32.º Domingo Comum

12 de Novembro de 2023

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na Sua morada santa — A. F. Santos, NRMS, 38

Salmo 87, 3

Antífona de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha oração, inclinai o ouvido ao meu clamor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Somos cristãos. Queremos viver com o Senhor durante todos os dias de cada semana. Por isso aqui estamos a viver a Missa do 32.º Domingo Comum para Lhe agradecer os dons que nos concedeu, para Lhe pedir novas graças para a nossa vida.

 

Oração colecta: Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A verdadeira sabedoria vem-nos do Senhor. Escutemo-l’O e sigamos sempre pelo caminho que nos indica.

 

Sabedoria 6, 12-16

12A Sabedoria é luminosa e o seu brilho é inalterável; deixa-se ver facilmente àqueles que a amam e faz-se encontrar aos que a procuram. 13Antecipa-se e dá-se a conhecer aos que a desejam. 14Quem a busca desde a aurora não se fatigará, porque há-de encontrá-la já sentada à sua porta. 15Meditar sobre ela, é prudência consumada e, quem lhe consagra as vigílias, depressa ficará sem cuidados. 16Procura por toda a parte os que são dignos dela: aparece-lhes nos caminhos, cheia de benevolência, e vem ao seu encontro em todos os seus pensamentos.

 

A leitura corresponde ao longo elogio da sabedoria (capítulos 6 a 9); a nossa leitura é o desenvolvimento de uma bela ideia inicial: a sabedoria deixa-se encontrar pelas almas rectas (Sab 1,2).

14 «Sentada à sua porta». Como se vê, a sabedoria aparece personificada: é como uma pessoa fácil de encontrar, quando se procura, porque ela mesma, então, vem ao nosso encontro.

 

Salmo Responsorial Sl 62 (63), 2.3-4.5-6.7-8 (R. 2b)

 

Monição: Não troquemos o Senhor por aquilo que é ilusório. Só Deus sacia a nossa ânsia infinita de felicidade.

 

Refrão:    A minha alma tem sede de Vós, meu Deus.

 

Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro.

A minha alma tem sede de Vós.

Por Vós suspiro,

como terra árida, sequiosa, sem água.

 

Quero contemplar-Vos no santuário,

para ver o vosso poder e a vossa glória.

A vossa graça vale mais que a vida;

por isso, os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores.

 

Assim Vos bendirei toda a minha vida

e em vosso louvor levantarei as mãos.

Serei saciado com saborosos manjares

e com vozes de júbilo Vos louvarei.

 

Quando no leito Vos recordo,

passo a noite a pensar em Vós.

Porque Vos tornastes o meu refúgio,

exulto à sombra das vossas asas.

 

Segunda Leitura*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Monição: É bela a vida na terra. Pela fé acreditamos que o Senhor nos ressuscitará após a morte para com Ele vivermos felizes para sempre.

 

Forma longa: 1 Tessalonicenses 4, 13-18   Forma breve: 1 Tessalonicenses 4, 13-14

13Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos defuntos, para não vos contristardes como os outros, que não têm esperança. 14Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido.

[15Eis o que temos para vos dizer, segundo uma palavra do Senhor: Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor, não precederemos os que tiverem morrido. 16Ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do Céu e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado, seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.]

 

Os cristãos de Tessalónica, tinham sido evangelizados pouco antes, na segunda viagem missionária de S. Paulo, provavelmente durante o Inverno de 50-51. Embora o Apóstolo não tenha podido permanecer ali por muito tempo (talvez apenas uns dois ou três meses) tornaram-se uma comunidade modelar (cf. 1Tes 1,7), mas a verdade é que não estavam devidamente esclarecidos acerca da sorte dos seus defuntos surpreendidos pela morte antes da vinda gloriosa de Jesus. Julgavam que eles já não poderiam tomar parte no triunfo glorioso da segunda vinda do Senhor (a parusia), que julgavam estar para breve; era esta mais uma forte razão para andarem preocupados e tristes, segundo as notícias que Timóteo, enviado desde Atenas, lhe tinha trazido a Corinto (cf. 1Tes 3,1-2.6). 

13 S. Paulo, consciente das «deficiências da fé» dos tessalonicenses (cf. 3,10), trata agora de os esclarecer na fé e de os consolar, escrevendo: «para vos não contristardes» (v. 13).  Garante-lhes que «Deus levará com Jesus os que tiverem morrido n’Ele» (v. 14), não estando excluídos de estar «para sempre com o Senhor» (v. 17). O Apóstolo apela para «uma palavra do Senhor», mas discute-se sobre qual a palavra a que se refere; uns pensam no discurso escatológico dos Sinópticos, outros numa revelação pessoal, outros nalguma palavra de Jesus das não consignadas nos Evangelhos (ágrapha).

15 «Nós os vivos, os que ficarmos». Pelo que sabemos doutros textos paulinos, S. Paulo não estava convencido de que havia de ficar para a parusia (cf. 1Cor 15,30-31; 2Cor 1, 8-9; 4,14; Filp 2,17); quando muito, manifestaria uma vaga esperança de vir a ficar (BJ). O mais provável é que exprima na primeira pessoa do plural o que só dizia respeito a uma parte dos cristãos, sem se incluir nessa parte: é uma ficção literária a que os gramáticos dão o nome de enálage pessoal, e que S. Paulo usa mais vezes. «Não precederemos...», isto é, os que viverem na ocasião da 2.ª vinda de Jesus não levarão vantagem aos que já morreram, pois então estes, «os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro» e os que então estiverem vivos, «os que tivermos ficado seremos arrebatados», na linguagem mais clara de 1Cor 15,51-53, «serão transformados», isto é, glorificados.

16 A linguagem com que S. Paulo se exprime é simbólica, por isso não se deve tomar à letra; era corrente na literatura apocalíptica judaica, utilizada para exprimir uma realidade misteriosa e transcendente, uma intervenção certa e portentosa de Deus; assim é o caso de: «a voz do arcanjo», «a trombeta divina», «as nuvens e o Senhor nos ares (cfr. Dan 7,13). Por outro lado, S. Paulo utiliza a mesma linguagem do mundo helenístico para as visitas festivas, a vinda duma personagem importante, chamada parousia, a que correspondia a jubilosa saída dos cidadãos ao seu encontro, chamada avástasis. Assim pensa L. Cerfaux, Le Christ dans la théologie de Saint Paul, Paris, Cerf, 1954, pp. 29-34. Por outro lado, J. Dupont pensa antes na analogia Ex 19,17 – o encontro do povo com Yahwéh –, mas o termo grego usado pelos LXX é outro. Ora sucede que nesta passagem paulina ocorrem ao mesmo tempo os dois vocábulos; «para irmos ao encontro do Senhor» diz-se: eis anástasin tou Kyríou.

17 O importante é que todos, tanto os que vivem como os que morreram, «estaremos sempre com o Senhor»; esta é a certeza da fé capaz de consolar aqueles fiéis e a nós também.

 

Aclamação ao Evangelho    Mt 24, 42a.44

 

Monição: Quantas vezes o Senhor nos exorta à vigilância! Se cumprirmos em cada dia a missão que nos confiou, estaremos sempre preparados.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, (pg 113)

 

Vigiai e estai preparados, porque,

na hora em que não pensais, virá o Filho do homem.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 25, 1-13

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 1«O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. 2Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. 3As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, 4enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. 5Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. 6À meia noite ouviu-se um brado: ‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’. 7Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. 8As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’. 9Mas as prudentes responderam: ‘Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores’. 10Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo: as que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. 11Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’. 12Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’. 13Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».

 

Esta parábola das 10 virgens, referida apenas em Mateus, aparece-nos na segunda parte do discurso escatológico do Primeiro Evangelho (Mt 24 – 25). É ela uma exortação do Senhor à vigilância, a fim de mantermos acesa a luz da fé com o azeite da caridade. A parábola enquadra-se nos costumes nupciais judaicos da época; na última fase das festas nupciais, que em casa de cada um dos noivos já se vinham fazendo, tratava-se de o noivo, rodeado dos seus amigos, vir buscar a noiva a casa dela para a sua, a fim de todos juntos celebrarem as bodas. O cortejo do noivo era recebido fora de casa pelas amigas da noiva (raparigas solteiras, daqui a designação de virgens), enquanto a noiva aguardava dentro o encontro com o noivo. Sucede, porém, que este ritual não parece ser exactamente o desta parábola. Desta maneira, a lição da parábola torna-se ainda mais clara, uma vez que são as 10 jovens a esperar a vinda do esposo em casa da noiva; o noivo figura a Cristo, para cuja vinda os fiéis – as dez virgens – devem estar preparados, não lhes bastando estar na Igreja, a casa da noiva, embora esta não seja expressamente nomeada na parábola.

 

Sugestões para a homilia

 

A vida terrena

A vida celeste

A felicidade eterna

 

A vida terrena

Vivemos no mundo, procurando cumprir a missão que o Senhor nos confiou.

Cada dia deve ser vivido como se fosse o último da nossa vida. Este é o caminho que nos apontam as virgens prudentes do Evangelho que estavam vigilantes e preparadas para o banquete nupcial.

Mas há muitas pessoas que vivem exatamente como as outras virgens: gozar a vida, não pensar na morte, viver no vício e no pecado…

Não. Não podemos ficar indiferentes ao vermos tantas pessoas que nunca rezam nem pensam na eternidade.

Queremos que no mundo todos vivam a Lei de Deus. Queremos que a guerra e a violência cessem para dar lugar à paz e concórdia. Queremos que as pessoas dêem as mãos na construção dum mundo melhor.

 

A vida celeste

A vida na terra é passageira.

Não tenhamos medo da morte. É comum a todas as pessoas. Quando nasce uma criança não sabemos como será o seu futuro… Há, porém, uma certeza: um dia morrerá.

Somos todos peregrinos a caminho da Pátria celeste ( Segunda Leitura ) . Aí já se encontram, à nossa espera, familiares, amigos e todos os bem-aventurados.

A vida no Céu jamais acabará. Que bom vivermos com o Senhor, com Nossa Senhora, com os anjos e santos para sempre!

O pensamento na vida celeste leva-nos a aproveitar bem a vida na terra que pode ser longa ou breve.

Sejamos bons para com todos, a começar pela família. Amemo-nos como nos ama o Senhor. Amemos o Senhor com todo o nosso coração, afastando o mal e praticando unicamente o bem.

Esta é a verdadeira sabedoria, de que nos fala a Primeira Leitura.

 

A felicidade eterna

Senhor Jesus, quero pedir-Te a graça de ser feliz agora e sempre!

Mas, onde se encontra a verdadeira felicidade?!...

Há pessoas que procuram alcançar a felicidade com a riqueza. Enganam-se, pois nada levarão consigo quando partirem deste mundo…

Há pessoas que procuram alcançar a felicidade com a fama. Enganam-se, pois ela vai desaparecendo conforme os anos vão passando…

Há pessoas que procuram alcançar a felicidade com as honras. Enganam-se, pois tudo se esvai com o esquecimento e a ingratidão…

Há pessoas que procuram alcançar a felicidade, transgredindo os Mandamentos. Enganam-se, pois passam a ser escravas do vício e do pecado...

Há pessoas que procuram alcançar a felicidade, afastando a doença. Enganam-se, pois nunca conseguirão gozar de boa saúde...

Há pessoas que procuram alcançar a felicidade, evitando o sofrimento. Enganam-se, pois o sentirão constantemente no corpo e na alma…

Há pessoas que procuram alcançar a felicidade, ignorando o pensamento da morte. Enganam-se, pois todos havemos de morrer, mais cedo ou mais tarde…

Mas há também, Senhor Jesus, pessoas que não precisam da riqueza, da fama, das honras, da falsa liberdade; não precisam de temer a doença, o sofrimento, a morte… pois, no Teu Amor, são imensamente felizes, agora e sempre!

Ajuda-me, Senhor Jesus, a viver assim, imerso no Teu Amor!

Que a Tua e minha Mãe, a Virgem Santa Maria, esteja comigo nesta vida e, na hora da morte, me acompanhe para viver Contigo eternamente feliz no Céu! Amém!

 

Fala o Santo Padre

 

«Hoje! Se quisermos estar prontos para o último encontro com o Senhor,

devemos cooperar desde agora com Ele e praticar boas ações inspiradas no seu amor.»

O trecho do Evangelho deste domingo (Mt 25, 1-13) convida-nos a prolongar a reflexão sobre a vida eterna, iniciada por ocasião da Festa de Todos os Santos e da Comemoração dos fiéis defuntos. Jesus narra a parábola das dez virgens convidadas para uma festa nupcial, símbolo do Reino dos céus.

Segundo a tradição, no tempo de Jesus os matrimónios eram celebrados à noite; portanto, o cortejo dos convidados devia proceder com as lâmpadas acesas. Algumas donzelas são insensatas: levam as lâmpadas mas não levam consigo o óleo; as prudentes, ao contrário, levam consigo também o óleo. O esposo tarda, tarda a vir, e todas adormecem. Quando uma voz avisa que o esposo está prestes a chegar, naquele momento as insensatas percebem que não têm óleo para as suas lâmpadas; pedem-no às sábias, mas elas respondem que não o podem dar, pois não seria suficiente para todas. Enquanto as insensatas vão comprar o óleo, chega o esposo. As donzelas prudentes entram com ele na sala do banquete, e a porta fecha-se. As outras chegam demasiado tarde e são rejeitadas.

É claro que, com esta parábola, Jesus quer dizer-nos que devemos estar preparados para o encontro com Ele. Não apenas para o encontro final, mas também para os pequenos e grandes encontros de cada dia, em vista daquele encontro, para o qual não é suficiente a lâmpada da fé, mas é necessário também o óleo da caridade e das boas obras. A fé que nos une verdadeiramente a Jesus é aquela, como diz o Apóstolo Paulo, «que opera pela caridade» (Gl 5, 6). É isto que é representado pela atitude das donzelas prudentes. Ser sábio e prudente significa não esperar o último momento para corresponder à graça de Deus, mas fazê-lo ativa e imediatamente, a partir de agora. “Eu... sim, converter-me-ei mais tarde...” - “Converte-te hoje! Muda de vida hoje!” - “Sim, sim... amanhã”. E diz o mesmo no dia seguinte, e assim nunca o fará. Hoje! Se quisermos estar prontos para o último encontro com o Senhor, devemos cooperar desde agora com Ele e praticar boas ações inspiradas no seu amor.

Infelizmente, sabemos que podemos esquecer o objetivo da nossa vida, ou seja, o encontro definitivo com Deus, perdendo assim o sentido da expetativa e absolutizando o presente. Quando absolutizamos o presente, olhando só para o hoje, perdemos o sentido da expetativa, que é tão bom e necessário, e também nos afasta das contradições do momento. Esta atitude - quando se perde o sentido da expetativa - exclui qualquer perspetiva do além: fazemos tudo como se nunca tivéssemos que partir para a outra vida. E assim só nos preocupamos em possuir, em emergir, em acomodar-nos... E cada vez mais. Se nos deixarmos guiar pelo que nos parece mais atraente, pelo que nos agrada, pela busca dos nossos interesses, a nossa vida torna-se estéril; não acumulamos qualquer reserva de óleo para a nossa lâmpada, e ela apagar-se-á antes do encontro com o Senhor. Temos de viver o hoje, mas o hoje que se encaminha para o amanhã, para aquele encontro, o hoje cheio de esperança. Se, ao contrário, vigiarmos e praticarmos o bem correspondendo à graça de Deus, podemos esperar com serenidade a chegada do esposo. O Senhor poderá vir até quando dormimos: isto não nos preocupará, porque temos a reserva de óleo acumulada com as boas obras de cada diaacumulada com aquela expetativa do Senhor, que Ele venha o mais depressa possível e que venha para me levar consigo.

Invoquemos a intercessão de Maria Santíssima, para que nos ajude a viver como Ela, uma fé concreta: eis a lâmpada luminosa com que podemos atravessar a noite, para além da morte, e alcançar a grande festa da vida.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 8 de novembro de 2020

 

Oração Universal

 

Irmãos:

Vigiar é conservar-se acordado

para o dia em que o Senhor virá,

mas é igualmente estar atento

às nossas necessidades e às dos outros.

Elevemos ao Senhor as nossas súplicas,

pedindo-Lhe que salve todos os homens

e digamos com fé:

Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

1.    Pela Igreja que espera o Seu Senhor

e pelo nosso Bispo N., pelos presbíteros e diáconos

que sem fadiga, nos repetem: Vigiai,

oremos, irmãos.

 

2.    Pelos descuidados com o regresso do Senhor,

pelos que baixam os braços já sem forças

e pelos fiéis acordados e despertos,

oremos, irmãos.

 

3.    Pelos homens e mulheres que amam a Cristo,

pelas famílias que vivem sem esperança e na tristeza

e pelos doentes, os isolados e os que sofrem,

oremos, irmãos.

 

4.    Pelas virgens e pelos monges contemplativos,

pelos jovens que se propõem seguir o Senhor

e pelas jovens que Lhe entregaram o coração,

oremos, irmãos. 

 

5.    Pelos fiéis que caíram na indiferença,

pelos que mantêm as suas lâmpadas acesas

e pelos que despertam a fé dos vacilantes,

oremos, irmãos.

 

6.    Pelos familiares e amigos que viveram connosco na Terra

e que o Senhor chamou para o Céu,

onde esperamos ser felizes com eles para sempre,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por Cristo Nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Confiarei no meu Deus – J. F. Silva, NRMS, 106

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, com benevolência para o sacrifício que Vos apresentamos, a fim de participarmos com sincera piedade no memorial da paixão do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: C. Silva – COM, (pg 193)

 

Monição da Comunhão

 

Jesus Eucaristia está tão próximo de nós! Não recusemos recebê-l’O na Sagrada Comunhão, se estamos devidamente preparados. Com Ele em nós, não haverá lugar para a tristeza porque nos torna imensamente felizes.

 

Cântico da Comunhão: Eu venho, Senhor – A. Oliveira, NRMS, 62

Salmo 22, 1-2

Antífona da comunhão: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

 

Ou

Lc 24, 35

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

 

Cântico de acção de graças: Louvado sejais Senhor – J. F. Silva, NRMS, 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos damos graças, Senhor, pelo alimento celeste que recebemos e imploramos da vossa misericórdia que, pela acção do Espírito Santo, perseverem na vossa graça os que receberam a força do alto. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Senhor chamou-nos. Estivemos com Ele na celebração da Eucaristia. Agora vai connosco para que dêmos testemunho d’Ele na família, no trabalho, na sociedade e em toda a parte. Contemos sempre com a presença maternal da Virgem Santa Maria.

 

Cântico final: Eu te saúdo, ó Igreja minha mãe – J. F. Silva, NRMS, 18

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

32ª SEMANA

 

2ª Feira, 13-XI: Apoios para a vida eterna

Sab 1, 1-7 / Lc 17, 1-6

Se teu irmão cometeu uma ofensa, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe

Constituímos um Corpo Místico, no qual cada um é responsável pelos demais. Daí, se algum membro padece, todos os membros sofrem conjuntamente; e, se algum membro recebe honras, todos se alegram.

Podemos ajudar os outros a chegarem ao Céu, segundo os conselhos do Senhor, corrigindo os seus defeitos. Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o; e, perdoar sem medida. Não há limite nem medida para este perdão essencialmente divino (EV). Peçamos confiadamente a Deus: Conduzi-me, Senhor, pelo caminho da eternidade.

 

3ª Feira, 14-XI: A fé e o valor da morte,

Sab 2, 23-3. 9 / Lc 17, 7-10

Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido, o saírem deste mundo considerou-se uma desgraça e, contudo, eles estão em paz.

Para quem não tem fé, a morte é uma desgraça, em vez de ser uma amiga, a chave da felicidade plena, a que possibilita a mudança de casa, pois a vida não é tirada, mas transformada (Prefácio dos defuntos).

Os justos que já estão na casa de Deus são os «servos inúteis» (EV), isto é, os que apenas fizeram o que deveriam fazer, procurando cumprir os seus deveres quotidianos. No entanto, foram castigados, sofreram penas, foram experimentados, como o ouro na fundição, ofereceram sacrifícios, confiaram em Deus ( LT).

 

4ª Feira, 15-XI: O perdão e a vida nova santa

Sab 6, 1-11 / Lc 17, 11-19

Ao vê-los, Jesus disse-lhes: ide mostrar-vos ao sacerdote. E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra.

Qual o significado destas numerosas curas realizadas pelo Senhor?  As curas que fazia eram sinais da vinda do reino de Deus. Anunciava uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e a morte, mediante a sua Páscoa. A cada um de nós cura-nos das doenças da alma (do pecado), especialmente na Confissão.

Depois de limpos, devemos agradecer (EV) e procurar viver uma vida santa. Pois, os que tiverem santamente guardado as coisas santas, serão reconhecidos como santos e, os que nela se tiverem instruído, hão-de encontrar a sua própria defesa (LT).

 

5ª Feira, 16-XI: Onde está o reino de Deus?

Sab 7, 22-8, 1 / Lc 17, 20, 25

O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá está aqui ou ali, pois o reino de Deus já está no meio de vós.

O reino de Deus está no meio de nós (EV). Aproximou-se no Verbo Encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e Ressurreição de Cristo. O reino de Deus vem desde a Santa Ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O reino virá na glória, quando Cristo o entregar ao Pai.

Pedimos-lhe: Venha a nós o vosso Reino. E Jesus, que é a Sabedoria, ao passar, em cada geração, nas almas santas, prepara os amigos de Deus e os profetas, pois Deus só ama quem habita com a Sabedoria (LT).

 

6ª Feira, 17-XI: Deus é luminoso e podemos encontrá-lo.

Sab 13, 1-9 / Lc  17, 26,37

Por serem grandes e belas as coisas criadas é que se pode contemplar, por analogia, o seu Autor.

As coisas criadas são como sinais, que nos ajudam a descobrir Deus (LT). Depois do pecado original, perdemos esta sensibilidade, e só temos que pedir a Deus que nos aumente a fé. O homem religioso procura reconhecer os sinais de Deus nas experiências diárias da sua vida, na fecundidade da terra e em todo o movimento do universo. Deus é luminoso, podendo ser encontrado também por aqueles que O buscam de coração sincero.

Teremos para isso que confiar mais em Deus do que em nós. Quem procurar preservar a vida há-de perdê-la, e quem a perder há-de conservá-la (EV).

 

Sábado, 18-XI: Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo

Act 28, 11-16. 30-31 / Mt 14, 22-33

O barco já se afastara da terra muitos estádios e era açoitado pelas ondas, por o vento ser contrário.

Celebramos o aniversário da Dedicação destas Basílicas. É uma boa oportunidade para reflectirmos sobre a Igreja, apoiada sobre o fundamento dos principais Apóstolos do Senhor.

Até esse dia, a Igreja avança na sua peregrinação por entre as perseguições no mundo e das consolações de Deus. Foi o que e aconteceu com o barco, que representa a Igreja, onde seguiam S. Pedro e os outros Apóstolos. Deus ajuda sempre. Podemos pedir concretamente, através de S. Pedro e S. Paulo, que a doutrina de Cristo e dos seus sucessores, chegue a todos os recantos da terra (Oração).

 

 

Celebração e Homilia:            Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial