aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

BÓSNIA

 

ASSINADO ACORDO

COM A SANTA SÉ

 

O presidente Bósnia, Ivo Miro Jovic, e o núncio apostólico na Bósnia, D. Alessandro D'Errico, assinaram no passado dia 19 de Abril um acordo que determina o marco legal das relações entre a Igreja Católica e a república balcânica.

 

O documento prevê a inviolabilidade dos lugares de culto, a devolução durante os próximos dez anos das propriedades eclesiásticas nacionalizadas, assim como o direito da Igreja Católica de influir sobre a educação religiosa das crianças e a formação de instituições educativas.

«Este acordo é especialmente importante para a Bósnia já que confirma o direito à liberdade religiosa», afirmou Jovic em Sarajevo, acrescentando que a Bósnia quer cultivar a tolerância religiosa e respeitar os direitos de todos.

Os croatas, de confissão católica, são a menor das três grandes comunidades étnicas desta república balcânica e representam cerca de 15% dos 4 milhões de habitantes da Bósnia.

Jovic acrescentou que serão assinados também acordos semelhantes com as comunidades religiosas dos bósnios muçulmanos e dos sérvios (ortodoxos).

O núncio na Bósnia elogiou as relações entre o Vaticano e aquele país, considerando-as excepcionais, e acrescentou que o acordo ontem assinado «também representa um reconhecimento da comunidade católica da Bósnia que deu uma contribuição importante na esfera social, cultural e pedagógica».

 

 

ROMA

 

SEMINÁRIO SOBRE

COMUNICAÇÃO DA IGREJA

 

O Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, Mons. Ângelo Amato, afirmou que o Magistério da Igreja e o mundo dos mass media são conciliáveis, pedindo que a opinião não prevaleça sobre a procura da verdade.

 

O homem que foi o mais próximo colaborador do então Cardeal Joseph Ratzinger, nos últimos anos, falava num Seminário sobre «Direcção estratégica da comunicação na Igreja», realizado de 27 a 29 de Abril passado, em Roma, e promovido pela Universidade Pontifícia da Santa Cruz.

«O Magistério não está acima da Palavra de Deus, mas tem o dever de escutá-la, guardá-la e expô-la com fidelidade», lembrou o arcebispo. Por isso, a questão será «como propor e como comunicar o Magistério num tempo em que a existência é atravessada por um relativismo generalizado, por uma cultura do nihilismo e por biotecnologias que fazem prevalecer a opinião em vez da procura da verdade».

O desafio é agravado, segundo este responsável, pela «pobreza cultural de boa parte dos cristãos».

O arcebispo Amato afirmou que, em muitos meios de comunicação social, há problemas em entender o conteúdo dos documentos magisteriais, mas pediu que a imprensa católica não siga a «agenda laica» nem tenha tendências auto-destrutivas.

«A comunicação eclesial, para não ser falseada pelas agências e os jornais, deve ser autorizada, imediata, correcta, convincente e positiva», acrescentou.

No decorrer da sua intervenção, o Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé falou ainda dos erros do best-seller «O Código Da Vinci».

 

 

EUROPA

 

IGREJA CATÓLICA E ORTODOXA

EM SINTONIA SOBRE EDUCAÇÃO MORAL

 

Os participantes do «Encontro Europeu de Cultura Cristã», promovido pelo Conselho Pontifício para a Cultura e o Departamento das Relações Externas Eclesiais do Patriarcado Ortodoxo de Moscovo, de 3 a 5 de Maio passado, em Viena, lançaram um apelo conjunto pela «educação moral» da Europa.

 

«Hoje como nunca, os países europeus têm necessidade de promover a esfera da educação moral, porque a sua ausência ou desvalorização pode provocar consequências desastrosas», alerta o comunicado final do Encontro, no qual participou o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.

Entre as consequências da falta de uma educação moral, o documento enumera o crescimento dos vários tipos de extremismo, a quebra da natalidade, a poluição ambiental, a violência e a «humilhação da dignidade humana».

O documento é dirigido aos fiéis das duas Igrejas, a todos os cristãos, às pessoas de outras tradições religiosas e aos líderes políticos e o público da Europa, sublinhando que «o princípio da responsabilidade moral, bem como o princípio da liberdade, devem ser amplamente abraçados em todas as esferas da vida humana».

«Sem a inspiração dos profundos princípios morais característicos das duas tradições religiosas, assim como de muitas escolas laicas de pensamento, os Europeus não serão capazes de enfrentar adequadamente os desafios do mundo moderno», aponta a mensagem.

A Santa Sé e a Igreja Ortodoxa russa manifestam a sua abertura a todos os que partilham esta convicção, prontificando-se para o diálogo com todos os que, não partilhando plenamente estas ideias, estão abertos a discuti-las.

O documento conclusivo lembra que as Igrejas cristãs foram sempre e ainda são um recurso para educar as pessoas para a responsabilidade moral. «Dado que as organizações religiosas não estão separadas da sociedade, os esforços das paróquias e das comunidades monásticas, das escolas católicas, universidades e centros socio-culturais em formar para a responsabilidade moral, deveriam ser reconhecidos pelo Estado e pela sociedade».

Anteriormente, Bento XVI manifestara a sua satisfação pela realização do Encontro, fruto «de uma cooperação encorajadora» entre as duas Igrejas, com o apoio da Fundação Pro Oriente e do seu presidente, o Cardeal Christoph Schonbörn, Arcebispo de Viena. Com o tema «Voltar a dar uma alma à Europa», o Encontro foi presidido pelo Cardeal Poupard e pelo metropolita de Smolensk e Kaliningrado, Kirill, presidente do Departamento para as Relações Externas do Patriarcado de Moscovo.

 

 

ESPANHA

 

ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS

 

Para preparar o V Encontro Mundial das Famílias, a realizar em Valência de 1 a 9 de Julho próximo, o Conselho Pontifício para a Família e a diocese acolhedora deste Encontro elaboraram um programa catequético para todas as paróquias do mundo.

 

As catequeses, em nove capítulos, tratam os grandes temas do Catecismo da Igreja Católica, numa reflexão sobre a essência da família cristã, os valores do matrimónio e a transmissão da fé.

Os títulos correspondentes às catequeses são os seguintes: «A família, primeira e principal transmissora da fé»; «Deus Uno e Trino»; «A pessoa de Jesus Cristo, centro e síntese da fé cristã»; «O Espírito Santo e a Igreja»; «Os Sacramentos, momentos especiais para a transmissão da fé»; «Os mandamentos da Lei de Deus»; «O domingo: a Eucaristia e outras formas de vivência da fé»; «A piedade popular»; e «A Santíssima Virgem Maria».

 


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