Transfiguração do Senhor
6 de Agosto de 2004
Festa
RITOS INICIAIS
Cântico de entrada: Resplandeça sobre nós, S. Marques, NRMS 102
cf. Mt 17, 5
Antífona de entrada: O Espírito Santo apareceu numa nuvem luminosa e ouviu-se a voz do Pai: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O.
Diz-se o Glória
Introdução ao espírito da Celebração
A celebração da Transfiguração do Senhor vai ajudar-nos a viver unicamente para Ele. Consagremos-Lhe a nossa vida. Perguntemos-Lhe o que quer de nós. Procuremos com a Sua ajuda servi-l’O nos irmãos.
Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito confirmastes os mistérios da fé com o testemunho da Lei e dos Profetas e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita, fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho, mereçamos participar na sua glória. Por Nosso Senhor...
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: Como o Profeta Daniel contemplemos o Senhor Deus omnipotente que nos criou para vivermos com Ele para sempre.
Daniel 7, 9-10.13-14
9Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 10Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.
A leitura é tirada da 2ª parte do livro de Daniel, a parte profética (7 – 12). Temos aqui a descrição, em estilo apocalíptico, do julgamento divino, com três quadros: a apresentação do Juiz, Deus, (vv. 9-10); a destruição do reino inimigo (vv. 11-12, omitidos nesta leitura); e o estabelecimento do reino de Deus (vv. 13-14).
9-10 «Um Ancião» (à letra, «o antigo em dias»): é uma forma antropomórfica de falar de Deus eterno (cf. 36, 26; Salmo 101[102], 25-26; Is 41, 4). A alvura dos cabelos não significa velhice, mas glória e luminosidade. As torrentes de fogo que saem do trono podem simbolizar o poder divino para destruir os seus inimigos (v. 11; cf. Is 26, 11). Dado o estilo apocalíptico desta passagem, não se pode partir deste texto para fazer um cálculo, ainda que meramente aproximado, do número dos Anjos: «miríades de miríades» (=10.000x10.000) é um superlativo hebraico para indicar um número incontável (nós diríamos, «aos milhões», mas este numeral não existe em hebraico nem em grego).
13 Alguém semelhante a um filho de homem. Os exegetas, partindo da análise do contexto (vv. 18.22-27), dizem que o sentido literal directo desta expressão visa não um indivíduo singular, mas o povo dos «santos do Altíssimo» (v. 18). Contudo, como sucede frequentemente, o que é dito em geral acerca de todo o povo entende-se, de um modo eminente (sentido eminente), como referido a um personagem singular, nomeadamente o chefe do povo, neste caso o próprio Messias. O judaísmo assim o entendeu, e o próprio Jesus (cf. Mt 24, 30; 26, 64); discute-se, porém, se «Filho do Homem» é um verdadeiro título cristológico (assim parece em Lc 1, 32-33; Mt 8, 20; 24, 30; 26, 64; Apoc 1, 7; 14, 14) ou uma maneira discreta de Jesus se referir a si mesmo (uma figura chamada asteísmo: o filho do homem equivalendo a este homem); uma coisa, porém, é certa: este não era um título com que Jesus fosse tratado nem pelo povo da Palestina, nem pela Igreja primitiva. Os que o entendem como um título cristológico sublinham o seu carácter simultaneamente humilde e glorioso, humano e divino.
Salmo Responsorial Sl 96 (97), 1-2.5-6.9 e 12 (R. 1a.9a)
Monição: Façamos apostolado para que em todo o mundo seja proclamada a realeza do Senhor.
Refrão: O Senhor é rei,
o Altíssimo sobre toda a terra.
O Senhor é rei: exulte a terra,
rejubile a multidão das ilhas.
Ao seu redor, nuvens e trevas
a justiça e o direito são a base do seu trono.
Derretem-se os montes como cera
diante do senhor de toda a terra.
Os céus proclamam a sua justiça
e todos os povos contemplam a sua glória.
Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,
estais acima de todos os deuses.
Alegrai-vos, ó justos, no Senhor
e louvai o seu nome santo.
Segunda Leitura
Monição: Quem vê o Senhor como Pedro jamais se separará d’Ele, procurando cumprir sempre a Sua vontade.
2 São Pedro 1, 16-19
Caríssimos: 16Não foi seguindo fábulas ilusórias que vos fizemos conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17Porque Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da sublime glória de Deus veio esta voz: «Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha complacência». 18Nós ouvimos esta voz vinda do céu, quando estávamos com Ele no monte santo. 19Assim temos bem confirmada a palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e nasça em vossos corações a estrela da manhã.
Neste trecho é aduzido como argumento de credibilidade a favor do anúncio da «vinda» gloriosa (parusia) de Jesus o facto de Pedro ter sido testemunha (com outros dois Apóstolos: cf. Mt 17, 1-18 par) da sua glória divina, que brilhou sobrenaturalmente quando os três estavam com Ele «no monte santo». A parusia era negada pelos trocistas visados na carta, mais adiante (cf. 3, 3-4). O texto não perde a sua força, mesmo que ele tenha sido redigido, depois da morte do Príncipe dos Apóstolos, por algum seu discípulo e continuador, como hoje muitos pensam.
Com a Transfiguração, «ficou bem confirmada a palavra dos Profetas», que anunciaram a vinda gloriosa do Messias no fim dos tempos: a Transfiguração foi uma visão antecipada da glória da parusia. Essa palavra da Sagrada Escritura, a que devemos prestar atenção, «brilha como uma lâmpada em lugar escuro» (v. 19).
Aclamação ao Evangelho Mt 17, 5c
Monição: «Mestre, como é bom estarmos aqui» – disse São Pedro ao ver o Senhor na Transfiguração. Oxalá também nós nos sintamos sempre bem aqui na Igreja junto do Senhor.
Aleluia
Este é o meu Filho muito amado,
no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O.
Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51
Evangelho
São Lucas 9, 28b-36
Naquele tempo, 28bJesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. 29Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. 30Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, 31que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. 33Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. 34Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. 35Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». 36Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.
Antes de mais, convém notar, na narrativa lucana da Transfiguração, um pormenor cronológico omitido na leitura litúrgica, mas nada despiciendo: «cerca de oito dias depois», em vez do habitual «naquele tempo», que preferiram adoptar. Com efeito, em todos os três Sinópticos, não é sem razão que se estabelece uma das raras ligações cronológicas entre este relato e o relato da confissão de fé de Pedro e do 1º anúncio da Paixão e Morte de Jesus. É uma ligação de grande alcance teológico: por um lado, a fé de Pedro é confirmada e ilustrada de forma singular com a glória divina que Jesus manifesta na sua Transfiguração; por outro, indica-se que a Cruz é o caminho da glória, como para Jesus, assim para os seus discípulos (per crucem ad lucem).
28 «Subiu ao monte para orar». O monte Tabor (562 m), na Galileia, segundo a tradição, ou, segundo muitos hoje pensam baseados em Mt 17, 1 e Mc 9, 2 que falam de «um monte elevado», o monte Hermon, sobranceiro a Cesareia de Filipe, no maciço central da Síria (o Anti-líbano) com 2.759 metros, a região por onde Jesus então andava (cf. Mc 8, 27; 9, 1). S. Lucas é o único a notar que Jesus subiu ali para fazer oração; também não diz que se transfigurou, mas que «se alterou o aspecto do seu rosto…», certamente com a preocupação de que os seus primeiros leitores de ambientes greco-romanos não pensassem que se tratava de alguma metamorfose própria das religiões mistéricas. Mas a transfiguração de Jesus não deixa de apontar para a nossa própria transfiguração pela graça do Espírito do Senhor, como diz S. Paulo em 2 Cor 3, 18: «todos nós…, que reflectimos como num espelho a glória do Senhor vamos sendo transformados na sua própria imagem, cada vez mais gloriosa…».
31 «Falavam da morte d’Ele». Também só o 3.° Evangelho diz o assunto da conversa de Jesus com Moisés e Elias. Falavam da «saída» de Jesus, como se expressa o original grego, que a nossa tradução interpretou como «a morte», mas que também se poderia referir à Ascensão (menos provável); de qualquer modo, o uso do termo grego êxodo pode aludir ao carácter libertador da morte de Jesus, numa alusão à libertação da escravidão do Egipto.
32-33 «Estavam a cair de sono; mas, despertando...» Este pormenor exclusivo de Lucas pressupõe que a Transfiguração se deu de noite, enquanto Jesus fazia oração, pois gostava de orar de noite (cf. Lc 6, 12; Mc 6, 46). A proposta de Pedro de construir «três tendas» (de ramos), tem na devida conta a diferente dignidade de cada um e pretende prolongar aquele êxtase feliz.
35 «Este é o meu Filho, o meu Eleito». A Transfiguração é um confirmar da fé daquele núcleo duro dos Doze, as «colunas» do Colégio Apostólico: o próprio Pai apresenta Jesus como o seu Filho. S. Lucas, em vez de «o Amado» (cf. Mt 17, 5; Mc 9, 7), diz: «o meu Eleito», que é mais uma forma (e mais clara) de O designar como o Messias (cf. Lc 23, 35; Is 42, 1). Comenta S. Tomás de Aquino: «Apareceu toda a Trindade, o Pai na voz, o Filho no homem, o Espírito na nuvem luminosa» (Sum. Th. 3, 45, 4, ad 2).
36 «Guardaram silêncio», por ordem de Jesus (Mc 9, 9-10) que pretende, a todo o custo, evitar a agitação popular à sua volta.
Sugestões para a homilia
Transfiguração do Senhor
Ver o Senhor
Quem tem fé acredita em Jesus que, sendo Deus, viveu no mundo, morreu pregado na cruz para nos salvar e ressuscitou glorioso na manhã do Domingo de Páscoa.
Mas gostaríamos de mais... Ver o Senhor face a face, que felicidade! No Céu isto é uma realidade. No mundo a poucas pessoas é concedida essa Graça.
Transfiguração do Senhor
Pedro, Tiago e João tiveram essa felicidade. O Evangelho (Lc 9, 28-36) descreve esse acontecimento. A alegria sentida foi tão grande que Pedro, em nome dos três, diz a Jesus: «Mestre como é bom estarmos aqui!...».
Se ficasse para sempre junto do Senhor não O negaria depois, quando injustamente O condenaram à morte... Mas, uma vez perdoado pelo Senhor a quem tanto amava, nunca mais duvidou. Graças à pregação dos Apóstolos e seus sucessores, também nós hoje pertencemos à Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.
E como são felizes os que entregam as suas vidas a Cristo! Ele continua a revelar-Se como outrora na Transfiguração...
Ver o Senhor
Francisco, Jacinta e Lúcia tiveram a felicidade de ver Nossa Senhora em Fátima no ano de 1917. A partir daí tudo mudou nas suas vidas. Quem vê o Céu vive de uma forma diferente na Terra. A Irmã Lúcia manteve-se sempre fiel ao Senhor. Nunca hesitou na entrega incondicional ao serviço do Reino. A sua vida longa na Terra tem sido um bênção para a humanidade. Francisco e Jacinta, beatificados em 13 de Maio de 2000, cedo foram para o Céu. Imitemo-los e peçamos a sua intercessão para também um dia recebermos essa recompensa.
Alexandrina de Balasar viveu sempre para o Senhor. Aos 14 anos lançou-se abaixo da janela de casa para não macular a sua pureza. Ela, cujo alimento nos últimos treze anos de vida era apenas a Sagrada Comunhão, viu Jesus que lhe disse: «Coloquei-te no mundo para que vivas só para Mim e para provar ao mundo o que vale a Eucaristia e a vida das almas...». A sua beatificação, ocorrida em 25 de Abril de 2004, recorda-nos que devemos confiar inteiramente no Senhor.
No nosso dia a dia cruzamo-nos com pessoas que encontraram o Senhor e por isso santificam-se na vida familiar, profissional, social e religiosa. Outras continuam a alcançar graças para a salvação do mundo através do sofrimento oferecido ao Senhor.
Conseguir a maior riqueza, conquistar a fama mundial, viver no luxo e prazer não dá a felicidade a ninguém...
Ofereçamos as nossas vidas e consagremos o nosso coração ao Senhor. Amemo-l’O nos irmãos. Cumpramos a missão que nos confiou na Terra. Depois será a bem-aventurança, permanecendo com Ele eternamente no Céu.
Fala o Santo Padre
«A luz de Cristo confere todos os dias um novo sentido à nossa maneira de viver»
1. Amanhã, 6 de Agosto, celebraremos a solenidade da Transfiguração do Senhor. Os Evangelistas Lucas, Marcos e Mateus são unânimes em narrar que Jesus conduziu para «um alto monte», identificado com o Tabor, na Galileia, os Apóstolos Pedro, Tiago e João. Transfigurou-Se diante deles. «O Seu rosto resplandeceu como o Sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz» (Mt 17, 1-2). Ao Seu lado apareceram as venerandas figuras de Moisés e de Elias. O próprio Pai, numa "nuvem luminosa", naquele momento fez ouvir a sua voz, dizendo: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu enlevo; escutai-O» (Mt 17, 5).
Este mistério, que o Senhor então ordenou que não contassem a ninguém (cf. Mt 17, 9), depois da sua Ressurreição tornou-se parte integrante da Boa Nova: Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, que hoje contemplamos resplandecente de luz na sua glória.
2. Depois de dois mil anos, a Igreja repete com o mesmo vigor que Cristo é a luz do mundo! A sua luz confere todos os dias um novo sentido à nossa maneira de viver. […]
João Paulo II, no Angelus de Domingo, 5 de Agosto de 2001
Oração Universal
O Senhor dirigiu-nos a Sua Palavra.
Agora vai escutar os nossos pedidos.
Rezemos, dizendo confiadamente:
Atendei, Senhor, a nossa prece.
1. Para que o Papa, Bispos, Sacerdotes, Religiosos e Leigos,
a exemplo de São Pedro, São Tiago e São João,
Lhe consagrem inteiramente as suas vidas,
no serviço generoso e desinteressado à Igreja,
oremos, irmãos.
2. Para que os governantes dos povos
se esforcem por afastar o terrorismo e a guerra
a fim de serem encontrados caminhos de concórdia e paz,
oremos, irmãos.
3. Para que as nossas crianças
sejam defendidas de todos os perigos
e, a exemplo de Jacinta e Francisco,
encham de beleza e ternura a família e a sociedade,
oremos, irmãos.
4. Para que os jovens,
a exemplo de Alexandrina de Balasar,
vivam em alegria, pureza e esperança,
afastando a corrupção e o desânimo,
oremos, irmãos.
5. Para que os idosos, os doentes e todos os que sofrem
vivam unidos ao Senhor na certeza de que
estão a contribuir para a salvação do mundo,
oremos, irmãos.
6. Para que os nossos familiares, amigos e todos os que faleceram
alcancem a bem-aventurança eterna, contemplando o Senhor
que deu a vida para nos salvar,
oremos, irmãos.
Deus, Pai de misericórdia,
ouvi as súplicas dos Vossos filhos
e fazei que, por intercessão da Virgem Santa Maria,
Vos dediquemos a nossa vida ao serviço do próximo.
Por N.S.J.C. Vosso Filho que é Deus Convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, NRMS 17
Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, estes dons pelo Mistério da Transfiguração do vosso Filho e com o esplendor da sua glória purificai-nos das manchas do pecado. Por Nosso Senhor...
Prefácio
O Mistério da Transfiguração
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Demos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Na presença de testemunhas escolhidas, Ele manifestou a sua glória e na sua humanidade, em tudo semelhante à nossa, fez resplandecer a luz da sua divindade para tirar do coração dos discípulos o escândalo da cruz e mostrar que devia realizar-se no corpo da Igreja o que de modo admirável resplandecia na sua cabeça. Por isso exulta a Igreja em toda a terra e com os Anjos e os Santos proclama a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo: «Da Missa de Festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51
Monição da Comunhão
Os Apóstolos viram o Senhor face a face. Nós agora, se estamos devidamente preparados, podemos recebê-l’O sacramentalmente. É o melhor momento para O adorarmos e para Lhe pedirmos a graça de jamais nos separarmos d’Ele.
Cântico da Comunhão: Em Vós Senhor está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67
cf. 1 Jo 3, 2
Antífona da comunhão: Quando Cristo Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.
Cântico de acção de graças: A terra inteira cante ao Senhor, B. Salgado, NRMS 5(II)
Oração depois da comunhão: O alimento celeste que recebemos, Senhor, nos transforme em imagem de Cristo, que no mistério da transfiguração manifestastes cheio de esplendor e de glória. Ele que é Deus conVosco na unidade do Espírito Santo.
Ritos Finais
Monição final
Também nós nesta Eucaristia como São Pedro, São Tiago e São João encontrámos o Senhor. Agora somos chamados a dar testemunho d’Ele sempre e em toda a parte com a bênção maternal da Virgem Maria.
Cântico final: Glória a Jesus Cristo, Az. Oliveira, NRMS 92
Homilias Feriais
Sábado, 7-VIII: A nossa ‘omnipotência’.
Hab 1, 12- 2, 4 / Mt 17, 14-20
Se tiverdes fé comparável a um grão de mostarda, direis a esse monte Muda-te daqui para acolá, e ele há-de mudar-se. E nada vos será impossível.
Se a nossa fé é grande poderemos levar a cabo muitas coisas, consideradas ‘impossíveis’ (cf. Ev.), porque Deus nos faz participantes do seu poder. «Deus é o de sempre. Fazem falta homens de fé, e renovar-se-ão os prodígios que lemos na Sagrada Escritura... O braço de Deus, o seu poder, não empequeneceu» (Caminho, 586).
Se alguma vez nos parece que há muitas dificuldades, que temos muitas debilidades, etc., é altura de nos lembrar-nos: «Deus não pede coisas impossíveis mas, ao mandar, avisa que faças o que podes e que peças o que não podes e ajuda para que possas» (S. Agostinho).
Celebração e Homilia: Aurélio Araújo Ribeiro
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilia Ferial: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha