Sagrado Coração de Jesus

30 de Maio de 2008

 

Sexta-feira a seguir ao Domingo II depois de Pentecostes

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Sagrado Coração de Jesus Redentor, F. da Silva, NRMS 93

Salmo 32, 11.19

Antífona de entrada: Os pensamentos do seu coração permanecem por todas as gerações para libertar da morte as almas dos seus fiéis, para os alimentar no tempo da fome.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus tem um amor especial por todos nós. Esse amor foi tornado sensível em Jesus Cristo, Deus feito homem, que deixou que o seu coração fosse atravessado pela lança do soldado, a fim de ficar inteiramente aberto para todos nós. Por isso, celebrar o Coração de Jesus, é recordar esse incomensurável amor que Ele nos dedica.

O desígnio desse Coração que nos liberta da morte e nos dá a Vida leva-nos a reconhecer as maravilhas desse amor e a pedir a graça de lhe corresponder com generosidade.

Cientes, todavia, de que nem sempre fomos fiéis a essa bondade, reconheçamos publicamente tal incoerência pedindo humildemente perdão.

 

Oração colecta: Concedei, Deus todo-poderoso, que ao celebrar a solenidade do Coração do vosso amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos vossos dons. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Ou

 

Deus de bondade, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, nos abristes os tesouros infinitos do vosso amor, fazei que, prestando-Lhe a homenagem fervorosa da nossa piedade, cumpramos também o dever de uma digna reparação. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A eleição divina não se ajusta a razões ou cálculos humanos. Contrariamente às estratégias mundanas, Deus escolhe os pequenos e os pobres para realizar grandes coisas; opta muitas vezes pelos oprimidos, encaminhando-os para a liberdade, para a vida. Pede que obedeçam ao Seu projecto, tal como ele pode ser captado e assegura a todos a sua benevolência.

 

Deuteronómio 7, 6-11

Moisés falou ao povo nestes termos: 6«Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus; foi a ti que o Senhor teu Deus escolheu, para seres o seu povo entre todos os povos que estão sobre a face da terra. 7Se o Senhor Se prendeu a vós e vos escolheu, não foi por serdes o mais numeroso de todos os povos, uma vez que sois o menor de todos eles. 8Mas foi porque o Senhor vos ama e quer ser fiel ao juramento feito aos vossos pais, que a sua mão poderosa vos fez sair e vos libertou da casa da escravidão, do poder do Faraó, rei do Egipto. 9Reconhece, portanto, que o Senhor teu Deus é o verdadeiro Deus, um Deus leal, que por mil gerações é fiel à sua aliança e à sua benevolência para com aqueles que amam e observam os seus mandamentos. 10Mas Ele pune directamente os seus inimigos, fazendo-os perecer e infligindo sem demora o castigo merecido àquele que O odeia. 11Guardarás, portanto, os mandamentos, leis e preceitos que hoje te mando pôr em prática».

 

Temos um texto tirado do 2.º discurso deuteronómico, um texto clássico, em que se proclama a gratuita eleição de Israel por Deus. Esta escolha de predilecção faz de Israel «um povo consagrado ao Senhor» (v. 6). Estamos diante dum tema central de todo o Antigo Testamento e em que insiste particularmente o Deuteronómio.

O motivo da escolha é inteiramente gratuito, é uma eleição de puro amor, pois trata-se de «o menor de todos» os povos (v. 7): foi «porque o Senhor vos ama», com um amor gratuito (v. 8). É assim o amor de Deus para connosco: um amor «fiel à sua aliança» (v. 9). Mas um amor tão grande não pode ser desprezado impunemente (cf. v. 10). A correspondência de amor consiste em guardar os mandamentos, leis e preceitos (v. 11).

 

Salmo Responsorial    Sl 102 (103), 1-2.3-4.6-7.8 e 10 (R. 17)

 

Monição: O salmista convida-nos insistentemente a bendizer o Senhor, pois que nos cumula de benefícios. Ele perdoa, cura, salva da morte, é clemente, compassivo, paciente, cheio de bondade, defende os oprimidos...

 

Refrão:         a graça do senhor é desde sempre

                      sobre aqueles que o amam.

 

A minha alma louva o Senhor,

todo o meu ser bendiz o Seu nome santo,

A minha alma louva o Senhor,

e não esquece os seus dons.

 

Ele perdoa todas as tua culpas,

e tem compaixão de todos os teus males;

liberta do túmulo a tua vida

e reveste-a de graça e de ternura.

 

O Senhor faz justiça,

defende o direito dos oprimidos.

Revelou os Seus caminhos a Moisés

e as Suas obras aos filhos de Israel.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

lento para a ira, rico de misericórdia.

Não nos trata como as nossas ofensas merecem,

não nos paga segundo as nossas culpas.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O centro da vida é a prática do amor. Esse amor testemunha concreta e visivelmente o conhecimento e a união que temos com Deus, com Seu Filho e com o Espírito. A fé na Trindade é a teoria de uma prática que se exprime no amor concreto aos irmãos, a quem Deus ama.

 

1 São João 4, 7-16

Caríssimos: 7Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. 8Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. 9Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou, e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. 11Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós o seu amor é perfeito. 13Nisto conhecemos que estamos n'Ele e Ele em nós: porque nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus. 16Nós conhecemos o amor que Deus nos tem e acreditámos no seu amor. Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele.

 

Também nesta leitura se fala do amor de Deus, objecto das páginas mais belas do Antigo Testamento (cf. 1ª leitura; e Is 54, 5-10). E fala-se de um amor gratuito: «não fomos nós que amámos a Deus» primeiro, de modo a merecer o seu amor, «mas foi Ele que nos amou» (v. 10) e levou o seu amor por nós até ao ponto de que nos «enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados». Por isso insiste São João em que «Deus é amor» (vv. 8.16), a mais bela definição do que é Deus e que jamais alguém poderia excogitar.

7 «Nasceu de Deus», isto é, é filho de Deus, como tanto se insiste nos escritos joaninos: 1 Jo 2, 29; 3, 1-2.9; 5, 1.4.18; Jo 1, 13…

10 «Vítima de expiação»: temos aqui uma linguagem sacrificial do AT (cf. Ex 29, 36-37) que apresenta a morte de Jesus como um sacrifício voluntário, revelador do seu imenso amor (cf. Rom 3, 24-25).

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 11, 29ab

 

Monição: Jesus veio tirar a carga pesada que os sábios e inteligentes concebem para os pobres e desfavorecidos. Deixemo-nos guiar pela humildade e mansidão do seu Sagrado Coração.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 73-74

 

Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,

e aprendei de Mim,

que sou manso e humilde de coração.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 11, 25-30

25Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

 

O trecho da leitura é considerado como a jóia dos Sinópticos, com uma impressionante revelação do Coração de Cristo, sendo os vv. 25-27 uma das mais belas orações de Jesus, também registada em Lucas.

25 «Sábios e inteligentes» (prudentes) são os sábios orgulhosos, que confiam apenas na sua sabedoria, auto-suficientes, julgam poder salvar-se com os seus próprios recursos de inteligência e poder. Os «pequeninos» são os humildes, abertos à fé, capazes de visão sobrenatural. A revelação divina só pode ser aceite e captada pela fé: uma ciência soberba impede de aceitar a loucura divina da Cruz (cf. 1 Cor 1, 19-31); os pequeninos são, pois aqueles «que o mundo considera vil e desprezível», mas «que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa» (ibid. v. 28).

27 Jesus reivindica para si um conhecimento do Pai (Deus) perfeitamente idêntico ao conhecimento que o Pai tem do Filho (Jesus), e isto porque Ele, e só Ele, é o Filho, igual ao Pai, Deus com o Pai.

28-30 Palavras estas maravilhosas, que nos patenteiam os sentimentos do Coração de Cristo. O povo andava «cansado e oprimido» com as minuciosas exigências da lei antiga – que o Sirácida (51, 33) apodava de «jugo» – e das tradições que os fariseus e doutores da lei impunham com todo o rigorismo do seu frio e insuportável legalismo, que oprimia a liberdade interior e roubava a paz ao coração (cf. Act 15, 10). Jesus não nos dispensa de levar o seu «jugo» e a sua «carga», mas não quer que nos oprima, pois deseja que O sigamos por amor, e, «para quem ama, é suave; pesado, só para quem não ama» (Santo Agostinho, Sermão 30, 10). O mesmo Santo Agostinho comenta esta passagem: «qualquer outra carga te oprime e te incomoda, mas a carga de Cristo alivia-te do peso. Qualquer outra carga tem peso, mas a de Cristo tem asas. Se a uma ave lhe tirares as asas, parece que a alivias do peso, mas, quanto mais lhas tirares, mais esta pesa; restitui-lhe o peso das suas asas, e verás como voa» (Sermão 126, 12).

 

Sugestões para a homilia

 

Os desígnios de Deus

A prática do amor, centro da vida

Descanso das canseiras humanas

Os desígnios de Deus

O amor de Deus não tem medida. Por isso, ao longo de todos os tempos o Seu infinito amor vem operando maravilhas em favor da humanidade. «Porque o Senhor vos ama... vos libertou da casa da escravidão», acabámos de ouvir ler na primeira leitura. Os Seus desígnios passam por este amor extraordinário que Ele sente por todos nós. E, contrariamente ao amor humano que escolhe preferencialmente os grandes e poderosos, o amor divino opta pelos pequenos, pelos mais desfavorecidos e pelos oprimidos, a fim de os encaminhar para a libertação, para a vida.

Os Seus desígnios passam também pela obediência ao Seu projecto salvador, tal como o tenha assimilado cada um de nós. Por isso, o Coração de Deus que se manifestou no Coração de Seu Filho Jesus é um Coração cheio de amor completamente aberto aos que O acolhem com sinceridade. Se procurarmos recordar a nossa própria história havemos de concluir que está repleta de maravilhas e de inúmeras graças que Ele nos foi concedendo. E a razão é sempre a mesma: Deus ama-nos sem medida. Por isso a prática do amor terá de ser o centro da nossa vida.

A prática do amor, centro da vida

No Coração de Cristo, o amor de Deus fez-se encontro para toda a humanidade.

O homem de hoje encontra-se muitas vezes, perturbado, dividido, sem um princípio interior que realize a unidade e a harmonia no seu ser e no seu agir. Os modelos de comportamentos actuais, infelizmente muito difundidos, exacerbam as dimensões racional e tecnológica ou, noutro plano, a dimensão exagerada dos instintos, sendo que o centro da pessoa não está na pura razão, nem no puro instinto. O centro da pessoa é aquilo a que a Bíblia chama o «coração».

O Coração de Cristo é a sede universal da comunhão com Deus, é a sede do Espírito Santo. Para conhecer a Deus, é necessário conhecer a Jesus e viver em sintonia com o seu Coração, amando como Ele fez, a Deus e ao próximo.

Deus amou-nos tanto que nos deu o Seu Filho. Uma vez que Ele nos amou assim tanto, também nós nos devemos amar uns aos outros, como nos recomenda a segunda leitura do dia de hoje.

O homem do século XXI tem necessidade do Coração de Cristo para conhecer a Deus e a si próprio; tem necessidade desse coração para construir a civilização do amor, a fim de alcançar o descanso para todas as canseiras humanas.

Descanso das canseiras humanas

Por isso, ouvimos no Evangelho Jesus a dirigir-se ao Pai para O bendizer e louvar, por Se ter revelado especialmente aos «pequeninos», aos simples, àqueles que têm um coração semelhante ao Seu, onde cabem todos os outros sem excepção.

Na sequência desta exclamação de louvor, Jesus convida e chama a Si uma categoria de pessoas que certamente pertence ao grupo destes «pequeninos»: os que se afadigam e andam sobrecarregados, acrescentando: «aprendei de Mim, que Eu sou manso e humilde de coração».

Este coração aberto de Jesus acentua a perspectiva da admiração, da limpeza, da totalidade, da profundidade do amor e realça que o amor é sempre descanso. Sentir-se amado é ter um lugar de descanso que é o coração de alguém. Amar não é trabalho nem peso. Amar é vida, alegria e paz.

Este Coração aberto de Jesus está sempre pronto a ouvir, a acolher, a abrigar e a fazer descansar todas as canseiras humanas que os homens lhe apresentam, a fim de as pacificar. Deste Coração permanentemente aberto podemos esperar a enormidade do amor, porque o amor de Deus não tem medida. O nosso Deus tem Coração e um Coração completamente aberto.

 

Fala o Santo Padre

 

«No coração do Redentor nós adoramos o amor de Deus pela humanidade,

a sua misericórdia infinita.»

 

Queridos irmãos e irmãs!

Celebramos […] a solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, devoção profundamente radicada no povo cristão. Na linguagem bíblica o «coração» indica o centro da pessoa, a sede dos seus sentimentos e das suas intenções. No coração do Redentor nós adoramos o amor de Deus pela humanidade, a sua vontade de salvação universal, a sua misericórdia infinita.

Portanto, prestar culto ao Sagrado Coração de Cristo significa adorar aquele Coração que, depois de nos ter amado até ao fim, foi trespassado por uma lança e do alto da Cruz derramou sangue e água, fonte inexaurível de vida nova. […]

Profundamente devoto ao Coração de Cristo foi o beato João Baptista Scalabrini, Bispo, padroeiro dos migrantes, do qual recordámos no dia 1 de Junho o centenário da morte. Ele fundou os Missionários e as Missionárias de São Carlos Borromeu, chamados «Escalabrinianos», para o anúncio do Evangelho aos emigrantes italianos. Recordando este grande Bispo, dirijo o meu pensamento a quantos estão longe da pátria e muitas vezes também da família, fazendo votos por que encontrem sempre no seu caminho rostos amigos e corações acolhedores, capazes de os apoiar nas dificuldades de todos os dias.

O coração que mais se assemelha ao coração de Cristo é sem dúvida o de Maria, sua Mãe Imaculada, e precisamente por isso a liturgia os indica juntos à nossa veneração. Respondendo ao convite feito pela Virgem de Fátima, confiamos ao seu Coração Imaculado, que ontem contemplámos de modo particular, o mundo inteiro, para que experimente o amor misericordioso de Deus e conheça a paz verdadeira.

 

Bento XVI, Angelus, 5 de Junho de 2005

 

Oração Universal

 

Irmãos,

oremos a Deus nosso Pai e Amor sem medida

por intermédio do Coração aberto de Jesus,

para que nos ajude a sermos fiéis ao seu desígnio salvador,

rezando (cantando):

 

Senhor, ensina-nos a amar.

 

1.    Pelo Santo Padre, o Papa,

pelos Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que tenham um coração que palpite com os homens

na forma de amar, como o de Jesus,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos cristãos de todo o mundo,

para que estejam atentos aos outros,

a fim de não viverem em egoísmo as coisas deste mundo,

oremos, irmãos.

 

3.  Para que descansemos no Coração de Cristo

todas as canseiras da nossa vida,

com toda a confiança posta no Seu amor,

oremos, irmãos.

 

4.  Para que todos nós aqui presentes

sejamos sensíveis a tudo o que acontece

e a termos a maior atenção, afecto e ternura,

oremos, irmãos.

 

5.  Para que tenhamos um coração agradecido

a tudo o que fazem em nosso favor,

pelas próprias capacidades

e por todas as maravilhas que a vida nos concede,

oremos, irmãos.

 

Senhor,

 nosso Deus e Pai amoroso,

por intermédio do Sagrado Coração de Jesus

e na unidade do Espírito Santo,

concedei que a nossa vida individual e comunitária

nos leve a ter um coração misericordioso,

que vibre com todos,

que ame e adivinhe as necessidades dos outros

e faça circular esse amor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Bendito sejais, Senhor nosso Deus, Az. Oliveira, NRMS 93

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para o inefável amor do Coração do vosso Filho e fazei que a nossa oferenda Vos seja agradável e sirva de reparação pelos nossos pecados. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio

 

O Coração de Cristo, fonte de salvação

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente! É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. No seu imenso amor, quando foi elevado sobre a cruz, ofereceu-Se a Si mesmo por nós os homens, atraídos para o Coração aberto do Salvador, pudessem beber nas fontes vivas da salvação. Por Ele com os Anjos e os Santos proclamamos a Vossa glória, cantando a uma só voz:

Santo, santo, santo, Senhor Deus do universo...

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

A Eucaristia é o maior dom do Coração de Jesus ao dar-nos a Si próprio em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Ela é festa de encontro de irmãos e acção de graças por excelência. Jesus quer ser recebido em amor, com todo o respeito e dignidade. Que Ele seja o alimento celeste, a força para os mais fracos e penhor de alegria, felicidade e paz.

 

Cântico da Comunhão: Saboreai como é bom, M. Carneiro, NRMS 93

Jo 7, 37-38

Antífona da comunhão: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba, diz o Senhor. Se alguém acredita em Mim, do seu coração brotará uma fonte de água viva.

 

Ou     

Jo 19, 34

Um dos soldados abriu o seu lado com uma lança e dele brotou sangue e água.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que este sacramento do vosso amor nos una sempre mais a Jesus Cristo, vosso Filho, de modo que, inflamados na caridade, saibamos reconhecê-l'O nos nossos irmãos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O termos participado nesta festa do Sagrado Coração de Jesus nos ajude a comprometer com uma vida diferente. Ele deu-se a comer a todos nós para que, acabada a Missa, nos saibamos dar aos outros em união, paz e concórdia.

Que continuemos a comungar os irmãos para podermos continuar a comungar o Sagrado Coração de Jesus em cada Eucaristia.

 

Cântico final: Deus é pai, Deus é Amor, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

 

 

Celebração e Homilia:    António E. Portela

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha

 


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