30º
Domingo Comum
29 de Outubro de 2006
RITOS INICIAIS
Cântico
de entrada: Confiarei no meu Deus, F da Silva,
NRMS 106
Sl 104, 3-4
Antífona
de entrada: Alegre-se o coração
dos que procuram o Senhor. Buscai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua
face.
Introdução ao espírito
da Celebração
Quando recebe o
Baptismo, toda a pessoa é iluminada porque encontra o próprio Senhor. É aí que
se lhe abrem os seus olhos para a luz e que compreende o que significa seguir a
Cristo.
Tal iluminação, todavia,
não é dada de uma maneira definitiva, mas deve continuamente ser ampliada ao
longo da vida. Por vezes obscurece-se e até se apaga essa luz no coração do
discípulo. Então, é necessário percorrer o caminho espiritual necessário para a
reencontrar.
É esse caminho que
vamos recordar nas leituras que escutaremos na liturgia da Palavra deste
domingo.
Oração
colecta: Deus eterno e
omnipotente, aumentai em nós a fé, a esperança e a
caridade; e para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que
mandais. Por Nosso Senhor...
Liturgia da
Palavra
Primeira Leitura
Monição: Nesta leitura vamos ouvir falar de exilados,
coxos, cegos, incapazes de se levantar rumo à salvação, enfrentando uma longa
viagem, e que representam todos os que Deus chama da escravidão do pecado para
uma vida nova. Recorda-nos que Deus cuida sobretudo dos que não conseguem
caminhar sozinhos.
Jeremias 31, 7-9
7Eis o que diz o Senhor: «Soltai brados de
alegria por causa de Jacob, enaltecei a primeira das nações. Fazei ouvir os vossos
louvores e proclamai: 'O Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel'. 8Vou trazê-los das terras do Norte e
reuni-los dos confins do mundo. Entre eles vêm o cego e o coxo, a, mulher que
vai ser mãe e a que já deu à luz. É uma grande multidão que regressa. 9Eles
partiram com lágrimas nos olhos e Eu vou trazê-los no
meio de consolações. Levá-los-ei às águas correntes, por caminho plano em que
não tropecem. Porque Eu sou um Pai para Israel e Efraim
é o meu primogénito».
A 1ª leitura é como habitualmente escolhida em função do Evangelho; é tirada da parte do livro que os críticos chamam o «Livro da Consolação» (Jer 30 – 33), considerada o núcleo de toda a obra do Profeta de Anatot, onde se anuncia a futura restauração de Israel assente sobre um descendente de David (33, 15-17) e sobre uma nova Aliança, já não escrita em placas de pedra, mas nos corações (31, 31-34).
8-9 «Vou trazê-los das terras do Norte», isto é, da Assíria, cujo rei Salmanasar V conquistara o reino do Norte (Israel ou Efraím: v. 9), em 721, havia já cerca de um século. Os israelitas tinham sido deportados em massa não só para a Assíria, mas também para os mais diversos sítios: «os confins do mundo». Notar como é o próprio Deus quem reconduz os exilados, incapacitados de sair da sua miséria; por isso a salvação não fica reservada apenas ao soldado que combate e a quem tem capacidade para se deslocar por seus próprios pés: entre a multidão que regressa para fazer parte do futuro reino messiânico, vêm «o cego e o coxo, a mulher que vai ser mãe e a que já deu à luz»: é uma bela forma poética de exaltar a intervenção divina. O v. 9 faz lembrar o Salmo 126 (125), 5-6, um Salmo de peregrinações (gradual, ou das ascensões).
Salmo Responsorial Sl 125 (126),
1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3)
Monição: O salmo 125, que vamos recitar, é a resposta
à leitura anterior e relembra a libertação conseguida através de uma situação
nova de prosperidade e alegria, atingida depois de tristezas e sofrimentos.
Refrão: Grandes
maravilhas fez por nós o Senhor,
por isso exultamos de
alegria.
Ou: O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.
Quando o Senhor fez
regressar os cativos de Sião,
parecia-nos viver um sonho.
Da nossa boca brotavam
expressões de alegria
e dos nossos lábios cânticos de júbilo.
Diziam então os
pagãos:
«O Senhor fez por eles
grandes coisas».
Sim, grandes coisas
fez por nós o Senhor,
estamos exultantes de alegria.
Fazei regressar,
Senhor, os nossos cativos,
como as torrentes do deserto.
Os que semeiam em
lágrimas
recolhem com alegria.
À ida vão a chorar,
levando as sementes;
à volta vêm a cantar,
trazendo os molhos de espigas.
Segunda Leitura
Monição: Este texto, para além daquilo que quer
comunicar aos cristãos provenientes do paganismo no tempo de S. Paulo, contém
uma mensagem para todos nós que temos dificuldade em esquecer uma mentalidade pré-conciliar, de devoções piedosas e tradições
implantadas, convidando-nos a abrirmo-nos com coragem às novidades queridas
pelo Espírito Santo.
Hebreus 5, 1-6
1Todo o sumo sacerdote,
escolhido de entre os homens, é constituído em favor dos homens, nas suas
relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. 2Ele
pode ser compreensivo para com os ignorantes e os transviados, porque também
ele está revestido de fraqueza; 3e, por isso, deve oferecer
sacrifícios pelos próprios pecados e pelos do seu povo. 4Ninguém
atribui a si próprio esta honra, senão quem foi
chamado por Deus, como Aarão. 5Assim
também, não foi Cristo que tomou para Si a glória de Se tornar sumo sacerdote; deu-Lha Aquele que
Lhe disse: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei», 6e como disse ainda
noutro lugar: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec».
O v. 1 é uma bela e válida síntese do que é ser sacerdote. Os vv. 1-4, começam por descrever as características gerais dum sumo sacerdote, um sacerdote do A. T., para depois demonstrar como Jesus cumpriu cabalmente as exigências desta figura de sacerdote. A leitura de hoje apenas desenvolve a última característica: a vocação divina (v. 4). Como Aarão, que foi escolhido por Deus (cf. Ex 28, 1), assim também Jesus não se arrogou por si próprio a honra de se tornar Sumo Sacerdote (v. 5), pois Ele, sendo o Filho de Deus anunciado no Salmo 2, 7, é constituído Sacerdote de uma natureza superior à do sacerdócio levítico, pois cumpre a figura do Salmo 110 (109), 4, um Salmo considerado messiânico pelos próprios judeus: «sacerdote para sempre à maneira de Melquisédec». Mais adiante explicar-se-á a razão da superioridade do sacerdócio de Melquisédec, no capítulo 7, de que vamos ter um pequeno trecho no próximo Domingo.
Aclamação ao
Evangelho cf.
2 Tim 1, 10
Monição: Testemunhar o Evangelho é participar na
vocação cristã. Esta, é dom gratuito para concretização do projecto de Deus
sobre toda a humanidade, manifestado plenamente em Jesus Cristo e entregue a
todos através do anúncio da Boa Nova, por Ele proclamada e vivida.
Aleluia
Cântico: J. Duque, NRMS 21
Jesus Cristo, nosso Salvador,
destruiu a morte
e fez brilhar a vida por meio do Evangelho.
Evangelho
São Marcos 10, 46-52
Naquele tempo, 46quando
Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um
cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu,
a pedir esmola à beira do caminho. 47Ao ouvir dizer que era Jesus de
Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de
mim». 48Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava
cada vez mais: «Filho de David, tem piedade de mim». 49Jesus parou e
disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te,
que Ele está a chamar-te». 50O cego atirou fora a capa, deu um salto
e foi ter com Jesus. 51Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te
faça?» O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». 52Jesus
disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou». Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus
pelo caminho.
A vivacidade da narração e o colorido próprio do Evangelho de S. Marcos encontram aqui um exemplo típico. Assim há uma série de pormenores que não aparecem nos relatos paralelos de Mateus e Lucas: a referência aos discípulos (v. 46), o nome do cego com a sua respectiva tradução (v. 46), as palavras que dizem os que chamam o cego (v. 49: «Coragem! Levanta-te que Ele está a chamar-te»), e também o gesto de o cego largar a capa e de se levantar dum salto (v. 50), bem como a forma de ele se dirigir a Jesus com a delicada expressão «rabbuní» (v. 51), em vez da forma seca rabbí. Todos estes pormenores, bem como aqueles que são comuns aos restantes Sinópticos, reforçam o valor histórico do Evangelho, especialmente a referência ao nome do miraculado, coisa rara nos relatos evangélicos. S. Marcos não foi certamente uma testemunha ocular do facto, mas, ao registar todos estes detalhes, teve em conta o Evangelho como era pregado por Pedro, de quem foi companheiro e colaborador, que Papias chama «o intérprete de Pedro».
Na passagem paralela, S. Mateus fala de dois cegos que Jesus curou, ao sair de Jericó. S. Lucas fala da cura de um, ao entrar em Jericó, ao passo que S. Marcos diz: «Quando Jesus ia a entrar em Jericó» (v. 46). Se queremos valorizar todos estes pormenores, podemos recorrer à explicação habitual da discrepância: trata-se de dois cegos diferentes; e S. Mateus, de acordo com o seu hábito de sintetizar e simplificar, fala da cura dos dois de uma só vez, quando saía de Jericó.
A insistência dos Evangelhos na cura de invisuais – com mais de uma dezena de referências – parece que se deve não apenas à frequências deste tipo de doentes, mas também a uma intenção teológica dos evangelistas, de modo a que assim fique patente que Jesus é a luz do mundo, como aparece expressamente no capítulo 9 de S. João na cura do cego (Jo 9, 5; cf. Jo 1, 9; 8, 12; 12, 35-36). Jesus vem iluminar os corações com a luz da fé – «a tua fé te salvou» (v. 52) – vem curá-los, purificando-os; com efeito «o fundo dos olhos é o coração» (R. Guardini); e, sem um coração limpo, não há olhos sãos. Também se pode ver uma intenção didáctica no pormenor de mostrar como o cego deixa de estar à beira do caminho (v. 46), para «seguir Jesus pelo caminho» (v. 52); este é o rumo que toma quem se deixa curar por Jesus; «caminho» tornou-se mesmo uma expressão para designar a fé e a vida cristã (cf. Act 9, 2; 18, 25.26; 19, 9.23; 22, 4; 24, 14).
Sugestões para a
homilia
O significado de seguir a
Cristo
O caminho em direcção à luz
Jesus, companheiro de viagem
O
significado de seguir a Cristo
No Evangelho deste
domingo é-nos apresentada a cura do cego Bartimeu.
Este representa todas as pessoas que pretendem seguir a Jesus, mas que o fazem
como cegos, quando não compreendem o significado de tal seguimento. Seguir a
Cristo significa condividir a opção de se sacrificar
pelos irmãos e não sonhar com lucros, louvores ou partilhar os primeiros
lugares.
Todos aqueles que
ainda não deixaram penetrar no seu coração a luz do Evangelho, estão
dramaticamente sentados, pois não
projectam nada de novo. Repetem sempre os mesmos gestos, os mesmos erros, fazem
tudo de maneira estereotipada; pedem
esmola, isto é, não conseguem ser auto-suficientes, pois mendigam tudo,
inclusive os afectos, estão dependentes dos outros, das coisas e dos
acontecimentos.
O primeiro passo para
a cura da cegueira, é tomar
consciência da própria situação e decidir sair dela. Bartimeu
não se afeiçoa à doença que o leva à apatia preguiçosa
de receber esmolas e reage à passagem de Jesus e ao contacto com Ele.
De igual modo, a cura
da cegueira espiritual começa deste
modo. A dependência de certos hábitos, de certos comportamentos cada vez mais
destruidores leva a formas de escravidão comparáveis à dos israelitas de que
nos fala a primeira leitura. Também eles são cegos, coxos, incapazes de
caminhar para a liberdade, esperando passivamente a ajuda do Senhor.
A experiência de Bartimeu é repetida por todos os que, insatisfeitos com o
rumo que está a levar a sua vida, procuram desesperadamente a luz. Tal caminho
que conduz a Cristo começa sempre por esta inquietação interior que leva a uma
procura de propostas alternativas, que despertam para novas formas de
linguagem, para novos modelos de vida, diferentes dos que todos seguem.
O
caminho em direcção à luz
O encontro com aqueles que seguem o Mestre é o
primeiro passo para a luz. Antes de chegar a Cristo, encontram-se os
discípulos, tendo depois de se superar algumas dificuldades. Aqueles que
resolvem encontrar-se com Cristo geralmente são, de imediato, contrariados
pelos que o rodeiam. Normalmente os vizinhos, os amigos, os colegas, até os
familiares, que o desaconselham afirmando que tais preocupações são
características de crianças, de mulheres ou de velhos.
Mas aqueles que conduzem até Jesus também podem
ser motivo de obstrução. Estes são todos os que frequentamos as nossas
comunidades. Fazemos muito barulho à volta de Jesus e estamos convencidos que
possuímos a luz, mas na verdade somos cegos, ao comportarmo-nos como os
discípulos e a multidão que acompanhavam Jesus aquando da cura do cego. Somos
cegos quando queremos fazer calar os pobres que gritam; quando não queremos
compreender as situações, a fim de as resolvermos; que não toleramos que
ninguém interrompa o regular andamento dos nossos triunfais cortejos, das
nossas ultrapassadas e piedosas devoções, dos nossos comodismos,
tradicionalismos e legalismos.
Os que ouvem o grito de Bartimeu
e o conduzem a Cristo são, nos dias de hoje, os cristãos sensíveis aos gritos
de quem procura a luz e se dedicam à escuta dos problemas dos irmãos em
dificuldade tendo sempre palavras de estímulo e de esperança.
E, como Bartimeu,
aqueles que estão sentados, depois de
encontrarem Jesus, sabem que têm de se levantar e pôr a caminho de encontro à
vida que, como a de Jesus, não é nada fácil, cómoda ou privilegiada. Tal
caminho é muito espinhoso, pois obriga a rever velhos costumes, põe em causa o
modo de viver a vida, o tempo de que dispomos e os próprios bens que possuímos.
Como os que naquele dia seguiam Jesus, o que
devemos fazer para ter a certeza de que não nos estamos a enganar neste seguimento?
Verificando a nossa sensibilidade relativamente
aos pobres, aos «cegos» que gritam ao longo do caminho pedindo a nossa ajuda.
Se nos incomodam e nós preferimos ignorá-los, se os mandamos calar, se
alimentamos projectos mais espirituais, que julgamos mais elevados e se achamos
que aquilo que estamos a fazer é muito mais importante do que parar para
escutar, compreender e comunicar a alegria e a paz de Cristo, então, ainda
somos cegos.
Jesus,
companheiro de viagem
A grande consolação
para os que, depois de terem sido iluminados por Cristo, seguem o Mestre ao
longo do caminho é que Ele é o companheiro de viagem que sabe compreender todas
as fraquezas. É Ele que nos conduz, mesmo quando nos sentimos como os
israelitas apontados na primeira leitura: coxos, incapazes de nos movermos e
cegos, porque não conseguimos ver o caminho do Senhor.
A libertação da nossa
fraqueza não depende apenas de nós. Se tivéssemos de contar apenas com as
nossas forças, poderíamos ter razão para desanimar. Mas, e é o profeta que nos
recorda, Deus cuida sobretudo dos que não conseguem caminhar sozinhos.
Recordemo-nos que o
caminho iniciado no baptismo é empenhativo, mas
fundamento de muitas alegrias. Procuremos ser optimistas, olhemos também para o
regozijo e sucessos, e não apenas para as dificuldades e erros que cometemos.
Saibamos ter Jesus como companheiro de viagem e sigámo-l’O
em lealdade e com toda a confiança e assim conseguiremos sair da cegueira em
que, possivelmente, estejamos embrenhados.
Oração Universal
Irmãos,
oremos a Deus nosso Pai
com toda a confiança,
movidos pela acção do Espírito
e pela luz de Cristo, nosso salvador, rogando:
Senhor, nossa luz
e salvação, ouvi-nos
1. Pelo Papa, Bispos, Presbíteros e Diáconos,
para que, fiéis ao ensinamento de Cristo,
sejam fortes no auxílio aos mais desventurados,
oremos, irmãos.
2. Pelos animadores das nossas comunidades,
para que se deixem guiar pela luz de Cristo
e
não segundo o pensamento dos homens,
oremos, irmãos.
3. Por todos os governantes,
para que não esqueçam
que Jesus é a luz das nações e que,
iluminados por tal luz,
consigam ter gestos de justiça, de compreensão e de
paz,
oremos, irmãos.
4. Por todos os cristãos,
para que, pelas suas atitudes,
sejam esperança, concórdia e desapego
nesta sociedade cega pela competitividade,
oremos, irmãos.
5. Pelos membros empenhados da nossa comunidade,
para que não sejam cegos no seguimento a Cristo
e, por isso, saibam mostrar compreensão, benevolência
e indulgência,
no auxílio a todos aqueles que precisam,
oremos, irmãos.
6. Para que cada um de nós
consiga erradicar de si mesmo
a cegueira do tradicionalismo, legalismo e
egoísmo,
transformando-os em sinais concretos de amor pelos outros,
oremos, irmãos.
Senhor nosso Deus e
nosso Pai, dai a cada homem um coração
que se deixe conduzir pelo Espírito de luz, e
que acolha, com alegria, e sem cegueira
a Boa Nova anunciada pelo vosso Filho. Ele que
é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia
Eucarística
Cântico
do ofertório:
Oração
sobre as oblatas: Olhai, Senhor,
para os dons que Vos apresentamos e fazei que a celebração destes mistérios dê
glória ao vosso nome. Por Nosso Senhor...
Santo: «Da
Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51
Monição da Comunhão
Saibamos deitar fora
a capa, como fez Bartimeu, símbolo da renúncia a velhos hábitos e procedimentos contrários à
opção de quem foi iluminado por Cristo, e corramos ao encontro de Jesus que,
pela comunhão do seu Corpo e Sangue, nos anima ao desprendimento completo,
resoluto e fundamental, da condição de «cegueira» em que, porventura, tenhamos
vivido até ao momento.
Cântico
da Comunhão: Dou-vos um mandamento novo, F.
Silva, NRMS 71-72
cf. Sl 19, 6
Antífona
da Comunhão: Celebramos, Senhor,
a vossa salvação e glorificamos o vosso santo nome.
Ou:
Ef 5, 2
Cristo amou-nos e deu
a vida por nós, oferecendo-Se em sacrifício agradável
a Deus.
Cântico
de acção de graças: Louvarei para sempre, M. Simões,
NRMS 2 (II)
Oração
depois da Comunhão: Fazei,
Senhor, que os vossos sacramentos realizem em nós o que significam, para
alcançarmos um dia em plenitude o que celebramos nestes santos mistérios. Por
Nosso Senhor...
Ritos Finais
Monição final
Aprendamos a fazer
uma verdadeira profissão de fé acreditando que Jesus nos pode abrir os olhos, a
fim de podermos prosseguir o nosso caminho rumo à aquisição de novos hábitos,
comportamentos e amizades, sabendo pôr em causa a apatia da nossa existência
quotidiana, de tal modo que esta se harmonize com a Palavra e vivência de
Jesus, nosso Mestre e nossa luz.
Cântico
final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da
Silva, NRMS 90-91
Homilias Feriais
30ª SEMANA
2ª feira, 30-X: Ajuda para elevar o olhar para Deus
Ef. 4, 32- 5, 8 / Lc. 13, 10-17
Apareceu
então uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos:
andava curvada.
Esta mulher que andava
curvada (cf. Ev.) é o símbolo daqueles que não conseguem levantar os olhos do chão
e olhar para cima, para contemplar a Deus.
Cristo quer ajudar-nos a levantar: «entregou-se a si mesmo por nós,
oferecendo-se como vítima agradável a Deus» (Leit.).
Deste modo nos libertou das escravidões e nos tornou filhos de Deus, fez-nos
participantes da natureza divina e da vida eterna. É altura de nos comportarmos
como verdadeiros filhos de Deus: «agora sois luz pela união com o Senhor.
Comportai-vos como filhos da luz» (Leit.).
3ª feira, 31-X: O fermento na vida familiar.
Ef. 5, 21-33 / Lc. 13, 18-21
(O
Reino de Deus) é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e meteu em três
medidas de farinha.
Todos somos enviados
por Deus para sermos o fermento que
faz crescer o amor de Deus no ambiente que nos rodeia. Esta força do fermento provém da união com Cristo.
De um modo particular,
poderíamos ver como se pode ser melhor fermento
na vida familiar (cf. Leit.). O modelo que nos é
apresentado é o amor com que Cristo amou a Igreja: «Ele entregou-se à morte por
ela, a fim de a santificar» (Leit.). Cada dia há
oportunidade de os esposos se entregarem mais: na ajuda mútua, no carinho, na
amabilidade, etc.
Celebração e Homilia: António
Elísio Portela
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilias Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: