27.º Domingo Comum

8 de Outubro de 2023

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ao Deus do universo – J. Santos, NRMS, 01

Est 13, 9.10-11

Antífona de entrada: Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o firmamento. Vós sois o Senhor do universo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Há uma relação afetiva entre uma vinha e aquele que a cultiva, entre um campo e o lavrador, entre o jardim e a pessoa que o cuida diariamente.

A vinha, o campo e o jardim e os respetivos donos dependem uns dos outros. É-lhes exigido um investimento contínuo de trabalho, de vigílias e gastos, alimentados pela esperança da vindima, da ceifa ou do desabrochar das flores.

O Senhor serve-se destas figuras para nos explicar quanto devemos aos Seus cuidados e o que espera de cada um de nós.

A Liturgia da Palavra do 27.º Domingo do Tempo Comum constitui, pois, um convite a um profundo exame de consciência sobre o que temos recebido de Deus e como temos correspondido a tanto desvelo.

 

Acto penitencial

 

Reconhecemo-nos na vinha ingrata que, como resposta a tantas graças do Senhor, só lhe tem dado uvas agras, verdes, em vez de frutos saborosos de boas obras.

São muitos os nossos pecados por pensamentos, palavras, obras, e omissões e queremos pedir perdão deles ao Senhor, com muita humildade, contrição e propósito firme de emenda.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C do Ordinário da Missa)

 

•   Senhor Jesus: Reconhecemos que só o Vosso Amor produz as uvas doces,

     mas temos-Vos oferecido os agraços das nossas obras sem verdadeiro amor.

     Senhor, misericórdia.

 

     Senhor, misericórdia.

 

•  Cristo: Ficamos inertes, frios e impassíveis com as Vossas provas de Amor,

     em vez de correspondermos liberalmente a este Amor com a generosidade.

     Cristo, misericórdia.

 

     Cristo, misericórdia.

 

•   Senhor Jesus: Continuamos distraídos, quando tantas pessoas ao nosso lado,

     andam desorientadas e perdidas no caminho do Céu, e não lhes damos ajuda.

     Senhor, misericórdia.

 

     Senhor, misericórdia.

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías chama Israel à conversão, lembrando-lhe as misericórdias de Deus em favor do Seu Povo, com o canto da vinha.

Cada um de nós é esta vinha eleita do Senhor que tem recebido ao longo da vida contínuas demonstrações do Amor de Deus.

 

Isaías 5, 1-7

1Vou cantar, em nome do meu amigo, um cântico de amor à sua vinha. O meu amigo possuía uma vinha numa fértil colina. 2Lavrou-a e limpou-a das pedras, plantou-a de cepas escolhidas. No meio dela ergueu uma torre e escavou um lagar. Esperava que viesse a dar uvas, mas ela só produziu agraços. 3E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e a minha vinha: 4Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito? E quando eu esperava que viesse a dar uvas, apenas produziu agraços. 5Agora vos direi o que vou fazer à minha vinha: vou tirar-lhe a vedação e será devastada; vou demolir-lhe o muro e será espezinhada. 6Farei dela um terreno deserto: não voltará a ser podada nem cavada, e nela crescerão silvas e espinheiros; e hei-de mandar às nuvens que sobre ela não deixem cair chuva. 7A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel e os homens de Judá são a plantação escolhida. Ele esperava rectidão e só há sangue derramado; esperava justiça e só há gritos de horror.

 

O «cântico da vinha», uma das mais belas passagens de toda a Sagrada Escritura, foi escolhido para hoje em função do Evangelho da parábola dos vinhateiros homicidas. É frequente, na Sagrada Escritura, o uso da imagem da vinha para designar o povo de Deus: Jer 2,21; Ez 15,1-8; 17,3-10; 19,10-14; Jl 1,7; Sl 79(80),9-17. Este texto põe em contraste a amorosíssima solicitude de Yahwéh para com o seu povo e a ingrata correspondência deste, o que lhe acarretará tremendas consequências: o amor de Deus, assim como o amor dos pais, não pode ser impunemente desprezado, pois é um amor criador de tudo o que somos e temos. Nos vv. 1-4, o profeta expõe a parábola, sob a forma de um amoroso idílio; nos vv. 5-6 é introduzido Deus a vituperar a negra ingratidão do seu povo, que não corresponde, ao não dar mais que uvas amargas; no v. 7 o Profeta explica a parábola.

2 A «torre» e o «lagar» não tem nenhum simbolismo especial. A torre servia para um guarda defender a vinha dos ladrões, chacais e raposas. O lagar era escavado no chão, nalgum sítio rochoso da zona da vinha.

 

Salmo Responsorial Sl 79 (80), 9.12.13-14.15-16.19-20 (R. Is 5, 7a)

 

Monição: No salmo que o Espírito Santo coloca nos nossos lábios cantamos as maravilhas de Deus para com o Seu Povo.

Afinal, tudo isto se aplica a cada um de nós, porque a nossa vida é a história da misericórdia do Senhor para connosco.

 

Refrão:    A vinha do Senhor é a casa de Israel.

 

Arrancastes uma videira do Egipto,

expulsastes as nações para a transplantar.

Estendia até ao mar as suas vergônteas

e até ao rio os seus rebentos.

 

Porque lhe destruístes a vedação,

de modo que a vindime

quem quer que passe pelo caminho?

Devastou-a o javali da selva

e serviu de pasto aos animais do campo.

 

Deus dos Exércitos, vinde de novo,

olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.

Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,

o rebento que fortalecestes para Vós.

 

Não mais nos apartaremos de Vós:

fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

Senhor Deus dos Exércitos, fazei-nos voltar,

iluminai o vosso rosto e seremos salvos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo preocupa-se com a Igreja de Filipos como a vinha que o Senhor lhe mandou plantar, ao fundá-la e cuidá-la, para que se mantenha fiel.

Os conselhos que lhe dá ajustam-se perfeitamente à nossa vida: Não vos inquieteis com coisa alguma. Mas, em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e acções de graças.

 

Filipenses 4, 6-9

Irmãos: 6Não vos inquieteis com coisa alguma. Mas, em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e acções de graças. 7E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. 8Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento. 9O que aprendestes, recebestes e vistes em mim é o que deveis praticar. E o Deus da paz estará convosco.

 

No capítulo 4 «a carta atinge o ponto culminante do desenvolvimento do pensamento» (H. Schlier). «Em todas as circunstâncias…, orações com súplicas e acções de graças» (v. 6). A oração não é apenas para alguns momentos particulares da vida, ou do dia; a oração deve ser constante (cf. 1Tes 1,2; 5,17; Lc 18,1); e não se trata de uma vaga união a Deus, mas de uma oração concreta com súplicas e acções de graças. Para quem vive em união com Deus, não há lugar para andar aflito. Pouco antes, no v. 4, após um insistente apelo à alegria (4,4; 2,18; 3,1) – uma «alegria no Senhor», que é algo de fundamental na vida cristã –, S. Paulo adverte: «não vos inquieteis com coisa alguma» (v. 6); e, como consequência natural, «a paz de Deus» vos guardará, o que dito como uma bênção (v. 7). Esta «paz de Deus, que está acima de toda a inteligência» é «incompreensível: quem a recebe não a explica com reflexões racionais… Não há paz sem batalha, interna e externa; mas na batalha interna, por exemplo, na renúncia, na necessidade mais tremenda, na solidão, na dor, vem sobre nós a paz de Deus, a paz mandada por Deus, a paz que é o próprio Deus, como amor e bondade que Ele é» (H. Schlier).

8-9 «Tudo o que é virtude…» Temos aqui a canonização das virtudes morais naturais, ou humanas. O cristianismo assume e eleva à ordem sobrenatural os valores humanos. O Concílio encarece estas virtudes aos presbíteros, citando esta passagem (PO 3). S. Paulo usa aqui – a única vez – o mesmo vocábulo da filosofia ética grega: «aretê». E o Apóstolo não receia apresentar-se como modelo a seguir: «o que aprendestes, recebestes e vistes em mim».

 

Aclamação ao Evangelho    cf. Jo 15, 16

 

Monição: Deus escolheu cada um de nós para ser Seu filho e nos tornar eternamente participantes da Sua felicidade infinita.

Manifestemos ao Senhor a nossa gratidão por este dom que não merecemos e exteriorizemo-la, aclamando o Evangelho.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. Berthier, COM, (pg 112)

 

Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto

e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 21, 33-43

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33«Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. 34Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. 35Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. 36Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo. 37Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. 38Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’. 39E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 40Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» 41Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados, e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». 42Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’? 43Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos. Quem cair sobre esta pedra ficará despedaçado e aquele sobre quem ela cair será esmagado».

 

A parábola de hoje está na sequência da lida há oito dias, a dos dois filhos. O «proprietário» é Deus; a «vinha» é o povo de Israel; «uns agricultores» representam os chefes e orientadores do povo: «príncipes dos sacerdotes a anciãos do povo». «Os criados» são os profetas; estes foram, em geral, mal recebidos e maltratados pelos responsáveis do povo (cf. Mt 23,37; Act 7,42; Heb 11,36-38). «Por fim, mandou-lhes o próprio filho». Fica aqui patente a natureza divina de Jesus, que não é mais um enviado de Deus, entre outros, mas é «o seu próprio Filho».

39 «Lançaram-no fora da vinha e mataram-no»: uma alusão à crucifixão de Jesus, que se veio a fazer fora dos muros de Jerusalém.

41 «Arrendará a vinha a outros vinhateiros»: assim, a Igreja é designada como o novo «Israel de Deus» (cf. Gal 6,16).

 

Sugestões para a homilia

 

• Somos a vinha do Senhor

• Deus espera de nós frutos de santidade

 

1. Somos a vinha do Senhor

 

O Senhor manifesta, na Sagrada Escritura, o Seu Amor a cada um de nós e

à Sua Igreja, por meio de uma linguagem poética, cheia de belas figuras.

Neste Domingo serve-Se da relação entre um senhor que tem uma vinha e ela mesma, na qual investe o seu esforço e guarda as suas esperanças de ali colher bons frutos. Esta vinha é cada um de nós.

Somos a vinha do nosso Deus. «Vou cantar, em nome do meu amigo, um cântico de amor à sua vinha.»

No texto de Isaías, a Palavra de Deus compara-nos a uma vinha muito estimada do seu senhor e ao cuidado que tem com ela. Fá-lo por meio de um cântico cheio de poesia. O Senhor precede a vinha e é Ele, cheio de esperança, quem a faz aparecer do nada, plantando-a, reunindo nela boas castas e tratando-a com todo o cuidado, desde o princípio, para que nada de desagradável lhe possa acontecer.

Não é por acaso que o Senhor nos compara a uma vinha. Nada há de mais contingente e incerto do que sua cultura. Uma pequena crise, já quase na hora da colheita, pode destruir radicalmente todas as esperanças.

Deus chamou-nos à vida quando não éramos nada. Ninguém contava connosco, nem precisava de nós, porque simplesmente não existíamos.

Deus multiplicou os cuidados para que chegássemos a este dia, felizes por sermos Seus filhos. Confiou-nos à Igreja onde encontramos todas as ajudas e meios para nos alimentarmos, combater as pragas ameaçadoras e nos enchermos de luz.

É um amor gratuito. O único modo de a vinha mostrar a sua gratidão é oferecer ao seu senhor uma colheita abundante de boas uvas que, por sua vez, darão origem a bom vinho de boas obras.

O vinho, na cultura, desde aquela época, anda inseparavelmente ligado à festa e à alegria. Quando o vinho falta no banquete da vida, falta algo muito importante

Deus espera de nós que demos bom fruto – boas uvas e bom vinho –com as nossas boas obras, para lhas oferecermos no outono da vida.

O Senhor confia ao Seu amigo o encargo de cantar as belezas e produção da vinha. Jesus dirá na Sua vida pública: «para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.»

O Senhor foi magnânimo connosco. «O meu amigo possuía uma vinha numa fértil colina. Lavrou-a e limpou-a das pedras, plantou-a de cepas escolhidas. No meio dela ergueu uma torre e escavou um lagar

Chamou-nos à vida dentro de uma família cristã que nos deu a conhecer Deus, desde os primeiros momentos. Fez com que o coração dos nossos pais se enchesse de amor gratuito por nós.

Plantou-nos na colina fértil da Igreja. Aí recebemos o sol da doutrina do Evangelho, o alimento dos Seus Sacramentos que brotaram do lado aberto do Salvador, na Cruz, e podemos respirar a plenos pulmões com a oração de cada dia.

Confiou-nos a Pastores vigilantes que impedem o assalto dos malvados. Dotou o Santo Padre com o carisma da infalibilidade em questões de fé e da moral; e pôs à frente de cada igreja um Bispo que a governa em nome de Jesus Cristo e em união com o Santo Padre e toda a organização da Igreja ao nosso serviço.

Nascemos manchados pelo pecado original e, por isso, somos terreno sáfaro, incapaz de produzir obras meritórias No Batismo, o Espírito Santo infundiu em nós uma vida nova, com os dons e as virtudes teologais, para que déssemos frutos de boas obras.

Podemos considerar a Igreja essa torre de vigia que nos defende e avisa da aproximação de qualquer erro ou desvio da nossa vocação cristã.

Como não havemos de agradecer humildemente ao Senhor o ter-nos recolhido na barca da Igreja, para nos salvarmos do naufrágio do pecado original e nos conduzir a bom porto?

Para darmos bons frutos. «Esperava que viesse a dar uvas, Mas ela só produziu agraços

À medida que se aproximava o tempo da colheita, crescia a esperança do senhor nos bons frutos da sua vinha.

Somos a vinha do Senhor e Ele investiu em nós um número incontável de graças. Estamos a recebê-las em cada momento. Deus espera, com razão, que correspondamos a estas graças com bons frutos, boas obras, e não apenas com bons propósitos e bons sentimentos.

A vinha deu frutos, não os que o dono esperava, mas uvas agras, uvas que nunca amadurecem e, portanto, não se podem comer, nem se podem transformar em vinho capitoso.

Não fomos chamados a fazer parte da Igreja como uma peça de arte a ocupar lugar num museu, sem nada fazer.

Deus quer que façamos boas obras: moralmente boas e com reta intenção, isto é, para Lhe agradar. Só o amor a Deus e aos nossos irmãos torna as nossas obras agradáveis a Deus.

É verdade que somos tão pequeninos que nada podemos oferecer ao Senhor sem que Ele, antes, o coloque nas nossas mãos pequeninas. Não nos orgulhemos de algum bem que fizermos, como se fosse propriedade nossa, porque estamos a devolver ao Senhor somente o que Ele depositou em nós: pensamentos, desejos e obras.

Ele deu-nos a possibilidade de voltarmos atrás, enquanto estamos nesta vida mortal, para o desagravarmos das uvas agras que Lhe oferecemos e substituí-las por uvas doces, obras boas, obras de amor.

Tudo na nossa vida deve constituir estas uvas doces, e não apenas as orações que rezamos: as nossas alegrias e amores; os nossos trabalhos e pausas de descanso; os nossos amores familiares e todas as amizades sadias.

Se olharmos para os anos da nossa vida, descobriremos que ela é um compêndio das misericórdias de Deus e a história das nossas infidelidades.

Perante a ingratidão da vinha que, recebendo tanto, nada oferece em troca, o senhor lamenta-se: «agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e a minha vinha: Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito?»

Vivemos no tempo da graça e da misericórdia e Deus não pára de a exercer connosco. Cada nova infidelidade, porém, endurece o nosso coração e fecha a possibilidade a novas graças, não porque o Senhor no-las recuse, mas porque não as deixamos entrar. «Agora vos direi o que vou fazer à minha vinha: vou tirar-lhe a vedação e será devastada; vou demolir-lhe o muro e será espezinhada. Farei dela um terreno deserto: não voltará a ser podada nem cavada, e nela crescerão silvas e espinheiros; e hei-de mandar às nuvens que sobre ela não deixem cair chuva:»

Recomecemos, por uma contrição sincera das nossas infidelidades – só Deus, e não ada um de nós – pode medir a sua grandeza – e mostremos a nossa boa vontade ao Senhor por um bom propósito.

 

2. Deus espera de nós frutos de santidade

 

Seria uma ingenuidade da nossa parte olhar para as palavras de Jesus como algo do passado, mensagem dirigida exclusivamente às pessoas do Seu tempo.

Peçamos humildemente ao Espírito Santo que nos ajude a vermo-nos retratados nestas palavras do Mestre Divino.

«Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo» Naquele tempo deve ser lido hoje, aqui e agora; e em vez destes dignatários religiosos do tempo de Jesus, procuremos ler o nome de cada um de nós.

A nossa história divina. «Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre

Jesus não Se refere somente ao Povo de Deus, de Israel. Um povo é constituído por pessoas individuais, e cada uma delas deve corresponder individual e pessoalmente aos apelos do Senhor e às graças recebidas.

Foi Deus Quem plantou esta vinha que é cada um de nós. Antes de ser plantada, a vinha, como tal, não existia. Há pouco tempo ainda, não éramos nada, porque simplesmente não éramos, não existíamos. Ninguém nos amava, ninguém nos desejava, nem esperava por nós, nem muito menos estava a contar connosco para o que quer que fosse. Não éramos nada e, portanto, não servíamos para nada.

Foi Deus Quem decidiu tirar-nos deste anonimato, para nos cumular com os Seus dons. Não o fez por nosso merecimento, nem porque em nós houvesse algo que pudesse atrair a Sua amizade. Nascemos da misericórdia do Senhor.

Fomos enxertados no tronco da videira divina que é Jesus Cristo e devemos dar frutos de boas obras. A afirmação é do Divino Mestre: «Eu sou a videira, vós sois os ramos. Quem está em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque, sem Mim, nada podeis fazer.» (S. João 15, 5). A primeira condição para estarmos unidos a este tronco divino é termos sido batizados, recebendo a graça santificante.

Não é no tronco que se conhece a qualidade da videira, a não ser que se trate de um especialista. Qualquer um de nós conhece a qualidade da videira pelas uvas que dá. É também por meio das nossas boas obras que as pessoas conhecem a bondade e a misericórdia de Cristo.

Deus levantou uma sebe para nos defender dos assaltos do Inimigo. Gravou em nosso coração os Mandamentos e a consciência funciona como essa sebe que nos defende dos assaltos, se lhe quisermos prestar atenção.

O trabalho de cavar o lagar na vinha é uma manifestação de esperança. Só se decide a cavar um lagar – dantes eram feitos assim, abrindo uma cavidade na pedra para transformar as uvas em vinho – é porque tem esperança de uma boa colheita.

Somos administradores de Deus. «depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no.»

Somos administradores de tudo o que Deus colocou à nossa disposição. Nada do que temos é propriedade nossa: a vida, as qualidades e o tempo e a força para o trabalho. Estamos num tempo de prova da nossa fidelidade a Deus, na administração destes bens.

Se nos comportarmos como bons administradores, cultivando a santidade pessoal, não prestaremos contas, mas “apresentaremos a conta” ao Senhor, como escreveu um santo dos nossos dias.

Todo o tempo que tivermos é, simultaneamente, tempo de trabalho intenso na vinha da nossa alma e tempo de colheita. Todas as noites, na presença do Senhor, devemos olhar para o nosso dia, para ver os frutos de amor que ao longo do dia pudemos colher.

Jesus refere-Se claramente à história do Povo de Deus. Enviou-lhes muitos profetas a chamá-los ao bom senso, para darem frutos de santidade, mas eles maltrataram os profetas e outras pessoas que os procuraram ajudar.

Cada um de nós encontra-se também culpado disto mesmo diante do Senhor. Não damos ouvidos, muitas vezes, ao que a Igreja, pelos seus pastores, nos diz. Acontece também que, em vez de ficarmos agradecidos às pessoas que nos chamam a atenção para os desvios do caminho de Deus, não ficarão agradecidos, mas zangados com elas. Jesus disse: «Quem vos ouve (é) a Mim (que) ouve.»

A hora da misericórdia. «Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no.»

O Divino Mestre anuncia profeticamente tudo o que vai acontecer com Ele: vão dar-Lhe a morte e morrerá fora da vinha, isto é, fora da cidade de Jerusalém, de costas voltadas para ela, no Calvário, pois foi assim que colocaram a cruz em que O pregaram.

Jesus não conta esta parábola para humilhar os Seus concidadãos, mas para os chamar ao bom senso e levá-los à conversão. Depois de estar já pregado na Cruz, implora: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.»

Deve ter sofrido muito pela rejeição que muitos judeus fizeram da Sua missão, a começar por alguns dos maiores responsáveis religiosos.

Os ouvintes de Jesus não sabiam que tinham sido escancaradas por Cristo as portas da misericórdia divina e que ela poderia ser derramada sobre nós em abundância, se a quisessem acolher. Por isso respondem em termos da sua cultura, como nós fazemos às vezes, em relação às outras pessoas: «Eles responderam: “Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo”.»

Deus não pensa como os homens. Jesus Cristo continua â espera, há dois mil anos, que a Sua vinha eleita aceite o Seu reinado de Amor. Cada um de nós saberá há quanto tempo Jesus espera que cada um de nós lhe dê bom fruto.

Do mesmo modo, cada um de nós tem de acalentar toda a esperança e fazer o que está nas suas possibilidades, para que aqueles que rejeitam a felicidade que Jesus Cristo lhes oferece, se rendam ao Seu Amor.

Maria, Mãe de Misericórdia, está em perfeita comunhão com os sentimentos de Jesus Cristo e pede a nossa ajuda para que nenhum dos nossos irmãos seja rejeitado.

 

Fala o Santo Padre

 

«A vinha é do Senhor, não nossa. A autoridade é um serviço,

e como tal deve ser exercida, para o bem de todos e para a difusão do Evangelho.

É terrível ver quando na Igreja as pessoas que têm autoridade procuram os próprios interesses.»

No Evangelho de hoje (cf. Mt 21, 33-43) Jesus, prevendo a sua paixão e morte, relata a parábola dos vinhateiros homicidas, para admoestar os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo que estão prestes a tomar o caminho errado. Estes, de facto, nutrem más intenções em relação a ele e procuram o modo de o eliminar.

A história alegórica descreve um senhor que, depois de ter cuidado muito da sua vinha (cf. v. 33), parte, confiando-a aos vinhateiros. Em seguida, no momento da colheita, ele envia alguns servos para recolher os frutos; mas os vinhateiros recebem os servos com bastões e até matam alguns. O senhor envia outros servos, mais numerosos, mas também eles recebem o mesmo tratamento (cf. vv. 34-36). O clímax é atingido quando o senhor decide enviar o seu filho: os vinhateiros não o respeitam, pelo contrário, pensam que ao eliminá-lo podem apoderar-se da vinha, e por isso também  o matam (cf. vv. 37-39).

A imagem da vinha é clara: representa o povo que o Senhor escolheu e formou com tanto cuidado; os servos mandados pelo senhor são os profetas, enviados por Deus, enquanto o filho é a figura de Jesus. E tal como os profetas foram rejeitados, assim também Cristo foi rejeitado e morto.

No final da história, Jesus pergunta aos chefes do povo: «Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» (v. 40). E eles, tomados pela lógica da narrativa, pronunciam eles mesmos a própria condenação: responderam-lhe: mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará a sua vinha: «Dará morte afrontosa aos malvados, e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida» (v. 41).

Com esta parábola muito dura, Jesus coloca os seus interlocutores face à sua responsabilidade, e fá-lo com extrema clareza. Mas não pensemos que esta admoestação não se aplica apenas àqueles que rejeitaram Jesus naquele momento. É válido para todos os tempos, também para o nosso. Ainda hoje Deus espera os frutos da sua vinha daqueles que enviou para trabalhar nela. Todos nós.

Em cada época, aqueles que têm autoridade, qualquer autoridade, também na Igreja, no povo de Deus, podem ser tentados a fazer os próprios interesses e não os de Deus. E Jesus diz que a verdadeira autoridade é quando se faz o serviço, é servir, e não explorar os outros. A vinha é do Senhor, não nossa. A autoridade é um serviço, e como tal deve ser exercida, para o bem de todos e para a difusão do Evangelho. É terrível ver quando na Igreja as pessoas que têm autoridade procuram os próprios interesses.

São Paulo, na segunda Leitura da liturgia de hoje, diz-nos como ser bons trabalhadores na vinha do Senhor: o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honrado; o que é virtude e merece louvor, que tudo isto seja o objeto diário do nosso compromisso (cf. Fl 4, 8). Repito: o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honrado; o que é virtude e merece louvor, que tudo isto seja o objeto diário do nosso compromisso. É a atitude da autoridade e também de cada um de nós, porque cada um de nós, nas suas competências, tem uma certa autoridade. Deste modo, tornar-nos-emos uma Igreja cada vez mais rica nos frutos da santidade, daremos glória ao Pai que nos ama com infinita ternura, ao Filho que continua a dar-nos salvação, ao Espírito que nos abre o coração e nos impele para a plenitude do bem.

Dirijamo-nos agora a Maria Santíssima, espiritualmente unidos aos fiéis reunidos no Santuário de Pompeia para a Súplica, e neste mês de outubro renovemos o nosso compromisso de recitar o santo Rosário.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 4 de outubro de 2020

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs: Unidos a Cristo,

como as vides ligadas à cepa, que as faz viver,

peçamos ao Senhor a graça de dar fruto abundante.

Oremos (cantando), com fé e humildade:

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

1.    Pelos cristãos da nossa Diocese e seus Pastores.,

para que sejam verdadeiros, justos e puros,

e ponham em prática o que escutaram na Palavra,

     oremos com fé e humildade.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

2. Pelos governantes dos países mais poderosos,

     para que assegurem a paz entre as nações

  e edifiquem um mundo novo aberto a Cristo,

     oremos com fé e humildade.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

3. Pelo povo de Israel, vinha de Deus,

     plantada de cepas escolhidas,

  para que descubra em Jesus o Salvador,

     oremos com fé e humildade.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

4. Pelos estudantes que iniciaram um novo ano,

     para que o estudo dedicado e persistente

  lhes obtenha grandes alegrias,

  oremos com fé e humildade.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

5. Por nós próprios e pela nossa comunidade paroquial,

     para que o Espírito Santo nos ensine

  a orar, a suplicar e a dar graças,

  oremos com fé e humildade.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

6. Pelos nossos parentes, amigos e conhecidos falecidos,

     para que o Senhor, também pelos nossos sufrágios,

     abrevie a sua purificação e os acolha no Paraíso,

     oremos com fé e humildade.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

Senhor, Deus do universo,

olhai dos Céus e vede esta vinha

que a vossa mão direita plantou

e fazei-nos encontrar na Eucaristia

a seiva que nos faz produzir frutos de vida eterna.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Em cada Eucaristia que celebramos, o nosso Deus trata carinhosamente a vinha que é cada um de nós.

Ilumina o nosso coração na Mesa da Palavra com as verdades da fé e alimenta-nos com o Manjar celeste da Eucaristia.

 

Cântico do ofertório: Tomai Senhor e recebei – J. Santos, NRMS, 70

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno – ENPL, 15

 

Saudação da Paz

 

Não é compatível na vida o Mandamento novo do Amor com qualquer espécie de guerra ou inimizade.

Deus quer que reine, na Sua vinha que é a Igreja a que temos a felicidade de pertencer, uma verdadeira paz.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

O nosso Deus abriu os tesouros do Seu Coração de Pai e deu-nos o melhor quer tinha: o Corpo e Sangue do Seu Filho.

Procuremos participar em cada Missa na graça de Deus, para podermos comungar com as condições que Jesus Cristo estabeleceu.

 

Cântico da Comunhão: Saboreai como é bom – J. Santos, NRMS, 93

 

Lam 3, 25

Antífona da comunhão: O Senhor é bom para quem n'Ele confia, para a alma que O procura.

 

Ou

cf. 1 Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo, nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

 

Cântico de acção de graças: Hóstia santa, penhor de salvação – M. Simões, NRMS, 6

 

Oração depois da comunhão: Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede, fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n'Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Agradeçamos ao Senhor o carinho e desvelo com que nos trata e procuremos corresponder ao Seu amor.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é amor, – – J. F. Silva, NRMS, 90-91

 

 

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

27ª SEMANA

 

2ª Feira, 9-X: Amarás o Senhor, teu Deus

Jn 1, 1-2, 1. 11 /  Lc 10, 25-37

Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma…; e ao próximo como a ti mesmo.

O amor a Deus e o amor ao próximo andam ligados: Se nos aproximamos de Deus, outros serão atraídos. Procuremos fazer muitas vezes, o papel de «bom samaritano» (EV), indo ao encontro das necessidades do próximo, que está à nossa volta. E assim nos parecemos mais a Jesus, que é o bom samaritano, por excelência, ao cuidar de nós.

Jonas, ao fugir de Deus, é acusado da desgraça de um temporal: sabiam que Jonas fugia da presença do Senhor (LT), e também culpado das desgraças dos passageiros, pelo que o lançaram ao mar (LT)

 

3ª Feira, 10-X: Maria escolheu a melhor parte

 Jo 3, 1-10 / Lc 10, 38-42

 Ao receber o Senhor em sua casa, Marta andava muito atarefada, e Maria fazia companhia a Jesus, ouvindo o louvor do Mestre: Maria escolheu a melhor parte (EV).

Temos que saber escolher a melhor parte, mesmo que isso nos exija alguma penitência (sacrifícios), para nos convertermos e estarmos mais próximos de Deus.

Os ninivitas, perante a ameaça de destruição da sua cidade, devido ao seu mau comportamento, decidiram fazer penitência, cumprindo a vontade de Deus e, assim, salvaram-se eles e a sua própria cidade (LT) .

 

4ª Feira, 11-X A misericórdia divina.

Jo 4, 1-11 /  Lc 11, 1-4

Perdoai-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todo aquele que nos ofende.

 O próprio Senhor nos ensinou a rezar: perdoai as nossas ofensas (EV), relacionando o perdão mútuo das nossas ofensas com o perdão que Deus nos conceder aos nossos pecados. Da parte de Deus não há limite nem medida para o perdão, que é especialmente divino. Vós, sois, Senhor clemente e cheio de misericórdia.

 Que grande contraste com a mesquinhez que Jonas: teve pena de um carrapiteiro seco e não perdoou aos 120 mil habitantes da cidade de Nínive (LT). Peçamos à nossa Mãe de Misericórdia que nos ajude a parecer-nos mais ao Deus misericordioso.

 

5ª Feira, 12-X: Vale a pena servir e rezar a Deus

Mal 3,13-20 / Lc 11, 5-13

Afirmastes ainda: É coisa inútil servira Deus. Que lucramos em cumprir as suas ordens?

Este desabafo é muito corrente entre algumas pessoas: Ando eu a fazer o bem e sofro e, os que praticam o mal vivem na prosperidade (LT). Outros dirão: Para que serve rezar a Deus, se não me ouve?

O Senhor não deixa de nos dar uma recompensa, pelo menos no Reino dos Céus: terei compaixão deles como se tem de um filho obediente (LT), e escutará nossa oração, se formos perseverantes: Pedi e dar-vos-ão, porque Ele é nosso Pai. Se a um de vós que seja pai, o filho pedir peixe, em vez de carne, dar-lhe-á uma serpente? (EV)

 

6ª Feira, 13-X: Último dia das aparições de Nª Senhora.

Jl, 1,13-15- 2, 1.1-2 / Lc 11, 15-26

Mas, se eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então é porque o reino de Deus chegou até vós.

O demónio ataca-nos muito durante o nosso dia e precisamos recorrer aos auxílios divinos, entre eles, à nossa Mãe: Á vossa proteção nos acolhemos, Virgem gloriosa e bendita.

Também Ela nos recomenda a penitência: ponde vestes de penitência (LT), aproveitando as pequenas coisas de cada dia, que nos podem custar. E também a penitência no sentido de conversão. É preciso rezar muito pela conversão dos pecadores. entre os quais nos contamos todos. Cada uma das nossas conversões ajudará à conversão de outros.

 

Sábado, 14-X: Os louvores a Nossa Senhora

Jl 4, 12-21 /  Lc 11, 27- 28

Jesus: felizes antes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

Jesus louva sua Mãe, porque respondeu ao pedido de Deus, dizendo: faça-se! E, assim, o Verbo se fez carne. Procuremos rezar muito as orações da Avé-Maria e do «Anjo do Senhor», para recordar momento tão extraordinário na História da Salvação.

Assim se cumpre o desígnio de Deus: Habito em Sião, meu monte santo (LT). E a sua proteeção: O Senhor é um refúgio para o seu povo. Haverá graças abundantíssimas: montes que deixarão escorrer vinho novo, colinas que farão jorrar leite. E uma intermediária, que é Nossa Senhora., para distribuir as graças de Deus

 

 

 

Celebração e Homilia:            Fernando Silva

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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