Comemoração
de Todos os Fiéis Defuntos
2ª
Missa
2 de Novembro de 2006
RITOS INICIAIS
Cântico
de entrada: Nós te rogamos, Senhor, M. Luís,
NRMS 19-20
cf. Esdr 2, 34-35
Antífona
de entrada: Dai-lhes, Senhor, o
eterno descanso, nos esplendores da luz perpétua.
Introdução ao
espírito da Celebração
Nós cristãos, quando
vamos ao cemitério, não ficamos a olhar para a terra.
Olhamos para o céu. O Senhor convida-nos a avivar a nossa fé e a nossa
caridade.
Oração
colecta: Senhor, glória dos fiéis
e vida dos justos, que nos salvastes pela morte e ressurreição do vosso Filho,
acolhei com bondade os vossos fiéis defuntos, de modo que, tendo eles
acreditado no mistério da ressurreição, mereçam alcançar as alegrias da
bem-aventurança eterna. Por Nosso Senhor...
Liturgia da
Palavra
Primeira Leitura
Monição: O livro
dos Macabeus fala-nos da fé do povo de Israel na
ressurreição e purificação das almas para além da morte e como podemos
ajudá-las com a nossa oração.
(N. B. — Há outras possibilidades
de leituras para esta Missa)
2 Macabeus 12, 43-46
Naqueles dias, 43Judas
Macabeu fez uma colecta entre os seus homens de cerca
de duas mil dracmas de prata e enviou-as a Jerusalém, para que se oferecesse um
sacrifício de expiação pelos pecados dos que tinham morrido, praticando assim
uma acção muito digna e nobre, inspirada na esperança da ressurreição. 44Porque,
se ele não esperasse que os que tinham morrido haviam de ressuscitar, teria
sido em vão e supérfluo orar pelos mortos. 45Além disso, pensava na
magnífica recompensa que está reservada àqueles que morrem piedosamente. Era um
santo e piedoso pensamento. Por isso é que ele mandou oferecer um sacrifício de
expiação pelos mortos, para que fossem libertos do seu pecado.
Judas Macabeu é o grande herói tanto do 1º como do 2º livro dos Macabeus;
seguiu o seu pai Matatias na resistência contra a
helenização pagã do povo de Israel, tendo chegado, em
46 «Um santo e piedoso pensamento». O sacrifício que Judas manda oferecer revela a fé numa vida além-túmulo; a aprovação formal do hagiógrafo deixa-nos ver como a oração pelos defuntos que têm faltas a expiar (aqueles soldados mortos no campo de batalha conservavam despojos que tinham sido ofertas aos ídolos, o que era proibido pela Lei) é uma coisa que lhes aproveita. Daqui se deduz a existência do Purgatório, uma fase de expiação de pecados que não impedem a salvação eterna, mas, de alguma maneira, a atrasam (falando em linguagem humana de uma realidade transcendente). É sobretudo a Tradição, a vida e Magistério da Igreja que esclarecem esta doutrina revelada por Deus.
Salmo Responsorial Sl 102 (103), 8 e 10.13-14.15-16.17-18 (R. 8a ou Sl 36(37), 39a)
Monição: O salmo
canta a misericórdia de Deus e lembra-nos também a brevidade da nossa vida na
terra.
Refrão: O
Senhor é clemente e cheio de compaixão.
Ou: A salvação dos justos vem do Senhor.
O Senhor é clemente e
compassivo,
paciente e cheio de bondade.
Não nos tratou segundo
os nossos pecados,
nem nos castigou segundo as nossas culpas.
Como um pai se
compadece dos seus filhos,
assim o Senhor Se compadece dos que O temem.
Ele sabe de que somos
formados
e não Se esquece que somos pó da terra.
Os dias do homem são
como o feno:
ele desabrocha como a flor do campo
mal sopra o vento desaparece
e não mais se conhece o seu lugar.
A bondade do Senhor
permanece eternamente
sobre aqueles que O temem
e a sua justiça sobre os filhos dos seus
filhos,
sobre aqueles que guardam a sua aliança
e se lembram de cumprir os seus preceitos.
Aclamação ao
Evangelho Jo 11, 25a.26
Monição Jesus
virá no final dos tempos e fará que todos ressuscitem. Ele mostrou o seu poder
sobre a morte, ressuscitando o jovem de Naim.
Aleluia
Cântico: Aclamação
–
Eu sou a ressurreição
e a vida, diz o Senhor.
Quem acredita em Mim
nunca morrerá.
Evangelho
São Lucas 7, 11-17
Naquele tempo, 11dirigia-Se
Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os
seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da
cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva.
Vinha com ela muita gente da cidade. 13Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». 14Jesus
aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o
transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». 15O
morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. 16Todos
se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós
um grande profeta; Deus visitou o seu povo». 17E a fama deste
acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.
1 «Naim».
Como também hoje, não seria propriamente uma cidade, mas uma pequena
aldeia a uns
15 «E Jesus entregou-o à mãe». Santo Agostinho comenta: «Esta mãe viúva alegra-se com o filho ressuscitado. Diariamente se alegra a Mãe Igreja com os homens que ressuscitam na sua alma. Aquele estava morto quanto ao corpo; estes, quanto ao seu espírito. Aquela morte visível chora-se visivelmente; a morte invisível destes nem se chora nem se vê. Anda à busca destes mortos Aquele que os conhece, Aquele que pode fazê-los voltar à vida» (Sermão 98, 2). O mesmo Santo afirma que é um maior milagre a conversão dum pecador do que a ressurreição dum morto, embora seja menos espectacular.
Sugestões para a
homilia
(ver 1ª missa)
Oração Universal
(ver 1ª missa)
Liturgia
Eucarística
Cântico
do ofertório: A hóstia branca do nosso altar, M.
Faria, NRMS 3 (I)
Oração
sobre as oblatas: Deus de bondade infinita, que purificastes na água do Baptismo os
vossos servos defuntos, purificai-os também agora no Sangue de Cristo,
por este sacrifício de reconciliação. Por Nosso Senhor...
Prefácio dos
Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513
Santo: M. Luis, NCT 297
Monição da Comunhão
Se estamos unidos a Jesus, podemos, através d'Ele
no Corpo Místico, fazer chegar a nossa ajuda a todos os outros membros.
Cântico
da Comunhão: Eu sou o pão vivo, C. Silva, NRMS
36
cf. Esdr 2, 35.34
Antífona
da Comunhão: V. Brilhe para eles
a luz perpétua. R. Vivam para sempre com os vossos Santos, porque Vós sois bom, Senhor. V. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno,
nos esplendores da luz perpétua. R. Vivam para sempre com os vossos Santos,
porque Vós sois bom, Senhor.
Oração
depois da Comunhão: Ao
recebermos o sacramento do vosso Filho, que por nós foi imolado e ressuscitou
glorioso, humildemente Vos suplicamos, Senhor, pelos vossos fiéis defuntos,
para que, purificados pelo mistério pascal, alcancem a glória da ressurreição
futura. Por Nosso Senhor...
Ritos Finais
Monição final
Jesus falou-nos para
avivar a nossa fé e a nossa esperança e também a nossa caridade para com os
irmãos que já partiram.
Cântico
final: Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno,
B. Salgado, NRMS 19-20
Celebração e Homilia: Celestino
Correia Ferreira
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Sugestão Musical: