22º Domingo Comum

3 de Setembro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa, F. dos Santos, NRMS 38

Salmo 85, 3.5

Antífona de entrada: Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo o dia inteiro. Vós, Senhor, sois bom e indulgente, cheio de misericórdia para àqueles que Vos invocam.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Estamos reunidos mais uma vez com Jesus. Preparemos o nosso coração para escutar a Sua Palavra. Só Ele tem palavras de vida eterna. E queremos seguir o que nos ensina.

 

 

Oração colecta: Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união convosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Moisés lembra ao povo de Israel a sabedoria de quem observa fielmente os mandamentos de Deus. Animemo-nos a cumpri-los. Eles são o caminho da felicidade já neste mundo e no outro.

 

Deuteronómio 4, 1-2.6-8

Moisés falou ao povo, dizendo: 1«Agora escuta, Israel, as leis e os preceitos que vos dou a conhecer e ponde-os em prática, para que vivais e entreis na posse da terra que vos dá o Senhor, Deus de vossos pais. 2Não acrescentareis nada ao que vos ordeno, nem suprimireis coisa alguma, mas guardareis os mandamentos do Senhor vosso Deus, tal como eu vo-los prescrevo. 6Observai-os e ponde-os em prática: eles serão a vossa sabedoria e a vossa prudência aos olhos dos povos, que, ao ouvirem falar de todas estas leis, dirão: 'Que povo tão sábio e tão prudente é esta grande nação!' 7Qual é, na verdade, a grande nação que tem a divindade tão perto de si como está perto de nós o Senhor, nosso Deus, sempre que O invocamos? 8E qual é a grande nação que tem mandamentos e decretos tão justos como esta lei que hoje vos apresento?»

 

A leitura é tirada da parte final do 1º discurso de Moisés; tem o aspecto duma espécie de introdução ao corpo legislativo central do Deuteronómio, num vivo apelo à observância da Lei.

7-8 «Qual é a grande nação…?» A superioridade de Israel sobre as grandes nações não reside no poderio militar, no valor e cultura do seu povo. Ele é incomparavelmente superior a todos os povos pelas relações tão estreitas com a divindade, pela elevadíssima noção que tem dum Deus único e transcendente, misericordioso e providente e, por outro lado, pela elevação da sua moral, das suas «leis e preceitos» (v. 1). Mas tudo isto – um poderoso motivo de credibilidade da sobrenaturalidade da sua religião – de nada aproveita se o povo não cumprir (v. 6) aqueles mesmos mandamentos que o tornam grande no meio dos outros povos.

 

Salmo Responsorial      Sl 14 (15), 2-3a.3cd-4ab.5 (R. 1a)

 

Monição: Para nos aproximarmos de Deus é preciso ter o coração limpo de pecado. Só assim poderemos viver na Sua casa para sempre.

 

Refrão:         Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?

 

Ou:                Ensinai-nos, Senhor:

                      quem habitará em vossa casa?

 

O que vive sem mancha e pratica a justiça

e diz a verdade que tem no seu coração

e guarda a sua língua da calúnia.

 

O que não faz mal ao seu próximo

nem ultraja o seu semelhante,

o que tem por desprezível o ímpio,

mas estima os que temem o Senhor.

 

O que não falta ao juramento, mesmo em seu prejuízo,

e não empresta dinheiro com usura,

nem aceita presentes para condenar o inocente.

Quem assim proceder jamais será abalado.

 

Segunda Leitura

 

Monição: É com a graça de Deus que podemos cumprir os mandamentos e guardar fielmente a Sua palavra.

 

Tiago 1, 17-18.21b-22.27

Caríssimos irmãos: 17Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descem do Pai das luzes, no qual não há variação nem sombra de mudança. 18Foi Ele que nos gerou pela palavra da verdade, para sermos como primícias das suas criaturas. 21bAcolhei docilmente a palavra em vós plantada, que pode salvar as vossas almas. 22Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes, pois seria enganar-vos a vós mesmos. 27A religião pura e sem mancha, aos olhos de Deus, nosso Pai, consiste em visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e conservar-se limpo do contágio do mundo.

 

Começamos hoje, durante 5 domingos, a fazer uma leitura respigada da Epístola de S. Tiago. Como escrito tipicamente didáctico e moral que é, não obedece a um plano doutrinal previamente elaborado, sucedendo-se os temas ao correr da pena, sempre com a preocupação dominante de fazer um forte apelo a que os fiéis vivam o espírito cristão em todas as circunstâncias, de um modo coerente com a fé, em perfeita unidade de vida: o comportamento dos cristãos tem de ser um reflexo da sua fé.

17. «Pai das luzes» pode querer dizer, Pai dos astros (luminares: cf. Salm 136,7-9); estes mudam de posição e de luminosidade, em contraste com o seu Criador, «no qual não há variação nem sombra de mudança».

18. «Nos gerou (cf. Jo 1, 12-13; 3, 3; 1 Pe 1, 23; Tt 3, 5; 1 Jo 3, 9; 4, 7; 5, 1.4.18) pela palavra da verdade», isto é, pelo anúncio do Evangelho (cf. Ef 1, 13; 2 Cor 6, 7; 2 Tim 2, 15); para sermos primícias das suas criaturas: assim como os primeiros frutos da terra pertenciam a Deus (cf. Ex 22, 28-29; Lv 23, 10-14; Nm 15, 20-21; Dt 18, 4), assim também os cristãos, como início da humanidade renovada (cf. Apoc 14, 4; 21, 1; Rm 8, 19-23).

19-27 Nestes versículos, de que a leitura litúrgica extrai apenas uma pequena amostra, enumeram-se exigências para que a Palavra produza todo o seu fruto, com uma provável alusão à parábola do semeador (v. 21b: «a palavra em vós plantada» – cf. Mt 13, 4-30 par). Trata-se de viver numa absoluta coerência com a nova condição de filhos de Deus (v. 18) e com o Evangelho, o ponto fulcral da exortação que constitui este escrito: «sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes» (v. 22).

27 «A religião pura…» As obras de misericórdia fazem parte da essência da vida cristã (cf. Mt 25, 31-46; 1 Tm 5, 3-8).

 

Aclamação ao Evangelho          Tg 1, 18

 

Monição: Os fariseus preocupavam-se muito com as purificações exteriores. Jesus ensina-nos que temos de procurar sobretudo a limpeza do coração, purificando-o do pecado.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Deus Pai nos gerou pela palavra da verdade,

para sermos como primícias das suas criaturas.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 7, 1-8a.14-15.21-23

Naquele tempo, 1reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas que tinham vindo de Jerusalém. 2Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. 3Na verdade, os fariseus e os judeus em geral não comem sem ter lavado cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos. 4Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos outros costumes a que se prenderam por tradição, como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: «Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?» 6Jesus respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: 7'Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos'. 8aVós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens». 14Depois, Jesus chamou de novo a Si a multidão e começou a dizer-lhe: «Ouvi-Me e procurai compreender. 15Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro; 21porque do interior dos homens é que saem os maus pensamentos: 22imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, cobiças, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. 23Todos estes vícios saem lá de dentro e tornam o homem impuro».

 

O texto evangélico não visa simplesmente dar a notícia de uma controvérsia, descrevendo o modo como Jesus se desenvencilhou da situação, ou relatar a oposição e conflito que começava a esboçar-se com as autoridades judaicas; aqueles «fariseus e alguns escribas, que tinham vindo de Jerusalém», viriam mandatados pelo Sinédrio. A intenção que preside ao relato é pôr em evidência o ensino de Jesus acerca da verdadeira pureza, do valor relativo das leis e tradições humanas e de como o elemento mais decisivo para a configuração moral do agir humano é a interioridade da pessoa, dando assim um golpe mortal no mero formalismo exterior.

1-13 Estes vv. referem a controvérsia a propósito de os discípulos de Jesus comerem sem lavar as mãos: é que estava a ser posta em causa a tradição dos antigos. S. Marcos explica brevemente os preceitos judaicos relativos a purificações (vv.3-4), pois escreve para cristãos que na maioria não são de origem judaica. Note-se que estes preceitos não constam de parte nenhuma do A. T.; a «tradição dos antigos» (v. 5), à letra, «dos mais velhos» (um título honorífico para célebres doutores da lei), pertencia à chamada «Lei oral», que os escribas, para imporem novas prescrições, faziam crer que fora revelada por Deus a Moisés, tão obrigatórias como a Lei escrita do A. T. e que só vieram a ser compiladas por escrito na Mixná (repetição), por fins do séc. II p. C. A 6ª ordem desta obra, dividida em 12 tratados, era toda ela dedicada às purificações. A generalidade do povo não fazia caso da purificação das mãos antes de comer, pois considerava que esta só obrigava os sacerdotes no exercício do culto (cf. Ex 30, 17-21). Jesus, com a citação de Is 29, 13, não só denuncia um culto sem alma, feito de exterioridades ocas e vazias, mas também censura abandono da lei de Deus em troca do zelo por preceitos humanos (v. 8; a leitura suprimiu as especificações dos vv. 9-13).

14-15 Nesta secção, só indirectamente ligada à anterior, Jesus dirige-se agora à «multidão» num ensino através de uma parábola, ou melhor de um enigma, que obriga a reflectir em que consiste a autêntica pureza; já não se trata apenas de superar tradições e convencionalismos humanos, mas de abandonar uma mentalidade que não faz a destrinça entre o bem e o mal; só o pecado é que torna o homem impuro, e não pode haver pecado sem um querer deliberado, mau e desordenado. E não é apenas a tradição dos escribas e fariseus que é ultrapassada, mas a lei ritual do A. T., que declarava as pessoas impuras por grande quantidade de coisas de que se não tinha qualquer espécie de culpa. Estamos aqui na novidade da Lei de Cristo e perante uma moral de amor e responsabilidade.

21-23 Estes vv. pertencem à explicação particular e bem realista dada aos discípulos (vv. 17-23). A moral cristã está no pólo oposto de todo o formalismo. É só «do coração», isto é, da vontade livre, que provém o que contamina o homem moralmente. Sem conhecimento e deliberação não pode haver propriamente pecado.

Note-se que Marcos apresenta imediatamente a seguir Jesus em terras gentias, na região de Tiro e Sídon, e a entrar numa casa pagã, sem fazer caso da impureza legal em que incorria (v. 24).

 

Sugestões para a homilia

 

Escuta as leis e os preceitos

Sede cumpridores da Palavra

Do interior dos homens

Escuta as leis e os preceitos

Moisés advertia o povo de Israel: «Escuta Israel as leis e preceitos que vos dou a conhecer e ponde-os em prática para que vivais e entreis na posse da terra que vos dá o Senhor»

Os mandamentos de Deus são manifestação da sabedoria e da bondade divina que nos aponta o caminho da felicidade um dia no Céu e já cá na terra também.

Satanás tenta enganar-nos, como aos primeiros pais, levando-nos a fazer o que nos parece, pensando que, dessa forma, somos livres e felizes.

Hoje o orgulho domina tantos homens, julgam-se árbitros do bem e do mal, e não querem submeter-se à vontade de Deus. Vemos as leis mais aberrantes em tantos países ditos civilizados, as campanhas em favor dos piores crimes como o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões humanos.

Nós próprios sentimos dentro de nós a tentação de fazer o que nos apetece. Para mim isto ou aquilo não é mal – dizem alguns, como se a sua opinião fosse a fonte da moralidade.

Em todos os nossos pecados está sempre o orgulho que nos cega: eu é que sei. Como se Deus não tivesse razão no que nos manda.

Temos de amar os mandamentos. Eles são a manifestação da sabedoria e do amor infinito de Deus que nos aponta o caminho seguro. São as placas que assinalam a estrada da vida, de maneira que não possamos enganar-nos. Quando vamos de automóvel por terras desconhecidas, como agradecemos essas indicações!

A Lei de Deus é sempre actual, sempre moderna. Quantas vezes os homens voltam aos vícios antigos de civilizações decadentes, apresentando-os como algo de moderno e uma descoberta dos tempos actuais.

João Paulo I contava a história daquele homem rico e cheio de vaidade que foi comprar um automóvel de classe. Na garagem disseram-lhe: – tem aqui este, do mais sofisticado que há, mas não se esqueça de cuidar dele, seguindo as instruções que lhe deixamos. Ao sair do stand o ricalhaço disse: – para quê meter-lhe gasolina que cheira mal, vou pôr-lhe antes champanhe no depósito. Em vez de óleo no motor mando pôr compota, que é mais doce. Pobre do carro e pobre do dono que não foi longe com a máquina comprada, logo na primeira viagem.

Os mandamentos são para nós o caminho da verdadeira sabedoria. Às vezes gente simples das nossas aldeias manifesta um saber que ultrapassa o de outros que se armam em intelectuais e são uns tristes na vida. Deus é o fabricante, foi Ele que criou o homem e o conhece perfeitamente. Se não respeitamos as Suas indicações destruímos esta máquina maravilhosa que somos nós.

Temos de procurar conhecer bem os mandamentos e estar atentos às indicações do Magistério da Igreja. O Santo Padre e os bispos unidos a ele têm a função de nos explicar as leis que Deus escreveu na própria natureza humana, a lei natural. E também as leis positivas que Ele revelou tanto no Antigo Testamento como através de Jesus, o Seu Filho feito homem.

Sede cumpridores da Palavra

Jesus continua a explicar-nos a Sua Palavra em cada domingo. Ensina-nos o caminho da vida. Só Ele tem palavras de vida eterna. Queremos tomar atenção ao que nos diz, cumprir a sua palavra. «Sede cumpridores da Palavra e não apenas ouvintes, pois seria enganar-vos a vós mesmos» – diz-nos S.Tiago.

Se seguimos os avisos de Jesus conservar-nos-emos limpos dos contágios do mundo, da mentalidade reinante, muitas vezes oposta à doutrina de Jesus e à maneira de viver que nos ensinou. E saberemos amar os outros, sobretudo os mais pobres ao nosso lado.

Acabarão por nos dar razão os que nos criticam, os que acham que estamos antiquados. Os mandamentos serão a vossa sabedoria e vossa prudência aos olhos dos povos – dizia Moisés.

O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica ensina: «A lei moral é obra da sabedoria divina. Prescreve-nos os caminhos e normas de conduta que levam à bem-aventurança prometida, proibindo-nos os caminhos que nos desviam de Deus» (nº 415)

E lembra mais adiante: «A Nova Lei ou Lei evangélica, proclamada e realizada por Cristo é a perfeição e cumprimento da Lei divina, natural e revelada. Resume-se no mandamento do amor a Deus e ao próximo e de nos amarmos como Cristo nos amou; é também uma realidade interior dada ao homem: a graça do Espírito Santo que torna possível um tal amor. É a «lei da liberdade» (Tg 1, 25), porque nos inclina a agir espontaneamente sob o impulso da caridade (nº 420).

Contamos com a graça, com a boa dádiva de Deus para cumprimos a Sua Palavra. Contamos com a acção do Espírito Santo em nossa alma para sermos santos, cumprindo a vontade de Deus nas coisas grandes e pequenas de cada dia. Imitando a Jesus, obediente em tudo à vontade do Pai.

Do interior dos homens

No Evangelho vemos os fariseus muito preocupados com as purificações exteriores, que eram boas naturalmente. Mas esqueciam-se do mais importante, a pureza interior, do coração, que nos leva a evitar tudo o que ofende a Deus e a limpar muitas vezes a nossa alma pelo arrependimento.

Também agora pode acontecer algo de semelhante. As pessoas procuram tomar banho, lavar a roupa muitas vezes, andar bem vestidos. Mas não se preocupam com a higiene da alma. Têm o coração cheio de imundície, não se esforçam em purificar o coração da sujidade do pecado. Não arranjam tempo para acudir ao sacramento da Penitência ou então pensam que basta confessar-se uma ou duas vezes no ano. Apetecia dizer-lhes: – só toma banho ou lava a roupa duas vezes no ano?

Vamos celebrar a festa dos anos de Nossa Senhora no próximo dia 8.Uma das alegrias maiores que podemos dar-Lhe é confessar-nos bem. As mães, quando vêem os filhos sujos, o primeiro que fazem é lavá-los e mudar-lhes a roupa. Nossa Senhora olha para nós, vê o nosso interior e fica triste se estamos sujos pelo pecado. Em Fátima dizia: – não ofendam mais a Jesus que já está tão ofendido! E os pecados parecem não terem diminuído desde há 89 anos. Peçamos-Lhe a sensibilidade diante do pecado. E acudamos ao Sacramento do Perdão.

Ela recomendou a confissão todos os meses para os primeiros sábados, como forma de desagravar e consolar o Seu Coração Imaculado.

As festas religiosas medem-se não pelos foguetes ou pelas esmolas avultadas. Medem-se pelo número de confissões bem feitas. Por elas passa a conversão do coração, que é o que verdadeiramente agrada a Deus.

A função das celebrações cristãs não é divertir o povo, como alguns pensam, mas dar alegria à Virgem e aos santos, voltando o coração para Deus, purificando-o do pecado por uma conversão sincera. E só assim levam à verdadeira alegria, que só Deus pode dar.

Do interior do homem é que saem as maldades. É preciso estar atento ao coração para o purificar. E então o bem reinará no mundo à nossa volta. Não sairá do coração do homem o pecado mas o bem e o amor a Deus e aos outros.

 

 

Oração Universal

 

Em cada missa Deus quer encher-nos das Suas dádivas

por meio de Seu Filho. Unidos a Ele peçamos cheios de confiança:

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus,

para que difunda pelo mundo a luz de Cristo

e todos se deixem atrair por essa luz, oremos ao Senhor.

 

2.  Pelo Santo Padre,

para que a sua voz seja escutada por todos os cristãos e por todos os homens,

sobretudo nos temas que se referem à Lei de Deus, oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes,

para que proclamem com clareza os mandamentos,

animando a todos a cumprir a vontade de Deus, oremos ao Senhor.

 

4.  Pelos cristãos do mundo inteiro,

para que sejam testemunho de vida nova em Cristo,

cumprindo fielmente a vontade de Deus, oremos ao Senhor.

 

5.  Para que todos escutemos e vivamos os apelos de Nossa Senhora à conversão,

purificando a nossa alma do pecado, oremos ao Senhor.

 

6.  Por todos os que andam afastados de Deus,

para que o Senhor os atraia ao Seu amor, oremos ao Senhor.

 

7.       Por todos os que se encontram no Purgatório, purificando-se dos pecados,

para que o Senhor lhes abra as portas do Céu, oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos chamastes à santidade em Cristo, Vosso Filho,

ajudai-nos a imitá-Lo sempre em nossa vida, cumprindo fielmente a Vossa vontade

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos e realizai em nós, com o poder da vossa graça, a redenção que celebramos nestes mistérios. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Monição da Comunhão

 

Jesus vem até nós na Comunhão. Que encontre sempre o nosso coração limpo.

 

Cântico da Comunhão: Comemos ó Senhor do mesmo pão, M. Borda, NRMS 43

Salmo 30, 20

Antífona da comunhão: Como é grande, Senhor, a vossa bondade para aqueles que Vos servem!

 

Ou

Mt 5, 9-10

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.

 

Cântico de acção de graças: Cantai eternamente, M. Luís, NRMS 6 (I)

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste, fazei que esta fonte de caridade fortaleça os nossos corações e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Jesus animou-nos a seguir fielmente a vontade de Deus, cumprindo os mandamentos. Assim encontraremos a verdadeira sabedoria e a felicidade.

 

Cântico final: Exultai de alegria no Senhor, F. da Silva, NRMS 87

 

 

Homilias Feriais

 

22ª SEMANA

 

feira, 4-IX: A Boa Nova de Cristo crucificado.

1 Cor. 2, 1-5 / Lc. 4, 16-30

 Ao ouvirem estas palavras todos, na sinagoga, ficaram furiosos. Ergueram-se então e expulsaram Jesus da cidade.

Jesus apresenta-se na sinagoga de Nazaré e explica aos seus conterrâneos a sua missão. Inaugura o anúncio da Boa Nova, citando uma passagem de Isaías (cf. Ev.). É mal recebido, não encontrando boas disposições nos ouvintes.

São Paulo recorda aos de Corinto que a sua pregação da Boa Nova foi muito simples e apoiava-se em Cristo crucificado (cf. Leit.). Para entendermos melhor os planos de Deus é necessário termos uma grande fé, que não se funda na sabedoria humana, mas na força de Deus (cf. Leit.).

 

feira, 5-IX: O homem natural e o homem espiritual.

1 Cor. 2, 10-16 / Lc. 4, 31-37

Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de um demónio impuro.

Nas Leituras de hoje encontramos pessoas que têm três tipos de espíritos diferentes.

O primeiro é o que tem o espírito de um demónio (cf. Ev.), e que representa o pecador que se quer converter a Deus e tem que se libertar de Satanás e do pecado. O segundo é o homem natural (cf. Leit.), que não aceita o que vem de Deus, que é loucura para Ele e não pode entendê-lo. E o terceiro é o homem espiritual (cf. Leit.), que tem o pensamento de Cristo e, a essa luz, julga todos os acontecimentos e pessoas.

 

feira, 6-IX: Ver as coisas como Deus as vê.

1 Cor. 3, 1-9 / Lc. 4, 38-44

Não pude falar-vos como a homens que têm o Espírito de Deus, mas como a homens puramente naturais.

S. Paulo queixa-se da falta da dimensão sobrenatural dos Coríntios, pois têm uma visão demasiado humana (cf. Leit.).

O comportamento de Jesus indica-nos os meios para adquirirmos essa dimensão sobrenatural. Em primeiro lugar, a oração: «ao romper do dia, Jesus dirigiu-se a um sítio ermo» (Ev.). Depois, o conhecimento do Evangelho: «Tenho que ir às outras cidades anunciar a Boa Nova do reino de Deus» (Ev.). Pela oração e pelo Evangelho, aprendemos a ver as coisas como Deus as vê. Meditemos pois nas palavras e nas acções de Jesus.

 

feira, 7-IX: A sabedoria humana e a sabedoria divina.

1 Cor. 3, 18-23 / Lc. 5, 1-11

(Simão): Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, largarei as redes.

Diz S. Paulo que «a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus» (Leit.). Assim aconteceu com os pescadores do lago de Genesaré. Uma noite inteira sem apanhar nada (eles eram os ‘sábios’ humanos da pesca) mas, com a sabedoria de Deus, apanharam uma grande quantidade de peixes.

Na nossa vida cristã de pouco serve o esforço, o emprego exclusivo de meios humanos. Precisamos contar sempre com ajuda do Senhor, com a sabedoria dos seus ensinamentos, do seu exemplo.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Celestino Correia Ferreira

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha


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