Nossa
Senhora do Rosário
7 de Outubro de 2006
Memória
RITOS INICIAIS
Cântico
de entrada: Rainha do Santíssimo Rosário, S.
Marques, NRMS 86
cf. Lc 1, 28.42
Antífona
de entrada: Avé,
Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do vosso ventre.
Introdução ao
espírito da Celebração
Celebramos hoje a
festa de Nossa Senhora do Rosário. O mês de Outubro é dedicado a esta devoção
mariana: a reza do Santo Rosário. Aproveitemos esta festa para reavivar em nós
o amor a esta oração tão querida da Mãe de Deus e tão recomendada pelos Romanos
Pontífices.
Oração
colecta: Infundi, Senhor, a
vossa graça em nossas almas, para que nós, que, pela anunciação do Anjo,
conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz
e com a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, alcancemos a glória da
ressurreição. Por Nosso Senhor...
Liturgia da
Palavra
Primeira Leitura
Monição: Ao
evangelista S. Lucas não passou despercebida a presença de Nossa Senhor no
Cenáculo, em Jerusalém, juntamente com os discípulos do Seu Filho, em assídua
oração, à espera da vinda do Espírito Santo.
Actos 1, 12-14
Depois de Jesus ter
subido ao Céu, 12os Apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo o
monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de uma
caminhada de sábado. 13Quando chegaram à cidade, subiram para a sala
de cima, onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro e João, Tiago e
André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu,
Simão, o Zeloso, e Judas, irmão de Tiago. 14Todos estes perseveravam
unidos em oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe
de Jesus.
Quando deixa de ter visibilidade a pessoa de Jesus, a sua Mãe ocupa um lugar digno de nota, logo na oração da Igreja nascente. Com Ela os primeiros que seguiram a Cristo, esperam o Espírito Santo, perseverando, «unidos em oração». Note-se também a importância dada à lista dos Apóstolos e como, em todas as quatro listas que aparecem no N. T., Pedro é sempre o cabeça de lista, embora elas não tenham sempre todos os restantes nomes na mesma ordem.
Salmo Responsorial Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55
Monição: O
cântico que vamos meditar é o mesmo que entoou a Santíssima Virgem no 2º
mistério gozoso da Visitação a sua parente Santa Isabel. Façamo-lo nosso, pois
também nós temos muito que agradecer a Deus pelos benefícios com que nos tem
cumulado.
Refrão: Bendita
sejais, ó Virgem Maria,
que trouxestes em vosso
ventre o Filho do eterno Pai.
Ou: Aleluia.
A minha alma glorifica
o Senhor,
e o meu espírito se alegra
em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na
humildade da sua serva,
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.
O todo-poderoso fez em
mim maravilhas:
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se
estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do
seu braço
e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos
de seus tronos
e exaltou os humildes.
Encheu de bens os
famintos
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu Israel, seu
servo,
lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abrão e à sua
descendência para sempre.
Aclamação ao
Evangelho Lc 1, 28
Monição: Vamos
ouvir neste Evangelho mais uma vez a narração do 1º mistério gozoso: a
Anunciação do Anjo S. Gabriel a Nossa Senhora. Aclamemos o Senhor.
Aleluia
Cântico: M. Faria, NRMS10 (II)
Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco
bendita sois Vós entre as mulheres.
Evangelho
São Lucas 1, 26-38
Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma
cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado
José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde
ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela
ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe
o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás
e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será
grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor
Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a
casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo:
«Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe:
«O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua
sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E
a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto
mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é
impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se
em mim segundo a tua palavra».
A cena da Anunciação, narrada com toda a simplicidade, tem uma singular densidade, pois encerra o mistério mais assombroso da História da Salvação, a Incarnação do Filho eterno de Deus. Assim, a surpresa do leitor transforma-se em encanto e deslumbramento. O próprio paralelismo dos relatos lucanos do nascimento de João e de Jesus, revestem-se dum contraste deveras significativo: à majestade do Templo e grandiosidade de Jerusalém contrapõe-se a singeleza duma casa numa desconhecida e menosprezada aldeia de Galileia; ao afã dum casal estéril por ter um filho, a pureza duma virgem que renunciara à glória de ser mãe; à dúvida de Zacarias, a fé obediente de Maria!
26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».
28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:
«Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo do grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria messiânica da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).
Ó «cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.
«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.
Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita és tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.
29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois n’Ela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).
32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).
34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos, mas renunciando a consumar a união; nem todos os estudiosos, porém, assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.
35 «O Espírito Santo virá sobre ti…». Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia da Difusora Bíblica): o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem o fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).
«O Santo que vai nascer…». O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Nova Vulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) «Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois aquilo que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).
38 «Eis a escrava do Senhor…». A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que Ela se dá a si mesma.
«Faça-se…». O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.
Sugestões para a
homilia
1. O Santo Rosário.
3. O terço em família.
1.
O Santo Rosário.
O Santo Rosário é um
piedoso exercício tão arraigado no coração do povo cristão e tão recomendado
pelos Sumos Pontífices e pedido tão insistentemente pela nossa Mãe do Céu,
particularmente nas Aparições de Fátima, que pode ser considerado como um meio
providencial de robustecimento da fé, fortificação da esperança e fomento da
humildade e da caridade. A contemplação dos mistérios da Salvação, desde a
Anunciação até à Coroação de Nossa Senhora no Céu como Rainha dos Anjos e dos
Homens, a recitação do Pai Nosso, fundamento e modelo de toda a oração cristã,
a Avé Maria 50 vezes repetida, numa entoação lírica e
laudativa, o Glória ao Pai como adoração à Trindade Santíssima, fazem do terço
um acto de fé, de esperança e amor, de adoração e reparação verdadeiramente
privilegiado, simples e acessível a toda a gente.
«Como é belo o
Rosário da criancinha e do doente; da virgem consagrada, do homem e da mulher,
pai e mãe de família... das famílias modestas fiéis à antiga tradição.
Abençoado Rosário de Maria. Quanta doçura ao ver-te erguido pelas mãos dos inocentes,
dos sacerdotes santos, das almas puras, dos jovens e dos anciãos, de todos os
que apreciam o valor e a eficácia da oração» (João XXIII).
«A minha oração
predilecta» (João Paulo II).
«Se os fiéis
devotamente meditarem e contemplarem, na ordem devida, estes augustos
mistérios, deles hão-de haurir uma ajuda admirável,
quer no alimentar a própria fé, que no elevar e fortificar o vigor do seu
espírito» (Leão XIII).
No terço dizemos
sempre a mesma coisa!...Sim, e não dizem sempre o mesmo os que se amam?... Se o
terço é monótono, se nos aborrece, não será que o nosso pensamento se encontra,
enquanto rezamos, muito longe de Deus e de Nossa Senhora?... Ante de cada
dezena, enunciamos os mistérios a contemplar, a vida e a infância de Jesus e os
seus 30 anos de vida oculta em Nazaré (mistérios gozosos), os seus três anos de
Vida pública, com o anúncio do Reino de Deus, os seus milagres e a instituição
da Eucaristia (Mistérios luminosos), o mistério de Sua Paixão e Morte de Cruz
para nos salvar (Mistérios dolorosos), a sua Ressurreição e glorificação,
sempre com Maria Corredentora participando nesses
mistérios (Mistérios Gloriosos).
«Ao recitarmos o
Santo Rosário, de facto, nós contemplamos Cristo a partir duma perspectiva
privilegiada, isto é, daquela mesma de Maria, sua Mãe; ou seja, meditamos os
mistérios da vida, da paixão e da ressurreição do Senhor, com os olhos e com o
coração d'Aquela que esteve mais perto de seu Filho»
(João Paulo II).
3.
Terço em família.
Família que reza
unida permanece unida. A vida cristã tem um carácter familiar riquíssimo –
somos filhos de Deus em Cristo e estamos unidos a toda essa imensa família
sobrenatural na qual entrámos pela porta do Baptismo. A devoção aos Santos faz
parte desse ar de família, dessa piedade tão própria dos cristãos. Os Santos
que já estão no Céu precederam-nos com o sinal da fé e fazem parte dessa
bendita Comunhão de Santos. «Os Santos são os verdadeiros portadores da luz
dentro da história, porque são homens e mulheres de fé, esperança e caridade.
Entre os Santos sobressai Maria, Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade»
(Bento XVI).
«À sua bondade
maternal, e bem assim à sua pureza e beleza virginal, recorrem as pessoas de
todos os tempos e lugares do mundo, nas suas necessidades e esperanças, nas
suas alegrias e sofrimentos, nos seus momentos de solidão e também na partilha
comunitária; e sempre experimentam o benefício da sua bondade, o amor inesgotável
que Ela exala do fundo do Seu coração» (Bento XVI).
Quantos benefícios
viriam para as famílias se nelas se rezasse o terço todos os dias; quantas graças
viriam para o mundo, se os pais e avós, filhos e netos pegassem no terço e,
todos unidos, em companhia da Mãe do Céu, Lhe suplicassem esse frutos de paz e
alegria tão necessários nestes tempos atribulados, e com Ela prestassem o
devido louvor a Deus Pai que nos ama, ao Seu Filho entregue por nós e ao
Espírito Santo, Espírito de Amor que quer renovar a face da terra.
«Sejamos assíduos à
recitação do terço, quer na comunidade eclesial, quer
na intimidade das nossas famílias: na sequência das invocações repetidas, o
terço unirá os corações, inflamará o lar doméstico, fortificará a nossa
esperança e para todos obterá a paz e a alegria de Cristo nascido, morto e
ressuscitado por nós» (João Paulo II).
Oração Universal
Peçamos a Deus Pai
Todo-Poderoso,
por intercessão de Nossa Senhora do Rosário,
a misericórdia divina
para as necessidades de todos os homens, dizendo:
R. Ouvi-nos, Senhor.
1. Pelo
Papa, pelos Bispos e Sacerdotes:
para que confirmem os cristãos na fé
e
atraiam para Cristo todos os homens,
por intercessão da Senhora do Rosário:
oremos, irmãos.
2. Pela
paz e prosperidade de todo o mundo:
para que a fome, as calamidades e as guerras
se afastem de todos os povos,
por intercessão da Rainha da Paz,
oremos, irmãos.
3. Por todos os
que sofrem:
para que a Consoladora dos aflitos
lhes alcance a consolação,
oremos ao Senhor.
4. Pelos jovens
e adolescentes:
para que alegre e corajosamente
se disponham a imitar a pureza de
Maria
Imaculada,
oremos, irmãos.
5. Por todos
nós aqui reunidos,
pelos membros das nossas famílias e comunidades:
para que rezemos diariamente o terço,
respondendo aos apelos da nossa Mãe do Céu,
oremos, irmãos.
6. Pelos
defuntos da nossa comunidade e do mundo inteiro:
para que, purificados das sua faltas,
possam contemplar na eternidade o rosto de Cristo glorioso,
oremos, irmãos.
Dignai-Vos atender, Deus de bondade,
as súplicas que Vos dirigimos
por intermédio de Maria, Mãe de Jesus Cristo,
Vosso Filho, que é Deus convosco,
na unidade do Espírito Santo.
Liturgia
Eucarística
Cântico
do ofertório: Tudo vos damos, M. Faria, NRMS
11-12
Oração
sobre as oblatas: Tornai-nos
dignos, Senhor, de Vos oferecer este santo sacrifício, de modo que, celebrando
fervorosamente os mistérios do vosso Filho, mereçamos alcançar as suas
promessas. Por Nosso Senhor.
Prefácio de Nossa
Senhora I [na festividade], p. 486 (644-756] ou II, p. 487
Santo: M. Simões, NRMS 50-51
Monição da Comunhão
Peçamos a Nossa
Senhora do Rosário que nos consiga a graça de recebermos o Seu Filho Jesus
Cristo nesta Comunhão com a mesma pureza, humildade e devoção com que Ela O
recebeu no Seu Ventre puríssimo, no momento da Anunciação.
Cântico
da Comunhão: O meu espírito exulta, C. Silva,
NRMS 38
Antífona
da Comunhão: O Anjo do Senhor
disse a Maria: Conceberás e darás à luz um Filho e o seu nome será Jesus.
Cântico
de acção de graças: Mãe da Santa Igreja, M. Simões,
NRMS 118
Oração
depois da Comunhão: Concedei,
Senhor nosso Deus, que, ao anunciarmos neste sacramento a morte e a
ressurreição do vosso Filho, O sigamos fielmente na sua paixão e mereçamos
participar na alegria da sua glória. Por Nosso Senhor...
Ritos Finais
Monição final
Alimentados com o pão
celestial e com a Palavra de Deus, sejamos em toda a parte imagem viva de
Cristo. Façamos o propósito de rezar o terço todos os dias: o Seu Coração
Imaculado será o caminho e o refúgio que nos conduzirá até Deus.
Cântico
final: Caminhos de bênção, M. Faria, NRMS
10 (II)
Celebração e Homilia: Alfredo
Melo
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Sugestão Musical: