Comemoração
de Todos os Fiéis Defuntos
1ª
Missa
2 de Novembro de 2006
RITOS INICIAIS
Cântico
de entrada: Felizes os mortos, F. dos Santos,
NRMS 19-20
cf. 1 Tess 4, 14; 1 Cor
15, 22
Antífona
de entrada: Assim como Jesus
morreu e ressuscitou, também aos que morrem em Jesus, Deus os levará com Ele à
sua glória. Se em Adão todos morreram, em Cristo todos voltarão à vida.
Introdução ao
espírito da Celebração
Celebrámos ontem a
festa do Céu, a vitória final de tantos irmãos nossos que gozam já da visão de
Deus.
Hoje celebramos os
que vivem a alegria da salvação já assegurada mas ainda não possuída, por terem
ainda de purificar-se. Queremos ajudá-los com os nossos sufrágios a atingir
mais depressa a meta desejada.
Oração
colecta: Deus, Pai de
misericórdia, escutai benignamente as nossas orações,
para que, ao confessarmos a fé na ressurreição do vosso Filho, se confirme em
nós a esperança da ressurreição dos vossos servos. Por Nosso Senhor...
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: O santo
Job proclama a sua fé em Deus e na certeza da ressurreição. Aí havemos de
fundamentar também nós a nossa esperança.
Job
19, 1.23-27a
1Job tomou a palavra e disse: 23«Quem
dera que as minhas palavras fossem escritas num livro, ou gravadas em bronze 24com
estilete de ferro, ou esculpidas em pedra para sempre! 25Eu sei que
o meu Redentor está vivo e no último dia Se levantará sobre a terra. 26Revestido
da minha pele, estarei de pé na minha carne verei a Deus. 27aEu próprio
O verei, meus olhos O hão-de contemplar».
Este pequeno trecho é um dos mais citados pela tradição cristã; corresponde à resposta de Job às acusações dos seus amigos; é um hino de esperança e confiança em Deus no meio do seu atroz sofrimento, um hino que fica bem realçado, ao dizer: «palavras escritas… esculpidas em pedra para sempre».
25 «E no último dia Se levantará sobre a terra». Esta última reformulação da tradução litúrgica – que antes já tinha abandonado o texto latino da Vulgata para se cingir ao texto hebraico massorético – parece ter querido recuperar um sentido escatológico (o da ressurreição final), ao não referir o adjectivo «último» a Deus, mas sim a «dia» (substantivo que não aparece no hebraico, mas que S. Jerónimo subentendeu). No entanto, o verbo «Se levantará» (que S. Jerónimo traduziu na 1ª pessoa, referindo-o a Job) segue o texto hebraico.
26 «Na minha carne verei a Deus». O texto massorético significa que, ainda nesta vida (com a minha carne já curada) hei-de sentir a sua protecção, o seu amor e bondade (é este o sentido corrente no A. T. de «ver a Deus»). A verdade é que a nova tradução litúrgica, baseada na pauta da Neovulgata, quis manter o sentido escatológico do texto, de acordo com o antigo uso do texto na Liturgia dos defuntos. De facto, quando o justo que sofre (Job), haverá de ver plenamente a Deus com a sua carne, será na Ressurreição (ainda que a doutrina da ressurreição não apareça no livro de Job e seja algo ao arrepio desta obra). A Vulgata de S. Jerónimo tinha uma tradução que hoje nenhum crítico segue: «Eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia eu hei-de ressuscitar da terra e serei novamente revestido da minha pele e com a minha própria carne verei o meu Deus». A verdade, porém, é que estamos diante duma passagem que oferece bastantes dificuldades para a reconstituição do texto original e a Neovulgata optou por um texto aberto a um sentido escatológico, semelhante ao da tradução litúrgica que temos.
Salmo Responsorial Sl 26 (27), 1.4.7 e 8b e 9a.13-14 (R. 1a ou 13)
Monição: O salmo
canta a nossa esperança. Queremos habitar na casa do Senhor, ansiamos
contemplar o Seu rosto.
Refrão: Espero
contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Ou: O Senhor é a minha luz e a minha salvação.
O Senhor é minha luz e
salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é o protector
da minha vida:
de quem hei-de ter medo?
Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha
vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.
Ouvi, Senhor, a voz da
minha súplica,
tende compaixão de mim e atendei-me.
A vossa face, Senhor,
eu procuro:
não escondais de mim o vosso rosto.
Espero vir a
contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia
no Senhor.
Segunda Leitura
Monição: A nossa vida só tem sentido numa perspectiva
de eternidade. Procuremos as coisas que valem a pena.
2 Coríntios 4, 14-18 – 5, 1
14Como sabemos,
irmãos, Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com
Jesus e nos levará convosco para junto d’Ele. 15Tudo isto é por
vossa causa, para que uma graça mais abundante multiplique as acções de graças
de um maior número de cristãos para glória de Deus. 16Por isso, não desanimamos. Ainda que em nós o homem exterior se vá
arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia
para dia. 17Porque a ligeira aflição dum momento prepara-nos, para
além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória. 18Não
olhamos para as coisas visíveis, olhamos para as invisíveis: as coisas visíveis
são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas. 5, 1Bem
sabemos que, se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita,
recebemos nos Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não é feita pela
mão dos homens.
A leitura é de uma grande riqueza doutrinal e projecta a luz da fé sobre o mistério da morte, um mistério a que ninguém pode fechar os olhos, sobretudo na comemoração do dia de hoje. A esperança da ressurreição e da glória do Céu, que animava o Apóstolo Paulo, é a mesma que nos anima a nós.
16 «Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia». A antítese «homem exterior» «homem interior» visa a oposta dualidade da antropologia teológica paulina, mais do que a dualidade da antropologia filosófica grega, embora sem prescindir dela. O homem exterior é o ser humano considerado na sua mortalidade, votado à ruína e decomposição física (cf. v. 7: um frágil «vaso de barro»), em contraste com o homem interior, que aqui, mais do que a imortalidade da filosofia grega (a athanasía: cf. 1 Cor 15, 53-54; 1 Tim 6, 16), parece indicar a vitalidade sobrenatural imperecível infundida no Baptismo, um princípio de santificação que possibilita que o homem regenerado se vá renovando de dia para dia, identificando-se cada vez mais com Cristo ressuscitado. A vida dos santos demonstra esta afirmação paulina: à medida que os seus corpos se vão consumindo por sofrimentos e penitências corporais, renova-se a sua juventude de alma, a sua alegria. A propósito destas noções, temos que reconhecer que Paulo não utiliza nos seus escritos um modelo antropológico único; com efeito, embora a sua formação seja radicalmente hebraica, ele, ao dirigir-se ao mundo helenístico, também se serve de categorias do pensamento filosófico grego corrente. Daqui provém, às vezes, alguma dificuldade de interpretação dos seus textos, cuja antropologia não se pode absolutizar.
5, 1 «Tenda... morada terrestre...» Tenda (skênos), designa no mundo grego o corpo, como invólucro da alma, uma alusão ao carácter provisório da nossa morada terrestre, em contraposição com o corpo já ressuscitado e glorioso, à maneiro do de Cristo. Que Paulo admite uma escatologia individual e intermédia, distinta da ressurreição final, é uma coisa que fica bem clara neste mesmo capítulo 5 da 2ª aos Coríntios «preferimos exilar-nos do corpo para ir morar junto de Cristo» (cf. Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé em 17-5-79; ver texto em CL, ano C (1979-80), n.º 11/12, pp. 1698-1700).
Aclamação ao
Evangelho Mt 11, 25
Monição A morte
não deve assustar-nos. Porque é ir ao encontro do Senhor que nos ama. Junto d'Ele terminam as preocupações da vida e encontramos a
plenitude da alegria.
Aleluia
Cântico: Aclamação-
Bendito sejais, ó Pai,
Senhor do céu e da terra,
porque revelastes aos pequeninos os mistérios do
reino.
Evangelho
São Mateus 11, 25-30
25Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo,
ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e
inteligentes e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo
Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece
o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde
a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e
humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque
o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
A leitura é uma das mais belas orações de Jesus que aparecem nos Evangelhos, um hino de louvor e de acção de graças, que também aparece em Lc 10, 21-24.
25-27 «Sábios e inteligentes» (prudentes) são os sábios orgulhosos, que confiam apenas na sua sabedoria; auto-suficientes, julgam poder salvar-se com os seus próprios recursos de inteligência e poder. Os «pequeninos» são os humildes, abertos à fé, capazes de visão sobrenatural. A revelação divina só pode ser aceite e captada pela fé. Uma ciência soberba impede de aceitar a loucura divina da Cruz (cf. 1 Cor 1, 19-31). Jesus reivindica para Si um conhecimento do Pai (Deus) perfeitamente idêntico ao conhecimento que o Pai tem do Filho (Jesus), e isto porque Ele, e só Ele, é o Filho, igual ao Pai, Deus com o Pai.
28-30 Palavras estas maravilhosas, que nos patenteiam os sentimentos do Coração de Cristo. O povo andava «cansado e oprimido» com as minuciosas exigências da lei antiga e das tradições que os fariseus e doutores da lei impunham com todo o rigorismo do seu frio e insuportável legalismo que oprimia a liberdade interior e roubava a paz ao coração. Jesus não nos dispensa de levar o seu «jugo» e a sua «carga», mas não quer que nos oprima, pois quer que O sigamos por amor, e «para quem ama é suave; pesado, só para quem não ama» (Santo Agostinho, Sermão 30, 10). O mesmo Santo Agostinho comenta esta passagem: «qualquer outra carga te oprime e te incomoda, mas a carga de Cristo alivia-te do peso. Qualquer outra carga tem peso, mas a de Cristo tem asas. Se a uma ave lhe tirares as asas, parece que a alivias do peso, mas, quanto mais lhas tirares, mais esta pesa; restitui-lhe o peso das suas asas, e verás como voa» (Sermão 126, 12).
Sugestões para a
homilia
Na minha carne verei a
Deus
Vinde a Mim todos os
que andais sobrecarregados
Uma acção muito digna
e nobre
Na
minha carne verei a Deus
Celebrámos ontem a
Festa de Todos os Santos – a festa do Céu. Hoje lembramos os nossos familiares
e amigos que morreram e se encontram no Purgatório, com a certeza já de irem
para o Céu.
Ali não entrará nada
manchado – diz a Bíblia (Cfr Ap.21, 26). Se alguém fosse a um jantar de cerimónia com manchas na
roupa estaria incomodado todo o tempo do banquete. E procuraria, quanto antes,
tirar essas nódoas mesmo pequenas.
No Céu não podemos
estar incomodados mas totalmente felizes. Por isso as próprias almas que morrem
em graça e dão conta de alguma falta por limpar vão tratar de o fazer nesse
lugar de purificação a que chamamos Purgatório.
Em Fátima na primeira
aparição, Lúcia perguntava a Nossa Senhora por duas das suas amigas que haviam
morrido há pouco tempo:
– «A Ana das Neves já
está no Céu?
Ela respondeu-lhe:
– Sim está.
– E a Amélia?
– Estará no
Purgatório até ao fim do mundo» (Memórias
I, Fátima 1987, p.158).
Estes dias são para
nós ocasião de avivar a nossa fé nas verdades eternas, que Jesus nos revelou e
que a Santa Igreja continua a recordar-nos e que hão-de dar sentido à nossa
vida. Estariam perdidos os ciclistas da Volta a Portugal se não pensassem na
meta.
Parecem incómodas
para muitos, nestes tempos, porque são cobardes e não querem corrigir o que
está mal em suas vidas. Preferem viver de olhos fechados e enganarem-se a si
próprios. Para nós que temos fé são motivo de esperança e de alegria, mesmo nas
contrariedades da vida ou no luto pela partida dos nossos entes queridos.
Vinde
a Mim todos os que andais sobrecarregados
Devemos preparar a nossa
própria morte, vivendo sempre na graça de Deus. O Senhor diz-nos no Evangelho:
«Vinde a Mim vós todos que andais
cansados e aflitos e Eu vos aliviarei». Ele é o nosso amigo que nos
acompanha pelos caminhos da vida, que nos ilumina com a Sua doutrina, que nos
aponta o caminho seguro e que nos dá a Sua graça e a Sua amizade em todo o
momento. Ele disse: «Eu sou o caminho, a
verdade e a vida: Ninguém vai ao Pai senão por Mim» (Jo 14, 6 ).
Temos obrigação de
ajudar a todos, por razões de caridade, a encontrar este caminho e a chegarem
um dia ao céu.Com os pais e familiares temos uma obrigação mais forte, que é,
muitas vezes, um dever de justiça.
E não podemos ser
descuidados e cobardes. Há pessoas que morrem sem alguém que lhes lembre os
sacramentos, que avise o sacerdote para ir visitá-lo. Alguns têm a ideia tola e
antiquada que podem assustar o doente e fazer-lhe mal. Passa-se o contrário. A
confissão e a comunhão são conforto para a alma e também para o corpo. Jesus
deixou a Santa Unção para ajudar também no corpo.
S. Tiago diz na
Bíblia: «Está entre vós algum enfermo?
Chame os presbíteros da Igreja e estes façam orações sobre ele, ungindo-o com
óleo em nome do Senhor: a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará;
se estiver com pecados ser-lhe-ão perdoados» (Tg 5, 14-15).
Temos de falar aos
doentes dos sacramentos, da ajuda maravilhosa que Jesus lhes dá. Devemos
falar-lhes do Céu com clareza e carinho, animando-os a aceitar os sofrimentos
com alegria e a oferecer a Deus a própria vida.
Devemos além disso
ajudar os pais e familiares a deixarem as coisas bem ordenadas, para o caso de
o Senhor os chamar: testamentos, dívidas por pagar, promessas por cumprir,
obras de caridade a acautelar.
Os filhos e herdeiros
têm o dever de justiça de ajudar os idosos e doentes. Na alma e no corpo.
Sabendo sacrificar-se generosamente por eles. Além do dever cumprido, estão a
fazer a Jesus essas obras de amor. «Tive
fome e deste-Me de comer, tive sede e deste-Me de beber… – Quando Te vimos com fome ou com sede…e
Te fizemos isso? – Quando o fizestes ao mais pequeno dos meus irmãos a Mim o
fizestes» (Mt
25,34-41)
Uma
acção muito digna e nobre
Depois da morte temos
outros deveres a cumprir para com os nossos entes queridos. Em primeiro lugar
rezar por eles. Numa das leituras deste dia fala-se de Judas Macabeu, um grande general que procurou sufragar as almas
dos seus soldados mortos em combate, em defesa da religião. E diz esse livro da
Bíblia que era um santo e piedoso pensamento. Este ajudar as almas dos que
morreram proclama não só a fé na vida eterna e na ressurreição, mas também na
existência dum lugar de purificação para além da morte e na possibilidade de
ajudar os que ali se encontram.
A Igreja reafirmou em
muitas ocasiões estas verdades e a história fala–nos do
costume dos primeiros cristãos de sufragarem os seus defuntos. No Vaticano II
lembrou: «Reconhecendo claramente esta comunicação de todo o Corpo Místico de
Cristo, a Igreja dos que ainda peregrinam, cultivou com muita piedade desde os
primeiros tempos do Cristianismo a memória dos defuntos e, 'porque é coisa santa e salutar rezar pelos mortos, para que sejam absolvidos
de seus pecados' (2 Mac.12, 46), por eles
ofereceu também sufrágios» (LG 50).
Santo Agostinho conta
no livro das Confissões que a mãe,
Santa Mónica lhes pedia a ele e seu irmão para não estarem a fazer grandes
despesas com o seu funeral, mas para a lembrarem junto do altar de Deus. É uma
lição bem actual. Hoje gasta-se muito dinheiro
Orar pelos mortos é
uma das obras de misericórdia. E além da caridade que cultivamos, avivamos
também a nossa esperança, que é certeza de chegar ao Céu e de nos encontrarmos
de novo com aqueles que amamos.
Que a Virgem nos
ajude a crescer na esperança, que vem da fé e na caridade para com os que já
partiram.
Fala o Santo Padre
«A Igreja exortou
sempre a rezar pelos defuntos.»
Caríssimos Irmãos e Irmãs
1. Depois de termos
celebrado ontem a Solenidade de Todos os Santos, hoje, 2 de Novembro, o nosso
olhar orante dirige-se para aqueles que deixaram este
mundo e esperam chegar à Pátria celeste. A Igreja exortou sempre a rezar pelos
defuntos. Ela convida os fiéis a ver o mistério da morte não como a última
palavra do destino humano, mas como a passagem para a vida eterna. «Enquanto se
desfaz a morada deste exílio terreno lemos no prefácio de hoje é preparada uma
habitação eterna no Céu».
2. É importante e necessário
rezar pelos defuntos, pois, mesmo se mortos na graça e na amizade de Deus,
talvez eles precisem ainda de uma última purificação para entrar na alegria do
Céu (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1030). O sufrágio por eles
expressa-se de vários modos, entre os quais também a visita aos cemitérios.
Estar nesses lugares sagrados constitui uma ocasião propícia para reflectir
sobre o sentido da vida eterna e para alimentar, ao mesmo tempo, a esperança na
felicidade eterna do Paraíso.
Maria, Porta do céu,
nos ajude a não nos esquecermos nem perdermos de vista a Pátria celeste, meta
última da nossa peregrinação aqui na Terra.
João Paulo II, Angelus, Vaticano, 2 de Novembro de 2003
Oração Universal
Unidos a Jesus, no
Corpo Místico,
podemos fazer chegar a nossa ajuda a todos
os que estão unidos a Ele pela graça,
no mistério da comunhão dos santos.
Vamos pedir hoje de
modo especial pelos nossos irmãos que morreram:
1. Pela Santa Igreja de Deus,
para que renove em todos os seus filhos
a
fé e a esperança da vida eterna,
oremos ao
Senhor.
2. Pelo Santo Padre,
para que todos escutem a sua palavra,
que alerta para os valores fundamentais da vida,
oremos ao
Senhor.
3. Pelos bispos e sacerdotes,
para que não descuidem a pregação das verdades eternas,
que dão sentido à vida neste mundo,
oremos ao
Senhor.
4. Por todos os cristãos,
para que lutem mais a sério pela santidade,
aproveitando bem a sua vida de cada dia,
oremos ao
Senhor.
5. Para que saibamos ajudar os nossos familiares
e amigos
na velhice e na sua caminhada par o céu,
oremos ao
Senhor.
6. Por todos os que se encontram no Purgatório,
em especial por aqueles que mais nos ajudaram neste mundo,
para que o Senhor os purifique e lhes conceda a felicidade do Céu,
oremos ao
Senhor.
7. Para que em todos os cristãos
aumente a devoção às almas benditas do Purgatório,
que carecem da nossa ajuda e nos podem ajudar também,
oremos ao
Senhor
Senhor, que nos
chamastes à vida nova em Cristo,
aumentai em nós a fé e o amor,
para que levemos uma vida de santidade
e cheguemos todos à glória do Céu.
Por N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco
vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Liturgia
Eucarística
Cântico
do ofertório: Queremos ver transformados, Az.
Oliveira, NRMS 17
Oração
sobre as oblatas: Aceitai com
bondade, Senhor, as nossas ofertas e fazei que os vossos fiéis defuntos sejam
recebidos na glória do vosso Filho, a quem nos unimos neste sacramento de amor.
Por Nosso Senhor...
Prefácio dos
Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513
Santo: Santo
II, H. Faria, NRMS 103-104
Monição da Comunhão
Unidos a Cristo na
comunhão, ficamos mais unidos a todas as almas do Purgatório e poderemos
fazer-lhes chegar mais eficazmente a nossa ajuda.
Cântico
da Comunhão: Felizes os convidados, M. Luís,
NRMS 4
Jo 11, 25-26
Antífona
da Comunhão: Eu sou a
ressurreição e a vida, diz o Senhor. Quem crê em Mim, ainda que tenha morrido,
viverá. Quem vive e crê em Mim viverá para sempre.
Cântico
de acção de graças: Os justos viverão eternamente, M.
Faria, NRMS 36
Oração
depois da Comunhão: Concedei,
Senhor, que os vossos servos defuntos por quem celebrámos o mistério pascal, sejam conduzidos à vossa morada de luz e de paz. Por Nosso
Senhor...
Ritos Finais
Monição final
Jesus animou-nos com
a luz da fé. Recordando os nossos mortos, avivamos também a nossa esperança de
os encontrarmos um dia na alegria de Deus.
Cântico
final: Jerusalém do alto, M. Faria, NRMS 3
(I)
Celebração e Homilia: Celestino
Correia Ferreira
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Sugestão Musical: