aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

APONTADAS DEFICIÊNCIAS

NA ASSISTÊNCIA RELIGIOSA

AOS HOSPITAIS

 

Mais de meia centena de Capelães e Assistentes Espirituais Hospitalares de todo o país denunciaram no passado dia 21 de Novembro, em Fátima «as inúmeras dificuldades com que muitas Capelanias se defrontam para desempenhar a sua missão».

 

Os participantes nesta reunião, promovida pela Coordenação Nacional das Capelanias Hospitalares, sublinham «as dúvidas na interpretação da legislação que se traduzem nas recusas de alguns Hospitais em contratar Capelães». O comunicado final do encontro critica mesmo «a falta de uma definição clara da situação orgânica das Capelanias no contexto das instituições, a ausência de infra-estruturas em muitos hospitais».

Os cerca de duzentos Padres, Diáconos e Religiosos/as que desempenham a tarefa de Capelães e Assistentes, a que se juntam centenas de «Cooperadores voluntários» são diariamente confrontados com a «precariedade de meios e as dificuldades que se prendem com a falta de recursos humanos em quantidade suficiente e especificamente formados».

«A progressiva diversidade cultural, espiritual e religiosa constitui um desafio acrescido de criatividade e obriga à procura de um modelo de Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa Hospitalar mais aberto e integrador», defendem os participantes no encontro, presidido pelo presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social da CEP e encerrado pelo Cardeal Javier Lozano, Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde.

Para os Capelães hospitalares «o acompanhamento espiritual e a assistência religiosa são um direito dos doentes» e «o acompanhamento espiritual e a assistência religiosa são dimensões integrantes do processo terapêutico».

Sobre o futuro, o comunicado aponta a necessidade de «um espaço institucional e orgânico para este serviço no Sistema Nacional de Saúde e suas instituições» e «de que se proceda à necessária regulamentação da Lei da Liberdade Religiosa (Artº 13), no que toca à assistência religiosa nos estabelecimentos de saúde».

 

 

FÁTIMA

 

CRISTIANISMO NA ÍNDIA

EM COLÓQUIO

 

 

O Colóquio «Cristianismo na Índia. Percursos e Proximidades», organizado pelos Missionários do Verbo Divino, decorreu em Fátima nos dias 3 e 4 de Dezembro de 2005, no contexto do início da celebração dos 500 anos do nascimento de S. Francisco Xavier, grande Apóstolo do Oriente e figura muito apreciada pelas gentes da Índia.

 

Um dos objectivos do Colóquio era dar a conhecer a Índia, abrindo janelas sobre a sua enorme riqueza e variedade de povos, línguas, culturas e religiões. Este propósito foi plenamente conseguido graças à densidade de conteúdo e ao estilo vivo e forma visual e apelativa da maior parte das apresentações.

Houve oportunidade de observar como a Índia está num profundo processo de transformação a todos os níveis (social, político, económico) e como procura inspiração na grande riqueza humana, espiritual e cultural dos seus povos. Sente-se como desafio a criação de condições para o acesso de todos à formação e a iguais oportunidades, sem discriminação de casta, religião ou classe social.

Acompanhou-se o percurso multissecular do cristianismo na Índia, desde a sua chegada, ainda seguramente durante a época apostólica, até aos nossos dias em que assumiu um rosto plenamente indiano e atingiu a grande maturidade eclesial. Embora os cristãos sejam apenas uma pequena minoria (2,3%), a sua presença traduz-se em variadíssimas realizações em todos os domínios, desde o serviço aos mais pobres até ao envio de missionários para outros países.

Destacou-se, no início da época moderna, a acção relevante e inovadora de S. Francisco Xavier e dos seus companheiros e, nos nossos dias, a figura luminosa de Madre Teresa de Calcutá, modelo dos missionários e missionárias de hoje, ao serviço dos mais pobres, revelando-lhes o rosto sorridente e acolhedor de Deus Pai.

Os Missionários do Verbo Divino, as Servas Missionários do Espírito Santo e os Missionários em geral anunciam Jesus Cristo hoje, na Índia, através do testemunho da sua fé, do diálogo com os membros de outras religiões e do serviço desinteressado aos pequenos e aos pobres.

 

 

FÁTIMA

 

CONDECORADO O

PADRE LUÍS KONDOR

 

O Pe. Luís Kondor, Vice-Postulador da Causa de canonização dos Pastorinhos de Fátima, recebeu no passado dia 18 de Janeiro as insígnias de Comendador da Ordem do Mérito, atribuídas pelo Presidente Jorge Sampaio. A distinção foi-lhe entregue pelo Padre Vítor Melícias, na qualidade de Magno Chanceler das Ordens Honoríficas Portuguesas.

 

A condecoração vem distinguir o trabalho de uma vida inteira na difusão da mensagem de Fátima e na causa de canonização dos Pastorinhos. A comissão que promoveu esta candidatura a uma ordem honorífica incluía o Bispo de Leiria-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva; o Reitor do Santuário, Pe. Luciano Guerra; o Pe. José Augusto Leitão, provincial dos Missionários do Verbo Divino; a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre; a Câmara Municipal de Ourém, e o Reitor da UCP, Manuel Braga da Cruz.

Luís Ludwig Kondor – nascido em 1928, em Csikvánd, Hungria – foi enviado, pelos seus superiores da Congregação do Verbo Divino, para Portugal, em Novembro de 1954. Dois anos mais tarde, ao encontrar-se pela primeira vez com a irmã Lúcia, inicia um trabalho fervoroso de promoção do catolicismo no mundo, em especial nos países do Centro e Leste da Europa, para onde canalizou, durante décadas, literatura e imagens de Nossa Senhora de Fátima.

Em 1961, o Pe. Kondor foi nomeado Vice-Postulador da causa de canonização dos Pastorinhos. Em 1978, juntamente com o então Bispo de Leiria, D. Alberto Cosme do Amaral, encontrou-se com o Papa João Paulo II para dar entrada oficial ao pedido. Tem publicado livros em várias línguas sobre Fátima e as memórias da Irmã Lúcia.

De origem húngara e nacionalidade austríaca, o Padre Luís Kondor revelou sentir-se honrado com a distinção, mas sublinhou que o mais importante é perceber o mérito dos Pastorinhos, por terem sabido cumprir a missão que Deus lhes confiou.

A cerimónia de entrega das insígnias realizou-se em Lisboa e contou também com a presença dos embaixadores da Hungria e da Áustria; este último tinha entregue no ano passado ao Padre Kondor, que celebrava as bodas de ouro sacerdotais, a condecoração da Ordem da Grande Cruz de Honra, atribuída pelo Governo austríaco pelo seu papel fundamental na ligação entre a Áustria e Portugal.

 

 

LISBOA

 

EXPOSIÇÃO SOBRE A VIDA DE

S. FRANCISCO XAVIER

 

 

Reza a tradição e, segundo parece, está comprovado numa carta escrita pelo próprio S. Francisco de Xavier, que o Santo Jesuíta costumava convocar as crianças para a catequese usando uma campainha. Essa campainha está, desde o passado 1 de Fevereiro, em exposição ao público na Exposição «S. Francisco Xavier − A sua Vida e o seu Tempo», inaugurada pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, na Cordoaria Nacional.

 

Na presença também do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e de alguns ministros do governo, a grande exposição que assinala as comemorações do V Centenário do Nascimento de São Francisco Xavier – ocorrido em 7 de Abril de 1506, no Castelo de Xavier (Espanha) –, levou até àquele espaço localizado junto ao Tejo, muitas pessoas, sobretudo goesas, disse Natália Correia Guedes, a Comissária Geral destas comemorações.

Esta exposição «não toca apenas a Cristãos, mas também a Hindus, Budistas, e Muçulmanos». Esta diversidade demonstra quão abrangente é a devoção a S. Francisco Xavier, facto que se verifica sobretudo em Goa, explicou Natália Correia Guedes, «pela grande quantidade de pessoas que acorrem ao túmulo» do Santo missionário.

É possível encontrar nesta exposição «a maior recolha alguma vez feita sobre a iconografia de S. Francisco Xavier», destacou a Comissária Geral, que reúne peças «desde o final do século XVI até meados do século XX, com grande incidência no século XVIII». Escultura, pintura, artes decorativas em porcelana, pratas, marfins são algumas das obras que é possível admirar nesta exposição, constituída por colecções particulares inéditas e outras vindas de quase todas as dioceses do país.

A campainha de S. Francisco Xavier, o fragmento de uma bota do Santo, são objectos pessoais que a Comissária Geral destaca nesta exposição que está patente até ao dia 17 de Abril.

 

 

FÁTIMA

 

RECONHECIDO PELA SANTA SÉ

O APOSTOLADO MUNDIAL DE FÁTIMA

 

No passado dia 3 de Fevereiro, em Roma, o Presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, Arcebispo Stanislaw Rylko, entregou ao Prof. Américo López-Ortiz, Presidente internacional do Apostolado Mundial de Fátima, o Decreto de erecção pontifícia do antigo Exército Azul como Associação internacional pública de fiéis.

 

O decreto sublinha entre outras coisas que «os membros do Apostolado Mundial de Fátima, espalhados por numerosos países do mundo inteiro, comprometem-se a serem fiéis testemunhas da fé católica na suas famílias, no seu trabalho, nas suas paróquias e comunidades, participando assim na Nova Evangelização». O decreto está datado de 7 de Outubro de 2005, dia da Memória da Santíssima Virgem do Rosário.

Nesta cerimónia estiveram representantes de 14 países. A delegação portuguesa era composta pelo Bispo de Leiria Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva, o Reitor do Santuário de Fátima, Monsenhor Luciano Guerra, o Vice-Postulador para a causa de Canonização dos Pastorinhos, Pe. Luís Kondor, o Director espiritual do Movimento da Mensagem de Fátima, Pe. Manuel Antunes e os secretários do Movimento, Nuno Prazeres e Ana Reis.

Ao receber o decreto, o Presidente do AMF expressou o seu agradecimento ao Conselho Pontifício, augurando que «todas as associações e movimentos apostólicos dedicados à difusão da autêntica mensagem de Fátima possam encontrar no AMF um exemplo de fidelidade e lealdade ao Santo Padre e aos Bispos». E acrescentou que «o AMF orientará a sua acção para a formação de leigos através da difusão da mensagem de Fátima e da sua profunda espiritualidade».

 

 

ÉVORA

 

FALECEU D. DAVID DE SOUSA,

ARCEBISBO EMÉRITO DE ÉVORA

 

O Arcebispo Emérito de Évora, D. David de Sousa, faleceu no passado dia 5 de Fevereiro, no Seminário das Missões Franciscanas, em Lisboa, onde residia desde a sua resignação.

 

No dia 7 de Fevereiro celebrou-se Missa exequial por D. David de Sousa na igreja do Seminário da Luz, seguindo-se a transladação dos restos mortais para a Sé de Évora.

No dia 8, decorreram as exéquias na Catedral eborense, presididas pelo Arcebispo de Évora, D. Maurílio de Gouveia, após as quais seguiu o cortejo para o Cemitério dos Remédios, onde o antigo Arcebispo de Évora ficará provisoriamente sepultado, até que o seu túmulo naquele templo esteja concluído.

D. David de Sousa, nasceu em Alpendurada, Marco de Canaveses, a 25 de Outubro de 1911. Foi admitido ao noviciado da Ordem dos Frades Menores (franciscanos) em 1931 e fez a profissão religiosa solene em 1935, recebendo a ordenação sacerdotal em 1937.

Estudou entretanto no Ateneu Pontifício Antoniano, de Roma, onde se licenciou em Teologia em 1938 e se doutorou em Sagrada Escritura em 1940. Regressado a Portugal, ensinou, no Seminário franciscano da Luz, em Lisboa, línguas bíblicas (hebraico e grego) e Sagrada Escritura. Entre vários cargos na sua Ordem, foi Ministro Provincial de 1948 a 1951.

Em 1957 foi sagrado para Bispo do Funchal e, em 1965, foi nomeado Arcebispo de Évora, tendo resignado em 1981 por motivos de saúde, vindo então residir para o Seminário da Luz, em Lisboa.

Desde então, por alguns anos, dedicou-se a ajudar os estudantes franciscanos na aprendizagem das línguas bíblicas (grego e hebraico). Ao mesmo tempo, e até quase aos últimos dias da sua vida, acompanhou como assistente espiritual os doentes da Enfermaria Provincial, onde veio a falecer.

 

 

LISBOA

 

IRMÃOS DE S. JOÃO DE DEUS

NA ASSISTÊNCIA DA SAÚDE MENTAL

 

Ao celebrar os 400 anos de presença em Portugal, para os irmãos de S. João de Deus a referência de Bento XVI ao tema da saúde mental, na Mensagem para o Dia Mundial do Doente, «é um estimulo extremamente significativo que reforça a importância de um grupo muitas vezes marginalizado que são os doentes mentais», disse o Irmão José Paulo, Superior Provincial da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus.

 

Segundo este responsável, «os doentes mentais são os mais excluídos. São aqueles que reclamam menos e aparecem menos» e, por isso, «o facto de o Papa olhar para eles e dizer que precisam de ser cuidados, reintegrados e assistidos, atribui uma projecção mundial» que, para além da mensagem espiritual, tem também «uma função pedagógica».

«Com frequência os doentes são considerados um peso para a família e para a comunidade», escreve o Santo Padre na Mensagem que dedicou para este dia. Um facto que é aqui confirmado pelo Irmão José Paulo ao afirmar que «há uma tendência de esconder e às vezes afastar o paciente da própria família e do local onde vive». Mas apesar disso, salienta este Irmão de S. João de Deus, «há que compreender as famílias e perceber as dificuldades que estas têm em assumir a responsabilidade de um doente mental no seu seio. Há que ter uma atitude solidária, de respeito e de colaboração, a que o próprio Papa chama a atenção. Os próprios governos e a própria sociedade tem que ajudar a família a acolher e a integrar os seus próprios doentes».

A política do governo para a saúde mental tem sido «uma política de modelo institucional hospitalar», constata o provincial da Ordem Hospitaleira, referindo que há cerca de 16 anos que esta Ordem começou «uma política de reabilitação psico-social, mais virada para a comunidade e para a sociedade, integrando o doente mental na comunidade e criando estruturas alternativas ao hospital psiquiátrico».

 

400 anos em Portugal

 

A Ordem Hospitaleira de S. João de Deus tem origem na acção e exemplo de vida de S. João de Deus que, em 1538, em Granada (Espanha), iniciou a nova maneira de tratar e acolher os pobres, os doentes e os necessitados, sendo por isso um marco importante na história da medicina; é um dos Santos da caridade que Bento XVI cita na sua Encíclica. Hoje, a Ordem encontra-se em 51 países do mundo e, das suas 294 obras assistenciais, 44 são dedicadas exclusivamente à saúde mental.

Em 1606, os Irmãos de S. João de Deus vêm para Montemor-o-Novo e, na terra natal do seu fundador, iniciam a expansão da Ordem em Portugal. Actualmente estão presentes em 8 Centros Assistenciais, dos quais 6 se dedicam à Psiquiatria e Saúde Mental, assim como outras áreas de actuação, como as Dependências, a Psicogeriatria, a Reabilitação Psicossocial e os Sem-Abrigo, representando 40% do número de camas no Continente e 50% nos Arquipélagos dos Açores e Madeira.

 

 

FÁTIMA

 

POLÉMICA ACERCA DO

NOVO ESTATUTO DO SANTUÁRIO

 

A Igreja Católica em Portugal negou qualquer polémica relativamente às noticiadas alterações do Estatuto do Santuário de Fátima.

 

O Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Carlos Azevedo, confirma uma mudança de Estatuto do Santuário de Fátima, mas garante que este é um passo que se limita a recuperar uma prática determinada por Pio XII, a 21 de Julho de 1958.

«O que está em causa é a realidade nacional do Santuário de Fátima. Desde os anos 50, começou-se a perceber que o fenómeno de Fátima extravasava os limites da Diocese, pelo que se considerou oportuno que alguns Bispos servissem de Conselho para as grandes decisões», explica o Bispo Auxiliar de Lisboa, especialista em História da Igreja.

Com o passar dos tempos, o Conselho acabaria por deixar de reunir, mas voltará a ser activado com a revisão dos Estatutos. Assim, a CEP deverá determinar quem auxiliará o Bispo de Leiria-Fátima, embora se admita continuar com a prática de serem os três Arcebispos metropolitas (Braga, Évora e Lisboa).

D. Carlos Azevedo critica os equívocos criados pela comunicação social e lembra que a Congregação para o Clero, do Vaticano, está a levar a cabo uma «revitalização e um enquadramento eclesial» dos Santuários de todo o mundo.

A intenção, assegura, não é o exercício de qualquer tipo de «vigilância», mas responder à realidade concreta do Santuário, «que ultrapassa os limites de uma Diocese».

O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, considera, por seu turno, que esta mudança permite conciliar as dimensões diocesana, nacional e internacional do Santuário. «São evidentes duas coisas: que o Santuário está na diocese de Leiria-Fátima, pelo que a jurisdição imediata é da diocese; por outro lado, é igualmente evidente a dimensão nacional e internacional do Santuário», referiu aos jornalistas que o interrogaram sobre o tema.

D. José Policarpo explicou que «o que a Santa Sé fez foi, apenas e só, pedir para que o Conselho criado nos anos 50 se reactivasse». A primeira responsabilidade será, portanto, estudar um dossier que virá a culminar, depois, num outro Estatuto para o Santuário de Fátima.

 

 

FÁTIMA

 

IRMÃ LÚCIA FICA SEPULTADA

NA BASÍLICA DE FÁTIMA

 

Pouco mais de um ano após a morte da Irmã Lúcia, Fátima prepara-se para mais uma grande peregrinação, quando, no dia 19 de Fevereiro, os restos mortais da última Vidente forem transladados para a Basílica do Santuário. Aí, será tumulada ao lado da sepultura da Jacinta.

 

Por vontade expressa da Irmã Lúcia, o seu corpo ficara no Carmelo de Coimbra durante um ano.

O Pe. Virgílio Nascimento, director do Serviço de Peregrinos do Santuário, diz que esta cerimónia «está a ser preparada como as grandes peregrinações de Maio a Outubro», tanto do ponto de vista litúrgico como logístico.

A afluência ao túmulo dos Pastorinhos tem sido muito intensa, ao longo dos últimos anos, e este responsável espera que a chegada do corpo da Irmã Lúcia venha a fazer aumentar o número de pessoas que por ali querem passar.

O local escolhido tem um grande significado para a Vidente, dado que no sítio onde agora se levanta a Basílica, ela viu Nossa Senhora pela sétima vez. O Pe. Luis Kondor, Vice-Postulador para a causa da canonização dos Pastorinhos, lembra que esta aparição teve lugar quando a Pastorinha foi enviada pelo seu Bispo para o Porto: «Na Cova da Iria − debruçada sobre a grade que resguardava o local onde Nossa Senhora apareceu − entre lágrimas disse a Nossa Senhora que não era capaz de oferecer, desta vez, o sacrifício de abandonar Fátima». Foi no meio das lágrimas que Nossa Senhora voltou a aparecer a Lúcia «para abençoar o seu caminho de obediência», precisa o Pe. Kondor.

 

Fama de santidade

 

Ao longo deste último ano, tem «crescido a fama de santidade desta vidente de Fátima», confidenciou o Pe. Luis Kondor. «Recentemente recebi um embrulho com cartas − pesava 17 quilos − onde se pedia a beatificação da Irmã Lúcia».

O Código Direito Canónico estabelece que são necessários 5 anos após a morte para a abertura de um processo de canonização. D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo de Leiria-Fátima, lembra esse facto, pedindo paciência, apesar de reconhecer que gostaria que o processo começasse quanto antes, assegurando que a Irmã Lúcia «é um modelo para o tempo de hoje, como consagrada, uma pessoa fiel que falou do Além».

No mês passado, em entrevista à Agência Ecclesia, o Pe. Kondor contava que, no dia seguinte à morte da Irmã Lúcia (em 13 de Fevereiro de 2005), recebera uma chamada telefónica do então secretário de João Paulo II dizendo que era desejo do Papa que se abrisse o processo de beatificação da Irmã Lúcia.


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