OS BONS LIVROS, NOSSOS AMIGOS

APRESENTAÇÃO DE LIVROS

CELEBRAÇÃO LITÚRGICA

 

Luigi Giussani, Educar é um risco, trad. port. de Madalena Maymone Maris e Luis Margarido Correia, Ed.. Diel, L.da, Lisboa, 2006, 136 pgs, em 200x130.

 

Luigi Giussani (Mons) é o Fundador do Movimento Comunhão e Libertação e partiu ao encontro de Deus há poucos meses. Recebeu um carisma peculiar, como se escreve na apresentação deste livro: solicitar dos seus ouvintes e leitores uma decisão, lançar um convite a que cada um procure conceber toda a sua vida como um encontro com Jesus Cristo na Igreja de hoje.

Educar é um risco trata deste ministério fundamental à luz deste carisma. Para o conseguir, lembra-nos uma série de preocupações a ter em conta: educar o coração do homem, tal como Deus o criou; propor adequadamente o passado; realidade e juventude; o passado só pode ser proposto aos jovens dentro de uma vivência presente; a verdadeira educação deve ser uma educação para a crítica.

O pensamento do Autor desenvolve-se em Educar é um risco ao longo de três capítulos, precedidos de uns princípios introdutórios.

Os capítulos são: Dinâmica e factores do acontecimento educativo; Crise e dialogo; Estrutura da experiência.

O tema da educação preocupa hoje todas as pessoas de boa vontade, e encontra pela frente uma série de obstáculos nem sempre fáceis de vencer.

O livro Educar é um risco, de Luigi Giussani, vem oferecer-nos um valioso contributo para esta missão educativa.

Estamos, pois, diante de um pequeno-grande livro que se lê sem pressa, mas com um interesse crescente.

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Miguel-Ángel Marti Garcia, Maturidade. Dar às coisas a importância que elas têm, trad. port. de Maria e Albuquerque, Ed. Diel, L.da, Lisboa, 2004, 780 pgs, em 145x100.

 

A maturidade humana, ou mais exactamente, a sua falta é um problema gritante dos nossos dias. As pessoas têm conhecimentos mais alargados do que noutras épocas, para experimentam, ao mesmo tempo, uma incapacidade grande em comprometer-se com seriedade para toda a vida. Esta "doença" nota-se em todas as vocações, com incidência peculiar no matrimónio e na vida consagrada.

Miguel-Ángel Martí García é catedrático de Filosofia e preocupa-se – como nas duas obras anteriores (duas novelas) – em fazer uma análise sobre a autenticidade do homem.

Neste livro de bolso, entende a maturidade como Dar às coisas a importância que elas têm, e desenvolve este pensamento ao longo de pequenas reflexões: Autocrítica; Desorientação; Ambição; Auto-estima; Aceitar-se; A construção da própria identidade; Serenidade; Respeito por si mesmo; Capacidade de projecto; Auto-educação; Os silêncios, etc.

Estes temas despertam, por si sós, a nossa curiosidade de penetrar num tema tão importante.

Encontramo-nos perante um livro a não perder de vista.

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Gonzalo Lobo Méndez, Deus uno e Trino, Manual de iniciação, trad. port. de Ana Maria Coimbra Gonçalves, Ed.Diel, L.da, Lisboa, 206, 300 pgs, em 200x125.

 

Deus uno e Trino, Manual de iniciação, de Gonzalo Lobo Méndez é mais um volume da preciosa colecção Biblioteca de iniciação teológica, que vem sendo publicada pela editorial de Diel.

Respondendo a duas dificuldades de hoje — a ignorância religiosa e a falta de tempo – a Diel tem conseguido publicar livros não muito volumosos e que não abdicam da profundidade com que tratam cada tema.

Em Deus uno e Trino, Manual de iniciação, o autor expõe em dez capítulos a doutrina sobre este tema: A existência de um Deus que revela (I); Unicidade e transcendência de Deus (II); O Deus vivo da Aliança (III); A Trindade no Novo Testamento (IV); Para uma formulação dogmática da fé trinitária (V); As processões divinas (VI); As relações divinas (VII); As Pessoas divinas (VIII); Propriedades e missões (IX); Da Trindade Económica à Trindade imanente (X).

Esta obra vem ainda enriquecida com uma Bibliografia com os seguintes apartados: Magistério da Igreja; Padres da Igreja; Manuais e Monografias; Outras leituras.

Que bom seria se cada pessoa que deseja viver a sua fé de um modo esclarecido, se fosse enriquecendo com esta colecção! Títulos já publicados: Juan Francisco Pozo: Vida em Graça (1); António Orozco: Mãe de Deus e nossa Mãe (2); Dominique Le Tourneau: O Direito da Igreja (3); Josemaria Monforte: Conhecer a Bíblia (4); Enric Moliné: Os Sete Mandamentos (5); José Ramón Pérez Araguena: A Igreja (6); Doménec Mélé: Cristãos na sociedade (7); Aurélio Fernandez: Moral fundamental (8); Jutta Burggraf: Teologia Fundamental.

Quando haverá bibliotecas paroquiais ou de grupo, com livros como estes à disposição dos leitores? Um dos maiores obstáculos à vivência do cristianismo é a ignorância religiosa. O dos modos de a combater pode ser este mesmo.

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José Ribeiro da Costa, Clube de Jornalismo-2. As peripécias do Rui, Ed. Diel, L.da, Lisboa, 2006, 176 pgs, em 180x105.

 

José Ribeiro da Costa é um professor liceal que tem já publicados diversos livros, sempre acolhidos com interesse.

Clube de Jornalismo-2. As peripécias do Rui, segue o caminho do número 1 com o mesmo título.

Depois de uma breve introdução, começa pela apresentação dos diversos personagens que entram na contextura do livro. É como se entrássemos na intimidade de uma família e algum dois membros, já nosso conhecido, começasse por fazer a apresentação de cada membro da mesma.

Vai, depois, seguindo a par e passo a vida do Rui, um amigo de longa data, para ir abordando os problemas dos jovens.

Estamos perante um livro que se dirige aos jovens e ajuda os pais e outros educadores a diminuir a distancia que tantas vezes os separa daqueles a quem desejam ajudar.

Fazemos votos para que José Ribeiro da Costa continue a escrever porque, pelo que temos lido dele, chegamos à conclusão de que talento não lhe falta.

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Scott Hahn, Primeiro é o amor. Encontrar a própria família na Igreja e na Trindade, trad. port. de Luis Margarido Correia, Ed. Diel, L.da, Lisboa, 2006, 140 pgs, em 215x135.

 

Scott Hahn que tem já traduzidos em português várias obras suas: Todos os caminhos vão dar a Roma, onde escreve a história da sua conversão; A Ceia do Cordeiro, sobre a Santíssima Eucaristia; A Mulher do Apocalipse, sobre Nossa Senhora. Agora faz-nos uma nova oferta: Primeiro é o amor. Encontrar a própria família na Igreja e na Trindade, no qual procura ajudar-nos a aprofundar a Encíclica de SS. Bento XVI – Deus é Amor –, partindo da sua experiência matrimonial.

Descreve com imensa graça o seu encontro com a que seria sua esposa, o fascínio e o compromisso de uma vida em comunhão.

Este livro complementa o que escreveu em Todos os caminhos vão dar a Roma. Com efeito, aí conta a história da busca acidentada da verdadeira Igreja de Cristo, por uma floresta de dúvidas, preconceitos e hesitações, até ao encontro definitivo com a Verdade.

Ao longo de 12 capítulos, que se lêem com uma interesse nunca desmentido, expõe o seu pensamento: A mais velha história do mundo (1); Os valores familiares de Adão (2); A primeira revolução Cristã (3); Deus que é família (4); Deus que é aliança (5); Deus que é Amor (6); Deus que se fez Homem (7); Vida na Trindade (8); A nossa casa, a Igreja (9); O espírito de família (10); O lar sagrado (11); Uma coisa sagrada (12).

Ao acabar de ler a última página, somente nos ocorre uma recomendação: Leia, que vai gostar!

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Padre Nuno Serras Pereira, O Triunfo da Vida, Ed. Crucifixux, Lisboa, 2006, 288pgs,em 235x170.

 

O autor dedica esta obra ao P. Lereno Sebastião Dias, um sacerdote que todo o Portugal conhece, pela clareza na exposição da doutrina, sem meias verdades nem ambiguidades. Ao fazê-lo, dá o tom que vai manter ao longo de toda a sua obra.

Trata-se de uma série de textos comentando intervenções diversas sobre o tema do aborto, ao longo dos últimos anos, em Portugal.

Apoia-se na autoridade das palavras de João Paulo II de saudosa memoria, da venerável Madre Teresa de Calcutá e outras personalidades de relevo na vida eclesial.

Penso que não haveria qualquer interesse em visar figuras actuais da Igreja em Portugal, por todas as razões e por mais uma: o aproveitamento mal intencionado que disto se pode fazer.

Além disso, a sua linguagem clara pode ferir algum ouvido mais delicado. Mas o saldo é francamente positivo.

Mas isto não tira o mérito ao livro O Triunfo da Vida, quer pela seriedade com que foi elaborado, quer pela preocupação de fidelidade à doutrina de sempre da Igreja sobre o tema da vida humana.

Agora que se aproxima mais uma batalha legal no Parlamento, Padre Nuno Serras Pereira apresenta-se aqui como um defensor incondicional da vida, visando o drama que se vive hoje em Portugal, no que se refere ao aborto.

O Triunfo da Vida é um bom livro para ter presente, ao dar doutrina sobre um tema tão candente, mesmo que nos acusem de roubar o sono a algumas pessoas. Quando a vida está em jogo, não temos opinião própria. Temos de ser apenas arautos do Evangelho da Vida, de João Paulo II.

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Abel Varzim, Comunismo, Ed. Oásis, Lisboa, 2006, 150 pgs, em 180x125.

 

Comunismo, de Abel Varzim aparece agora em nova edição. A Ia, de 1949.

Mário Mendes Rosa faz a apresentação do autor desta obra, sempre mal compreendido e mal interpretado, quer antes, quer depois do 25 de Abril.

Abel Varzim – um minhoto natural de Cristelo, Barcelos – preparado nos Seminários Diocesanos de Braga – estudou na Bélgica, com Manuel Rocha e José Inácio Pereira dos Santos. Escolheu a Faculdade de Ciências Políticas para fazer os seus estudos.

Se antes se preocupava mais com o mundo da agricultura, foi especialmente à LOC que ele se dedicou, uma vez regressado a Portugal.

Terminados com brilho os seus estudos, procurou pôr em prática a Doutrina Social da Igreja, quer através de escritos, especialmente no jornal "O Trabalhador" que foi suspenso várias vezes, quer chegando mesmo a organizar um gabinete de consulta gratuita em Braga, para a gente mais desfavorecida.

Viveu incompreendido, também daqueles de quem poderia esperar pleno apoio. Antes, pareceu a alguns puritanos que, ao apresentar-se como um intrépido defensor da Doutrina Social da Igreja, era um homem perigoso, embora de boa fé.

Depois da Revolução de Abril houve uma tentativa de aproveitamento dele – já na eternidade – como bandeira daqueles que ansiavam por modelar Portugal à imagem e semelhança da União Soviética.

Este livro desfaz os mitos em que, possivelmente, alguns se deixaram envolver, sobretudo ao lerem o capítulo "A grande batalha".

Depois de algumas páginas sobre – Abel Varzim, libertador da classe operária – de uma Apresentação e de um Prefácio, o livro desenvolve os seguintes capítulos: Perspectiva; Falsa visão; O pensamento cristão; O pensamento moderno; O pensamento

marxista; A acção comunista; Organização da acção comunista; Caminhos do comunismo; a grande batalha; Epílogo.

A terminar, lança um apelo vibrante: "É a nossa Fé a nossa grande vitória! Assim a saibamos todos viver!"

Lido a tempo, e tido na devida conta que merece, talvez este livro pudesse ter evitado alguns sobressaltos por que passámos.

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Luisa Barredo, Antropologia do pudor, segundo os escritos de João Paulo II, colec. Coisas pequenas, Ed. Diel, L.da, Lisboa, 2001, 104 pgs em 140x100.

 

Luísa Barredo toma como ponto de partida as reflexões de João Paulo II sobre a Teologia do Corpo, numa série de Audiências, em 1980, como refere no título deste livro: Antropologia do pudor, segundo os escritos de João Paulo II.

Estamos perante um tema de rara oportunidade, porque corremos o risco de banalizar o corpo humano, pela forma como é tratado pela Comunicação Social.

A Autora abre o seu livro com o texto do Génesis em que se conta a primeira reacção de pudor dos nossos primeiros pais, logo a seguir à queda original.

Desenvolve, depois, o seu pensamento em pequenos, mas bem elaborados capítulos: Antropologia do Pudor; A dignidade e a Vocação da Mulher – seguindo de perto a Ene. De João Paulo II sobre este mesmo tema –; Teologia da Criação; O mistério do Pecado; Algumas considerações sobre "Feminismo".

É um livro muito oportuno, elaborado de forma que pode ser lido em pouco tempo e, dado o seu pequeno formato, em qualquer momento livre.

É uma boa ajuda para que se volte a fazer luz sobre um tema que anda tão confuso em algumas mentes.

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Aurélio Fernando, História da Evolução do Dogma, Ed. Mário Brito Publicações, Porto, 2006, 96 pgs, em 205x130.

 

Aurélio Fernando é uma Homem que tem já direito a um lugar de destaque na Literatura Portuguesa. Publicou, desde a juventude, um número notável de livros de Poesia e de Ensaios que se lêem com muito agrado e proveito.

Desta vez, oferece-nos um trabalho bem cuidado sobre a História da Evolução do Dogma.

É licenciado e doutorado pela Universidade de Salamanca e tem dedicado a sua vida ao ensino e à pena.

Dedica esta obra a D. José Rafael, seu condiscípulo e Bispo Emérito de Bragança.

Desenvolve o seu pensamento ao longo de vários capítulos, num estudo cuidadoso.

É um livro para ter à mão, pelos conhecimentos que nos oferece, sempre redigido num estilo que nos convida a lê-lo com um interesse crescente.

Bem haja Aurélio Fernando, por nos ter oferecido mais esta obra, fruto do seu talento que soube fazer render, ao longo de todos estes anos e – assim o esperamos – possa continuar ainda a brindar-nos com os seus escritos por muitos anos.

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Manuel Martinez (Textos seleccionados), Confessar-se no grande Jubileu, Manual do Penitente, Ed. Diel, L.da, Lisboa, 2000, 72 pgs, em 140x100.

 

Manuel Martinez é um sacerdote que encarou como uma parte importante do seu ministério sacerdotal a publicação de folhetos e livros que nos podem ajudar na nossa caminhada para Deus.

Confessar-se no grande Jubileu, Manual do Penitente é mais um deles, e o título não limita a sua oportunidade.

Abre com A Parábola do Filho Pródigo. Seguem-se os vários capítulos: A palavra do Papa; O Sacramento do Perdão no Catecismo da Igreja Católica; O Sacramento da Penitência; Sugestões para o exame de consciência; As indulgências do Ano Jubilar.

Cuidou especialmente o exame de consciência, podendo ajudar notavelmente as pessoas – qualquer que seja o seu estado ou idade – a preparar bem este encontro do filho pródigo que somos todos nós, com o Pai que nos aguarda de braços abertos.

 

Fernando Silva

 

 


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