33.º Domingo Comum

19 de Novembro de 2023

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Dai a paz, Senhor – M. Faria, NRMS, 23 

Jer 29, 11.12.14

Antífona de entrada: Os meus pensamentos são de paz e não de desgraça, diz o Senhor. Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor, e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Embora nos custe muito aceitá-lo, não somos donos de nada neste mundo. Somos apenas administradores de alguns bens que o Senhor nos confiou e de cuja administração nos pedirá contas.

Em breve deixaremos tudo, sem nada levarmos connosco, a não ser o amor de Deus coim que enriquecemos esta administração.

A Liturgia deste 33.º Domingo do Tempo Comum, penúltimo domingo do ano litúrgico, convida-nos a fazer um sereno exame de consciência sobre o modo como temos administrado os bens que o Senhor nos confiou.

 

Acto penitencial

 

Queremos reconhecer humildemente na presença de Deus que temos sido maus administradores dos bens que Ele nos confiou.

Começamos por tratar os bens recebidos como se fossem nossos; administramo-los para fins que o Senhor não aprova; e desleixamo-nos na vida espiritual, convencendo-nos de que, para agradar a Deus, basta não fazer mal.

Peçamos ao Senhor que, mais uma vez, tenha misericórdia de nós e nos ajude e ensine a recomeçar uma vida marcada pela fidelidade ao Seu Amor.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C do Ordinário da Missa)

 

•   Senhor Jesus: Recebemos o dom da vida, da saúde e muitos outros bons,

     mas administramo-los como se não tivéssemos de dar contas a ninguém.

     Senhor, misericórdia.

 

     Senhor, misericórdia.

 

•  Cristo: Malbaratamos a vida, a saúde e a inteligência para ofender a Deus,

     em vez de usarmos estes bens para O servirmos e amarmos cada vez mais.

     Cristo, misericórdia.

 

     Cristo, misericórdia.

 

•   Senhor Jesus: Temo-nos deixado levar pela preguiça e desleixo na nossa fé,

     convencidos de que, para agradar a Deus é suficiente abstermo-nos do mal.

     Senhor, misericórdia.

 

     Senhor, misericórdia.

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de encontrar sempre a alegria no vosso serviço, porque é uma felicidade duradoira e profunda ser fiel ao autor de todos os bens. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Espírito Santo, no Livro dos Provérbios, apresenta-nos a mãe de família como modelo e inspiração dos bons administradores.

Examinemo-nos com frequência sobre o modo como temos usado os bens que o Senhor confiou à nossa administração.

 

Provérbios 31, 10-13.19-20.30-31

 

10Quem poderá encontrar uma mulher virtuosa? O seu valor é maior que o das pérolas. 11Nela confia o coração do marido e jamais lhe falta coisa alguma. 12Ela dá-lhe bem-estar e não desventura, em todos dias da sua vida. 13Procura obter lã e linho e põe mãos ao trabalho alegremente. 19Toma a roca em suas mãos, seus dedos manejam o fuso. 20Abre as mãos ao pobre e estende os braços ao indigente. 30A graça é enganadora e vã a beleza; a mulher que teme o Senhor é que será louvada. 31Dai-lhe o fruto das suas mãos e suas obras a louvem às portas da cidade.

 

O texto é tirado da última secção do livro dos Provérbios e contém os primeiros versículos do poema em que se enaltece «a mulher virtuosa», isto é, de valor; na tradução da Vulgata e da Neovulgata, é a mulher forte, ou dotada de força de carácter e de habilidades e ornada de virtudes. É uma espécie de «abecê da esposa ideal» (Dyson), começando mesmo cada verso por uma letra, segundo a ordem habitual do abecedário hebraico, um poema acróstico.

31 «O fruto das suas mãos». Já então a mulher amealhava com as suas economias domésticas, e esse produto podia dar não apenas para «alfinetes», mas até para poder plantar uma vinha, como se diz no v. 16 (omitido na leitura).

 

Salmo Responsorial Sl 127, 1-2.3.4-5 (R. cf. 1a)

 

Monição: O Senhor move-nos a cantar, como resposta à interpelação que nos fez na primeira leitura, a felicidade do homem que procura fazer sempre a vontade do Senhor.

A felicidade que proclamamos no salmo não se limita apenas à vida eterna, mas começa já aqui na terra.

 

Refrão:    Ditoso o que segue o caminho do Senhor.

 

Feliz de ti que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda,

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira,

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo fala abertamente e em linguagem muito realista, aos fiéis da Igreja de Tessalónica sobre o fim do mundo e sobre o juízo final.

Ajuda-os, depois, a tirar as consequências desta verdade: Mas vós, irmãos, não andeis nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão.

 

 

1 Tessalonicenses 5, 1-6

Irmãos: 1Sobre o tempo e a ocasião, não precisais que vos escreva, 2pois vós próprios sabeis perfeitamente que o dia do Senhor vem como um ladrão nocturno. 3E quando disserem: «Paz e segurança», é então que subitamente cairá sobre eles a ruína, como as dores da mulher que está para ser mãe, e não poderão escapar. 4Mas vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão, 5porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia: nós não somos da noite nem das trevas. 6Por isso, não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios.

 

Como diz H. Schürmann, «a espera do fim constitui a música de fundo de toda a carta».

1 «Sobre o tempo... não precisais de que se vos escreva». Deviam ser muito conhecidos os ensinamentos do Senhor acerca da sua última vinda (cf. Lc 12,35-48; Mt 24,42-50).

2-4 Quanto ao fim, toda a nossa certeza é que a hora é incerta. Esta incerteza, é uma graça de Deus, um convite a estarmos sempre preparados, a aproveitarmos o tempo fazendo todo o bem possível sem adiamentos. «Como um ladrão», isto é, sem avisar; não quer dizer traiçoeiramente, pois o Senhor é o melhor dos amigos e o melhor dos pais.

5 «Filhos da luz e filhos do dia», Deus é luz e nele não há quaisquer trevas (1 Jo 1,5). Deus é a suma Verdade e o sumo Bem, sem a menor sombra de erro ou de maldade, diríamos na nossa linguagem. Ora nós somos filhos de Deus, participando da sua vida, da sua verdade pela fé, da sua bondade pela caridade: somos, pois, filhos da luz. Por isso, as nossas obras têm de ser claras, luminosas, nem podemos estar adormecidos, mas «vigilantes e sóbrios» (v. 6), numa espera activa.

 

Aclamação ao Evangelho    Jo 15, 4a.5b

 

Monição: Jesus recomenda aos Seus Discípulos, na Última Ceia, e aos cristãos de todos os tempos, que permaneçam n’Ele, como condição para Ele permanecer em cada um deles.

Permanecer em Jesus Cristo concretiza-se em viver na graça de Deus e em fazer um esforço constante para O amar cada vez mais.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – C. Silva, OC (pg 534)

 

Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós, diz o Senhor.

Quem permanece em Mim dá fruto abundante.

 

 

Evangelho *

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Mateus 25, 14-30 Forma breve: São Mateus 25, 14-15.19-21

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 14«Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. 15A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; [e depois partiu. 16O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. 18Mas, o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.] 19Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. 20O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’. [21Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. 22Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: ‘Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei’. 23Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. 24Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. 25Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’. 26O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; 27devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. 28Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. 29Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. 30Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes’».]

 

A parábola dos talentos, apesar das semelhanças, não deverá ser a mesma das minas (Lc 19,12-27), ainda que alguns pensem que sim, pois Jesus podia ter contado duas parábolas semelhantes, embora com o mesmo fim didáctico. Esta parábola ensina principalmente a necessidade de corresponder à graça de uma maneira esforçada, exigente, constante, durante toda a vida. Temos de fazer render todos os dons da natureza e da graça, recebidos do Senhor. O importante não é o número dos talentos recebidos, mas sim a generosidade em os fazer frutificar.

15 «Talento». Não se trata propriamente de uma moeda, mas de uma unidade monetária, cujo valor ignoramos ao certo, por variável que era então, mas que ronda pelos 36 quilos de prata (mais corrente que o talento de oiro).

 

Sugestões para a homilia

 

1.  Os verdadeiros valores da vida

 

Com divina pedagogia, o Senhor ensina-nos as verdades eternas e o caminho da Salvação a partir nas realidades mais comuns desta vida.

Coloca diante de nós a mulher forte, a mãe de família, a esposa exemplar como inspiração para a nossa vida a caminho do Céu.

A Sagrada Escritura glorifica a mulher, igual ao homem na vocação à santidade e ao Céu, na liberdade e na responsabilidade. Se pudéssemos colocar numa balança a alma da mulher e a do homem, o fiel da balança ficaria a prumo, porque nenhuma das duas vale mais do que a outra. Esta é a verdadeira promoção da mulher: diferente em muitos aspetos, mas igual ao homem na vocação à santidade.

A sanidade pessoal, única riqueza. «Quem poderá encontrar uma mulher virtuosa? O seu valor é maior que o das pérolas.»

A pergunta do Livro dos Provérbios não traduz uma dúvida sem solução, como se nunca pudéssemos encontrar uma mulher virtuosa, mas uma chamada de atenção para que reparemos nela, para a imitar.

Uma pessoa virtuosa é aquela que se esforça por cultivar todas as virtudes, sem deixar nenhuma descuidada. As virtudes humanas e sobrenaturais são como as cordas do piano ou da harpa: nenhuma dela pode estar desafinada.

A proposta do Senhor à nossa vida cristã é um esforço para fazer sempre e em tudo a Sua vontade, cultivando, assim, todas as virtudes humanas e sobrenaturais: as três virtudes teologais – a fé, a esperança e a caridade – e as quatro virtudes cardiais – a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança – de tal modo que nenhuma delas fique descuidada.

Tudo o que fazemos – o nosso trabalho, as amizades e a vida de família, os momentos de descanso e as atividades desportivas – deve ser um hino de amor ao nosso Deus, sem nunca nos desviarmos da Sua vontade.

Conta-se que numa cidade africana de fala portuguesa havia um comércio criminoso de falsos diamantes. Os traficantes preferiam a noite, para melhor enganar; insistiam na pressa, para evitar serem surpreendidos pela polícia e aguçavam o apetite dos que abordavam, apresentando as suas ofertas como uma pechincha com a qual podiam enriquecer. De facto, ele não pedia uma quantia exagerada.

Quando, mais tarde, com boa luz e diante de uma pessoa entendida, examinavam a compra, viam que tinham dado muito dinheiro por fragmentos e vidro vulgar.

Santidade e lealdade. «Nela confia o coração do marido, e jamais lhe falta coisa alguma. Ela dá-lhe bem-estar e não desventura, em todos os dias da sua vida

O Livro sagrado indica-nos como modelo da nossa relação com os outros a lealdade da esposa para com o seu marido. Ele ouve com muita tranquilidade e em paz, porque sabe que pode confiar na esposa, que a realidade é a que os seus olhos vêem e que nada lhe esconde.

A confiança nas pessoas que estão à nossa volta e se integram, de algum modo, na nossa vida, à semelhança da vida da esposa e do marido, enche-nos de paz e serenidade.

Esta lealdade concretiza-se, na nossa vida, no desempenho fiel da missão que nos confiam, com todas as consequências. Quando nos parece que aquilo que nos pedem não está muito conforme à razão digamo-lo franca e prontamente à pessoa interessada e não andemos a comentar o nosso desacordo na ausência dela.

Lealdade vem a ser, em concreto, atuar sem disfarces, de alma descoberta, e com o desejo de fazer as coisas o melhor possível.

Uma pessoa desleal parece-se com uma moeda falsa. Contamos com ela para fazer uma compra e acabamos por descobrir a sua falsidade.

Ser leal é também cumprir a palavra dada, mesmo que venha a exigir de nós mais sacrifícios do que aqueles que tínhamos imaginado antes.

Há momentos na vida em que, para sermos leais, temos necessidade de ser heroicos. Anima-nos a certeza de que, quando estamos a ser leais para com as pessoas, transparentes nas nossas intenções, estamos a ser leais para com Deus.

Santidade e diligência. «Procura obter lã e linho e põe mãos ao trabalho alegremente. Toma a roca em suas mãos, seus dedos manejam o fuso

Outra dimensão da nossa lealdade para com Deus, ensinada pela mãe de família, é a santificação pelo trabalho. Na verdade, o Senhor criou o homem para que trabalhasse e, por isso, o trabalho, é o eixo da nossa santificação.

A mãe de família não precisa que lhe digam o que tem a fazer. A vivência da sua vocação materna mostra-lhe o que faz falta.

Uma pessoa diligente não precisa que a mande trabalhar, porque ela mesma o descobre, como a mãe de família, a esposa diligente.

A palavra diligente tem um parentesco muito próximo com o amor. Diligente vem do verbo latino dilígere, cuja significação é amar. A pessoa diligente é aquela que faz as coisas com amor e por amor.

Ao entregar-nos a lei do trabalho, entendendo-o como o define S. João Paulo II o descreve na encíclica Laborem exercens – toda a ocupação humana – o Senhor empenhou-nos no exercício de uma grande série de virtudes humanas. Não se pode trabalhar sem a virtude da esperança, a mortificação e a comunhão com os outros. Além disso, desenvolvemos, com ele, as nossas capacidades humanas.

Pelo trabalho concreto que realizamos, estamos ao serviço uns dos outros, servimos e somos servidos. O Senhor deseja que, pelo nosso trabalho, completemos a obra da criação.

A caridade no centro. «Abre as mãos ao pobre e estende os braços ao indigente. A graça é enganadora e vã a beleza; a mulher que teme o Senhor é que será louvada. Dai-lhe o fruto das suas mãos, e suas obras a louvem às portas da cidade

Um coração enamorado por Deus enamora-se também pelos seus irmãos, com prioridade para com os mais necessitados.

A mãe de família que o Senhor nos propõe por modelo de santidade coloca à frente de tudo o cuidado das pessoas e, entre estas, o das mais necessitadas.

Há muitas espécies de indigência que precisa de ser socorrida por nós, e não apenas a indigência dos bens materiais. Encontramos à nossa volta muitas pessoas espiritualmente indigentes, quer pela ignorância religiosa, quer pelo afastamento de Deus.

Parecem felizes, mas não o são. Fingem alegria mas, quando as surpreendemos em momentos nos quais pensam que não estão a ser observadas, mostram um rosto de sofrimento e de profunda desilusão.

Chamados á comunhão eterna com Deus e uns com os outros, o Senhor quer que nos exercitemos nesta comunhão enquanto estamos na terra, ajudando-nos mutuamente e estando atentos ao que os outros precisam.

Nenhum de nós pode pensar em agradar a Deus se vive isolado como uma ilha e alheio a tudo o que se passa à sua volta. Somos sentinelas vigilantes uns dos outros. Não podemos olhar de cima para baixo, dizia o papa em Lisboa, a não ser para dar as mãos aos que estão prostrados no caminho e precisam de ajuda para se levantarem.

Por este caminho encontraremos a felicidade já neste mundo. Ditoso o que segue o caminho do Senhor.

 

2. Bons administradores dos tesouros de Deus

 

Todos estamos numa situação de espera no mundo, aguardando o regresso do Senhor para nos pedir contas do modo como administramos a vida que ele nos confiou.

Só depois receberemos o prémio pela nossa boa administração. O Senhor deixou claro nesta parábola que não podemos ficar contentes quando nos limitamos a viver esta vida não fazendo mal. É preciso enchê-la com a riqueza das boas obras, fazendo render os talentos quer Ele nos confiou.

Recebemos talentos para administrar. «Disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: “Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu.”»

São talentos recebidos de Deus a nossa vida, as qualidades e as muitas oportunidades que Ele nos oferece para O amarmos. O que recebemos – a inteligência, os dons naturais, etc. – não podem ser motivo para nos envaidecermos. Que tens que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? (I Cor 4, 7).

Devemos tomar consciência das qualidades que o Senhor nos deu e das oportunidades que Ele nos oferece. Lutemos contra as tentações de vaidade e contra a arrogância diante daqueles que parecem não terem recebido tanto como nós.

O tempo de vida de que dispomos na terra é um tempo de prova em que administramos os talentos que o Senhor nos confiou.

Chama a nossa atenção o facto de termos recebido, como administração, os nossos bens, dos quais não podemos fazer o que nos der na gana, mas administrá-los segundo a vontade de Deus. São Sua propriedade.

Nesta parábola o Senhor ensina-nos que não somos os proprietários da vida, nem das qualidades. Foram-nos confiadas por Deus.

Não podemos passar a vida de qualquer maneira, fazendo o que nos apetece e deixando-nos arrastar e seduzir por todos os caprichos. Na hora da morte, quando o Senhor chegar, daremos contas desta administração de bens de Deus.

Administrar bem significa fazê-los render e o único modo de conseguir este objetivo é usar os talentos fazendo a vontade de Deus.

A vida como tempo de prova e a recompensa ou castigo ao deixar este mundo, segundo o modo como tivermos vivido é uma verdade central do Evangelho e na pregação de Jesus.

A partida do senhor para longe significa que Deus nos deixa em total liberdade, na administração destes dons. Depois virá pedir-nos contas disso.

Nesta parábola, Jesus mostra-nos como as diversas pessoas administram os talentos recebidos. «O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas, o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.»

Prestaremos contas ao Senhor. «Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’. Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’»

A administração dos talentos que recebemos será feita duas vezes: no juízo particular, imediatamente depois da morte; e no juízo universal, diante de todos.

Na Sua bondade infinita, o Senhor dotou-nos de um alarme que nos enche de alegria e paz quando administramos bem; e de amargura e chamada de atenção, quando saltamos fora do caminho. É a consciência moral.

Há pessoas que se habituaram a continuar na cama quando o despertador soa e depois acabam por não o ouvir.  Devemos reagir imediatamente com um ato de contrição quando a consciência nos diz que acabamos de cometer um erro na administração. Se nos habituarmos a não fazer caso deste alarme, acabaremos por não o ouvir. A consciência, como o ouvido, pode endurecer e insensibilizar-se.

O exame de consciência é um bom meio para avaliarmos a nossa vida e corrigirmos desvios na administração dos talentos que nos foram confiados.

Esta parábola ensina-nos a não nos deixarmos iludir pelas aparências. O que recebeu cinco talentos, se tivesse angariado apenas seis (mais um) brilharia mais diante dos olhos dos homens do que aquele que, tendo recebido apenas dois, os fez render quatro. Só Deus pode julgar cada vida.

Um encontro mal preparado. «Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’. O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu»

Este mau e preguiçoso administrador não preparou o encontro com quem lhe confiara a administração dos seus bens.

Num primeiro momento, parece que a parábola de Jesus encerra de modo negativo, mas não é verdade. Avisa-nos para que imitemos os bons administradores e não nos deixemos enganar pela preguiça, julgando que não é preciso ser bom, virtuoso. Basta não ser mau, não ter pecados.

Estamos a chegar ao fim deste ano Litúrgico e o Espírito Santo move-nos a lançar um olhar para o tempo que passou, e programarmos bem o nosso futuro.

Queremos que o Senhor fique contente, quando examinar a nossa vida, apesar dos muitos erros que aí encontrar.

Quantos talentos nos concedeu: as amizades, acesso a elas pelos Meios de Comunicação Social ou mesmo encontro pessoal. O talento da amizade deve ser usado para levar as pessoas ao encontro com Deus.

Comecemos pelo ambiente de família em que vivemos e perguntemo-nos se procuramos aquecê-la cada vez mais com a nossa amizade que se exprime em atenção e carinho constantes; se o nosso ambiente de trabalho tem melhorado e somos cada vez mais amigos e otimistas ao encarar a vida; se os amigos, quando se encontram connosco, se vão embora de mãos vazias, ou levam o coração aquecido pela esperança.

Como faria Nossa Senhora e S. José, no ambiente em que viviam?

 

Fala o Santo Padre

 

«Às vezes, nós pensamos que ser cristão consiste em não praticar o mal.

Temos que praticar o bem, sair de nós mesmos e olhar, olhar para os mais necessitados.»

Neste penúltimo domingo do ano litúrgico, o Evangelho apresenta-nos a célebre parábola dos talentos (cf. Mt 25, 14-30). Faz parte do discurso de Jesus sobre os últimos tempos, que precede imediatamente a sua paixão, morte e ressurreição. A parábola fala de um senhor rico que deve partir e, prevendo uma longa ausência, confia os seus bens a três dos seus servos: ao primeiro confia cinco talentos, ao segundo dois, ao terceiro um. Jesus especifica que a distribuição é feita «segundo a capacidade de cada um» (v. 15). É isto que o Senhor faz com todos nós: conhece-nos bem, sabe que não somos iguais e não quer privilegiar ninguém em detrimento dos outros, mas confia a todos um capital à altura das suas capacidades.

Durante a ausência do senhor, os dois primeiros servos fazem um grande trabalho, a ponto de duplicar a quantia que lhes foi confiada. Não como o terceiro servo, que esconde o seu talento num buraco: para evitar riscos, deixa-o lá, protegido dos ladrões, mas sem o fazer frutificar. Chega o momento do regresso do senhor, que chama os servos a prestar contas. Os dois primeiros apresentam o bom fruto dos seus esforços, trabalharam e o senhor elogia-os, recompensa-os e convida-os a participar na sua festa, na sua alegria. No entanto, o terceiro, dando-se conta de que ter cometido um erro, começa imediatamente a justificar-se, dizendo: «Senhor, eu sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. Tive medo e fui esconder o teu talento na terra: eis aqui, toma o que te pertence» (vv. 24-25). Ele defende a sua preguiça, acusando o seu senhor de ser “duro”. É um hábito que também nós temos: defendemo-nos, muitas vezes, acusando os outros. Mas a culpa não é deles: o defeito é nosso, a culpa é nossa. E aquele servo acusa os outros, acusa o senhor para se justificar. Também nós, muitas vezes, fazemos o mesmo. Então o senhor censura-o: chama-lhe «servo mau e preguiçoso» (v. 26); ordena que lhe tirem o seu talento e seja expulso de casa.

Esta parábola é válida para todos mas, como sempre, especialmente para os cristãos. Ainda hoje é muito atual: hoje é o Dia dos Pobres, no qual a Igreja nos diz, a nós cristãos: “Estende a mão ao pobre. Estende a tua mão ao pobre. Não estás sozinho na vida: há pessoas que precisam de ti. Não sejas egoísta, estende a mão ao pobre!”. Todos nós, como seres humanos, recebemos de Deus um “património”, uma riqueza humana, seja ela qual for. E como discípulos de Cristo, também recebemos a fé, o Evangelho, o Espírito Santo, os Sacramentos e muitas outras coisas. Estes dons devem ser usados para praticar o bem, para fazer o bem nesta vida, como serviço a Deus e aos irmãos. E hoje a Igreja diz-te, diz-nos: “Usa o que Deus te deu e olha para o pobre. Olha: são muitos; também nas nossas cidades, no centro da nossa cidade, há muitos. Praticai o bem!”.

Às vezes, nós pensamos que ser cristão consiste em não praticar o mal. E não praticar o mal é bom. Mas não praticar o bem não é bom. Temos que praticar o bem, sair de nós mesmos e olhar, olhar para os mais necessitados. Há tanta fome, até no coração das nossas cidades, e muitas vezes entramos na lógica da indiferença: os pobres estão lá, e nós olhamos para o outro lado. Estende a tua mão ao pobre: é Cristo! Alguns dizem: “Mas estes sacerdotes, estes bispos que falam dos pobres, dos pobres... Queremos que eles nos falem da vida eterna!”. Olha, irmão e irmã, os pobres estão no centro do Evangelho; foi Jesus quem nos ensinou a falar com os pobres, foi Jesus quem veio para os pobres. Estende a tua mão ao pobre. Recebeste muitas coisas, e deixas que o teu irmão, a tua irmã, morra de fome?

Caros irmãos e irmãs, cada um repita no seu coração o que Jesus nos diz hoje, repita no seu coração: “Estende a tua mão ao pobre!”. E Jesus diz-nos outra coisa: “Sabes, o pobre sou Eu”. Jesus diz-nos o seguinte: “Eu sou o pobre!”.

A Virgem Maria recebeu um grande dom: o próprio Jesus, mas Ela não o conservou para si, deu-o ao mundo, ao seu povo. Aprendamos com Ela a estender a mão aos pobres.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 15 de novembro de 2020

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

O Senhor manda-nos vigiar.

Peçamos uns pelos outros e por todos,

para que os homens vivam dignamente.

Oremos (cantando), com toda a confiança:

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

1. Pela Igreja, para que seja fiel em tudo a Cristo,

                 pelos seus ministros, para que trabalhem com esperança,

     e pelos leigos, para que ponham os seus talentos a render,

     oremos com toda a confiança.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

2. Pelos que vivem como se o Senhor nunca viesse

     e pelos que temem que Ele venha a toda a hora,

     para que permaneçam vigilantes, mas em paz,

     oremos com toda a confiança.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

3. Pelas mães cristãs, para que iluminem os seus lares,

     pelos filhos e filhas, para que alegrem seus pais,

  e pelos maridos, para que sejam tementes a Deus,

     oremos com toda a confiança.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

4. Por aqueles a quem o Senhor deu muitos dons

     e por aqueles a quem o Senhor só deu alguns,

     para que todos os ponham a render,

  oremos com toda a confiança.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

5. Pelos fiéis mais disponíveis desta assembleia

  e por aqueles que dizem sempre não a tudo,

  para que recordemos que os talentos são dom de Deus,

     oremos com toda a confiança.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

6. Pelos fieis defuntos que partilharam a vida connosco

     e agora são purificados das suas manchas no Purgatório,

     para que o Senhor misericordioso os acolha hoje no Céu,

     oremos com toda a confiança.

 

     Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

 

Senhor, nosso Deus,

fazei amadurecer em cada homem

os frutos da vossa bondade,

para que, no último dia,

todos possam recebê-los transfigurados.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

A Palavra de Deus desperta-nos, para que não nos deixemos adormecer pelo caminho, descurando a administração da nossa vida.

Sabendo que desfalecemos facilmente, nesta nossa caminhada para o Céu, Jesus Cristo, pelo ministério do sacerdote, vai preparar para nós a Eucaristia.

 

Cântico do ofertório: A minha alma tem sede – M. Carneiro, NRMS, 40

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, que os dons oferecidos para glória do vosso nome nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente e nos alcancem a posse da felicidade eterna. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Saudação da Paz

 

Temos necessidade de trabalhar incansavelmente pelo dom da paz, construindo pontes entre os corações.

Derrubemos também todos os muros que impedem o acesso das pessoas a todos os recursos a que têm direito.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Procuremos que a nossa comunhão de hoje e de sempre seja uma preparação para a comunhão eterna, na felicidade do Céu, com a Santíssima Trindade.

Vivamos, no dia a dia, com a força da comunhão, como quem sabe que vai prestar contas no fim da sua caminhada na terra.

 

Cântico da Comunhão: Vós sereis meus amigos – M. Luís, CNPL, 1024

Salmo 72, 28

Antífona da comunhão: A minha alegria é estar junto de Deus, buscar no Senhor o meu refúgio.

 

Ou

Mc 11, 23.24

Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Louvado seja o meu Senhor – J. Santos, NRMS, 30 

 

Oração depois da comunhão: Depois de recebermos estes dons sagrados, humildemente Vos pedimos, Senhor: o sacramento que o vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória aumente sempre a nossa caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Façamos como os bons administradores do mundo, fazendo o balanço do nosso dia, no exame de consciência, todas as noites.

 

Cântico final: a missa não findou – J. F. Silva, NRMS, 4

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

33ª SEMANA

 

2ª Feira, 20-XI: Os costumes pagãos seduzem.

1 Mac 1, 10-15. 41-43, 54-57. 62-64 / Lc 18, 25-43

Vamos fazer uma aliança com as nações pagãs que nos rodeiam pois, desde que nos separámos delas, nos sucederam muitas desgraças.

Se nos esquecemos que há uma vida eterna à nossa espera, é muito fácil deixar-nos arrastar pelos costumes pagãos que nos rodeiam (LT). São atraentes, prometem vida fácil, proporcionam muitos prazeres, não trazem compromissos, etc.

No entanto, naqueles ambientes, muitos permaneceram firmes, aceitaram a morte (LT). O mesmo nos pede Deus nos tempos actuais: em vez de fazermos uma aliança com o paganismo, deveríamos manter a nossa Aliança com Deus. Pedimos-lhe como o cego de Jericó: Que veja, Senhor (EV), as pessoas e os acontecimentos com olhos de eternidade.

 

3ª Feira, 21-XI. Apresentação de Nossa Senhora.

Zac 2, 14-17 / Mt 12, 46-60

Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque eu venho habitar no meio de ti.

Celebramos a dedicação de Nossa Senhora a Deus. É um bom dia para nos alegrarmos com Ela. Ela foi, por pura graça, concebida sem pecado, como a mais humilde das criaturas, a mais capaz de acolher o dom inefável do Omnipotente. É a justo título que o Anjo Gabriel a saúde como filha de Sião: Avé (Alegra-te) (LT) .

Queremos igualmente fazer parte da família do Senhor. Tornar-se discípulo de Jesus é aceitar o convite para pertencer à família de Deus, para viver em conformidade com a sua maneira de viver: Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai (EV).

 

4ª Feira, 22-XI: A transformação coerente da sociedade.

2 Mac 7, 1.20-31 / Lc 19, 11-28

Os seus concidadãos detestavam-no e mandaram uma delegação atrás dele, para dizer: Não queremos que ele seja nosso rei.

É um grito desolador que ainda hoje se ouve na sociedade, em tantos campos. Mas Deus concedeu-nos os talentos (EV), para conseguirmos que Ele reine na sociedade, na cultura, no progresso científico, etc. A vocação do homem para a vida eterna não suprime, antes reforça, o seu dever de aplicar as energias do Criador no serviço da justiça e os meios recebidos da paz neste mundo,

Um dos talentos que devemos usar para a implantação do reino de Cristo é a fidelidade à fé e aos ensinamentos do Senhor (LT: o exemplo da mãe e dos sete filhos mártires)

 

5ª Feira, 23-XI: fidelidade e correspondência às graças de Deus.

1 Mac 2, 15-29 / Lc 19, 41-44

Quando Jesus se aproximou de Jerusalém chorou à vista dela e disse: Se tu também soubesses, hoje ao menos, os meios de alcançar a paz!

Na modesta cidade de Modin (Leit), muitos estavam para apostatar. Mas o exemplo de Matatias arrastou a esses muitos para se manterem fiéis à Aliança. Pensemos na comunhão dos Santos e na ajuda que podemos prestar aos outros se formos igualmente fiéis.

Pelo contrário, os habitantes da cidade de Jerusalém não corresponderam à presença de Jesus e às contínuas graças que receberam. A dor de Jesus foi grande: Jesus chorou à vista de Jerusalém (EV). O Senhor também passa muitas vezes junto de nós. Vamos procurar corresponder melhor a esses encontros, para não lhe causarmos qualquer desgosto.

 

6ª Feira, 24-XI: As nossas disposições no Templo.

1 Mac 4, 36-37 . 52-59 / Lc 19, 45-48

Quando Jesus entrou no Templo, começou a expulsar os vendedores, a quem dizia: está escrito: A minha casa será casa de oração.

Uma vez que os pagãos tinham profanado o Templo, Judas Macabeu e os seus irmãos, depois da vitória, decidiram purifica-lo e agradecer a Deus a sua ajuda (LT). Uma coisa semelhante fez Jesus ao entrar no Templo e ver que estava transformado em antro de salteadores, expulsou-os e Ele próprio estava lá todos os dias a ensinar (EV).

Quando entrarmos numa igreja deixemos lá fora todos os pensamentos inúteis, as conversas desnecessárias. Vamos ali com o desejo de agradecer a Deus a sua entrega pela nossa salvação, para cumprimentá-lo no Sacrário e estarmos recolhidos e a falar com Ele.

 

Sábado, 25-XI O segredo do Ressurreição

1 Mac 6,1-13 / Lc 20, 27-40

E não se trata de um Deus de mortos, mas de vivos porque, para Ele, todos vivem.

Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos e, para apoiar o seu ponto de vista expuseram ao Senhor este caso (EV). Jesus responde-lhes, dizendo: A fé na ressurreição dos mortos assenta na fé em Deus, que não é um Deus de mortos, mas de vivos.

A Eucaristia é também o segredo da ressurreição. Na Eucaristia recebemos a garantia da ressurreição do corpo no fim do mundo. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Através da Eucaristia assimila-se, por assim dizer, o segredo da ressurreição.

 

 

 

Celebração e Homilia:            Fernando Silva

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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