31º Domingo Comum

5 de Novembro de 2023

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai, Senhor – C. Silva, OC, (pg 108)

 

Salmo 37, 22-23

Antífona de entrada: Não me abandoneis, Senhor; meu Deus, não Vos afasteis de mim. Senhor, socorrei-me e salvai-me.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste Domingo começa em Portugal a semana dos seminários, pelo que é muito oportuno referi-lo na celebração convidando a que nas nossas comunidades se reze mais pelos seminaristas e seus formadores, assim como, para que haja mais e santas vocações sacerdotais a brotar das paróquias e movimentos, responsabilizando toda a comunidade pela oração e abordagem deste tema no seio da pastoral familiar.

 

Oração colecta: Deus omnipotente e misericordioso, de quem procede a graça de Vos servirmos fiel e dignamente, fazei-nos caminhar sem obstáculos para os bens por Vós prometidos. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus dirige-se aos sacerdotes de uma forma muito exigente dizendo-lhes que se afastaram do Seu caminho e, por consequência, afastaram muitos. Esta leitura convida-nos a rezar pela santidade de vida dos sacerdotes e a procurar ajudar a que os padres tenham um plano de oração diário com momentos explícitos de paragem para rezar e que procurem acompanhamento espiritual. Que entre os sacerdotes se viva de verdade uma fraternidade, pela qual nos ajudamos a crescer na santidade.

 

Malaquias 1, 14b; 2, 2b.8-10

14bEu sou um grande Rei, diz o Senhor do Universo, e o meu nome é temível entre as nações. 1Agora, este aviso é para vós, sacerdotes: 2aSe não Me ouvirdes, se não vos empenhardes em dar glória ao meu nome, diz o Senhor do Universo, mandarei sobre vós a maldição. 8Vós desviastes-vos do caminho, fizestes tropeçar muitos na lei e destruístes a aliança de Levi, diz o Senhor do Universo. 9Por isso, como não seguis os meus caminhos e fazeis acepção de pessoas perante a lei, também Eu vos tornarei desprezíveis e abjectos aos olhos de todo o povo. 10Não temos todos nós um só Pai? Não foi o mesmo Deus que nos criou? Então porque somos desleais uns para com os outros, profanando a aliança dos nossos pais?

 

O profeta Malaquias, provável precursor das reformas religiosas de Esdras e Neemias, censura, por meados do séc. V, os vícios, negligência e falta de zelo dos sacerdotes. A leitura foi escolhida em função do Evangelho de hoje em que Jesus escalpeliza os vícios dos escribas e fariseus, na mesma linha da denúncia dos profetas antigos, mas com uma autoridade muito superior.

 

Salmo Responsorial Sl 130 (131), 1.2.3

 

Monição: A paz é um sinal de que vivemos na presença de Deus, pelo que, ao pedir que Deus nos guarde na Sua paz, pedimos-Lhe que nos ajude a viver mais a fidelidade à sua vontade, a qual só é possível pela oração diária.

 

Refrão:     Guardai-me junto de Vós,

na vossa paz, Senhor.

 

Ou:           Guardai-me na vossa paz, Senhor.

 

Senhor, não se eleva soberbo o meu coração,

nem se levantam altivos os meus olhos.

Não ambiciono riquezas,

nem coisas superiores a mim.

 

Antes fico sossegado e tranquilo,

como criança ao colo da mãe.

Espera, Israel, no Senhor,

agora e para sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo dá graças a Deus pelo acolhimento que os tessalonissenses fazem da Palavra de Deus. Que também nós acolhamos de coração aberto pela oração com a Palavra de Deus.

 

1 Tessalonicenses 2, 7b-9.13

Irmãos: 7bFizemo-nos pequenos no meio de vós. Como a mãe que acalenta os filhos que anda a criar, 8assim nós também, pela viva afeição que vos dedicamos, desejaríamos partilhar convosco, não só o Evangelho de Deus, mas ainda a própria vida, tão caros vos tínheis tornado para nós. 9Bem vos lembrais, irmãos, dos nossos trabalhos e canseiras. Foi a trabalhar noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, que vos pregámos o Evangelho de Deus. 13Por isso, também nós damos graças a Deus sem cessar, porque, depois de terdes recebido a graça de Deus por nós pregada, vós a acolhestes, não como palavra humana, mas como ela é realmente, palavra de Deus, que permanece activa em vós, os crentes.

 

7 «Como a mãe que acalenta os filhos…» Paulo revela toda a ternura que nutre para com os fiéis que fez nascer para a fé, e vai ao ponto de renunciar a receber qualquer recompensa pelo seu trabalho e não queria tronar-se pesado, pois todo o seu desejo era «partilhar não só a fé», mas «até a própria vida»; ao mesmo tempo, assim, também afirmava a sua independência. No entanto, sabemos que recebia ajudas dos fiéis (cf. 2 Cor 11, 8-9) e chegava reivindicar esse direito: «o Senhor ordenou que aqueles que anunciam o Evangelho vivam do Evangelho» (1 Cor 9, 3-14).

 

Aclamação ao Evangelho    Mt 23, 9b.10b

 

Monição: Todo o discípulo de Jesus é chamado a viver com simplicidade e humildade, sem procurar a vã glória, pelo que pedimos a Deus que saibamos rectificar sempre a intenção em todos os nossos pensamentos, palavras e obras. Que tudo o que pensamentos, dizemos e fazemos seja para glória de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – C. Silva, OC (pg 534)

 

Um só é o vosso pai, o Pai celeste;

um só é o vosso mestre, Jesus Cristo.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 23, 1-12

1Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: 2«Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. 3Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. 4Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. 5Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam as filactérias e ampliam as borlas; 6gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, 7das saudações nas praças públicas e que os tratem por ‘Mestres’. 8Vós, porém, não vos deixeis tratar por ‘Mestres’, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. 9Na terra não chameis a ninguém vosso ‘Pai’, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. 10Nem vos deixeis tratar por ‘Doutores’, porque um só é o vosso doutor, o Messias. 11Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. 12Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».

 

Todo Mt 23 é uma longa e terrível acusação contra «os escribas e fariseus», de que aqui temos a primeira parte, e onde lhes é denunciada uma série de vícios. Jesus, que é a suma bondade, não despreza nem condena ninguém, mas quer a conversão de todos. Numa situação extrema, tenta um último recurso: a violenta denúncia publica, à maneira dos antigos profetas. Mais ainda, Jesus aparece não só defender o povo humilde dos escândalos com que podia vir a ser desencaminhado, mas, acima de tudo, a estabelecer os princípios que hão-de reger a vida dos cristãos: uma moral que se baseia na pureza do coração e na rectidão de intenção, e um novo culto que não é feito de exterioridades vazias. As cores negras das palavras de Jesus também poderiam reflectir a época da redacção definitiva do Evangelho, em que o fariseísmo que sobreviveu à destruição de Jerusalém tinha passado a uma posição hostil ao cristianismo; de facto, entre os contemporâneos de Jesus, havia fariseus e doutores da Lei muito respeitáveis, em especial na escola liberal como Hillel e Gamaliel I, para já não falarmos de Nicodemos. De qualquer modo, Jesus não aparece a condenar as pessoas, mas a fustigar os vícios.

2 «Os escribas», ou doutores da Lei, pertenciam, na sua maior parte, ao partido dos fariseus; tinham a missão de ensinar ao povo a Lei de Moisés, quer a tradição escrita, quer a oral, daqui a expressão: «Na cadeira de Moisés sentaram-se…».

5 «Filactérias» eram estojos de couro contendo fitas de pergaminho ou papiro escritos com as 4 passagens mais notáveis da Lei (Ex 13, 1-10.11-16; Dt 6, 4-9; 11, 13-21). Os fariseus, interpretando materialmente Ex 13, 9, levavam-nas atadas à testa e ao braço esquerdo (junto ao coração). Atribuía-se-lhe um valor protector (espécie de amuleto), dai o seu nome derivado do grego fylláttein, proteger. Há quem pense que o nome vem do hebraico tefilim, orações, por se usarem especialmente quando se fazia oração. «Borlas» eram as franjas que habitualmente rematavam as capas, e que os fariseus, usavam mais compridas que o comum das pessoas.

8-10 Jesus não proíbe terminantemente o uso de títulos honoríficos, mas a soberba ou vaidade com que se possam buscar ou usar. Mais uma vez estamos em face de uma linguagem chocante, para vincar bem uma lição.

11 «O maior... será o vosso servo». A autoridade é um serviço aos outros, nunca pode ser um meio para satisfazer a vaidade ou ambição pessoal. Este ensinamento de Jesus é uma das mais importantes novidades do seu Evangelho.

 

Sugestões para a homilia

 

Caríssimos fiéis: Apresentemos com toda a confiança ao Pai celeste, as alegrias, as tristezas

e as esperanças de todos os homens e mulheres que há no mundo, dizendo (ou: cantando):

R. Atendei, Senhor, a nossa prece.

Ou: Escutai, Senhor, a nossa oração.

Ou: Pela vossa misericórdia, salvai-nos, Senhor.

 

1.    Para que a santa Igreja, a nossa Diocese e as suas comunidades,

guardem fielmente a lei do amor e ensinem os seus fiéis a viver dela, oremos.

 

2.    Para que todos os responsáveis deste mundo

exerçam a autoridade como um serviço

e sejam os primeiros a fazer o que legislam, oremos.

 

3.    Para que os mais pobres que se sentem esmagados pela prepotência

e orgulho dos poderosos encontrem quem os acolha e compreenda, oremos.

 

4.    Para que os catequistas e evangelizadores se façam tudo para todos,

como São Paulo, e não se poupem a trabalhos e canseiras, oremos.

 

5.    Para que nesta assembleia e na paróquia

cada um aprenda a servir todos os outros

e a guardar a graça de Deus e a sua Palavra, oremos.

 

(Outras intenções: ministros leigos da liturgia; fiéis defuntos das nossas famílias ...).

 

Pai Santo, no vosso amor sem limites ouvi as orações que Vos dirigimos por todos os vossos filhos e não deixeis que as nossas obras sejam feitas apenas para serem vistas pelos homens. Por Cristo Senhor nosso.

 

Fala o Santo Padre

 

«Seria bom pensar um pouco: um dia será o último. Se fosse hoje, como estou preparado/a?

Se procurarmos praticar o bem com gestos de amor, partilha e serviço ao próximo em dificuldade,

poderemos permanecer tranquilos enquanto esperamos a vinda do esposo.»

Neste domingo, o Evangelho (cf. Mt 25, 1-13) indica-nos a condição para entrar no Reino dos céus, e fá-lo com a parábola das dez virgens: trata-se daquelas donzelas que eram encarregadas de receber e acompanhar o esposo na cerimónia de casamento, e dado que naquela época se costumava celebrá-la à noite, as damas de honra levavam lâmpadas consigo.

A parábola diz que cinco daquelas virgens são sábias e cinco insensatas: com efeito, as sábias levaram consigo óleo para as lâmpadas, e as insensatas não. O esposo tarda a chegar e todas adormecem. À meia-noite é anunciada a chegada do esposo; então, as virgens insensatas dão-se conta de que não têm óleo para as lâmpadas, e pedem-no às sábias. Mas elas respondem que não podem dá-lo, porque não seria suficiente para todas. Portanto, enquanto as insensatas vão em busca do óleo, chega o esposo; as virgens sábias entram com ele na sala do banquete e a porte fecha-se. As cinco insensatas voltam tarde demais e batem à porta, mas a resposta é: «Não vos conheço» (v. 12), e permanecem fora.

O que Jesus nos quer ensinar com esta parábola? Recorda-nos que devemos estar prontos para o encontro com Ele. Muitas vezes, no Evangelho, Jesus exorta a vigiar, e fá-lo também no final desta narração. Reza assim: «Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora» (v. 13). Mas com esta parábola diz-nos que vigiar não significa apenas não dormir, mas estar preparado; com efeito, todas as virgens dormem antes que o esposo chegue, mas quando se acordam algumas estão prontas e outras não. Portanto, este é o significado de ser sensato e prudente: trata-se de não esperar o último momento da nossa vida para colaborar com a graça de Deus, mas de o fazer já agora. Seria bom pensar um pouco: um dia será o último. Se fosse hoje, como estou preparado, preparada? Mas devo fazer isto e aquilo... Preparar-se como se fosse o último dia: isto faz bem.

A lâmpada é o símbolo da fé que ilumina a nossa vida, enquanto o óleo é o símbolo da caridade que alimenta, que torna fecunda e credível a luz da fé. A condição para estarmos prontos para o encontro com o Senhor não é apenas a fé, mas uma vida cristã rica de amor e de caridade pelo próximo. Se nos deixarmos guiar por aquilo que parece mais cómodo, pela busca dos nossos interesses, a nossa vida torna-se estéril, incapaz de dar vida aos outros, e não acumulamos reserva alguma de óleo para a lâmpada da nossa fé; e ela — a fé — apagar-se-á no momento da vinda do Senhor, ou ainda antes. Ao contrário, se formos vigilantes e procurarmos praticar o bem com gestos de amor, partilha e serviço ao próximo em dificuldade, poderemos permanecer tranquilos enquanto esperamos a vinda do esposo: o Senhor poderá chegar a qualquer momento, e nem sequer o sono da morte nos apavora, porque dispomos de uma reserva de óleo, acumulada com as boas obras de todos os dias. A fé inspira a caridade, e a caridade preserva a fé.

A Virgem Maria nos ajude a tornar a nossa fé cada vez mais ativa através da caridade; a fim de que a nossa lâmpada possa resplandecer já aqui, no caminho terreno, e depois para sempre, na festa de bodas no paraíso.

 

 Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 12 de novembro de 2017

 

Oração Universal

 

Deus continua hoje a chamar

 

Deus continua a chamar-nos a todos para O seguirmos pois, tendo-nos criado por amor, também nos chama para o amor, sendo este o chamamento fundamental e inato de todo o ser humano. Desde o nascimento todos estamos destinados pelo criador à felicidade do Céu, ou seja, a um estado de vida que se caracteriza pela perfeita união a Deus. Neste sentido trata-se de um caminho que fazemos tendendo para essa meta e Deus continua hoje a chamar para O seguir, pelo que «não temos de esperar que sejamos perfeitos para dar como resposta o nosso generoso “eis-me aqui”, nem assustarmo-nos com as nossas limitações e pecados, mas acolher a voz do Senhor com coração aberto. Escutá-la, discernir a nossa missão pessoal na Igreja e no mundo e, finalmente, vivê-la no “hoje” que Deus nos concede» (Papa Francisco, Mensagem para o 55º Dia mundial de oração pelas vocações).

 

O Sim nas pequenas coisas – caminho para as grandes coisas

 

Todos somos caminhantes para a casa do Céu. O perigo neste caminho é a rotina que nos leva a pensar que no que temos de fazer em cada instante não está Deus por ser algo tão simples e vulgar. Assim, que a felicidade na Terra se identifique com fidelidade nas pequenas coisas diárias, com amor, ainda que custe. O amor a Deus é ciumento, como dizia São Josemaria, porque «não fica satisfeito, se nos apresentarmos com condições no encontro marcado: espera com impaciência que nos entreguemos totalmente, que não guardemos no coração recantos escuros, onde o gozo e a alegria da graça e dos dons sobrenaturais não consigam chegar» (São Josemaria, Amigos de Deus §28)

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Ditosos os que Te louvam. Sempre – A. F. Santos, BML, 21

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, fazei que este sacrifício seja para Vós uma oblação pura e para nós o dom generoso da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Monição da Comunhão

 

Se só pudesse comungar mais uma vez na vida, como seria o amor e o carinho para Jesus? Que este seja o nosso amor diário

 

Cântico da Comunhão: Alegres comereis o pão da vida – F. Silva, NRMS, 6 (I)

Salmo 15, 11

Antífona da comunhão: O Senhor me ensinará o caminho da vida, a seu lado viverei na plenitude da alegria.

 

Ou

Jo 6. 58

Assim como o Pai que Me enviou é o Deus vivo e Eu vivo pelo Pai, também o que Me come viverá por Mim, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear – F. Silva, NRMS, 17 

 

Oração depois da comunhão: Multiplicai em nós, Senhor, os frutos da vossa graça, para que os sacramentos celestes que nos alimentam na vida presente nos preparem para alcançarmos a herança prometida. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Na Missa celebrada em latim o sacerdote termina por exortar os presentes dizendo «Ite Missa est», o que significa «Ide em Missão». Hoje também somos enviados em missão como pecadores perdoados e amados para anunciar a todos que Deus nos perdoa e chama a perdoar os outros.

 

Cântico final Eu quero viver na tua alegria – H. Faria, NRMS, 11-12

 

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

31ª SEMANA

 

2ª Feira, 6-XI: Justiça e misericórdia de Deus.

Rom 11, 29-36 / Lc 14, 12-14

Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus.

Deus sabe mais e consegue tirar um grande bem de qualquer infelicidade. Assim aconteceu com o pecado. Deus permitiu que todos os homens desobedecem, a fim de usar de misericórdia para com todos (LT). A Sabedoria de Deus ultrapassa completamente os nossos quadros mentais: enche-se de compaixão perante o pecador (conforme as parábolas da misericórdia: o filho pródigo, a ovelha perdida, etc.)

Todos somos convidados a exercer a misericórdia com os outros, sem esperar a recompensa aqui na terra. Deste modo, recebemos a retribuição na vida eterna (EV).

 

3ª Feira, 7-XI: O convite para a vida eterna

Rom 12, 5-16 / Lc 14, 15-24

O Senhor disse ao criado: Sai aos caminhos e às azinhagas e obriga essa gente a entrar, para que a minha casa fique cheia.

Jesus chama para entrar no reino, por meio de parábolas. Por meio delas, convida para o banquete do Reino (EV).

Já no começo do seu ministério público Jesus convida a entrar no seu reino neste mundo, mediante a conversão (3º mistério luminoso). Os convidados da parábola apresentaram muitas desculpas, mas a conversão não é compatível com elas. Precisamos usar os talentos recebidos: quem tem o dom do ensino, que o empregue a ensinar; a dedicar-nos ao serviço de Deus; a praticar a caridade: sede amáveis com os outros (LT).

 

4ª Feira, 8-XI: Construir o caminho para a vida eterna.

Rom 13, 8-10 / Lc 14, 25-33

Qual de vós, quando deseja construir uma torre, se não se senta primeiro a calcular a despesa e a ver se tem com que terminá-la.

Para construir esta torre, que é um empreendimento para alcançar a vida eterna, devemos verificar todos os recursos com que contamos, as ajudas que o Senhor nos oferece, etc. As Leituras apresentam algumas sugestões.

O Evangelho (EV) apresenta duas: Cristo é o centro de toda a vida cristã. A união com Ele prevalece sobre todas as outras, quer se trate de laços familiares, quer sociais (EV). A outra é: Jesus propõe aos discípulos que renunciem a todos os seus bens. A Leitura (LT) indica o caminho da caridade, que é o pleno cumprimento da Lei.

 

5ª Feira, 9-XI; Dedicação da Basílica de S. João de Latrão.

1 Cor 3, 9-11. 16-17 / Jo 2, 13-22

Tirai isto daqui: não façais da casa de meu Pai casa de comércio.

A Basílica de S. João de Latrão foi um dos primeiros templos a ser construído logo que acabaram as perseguições, no século IV. Representa um sinal de unidade com o Papa, pois é a catedral do Bispo de Roma.

Cada templo há-de ser uma casa de oração (EV), um lugar onde damos culto a Deus. Por isso, devemos estar com o respeito e a composturas adequadas, cumprir os ritos das missas, evitar as conversas inúteis, rezar mais, etc. Deste modo participaremos na construção da casa de oração: Vós sois um edifício que Deus está a construir (LT)

 

6ª Feira, 10-XI: Prestação de contas a Deus.

Rom 15, 14-21 / Lc 16, 1-8

Chamou-o e disse-lhe: Que é isto que oiço dizer de ti? Presta contas da tua gerência.

Todos somos chamados pelo Senhor a prestar contas dos dons recebidos. Tudo o que o verdadeiro cristão possui deve olhá-lo como um bem que lhe é comum, com os demais. O cristão é um administrador dos bens do Senhor (EV).

S. Paulo dá-nos um bom exemplo das graças que Deus lhe confiou e ajudou a aproveitar:  Eu não ousaria falar senão do que foi realizado por Cristo por meu intermédio, para levar os gentios a aderirem à fé. Tanto assim que dei plena expansão ao Evangelho de Cristo (LT). Como aproveitamos os nossos dons para alcançarmos a vida eterna?

 

Sábado, 11-XI: Desprendimento e vida eterna.

Rom 16, 3-9. 16-27. 22-27 /  Lc 16, 9-15  

Ninguém pode servir a dois senhores: ou terá antipatia por um e estima pelo outro

Esta recomendação é especialmente importante nos nossos dias, em que vivemos numa sociedade de consumo, que esquece Deus e os outros, que são realmente a nossa riqueza: a Ele a glória para todo o sempre (LT). Temos a virtude do desprendimento para dar um bom uso aos bens recebidos; quem é fiel no pouco também é fiel no muito (EV).

Procuremos evitar os gastos por capricho, luxos, descuidos, etc. Além disso, o desprendimento também se estende às roupas, aos instrumentos electrónicos, ao uso da TV, da Internet e dos Telemóveis. O Senhor proclamou bem-aventurados os pobres de espírito.

 

 

 

Celebração e Homilia:            Tomás de A. E. Castel-Branco

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      Duarte Nuno Rocha

 


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