21º Domingo Comum

27 de Agosto de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai, Senhor, a prece, M. Carneiro, NRMS 90-91

Salmo 85, 1-3

Antífona de entrada: Inclinai o vosso ouvido e atendei-me, Senhor, salvai o vosso servo, que em vós confia. Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo dia inteiro.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Todos quiseram servir o Senhor, perante o apelo de Josué. Não aconteceu o mesmo com os discípulos de Jesus, quando lhes falou da Eucaristia.

 

Oração colecta: Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontra as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Como no tempo de Josué, dizemos: «Também nós queremos servir o Senhor, porque Ele é o nosso Deus».

 

Josué 24, 1-2a.15-17.18b

Naqueles dias, 1Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém. Convocou os anciãos de Israel, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. 2aJosué disse então a todo o povo: 15«Se não vos agrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se os deuses que os vossos pais serviram no outro lado do rio, se os deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha família serviremos o Senhor». 16Mas o povo respondeu: «Longe de nós abandonar o Senhor para servir outros deuses; 17porque o Senhor é o nosso Deus, que nos fez sair, a nós e a nossos pais, da terra do Egipto, da casa da escravidão. Foi Ele que, diante dos nossos olhos, realizou tão grandes prodígios e nos protegeu durante o caminho que percorremos entre os povos por onde passámos. 18bTambém nós queremos servir o Senhor, porque Ele é o nosso Deus».

 

A leitura é tirada do capítulo final do livro de Josué, uma obra impregnada do espírito e da teologia do Deuteronómio, que celebra a fidelidade do amor de Deus e apela para a correspondência fiel à escolha gratuita do seu amor. A obra termina com o relato da Grande Assembleia de Siquém, para a ratificação da Aliança, cujo rito, à maneira dos pactos hititas, não aparece na leitura (vv. 25-27). O povo decidiu livremente escolher a Yahwéh, melhor dito, decidiu não O abandonar. Josué, com vigorosa decisão, adianta-se como seu exemplo: «eu e minha família serviremos o Senhor» (v. 15); o povo responde: «também nós queremos servir o Senhor, pois Ele é o nosso Deus» (v. 18b). Como então, ainda hoje a fidelidade e santidade do povo depende muito da decidida fidelidade dos seus chefes e daqueles fiéis cujo bom exemplo deixa rasto.

1 «Siquém». Cidade ligada à vida dos Patriarcas (Gen 12, 6; 33, 18), na Samaria, entre os montes Garizim e Ebal, que os arqueólogos localizaram a 2 km a Sul de Nablus. Já não existia no tempo de Jesus, por ter sido destruída por João Hircano, em 128 a.C.

15 «Amorreus». Designação frequente no A.T., como forma muito genérica para indicar os habitantes da Palestina antes dos hebreus. Para os especialistas de História os amorreus são povos semitas que pelo ano 2.000 se fixaram na Mesopotâmia, Síria e Palestina. A sua primeira metrópole foi Mari, na margem ocidental do médio Eufrates, mas no seu apogeu foi Babilónia.

 

Salmo Responsorial    Sl 33 (34), 2-3.16-17.18-19.20-21.22-23 (R. 9a)

 

Monição: Proclamemos a bondade do Senhor.

 

Refrão:         Saboreai e vede como o Senhor é bom.

 

A toda a hora bendirei o Senhor,

o seu louvor estará sempre na minha boca.

A minha alma gloria-se no Senhor:

escutem e alegrem-se os humildes.

 

Os olhos do Senhor estão voltados para os justos

e os ouvidos atentos aos seus rogos.

A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal,

para apagar da terra a sua memória.

 

Os justos clamaram e o Senhor os ouviu,

livrou-os de todas as suas angústias.

O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado

e salva os de ânimo abatido.

 

Muitas são as tribulações do justo,

mas de todas elas o livra o Senhor.

Guarda todos os seus ossos,

nem um só será quebrado.

 

A maldade leva o ímpio à morte,

os inimigos do justo serão castigados.

O Senhor defende a vida dos seus servos,

não serão castigados os que n’Ele se refugiam.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Os maridos devem amar suas mulheres como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela.

 

Efésios 5, 21-32

Irmãos: 21Sede submissos uns aos outros no temor de Cristo. 22As mulheres submetam-se aos maridos como ao Senhor, 23porque o marido é a cabeça da mulher, como Cristo é a cabeça da Igreja, seu Corpo, do qual é o Salvador. 24Ora, como a Igreja se submete a Cristo, assim também as mulheres se devem submeter em tudo aos maridos. 25Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela. 26Ele quis santificá-la, purificando-a no baptismo da água pela palavra da vida, 27para a apresentar a Si mesmo como Igreja cheia de glória, sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada. 28Assim devem os maridos amar as suas mulheres, como os seus corpos. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém, de facto, odiou jamais o seu corpo, antes o alimenta e lhe presta cuidados, como Cristo à Igreja; 30porque nós somos membros do seu Corpo. 31Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e serão dois numa só carne. 32É grande este mistério, digo-o em relação a Cristo e à Igreja.

 

Terminamos hoje com a leitura respigada de Efésios, precisamente com a referência aos deveres dos esposos cristãos; marido e mulher encontravam-se numa situação nova relativamente à vida das outras pessoas casadas com quem conviviam, por isso o amor, o respeito e a obediência são focados numa nova perspectiva, a da união indissolúvel e da mútua entrega entre Cristo e a Igreja. S. Paulo parte da consideração duma analogia em que o marido representa Cristo e a esposa a Igreja, por isso as suas exortações têm como pano de fundo esta representação. Mas de modo nenhum ele pretende reduzir os deveres e as relações familiares a este figurino. Ele foca os aspectos que se enquadram nesta semelhança. Assim, ao dizer, «as mulheres submetam-se aos maridos como ao Senhor» (v. 22), não pretende negar o que diz antes: «sede submissos uns aos outros» (v. 21), ou contradizer o princípio da igualdade de dignidade e direitos já dado por assente em Gálatas: «já não há diferença entre judeu e grego, nem entre escravo e livre, nem entre homem e mulher» (Gal 3, 28). Se sublinha para a mulher o dever de submissão é em virtude da analogia estabelecida, pois também o marido tem que ser submisso à mulher (cf. v. 21); mas também poderíamos pensar que S. Paulo, como bom psicólogo, fala em concreto da submissão para a mulher, aludindo a que o coração (a mulher) tem de se submeter à razão (o homem). De qualquer modo, não se opõe à justa promoção da mulher, o que aliás não é mais do que uma das consequências da doutrina cristã bem entendida e bem vivida, sem que com isso se queira dizer que já nem tem em nada que se submeter ao marido, pois também o marido, para ser bom marido, tem que se submeter à mulher, e, afinal, quando a submissão é ditada pelo amor e respeito mútuos, não é deprimente, mas libertadora.

32 «É grande este mistério...» A Vulgata diz «sacramento», não no sentido técnico da Teologia, mas no sentido de algo sagrado que contém um significado oculto. Ora este significado é grande, importantíssimo, do mais alto alcance, pela sua referência a Cristo e à Igreja. Com isto, S. Paulo ensina que o Criador, ao unir o homem e a mulher em matrimónio, deixou-nos uma figura ou «tipo» da união de Cristo com a Igreja, união que é una, indissolúvel e santificante. Daqui que o Concílio de Trento tenha dito que este texto paulino insinua a sacramentalidade do Matrimónio cristão.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 6, 63c.68c

 

Monição: Aclamemos a Palavra de Deus que é espírito e vida.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida:

Vós tendes palavras de vida eterna.

 

 

Evangelho

 

São João 6, 60-69

Naquele tempo, 61muitos discípulos, ao ouvirem Jesus, disseram: «Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las?» 62Jesus, conhecendo interiormente que os discípulos murmuravam por causa disso, perguntou-lhes: «Isto escandaliza-vos? 63E se virdes o Filho do homem subir para onde estava anteriormente? 64O espírito é que dá vida, a carne não serve de nada. As palavras que Eu vos disse são espírito e vida. 65Mas, entre vós, há alguns que não acreditam». Na verdade, Jesus bem sabia, desde o início, quais eram os que não acreditavam e quem era aquele que O havia de entregar. 66E acrescentou: «Por isso é que vos disse: Ninguém pode vir a Mim, se não lhe for concedido por meu Pai». 67A partir de então, muitos dos discípulos afastaram-se e já não andavam com Ele. 68Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?» Respondeu-Lhe Simão Pedro: «Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus».

 

A reacção dos ouvintes de Jesus às suas palavras de revelação no discurso eucarístico passa da discussão (vv. 41.52) e do escândalo (v. 61) ao abandono da parte de muitos discípulos que já tinham aderido a Ele (v. 67). No meio deste descalabro ergue-se a voz de Pedro, em nome dos Doze, numa confissão de fé clara, firme e decidida, que permanece como o ponto de referência da fé recta e como paradigma de comunhão entre todos aqueles que ao longo dos tempos hão-de seguir a Cristo.

60-71. As palavras de Jesus não são palavras «duras» (v. 60), mas são «espírito e vida» (v. 64); não são palavras humanas, pois são a revelação do espírito de Deus e dão a vida eterna; por isso têm de ser acolhidas com fé, com a fé, humilde e firme, de Pedro (v. 69). As palavras de Jesus são espírito, mas de modo nenhum isto significa que são palavras para serem entendidas num sentido espiritual e figurado (como pensam muitos protestantes); elas não são palavras humanas, se o fossem, é que haveria razão para o escândalo.

69. «O Santo de Deus»: este título, apesar das variantes textuais (na Vulgata aparece Christus Filius Dei, por influência da confissão de Pedro em Mt 16, 16) está mais bem documentado. Não aparece nunca como título messiânico, a não ser na boca dos demónios (Mc 1,24; Lc 4,34); «sendo o Santo de Deus, Jesus não pertence à esfera terrestre, mas à ultra-terrena, ao mundo do divino, e encontra-se com Deus numa relação que nenhum outro ser tem, porque Deus o santificou e o enviou ao mundo (10, 16), por isso Ele, e só Ele, pode dar a vida eterna» (A. Wikenhauser).

 

Sugestões para a homilia

 

O capítulo sexto do Evangelho de São João foi repartido – em nossas assembleias dominicais – desde o domingo XVIII até ao domingo XXI. O tema foi sempre o mistério da Eucaristia. Neste domingo – XXI – somos convidados a dizer sim ou não a este mistério.

Josué, na primeira leitura de hoje, dirige ao povo este desafio: «Se não vos agrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir»… Eu e a minha família serviremos o Senhor»

O povo respondeu: «Longe de nós abandonar o Senhor para servir outros deuses… Também nós queremos servir o Senhor, porque Ele é o nosso Deus».

Hoje, nesta Eucaristia não está em causa a adesão a Jesus Cristo mas a aceitação do mistério da Eucaristia.

No Evangelho do XX domingo Cristo disse: «Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna… A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.»

Princípio do XXI domingo.

Perante isto, muitos discípulos disseram:

«Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las?... A partir de então, muitos discípulos afastaram-se já não andavam com Ele».

Perante a deserção, Cristo não deu grandes explicações. Limitou-se a afirmar: «As palavras que Eu vos disse são espírito e vida. Mas, entre vós, há alguns que não acreditam. Ninguém pode a vir a Mim, se não lhe for concedido por meu Pai».

Entretanto, Jesus dirige-se aos Doze:

«Também vós quereis ir embora?»

Respondeu Simão Pedro: «Para quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós acreditamos e sabemos que Tu és Santo de Deus»

Frente à reacção de Pedro, sentimos um grande alívio! Cristo não ficou só. Pedro falou pelos Doze e por todos os que viriam a acreditar.

Mas, como encaramos a Eucaristia? É o centro da nossa vida?

A Igreja, a família e a sociedade estão dispostas a sair da crise pela vivência da Eucaristia?

Vejamos algumas recomendações da segunda leitura:

«Maridos amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela.»

Ele quis santificá-la, purificando-a… para a apresentar… sem mancha nem ruga… mas santa e imaculada.

Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e serão dois numa só carne»

Este programa tão belo, apaixonante e exigente só pode executar-se pelos casais que se apoiam na Eucaristia.

A Família, sobretudo os casais, deve conhecer melhor a Eucaristia. Ninguém ama o que não conhece.

Acordemos para esta realidade.

 

 

Oração Universal

 

Reunidos, irmãos, pela graça de Cristo,

que hoje está connosco de modo mais sentido,

oremos ao Pai pelo bem estar da humanidade, dizendo:

Senhor, dai a todos fome da Eucaristia

 

1.  Pela Santa Igreja,

para que congregada na unidade

celebre a Eucaristia na paz e na alegria,

oremos.

 

2.  Pelos cristãos, para que encontrem na Eucaristia

força e coragem para construir um Mundo Novo,

oremos.

 

3.       Para que as famílias, através da Eucaristia

sejam confirmados no amor e saibam cumprir a sua missão,

oremos.

 

4.  Para que a participação na Eucaristia

inspire aos governantes o sentido da justiça e da paz e encaminhe os povos

para o bom uso dos bens terrenos sem perder de vista os eternos,

oremos.

 

5.  Por esta comunidade, reunida em nome de Jesus Cristo,

pelos que não puderam vir e sobretudo pelos que não quiseram vir,

oremos.

 

6.  Pela conversão dos pecadores, pela saúde dos doentes,

pelos que mais sofrem e pelo eterno descanso dos defuntos,

oremos.

 

Mostrai, Senhor, a vossa bondade ao povo que humildemente pede estas graças,

concedendo mais do que carece. Por Nosso Senhor Jesus Cristo…

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cristo amou a Igreja, J. Santos, NRMS 71-72

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que pelo único sacrifício da cruz, formastes para Vós um povo de adopção filial, concedei à vossa Igreja o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

Santo: M. Luis, NCT 297

 

Monição da Comunhão

 

A Eucaristia é Palavra de Deus, Sacrifício e Comunhão. Não devemos omitir qualquer uma destas partes.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Salmo 103, 13-15

Antífona da comunhão: Encheis a terra, Senhor, com o fruto das vossas obras. Da terra fazeis brotar o pão e o vinho que alegra o coração do homem.

 

Ou

Jo 6, 55

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, diz o Senhor, e Eu o ressuscitarei no último dia.

 

Cântico de acção de graças: Pelo Pão do teu Amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Realizai em nós plenamente, Senhor, a acção redentora da vossa misericórdia e fazei-nos tão generosos e fortes que possamos ajudar-Vos em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Quem viveu a Eucaristia, parte para a vida com vontade de voltar em algum dia da semana e, sem falta, no próximo domingo.

 

Cântico final: Uma certeza nos guia, M. Carneiro, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

21ª SEMANA

 

2ª feira, 28-VIII: S. Agostinho: Importância da oração.

2 Tes. 1, 1-5. 11-12 / Mt. 23, 13-22

Cegos! Então que vale mais, a oferenda ou o altar, que tornou sagrada a oferenda?

Os fariseus davam mais importância às práticas externas do que às interiores (cf. Ev.). Pelo contrário, S. Paulo confia muito no valor da oração: «Que Ele faça, com o seu poder, se realizem plenamente todos os vossos bons propósitos» (Leit.).

Para aqueles que querem servir o próximo é importante a oração: «chegou o momento de reafirmar a importância da oração face ao activismo e ao secularismo que ameaça muitos cristãos empenhados no trabalho caritativo» («Deus é amor», 37). S. Agostinho, depois da sua conversão, passou cerca de 3 anos numa casa de campo, dedicado completamente à oração, ao estudo da Religião e da Sagrada Escritura.

 

3ª feira, 29-VIII: Martírio de João Baptista: O seu testemunho.

Jer. 1, 1-17 (aprop.) / Mc. 6, 17-29 (próp.)

Ela voltou logo a toda a pressa para junto do rei…: Quero que me dês, sem demora, num prato, a cabeça de João Baptista.

«(João Baptista) precedendo Jesus… dá testemunho d’Ele pela sua pregação, pelo seu baptismo de conversão e, finalmente, pelo seu martírio (cf. Ev.)» (CIC, 523).

Na sua pregação nunca temeu ninguém, nem o poderoso Herodes. Assim o preparou Deus: «Não tremas diante daqueles a quem te envio» (Leit.). Orientou a pregação para a conversão, como faria também depois Jesus na sua primeira mensagem pública: «Convertei-vos e acreditai no Evangelho». Ao recordarmos o seu martírio enfrentemos, com maior fortaleza, os nossos martírios diários e correntes.

 

4ª feira, 30-VIII: O amor ao trabalho profissional.

2 Tes. 3, 6-10. 16-18 / Mt. 23, 27-32

Trabalhámos noite e dia de maneira esforçada e fatigante… quisemos dar-nos a vós como exemplo.

S. Paulo não se dedicava ao trabalho apenas para ocupar o tempo. Fazia-o com muito empenho e esforço (cf. Leit.).

«O trabalho humano é uma prolongação da obra da criaçãoÉ um dever: ‘Se algum de vós não quer trabalhar, também não coma’ (Leit.)… Também poderá ser redentor: suportando o que o trabalho pode ter de penoso em união com Jesus… o homem colabora, de certo modo, com o Filho de Deus, na sua obra redentora… O trabalho pode ser um meio de santificação e obra de animação das realidades terrenas no Espírito de Cristo» (CIC, 2427).

 

5ª feira, 31- VIII: Cuidar a vigilância.

1 Cor. 1, 1-9 / Mt. 24, 42-51

Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o Senhor… Por isso, estai vós também preparados.

O mesmo apelo faz S. Paulo aos fiéis de Corinto: «Ele é que vos fará firmes até ao fim, irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo» (Leit.).

Estaremos vigilantes quando nos esforçarmos por melhorar a nossa vida: pondo mais empenho na nossa oração pessoal, no sacrifício, no cuidado das coisas pequenas do dia (cf. servo fiel e prudente do Evangelho, que cuida de tudo). E também procurando melhorar a vida da sociedade em que estamos integrados: vivendo melhor a nossa profissão e a vida familiar; tornando o mundo mais justo e mais humano.

 

6ª feira, 1-IX: S. Beatriz da Silva: Negligência e vigilância.

1 Cor. 1, 17-25 / Mt. 25, 1-13

O reino dos Céus será semelhante a dez virgens que pegaram nas suas lâmpadas e saíram ao encontro do noivo.

Para alcançarmos a vida eterna, precisamos estar vigilantes como as cinco virgens prudentes (cf. Ev.).

«À vigilância opõe-se a negligência ou falta de solicitude devida, que procede de uma certa falta de vontade» (S. Tomás). Foi o que aconteceu às virgens insensatas (cf. Ev.). Estaremos vigilantes se cada dia lutarmos por viver bem as coisas pequenas (o azeite); se vivermos a virtude da fortaleza, que se opõe à preguiça e ao desleixo. S. Beatriz da Silva foi a virgem prudente que preparou o encontro com o Senhor através da vida contemplativa e duma grande devoção à Imaculada Conceição (cf. Oração).

 

Sábado, 2-IX: O tempo: tesouro de Deus.

1 Cor. 1, 26-31 / Mt. 25, 14-30

Muito bem, excelente e fiel servidor! Como foste fiel em pouca coisa à testa de muita coisa te hei-de colocar.

O significado da parábola é claro. Deus entregou-nos muitos talentos (cf. Ev.): a inteligência, a capacidade de amar e de tornar felizes os outros, os bens temporais…

E espera que os saibamos administrar muito bem, aproveitando o tempo da nossa vida: «Que pena viver, tendo como ocupação a de matar o tempo, que é um tesouro de Deus… Que pena não tirar partido, autêntico rendimento de todas as faculdades, poucas ou muitas, que Deus concede ao homem para que se dedique a servir as almas e a sociedade» (S. Josemaria).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Adriano M. Teixeira

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha


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