitar? 8bTirei-te das pastagens onde guardavas os rebanhos, para seres o chefe do meu povo de Israel. 9Estive contigo em toda a parte por onde andaste e exterminei diante de ti todos os teus inimigos. Dar-te-ei um nome tão ilustre como o nome dos grandes da terra. 10Prepararei um lugar para o meu povo de Israel; e nele o instalarei para que habite nesse lugar, sem que jamais tenha receio e sem que os perversos tornem a oprimi-lo como outrora, 11quando Eu constituía juízes no meu povo de Israel. Farei que vivas seguro de todos os teus inimigos. O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa. Quando chegares ao termo dos teus dias e fores repousar com teus pais estabelecerei em teu lugar um descendente que há-de nascer de ti e consolidarei a tua realeza. Ele construirá um palácio ao meu nome e Eu consolidarei para sempre o seu trono real. Serei para ele um pai e ele será para Mim um filho. 16A tua casa e o teu reino permanecerão diante de Mim eternamente e o teu trono será firme para sempre».

 

David tinha exposto ao profeta Natã o seu projecto de vir a construir para a arca da aliança uma casa digna, que substituísse de vez o modesto tabernáculo feito de cortinados. O profeta apoia a ideia do rei, mas Deus falou a Natã transmitindo-lhe uma mensagem do mais alto alcance: não seria David a erguer uma casa a Yahwéh, mas Yahwéh a fazer uma casa a David! O profeta joga com o duplo sentido de bayit, casa e dinastia (v. 11).

16 «O teu trono será firme para sempre». Este versículo contém uma das mais importantes profecias do messianismo régio. A profecia aparece cumprida no N. T., uma vez que Jesus é descendente legal de David. O seu reino, não tem fim (Lc 1, 33), pois a realeza manteve-se dentro da casa (família) de David; o seu reino é eterno, entenda-se, no sentido religioso, não no sentido político.

 

Salmo Responsorial    Salmo 88 (89), 2-3.4-5.27 e 29 (R. cf. 2a)

 

Monição: Jesus, descendente do rei David segundo a carne, será o Rei do novo Israel – a Igreja – e o Seu reinado não terá fim.

Embora David peque, Israel cometa infidelidades, embora nós mesmos nos esqueçamos com frequência de Deus, Ele não desiste da Sua misericórdia. Por isso cantamos: Senhor, cantarei eternamente a Vossa bondade.

 

Refrão:         Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

Ou:                Senhor, cantarei eternamente a vossa bondade.

 

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor

e para sempre proclamarei a sua fidelidade.

Vós dissestes:

«A bondade está estabelecida para sempre»,

no céu permanece firme a vossa fidelidade.

 

«Concluí uma aliança com o meu eleito,

fiz um juramento a David meu servo:

‘Conservarei a tua descendência para sempre,

estabelecerei o teu trono por todas as gerações’».

 

«Ele Me invocará: ‘Vós sois meu Pai,

meu Deus, meu Salvador’.

Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,

a minha aliança com ele será irrevogável».

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo conclui a sua Carta aos fiéis de Roma com um hino à Encarnação do Verbo. Jesus será glorificado por todas as nações, pois os povos do mundo são chamados a fazer parte da Igreja.

 

Romanos 16, 25-27

Irmãos: 25Àquele que tem o poder de vos confirmar, segundo o meu Evangelho e a pregação de Jesus Cristo a revelação do mistério encoberto desde os tempos eternos 26mas agora manifestado e dado a conhecer a todos os povos pelas escrituras dos Profetas segundo a ordem do Deus eterno, dado a conhecer a todos os gentios para que eles obedeçam à fé 27a Deus, o único sábio, por Jesus Cristo, seja dada glória pelos séculos dos séculos.

 

Temos aqui a doxologia com que, de modo singular, termina a epístola. A verdade é que esta mesma doxologia aparece nalguns códices no fim ou do capítulo 14 ou do 15, devido à supressão de ou dois capítulos finais para o uso litúrgico da epístola, por se tratar de partes pessoais de menos interesse para os fiéis de outras comunidades.

«O meu Evangelho» identifica-se com «a (minha) pregação» que tem por objecto Jesus Cristo (a sua Pessoa, os seus ensinamentos e a sua obra). «O mistério… agora manifestado» e apenas vislumbrado pelos Profetas é o plano divino de salvar todos os homens (judeus e gentios) por meio da obra redentora de Jesus, que fez de nós um só corpo, a família dos filhos de Deus.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 38

 

Monição: Aproxima-se a hora em que Deus vem ao nosso encontro para nos resgatar da escravidão do demónio.

Aclamemos o Evangelho que proclama para nós a Boa Nova da salvação, por momentos dependente do sim de Maria sempre Virgem.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Eis a escrava do Senhor:

faça-se em mim segundo a vossa palavra.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

Ver supra, notas para a Solenidade da Imaculada Conceição

 

Sugestões para a homilia

 

Maria, obra prima do Criador

Um sonho do Rei. David manifesta ao profeta Natan o desejo de construir um Templo para nele colocar a Arca da aliança, na qual se manifesta a glória de Deus.

Na sua humildade, sente-se envergonhado de ele – uma pobre criatura – viver numa casa de madeira de cedro, enquanto que a Arca da aliança está abrigada numa tenda.

Num primeiro momento, o profeta fica entusiasmado com a ideia e anima David a realizar este sonho.

Será Deus a construir um Templo. Mas o Senhor, pelo silêncio do noite, incumbe o profeta de transmitir ao Rei uma profecia. Será Ele, o Senhor, quem fará vai construir um Templo, um palácio no qual se abrigará um seu descendente que reinará eternamente. A família de David não se extinguirá, para sempre.

De facto, Deus cumpre a Sua promessa. Quando chegou a Sua hora, construiu para habitação de Seu Filho Unigénito Encarnado um Templo, a obra prima que saiu das Suas mãos. Pode dizer-se que Ele fez como certos artistas que, depois de terem criado uma obra artística, quebram o molde, para que ninguém volte a recrear uma cópia.

Deus cumpre a Sua promessa em Maria. O Senhor preparou de longe esta maravilha saída das Suas mãos omnipotentes. Depois de profetizada no Génesis, como Aquela que esmagaria a cabeça da serpente infernal, criou-a Imaculada na sua Conceição, ornou-A imune de qualquer falta durante a vida, mesmo venial, constituiu-A vencedora do demónio nas batalhas que a Igreja havia de travar ao longo da sua história e assumiu- A em Corpo e alma – já glorificada – ao Céu.

Ela foi a Nova Arca da Aliança onde o Verbo feito Homem viveu durante nove meses. Tudo o que em Jesus há de humano, quis recebê-lo de Maria.

Deste modo, podemos dizer que a Santíssima Eucaristia, nosso Alimento é uma dádiva de Nossa Senhora.

Maria, Templo no qual nos encontramos com Jesus. A partir da Encarnação do Verbo, proclamada no Evangelho de hoje, Maria passa a ser o lugar normal de encontro com o Senhor, como a Arca do Antigo testamento o era.

Isto significa para nós que, quanto mais perto estivermos de Maria, mais nos aproximaremos de Jesus, e que ela é o caminho mais fácil e seguro para o encontrar.

Temos de começar por uma devoção filial a Nossa Senhora, se queremos fazer voar com o sopro do espírito Santo as cinzas da tibieza que se foram acumulando na nossa alma, à custa das constantes infidelidades.

Maria, Mãe virginal de Jesus Cristo

Sentimos uma alegria filial quando pensamos que Maria foi a fonte humana em que S. Lucas recolheu o acontecimento da Anunciação.

Com grande sobriedade e uma clareza extraordinária, Nossa Senhora identifica todos os dados para nos ajudar a compreender um pouco este mistério: vivia em Nazaré; estava desposada com um homem da família de David chamado José; declina o seu nome: Maria; é um Anjo, o Arcanjo Gabriel – o mesmo que anunciara a Zacarias o nascimento de João Baptista; Maria estava em casa. São tudo dados importantes que o Senhor pôs ao nosso alcance. Para Deus não há palavras supérfluas.

Finalmente, nota-se neste relato de Maria uma grande simplicidade e humildade. Conta-o na terceira pessoa.

Imaculada Conceição. Ao saudar Maria, tratando-A, não pelo nome habitual, mas como «a cheia de Graça», Aquela que nunca esteve privada da graça e tinha recebido todas as graças de que era capaz, o Arcanjo começa por tratá-l’A por Imaculada, recordando-nos que todos os privilégios lhe foram concedidos em razão de ter sido escolhida para Mãe de Deus.

Recorda também a sua fidelidade perfeita aos desígnios de Deus, correspondendo a todos os momentos de Graça que lhe eram proporcionados. É a fidelidade personificada à vontade do Senhor.

Mãe de Deus, o Prometido como Redentor. Tudo quanto Jesus tem de humano, recebeu-O da Sua Mãe. Nenhuma criatura mais interveio no mistério da Encarnação.

Conceberás e darás à luz. Jesus Cristo não passa por Maria, como a água da fonte límpida pelo canal. Só a mãe pode conceber um filho, isto é, a partir de um pequenino ponto de luz, desenvolver com a sua vitalidade um ser humano.

Assim lhe explica o Arcanjo: O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá da Sua sombra.

Mãe sempre Virgem. Maria quis que a sua conceição virginal fosse conhecida, sem que ficasse qualquer sombra de dúvida.

Os homens de hoje têm duas dificuldades principais para aceitar este mistério: porque um mistério permanece sempre como tal, difícil ou impossível de compreender; e porque, com os olhos impuros, só descobrem o valor da carne.

Maria abre um caminho novo para a humanidade, senda de excepção, porque a maioria das pessoas continuará, por desígnios de Deus, a seguir o caminho do matrimónio: a virgindade por Amor do Reino dos Céus. Jesus seguirá pelo mesmo caminho.

A virgindade é um caminho de enamorados, disponibilizados para uma entrega a Deus para toda a vida.

É uma jóia com duas pedras preciosas encastoadas: a renúncia ao prazer corporal, que na mulher exige a integridade física, para sempre; e um coração inteiramente guardado para o Senhor. Uma vez entregue a Deus, este coração torna-se fecundo em amor para com o próximo: no claustro, orando e fazendo penitência pelas pessoas; no convento ou no mundo, com uma vida inteiramente igual à dos seus irmãos e irmãs.

Os jovens precisam de fazer novamente a descoberta da experiência de não ter experiências no campo da sexualidade humana, antes do casamento.

A virgindade é a resposta humana possível dada pelas pessoas humanas à entrega que Jesus Cristo nos faz na Santíssima Eucaristia, Pão partido para um mundo novo. A um Deus que Se entrega todo, incondicionalmente, a nós, responde a criatura com uma entrega igual, à escala humana.

 

 

Oração Universal

 

Na certeza de que o Senhor Jesus virá ao nosso encontro,

Nascido por obra do espírito Santo, de Maria sempre Virgem,

Oremos confiadamente pelas intenções da Igreja e do mundo,

dizendo (cantando): Vinde Jesus, sem mais demora!

 

1.       Para que o santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos

ajudem as pessoas na preparação para acolher Jesus,

oremos, irmãos.

Vinde Jesus, sem mais demora!

 

2.  Para que todos reconheçam em Jesus o único Salvador

e sigam, na vida, a Sua doutrina com toda a generosidade.

oremos, irmãos.

Vinde Jesus, sem mais demora!

 

2.       Para que os jovens compreendam a alegria da virgindade,

como ideal da vida, ou na preparação do matrimónio,

oremos, irmãos.

Vinde Jesus, sem mais demora!

 

4.  Para que as pessoas aflitas com problemas e dificuldades

vejam em Nossa Senhora a Mãe carinhosa que os atende,

oremos, irmãos.

Vinde Jesus, sem mais demora!

 

1.       Para que os pobres que não podem celebrar este Natal

encontrem em todos nós a solidariedade do amor,

oremos, irmãos.

Vinde Jesus, sem mais demora!

 

2.       Para que as almas que se purificam das suas manchas

tenham a alegria de celebrar este Natal na felicidade do Céu,

oremos, irmãos.

Vinde Jesus, sem mais demora!

 

Senhor, que nos preparais para celebrar este Natal

na felicidade do encontro com Jesus Menino: fazei-nos solidários com todos os que sofrem,

para que para eles haja também a alegria e a paz.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Anjo do Senhor, M. Simões, NRMS 31

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar e santificai-os com o mesmo Espírito que, pelo poder da sua graça, fecundou o seio da Virgem Santa Maria. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700]

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Saudação da Paz

 

Aproxima-se o Natal em que o Senhor, como há dois mil anos, nos oferece a verdadeira paz.

Procuremos vivê-la entre nós, reconciliando-nos uns com os outros, antes de nos aproximarmos da Mesa Eucarística. Com estes sentimentos,

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Dentro de nós estará, dentro de momentos, o Filho de Deus encarnado no seio de Maria. Peçamos a Nossa Senhora que nos ajude a recebê-l'O com a pureza, humildade e adoração com que Ela O acolheu no seu seio virginal.

 

Cântico da Comunhão: Todos vós que tendes sede, J. Santos, NRMS 42

cf. Is 7, 14

Antífona da comunhão: A Virgem conceberá e dará à luz um filho. O seu nome será Emanuel, Deus–connosco.

 

Cântico de acção de graças: Virgem Santa e Imaculada, M. Luís, NRMS 15

 

Oração depois da comunhão: Tendo recebido neste sacramento o penhor da redenção eterna, nós Vos pedimos, Senhor: quanto mais se aproxima a festa da nossa salvação, tanto mais cresça em nós o fervor para celebrarmos dignamente o mistério do Natal do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos continuar durante a semana a alegria deste encontro com o Senhor nesta Celebração da Eucaristia.

Queremos dar testemunho desta alegria a todos os nossos irmãos que não quiseram ou não puderam tomar parte neste encontro feliz com Jesus Cristo e uns com os outros.

 

Cântico final: Sabei que o nosso Deus, M. Simões, NRMS 24

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

feira, 19-XII: Disposições para receber o Messias.

Jz. 13, 2-7. 24-25 / Lc. 1, 5-25

Não temas, Zacarias, porque a tua súplica foi atendida. Tua esposa, Isabel, dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João.

Uma mulher estéril, esposa de Manoá, recebe a visita o do Anjo do Senhor, que lhe anuncia o nascimento de um filho, Sansão (cf. Leit). O mesmo acontece a Isabel, esposa de Zacarias, que viria a dar à luz João Baptista (cf. Ev.).

João Baptista vai ser enviado «a fim de preparar para o Senhor um povo bem disposto» (Ev.).Procuremos melhorar as nossas disposições para recebermos bem o Messias: com alegria, vigilantes na oração e celebrando os seus louvores (cf. Prefácio II do Advento); com muita fé, que ultrapassa os nossos temores (cf. Zacarias).

 

feira, 20-XII: Advento com Maria (I)

Is. 7, 10-14 / Lc. 1, 26-38

Há-de a Virgem conceber e dar à luz um filho, a quem porá o nome de Emanuel.

Esta profecia de Isaías vai realizar-se em Maria (cf. Ev.).

Com a Anunciação do Anjo (cf. Ev.), começa o Advento de Nossa Senhora. Junto a Ela queremos viver ainda melhor o que nos resta de Advento. Ela tem plena disponibilidade para as obras de Deus: «Eis a serva do Senhor»; manifesta a sua obediência na fé: «faça-se em mim segundo a vossa palavra», para o cumprimento pleno da vontade de Deus; com o seu sim contribuiu para a vida, vencendo o não de Eva; concebeu o Filho de Deus que agora recebemos sacramentalmente na Comunhão...

 

feira, 21-XII: Advento com Maria (II).

Cant 2, 8-14 ou Sof. 3, 14-18 / Lc. 1, 39-45

Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.

Cheia de alegria (cf. Leit. e Ev.), porque leva no seu ventre o Verbo encarnado, Nossa Senhora dirige-se para a casa de sua parente Isabel, que a recebe com grandes louvores: «Feliz daquela que acreditou» (Ev.).

É mais um episódio do modo como Nossa Senhora viveu o seu Advento. Serve-nos igualmente de modelo. Gostaríamos de viver este Advento com o mesmo espírito de serviço e entrega aos outros como Ela viveu. Enquanto esteve com Isabel recebeu muitos louvores. Não deixemos de acentuar bem estas palavras da Ave-Maria: «bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre».

 

feira, 22-XII: Advento com Maria (III).

1 Sam. 1, 24-28 / Lc. 1, 46-56

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.

Ana levou o seu filho Samuel para o colocar ao serviço do Senhor no Templo (cf. Leit.) e o seu coração exulta de alegria (S. Resp.). Também Nossa Senhora, transportando o filho no seu ventre, eleva a Deus um cântico de louvor: o Magnificat (cf. Ev.).

O Magnificat é uma manifestação da espiritualidade de Maria: louvor, exaltação, humildade, gratidão. Ao aproximar-se o Natal cantemos muitos louvores a Deus, agradeçamos-lhe a vinda de seu Filho, sejamos humildes para recebermos graças abundantes...

 

feira, 23-XII: Nascimento de João Baptista (I).

Mal. 3, 1-4. 23-24 / Lc. 1, 57-66

Vou enviar o meu mensageiro, para desimpedir o caminho diante de ti.

A profecia de Malaquias diz respeito à missão de Elias e João Baptista: preparar o caminho do Senhor (cf. Leit.). As missões de ambos estão intimamente unidas: João termina o ciclo dos profetas, inaugurado por Elias; João precede Jesus com o espírito e o poder de Elias.

Mas João é o precursor imediato do Senhor, enviado para lhe preparar o caminho. Preparemo-nos bem para receber o Senhor na Comunhão eucarística, limpemos a nossa alma pelo sacramento da Penitência. E ajudemos os parentes e amigos nesta preparação, animando-os a confessar-se.

 

Sábado, 24-XII: Nascimento de João Baptista (II).

2 Sam. 7, 1-5. 8-12 / Lc. 1, 67-79

Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e libertou o seu povo, e nos fez surgir poderosa salvação na família do seu servo David.

O profeta Natã comunica a David que a sua casa e a sua realeza permanecerão para sempre (cf. Leit.). E o mesmo faz Zacarias, redobrando o juramento feito por Deus a Abraão (cf. Ev.).

O homem, desfigurado pelo pecado, mantém a imagem de Deus, à imagem do Filho, mas ficou privado da semelhança. Mas Deus promete a Abraão uma descendência, em que o próprio Filho assumirá a imagem e restaurará a semelhança com o Pai. A recepção dos sacramentos e a vida de oração vão imprimindo cada vez mais intensamente a imagem de Cristo.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:  Fernando Silva

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha


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