Sagrada Família de Jesus, Maria e José

30 de Dezembro de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Reunidos em Igreja, M. Carneiro, NRMS 71-72

Lc 2, 16

Antífona de entrada: Os pastores vieram a toda a pressa e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Respiramos ainda as alegrias do Natal. O Anjo tinha anunciado aos Pastores a boa nova do Nascimento do Salvador do mundo. S. Lucas diz-nos que os pastores foram a toda a pressa ao presépio e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Juntamente com os Pastores entremos nós também na gruta para prestarmos a nossa homenagem ao Deus Menino que veio habitar entre nós, no seio de uma família pobre e humilde.

 

Oração colecta: Senhor, Pai santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa para gozarmos as alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus, através desta página bíblica do livro da Sabedoria, oferece-nos um conjunto de conselhos práticos para que a família seja um berço de paz. Ao amor dos nossos pais devemos nós corresponder com amor filial que se há-de manifestar em atitudes de respeito, dedicação, serviço e veneração.

 

Ben-Sirá 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)

3Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. 4Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados 5e acumula um tesouro quem honra sua mãe. 6Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. 7Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. 14Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. 15Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, 16porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida 17ae converter-se-á em desconto dos teus pecados.

 

Esta leitura é extraída da Sabedoria de Jesus Ben Sirac, título grego do livro do A.T. mais lido na Liturgia, depois do Saltério, o que lhe veio a merecer, na Igreja latina, o nome de Eclesiástico, como já lhe chama no séc. III S. Cipriano. O autor inspirado escreve pelo ano 180 a. C., quando a Palestina acabava de passar para o domínio dos Selêucidas (198). Então, a helenização, favorecida pelas classes dirigentes, começava a tornar-se uma sedução para o povo da Aliança, com a adopção de costumes totalmente alheios à pureza da religião. Perante tão perigosa ameaça, Ben Sirac vê na família o mais poderoso baluarte contra o paganismo invasor. Assim, os seus ensinamentos vão insistentemente dirigidos aos filhos, e estes são continuamente exortados a prestar atenção às palavras do pai.

O nosso texto é um belíssimo comentário inspirado ao 4.º mandamento do Decálogo (Ex 20, 12; Dt 5, 16), concretizando alguns deveres: o cuidado com os pais na velhice (v. 14a); não lhes causar tristeza (v. 14b); ser indulgente para com eles, se vierem a perder a razão (15a); nunca os votar ao desprezo (15b).

 

Salmo Responsorial    Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)

 

Monição: O salmo 127 canta a felicidade familiar. A família dos nossos dias enfrenta graves problemas. Mas os crentes, desde os longínquos tempos bíblicos, sabem que ao amor fiel e santo dos esposos, corresponde Deus com uma bênção fecunda. Os filhos são essa bênção divina que enchem de alegria as nossas famílias.

 

Refrão:         Felizes os que esperam no Senhor,

                e seguem os seus caminhos.

Ou:                Ditosos os que temem o Senhor,

                ditosos os que seguem os seus caminhos.

 

Feliz de ti, que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo convida-nos a vivermos uma vida nova, revestindo-nos de sentimentos de misericórdia, bondade e paciência. Se a Palavra de Cristo habita em nós com abundância, o nosso coração estará em paz e os nossos lábios cantarão salmos e hinos de louvor e de acção de graças ao nosso Deus.

 

Colossenses 3, 12-21

Irmãos: 12Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. 13Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. 14Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em acção de graças. 16Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. 17E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 18Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. 19Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. 20Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. 21Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.

 

A leitura é tirada da parte final da Carta, a parte parenética, ou de exortação moral, em que o autor fundamenta a vida moral do cristão na sua união com Cristo a partir do Baptismo: trata-se duma «vida nova em Cristo».

12-15 Temos aqui a enumeração de uma série de virtudes e de atitudes indispensáveis à vida doméstica, diríamos nós agora, para que ela se torne uma imitação da Sagrada Família de Nazaré. Estas virtudes são apresentadas com a alegoria do vestuário, como se fossem diversas peças de roupa, que, para se ajustarem bem à pessoa, têm de ser cingidas com um cinto, que é «a caridade, o vínculo da perfeição». Na linguagem bíblica, «revestir-se» não indica algo de meramente exterior, de aparências, mas assinala uma atitude interior, que implica uma conversão profunda.

18-21 O autor sagrado não pretende indicar aqui os deveres exclusivos de cada um dos membros da família, mas sim pôr o acento naqueles que cada um tem mais dificuldade em cumprir; com efeito, o marido também tem de «ser submisso» à mulher, e a mulher também tem de «amar» o seu marido.

 

Aclamação ao Evangelho        Col 3, 15a.16a

 

Monição: Jesus inseriu-se totalmente na vida humana. Obedecendo às leis humanas e religiosas, seus pais foram ao Templo de Jerusalém para cumprirem a Lei de Moisés, que ordenava a apresentação a Deus de todos os Primogénitos.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Reine em vossos corações a paz de Cristo,

habite em vós a sua palavra.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 2, 13-15.19-23

13Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto 15e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». 19Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José no Egipto 20e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». 21José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe, e voltou para a terra de Israel. 22Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia 23e foi morar numa cidade chamada Nazaré, para se cumprir o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».

 

Este Evangelho foi escolhido para a festa da Sagrada Família não só para apresentar o lugar onde Jesus passou a maior parte da sua vida terrena, uma vida em família, mas sobretudo para que vejamos como a mais santa de todas as famílias não tendo sido poupada a tão grandes perigos e dificuldades, confiou na Providência divina e correspondeu fielmente aos planos divinos.

13 «Foge para o Egipto e fica por lá até que eu te diga». Eis o comentário da homilia de S. João Crisóstomo, pondo em evidência a fé, obediência e fidelidade de S. José, o chefe da Sagrada Família: «Ao ouvir isto José não se escandalizou nem disse: isto parece um enigma! Tu próprio, ainda não há muito, dizias-me que Ele salvaria o seu povo, e agora não é capaz de se salvar nem sequer a si mesmo, mas até temos necessidade de fugir, de empreender uma viagem, uma longa deslocação; isto é contrário à tua promessa! Mas não diz nada disto, porque José é um varão fiel. Também não pergunta pela data do regresso, apesar de o Anjo a ter deixado indeterminada, pois lhe tinha dito: fica lá até que eu te avise. Não obstante, nem por isso levanta dificuldades, mas obedece e crê e suporta todas as provações com alegria. É bem verdade que Deus, amigo dos homens, mistura mágoas e alegrias, procedimento que adopta com todos os santos. Porém, nem as penas nem as consolações no-las envia ininterruptamente, mas com umas e outras Ele vai tecendo a vida dos justos. Isto mesmo fez com S. José».

15 «Para se cumprir o que o Senhor anunciara...» Se bem que o sentido literal imediato que o profeta Oseias pôs nestas palavras (Os 11, 1) dissesse respeito a Israel o povo, filho de Deus que o Senhor liberta e chama do Egipto, a verdade é que o Evangelista, inspirado por Deus, descobre naquela passagem um sentido mais profundo: «do Egipto chamei o meu Filho». Esta actualização do texto do A. T. é considerada por uns como um sentido típico, isto é, uma figura do chamamento de Jesus; por outros, como um sentido pleno, isto é, mais profundo, já contido nas palavras do profeta, sem que este se apercebesse dele, mas querido por Deus ao inspirar o texto.

20 «Pois aqueles... já morreram». Com este plural de generalização é designado Herodes, o Grande, tão grande pelas suas construções, como pela sua crueldade. Não há dúvida de que estas referências a Herodes e a Arquelau por parte do Evangelista são um valioso indício humano do valor histórico do relato. Aqui não aparece nada de fantástico, tudo tem naturalidade e verosimilhança. Com efeito, a morte do tirano não aparece como um castigo divino, como é próprio de relatos lendários. É certo que a medida de matar os inocentes de Belém era descabida e inadequada, mas coaduna-se com a crueldade de Herodes e com a arbitrariedade dum tirano que num acesso de fúria faz o que lhe vem à cabeça só para satisfazer a sua ira.

23 «Há-de chamar-se Nazareno». S. Mateus, sabendo como o título de Nazareno usado pelos judeus incrédulos tinha uma decidida intenção de vexame (cf. Act 24, 5) para Jesus e para os cristãos, e, dado que Nazaré era uma aldeia insignificante e de mau nome (cf. Jo 1, 46), quis deixar ver como afinal o ser apodado do humilhante titulo de Nazareno era mais uma prova de que Ele era o Messias, cumprindo assim as profecias. Se é certo que não há nenhuma passagem do Antigo Testamento que fale do Messias como Nazareno, há algumas que se referem às humilhações a que o Messias será sujeito (Sal 22 (21); Is 53, 2 ss; etc.) e, sobretudo, há outras profecias que o anunciam como «o rebento (em hebraico nétser) de Jessé», pai de David (Is 11, 1; Zac 3, 8; 6, 12; etc.); assim, para os destinatários do 1.º Evangelho, cristãos de origem judaica, esta referência era clara, dada a perfeita equivalência entre «nétser», «rebento», e «notsri», «nazareno» (na literatura judaica Jesus é chamado: Yexu-ha-notsri); S. Mateus recorreu a uma técnica (deraxe) de interpretação rabínica, chamada «al-tiqrey» («não leias»), entenda-se, com umas vogais (as vogais da palavra nétser, rebento), mas com outras vogais (as vogais da palavra «notsri», nazareno), tendo em conta que em hebraico não se escrevem as vogais, mas apenas as consoantes, variando o sentido das mesmas palavras conforme as vogais com que as palavras sejam lidas. (Podem ver-se mais comentários na solenidade da Epifania).

 

Sugestões para a homilia

 

A força da Palavra divina

Exemplo da Sagrada Família

A Voz da Igreja

A força da Palavra divina

Deixemos entrar no nosso coração a Palavra de Deus que hoje nos ajuda a construir a paz e a harmonia familiar. Deus quis ter na terra uma família. Deus quer que as famílias da terra sejam um oásis de felicidade e bem estar. Por isso deixemo-nos mover pela força espiritual da sua palavra. Meditemos nalgumas frases que acabámos de escutar:

– Quem honra seu pai terá uma longa vida! – Quem obedece ao Senhor dará descanso a sua mãe. - Filho, ampara teu pai na velhice e não o desgostes!

Para sermos capazes de amar e ajudar os membros da nossa família, S. Paulo pede-nos:

Revesti-vos de sentimentos de misericórdia, compaixão, bondade, mansidão e paciência! – Perdoai-vos mutuamente. – Acima de tudo revesti-vos da caridade que é o vinculo da perfeição! – Reine em vós a paz de Cristo. – Cheios de gratidão cantai a Deus hinos e salmos de louvor! – Filhos, obedecei a vossos pais! – Pais não exaspereis os vossos filhos!

Exemplo da Sagrada Família

A festa de hoje recorda-nos que Deus ao enviar seu Filho ao mundo quis que Jesus se inserisse na comunidade humana de forma natural. Como todos nós, Jesus teve uma pátria, uma cidade, uma família. Uma mãe, que o trouxe no seu seio, o envolveu em panos, o acariciou ao seu colo. Um pai que o protegeu com toda a solicitude, que trabalhou para o sustentar com o pão de cada dia. Esta família tão simples, tão pobre, tão humilde, exteriormente em nada se distingue das outras famílias israelitas. Cumprem a vontade de Deus, observando o que estava determinado na Lei de Moisés: Quarenta dias após a o nascimento de Jesus, Maria e José foram ao Templo de Jerusalém para O oferecerem ao Senhor. Ofereceram um par de rolas ou duas pombinhas, como todas as famílias pobres. Deus ama quem dá com alegria, quem faz a sua vontade. Que alegria para S. José e para Maria as palavras pronunciadas por Simeão: Este Menino é a salvação para todos os povos!

Que alegria para S. José e para Maria o testemunho da profetiza Ana, que também estava presente e louvou a Deus, falando deste Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.

A Voz da Igreja

A voz da Igreja, através do Catecismo também, nos nossos dias nos, ensina. O compêndio da doutrina católica acaba de nos chegar às nossas mãos. É a autoridade do Papa Bento XVI. Em forma de pergunta e de resposta somos instruídos sobre a realidade da família:

N.º 456: Qual é a natureza da família no plano de Deus?

Um homem e uma mulher, unidos em matrimónio, formam com os filhos uma família. Deus instituiu a família e dotou-a da sua constituição fundamental. O matrimónio e a família são ordenados ao bem dos esposos e à procriação e educação dos filhos. A família torna-se igreja doméstica, porque ela é uma comunidade de fé, de esperança e de amor.

N.º 350: A família cristã manifesta e realiza a natureza de comunhão como família de Deus. Cada membro, a seu modo, exerce o sacerdócio baptismal, contribuindo para fazer da família uma comunidade de graça e de oração, escola de virtudes humanas e cristãs, lugar de primeiro anúncio da fé aos filhos.

N.º 459: Quais os deveres dos filhos para com os pais?

Em relação aos pais, os filhos devem respeito, reconhecimento, docilidade e obediência, contribuindo assim, também com boas relações entre irmãos e irmãs, para o crescimento da harmonia e da santidade de toda a vida familiar. Se os pais se encontrarem em situação de indigência, de doença, de solidão ou de velhice, os filhos adultos devem-lhes ajuda moral e material.

N.º 460: Quais os deveres dos pais para com os filhos?

Os pais, participantes da paternidade divina, são os primeiros responsáveis da educação dos filhos e os primeiros anunciadores da fé. Têm o dever de amar e respeitar os filhos como pessoas e filhos de Deus e dentro do possível, de prover às suas necessidades materiais e espirituais... ajudando-os com prudentes conselhos na escolha da profissão e do estado de vida. Em particular, têm a missão de educá-los na fé cristã.

N.º 461: Como?

Com o exemplo, a oração, a catequese familiar e a participação na vida eclesial.

Em comunhão com todas as famílias e com todos os crentes cantemos a nossa gratidão utilizando o salmo 127 da missa de hoje: ditosos os que temem o Senhor! Ditosos os que seguem os seus caminhos!

 

Fala o Santo Padre

 

«Jesus cumpre a redenção, vivendo de maneira laboriosa e escondida na casa de Nazaré.»

1. Hoje celebramos a festa da Sagrada Família. O Filho de Deus prepara-se para cumprir a sua missão redentora, vivendo de maneira laboriosa e escondida na santa casa de Nazaré. Desta forma Ele, unido a todos os homens mediante a encarnação (cf. Gaudium et spes, 22), santificou a família humana.

2. A Sagrada Família, que teve que superar muitas provas dolorosas, vele sobre todas as famílias do mundo, principalmente sobre aquelas que vivem em situações difíceis. De igual modo, ajude os homens de cultura e os responsáveis políticos para que defendam a instituição familiar fundada no matrimónio e a apoiem ao enfrentarem aos graves desafios do tempo presente.

3. Neste «Ano da Eucaristia», a família cristã reencontre a luz e a força para caminhar unida e crescer como «igreja doméstica» sobretudo na participação assídua na celebração eucarística dominical (Lumen gentium, 11). Maria, Rainha da Família, reza por nós!

João Paulo II, Vaticano, no Angelus de 26 de Dezembro de 2004

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Pai,

e imploremos a sua bondade para toda a família humana, suplicando:

 

Abençoai, Senhor o vosso povo

 

1.  Pela Santa Igreja, a grande família de Deus na terra:

pelo Papa Bento XVI, bispos, presbíteros, diáconos e catequistas

para que, ensinem com paciência e amor a doutrina do Evangelho,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações

para que favoreçam com leis justas o bem estar das famílias,

oremos.

 

3.  Pelas famílias onde não há pão, nem paz, nem amor,

oremos.

 

4.  Por todos nós aqui reunidos,

pelos nossos familiares vivos e falecidos,

oremos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai, escutai os anseios do nosso coração

E as súplicas que Vos apresentamos com toda a confiança pelas famílias do mundo inteiro.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A Virgem Imaculada, David Oliveira, NRMS 24

 

Oração sobre as oblatas: Nós Vos oferecemos, Senhor, este sacrifício de reconciliação e humildemente Vos suplicamos que, pela intercessão da Virgem, Mãe de Deus, e de São José, se confirmem as nossas famílias na vossa paz e na vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

O Verbo feito carne vem até nós como um alimento que permanece até à vida eterna. Com Nossa Senhora, com S. José, com os Anjos do Céu e todos os homens de boa vontade, recebamos nesta Comunhão Jesus Cristo o Pão vivo para a vida nova do mundo.

 

Cântico da Comunhão: Guardai, Senhor, nossas famílias, Az. Oliveira, NRMS 71-72

cf. Br 3, 38

Antífona da comunhão: Deus apareceu na terra e começou a viver no meio de nós.

 

Cântico de acção de graças: Quero bendizer-vos todos os dias, A. Cartageno, NRMS 71-72

 

Oração depois da comunhão: Pai de misericórdia, que nos alimentais neste divino sacramento, dai-nos a graça de imitar continuamente os exemplos da Sagrada Família, para que, depois das provações desta vida, vivamos na sua companhia por toda a eternidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Como é bom e agradável o convívio fraterno. Natal é tempo de reconciliação familiar. Gostamos de reunir toda a família e celebrar cristãmente esta época festiva! Ao terminarmos este ano, mostremos a nossa gratidão por todos os benefícios que Deus concedeu à nossa família, e ao mundo inteiro. Desejamos que o novo ano seja um tempo de graças, um ano favorável para toda a humanidade.

 

Cântico final: Vamos a Belém, M. Faria, NRMS 4 (II)

 

 

Homilia Ferial

 

Sábado, 31-XII: Uma vida nova em Deus.

1 Jo. 2, 18-21 / Jo. 1, 1-8

Mas, a quantos o receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

Aproximamo-nos do fim de mais um ano. Vivemo-lo sob o signo da Eucaristia; recebemos abundantes benefícios, que queremos agradecer ao Senhor; algumas provações, que não soubemos aproveitar; e também nos desviámos dos caminhos do Senhor, a quem pedimos agora perdão.

O nascimento de Cristo é para nós sinal de uma vida nova. Ele estava junto de Deus e veio habitar connosco para nos aproximarmos de Deus; para nascermos de novo e nos tornarmos filhos de Deus; para o acolhermos bem.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:  José Roque

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilia Ferial:          Nuno Romão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha


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