20º Domingo Comum

20 de Agosto de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhor que nos dais guarida, F. da Silva, NRMS 90-91

Salmo 83, 10-11

Antífona de entrada: Senhor Deus, nosso protector, ponde os olhos no rosto do vosso Ungido. Um dia em vossos átrios vale mais de mil longe de Vós.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deve ser ocasião para nos sentirmos mais unidos com todos os irmãos que vieram até nós neste período do ano.

E para vivermos melhor a comunhão dos santos com todos os que longe da terra procuram melhorar a sua vida.

 

Oração colecta: Deus de bondade infinita, que preparastes bens invisíveis para aqueles que Vos amam, infundi em nós o vosso amor, para que, amando-Vos em tudo e acima de tudo, alcancemos as vossas promessas, que excedem todo o desejo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A Sabedoria de Deus aparece como pessoa: constrói uma casa, prepara um banquete e convida a todos para ele. Essa pessoa é o Verbo de Deus, que veio à terra, que está aqui connosco.

 

Provérbios 9, 1-6

1A Sabedoria edificou a sua casa e levantou sete colunas. 2Abateu os seus animais, preparou o vinho e pôs a mesa. 3Enviou as suas servas a proclamar nos pontos mais altos da cidade: 4«Quem é inexperiente venha por aqui». E aos insensatos ela diz: 5«Vinde comer do meu pão e beber do vinho que vos preparei. 6Deixai a insensatez e vivereis; segui o caminho da prudência».

 

A leitura é tirada da parte final da introdução do livro dos Provérbios, um longo e insistente convite para se deixar guiar pela sabedoria. Aqui é a própria Sabedoria personificada a convidar para o banquete por ela preparado na casa que ela construiu (v. 1); as iguarias simbolizam os ensinamentos dos sábios nas suas reflexões sobre a Lei, incluindo também sentenças sábias de povos vizinhos. As «sete colunas» desta casa parece que são as sete colecções de provérbios de que a obra se compõe: 1ª, 10, 1 – 22, 16; 2ª, 22, 17 – 24, 22; 3ª, 24, 23-34; 4ª, 25, 1 – 29, 27; 5ª, 30, 1-14; 6ª, 30, 15-33; 7ª, 31, 1-9. As «criadas» da Sabedoria (v. 3) são os profetas, enviados a falar em nome de Deus. A sabedoria personificada oferece um belo pano de fundo ao Evangelho de S. João: Jesus, o Verbo eterno junto de Deus, é a Sabedoria de Deus incarnada. O convite «Vinde comer do meu pão e beber do meu vinho» (v. 5) prefigura bem as palavras de Jesus no discurso do pão da vida, que temos vindo a ler no Evangelho destes domingos.

 

Salmo Responsorial    Sl 33 (34), 2-3.10-11.12-13.14-15 (R. 9a)

 

Monição: O salmo lembra-nos como o Senhor é bom e como é bom segui-l'O todos os dias da nossa vida.

 

Refrão: Saboreai e vede como o Senhor é bom.

 

A toda a hora bendirei o Senhor,

o seu louvor estará sempre na minha boca.

A minha alma gloria-se no Senhor:

escutem e alegrem-se os humildes.

 

Temei o Senhor, vós os seus fiéis,

porque nada falta aos que O temem.

Os poderosos empobrecem e passam fome,

aos que procuram o Senhor não faltará riqueza alguma.

 

Vinde, filhos, escutai-me,

vou ensinar-vos o temor do Senhor.

Qual é o homem que ama a vida,

que deseja longos dias de felicidade?

 

Guarda do mal a tua língua

e da mentira os teus lábios.

Evita o mal e faz o bem,

procura a paz e segue os seus passos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O cristão tem de ir muitas vezes contra corrente. Pobre dele se vai atrás dos outros para o mal.

 

Efésios 5, 15-20

Irmãos: 15Vede bem como procedeis. Não vivais como insensatos, 16mas como pessoas inteligentes. Aproveitai bem o tempo, porque os dias que correm são maus. 17Por isso não sejais irreflectidos, mas procurai compreender qual é a vontade do Senhor. 18Não vos embriagueis com o vinho, que é causa de luxúria, mas enchei-vos do Espírito Santo, 19recitando entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando em vossos corações, 20dando graças, por tudo e em todo o tempo, a Deus Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Continuamos com textos respigados de Efésios, umas exortações em catadupa, em ordem a uma vida cristã autêntica. Os versículos seleccionados para a Liturgia da Palavra são os que insistem nos aspectos positivos, deixando ficar fora os de cores mais negras, as listas de vícios reprováveis, como os que se lêem nos vv. 3-5: «de prostituição e qualquer espécie de impureza nem sequer se fale entre vós, como é próprio de santos…». A Liturgia achou mais prudente seleccionar as exortações positivas e as que levam a atacar o mal pela raiz, para não dar lugar às ocasiões e aos incentivos do pecado, como a insensatez (v. 15), a irreflexão e a ociosidade (v. 16) o abuso do álcool (v. 18). Mas a advertência não se limita a dizer que é preciso evitar a ociosidade e a perda de tempo; vai mais longe, pois aquele apelo: «aproveitai bem o tempo» reveste-se duma força especial no original grego, que tem um verbo próprio da linguagem do mercado (agorázein), como se nos urgisse a «comprar o tempo», que escasseia e que de repente pode desaparecer do mercado (a ágora). Também se dá aqui uma razão particular para o aproveitamento do tempo: «pois os dias que correm são maus» (v. 16), o que nos impele a trabalhar com maior ardor na santificação própria e alheia.

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 6, 56

 

Monição: Jesus alimenta-nos com a Sua Palavra. Mas tem uma comida ainda melhor para nós, o Seu Corpo e Sangue.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 35

 

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue

permanece em mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

 

Evangelho

 

São João 6, 51-58

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 51«Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». 52Os judeus discutiam entre si: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?» 53E Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. 55A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. 57Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. 58Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente».

 

O discurso do pão da vida, que temos vindo a seguir nestes últimos domingos, introduzido com o sinal milagroso da multiplicação dos pães, atinge agora o seu cume. Se a própria descrição do milagre já era feita com um forte cunho e colorido eucarístico, nestes versículos o sentido eucarístico não pode ser mais claro. Não importa que os estudiosos sintam dificuldade em estabelecer os limites entre o que são as palavras originais de Jesus e o que é resultado da reflexão do evangelista e da vida eucarística dos primeiros cristãos. Não há dúvida de que, se no IV Evangelho os relatos de acontecimentos parecem estar mais próximos da realidade dos factos, também é verdade que os discursos de Jesus pressupõem uma profunda meditação e vivência das suas palavras. Se João não conta a instituição da Eucaristia, por intencionalmente pretender diluir o carácter de Ceia Pascal da Última Ceia para que toda a atenção se fixasse no verdadeiro Cordeiro, é indiscutível que ele teve o mérito de nos ter deixado uma leitura perfeita do relato da instituição da Eucaristia, ao tornar patente o seu verdadeiro sentido e o profundo alcance para a vida do cristão.

51-58. «O pão vivo é o pão que eu hei-de dar»: este «dar» não é um dar qualquer, mas um oferecimento «pela vida» (salvação) «do mundo»; assim se deixa ver uma referência à morte de Cristo (cf. 3, 15-16) e à instituição da Eucaristia (cf. 1 Cor 11, 24; Lc 22, 19), fácil de descobrir; também se pode ver nestas palavras a dimensão cósmica da Eucaristia, em ordem a transformar o mundo (lembrar, neste sentido, as palavras de Bento XVI…)

Por outro lado, o realismo eucarístico das palavras de Jesus não pode ser mais claro:  a) o pão vivo é a «carne» (não simplesmente corpo) de Jesus e simultaneamente o «sangue» que é preciso beber (o que não podia ser mais chocante para a fé e a cultura judaica : cf. Lv 17, 10-14; Act 15, 20); b) perante o escândalo dos ouvintes (v. 52), Jesus não desfaz um mal-entendido como costumava, não apela para um sentido metafórico, nem suaviza as suas palavras, antes as reforça com mais clareza; c) nos vv. 54, 56, 57 e 58, emprega-se um verbo que exprime, com um realismo cru, o próprio acto de comer com os dentes (mastigar – trôgêin) e que nós traduzimos por comer mesmo/realmente (cf. Bíblia Sagrada da Difusora Bíblica); d) também o adjectivo grego aqui usado, «verdadeiro» (v. 55: alêthês) tem em S. João uma força particular, pois equivale a genuíno (o que é verdadeiro, correspondente à sua designação, «apesar das aparências»), distinguindo-se de outro adjectivo do mesmo campo semântico, alêthinós (cf. Jo 1, 9) que encerra a ideia de exclusividade (o que é real, em oposição a putativo); d) Jesus insiste na necessidade de beber o seu Sangue, uma coisa que não admite qualquer sentido figurado, pois era algo extremamente repugnante para um judeu a quem até estava proibido comer o sangue dos próprios animais.

55-58 «Aquele que se nutre do alimento eucarístico une-se cada vez mais intimamente a Deus, recebendo, portanto, a vida eterna sempre mais abundante. É que, assim como o Pai comunica a vida eterna ao Filho Unigénito, na geração eterna, assim também o Filho comunica a vida da graça a quem come a sua Carne» (Vacari).

 

Sugestões para a homilia

 

Não vivais como insensatos

Vinde comer do meu pão

Eu sou o pão vivo

Não vivais como insensatos

Em 13 de Maio de 1997, em Fátima, o Cardeal Meisner, Arcebispo de Colónia, na Alemanha, quase canonizava o povo português.

«Portugal é uma nação predilecta de Deus» — dizia ele. «Nossa Senhora, há 80 anos, escolheu os portugueses para Seus mensageiros em todo o mundo».

Quando alguém lhe observava:

– Senhor Cardeal, infelizmente nem todos os portugueses vivem a sua fé....

– Os que eu conheço na Alemanha enchem as igrejas e as praças das cidades com as suas procissões, dando exemplo e fazendo muito bem à fé da gente da minha diocese.

É um elogio aos nossos emigrantes, que nos enche a todos de alegria. E que nos deve entusiasmar a merecê-lo de verdade.

Hoje estamos em contacto com o mundo inteiro. Através dos emigrantes, dos nossos que partem e dos que vão chegando de outros países.

Através das viagens e do turismo. Através das comunicações sociais, que nos ligam com todos os povos da terra.

Temos de copiar o que têm de bom os outros povos sem imitar as suas desordens. Conseguir o seu progresso económico, sem fazer nossos o consumismo e a podridão moral.

S. Paulo avisava os cristãos de Éfeso, há dois mil anos: «Não vivais como insensatos. Aproveitai bem o tempo actual, pois os tempos que correm são maus» (2.ª Leit.). São palavras muito oportunas para cada um de nós.

É mais fácil copiar os vícios que a virtude, como é mais fácil pegar as doenças que a saúde.

«Não vos embriagueis, pois o excesso de vinho leva à libertinagem» (2.ª Leit.). Há variadas formas de embriaguez no tempo em que vivemos: álcool, droga, barulho, dinheiro, divertimentos... Caímos na libertinagem, se usamos da liberdade para fazer o que agrada às nossas paixões.

Um novo paganismo está a invadir os países ricos do mundo ocidental. E é muito pior que o dos tempos de Cristo. Por se tratar de pagãos que foram baptizados, renegaram a sua fé e ostentam ainda o nome de cristãos.

Vinde comer do meu pão

Temos de pedir a Deus, uma e outra vez, a verdadeira sabedoria, que é saber viver. É um dom precioso que vem de Deus. Na 1.ª Leitura a sabedoria aparece como uma pessoa. E assim é. A Sabedoria é o próprio Deus, o Seu Verbo.

A Sabedoria construiu a Sua casa, como dizia a primeira leitura. Preparou para nós a Sua mesa com manjares excelentes. E a todos, ricos e pobres, convidou para o Seu banquete.

Uma historiadora norte-americana de renome internacional dizia há pouco em Lisboa que o mundo de hoje está desiludido com a democracia. Muitos quiseram fazer dela o remédio para todos os males da humanidade. Só a religião, afirmava ela, pode conduzir a humanidade do nosso tempo e dar-lhe as energias interiores que evitem a corrupção e a destruição.

A religião é que dá força ao homem e sentido à vida. E a religião verdadeira foi Jesus que a ensinou. Ele é Deus que vem até nós. A revelar-nos o que é realmente importante para a vida do homem e dar-nos a força e a alegria de viver. «Nenhum outro nome foi dado aos homens no qual possam ser salvos» (Act 4, 12).

Saboreemos os Seus manjares, a Sua palavra, o Seu Evangelho. Que seja o nosso livro de bolso.

Eu sou o pão vivo

Cristo alimenta-nos da Sua Palavra em cada missa. É viva e actual. Enche o nosso coração e dá sentido à nossa vida.

Ao chegar a Roma no ano 60, S. Paulo, embora prisioneiro, manda chamar todos os judeus para lhes falar de Cristo. E estes dizem: «o que sabemos desta seita é que é perseguida em toda a parte» (Act 28, 22). E ele próprio escreveu: «Os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus sofrerão perseguição» (2 Tim 3, 12).

O cristão tem de ir contra-corrente, em todas as épocas da História. E sobretudo nas de maior abundância de bens materiais, como a nossa.

Para nos dar força Jesus deixou-nos outro alimento melhor ainda: o Seu Corpo e Sangue, «o pão descido do Céu» (Evang.).

O cristão não procura apenas imitar a Cristo. Pela comunhão bem feita transforma-se n'Ele.

Tantos, porém, não se confessam e não se preparam devidamente. E a comunhão torna-se para eles caminho de perdição.

S. Paulo avisava os primeiros cristãos: «Examine-se, pois, cada um a si mesmo e assim coma desse pão e beba desse cálice, porque aquele que o come e bebe não distinguindo o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação».

Os primeiros cristãos viveram em ambiente de paganismo e podridão moral, que não ficava a dever nada ao do nosso tempo. Era o caso de Corinto, de Roma, de Antioquia, de Éfeso, e de tantas outras cidades do Império romano.

O cristianismo divulgou-se rapidamente naqueles ambientes, apesar das perseguições. Pelo exemplo dos primeiros cristãos, pela alegria da sua fé e a força do seu amor.

«Isso foram os primeiros cristãos e isso temos de ser nós, os cristãos de hoje: semeadores de paz e de alegria, da paz e da alegria que Jesus nos trouxe» (Josemaría Escrivá, Cristo que passa, 30).

É muito bonito o testemunho dum escritor desconhecido do século II que deles nos conta:

«Os cristãos não se distinguem dos outros homens, nem pela sua terra, nem pela sua língua, nem pelos seus costumes: porque não habitam cidades exclusivamente suas, nem falam uma língua estranha, nem levam um modo de vida diferente dos outros.

Na verdade esta doutrina não foi inventada por eles graças ao talento ou à especulação de homens estudiosos; não professam uma doutrina humana como outros fazem.

Habitando cidades gregas ou bárbaras, conforme a sorte destinou a cada um e adaptando-se no vestuário, na comida, e restante modo de vida aos usos e costumes do país, dão mostras dum estilo peculiar de conduta que é admirável e, segundo a confissão de todos, surpreendente» (Carta a Diogneto, 5).

Qual era o segredo das suas vidas? São os Actos dos Apóstolos, primeiro livro de História da Igreja, que no-lo dizem: «Perseveravam na doutrina dos Apóstolos, na união fraterna, na fracção do pão (Santa Missa) e nas orações» (Act 2, 42).

Como os primeiros cristãos temos de amar a nossa missa cada domingo, comungando bem. Como eles temos de rezar muito e ser fiéis à oração em família.

Como eles temos de guardar os ensinamentos do Santo Padre, sucessor de Pedro.

Que todos nós e sobretudo os nossos emigrantes continuemos a dar exemplo de trabalho honesto em toda a parte.

Dos primeiros cristãos referia também a Carta a Diogneto: «Casam-se como todos, como todos geram filhos mas não abandonam os que nascem... Estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Passam o tempo na terra, mas têm a sua cidadania no céu. Obedecem às leis estabelecidas, mas com a sua vida ultrapassam as leis... Para dizê-lo em poucas palavras, o que a alma é no corpo são os cristãos no mundo» (Carta a Diogneto 5).

 

 

Oração Universal

 

A força dos cristãos está sobretudo na oração.

Na Santa Missa Jesus faz Seus os nossos pedidos

e apresenta-os ao Pai.

Peçamos cheios de confiança:

 

1.  Pela Santa Igreja Católica,

para que surja nela uma nova primavera,

pela fé e amor dos seus filhos,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelo Santo Padre,

para que Deus continue a abençoar as suas canseiras

ao serviço da evangelização dos povos de toda a terra,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos bispos, sacerdotes e diáconos,

em especial pelos que trabalham na emigração,

para que o Senhor os encha do fogo do Seu amor,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelo aumento e perseverança das vocações

sacerdotais, missionárias e religiosas,

tão necessárias no mundo de hoje,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos nossos emigrantes,

para que, fiéis aos valores recebidos,

continuem a ser fermento da nova evangelização,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelas suas famílias, para que no amor, na fé e na oração

se mantenham fortes e unidas,

oremos, irmãos.

 

7.  Pelos seus filhos,

para que assumindo os valores cristãos recebidos,

os saibam comunicar aos seus amigos,

oremos, irmãos.

 

8.  Pela conversão dos que se dizem cristãos,

mas combatem a Igreja ou vivem à margem dela,

oremos, irmãos.

 

Deus nosso Pai, acolhei as nossas súplicas,

de modo que, guardando as riquezas da nossa fé,

colaboremos mais e melhor na renovação do mundo.

Por Nosso Senhor...

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Caminho pelo deserto, J. santos, NRMS 69

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o que trazemos ao vosso altar, nesta admirável permuta de dons, de modo que, oferecendo-Vos o que nos destes, mereçamos receber-Vos a Vós mesmo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Jesus é o Pão vivo descido do Céu. Avivemos a nossa fé, a nossa gratidão, o nosso amor.

 

Cântico da Comunhão: Se alguém tem sede venha a mim, M. Carneiro, NRMS 82-83

Salmo 129,7

Antífona da comunhão: No Senhor está a misericórdia, no Senhor está a plenitude da redenção.

 

Ou

Jo 6, 51-52

Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor. Quem comer deste pão viverá eternamente.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que neste sacramento nos fizestes participar mais intimamente no mistério de Cristo, transformai-nos à sua imagem na terra para merecermos ser associados à sua glória no Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Na Santa Missa encontra sentido a nossa vida. E também a nossa luta por melhorar a vida material. Com Jesus vamos viver a nossa fé em toda a parte.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1 (I)

 

 

Homilias Feriais

 

20ª SEMANA

 

2ª feira, 21-VIII: S. Pio X: Desprendimento dos bens e da inteligência.

Ez. 24, 15-24 / Mt. 19, 16-22

Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se, pois tinha muitos bens.

«Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna? (Ev.). Ao jovem que lhe faz esta pergunta, Jesus responde, primeiro, invocando a necessidade de reconhecer a Deus, como ‘Único Bom’, o Bem por excelência e a fonte de todo o bem» (CIC, 2052).

Que obstáculos há na nossa vida para não seguirmos o Senhor? Que nos indica Ele para nos desprendermos? S. Pio X teve como lema do seu pontificado «restaurar todas as coisas em Cristo», combatendo energicamente os erros que se infiltravam na Igreja. Esclareçamos igualmente as pessoas que caem nos erros doutrinais.

 

3ª feira, 22-VIII: Nª Sª Rainha: O trono da graça e da misericórdia.

Is. 9, 1-6 (aprop.) / Lc. 1, 26-38 (aprop.).

Maria disse então: Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.

Na recitação da Ladainha do Santo Rosário invocamos Nª Sª como Rainha.

Quando instituiu esta festa, o Papa Pio XII aconselhou: «Procurem, pois, acercar-se, agora com mais confiança do que antes, todos quantos recorrem ao trono da graça e de misericórdia da Rainha e Mãe nossa, para implorar auxílio nas adversidades, luz nas trevas, conforto na dor e no pranto; e, o que mais importa, esforcem-se por se libertar da escravidão do pecado, para poderem apresentar um obséquio imutável, penetrado da fragrante devoção de filhos, ao ceptro real de tão excelsa Mãe» (Enc. «Ad Caeli Reginam»).

 

4ª feira, 23-VIII: Trabalhar na vinha do Senhor.

Ez. 34, 1-11 / Mt. 20, 1-16

O reino dos céus é semelhante a um proprietário, que saiu muito cedo, a contratar trabalhadores para a sua vinha.

O Senhor chama-nos para trabalharmos na sua vinha (cf. Ev.), para cuidarmos do seu rebanho (cf. Leit.).

Trabalhar na sua vinha significa cuidar das coisas que se referem a Deus: melhorar a nossa vida sobrenatural, vencer o nosso egoísmo e comodismo… Significa também participar na construção do reino de Deus na terra: melhorar as condições do mundo em que vivemos, quer económicas, quer sociais ou políticas, etc. Santa Rosa de Lima aceitou o convite para trabalhar na vinha do Senhor, no Perú, e deixou-nos um exemplo da necessidade da penitência para podermos cumprir santamente os nossos deveres quotidianos.

 

5ª feira, 24-VIII: S. Bartolomeu: A fonte da Verdade.

Ap. 21, 9-14 / Jo. 1, 45-51

Jesus viu Natanael, que lhe vinha ao encontro, e disse dele: Ai está um verdadeiro israelita, no qual não existe fingimento.

Jesus dá um testemunho de S. Bartolomeu: «nele não há fingimento» (Ev.). Poder-se-á dizer o mesmo de cada um de nós? Na verdade, o ambiente está muito carregado de falsidade e mentira. Muitos meios de comunicação social transmitem, em vez da verdade, muitas mentiras, acabando por alterar os critérios morais de uma sociedade.

Apoiemo-nos mais em Jesus: «Eu sou a Verdade». N’Ele encontraremos a Verdade, bem como nos ensinamentos da Igreja. Rejeitemos aquilo que a nossa Mãe Igreja rejeita; aprofundemos no conhecimento de Cristo, a Verdade.

 

6ª feira, 25-VIII: S. José de Calasanz: O conteúdo do amor.

Ez. 37, 1-14 / Mt. 22, 34-40

Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente.

«Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas ambos vivem do amor proveniente com que Deus nos amou primeiro» («Deus é amor», 18). É o próprio Deus que derrama nos nossos corações o seu amor, por meio do Espírito Santo: «vou mandar-vos um sopro de vida e tornareis a viver» (Leit.).

Qual o conteúdo do amor? «’Idem velle atque idem nolle’ – querer a mesma coisa e rejeitar mesma coisa é, segundo os antigos, o autêntico conteúdo do amor: um tornar-se semelhante ao outro, que leva à união do querer e do pensar» («Deus é amor», 17). S. José de Calasanz dedicou-se à formação da juventude: é uma manifestação de amor ao próximo, mas por Deus.

 

Sábado, 26-VIII: Necessidade da humildade para servir.

Ez. 43, 1-7 / Mt. 23, 1-12

Aquele que for o maior entre vós será vosso servo. Quem se eleva será humilhado e quem se humilhar será elevado.

Os escribas e fariseus procuravam a sua própria glória (cf. Ev.). Por isso, o Senhor chama a atenção para a virtude da humildade.

«Cristo ocupou o último lugar no mundo – a cruz – e, precisamente com esta humildade radical, nos redimiu e ajuda sem cessar» («Deus é amor», 35). Por isso, aquele que quer servir o próximo, há-de viver esta virtude: «Com humildade, fará o que lhe for possível realizar e, com humildade, confiará o resto ao Senhor… Só lhe prestamos o nosso serviço na medida do possível e até onde Ele nos dá força» («Deus é amor», 35).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Armando Barreto Marques

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha


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