Nossa
Senhora das Dores
15 de Setembro de 2006
Memória
O Evangelho desta memória é próprio.
RITOS INICIAIS
Cântico
de entrada: Virgem Dolorosa, M. Faria, NRMS 13
Lc 2, 34-35
Antífona
de entrada: Simeão disse a Maria: Este Menino será sinal de
contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel e uma espada trespassará
a tua alma.
Introdução ao
espírito da Celebração
Ao longo do ano o
povo cristão não se cansa de invocar a Mãe do Céu. Ela tudo merece. Hoje somos
convidados a meditar no Seu sofrimento, celebrando Nossa Senhora das Dores. Se
cumprirmos o que nos pede, a tristeza converter-se-á em alegria...
Oração
colecta: Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do
vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus
sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de
Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia da
Palavra
Primeira Leitura
Monição: Jesus sofreu por todos nós. Com a Cruz
alcançou-nos a salvação. Ofereçamos o nosso sofrimento ao Senhor.
Hebreus 5, 7-9
7Nos dias da sua vida
mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas,
Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade.
8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a
sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe
obedecem causa de salvação eterna.
Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extracto de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre discurso, que é esta epístola (Hebr 4, 14 – 7, 28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o sumo sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.
7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26, 36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22, 43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23, 46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no horto que justificariam tão impressionante expressão.
«Foi atendido»: em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensa numa corrupção do texto original: «não foi atendido»; limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7, 24; 10, 10), com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, mas se Ele não fosse salvo da morte pela ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).
8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5, 19 e Filp 2, 8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é directamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.
9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição», pelo que seria preferível a tradução do Cón. Falcão, «chegado à perfeição» ou a da Difusora Bíblica, «tornado perfeito». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).
Salmo Responsorial Sl 30 (31),
2-3ab.3cd-4.5-6.15-16ab.20 (R. 17b)
Monição: Que a Virgem Santíssima nos encaminhe a
todos para o Senhor pois só n’Ele alcançamos a salvação.
Refrão: Salvai-me,
Senhor, pela vossa bondade.
Em Vós, Senhor, me
refugio, jamais serei confundido,
pela vossa justiça, salvai-me.
Inclinai para mim os
vossos ouvidos,
apressai-vos em me libertar.
Sede a rocha do meu
refúgio
e a fortaleza da minha salvação
porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,
por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.
Livrai-me da armadilha
que me prepararam,
porque Vós sois o meu refúgio.
Em vossas mãos entrego
o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me.
Eu, porém, confio no
Senhor:
Disse: «Vós sois o meu
Deus,
nas vossas mãos está o meu destino».
Livrai-me das mãos dos
meus inimigos.
Como é grande, Senhor,
a vossa bondade
que tendes reservada para os que Vos temem:
à vista da vossa face, Vós a concedeis
àqueles que em Vós confiam.
Aclamação ao
Evangelho
Monição: A presença de Maria Santíssima no Calvário
junto de Jesus dá-nos a certeza de que nos momentos de dor não estamos sós
porque Ela nunca nos abandona.
Aleluia
Cântico: M. Faria, NRMS 87
Bendita seja a Virgem
Maria, que, sem passar pela morte,
mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do
Senhor.
Evangelho
São João 19, 25-27
Naquele tempo, 25estavam
junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o
discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois
disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo
recebeu-a em sua casa.
25-27. Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…»). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2, 4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3, 15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão corredentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à «mulher» da profecia messiânica de Gn 3, 15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12, 1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: «recebeu-a em sua casa», mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A tradução «recebeu-a como sua» corresponde melhor ao sentido original.
É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!
Em
vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:
São Lucas 2, 33-35
Naquele tempo, 33o
pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele. 34Simeão
abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos
caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição 35– e uma espada trespassará a tua alma – assim
se revelarão os pensamentos de todos os corações».
33-34 «Simeão», de quem não temos mais notícias, aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas) mas o verdadeiro Salvador, «a consolação de Israel» (v. 25). Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27).
A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal. «A «espada» de dor pré-anunciada a Maria anuncia essa outra oblação, perfeita e única, da cruz, que trará a salvação que Deus «preparou diante de todos os povos» (v. 31)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 529).
35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual»: de que «se levantem»; ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem: de que «muitos caiam».
Sugestões para a
homilia
A Senhora que sabe sorrir mas também chora
Nossa Senhora das Dores
nos salvará
A
Senhora que sabe sorrir mas também chora
Lúcia, após a
Confissão para receber pela primeira vez a Jesus Eucaristia, com apenas seis
anos de idade, ajoelhou-se diante da Imagem de Nossa Senhora do Rosário da
Igreja Paroquial de Fátima. Na Segunda Memória diz-nos como rezou:
«Pedi-lhe, pois,
com todo o ardor de que fui capaz que guardasse, para Deus só, o meu pobre
coração. Ao repetir várias vezes esta humilde súplica, com os olhos fitos na
imagem, pareceu-me que ela se sorria e que, com um olhar e gesto de bondade, me
dizia que sim. Fiquei tão inundada de gozo que a custo conseguia articular
palavra».
Noventa anos depois,
Lúcia, no Carmelo de Coimbra, vê a Imagem da Virgem
não a sorrir mas a chorar. Vejamos como a sua Superiora, Irmã Maria Celina de Jesus Crucificado, em «Irmã Lúcia – a memória
que dela temos» nos descreve esse facto maravilhoso:
«Foi em 2003, no
dia 26 de Maio. Fui com ela ao coro baixo para lhe tirar uma fotografia, com a Imagem
do Imaculado Coração de Maria que há pouco nos tinham oferecido. Essa
fotografia é a que vai na capa desta brochura. Depois de lha ter tirado, a Irmã
Lúcia permaneceu fixa na Imagem. Não a perturbei...Voltando-se para mim, disse
com ansiedade: ‘Nossa Senhora está a chorar!!! ‘. Acho de uma pureza singela, a
sua ‘ingenuidade’ neste momento. Ela que foi beneficiada por tantas visões que
mais ninguém via, neste momento achou que também eu estava a ver o mesmo. E eu,
pensando que a afirmação dela fosse uma pergunta, respondi que não. Notei que
ficou como apanhada em flagrante, com a atrapalhação da criança que a mãe
encontra no doce!...Respeitei. Achei que não devia fazer perguntas. Guardei
este segredo comigo até agora. E quis que essa imagem velasse com o seu olhar
materno o seu despojo mortal até ir para a Sé de Coimbra».
Nossa
Senhora das Dores nos salvará
Neste dia de Nossa
Senhora das Dores quantas perguntas Lhe desejávamos fazer sobre o Seu
sofrimento!...
Quanto sofreu desde a
concepção até à morte do Seu querido Jesus?!
Quanto sofreu desde
então até 1917 pois, na aparição de 13 de Outubro, entre outras visões, os
Pastorinhos contemplaram Nossa Senhora das Dores enquanto a multidão
presenciava o milagre do sol?!
Quanto sofre ainda
hoje Nossa Senhora ao ver o mundo seguir o caminho do crime, do horror, da
guerra, do ódio, do pecado, da morte?!
Ai se nós tivéssemos
a santidade de Lúcia para vermos as Suas lágrimas!
Tudo poderá ser
diferente se nós nos decidirmos a ser apóstolos de Maria desde hoje!
Nossa Senhora
pede-nos para levarmos as crianças inocentes ao encontro de Jesus para que lhes
sorria como outrora a Lúcia.
Nossa Senhora
pede-nos para dizermos aos jovens que a felicidade procurada só se encontra na
pureza e entrega generosa a Jesus.
Nossa Senhora
pede-nos para recordarmos aos idosos que, nos dias intermináveis de solidão,
supliquem pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não amam.
Nossa Senhora
pede-nos para sugerirmos aos doentes que Lhe ofereçam os sofrimentos pela
salvação da humanidade.
Nossa Senhora
pede-nos para gritarmos bem alto a todas as pessoas do mundo inteiro que é
preciso amá-l’A como Ela nos ama.
E então se concretizará o que afirmou em Fátima: «Por fim o Meu Imaculado
Coração triunfará». Como nos sentiremos contentes nesse dia com a
felicidade de Nossa Senhora!...
Que a Virgem Maria
nos acompanhe na vida e esteja connosco na hora da morte para nos receber como
Mãe carinhosa no Céu!
Oração Universal
Chegou o momento de
fazermos os nossos pedidos ao Senhor.
Ele está disponível
para nos atender.
Com a Virgem Maria
rezemos:
1. Para que a Santa Igreja continue no mundo
a
acção salvadora d’Aquele que a amou
até ao ponto de por ela morrer pregado na Cruz,
por intercessão de Maria,
oremos, irmãos.
2. Para que os doentes e todos os que sofrem não
desanimem
e
ofereçam a sua vida de dor a Jesus pela salvação da humanidade,
por intercessão de Maria,
oremos, irmãos.
3. Para que todos os povos,
meditando nas consequências trágicas da guerra,
preparem uma nova era de paz para o mundo,
por intercessão de Maria ,
oremos, irmãos.
4. Para que as famílias das nossas comunidades
encontrem na Sagrada Família um exemplo a seguir
e
uma bênção para as suas vidas,
por intercessão de Maria,
oremos, irmãos.
5. Para que vivamos sempre unidos a Jesus,
no cumprimento integral da Sua vontade,
por intercessão de Maria,
oremos, irmãos.
6. Para que os nossos familiares, amigos
falecidos
e
as almas do Purgatório alcancem no Céu
a
felicidade desejada neste mundo,
por intercessão de Maria,
oremos, irmãos.
Senhor nosso Deus e nosso Pai,
dignai-vos, pela Vossa misericórdia
e
intercessão da Santíssima Virgem Maria,
atender as nossas preces,
concedendo-nos o que for melhor para nós.
Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco
na unidade do Espírito Santo.
Liturgia
Eucarística
Cântico
do ofertório: Salvé Virgem dolorosa, M. Faria,
NRMS 13
Oração
sobre as oblatas: Aceitai, Deus de misericórdia, para glória do vosso nome, as
nossas orações e as nossas ofertas, ao celebrarmos a memória da Virgem Santa
Maria, que nos destes como Mãe bondosa, junto da cruz do vosso Filho, Jesus
Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Prefácio de Nossa
Senhora I [na festividade], p. 486 [644-756], ou II, p. 487
V. O Senhor esteja
convosco.
R. Ele está no meio de
nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração
está em Deus.
V. Dêmos graças ao
Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é
nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever
dar-Vos graças, é nossa salvação glorificar-Vos.
Nós Vos louvamos e bendizemos por Jesus Cristo vosso Filho, na memória de Nossa
Senhora das Dores. Humilde serva acolheu a vossa Palavra e guardou-a no seu
coração. Admiravelmente unida ao mistério da Redenção, perseverou com os
Apóstolos em oração, esperando a vinda do Espírito Santo. Agora resplandece no
caminho da nossa vida como sinal de consolação e de firme esperança
Por isso com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando
numa só voz:
Santo, Santo, Santo...
Santo: F. da Silva, NRMS 36
Monição da Comunhão
Maria deu-nos Jesus.
Que nos ajude a viver em Graça a fim de O podermos receber sacramentalmente
para sermos perfeitos e santos.
Cântico
da Comunhão: Santa Maria da Luz, M. Simões, NRMS
14
l Pedro
4,13
Antífona
da comunhão: Alegrai-vos, se
participardes nos sofrimentos de Cristo, porque será plena a vossa alegria,
quando se manifestar a sua glória.
Oração
depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o sacramento da redenção
eterna, ao celebrarmos as dores da Virgem Santa Maria, ajudai-nos a completar
em nós, em benefício da Igreja, o que falta à paixão de Cristo, que é Deus
convosco na unidade do Espírito Santo.
Ritos Finais
Monição final
Foi tão bom estarmos aqui reunidos, celebrando Nossa Senhora das
Dores! Quem não se sente feliz junto da Mãe?!... Mas temos de partir. Lá fora
esperam-nos todos aqueles que precisam de nós para os ajudarmos a caminhar ao
Seu encontro...
Cântico
final: Acolhe Virgem piedosa, M. Carneiro,
NRMS 101
Homilia Ferial
Sábado, 16-IX: S. Cornélio e Cipriano: Apoio na vontade de Deus.
1 Cor. 10, 14-22 / Lc. 6, 43, 49
Vou
mostrar-vos a quem se assemelha todo aquele que vem ter comigo, ouve as minhas
palavras e as põe em prática.
Se queremos construir
a nossa vida sobre um fundamento sólido devemos ouvir a palavra de Deus e pô-la
em prática. Mas isso exige que estejamos sempre dispostos a cumprir a sua vontade: no cumprimento
dos deveres de cada dia, na aceitação das contrariedades, etc.
De igual modo a casa
edificada sobre rocha é a vida apoiada na
Eucaristia (cf. Leit.): «Pela comunhão
eucarística, a Igreja é consolidada igualmente na sua unidade de Corpo de
Cristo» («Igreja vive da Eucaristia», 21). Os mártires
Cornélio e Cipriano mantiveram grande firmeza
nas adversidades e uma grande coragem nas perseguições.
Celebração e Homilia: Aurélio
Araújo Ribeiro
Nota Exegética: Geraldo
Morujão
Homilia Ferial: Nuno
Romão
Sugestão Musical: Duarte
Nuno Rocha