28º Domingo Comum

15 de Outubro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei alegre, M. Carneiro, NRMS 87

Sl 129, 3-4

Antífona de entrada: Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-se? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus concede a vida para ser passada com liberdade e responsabilidade. As actuações e ensinamentos de Jesus oferecem-nos os caminhos do verdadeiro sentido da existência e das opções.

 

Oração colecta: Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O sábio deve pedir a Deus, princípio e fim da sabedoria, a dádiva da Graça divina e disposições para lhe ser fiel.

 

Sabedoria 7, 7-11

7Orei e foi-me dada a prudência; implorei e veio a mim o espírito de sabedoria. 8Preferi-a aos ceptros e aos tronos e, em sua comparação, considerei a riqueza como nada. 9Não a equiparei à pedra mais preciosa, pois todo o ouro, à vista dela, não passa de um pouco de areia e, comparada com ela, a prata é considerada como lodo. 10Amei-a mais do que a saúde e a beleza e decidi tê-la como luz, porque o seu brilho jamais se extingue. 11Com ela me vieram todos os bens e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis.

 

A leitura é tira da 2ª parte da obra (Sab 6, 22 – 9, 18), que trata da verdadeira sabedoria, aquela que leva a Deus, e do modo de a alcançar. Estas palavras inspiradas – um maravilhoso hino à Sabedoria, a terminar com uma bela oração a pedi-la – são postas na boca de Salomão, rei sábio por excelência (cf. 1 Re 4, 25-30). Trata-se dum artifício literário destinado a chamar a atenção do leitor, pois o livro foi escrito em grego tardiamente, já no séc. I a. C, o último livro do cânon do A. T.

7-11 «Orei… implorei…». A sabedoria tem em Deus a sua origem: o próprio Salomão não a tinha por nascimento, mas como fruto da sua oração. Ela excede todos os bens terrenos, mesmos os mais preciosos, e «com ela me vieram todos os bens», numa alusão a 1 Re 3, 7-14, onde se conta como Deus concedeu a Salomão um acréscimo de outros bens, tendo ele pedido apenas a sabedoria.

 

Salmo Responsorial      Sl 89 (90), 12-13.14-15.16-17 (R. 14)

 

Refrão:         Saciai-nos, Senhor, com a vossa bondade

                      e exultaremos de alegria.

 

Ou:                Enchei-nos da vossa misericórdia:

                      será ela a nossa alegria.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando?

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Compensai em alegria os dias de aflição,

os anos em que sentimos a desgraça.

 

Manifestai a vossa obra aos vossos servos

e aos seus filhos a vossa majestade.

Desça sobre nós a graça do Senhor.

Confirmai em nosso favor a obra das nossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A escuta da palavra de Deus deve motivar-nos, interiormente, à dócil disposição de a abraçar e viver.

 

Hebreus 4, 12-13

12A palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante que uma espada de dois gumes: ela penetra até ao ponto de divisão da alma e do espírito, das articulações e medulas, e é capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração. 13Não há criatura que possa fugir à sua presença: tudo está patente e descoberto a seus olhos. É a ela que devemos prestar contas.

 

Este célebre texto constitui não só um elogio da Palavra de Deus, mas também um veemente apelo à responsabilidade para todos os que a ouviram, a fim de não deixarem «endurecer o coração» (Hebr 3, 8.15; 4, 7; cf. Salm 95 (94), 8-11), sobretudo quando essa Palavra foi proclamada pelo próprio Filho de Deus (cf. Hebr 1, 2).

«A Palavra de Deus» é a sua voz (cf. v. 7), que se faz ouvir na Escritura, na pregação da Igreja, no íntimo da alma e que continua viva e actuante: «viva e eficaz…» (cf. Dt 32, 47; Jo 6, 68; Is 55, 10-11). A força penetrante da Palavra é descrita com a linguagem de Filon de Alexandria, para aludir ao seu poder de julgar. Ela penetra até naquele reduto impenetrável da consciência, onde o homem é o senhor exclusivo das suas decisões, onde se situam as próprias intenções mais secretas; ela penetra até nas mais recônditas profundidades do ser humano, de tal maneira que este não pode esquivar-se nem dissimular o que se passa no seu interior. «As qualidades da Palavra de Deus são tais que uma pessoa não se pode esquivar à sua imperiosa autoridade, nem à hipótese de iludir a nossa responsabilidade em face dela» (W. Leonard). O seu poder discriminante para julgar e discernir é expresso em termos de «dividir» aquilo que é impossível de destrinçar alma e espírito»), ou muito difícil de separar («articulações e medulas»). E é atribuído à Palavra um conhecimento que só Deus possui, identificando-a expressamente com Deus no v. 13 (cf. Salm 139): «tudo está patente e descoberto a seus olhos»; note-se que «descoberto» é um particípio perfeito passivo grego derivado de «trákhlelos» (pescoço), o que faz lembrar a imagem do sacerdote que descobre o pescoço das vítimas a fim de desferir o golpe de misericórdia, sugerindo-se assim a seriedade e o dramatismo daquilo que é o «prestar contas» a Deus.

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 5, 3

 

Monição: A palavra de Deus, Revelação divina e ensinamentos da Igreja, devem inquietar-nos e encher-nos de alegria.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9 (II)

 

Bem-aventurados os pobres em espírito,

porque deles é o reino dos Céus.

 

 

Evangelho *

 

 

*Forma longa: São Marcos 10, 17-30                  Forma breve: São Marcos 10,17-27

Naquele tempo, 17ia Jesus pôr-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante d'Ele e Lhe perguntou: «Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?» 18Jesus respondeu: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus. 19Tu sabes os mandamentos: 'Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe'». 20O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude». 21Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me». 22Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, porque era muito rico. 23Então Jesus, olhando à volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!» 24Os discípulos ficaram admirados com estas palavras. Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! 25É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». 26Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode então salvar-se?» 27Fitando neles os olhos, Jesus respondeu: «Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível».

[28Pedro começou a dizer-Lhe: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir». 29Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, 30receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna».]

 

O protagonista desta cena é alguém «muito rico», que era jovem (cf. Mt 19, 22) e pessoa importante (cf. Lc 18, 18), humanamente vistas as coisas, alguém que deveria ser aproveitado para uma grande empresa, como era o Reino de Deus. O episódio mostra que o Reino não só não consiste em bens materiais, como também exige o desprendimento deles. O diálogo entre Jesus e o jovem é profundo, como profundo, exigente e amável é o olhar de Jesus, que Marcos refere por três vezes (vv. 21.23.27). O próprio jovem começa por pôr a questão mais profunda, a que ninguém se pode esquivar, a da salvação: «que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?» (v. 17). O jovem cumpria os mandamentos, mas não passava além duma aurea mediocritas. Para ser apto para o Reino de Deus, não bastava cumprir; faltava-lhe uma coisa (v. 21): a entrega, a generosidade, a alegria profunda de dar e de se dar sem pôr condições. A cena do jovem que se retirou triste oferece uma ocasião para Jesus voltar a expor a doutrina da pobreza evangélica e do desprendimento. Mas não se limita a insistir (vv. 23.24) no perigo das riquezas para se ser bom, à maneira dum sábio grego: «é impossível que um homem extraordinariamente bom seja extraordinariamente rico» (Platão, Leis, V, 12); Jesus fala da impossibilidade de entrar no Reino de Deus, o que deixa os discípulos assombrados (vv. 24.26). No entanto, atalha: «a Deus tudo é possível» (v. 27), pois Ele pode conceder a graça de uma pessoa usar bem as riquezas, ou mesmo até de renunciar radicalmente aos bens terrenos. A cena termina com as garantias para os primeiros discípulos que deixaram tudo e seguiram Jesus, umas garantias válidas para todos em todos os tempos (vv. 28-30). Notar como em Marcos as promessas de felicidade e bem-aventurança incluem as perseguições por causa de Jesus e do Evangelho (v. 29; cf. Mt 5, 10-12).

25 «É mais fácil entrar um camelo pelo fundo duma agulha…». Note-se como Jesus, falando de coisas sérias, o faz com bom humor, pondo os seus ouvintes a sorrir ao imaginarem a divertida cena de um camelo nas suas repetidas tentativas de passar por um lugar por onde não podia caber.

 

Sugestões para a homilia

 

1.  Na antiguidade houve escolas cujos membros ambulantes viajavam vendendo seus ensinamentos. Observavam as mudanças da natureza e as sensações produzidas nas pessoas. Assim afirmavam que o homem pensante e suas faculdades são a medida de todas as coisas.

Hoje, a Palavra de Deus põe-nos um problema: qual é a verdadeira medida do homem?

Ele tem capacidades limitadas nas aspirações sem limites. O seu interior aspira a uma vida mais alta. A felicidade segundo esta primeira leitura não advém das riquezas, dos sucessos políticos, mas da Sabedoria que é um dom de Deus. Vemo-lo em Salomão.

 

2.  A missão de Jesus, o Salvador dos homens e seu Redentor, foi preparada, teve um advento de séculos. O Verbo Incarnado foi a única pessoa pré-anunciada e mais ninguém, embora com destaque no mundo dos vivos, teve essa prerrogativa.

As figuras grandiosas do Antigo Testamento que serviam a Salvação na História, fizeram-no de forma imperfeita. Só Jesus a realizou de forma perfeita.

Vemos dúvidas e infidelidades em Moisés que lhe vetam a entrada na Terra Prometida.

Jesus é o «fiel de Deus» e o «Juízo de Deus na História».

Quantas vezes procedemos como Moisés e não como Jesus! Procuremos na Palavra de Deus, Cristo, a Sabedoria incarnada, o Homem verdadeiro, o «tipo» de Homem Novo capaz de construir uma sociedade autêntica em que os homens tenham a verdadeira sabedoria de viver.

 

3.  Deus lança-nos um desafio: fomentarmos a coragem, em definitivo, de passarmos os dias com Ele.

Vivermos bem os tempos actuais com os olhos fixos nos tempos futuros, a felicidade eterna; os olhos postos nos momentos terrenos, apenas, estarão ao serviço das frustrações, longe do método de Cristo, a Cruz.

Cristo liga o tempo actual à vida futura e é a medida do «Homem verdadeiro». Testemunhar a actuação terrena de Jesus de Nazaré, pelo Seu método (Cruz), implica despreendimento das concupiscências – da carne, dos olhos e soberba da vida.

Deus convida. O Senhor não força, sugere, «se queres», põe-nos perante os olhos os mandamentos, caminho esperançoso para ter a vida eterna como prémio.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos:

Para que os homens se não deixem seduzir

pelos bens do mundo e pela tentação do poder,

mas antes aceitem a Sabedoria divina,

façamos súplicas a Deus Pai,

por intermédio de Jesus Cristo, Seu Filho.

 

1.  Pela Igreja,

para que renunciando aos bens da terra,

seja conduzida pela sabedoria de Cristo, morto e ressuscitado.

 

2.  Pelo Papa, Bispos e demais servidores do Reino de Deus,

para que o Espírito da Sabedoria os fortaleça

ao serviço do Povo de Deus.

 

3.  Pelos governantes dos povos,

para que sejam sempre iluminados pelo Senhor,

a fim de, lealmente, servirem os homens,

sobretudo os mais fracos e desprotegidos.

 

4.  Pela juventude,

para que na busca inquieta dos caminhos da vida,

saiba entender o convite de Cristo que lhe diz:

«Vem e segue-me».

 

5.  Por todos nós e pela nossa comunidade,

para que, renunciando às riquezas

partilhemos a Vida Nova de Jesus Cristo.

 

Ouvi, Senhor, as nossas súplicas, para que a Vossa Palavra ilumine o nosso coração

e nos ensine a sabedoria de viver. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai, Senhor, e recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor...

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Saciemos a nossa fome espiritual com o Corpo e Sangue de Jesus; admiremo-Lo e recebamo-Lo com avidez interior.

 

Cântico da Comunhão: Eucaristia, celeste alimento, M. Carneiro, NRMS 77-79

Sl 33, 11

Antífona da Comunhão: Os ricos empobrecem e passam fome; mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou:   

cf. 1 Jo 3, 2

Quando o Senhor se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da Comunhão: Deus de infinita bondade, que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, tornai-nos também participantes da sua natureza divina. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Deixarmos a casa de Deus não é despedirmo-nos de Deus; importa que O levemos para a vida e O recordemos durante o dia.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1 (I)

 

 

Homilias Feriais

 

28ª SEMANA

 

feira, 16-X: S. Margarida Mª Alacoque: A plenitude da filiação divina.

Gal 4, 22-24.26-27.31-5, 1 / Lc11, 29-32

Esta geração é uma geração perversa; pretende um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado senão o de Jonas.

«Jesus fala deste acontecimento único, como o ‘sinal de Jonas´ (Ev.). Ele anuncia a sua ressurreição ao terceiro dia depois da morte» (CIC, 994). É a sua ressurreição que lhe confere a plenitude da filiação divina.

Pela sua encarnação ganhou para nós o estatuto de filhos adoptivos: «nós não somos filhos duma escrava, mas da mulher livre» (Leit.). Pedimos a Deus que infunda em nós o espírito com que enriqueceu S. Margarida Maria para, depois, chegarmos ao conhecimento profundo do mistério incomparável do amor de Cristo e alcançarmos a plenitude da filiação divina (cf. Oração).

 

feira, 17-X: S. Inácio de Antioquia: Eucaristia e limpeza da alma.

Gal. 5, 1-6 / Lc. 11, 37-41

Limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e malvadez.

Devemos procurar que o nosso interior esteja sempre bem limpo.

De um modo especial, para podermos receber bem o Senhor na Eucaristia: «A Eucaristia e a Penitência são dois sacramentos intimamente unidos. Se a Eucaristia torna presente o sacrifico redentor da Cruz… isso significa que deriva dela uma contínua exigência de conversão. S. Inácio de Antioquia, condenado às feras, ia pedindo pelo caminho: «Eu sou o trigo do Senhor: devo ser moído pelos dentes das feras para me tornar o pão imaculado de Cristo»

 

feira, 18-X: S. Lucas: O contributo de S. Lucas.

2 Tim. 4, 9-17 / Lc. 10, 1-9

Escolhestes S. Lucas para revelar, com a sua palavra e com os seus escritos, o mistério do vosso amor pelos pobres…

S. Lucas transmitiu-nos, com a sua palavra e os seus escritos (cf. Oração), os ensinamentos de Jesus (no seu Evangelho) e a vida da primitiva cristandade (nos Actos dos Apóstolos). Acompanhou igualmente S. Paulo nas suas viagens apostólicas, encontrando-se a seu lado na prisão de Roma (cf. Leit.).

A ele devemos um melhor conhecimento da vida de Jesus, especialmente da sua vida de infância, de algumas parábolas (a do filho pródigo, a do bom samaritano…). Dele também ficámos com mais algumas referências à vida de Nossa Senhora junto dos Apóstolos e dos primeiros cristãos.

 

feira, 19-X: S. João de Brebeuf e Companheiros.: A cheia de graça.

Ef. 1, 1-10 / Lc. 11, 47-54

Foi assim que, n’Ele, nos escolheu antes da criação do mundo, para sermos, na caridade, santos e irrepreensíveis na sua presença.

Estas palavras (cf. Leit.) podem aplicar-se a Nossa Senhora (cf. CIC, 492). Na Ave-Maria repetimos-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco: «Maria é cheia de graça, porque o Senhor está com Ela… Maria, em quem o próprio Senhor vem habitar…é a ‘morada de Deus com os homens’. Cheia de graça, dá-se toda Àquele que nela vem habitar e que Ela vai dar ao mundo» (CIC, 2676).

S. João de Brebeuf e Companheiros foram escolhidos para a evangelização da América do Norte e foram martirizados. Que a Igreja frutifique muito naquela zona (cf. Oração).

 

feira, 20-X: Os cuidados de Deus e os nossos cuidados.

Ef. 1, 11-14 / Lc. 12, 1-7

Não se vendem cinco passarinhos por duas moedas? E nem um deles está esquecido diante de Deus.

«Deus ama e cuida de todas as suas criaturas e cuida de cada uma, até dos passarinhos. No entanto, Jesus diz: ‘Valeis mais do que muitos passarinhos’» (CIC, 342). Jesus ensina-nos a ter um abandono filial á Providência do Pai celestial, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos, que orienta todas as coisas que nos acontecem para nosso bem.

Se Deus assim cuida de nós, também devemos cuidar de tudo o que se refere a Deus, concretamente o que se refere à Palavra de Deus: «vós também ouvistes a Palavra da verdade, a Boa Nova da vossa salvação» (Leit.).

 

Sábado, 21-X: Haverá pecados imperdoáveis?

Ef. 1, 15-23 / Lc. 12, 8-12

E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem, perdoar-se-á; mas a quem tiver dito blasfémias contra o Espírito Santo, não se perdoará.

«O pecado consiste na rebelião contra Deus ou, ao menos, no esquecimento ou indiferença para com Ele e para com o seu amor» (João Paulo II). É um desejo insensato de viver afastado, muito ou pouco, de Deus. A lembrança da misericórdia divina será um bom motivo para a contrição, para nos aproximarmos outra vez.

A blasfémia contra o Espírito Santo consiste em fechar a alma à graça de Deus excluindo a própria fonte do perdão (cf. S. Tomás). Por isso, não tem perdão.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Ferreira de Sousa

Nota Exegética:             Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                        Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha

 


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