29.º Domingo Comum

D.M. das Missões

22 de Outubro de 2023

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cristo Jesus Tu me chamaste – H. Faria, NRMS, 30

Salmo 16, 6.8.9

Antífona de entrada: Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco, ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras. Guardai-me dos meus inimigos, Senhor. Protegei-me à sombra das vossas asas.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje o Dia Mundial das Missões que tem como tema escolhido pelo Papa Francisco uma frase inspirada na história dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35): “Corações ardentes, pés a caminho”.

É o encontro com Cristo na Palavra e no Pão partido que acende em nós o entusiasmo para nos pôr pés a caminho, com a alegria de proclamar Cristo Ressuscitado. Sabendo que o Senhor nos escolheu e cingiu, comecemos por dar a Deus o que é de Deus, para depois partirmos em missão. Pois, “uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionaria” (Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis, 84).

 

 

Ato Penitencial

Inspirados na mensagem do Papa, para este Dia Mundial das Missões, comecemos a nossa celebração, examinando a nossa disponibilidade para a missão.

 

Senhor, porque frustrados e desanimados, deixamos que nos roubassem a esperança e não deixamos acompanhar por Ti, para nos explicares o sentido das Escrituras e nos fazer arder o coração.

Senhor, tende piedade de nós!

 

Cristo, porque nem sempre o nosso coração anelou pela Tua companhia, suspirando conforme o ardente pedido dos dois de Emaús: Fica connosco, Senhor!

Cristo, tende piedade de nós!

 

Senhor, porque nem sempre o nosso anúncio é jubilosa narração de Cristo Senhor, da Sua vida, da Sua paixão, morte e ressurreição, e das maravilhas que o Seu amor realizou na nossa vida.

Senhor, tende piedade de nós!

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: No exílio da Babilónia o Povo de Deus espera que o Senhor suscite, entre os israelitas, um “messias libertador”. Como sempre, o agir de Deus é surpreendente e desmonta todos os esquemas humanos: o escolhido e ungido pelo Espírito de Deus é um pagão, Ciro, o rei da Pérsia. É a ele que é dirigida a palavra que vamos escutar.

 

Isaías 45, 1.4-6

1Assim fala o Senhor a Ciro, seu ungido, a quem tomou pela mão direita, para subjugar diante dele as nações e fazer cair as armas da cintura dos reis, para abrir as portas à sua frente, sem que nenhuma lhe seja fechada: 4«Por causa de Jacob, meu servo, e de Israel, meu eleito, Eu te chamei pelo teu nome e te dei um título glorioso, quando ainda não Me conhecias. 5Eu sou o Senhor e não há outro; fora de Mim não há Deus. Eu te cingi, quando ainda não Me conhecias, 6para que se saiba, do Oriente ao Ocidente, que fora de Mim não há outro. Eu sou o Senhor e mais ninguém».

 

A leitura é tirada do Segundo Isaías; apresenta o rei Ciro da Pérsia, que em 539 acabou com o reino de Babilónia. Este é chamado, à maneira dos reis do povo escolhido, como o «Ungido» de Yahwéh. Ele permitiu que os exilados hebreus regressassem à pátria, e reconstruíssem o templo de Jerusalém. Nesta passagem, o profeta dá-lhe os grandiosos títulos de «Pastor» e «Ungido» do Senhor. É saudado como instrumento de Deus para libertar Israel e difundir a fé em Yahwéh, o único Deus. Também no Evangelho se fala doutro imperador pagão, Tibério César, mas sem que seja elogiado, ou condenado.

 

Salmo Responsorial Sl 95 (96), l.3.4-5.7-8.9-10a.c (R. 7b)

 

Monição: O salmista convida toda a terra a cantar, a bendizer e a anunciar a salvação, a glória e as maravilhas do Senhor. Pois Ele é o único Deus, digno de louvor e pleno de poder, a quem todos os povos devem adorar e aclamar como Rei... Como cristãos missionários aclamemos e testemunhemos a glória e o poder do Senhor.

 

Refrão:    Aclamai a glória e o poder do Senhor.

 

Cantai ao Senhor um cântico novo,

cantai ao Senhor, terra inteira.

Publicai entre as nações a sua glória,

em todos os povos as suas maravilhas.

 

O Senhor é grande e digno de louvor,

mais temível que todos os deuses.

Os deuses dos gentios não passam de ídolos,

foi o Senhor quem fez os céus.

 

Dai ao Senhor, ó família dos povos,

dai ao Senhor glória e poder.

Dai ao Senhor a glória do seu nome,

levai-Lhe oferendas e entrai nos seus átrios.

 

Adorai o Senhor com ornamentos sagrados,

trema diante d’Ele a terra inteira.

Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei»,

governa os povos com equidade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Começamos hoje a leitura da primeira epístola aos Tessalonicenses, a comunidade cristã existente na cidade de Tessalónica, no norte da Grécia.

Tendo recebido a notícia – trazida por Timóteo – de que aquela comunidade crescia e se fortalecia na fé, Paulo escreve a esses cristãos uma carta, cujo início hoje escutamos.

 

1 Tessalonicenses 1, 1-5b

1Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses, que está em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: A graça e a paz estejam convosco. 2Damos continuamente graças a Deus por todos vós, ao fazermos menção de vós nas nossas orações. 3Recordamos a actividade da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo, na presença de Deus, nosso Pai. 4Nós sabemos, irmãos amados por Deus, como fostes escolhidos. 5bO nosso Evangelho não vos foi pregado somente com palavras, mas também com obras poderosas, com a acção do Espírito Santo.

 

É este o início daquele que é muitíssimo provavelmente primeiro de todos os escritos do Novo Testamento, e dos que são mais fáceis de datar: pelo ano 51, S. Paulo, em Corinto, recebe, através de Timóteo, boas notícias da comunidade fundada há pouco, no decurso desta 2.ª viagem apostólica, e escreve esta carta cheia de carinho, para os confirmar na fé. Temos a breve saudação inicial (v. 1), à boa maneira clássica; junto a Paulo estavam dois dos seus companheiros da 2ª viagem, Silvano (Silas) e Timóteo. Chamamos a atenção para o facto de que nas palavras de acção de graças a Deus pela fidelidade dos Tessalonicenses (vv. 3-10), o Apóstolo, uns 20 anos após a Morte e Ressurreição de Cristo, alude ao mistério central da nossa fé, ao referir o «Pai», ao Filho, «o Senhor Jesus» (v. 3) e ao «Espírito Santo» (v. 5).

 

Aclamação ao Evangelho    Filip 2, 15d.16a

 

Monição: Os chefes religiosos de Israel tentam, por todos os meios, apanhá-lo em falso, para o condenar. Hoje colocam-lhe a questão do dever, ou não, pagar-se imposto ao imperador de Roma.

Na sua resposta a esta pergunta com rasteira Jesus segue duas pistas: evita a politização da imagem de Deus e opõe-se à sacralização do poder político.

Nas suas palavras Jesus desafia todo o crente a fazer-se esta pergunta: a quem pertenço? Quem é o meu Senhor?

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (I)

 

Vós brilhais como estrelas no mundo,

ostentando a palavra da vida.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 22, 15-21

Naquele tempo, 15os fariseus reuniram-se para deliberar sobre a maneira de surpreender Jesus no que dissesse. 16Enviaram-Lhe alguns dos seus discípulos, juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus, sem te preocupares com ninguém, pois não fazes acepção de pessoas. 17Diz-nos o teu parecer: É lícito ou não pagar tributo a César?» 18Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu: «Porque Me tentais, hipócritas? 19Mostrai-me a moeda do tributo». Eles apresentaram-Lhe um denário e Jesus perguntou: 20«De quem é esta imagem e esta inscrição?» 21Eles responderam: «De César». Disse-Lhes Jesus: «Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».

 

A questão proposta era uma hábil cilada em que Jesus deveria cair: se dissesse que se devia pagar o tributo a Tibério César, ali estavam os «fariseus» para O desacreditarem perante o povo, pois apoiava o domínio romano, ao qual os fariseus se opunham tenazmente; se Jesus dissesse que não, ali tinha os «herodianos», que O iriam denunciar a Pilatos como rebelde e agitador do povo contra os Romanos, pois os partidários de Herodes apoiavam o domínio romano.

19 «A moeda do tributo». Era o denário, que tinha a efígie do imperador com a inscrição: «Tibério César, filho do divino Augusto».

21 Jesus evita cair na armadilha, dando uma resposta que transcende a pergunta: a pergunta era política; a resposta é de ordem moral e religiosa e muito mais ampla. Se é certo que Jesus declara: «dai a César o que é de César», também é verdade que restringe imediatamente esta declaração, ao afirmar um princípio superior: «dai a Deus o que é de Deus». É como se dissesse: dai a César o que lhe pertence, mas não mais do que aquilo que lhe pertence, pois há direitos superiores e prioritários, os de Deus, Yahwéh, a quem César tem de servir.

 

Sugestões para a homilia

 

O Dia Mundial das Missões que hoje celebramos, neste mundo ferido por grandes tribulações que por vezes nos assustam e desorientam, apresenta-nos, pela voz do Santo Padre, o itinerário dos discípulos missionários: Corações ardentes, pelas Escrituras explicadas por Jesus; Olhos abertos, para O reconhecer; e, como ponto culminante, pés a caminho.

Na verdade, Jesus é a Palavra viva, a única que pode fazer arder, iluminar e transformar o coração. Por isso, hoje, como aconteceu com os discípulos de Emaús, o Senhor ressuscitado está próximo dos Seus discípulos missionários e caminha a par deles, sobretudo quando se sentem frustrados, desanimados ou temerosos... Ele é maior que os nossos problemas; Ele vê a generosidade e os sacrifícios dos seus missionários... E Se O escutarmos Ele fará arder o nosso coração para a Missão...

Mas não chega escutar. Para dar fruto, devemos convidar: fica connosco, Senhor... deixar que Ele entre no nosso coração como Pão-partido-para-nós... cultivando amorosamente a comunhão com Cristo...

E, por fim, é preciso por pés ao caminho. Pois não se pode encontrar verdadeiramente Jesus ressuscitado, sem se inflamar no desejo de O contar a todos... Hoje, mais do que nunca, a humanidade, ferida por tantas injustiças, divisões e guerras, precisa da Boa Nova da paz e da salvação em Cristo... E todos podem contribuir para este movimento missionário: com a oração e a ação, com ofertas de dinheiro e de sofrimento, com o próprio testemunho. Saiamos com corações ardentes, olhos abertos, pés ao caminho, para fazer arder outros corações com a Palavra de Deus, abrir outros olhos para Jesus Eucaristia, e convidar todos a caminharem juntos pelo caminho da paz e da salvação que Deus, em Cristo, deu à humanidade (Ponto inspirado na Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2023).

 

É esta disponibilidade para ensinar segundo a verdade, o caminho de Deus, que leva, de novo, Jesus, o Missionário do Pai, a confrontar-se com as autoridades do seu tempo que continuam a usar a máscara da falsidade, da hipocrisia e da malícia para o porem entre a espada e a parede e contestarem a sua autoridade. Desta vez é a questão dos impostos que é colocada em discussão: Mestre sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus... não te deixas influenciar por ninguém... diz-nos o teu parecer: Deve-se ou não pagar o tributo a César?

Havia diferentes posturas quanto ao pagamento dos tributos ao imperador. Uns defendiam a colaboração com a potência ocupante e o pagamento de impostos, procurando obter o máximo de benefícios. Outros negavam-se a pagar impostos aos romanos, porque entendiam que ao fazê-lo estariam a reconhecer o poder e a soberania do imperador em detrimento de Deus.

Assim, qualquer que fosse a resposta de Jesus, seria usada para acusar Jesus. Se respondesse sim, é lícito, seria considerado um não patriota, traidor do seu povo e amigo do imperador romano... e perderia todo o crédito diante dos pobres, dos simples, daqueles que o viam como um profeta e enviado de Deus e que ele dizia defender…; se respondesse: não é lícito; então seria culpado diante dos romanos, julgado e condenado como subversivo, agitador social e não respeitador das autoridades…

Mas Jesus, que lhes conhece a malícia, faz-lhes cair a máscara da hipocrisia, através da sua resposta. Pede-lhes que lhe mostrem uma moeda e logo eles a tiram do bolso. Então, se eles a usam nas relações comerciais, se reconhecem o poder instituído, não têm por que se queixar: dai a César o que é de César. Que cumpram as suas obrigações... Pertencentes a uma comunidade humana eles, como nós cristãos, temos direitos e deveres que precisam de ser vividos com sinceridade, tendo em vista o bem comum e a fraternidade universal. Se, por exemplo, nos é garantido educação, estradas, segurança, acesso a cuidados de saúde... então também devemos restituir, segundo a justiça e sem evasões fiscais, com os nossos impostos para o bem comum...

Jesus, no entanto, vai mais longe do que a pergunta que lhe foi feita e, na sua resposta, acrescenta: “e dai a Deus o que é de Deus”. Como quem diz: não esqueçais: sem dúvida que pertenceis à família, aos amigos, à escola, ao trabalho, a este país, mas antes de tudo, pertenceis a Deus; em vós está gravada a imagem de Deus; fostes criados à Sua imagem e semelhança; só a Ele pertenceis e o vosso nome está inscrito no Céu (Lc 10, 20).

E o que é que pertence a Deus? Que vamos nós dar a Deus? Será que Ele necessita das nossas moedas, das nossas coisas?

A melhor resposta e exemplo está nos cristãos de Tessalónica a quem S. Paulo escreveu uma carta da qual foi tirada a 2ª leitura. Diz assim o texto: recordamos a atividade da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo…

Dar a Deus o que é de Deus implica colocar a nossa vida nas suas mãos e disponibilizar o nosso coração para que se realize em nós a sua obra... Implica reinstalar Deus no coração da nossa vida pessoal e da vida pública. Para isso, não basta dar algumas horas ou minutos de oração, de missa e devoção a Deus, como se lhe pagássemos algum favor!

Dar a Deus o que é de Deus implica uma fé ativa traduzida numa adesão efetiva ao Evangelho não apenas por palavras mas por ações concretas de conversão e de transformação. Uma fé que não é tesouro para guardar, mas uma alegria para anunciar aos outros. E, porque se a fé não tiver obras está morta, então o Senhor espera de nós uma caridade esforçada traduzida por um amor que é entrega, partilha e doação... Tudo isto concretizado numa esperança firme na vida nova que Ele reserva àqueles que O amam.

 

Neste Dia Mundial das Missões, Santa Maria do Caminho, Mãe dos discípulos missionários e Rainha das Missões, nos ensine a darmo-nos a Deus, como ela se deu, pondo-nos apressadamente a caminho ao encontro dos outros para lhes levarmos a Paz e a Salvação.

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2023

Corações ardentes, pés ao caminho (cf. Lc 24, 13-15)

 

Para o Dia Mundial das Missões deste ano escolhi um tema que se inspira na história dos discípulos de Emaús, narrada por Lucas no seu Evangelho (cf. 24, 13-35): «Corações ardentes, pés ao caminho». Aqueles dois discípulos estavam confusos e desiludidos, mas o encontro com Cristo na Palavra e no Pão partido acendeu neles o entusiasmo para pôr os pés ao caminho rumo a Jerusalém e anunciar que o Senhor tinha verdadeiramente ressuscitado. Na narração evangélica, apreendemos a transformação dos discípulos a partir de algumas imagens sugestivas: corações ardentes pelas Escrituras explicadas por Jesus, olhos abertos para O reconhecer e, como ponto culminante, pés ao caminho. Meditando sobre estes três aspetos, que traçam o itinerário dos discípulos missionários, podemos renovar o nosso zelo pela evangelização no mundo de hoje.

1. Corações ardentes, «quando nos explicava as Escrituras». A Palavra de Deus ilumina e transforma o coração na missão.

No caminho de Jerusalém para Emaús, os corações dos dois discípulos estavam tristes – como transparecia dos seus rostos – por causa da morte de Jesus, em Quem haviam acreditado (cf. 24, 17). Perante o fracasso do Mestre crucificado, a esperança de que fosse Ele o Messias, desmoronou-se neles (cf. 24, 21).

E eis que, «enquanto conversavam e discutiam, aproximou-Se deles o próprio Jesus e pôs-Se com eles a caminho» (24, 15). Como no início da vocação dos discípulos, também agora, no momento da frustração, o Senhor toma a iniciativa de Se aproximar dos seus discípulos e caminhar a par deles. Na sua grande misericórdia, Ele nunca Se cansa de estar connosco, apesar dos nossos defeitos, dúvidas, fraquezas e não obstante a tristeza e o pessimismo nos reduzam a «homens sem inteligência e lentos de espírito» (24, 25), pessoas de pouca fé.

Hoje como então, o Senhor ressuscitado está próximo dos seus discípulos missionários e caminha a par deles, sobretudo quando se sentem frustrados, desanimados, temerosos perante o mistério da iniquidade que os rodeia e quer sufocá-los. Por isso, «não deixemos que nos roubem a esperança!» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 86). O Senhor é maior do que os nossos problemas, sobretudo quando os encontramos ao anunciar o Evangelho ao mundo, porque esta missão, afinal, é d’Ele e nós somos simplesmente os seus humildes colaboradores, «servos inúteis» (cf. Lc 17, 10).

Em Cristo, expresso a minha proximidade a todos os missionários e missionárias do mundo, especialmente àqueles que atravessam um momento difícil: caríssimos, o Senhor ressuscitado está sempre convosco e vê a vossa generosidade e os vossos sacrifícios em prol da missão evangelizadora em lugares distantes. Nem todos os dias da vida são cheios de sol, mas lembremo-nos sempre das palavras do Senhor Jesus aos seus amigos, antes da Paixão: «No mundo, tereis tribulações; mas tende confiança: Eu já venci o mundo!» (Jo 16, 33).

Depois de ouvir os dois discípulos no caminho de Emaús, Jesus ressuscitado, «começando por Moisés e seguindo por todos os profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, tudo o que Lhe dizia respeito» (Lc 24, 27). E os corações dos discípulos inflamaram-se, como no fim haviam de confidenciar um ao outro: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» (24, 32). Na realidade, Jesus é a Palavra viva, a única que pode fazer arder, iluminar e transformar o coração.

Assim compreendemos melhor a afirmação de São Jerónimo: «A ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo» (Commentarii in Isaiam, Prologus). «Sem o Senhor que nos introduz na Sagrada Escritura, é impossível compreendê-la em profundidade; mas é verdade também o contrário, ou seja, que, sem a Sagrada Escritura, permanecem indecifráveis os acontecimentos da missão de Jesus e da sua Igreja no mundo» (Francisco, Carta ap. sob forma de Motu Proprio Aperuit illis, 1). Por isso, o conhecimento da Escritura é importante para a vida do cristão e, mais ainda, para o anúncio de Cristo e do seu Evangelho. Caso contrário, que iríamos transmitir aos outros senão as próprias ideias e projetos? E poderia alguma vez um coração frio fazer arder o dos outros?

Portanto, deixemo-nos sempre acompanhar pelo Senhor ressuscitado que nos explica o sentido das Escrituras. Deixemos que Ele faça arder o nosso coração, nos ilumine e transforme, para podermos anunciar ao mundo o seu mistério de salvação com a força e a sabedoria que vêm do seu Espírito.

2. Olhos que «se abriram e O reconheceram» ao partir o pão. Jesus na Eucaristia é ápice e fonte da missão.

Os corações ardentes pela Palavra de Deus impeliram os discípulos de Emaús a pedir ao misterioso Viandante que ficasse com eles ao cair da noite. E, encontrando-se ao redor da mesa, os seus olhos abriram-se e reconheceram-No, quando Ele partiu o pão. O elemento decisivo que abre os olhos dos discípulos é a sequência de ações efetuadas por Jesus: tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu-lho. São gestos comuns de qualquer chefe de família judia, mas, realizados por Jesus Cristo com a graça do Espírito Santo, renovam para os dois comensais o sinal da multiplicação dos pães e sobretudo da Eucaristia, o sacramento do Sacrifício da cruz. Mas, precisamente no momento em que reconhecem Jesus n’Aquele-que-parte-o-pão, «Ele desapareceu da sua presença» (Lc 24, 31). Este facto faz compreender uma realidade essencial da nossa fé: Cristo que parte o pão, torna-Se agora o Pão partido, partilhado com os discípulos e depois consumido por eles. Tornou-Se invisível, porque agora entrou dentro do coração dos discípulos para fazê-los arder ainda mais, impelindo-os a retomar sem demora o seu caminho para comunicar a todos a experiência única do encontro com o Ressuscitado! Assim, Cristo ressuscitado é Aquele-que-parte-o-pão e, simultaneamente, o Pão-partido-para-nós. E, por conseguinte, cada discípulo missionário é chamado a tornar-se, como Jesus e n’Ele, graças à ação do Espírito Santo, aquele-que-parte-o-pão e aquele-que-é-pão-partido para o mundo.

A propósito, é preciso ter presente que, se o simples repartir o pão material com os famintos em nome de Cristo já é um ato cristão missionário, quanto mais o será o repartir o Pão eucarístico, que é o próprio Cristo? Trata-se da ação missionária por excelência, porque a Eucaristia é fonte e ápice da vida e missão da Igreja.

Assim no-lo recordou o Papa Bento XVI: «Não podemos reservar para nós o amor que celebramos neste sacramento [da Eucaristia]: por sua natureza, pede para ser comunicado a todos. Aquilo de que o mundo tem necessidade é do amor de Deus, é de encontrar Cristo e acreditar n’Ele. Por isso, a Eucaristia é fonte e ápice não só da vida da Igreja, mas também da sua missão: uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária» (Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 84).

Para dar fruto, devemos permanecer unidos a Ele (cf. Jo 15, 4-9). E esta união realiza-se através da oração quotidiana, particularmente na adoração, no permanecer em silêncio diante do Senhor, que está connosco na Eucaristia. Cultivando amorosamente esta comunhão com Cristo, o discípulo missionário pode tornar-se um místico em ação. Que o nosso coração anele sempre pela companhia de Jesus, suspirando conforme o ardente pedido dos dois de Emaús, sobretudo ao entardecer: «Fica connosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29).

3. Pés ao caminho, com a alegria de proclamar Cristo Ressuscitado. A eterna juventude duma Igreja sempre em saída.

Depois de abrir os olhos ao reconhecerem Jesus na fração do pão, os discípulos partiram sem demora e voltaram para Jerusalém (cf. Lc 24, 33). Este sair apressado para partilhar com os outros a alegria do encontro com o Senhor, mostra que «a alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 1). Não se pode encontrar verdadeiramente Jesus ressuscitado, sem se inflamar no desejo de o contar a todos. Por isso, o primeiro e principal recurso da missão são aqueles que reconheceram Cristo ressuscitado, nas Escrituras e na Eucaristia, e que trazem o seu fogo no coração e a sua luz no olhar. Eles podem testemunhar a vida que não morre jamais, mesmo nas situações mais difíceis e nos momentos mais escuros.

A imagem de pôr os «pés ao caminho» recorda-nos mais uma vez a validade perene da missio ad gentes, a missão confiada pelo Senhor ressuscitado à Igreja: evangelizar toda a pessoa e todos os povos até aos confins da terra. Hoje, mais do que nunca, a humanidade, ferida por tantas injustiças, divisões e guerras, precisa da Boa Nova da paz e da salvação em Cristo. Por isso, aproveito esta ocasião para reiterar que «todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de o anunciar sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível» (Ibid., 14). A conversão missionária permanece o principal objetivo que nos devemos propor como indivíduos e como comunidade, porque «a ação missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja» (Ibid., 15).

Como afirma o apóstolo Paulo, o amor de Cristo conquista-nos e impele-nos (cf. 2 Cor 5, 14). Trata-se aqui do duplo amor: o de Cristo por nós que apela, inspira e suscita o nosso amor por Ele. E é este amor que torna sempre jovem a Igreja em saída, com todos os seus membros em missão para anunciar o Evangelho de Cristo, convencidos de que «Ele morreu por todos, a fim de que, os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou» (2 Cor 5, 15). Todos podem contribuir para este movimento missionário: com a oração e a ação, com ofertas de dinheiro e de sofrimento, com o próprio testemunho. As Pontifícias Obras Missionárias são o instrumento privilegiado para favorecer esta cooperação missionária a nível espiritual e material. Por isso, a recolha de ofertas no Dia Mundial das Missões é destinada à Pontifícia Obra da Propagação da Fé.

A urgência da ação missionária da Igreja comporta naturalmente uma cooperação missionária, cada vez mais estreita, de todos os seus membros a todos os níveis. Este é um objetivo essencial do percurso sinodal que a Igreja está a realizar com as palavras-chave comunhão, participação, missão. Seguramente tal percurso não é um fechar-se da Igreja sobre si mesma; não é um processo de sondagem popular para decidir, como num parlamento, o que é preciso, ou não, acreditar e praticar segundo as preferências humanas. Pelo contrário, é pôr-se a caminho como os discípulos de Emaús, escutando o Senhor ressuscitado que não cessa de vir juntar-Se a nós para nos explicar o sentido das Escrituras e partir o pão para nós, a fim de podermos levar avante, com a força do Espírito Santo, a sua missão no mundo.

Assim como aqueles dois discípulos narraram aos outros o que lhes tinha acontecido pelo caminho (cf. Lc 24, 35), assim também o nosso anúncio há de ser uma jubilosa narração de Cristo Senhor, da sua vida, da sua paixão, morte e ressurreição, das maravilhas que o seu amor realizou na nossa vida.

Portanto saiamos também nós, iluminados pelo encontro com o Ressuscitado e animados pelo seu Espírito. Saiamos com corações ardentes, olhos abertos, pés ao caminho, para fazer arder outros corações com a Palavra de Deus, abrir outros olhos para Jesus Eucaristia, e convidar todos a caminharem juntos pelo caminho da paz e da salvação que Deus, em Cristo, deu à humanidade.

Santa Maria do Caminho, Mãe dos discípulos missionários de Cristo e Rainha das missões, rogai por nós!

Papa Francisco, Roma, São João de Latrão, 6 de janeiro de 2023

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos e irmãs,

ao Senhor que veio salvar todos os homens,

para que o convite que Ele dirige à salvação

chegue quanto antes a todas as pessoas da terra,

sem distinção de raça, cor ou condição social.

Oramos (cantando):

 

Dai-nos, Senhor, muitos e santos missionários!

 

1. Pelo Santo Padre, com os Bispos, que nos convida à missão,

para que encontre em cada um de nós acolhimento generoso,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, muitos e santos missionários!

 

2. Pelos jovens que andam à procura do caminho da vocação,

para que não tenham medo de abrir o coração a Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, muitos e santos missionários!

 

3. Pelos militantes de todas as obras de apostolado da Igreja,

para que nunca se cansem de ajudar a causa das missões,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, muitos e santos missionários!

 

4. Pelos pais e mães e demais educadores dos jovens da Igreja,

para que vejam na vocação missionária uma bênção de Deus,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, muitos e santos missionários!

 

5. Pelos cristãos que são perseguidos por causa da sua fé cristã,

para que o Espírito Santo os fortaleça e recebam a nossa ajuda,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, muitos e santos missionários!

 

6. Pelos missionários e missionárias que o Senhor chamou a Si,

para que Ele a todos acolha quanto antes na glória do Paraíso,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, muitos e santos missionários!

 

Senhor, que estais sempre misericordioso junto daqueles

a quem as tempestades deste mundo põem em perigo,

e que ainda não receberam a luz do Evangelho:

fazei que eles reconheçam a vossa presença

e descubram que não podem caminhar sem Vós.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A messe é grande – C. Silva, NRMS, 94

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que possamos servir ao vosso altar com plena liberdade de espírito, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo o pecado. Por Nosso Senhor...

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 38

 

Monição da Comunhão

 

Jesus disse aos que Lhe apresentavam a moeda do tributo: «daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.» O nosso coração pertence inteiramente ao Senhor, desde o dia em que fizemos com Ele a Aliança Baptismal.

Abramo-lo com toda a generosidade, para que Jesus possa dizer a cada um de nós como a Zaqueu: «desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.» (S. Lucas 19, 5).

 

Cântico da Comunhão: Ide por todo o mundo – J. Santos, NRMS, 3659

Salmo 32, 18-19

Antífona da comunhão: O Senhor vela sobre os seus fiéis, sobre aqueles que esperam na sua bondade, para libertar da morte as suas almas, para os alimentar no tempo da fome.

 

Ou

Mc 10, 45

O Filho do homem veio ao mundo para dar a vida pela redenção dos homens.

 

Cântico de acção de graças: Não fostes vós que me escolhestes – A. Oliveira, NRMS, 59

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que a participação nos mistérios celestes nos faça progredir na santidade, nos obtenha as graças temporais e nos confirme nos bens eternos. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

“Saiamos também nós, iluminados pelo encontro com o Ressuscitado e animados pelo Seu Espírito. Saiamos com corações ardentes, olhos abertos, pés ao caminho, para fazer arder outros corações com a Palavra de Deus, abrir outros olhos para Jesus Eucaristia, e convidar todos a caminharem juntos pelo caminho da paz e da salvação que Deus, em Cristo, deu à humanidade” (Papa Francisco, Mensagem para o dia Mundial das Missões 2023).

 

Cântico final: Ide por todo o mundo e ensinai…– M. Faria, NRMS, 23

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

29ª SEMANA

 

2ª Feira, 23-X: As promessas de felicidade.

Rom 4, 20-25 / Lc 12, 13-21

Depois direi à minha alma: Ó alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, como, bebe e regala-te.

Este homem rico pensou encontrar a felicidade na acumulação de bens materiais. No entanto, a verdadeira felicidade não reside nem na riqueza, ou no bem estar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por útil que seja, mas só em Deus, fonte de todo o bem e de todo o amor.

Abraão foi feliz porque se convenceu plenamente de que Deus era capaz de fazer o que tinha prometido (LT). Não esqueçamos as promessas de vida eterna, que o Senhor nos faz com as bem-aventuranças, e com a ajuda de Nossa Senhora, a «Porta do Céu».

 

3ªFeira, 24-X: O pecado e a vigilância

Rom 5, 12-17, 17-19 / Lc 12, 35-38

Felizes os servos, que o Senhor ao chegar, encontrar vigilantes.

A vigilância do coração é lembrada com insistência (EV), em comunhão com a de Jesus. O Espírito Santo procura insistentemente despertar-nos para esta vigilância.

A vigilância é especialmente importante para podermos evitar qualquer tipo de pecado: Assim, como pelo pecado de um só, veio para todos os homens a condenação, assim também pela obra justificadora de um só, veio para todos a justificação que dá a vida (LT). Quem comete um pecado arrasta os outros para o mal, e quem lutar ajudará os outros a melhorar. A oração «Lembrai-vos» é uma grande ajuda para quem mais precisa.

 

4ª Feira, 25-X: Atitudes perante o pecado.

Rom 6, 12-18 / Lc12, 39-48

Não reine o pecado no vosso corpo mortal, de tal modo que obedeçais aos seus desejos.

Os últimos tempos em que nos encontramos são os da efusão do Espírito Santo. Trava-se desde então um combate decisivo entre a «carne» e o Espírito. É preciso ter passado pela escola de S. Paulo para dizer: que o pecado deixe de reinar no vosso corpo mortal (LT).

Neste combate decisivo não façamos como o «servo brigão» descuidado e destemperado (EV). Por causa dele, a casa é arrombada. Imitemos o administrador fiel e prudente, que está vigilante. Recorramos a Nossa Senhora, concebida sem mancha do pecado original.

 

5ª Feira, 26-X: Da escravidão do pecado para a liberdade.

Rom 6, 19-23 / Lc 12, 49-53

Eu vim lançar fogo à terra e só quero que ele se tenha ateado.

O Fogo!  Simboliza a energia transformadora dos actos do Espírito Santo, aquele Espírito do qual Jesus dirá: Eu vim lançar fogo à terra e só quero que ele se tenha ateado (EV).

O Espírito Santo é quem nos dará a energia sobrenatural para darmos o salto de escravos do pecado para «escravos de Deus» (LT). Todos sentimos dificuldades para os nossos desvios da vontade de Deus (LT). Peçamos ajuda aquela que se intitula «a escrava do Senhor», para que vivamos com a liberdade própria dos filhos de Deus.

 

6ª Feira, 27.X: A actuação do Espirito Santo

Rom 7, 18-25 / Lc 12, 54-59

Que homem infeliz que eu sou! Quem me há-de libertar deste corpo de morte?

São Paulo descreve uma realidade que também descobrimos em nós: Na verdade, o bem que eu quero, não o faço, mas o mal que não quero, é que pratico (LT). Quem nos poderá libertar desta triste realidade? O Espírito Santo é o mestre interior. Fazendo nascer o homem interior (LT), a justificação implica a santificação de todo o ser.

Para discernir melhor a vontade de Deus, o homem esforça-se por interpretar os dados da experiência e os sinais dos tempos (EV), graças à virtude da prudência, aos conselhos de pessoas sensatas e à ajuda do Espírito Santo e dos seus dons.

 

Sábado, 28-X: S. Simão e S.Judas. alicerces da Igreja

Ef 2, 19-22 / Lc 6, 12-19

Fostes edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, que tem Cristo como pedra angular.

A Igreja é Apostólica, porque está fundada sobre os Apóstolos. Foi, e continua a ser, construída sobre o alicerce dos Apóstolos (LT), testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo. Segundo a Tradição, estes Apóstolos andaram pelo Egipto, Mesopotâmia e Pérsia, onde sofreram o martírio.

Todos nós estamos integrados na construção da Igreja (LT). Toda a Igreja é apostólica, na medida em que é enviada a todo o mundo. Todos os membros da Igreja, embora de modos diferentes, participam deste envio.

 

 

 

Celebração e Homilia:            Avelino dos Santos Mendes

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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