A abrir
Na hora da encruzilhada
da Celebração Litúrgica
Depois de uma longa viagem de 55 anos, com uma história que desejamos recordar diante de Deus, e Lhe dar graças, e embora com a dificuldade que todos podem imaginar, chegamos a uma encruzilhada.
Depois deste número 6 do Ano C, vamos tentar una experiência: suprimir a publicação impressa e adotar somente a publicação digital e on-line, pois não nos é possível continuar com este género de publicação, por questões económicas.
Espero que compreendam a nossa decisão todos aqueles que se habituaram a viver com esta Revista impressa nas mãos.
Não foi uma decisão fácil de tomar, como todos compreendem, embora não a consideremos uma derrota. Servimos quando era necessário e continuaremos a servir com as nossas possibilidades.
Suaviza a pena que esta medida causa a certeza de que, desde 1970, nos primeiros passos da reforma litúrgica que veio na continuidade do Concílio Vaticano II, as circunstâncias mudaram muito: há hoje, graças a Deus, livros litúrgicos – Missais, Lecionários e Rituais, inúmeros comentários, quer publicados em livro, quer em suporte informático, bem como boas coleções musicais.
Nesta hora de mudança, lembro, em primeiro lugar, as pessoas que estiveram envolvidas nesta batalha. Na impossibilidade de a todos nomear, recordo, com profunda saudade, os que já partiram: o Cónego Doutor José António Marques, fundador, o P. Henrique Faria que pôs todo o seu saber litúrgico e musical ao serviço desta aventura, o P. Severino Fernandes, sem o qual não teria sido possível montar toda a expedição e tantos outros amigos que, de mãos dadas uniram os seus esforços, num trabalho gratuito, mas realizado com alegria.
Para todos os que chegaram connosco até ao fim desta primeira experiência vai, em nome de Celebração Litúrgica, sem esquecer os destinatários da Revista, que muitas vezes nos animaram e espero que vão continuar a animar, a nossa profunda gratidão.
A redação dos originais da Revista foi um trabalho pontual e inteiramente grátis e de boa qualidade que generosos colaboradores ofereceram a todos os leitores da nossa Revista. Para todos eles, sem esquecer os muitos que já partiram ao encontro de Deus, um agradecimento e a certeza de que não os esqueceremos.
Na impossibilidade de lhes agradecermos tanta generosidade, rogamos ao Senhor da Messe que os recompense.
Entretanto, esperamos que os atuais que tenham possibilidade, continuem a escrever para esta nova modalidade da Revista.
Entregamos todo o trabalho realizado e a realizar ao Coração Imaculado de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, que, ao longo destes anos, esteve sempre ao nosso lado.
Fernando Silva
Diretor