Santos Anjos da Nossa Guarda

2 de Outubro de 2025

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ao Deus do universo – J. Santos, NRMS, 1 (II)

Dan 3, 58

Antífona de entrada: Anjos do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-O e exaltai-O para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebrar os Santos Anjos da Guarda leva-nos a centrar todo o nosso louvor na glória do Nosso Deus e “exaltar a Sua infinita bondade, porque a veneração que eles merecem é sinal da Sua incomparável grandeza sobre todas as criaturas”.

Celebremos em profunda gratidão o nosso Deus pelo imenso cuidado que tem connosco, seus filhos amados, e nesta aventura da vida, quis oferecer-nos esta ajuda preciosa colocando estes companheiros maravilhosos ao nosso serviço.

Sejamos dóceis aos nossos Anjos da Guarda que nos convidam a centralizar a nossa vida neste mistério inefável da Eucaristia e a vivê-lo no quotidiano da nossa existência.

 

Oração colecta: Senhor, que na vossa admirável providência enviais os Anjos para nos guardarem, ouvi as nossas súplicas e fazei que sejamos sempre defendidos pela sua protecção e gozemos eternamente da sua companhia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus envia os seus Anjos para nos proteger e conduzir. Respeitemos a sua presença, escutemos a sua voz e sejamos dóceis às suas propostas que são mensagem de Deus.

 

Êxodo 23,20-23

20Eis o que diz o Senhor: «Vou enviar um Anjo à tua frente, para que te proteja no caminho e te conduza ao lugar que preparei para ti. 21Respeita a sua presença e escuta a sua voz não lhe desobedeças. Ele não perdoaria as vossas transgressões, porque fala em meu nome. 22Mas, se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que Eu te disser, serei inimigo dos teus inimigos e perseguirei os que te perseguirem. 23aO meu Anjo irá à tua frente».

 

Esta leitura é tirada do texto do Êxodo, da parte que se segue ao «Código da Aliança», e com que se introduzem disposições relativas à entrada na Palestina. Nestes versículos, Deus garante ao seu Povo uma proteção especial, que lhe permita entrar na posse da terra prometida. Daí a atualização que a Igreja faz deste texto, aplicando-o ao novo Povo de Deus, a Igreja, que é guiada e assistida pelos Anjos da Guarda, a caminho do Céu. Lembramos que, quando no Antigo Testamento se fala do «anjo do Senhor», habitualmente designa-se a presença do próprio Deus ou uma sua direta intervenção (cf. Gn 16,7; 22,11.14; Ex 3,2; 14,19; etc.); mas, em muitas outras passagens, quando se fala de «o meu anjo», ou simplesmente de «o anjo» (cf. Ex 33,2; Nm 20,16), sobretudo em contraste com Deus (cf. Salm 138,1), sem dúvida que se refere a seres espirituais distintos de Deus, os anjos. Que estes existem é uma verdade que está clara no Novo Testamento e pertence à fé da Igreja (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 334-336), que professamos: «Creio em Deus… Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis»; e as coisas invisíveis «não são as galáxias, mas esses puros espíritos, que são os anjos» (Sequeri).

 

Salmo Responsorial Salmo 90 (91) 1-2.3-4.5-6.10-11

 

Monição: Deus é maravilhoso! É refúgio e segurança. Confiemos e sejamos fiéis aos seus desígnios.

 

Refrão:    O Senhor mandará aos seus Anjos

                que te guardem em todos os teus caminhos.

 

Tu que habitas sob a protecção do Altíssimo

e moras à sombra do Omnipotente,

diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela:

meu Deus, em Vós confio».

 

Ele te livrará do laço do caçador

e do flagelo maligno.

Cobrir-te-á com as suas penas,

debaixo das suas asas encontrarás abrigo.

 

A sua fidelidade é escudo e couraça:

não temerás o pavor da noite, nem a seta que voa de dia

nem a epidemia que se propaga nas trevas,

nem a peste que alastra em pleno dia.

 

Nenhum mal te acontecerá,

nem a desgraça se aproximará da tua morada.

Porque Ele mandará aos seus anjos

que te guardem em todos os teus caminhos.

 

 

Aclamação ao Evangelho   Salmo 102 (103), 21

 

Monição: Sejamos a alegria de Deus e daremos imenso júbilo aos nossos Anjos da Guarda. Vivamos a humildade, a docilidade, o respeito e amor aos pequeninos.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – Az. Oliveira, NRMS, 36

 

Bendizei o Senhor, todos os seus exércitos,

que estais ao seu serviço e executais a sua vontade.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 18,1-5.10

1Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no reino dos Céus?». 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus. 4Quem for humilde como esta criança esse será o maior no reino dos Céus. 5E quem acolher em meu nome uma criança como esta acolhe-Me a Mim. 10Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus Anjos veem continuamente o rosto de meu Pai que está nos Céus».

 

A leitura é tirada do início do chamado «discurso eclesiástico» de Jesus (Mt 18) sobre a vida na Igreja, concretamente como devem ser as relações dos cristãos entre si e como se deve exercer a autoridade; o discurso é introduzido com uma pergunta dos discípulos: «Quem é o maior no Reino dos Céus?».

10 «Os seus Anjos», isto é, os Anjos da Guarda das crianças. A contexto desta afirmação é o da importância que na Igreja se deve dar aos «pequeninos» (vv. 6.14), isto é, àqueles são mais necessitados de auxílio, quer pela sua pouca idade, quer pela pouca formação, ou recente conversão; é preciso ter um cuidado especial para não os escandalizar. O próprio Deus toma esses pequeninos ao seu cuidado, confiando-os a um Anjo protetor; e esse mesmo Anjo se encarregará também de acusar diante do «Pai que está nos Céus», cujo «rosto veem continuamente», todos aqueles que os levem a pecar. Mas não são apenas os pequeninos, são todos os seres humanos que têm o seu Anjo da Guarda (cf. Hebr 1,14; Lc 16,22; Catecismo da Igreja Católica, nº 336).

 

Sugestões para a homilia

 

Um Caminho percorrido com excelentes Companheiros.

Ao celebrarmos os Santos Anjos da Guarda percebemos a glória de Deus que neles se reflete e o amor que nos dedica colocando-Os ao nosso serviço. O Senhor Deus tudo prepara para que possamos ser fiéis e nos possa conduzir à plenitude da vida, a Vida Eterna.

Somos convidados a não resistir à sua presença, à sua voz, à sua ajuda. Para isso também temos de ser simples e humildes, e não lhes resistir, fechando-nos no nosso castelo de sabedoria, arrogância e soberba. Eles são companheiros muito educados e sensíveis respeitando a nossa liberdade. Por isso é importante ouvir e seguir as suas indicações. Eles nos protegem das ciladas do inimigo, nos inspiram a obedecer a Deus com docilidade, e nos conduzem até Cristo caminho, verdade e vida.

Na grande aventura da vida e nas suas batalhas não estamos sozinhos. Então caminhemos com confiança porque o próprio Deus caminha e combate em nosso favor.

Os Anjos não chamam a atenção para si próprios, mas para Deus, para Cristo que Incarnou no Seio Virginal de Maria, para o Mistério da Sua Morte e Ressurreição, para Sua presença na Eucaristia, nos Sacramentos, na Sua Igreja e de forma misteriosa em cada homem e cada mulher, e sobretudo nos pequeninos. E muito bem entendeu o nosso povo quando, cantando, lhes pediu ajuda: “Santos, Anjos e Arcanjos, vinde em nossa companhia, ajudai-nos a louvar, A Divina Eucaristia”. E quando ensinou os seus filhos a simples oração do “Santo Anjo do Senhor…” ou “Anjo da Guarda minha companhia…”.

 

Um Amigo a estimular-nos no amor e na confiança a Deus.

Em todas as manifestações dos Anjos podemos verificar que a sua intervenção é realizada no sentido de trazer-nos o fogo do amor de Deus, que se revela em Jesus Cristo; de anunciar feitos grandiosos; de defender dos perigos; de nos sustentar nas quedas; de nos animar a levantar-nos; nos alertar para a necessidade de conversão e dos perigos terríveis que podem a acontecer-nos quando vivemos afastados de Deus; de nos estimular à oração e à penitência.

Os Anjos querem que nós sejamos verdadeiramente felizes e partilham da nossa felicidade, quando ela é expressão do amor e cumprimento da vontade de Deus. O que mais desejam é que participemos activamente da santidade de Deus, que a oferece generosa e misericordiosamente a todos.

Eles são amigos de todos os homens e mulheres filhos de Deus, e de forma especial e atenta, vigiam os pequeninos, de quem cuidam e são testemunhas diante de Deus.

 

Imitemos o Nosso Anjo da Guarda.

Imitar o nosso Anjo da guarda significa viver com humildade, simplicidade e verdade diante do Altíssimo. Também Eles, presenciando e contemplando a grandeza e santidade do Deus Altíssimo, de terem sido criados com grandes dotes, são simples, humildes e serviçais.

Eles nos transmitem a certeza de que Deus ama os pequeninos, e que não é a grandeza, o poder ou o prestígio que nos torna belos ou importantes. O modelo é a criança, que não vive da imagem, de aparências ou de máscaras, mas sim da simplicidade e da confiança que se baseia total e essencialmente do amor de Deus.

Os nossos Anjos da guarda desejam que se cumpra em nós a vontade de Deus e de sermos como as crianças, que apesar de frágeis, vivemos com um coração aberto, humilde e confiante em nosso querido Pai do Céu.

Como eles lutaram lutemos sempre com humildade, simplicidade, confiança e serviço a Deus e aos irmãos, sabendo sempre acolher, servir e amar. E na nossa relação com Deus e com as pessoas vivamos com esse dinamismo e estilo próprio dos Anjos.

 

Fala o Santo Padre

 

«Falais com o vosso anjo? Ouvis o vosso anjo?

Deixais que vos guie pela mão na estrada ou que vos estimule para vos mover?

A presença do anjo na nossa vida não só existe para nos ajudar na estrada

mas também para nos fazer ver onde devemos chegar.»

Hoje, na festa dos Santos Anjos da Guarda, refletimos sobre a figura que o Senhor colocou ao lado do homem para o acompanhar ao longo do caminho da vida. De facto, cada pessoa tem ao seu lado um companheiro, um protetor que o Senhor concede ao homem como amparo, para o impelir a erguer-se quando cai, para o orientar quando erra o caminho. Mas o homem compreende a riqueza deste dom? E, sobretudo, ouve a voz deste guardião especial?

Na primeira leitura do dia, tirada do livro do Êxodo (23, 20-23), o Senhor promete uma ajuda muito particular ao seu povo e a todos nós que caminhamos pela senda da vida. Com efeito lê-se: «Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei». E assim a Igreja celebra estes nossos companheiros de caminho, os nossos protetores no caminho: os anjos, que nos protegem e estão precisamente connosco, a caminho. É verdade: a vida é um caminho, e devemos ser ajudados para caminhar bem, pois no caminho há armadilhas, perigos. Um percurso no qual o homem corre facilmente o risco de perder as coordenadas: temos necessidade de uma bússola: mas de uma bússola humana, ou de uma bússola que se assemelhe ao humano e que nos ajude a ver para onde devemos ir.

Antes de tudo, o homem deve enfrentar um primeiro perigo: o de não caminhar. De facto, quantas pessoas se estabelecem e não caminham, e durante toda a vida ficam paradas, sem se mover, sem nada fazer... É um perigo. Trata-se de situações semelhantes àquela descrita nos evangelhos, nos quais se fala do homem que tinha medo de investir o talento. Depois de o ter enterrado repetia: «Estou em paz, sinto-me tranquilo. Não poderei errar. Assim não corro riscos». Acontece o mesmo com muitas pessoas que não sabem como caminhar ou têm medo de arriscar e param. Mas, nós sabemos que a regra é que quem fica parado nesta vida acaba por se corromper. Como a água: quando a água fica parada, chegam os mosquitos, põem ovos e tudo se corrompe. Tudo. Precisamente em situações semelhantes, o anjo ampara-nos, impele-nos a caminhar.

Mas este não é o único risco no itinerário da vida. Há outro perigo, que é errar a estrada. Também nós — digamos a verdade — quantas vezes erramos o caminho, por não ouvir a inspiração do nosso companheiro de caminho ou os conselhos dos irmãos e irmãs. De novo, o homem é confortado por uma certeza: o anjo está perto para nos ajudar a não errar o caminho. Está connosco para isto: porque se errares o caminho, no início é fácil corrigir, mas depois de muitos anos — tantos anos — vais longe, do lado oposto em relação a onde deverias ir.

Com efeito, há algumas pessoas que caminham, mas não pela estrada: caminham na praça. Passeiam pela vida na praça. E vão, vão à praça, sempre assim. Algumas são muito criativas: entram na praça, mas dentro da praça vão de um lado para outro, como se fosse num labirinto. O labirinto nunca te leva ao fim: permaneces preso nele. Acontece então que o homem se convence: «Não estou parado, caminho», mas não se dá conta de que não está a caminhar na estrada. Também nesta situação o anjo vem ajudar-nos a caminhar pela estrada.

Certamente, devemos reconhecer a realidade do anjo, devemos pedir-lhe: “Ajuda-me”. Também nas Escrituras se lê: «Respeita a sua presença». Porque o anjo tem poder, tem autoridade para nos guiar, mas é preciso ouvi-lo, é necessário ouvir as inspirações que vêm sempre através do Espírito Santo, mas é o anjo que nos inspira. Gostaria de vos fazer uma pergunta: falais com o vosso anjo? Sabeis o nome do vosso anjo? Ouvis o vosso anjo? Deixais que vos guie pela mão na estrada ou que vos estimule para vos mover? A presença do anjo na nossa vida não só existe para nos ajudar na estrada mas também para nos fazer ver onde devemos chegar.

No evangelho (Mt 18,1-5.10) Jesus diante dos discípulos que se questionavam: «Mas quem é o maior no reino dos céus?», pega numa criança e diz algo muito bonito. De facto, afirma: «Esta é a maior» e, prosseguindo, exorta a não desprezar as crianças porque «os seus anjos no céu vêem sempre o rosto do meu Pai que está nos céus». Este é um pormenor importante: o nosso anjo não só está connosco, mas vê Deus Pai. Está em relação com ele. É a ponte diária, desde o momento em que despertamos até à hora em que vamos para a cama, que nos acompanha e é um vínculo entre nós e Deus Pai. Portanto o anjo é a porta quotidiana para a transcendência, para o encontro com o Pai: isto é, ele ajuda-me a continuar porque olha para o Pai e conhece a estrada.

Não nos esqueçamos destes companheiros de caminho. Cada um pense: rezo ao meu anjo? Ouço as suas inspirações? Reflito quando ouço que há algo que me está a dizer? E sei, tenho certeza de que ele é uma ponte para chegar ao Pai, porque ele está a fitar o Pai? O Senhor conceda a todos nós, nesta festa dos anjos da guarda, a graça de compreender este mistério do amparo do anjo, da companhia na estrada, e da contemplação do anjo. A contemplação de Deus Pai.

  Papa Francisco, Meditações matutinas, Capela de Santa Marta, 2 de outubro de 2018

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

confiemos a nossa oração ao ministério dos Anjos,

mensageiros de Deus e nossos intercessores,

e digamos (ou:  cantemos) com toda a confiança:

 

R. Ouvi-nos Senhor.

Ou: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

Ou: Por intercessão dos vossos Anjos, ouvi-nos, Senhor.

 

1. Pela Santa Igreja de Deus,

pelo Papa Leão, pelos bispos, presbíteros e diáconos,

e todo o Povo de Deus,

para que a proteção dos Santos Anjos da Guarda

a todos defenda dos ataques do inimigo,

oremos, irmãos.

 

2. Pelas dioceses e paróquias do mundo inteiro,

para que, dóceis aos Anjos da Guarda,

e na sabedoria do Evangelho,

sejam espaços de acolhimento,

experiência de bondade e misericórdia,

oremos, irmãos.

 

3. Para que os responsáveis do nosso País

sejam guiados não pelo desejo de mandar,

mas pelo espírito de serviço,

oremos, irmãos.

 

4. Pelos que se sentem marginalizados e espezinhados,

pelas crianças a quem é negado o direito à vida,

e por todas as que são maltratadas moral, física e psicologicamente,

para que os Anjos da Guarda as defendam e protejam,

oremos, irmãos.

 

5. Por todos nós aqui presentes em assembleia,

para que, pelo ministério dos Anjos,

sintamos os benefícios da sua proteção,

oremos, irmãos.

 

 

Deus, nosso Pai,

que nos reunistes nesta santa Assembleia,

acolhei os nossos votos e orações

e fazei de nós verdadeiros adoradores

e concidadão dos Anjos no Céu.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Anjo da guarda – H. Faria, NRMS, 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, os dons que Vos apresentamos em honra dos santos Anjos e concedei-nos que, pela sua contínua protecção, sejamos livres dos perigos desta vida e cheguemos à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: A. F. Santos – BML, 27

 

Monição da Comunhão

 

Connosco estão presentes os nossos Anjos que nos ensinam a amar, a crer e adorar Cristo presente na Eucaristia. Com eles damos glória a Deus. “Por isso com os Anjos e todos os santos, proclamamos a vossa glória”. Com eles adoramos Cristo presente a Eucaristia, no sacrário e misteriosamente presente em cada pessoa.

Peçamos ajuda aos nossos Anjos para crer, adorar, esperar e amar a Deus com pureza, fervor e compromisso.

 

Cântico da Comunhão: Com os benditos anjos – H. Faria, NRMS, 11-12

Salmo 137, 1

Antífona da comunhão: Na presença dos Anjos, eu Vos louvarei, meu Deus.

 

Cântico de acção de graças: Louvai o Senhor, povos de toda a terra – J. F. Silva, NRMS, 73-74

 

Oração depois da comunhão: Deus, nosso Pai, que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, com a assistência dos santos Anjos, no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos para a vida, às vezes bem difícil e cheia de perigos.  Caminhamos com os nossos Anjos, mensageiros e companheiros, que o Deus de misericórdia e bondade nos oferece. Acolhamos a companhia dos nossos Anjos, a sua inspiração e a sua proteção.

Na nossa missão de anunciar o Evangelho acolhamos a inspiração dos Anjos no anúncio fiel e comprometido com Boa Nova. Acolhamos a sua inspiração de sermos testemunho vivo do Evangelho e de sermos servidores dos irmãos, sempre em atitude de humildade, não buscando a glória pessoal, mas a glória de Deus. Aceitemos sempre a sua ajuda para nos levantarmos do pecado e sermos fortalecidos na luta.

Maria nossa querida Mãe acolheu a Boa Nova do Arcanjo Gabriel com fidelidade. Ela nos ensine a escutar os nossos Anjos da guarda e a pedir a sua ajuda.

 

Cântico final: Cantai comigo – H. Faria, NRMS, 2 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

 

6ª Feira, 3-X: O reconhecimento das nossas faltas.

Bar 1, 15-22 / Lc 10, 13-16

Disse Jesus: Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betzaida!

Lamenta-se o Senhor pela falta de correspondência dos habitantes daquelas cidades (EV).  Tinham recebido tantas graças e viram tantos milagres. O mesmo nos acontece a nós e Ele espera uma nova conversão.

Também o profeta Baruch, em nome de todo o povo, pede perdão pelas suas sucessivas rebeldias, não querendo escutar a sua voz (LT). Clamemos: Livrai-nos e perdoai-nos as nossas culpas, por amor do vosso nome (SR). E aproximemo-nos do Senhor com um coração contrito, reconhecendo as nossas faltas.

 

Sábado, 4-X: Procurar logo o Senhor depois das ofensas.

Bar 4, 5-12. 27-29 / Lc 10, 17-24

Alegrai-vos antes de os vossos nomes estarem inscritos nos Céus

Os discípulos, ao voltarem da sua missão, estão muito contentes com os bons resultados. Mas o Senhor chama-lhes a atenção para o que é mais importante: alegria pela vida eterna que os espera (EV). Todos os nossos triunfos só valem se forem ordenados à vida eterna e não pelo orgulho pessoal.

Baruch diz ao povo de Deus: Esquecestes Aquele que vos alimentou, o Deus eterno (LT). E pede a todos que se arrependam: Assim voltai agora para Ele e procurai-o com ardor dez vezes maior (LT). Buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará (SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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