12º Domingo Comum
25 de Junho de 2006
RITOS INICIAIS
Cântico
de entrada: O Senhor é a força do seu povo, F.
Silva, NRMS 106
Salmo 27, 8-9
Antífona
de entrada: O Senhor é a força
do seu povo, o baluarte salvador do seu Ungido. Salvai o vosso povo, Senhor,
abençoai a vossa herança, sede o seu pastor e guia através dos tempos.
Introdução ao
espírito da Celebração
Quem é
este homem em nome do qual a Igreja se reúne todos os domingos há dois mil
anos? A interrogação sobre a identidade de Jesus atravessa a história da
humanidade desde o dia da sua primeira manifestação ao mundo. O Pai do céu
proclama-o seu filho muito amado. Os seus contemporâneos dividem-se em
considerações: uns dizem que é Elias, outros um grande profeta… Os apóstolos
ficam perplexos e sem resposta. «E vós, quem dizeis que eu sou?». É na
Eucaristia que Jesus revela a sua identidade mais íntima e profunda.
Oração
colecta: Senhor, fazei-nos viver
a cada instante no temor e no amor do vosso Santo nome, porque nunca a vossa
providência abandona aqueles que formais solidamente no vosso amor. Por Nosso
Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito
Santo.
Liturgia da
Palavra
Primeira Leitura
Monição: O Senhor do céu e
da terra é o mestre do mundo e tudo está sob o seu poder. As forças da
natureza, divinizadas pelos povos antigos, estão também sob o domínio do Deus
que tudo criou a partir do nada.
Job 38, 1.8-11
1O Senhor respondeu a Job do meio da
tempestade, dizendo: 8«Quem encerrou o mar entre dois batentes,
quando ele irrompeu do seio do abismo, 9quando Eu o revesti de
neblina e o envolvi com uma nuvem sombria, 10quando lhe fixei
limites e lhe tranquei portas e ferrolhos? 11E disse-lhe: ‘Chegarás
até aqui e não irás mais além, aqui se quebrará a altivez das tuas vagas’».
A leitura é um pequenino extracto da parte final do livro de Job, em que Deus é apresentado, não a desvendar o mistério do sofrimento do inocente, mas apelando a que o sofredor inocente eleve o seu espírito para Deus, contemple as maravilhas da natureza e reconheça humildemente a soberania absoluta de Deus e a sua admirável sabedoria: Deus sabe mais e os seus desígnios, que são sempre justos, ultrapassam a nossa pobre compreensão e os nossos acanhados pontos de vista. A leitura foi escolhida em função do Evangelho de hoje, em que Jesus é apresentado como Deus, pois, como nesta passagem do livro de Job, Ele é o Senhor do mar, dominando o seu assombroso poder, «a altivez das sua vagas» (v. 11). Já S. Gregório Magno, nos Comentários Morais ao livro de Job, relacionava este texto com o do Evangelho em que Jesus acalma a tempestade.
Salmo Responsorial Sl 106 (107),
23-24.25-26.28-29.30-31 (R. 1b)
Monição: O poder imenso do mar que tanto atemoriza o
homem não é nada diante do poder absoluto de Deus que transforma o temporal em
brisa suave.
Refrão: Dai
graças ao Senhor,
porque é eterna a sua
misericórdia.
Ou: Cantai
ao Senhor, porque é eterno o seu amor.
Os que se fizeram ao
mar em seus navios,
a fim de labutar na imensidão das águas,
esses viram os prodígios do Senhor
e as suas maravilhas no alto mar.
À sua palavra, soprou
um vento de tempestade,
que fez encapelar as ondas:
subiam até aos céus, desciam até ao abismo,
lutavam entre a vida e a morte.
Na sua angústia
invocaram o Senhor
e Ele salvou-os da aflição.
Transformou o temporal
em brisa suave
e as ondas do mar amainaram.
Alegraram-se ao vê-las
acalmadas,
e Ele conduziu-os ao porto desejado.
Graças ao Senhor pela
sua misericórdia,
pelos seus prodígios em favor dos homens.
Segunda Leitura
Monição: Cristo morreu por todos para que todos
tenham a vida e sejam criaturas renovadas pelo poder do Espírito.
2 Coríntios 5,
14-17
Irmãos: 14O
amor de Cristo nos impele, ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos,
portanto, morreram. 15Cristo morreu por todos, para que os vivos
deixem de viver para si próprios, mas vivam para Aquele que morreu e
ressuscitou por eles. 16Assim, daqui em diante, já não conhecemos ninguém segundo a carne. Ainda que tenhamos
conhecido a Cristo segundo a carne, agora já não O conhecemos assim. 17Se
alguém está em Cristo, é uma nova criatura. As coisas antigas passaram: tudo
foi renovado.
Estes poucos versículos aparecem num contexto em que S. Paulo, face aos seus detractores, trata de justificar o seu comportamento honrado e coerente para com os fiéis de Corinto (vv. 11-13). A leitura é mais uma das impressionantes sínteses paulinas da essência da essência da vida cristã. «O amor de Cristo», quer se entenda como o que Ele nos tem ou como o que nós Lhe devemos, é o que impele o Apóstolo no seu actuar. A morte de Cristo por nós não pode deixar ninguém indiferente.
14 «Todos, portanto, morreram». Pela nossa união a Cristo, pelo Baptismo (cf. Rom 6), também nós participarmos misticamente da Morte de Cristo, associando-nos a ela, como membros que somos de Cristo; daqui deriva S. Paulo a necessidade de morrer para o pecado, já que Cristo, morreu pelo pecado.
16 «Já O não conhecemos assim»: S. Paulo, que outrora conheceu a Cristo «segundo a carne», isto é, segundo os preconceitos da gente da sua raça sem fé, agora já tem dele um novo e perfeito conhecimento, a partir da graça da fé.
17 «É uma nova criatura». O Baptismo operou no cristão mudança tão radical que se pode falar duma nova criação, um novo ser a partir do nada e de menos que nada, do pecado. «As coisas antigas passaram», isto é, o pecado, o erro, os preconceitos, as ideias puramente humanas, etc.
Aclamação ao
Evangelho Lc 7, 16
Monição: Jesus vai connosco
na barca da nossa vida. Pode parecer ir a dormir mas está atento às nossas
necessidades e angústias.
Aleluia
Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)
Apareceu entre nós um
grande profeta:
Deus visitou o seu
povo.
Evangelho
São Marcos 4, 35-41
35Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse
aos seus discípulos: «Passemos à outra margem do lago». 36Eles
deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado. Iam
com Ele outras embarcações. 37Levantou-se então uma grande tormenta
e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água. 38Jesus, à
popa, dormia com a cabeça numa almofada. 39Eles acordaram-no e
disseram: «Mestre, não Te importas que pereçamos?» Jesus levantou-Se,
falou ao vento imperiosamente e disse ao mar: «Cala-te e está quieto». O vento
cessou e fez-se grande bonança. 40Depois disse aos discípulos:
«Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?» 41Eles ficaram
cheios de temor e diziam uns para os outros: «Quem é este homem, que até o
vento e o mar Lhe obedecem?»
Continuamos com o Evangelista do ano, numa secção do seu Evangelho que conta uma série de milagres e a actividade de Jesus na Galileia. Para começar, temos o milagre da tempestade acalmada, que tem servido para aplicações pertinentes à vida da Igreja e também à vida de cada fiel. Na barca agitada pela fúria das ondas vê-se uma imagem da Igreja avançando por meio de grandes perigos, que ameaçam afogá-la: as perseguições, as heresias, os escândalos dos seus filhos... Jesus adormecido aparece como o silêncio de Deus, que não parece prestar atenção aos seus filhos em perigo. No grito dos Apóstolos, que na barca despertam a Jesus, está uma imagem da oração dos fiéis, mais expressiva em Mateus, que não emprega o apelativo usado pelos Apóstolos – «Mestre» (v. 39) – mas o título de «Senhor»: «Senhor, salva-nos que perecemos! » (cf. Mt 8, 25); esta era a forma como os cristãos já então invocavam a Jesus. Mas o Senhor vela sempre pela sua Igreja, por isso tem actualidade a sua suave advertência: «Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?» (v. 40).
38 «Com a cabeça numa almofada». Este episódio evangélico é o único em que os três Sinópticos nos apresentam Jesus a dormir, algo tão humano e tão natural, mas só Marcos fala da almofada; este é um pormenor, que, como tantos outros, empresta ao Evangelho de S. Marcos aquele colorido tão típico; atrás de detalhes como este adivinha-se uma testemunha ocular, o próprio Apóstolo Pedro, de quem Marcos foi discípulo e colaborador directo.
41 «Quem é este homem?» A pergunta dos discípulos é a interrogação que o Evangelista quer que façam os seus leitores e as pessoas de todos os tempos. Não é possível que alguém se depare com a pessoa de Jesus sem se interrogar sobre quem é Ele. Perante Ele não se pode ficar na indiferença. E o Evangelho fornece a chave do mistério da sua pessoa.
Sugestões para a
homilia
O tempo
comum iniciou-se mostrando-nos Jesus como dominador das doenças e das forças
demoníacas. Hoje a Palavra de Deus fala-nos dos poderes de Jesus que se
estendem às forças da natureza, desde a mais simples até aquela mais potente e
misteriosa como o mar. Jesus é o Senhor e por isto, domina todas as coisas, tem
poder sobre todas as forças. Para realizar o plano salvífico
do Pai e cumprir em tudo a sua vontade, Ele domina o mal, vence a doença,
derruba o poder da morte, muda o curso da natureza. Jesus é Deus e pode tudo.
Por amor a nós homens e pela nossa salvação, Ele intervêm dentro ou fora de
nós, arrancando do nosso caminho tudo aquilo que nos impede ou dificulta
caminhar para Ele. O décimo domingo fazia-nos reflectir sobre a realidade do
mal que nos rodeia e exerce influência sobre todos nós, mas que haveria de ser
vencido também em nós, pelo poder salvífico de
Cristo. O décimo primeiro,
mostrava-nos a realidade do reino de Deus que foi semeado entre os homens e que
com a graça de Deus e o nosso serviço dedicado, vai crescendo até atingir todos
os confins da terra, todos os filhos de Deus dispersos.
Hoje
somos convidados a repensar nossos sofrimentos, angústias, ameaças e perigos
pelos quais vamos passando ao longo dos dias, à luz da fé. Somos convidados a
repensar nossa confiança em Deus nos momentos difíceis da vida. Sofrimentos,
angústias, medos, provações, perigos, mortes, dores, são coisas comuns a todos
os homens, sejam eles cristãos ou não. O que deveria fazer a diferença entre o
cristão e todos os outros homens, é o modo como este vive e enfrenta todas
estas coisas da vida.
A
primeira leitura nos mostra o grandioso exemplo de Job. Ele é o modelo do homem
justo que sofre sem perder sua confiança em Deus. Mesmo vivendo na justiça,
sendo temente a Deus, de fé inabalável, Job teve sua vida marcada pelo
sofrimento contínuo e progressivo. Quando ele pensava estar vencendo uma
provação, o Senhor lhe permitia outra ainda maior. Mesmo assim, jamais se
rebela contra Deus ou perde sua confiança. A única coisa que ele sempre pedia a
Deus, era que lhe concedesse compreender o motivo do seu sofrimento. Mas, nem isto o Senhor lhe concedia,
deixando no ar o mistério do seu plano e de sua santa vontade. A única coisa
que Deus fazia é mostrar ao seu servo Job a grandeza do seu amor que fez todas
as coisas e a sabedoria do seu poder que tudo governa, estabelece limites e
funções precisas para todas as coisas criadas. Foi Ele que criou e governa,
desde a brisa mansa até o mar bravio. Tudo existe e age sob suas ordens,
segundo o seu plano. Portanto, as palavras que Deus dirige a Job são muito mais
um convite à fé e à confiança, do que uma resposta às suas interrogações e
angústias. Ele é Pai e quer somente o nosso bem. Ainda que nos permita dores,
sofrimentos, angústias e provações nesta vida, tudo isto Ele só nos permite,
quando é para o nosso bem, para nosso crescimento e purificação na fé. Quando
estas coisas nos acontecerem, a nossa melhor atitude é aquela da fé madura, da
confiança inabalável, do abandono total no Senhor Deus. Ainda que nos permita
caminhar por caminhos obscuros ou nos faça propostas aparentemente
incompreensíveis, Ele o Pai que nos ama infinitamente e que certamente nos fará
chegar ao fim do caminho vitoriosos. Sempre chegará o momento oportuno em que
Ele fará brilhar a sua luz no nosso caminho e, então veremos com clareza tudo o
que nos parecia incompreensível.
São Paulo
também nos convida a confiança e ao abandono total em Deus. Cristo morreu por
todos, a fim de que todos vivam por Ele. Cristo ressuscitou, vencendo para
sempre a morte, tanto para si como para todos os que são seus. Aquele que está
em Cristo, é uma nova criatura. Passou o que era velho
e se fez uma nova realidade. Portanto, ninguém precisa temer aos sofrimentos,
perseguições, provações ou mortes. Todas estas coisas fazem parte da velha
realidade, da fragilidade humana e da inconsistência das coisas passageiras.
Porém, nós já participamos da nova e definitiva realidade inaugurada por
Cristo. Nesta nova realidade, todas estas coisas que agora nos atemorizam, não
existirão, não exercerão nenhum poder sobre nós. A nossa única preocupação deve
ser o caminhar com nossos pés bem firmes na terra, mas com os olhos fixos no
céu, onde está o Senhor e para onde caminhamos todos nós.
O
Evangelho de hoje busca provocar um sério questionamento sobre a verdadeira
identidade de Jesus, sobre aquilo que de facto a pessoa de Jesus representa em
nossas vidas. Quem é este homem que até o mar e o vento obedecem? Hoje
novamente somos convidados a responder a esta pergunta, de acordo com a nossa
fé e com nossa experiência de Deus. Para alguns homens de ontem e de hoje,
Jesus é um grande homem. Para outros, Ele é um mestre grandioso, cujo
ensinamento e ideias encantam. Para outros ainda, Ele é um grande profeta, um
homem de Deus, que fala de Deus e revela Deus no seu agir. Porém, existem
muitos para os quais Jesus não diz mais nada, como se Ele fosse um personagem
histórico qualquer que ficou perdido no espaço e no tempo. Mas, para o cristão,
Ele é o Senhor. É o único e verdadeiro Deus, por meio do qual tudo foi criado e
através do qual tudo permanece na vida. Foi Ele que realizou maravilhas em
favor do povo no passado, revelando aos homens sua vontade pela boca dos
profetas. Ele é o único Deus de ontem, de hoje e de sempre. Ele é o nosso tudo.
Sem Ele nada somos e nada podemos. Este Jesus que é tudo para nós, hoje reprova
a atitude dos seus discípulos, que apavorados na hora do perigo, recorrem a
Ele. É claro que Jesus não reprova a atitude dos discípulos de pedirem socorro,
mas reprova o modo como eles pediram esta ajuda. Eles pedem a Jesus que os
livre de uma dificuldade imediata, de um perigo iminente. Estavam todo o tempo
com o Senhor, mas só recorrem a Ele no momento de perigo. Além disso, o pedido
deles não tinha a preocupação de que se cumprisse a vontade de Deus, mas tão somente a vontade deles. Eles vão até Jesus, não para
buscar o Deus que Ele realmente era, mas sim aquele Deus mágico, que deveria
resolver suas dificuldades imediatas. Não há clara disposição dos discípulos de
submeterem-se a vontade de Deus. Ao contrário, eles querem dobrar Deus segundo
as suas necessidades.
A atitude
dos discípulos reprovada por Jesus, reflecte muito bem
o tipo de relacionamento que nós temos com Deus. Todos passamos pela mesma
tentação dos discípulos de recorrer a Deus somente nos momentos de grandes
dificuldades e de querer dobrar Deus segundo a nossa vontade. Poucos de nós nos
dirigimos a Deus com o firme propósito de acolher incondicionalmente a sua
vontade. Todos temos Deus sempre presente na barca da nossa vida, mas muitos de
nós o esquecemos por longo tempo, recorrendo a Ele somente nos momentos de
perigo ou fortes ameaças. Boa parte de todos nós cristãos só
cremos num Deus de última hora, que concretamente não existe. Jesus
reprova a atitude dos discípulos e certamente reprovaria também a nossa, pois a
fé interesseira ainda não é madura. A fé que certamente agrada a Deus e nos garante a salvação é aquela madura típica de quem
procura estar sempre com Deus: na bonança e na tempestade, na paz e no perigo,
na serenidade e nas dificuldades. A fé madura faz-nos ir ao encontro de Deus,
não para submetê-lo às nossas vontades, mas para acolher e fazer a sua vontade.
Jesus nos faz compreender que a fé madura deve ser um compromisso contínuo com
Deus. Tanto nas horas boas como naquelas tempestuosas da vida, Ele deve ser
nossa única força, nossa única segurança, nossa única esperança, pois só Ele é
o nosso Deus Salvador, o nosso tudo. Jesus quer que a nossa fé seja tão grande
e sincera, tão madura, que possamos abandonarmo-nos nele, mesmo quando Ele
parece estar dormindo na barca da nossa vida. Ainda que soprem os ventos,
agitem-se as águas e ameacem a barca da nossa vida, não devemos temer mal
algum, pois o Senhor está dentro dela e é Ele que a cuida e dirige. Ele já
venceu tudo, todas as dificuldades e, se a nossa confiança for suficiente,
vencerá também as nossas, mas segundo o plano do Pai e não segundo a nossa
pressa e nossos cálculos. Na barca da nossa vida está o Senhor e isto nos basta. Existirão momentos em que os ventos dos
sofrimentos e provações soprarão fortes contra ela e outros em que as ondas da
dor, da doença e da morte também ameaçarão a frágil barca da nossa vida; outros
ainda de tranquilidade, de serenidade, quando navegaremos sem grandes
preocupações. O importante é navegar sempre, tocando a barca para frente, mas
entregando o leme ao Senhor. O importante é prosseguir abandonando-nos em Deus,
confiantes e preocupados somente em fazer a sua vontade. Esta é a fé madura que
agrada a Deus e que nos salva.
Oração Universal
Irmãos, oremos a Deus
todo-poderoso,
criador e senhor do céu e da terra,
e imploremos a Sua misericórdia, dizendo:
Mestre, não Te importas que pereçamos?
1. Pelos bispos, presbíteros e diáconos:
para que busquem apenas no Senhor a sua glória
e
não se envergonhem da cruz do Salvador,
oremos, irmãos.
2. Pelos chefes das nações:
para que respeitem a dignidade de toda a pessoa humana,
rica ou pobre, honrada ou desconhecida,
oremos, irmãos
3. Para que nunca percamos a esperança
perante as tempestades da vida, e sejamos sempre conscientes
de que o Amor de Deus é mais forte que a morte,
oremos, irmãos.
4. Para que o Senhor
aumente cada vez mais a nossa fé e nossa confiança nele,
e
saibamos descobrir os mil gestos de seu amor
que diariamente acontecem ao nosso lado,
oremos, irmãos
5. Para que todos nós vivamos nossa fé em Cristo
ressuscitado
numa comunidade que saiba repartir com os demais tudo o que é e o que tem,
oremos, irmãos.
Senhor nosso Deus e
nosso Pai, fazei-nos encontrar no anúncio da Ressurreição de Cristo,
Vosso amado Filho, a
alegria que só Vós podeis dar e na fé na presença de Jesus
na barca da Igreja a confiança para em
enfrentar todas as tempestades.
Por Nosso Senhor
Jesus Cristo …
Liturgia Eucarística
Cântico
do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro,
NRMS 42
Oração
sobre as oblatas: Por este
sacrifício de reconciliação e de louvor, purificai, Senhor, os nossos corações,
para que se tornem uma oblação agradável a vossos olhos. Por Nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Santo: Santo
I, H. Faria, NRMS 103-104
Monição da Comunhão
A
pergunta: «Quem é este homem?» encontra nesta doação eucarística a sua resposta. Este homem é Aquele que dá a sua vida por
nós para que nós tenhamos vida em abundância. Deixemos que a força da
Eucaristia acalme as nossas tempestades.
Cântico
da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F.
Silva, NRMS 70
Salmo 144, 15
Antífona
da comunhão: Os olhos de todos
esperam em Vós, Senhor, e a seu tempo lhes dais o alimento.
Ou
Jo 10, 11.15
Eu sou o Bom Pastor e
dou a vida pelas minhas ovelhas, diz o Senhor.
Cântico
de acção de graças: Cantai ao Senhor, porque é eterno,
M. Luís, NRMS 37
Oração
depois da comunhão: Senhor, que
nos renovastes pela comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, fazei que a
participação nestes mistérios nos alcance a plenitude da redenção. Por Nosso
Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito
Santo.
Ritos Finais
Monição final
O temor e
espanto dos apóstolos transformou-se, graças ao dom do
Espírito, em audácia e certeza no anúncio da Boa-nova. Partamos cheios de
confiança para o mar do mundo sempre dentro da barca do Senhor que é a Sua
Igreja.
Cântico
final: Nesta Santa Eucaristia, H. Faria,
NRMS 103-104
Homilias Feriais
12ª SEMANA
2ª feira, 26-VI: A medida com que seremos julgados.
2 Reis 17,
5-8. 13-15. 18 / Mt. 7, 1-5
Segundo
o juízo que fizerdes é que haveis de ser julgados, e a medida que empregardes é
que hão-de empregar para vós.
Quando o Senhor tiver
que julgar-nos, logo após a morte, empregará connosco a mesma medida que tivermos empregado para julgar os outros (cf. Ev.).
Uma coisa semelhante
aconteceu a Israel. Os seus habitantes não quiseram obedecer, os seus corações
endureceram, não acreditaram no Senhor, desprezaram os seus preceitos, bem como
a Aliança estabelecida. «Então o Senhor indignou-se grandemente contra Israel e
lançou-o para longe da sua presença» (Leit.). No Pai nosso pedimos igualmente esta medida para os pecados:
perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
4ª feira, 27-VI: S. Cirilo de
Alexandria: A parábola dos dois caminhos.
2 Reis 19,
9-11. 14-21. 31-36 / Mt. 7, 6. 12-14
Entrai
pela porta estreita, pois larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à
perdição.
O caminho que conduz à
vida é o caminho de Cristo e há outro
que leva à perdição (cf. Ev.). A parábola evangélica dos dois caminhos está sempre
presente na catequese da Igreja. Significa a importância das decisões morais para a nossa salvação (cf. CIC,
1696).
O rei da Assíria
escolheu o caminho da perdição, ao
dizer ao rei de Judá que não se deixasse enganar por
Deus, e viu o seu exército dizimado em 180.000 homens (cf. Leit.).
S. Cirilo de Alexandria
escolheu o caminho de Cristo,
combateu os hereges e defendeu a maternidade divina de Nossa Senhora no
Concílio de Éfeso.
5ª feira, 28-VI: S. Ireneu: Os frutos
da graça de Deus.
2 Reis 22,
8-13; 23, 1-3 / Mt .7, 15-20
Assim,
toda a árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos… Assim, pois,
pelos frutos os conhecereis.
A graça de Deus, ao actuar em nós, produz frutos abundantes e bons. A
consideração destes benefícios recebidos na nossa vida e na vida dos santos é
uma garantia de que a graça de Deus opera
em nós (cf. CIC, 2005).
A leitura do livro da
Aliança pelo rei Josias fez com que o rei se desse
conta de que o povo não se estava a portar bem. Lido ao povo, todos se converteram (cf. Leit.). O mesmo nos acontecerá a nós se lermos com amor o livro dos Evangelhos. S. Ireneu, ao
defender a fé católica contra os gnósticos, recebeu como fruto a palma do
martírio.
Celebração e Homilia: Hermenegildo Faria
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilias Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha