28º Domingo Comum

12 de Outubro de 2025

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai a minha prece, M. Carneiro, NRMS 102

Salmo 129, 3-4

Antífona de entrada: Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-se? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Uma pessoa orgulhosa e impertinente que pede como devido aquilo que é uma ajuda amiga, não consegue obter favores das outras pessoas.

Acontece o mesmo com as graças que pedimos ao Senhor: a primeira condição para as obter é a humildade com que o fazemos.

É esta a mensagem que o Espírito Santo nos dirige, na Liturgia da Palavra deste 28.º Domingo Comum

 

Ato penitencial

 

Raras vezes nos lembramos de dar graças ao Senhor pelas muitas graças de que recebemos.

Também para com as pessoas que nos ajudam, comportamo-nos com exigência e não nos lembramos de lhes agradecer os serviços que nos prestam, mesmo quando remunerados.

Peçamos humildemente perdão de todas estas atitudes que desagradam ao Senhor e imploremos a Sua ajuda para nos emendarmos.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C do Ordinário da Missa)

 

•   Senhor Jesus: Acreditamos demasiado nas nossas possibilidades

    e a autossuficiência impede-nos de receber graças que pedimos.

    Senhor, misericórdia.

 

    Senhor, misericórdia.

 

•  Cristo: A falta de humildade impede-nos de agradecer ao Senhor

    as inumeráveis graças que Ele está continuamente a conceder-nos.

    Cristo, misericórdia.

 

    Cristo, misericórdia.

 

•   Senhor Jesus: Esquecemo-nos muitas vezes de sermos agradecidos

    aos que vem connosco, e nos servem dia a dia, com o seu trabalho.

    Senhor, misericórdia.

 

    Senhor, misericórdia.

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Naamã, um general sírio, foi miraculosamente curado da lepra, depois de se ter banhado sete vezes no Jordão, como indicara Eliseu.

Feliz pela graça recebida, sentiu a necessidade de agradecer ao Senhor, convertendo-se à fé dos Patriarcas e Profetas.

 

2 Reis 5, 14-17

 

Naqueles dias, 14o general sírio Naamã desceu ao Jordão e aí mergulhou sete vezes, como lhe mandara Eliseu, o homem de Deus. A sua carne tornou-se tenra como a de uma criança e ficou purificado da lepra. 15Naamã foi ter novamente com o homem de Deus, acompanhado de toda a sua comitiva. Ao chegar diante dele, exclamou: «Agora reconheço que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel. Peço-te que aceites um presente deste teu servo». 16Eliseu respondeu-lhe: «Pela vida do Senhor que eu sirvo, nada aceitarei». E apesar das insistências, ele recusou. 17Disse então Naamã: «Se não aceitas, permite ao menos que se dê a este teu servo uma porção de terra para um altar, tanto quanto possa carregar uma parelha de mulas, porque o teu servo nunca mais há-de oferecer holocausto ou sacrifício a quaisquer outros deuses, mas apenas ao Senhor, Deus de Israel».

 

O episódio cheio de beleza e vivacidade é tirado do chamado ciclo de Eiseu (2Re 2,13 – 13,30), tem um paralelo semelhante nos Evangelhos, não tanto nas curas dos leprosos dos Evangelhos, como se lê no Evangelho de hoje, mas antes na cura do cego de Jo 9, que se banha na piscina de Siloé.

17 Uma porção de terra, isto é, de terra santa, terra que pertence ao verdadeiro e único Deus, Yahwéh, o único capaz de fazer milagres. Esta terra levada como relíquia vai continuar no futuro costume da piedade cristã de os peregrinos da Terra Santa trazerem consigo um punhado de terra.

 

Salmo Responsorial Sl 97 (98), 1-4 (R. cf. 2b)

 

Monição: O Espírito Santo move-nos, pela leitura proclamada, a entoar um cântico de louvor ao nosso Deus.

Hoje, como ontem, Deus continua a manifestar a Sua bondade e sabedoria diante de todos os povos da terra.

 

Refrão:    O Senhor manifestou a salvação a todos os povos.

 

Ou:          Diante dos povos

                manifestou Deus a salvação.

 

Cantai ao Senhor um cântico novo

pelas maravilhas que Ele operou.

A sua mão e o seu santo braço

Lhe deram a vitória.

 

O Senhor deu a conhecer a salvação,

revelou aos olhos das nações a sua justiça.

Recordou-Se da sua bondade e fidelidade

em favor da casa de Israel.

 

Os confins da terra puderam ver

a salvação do nosso Deus.

Aclamai o Senhor, terra inteira,

exultai de alegria e cantai.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo escreve uma segunda Carta a Timóteo, na qual exorta este seu discípulo a ser fiel à vocação recebida.

Procura animá-lo com o seu próprio exemplo, pois cumpre a missão para que foi chamado, apesar das muitas dificuldades.

 

2 Timóteo 2, 8-13

 

Caríssimo: 8Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos, segundo o meu Evangelho, 9pelo qual eu sofro, até ao ponto de estar preso a estas cadeias como um malfeitor. Mas a palavra de Deus não está encadeada. 10Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com a glória eterna. 11É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; 12se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; 13se O negarmos, também Ele nos negará; se Lhe formos infiéis, Ele permanece fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.

 

Este belo trecho da leitura é uma boa lição de optimismo, baseado na fé, para as horas de provação e de perseguição, bem como um magnífico hino de apelo à fidelidade a toda a prova (vv. 11-13).

8 «Segundo o meu Evangelho». Não parece que se trata do Evangelho de Lucas, discípulo de Paulo, mas do Evangelho que Paulo prega, a boa nova da salvação em Cristo, exposto com os acentos próprios do Apóstolo das Gentes. No Novo Testamento o termo Evangelho não se refere ao Evangelho escrito.

9 «Cadeias como um malfeitor». Segundo a opinião corrente, S. Paulo está no 2.º cativeiro romano, pelo ano 67, no fim da sua vida, em plena perseguição de Nero contra os cristãos, considerado pelo historiador pagão, Suetónio (Vida dos 12 imperadores, Nero, 16), como pertencentes a uma «superstição nova e maléfica».

 

Aclamação ao Evangelho   cf.1 Tes 5, 18

 

Monição: Em todo o tempo e lugar devemos dar graças a Deus pelos benefícios que nos concede.

Façamo-lo especialmente agora, aclamando o Evangelho da Salvação que vai ser proclamado para nós.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – M. Faria, NRMS, 16

 

Em todo o tempo e lugar dai graças a Deus,

porque esta é a sua vontade a vosso respeito em Cristo Jesus.

 

 

Evangelho

 

Lucas 17, 11-19

 

Naquele tempo, 11indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. 12Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. 13Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». 14Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. 15Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, 16e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer. Era um samaritano. 17Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez que ficaram curados? Onde estão os outros nove? 18Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?» 19E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».

 

Os Sinópticos referem a cura de leprosos, mas só Lucas relata o episódio da cura dos dez leprosos, que condiz bem com a sua visão universalista da salvação, ao registar que o curado agradecido era um samaritano.

12 «Conservando-se a distância». A própria Lei prescrevia, a fim de evitar o contágio, o isolamento do doente (cf. Lv 13,45-46) e também um certificado de cura passado pelos sacerdotes (cf. Lv 14,2 ss), a fim de poder vir a ser reintegrado no convívio social.

17 «Onde estão os outros nove?» O relato deixa ver que Jesus não os curou logo e manda-os ir pedir o certificado da cura ainda antes de curados. Assim é posto em evidência o seu exemplo de fé, mas a verdade é que só um – e o mais desprezível, pois era samaritano – é quem deu exemplo de gratidão. Lucas, ao pôr em relevo a gratidão dum estrangeiro, também deixa ver a finíssima sensibilidade do Coração de Cristo, que fica contente com o agradecimento deste, e dorido com a ingratidão dos outros nove, que não estiveram para ter a maçada de voltar atrás para agradecer a cura.

 

Sugestões para a homilia

 

• A humildade obtém a cura

• A atenção aos leprosos

 

1. A humildade obtém a cura

 

Naamã, homem importante da Síria, contraíra a lepra que, nesses tempos, não tinha cura e levava inevitavelmente à morte em pouco tempo.

Entretanto, soube por uma menina judia que, feita cativa fora servir em casa, que talvez em Israel um profeta o curasse.

Naamã foi, mas, num primeiro momento, reagiu com orgulho à indicação que lhe deu o profeta Eliseu.

• A obediência venceu o orgulho. «Naqueles dias, o general sírio Naamã desceu ao Jordão e aí mergulhou sete vezes, como lhe mandara Eliseu, o homem de Deus. A sua carne tornou-se tenra como a de uma criança e ficou purificado da lepra.»

O general Naamã, aconselhado pelas pessoas de bom senso do seu séquito, acabou por obedecer à indicação que lhe dera o profeta Eliseu, mergulhando sete vezes no rio Jordão, e ficou curado.

Muitas vezes na vida, a soberba impede-nos de receber os dons de Deus. O Senhor «derrubou os poderosos dos seus tronos e exaltou os humildes.»

Se Naamã tivesse persistido em continuar no seu mundo de orgulho, teria voltado leproso para a casa. Enquanto ele não se despiu da sua importância, não recebeu o milagre da cura. Nós, de modo semelhante, pela autossuficiência que nos convence de que podemos tudo, por querer apoderar-nos das obras realizadas por Deus, convertendo-as em títulos de glória pessoal ou por um falso complexo de superioridade, não recebemos as graças de Deus.

A humildade é muito importante para nos aproximarmos de Deus e das outras pessoas, porque ela é, antes de tudo, uma proclamação e aceitação de quem é Deus, de quem somos nós e de quem são os nossos irmãos. O orgulho perturba-nos a visão objetiva, tapando-nos o horizonte e deixando-nos apenas ver o nosso rosto.

Os anjos rebeldes perderam o Paraíso e foram condenados por causa da soberba de quererem ocupar o lugar de Deus. Sabendo como a soberba é eficaz para perder o Céu, exploram continuamente este nosso ponto fraco. Deste modo, a nossa luta pela humildade vai durar a vida inteira.

Não nos deixemos levar pela ilusão daquela pessoa piedosa que dizia: “Pedi muito tempo ao Senhor para ser humilde e, graças a Deus, já o sou!” A verdade é que nunca seremos humildes nesta vida e o orgulho será sempre o nosso ponto mais vulnerável.

• A gratidão, sinal de humildade. «Naamã foi ter novamente com o homem de Deus, acompanhado de toda a sua comitiva. Ao chegar diante dele, exclamou: “Agora reconheço que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel. Peço-te que aceites um presente deste teu servo”. Eliseu respondeu-lhe: “Pela vida do Senhor que eu sirvo, nada aceitarei”. E apesar das insistências, ele recusou.»

Ele não foi curado apenas do corpo, mas também da alma, pois dá um testemunho de humildade. Ao ver-se curado, este homem importante do exército da Síria sentiu-se reconhecido e quis ir agradecer ao profeta, não às escondidas, mas acompanhado de todo o seu séquito.

Ele não recebeu apenas a cura da lepra do corpo, mas ainda a da soberba, lepra da alma. Tudo começou por um ato de humildade e docilidade ao que o profeta lhe dera, pondo de lado o seu orgulho nacionalista.

Depois de tudo, Naamã revela-se como uma alma grande, agradecida. Somente quem é humilde reconhece os benefícios recebidos e sente a necessidade de agradecer. A pessoa orgulhosa acha que recebe sempre menos do que aquilo que merece e, por isso, em vez de agradecer, apodera-se da glória que só a Deus pertence.

Por sua vez, o profeta Eliseu aparece aqui como um homem desprendido. Ele não anda à caça dos bens materiais, para o serviço de Deus, para reconduzir as pessoas ao Deus verdadeiro.

Deus quer o nosso coração, e não o nosso ouro. Com demasiada frequência, as pessoas pedem uma graça a Deus e, logo que a alcançam, “pagam a promessa”, e regressam à sua vida de pagãos. Encaram o benefício como um negócio em que Deus lhes prestou um serviço, e eles pagaram o que era devido, afastando logo o seu coração de qualquer amizade com o Senhor. Deus concede-nos os Seus dons e graças, para que nos aproximemos cada vez mais deles, porque deseja chegar à intimidade connosco na terra, para a continuar eternamente no Céu.

Com frequência, também, não somos reconhecidos àqueles que nos ajudam ou prestam serviços. Comecemos por recordar os mais idosos da nossa família e perguntemo-nos se lhes fazemos o que gostaríamos que nos fizessem a nós.

Pensemos, depois, naqueles que nos prestam um serviço, mesmo remunerado, ou nos dão uma ajuda. Ficamos mais amigos deles?

• A humildade, caminho da conversão pessoal. «Disse então Naamã: “Se não aceitas, permite ao menos que se dê a este teu servo uma porção de terra para um altar, tanto quanto possa carregar uma parelha de mulas, porque o teu servo nunca mais há-de oferecer holocausto ou sacrifício a quaisquer outros deuses, mas apenas ao Senhor, Deus de Israel”.»

Perante a recusa do profeta em aceitar qualquer donativo, Naamã manifesta um sinal da sua conversão pessoal ao verdadeiro Deus. Antes achava que havia no seu país melhores rios do que o Jordão. Agora, pensa que a terra do seu país não é digna de sobre ela se construir um altar, para oferecer sacrifícios ao verdadeiro Deus e pede ao profeta licença para levar alguma terra de Israel, para sobre ela edificar um altar ao Deus único e verdadeiro dos judeus.

Ele não quer, a partir de agora, «oferecer holocausto ou sacrifício a quaisquer outros deuses, mas apenas ao Senhor, Deus de Israel.»

Mais uma vez, recordemos que, quando o Senhor nos concede uma graça – a cura de uma doença; a libertação de um aperto económico ou de outra situação angustiosa – não é para nos tornar mais ricos materialmente, nem para fazer crescer a nossa importância, mas para que nos aproximemos d’Ele, crescendo no Seu Amor fiel. A graça concedida é o sinal de Amor de pai que só com amor deve ser correspondida.

Precisamos de construir na nossa vida um altar ao nosso Deus, para nele Lhe oferecermos os sacrifícios de cada dia: o amor e paciência na família, a compreensão das limitações dos outros, o custo de um trabalho pesado, longo e cansativo, um sorriso a quem nos ofende...

Todos os dias, na hora do exame de consciência, não nos esqueçamos de renovar a nossa gratidão para com Deus, reconhecendo as graças recebidas e renovando propósitos de fidelidade.

Maria dá-nos o exemplo, ao guardar no seu Coração Imaculado as palavras e obras de Jesus, para as contemplar na oração pessoal estreitando, mais e mais, a intimidade com Deus.

 

2. A atenção aos leprosos

 

O estatuto social dos leprosos, no tempo de Jesus e quase até aos nossos dias, era deplorável, porque a lepra não tinha cura e um leproso enchia de pavor os seus familiares, amigos e vizinhos, com medo do contágio.

Por isso, viviam longe dos povoados, como animais bravios no monte e a Lei de Moisés preceituava que se deviam manter à distância, maior ou menor, conforme estivesse a direção do vento.

Ficou célebre S. Damião que se retirou para a ilha de Molokai, no Havai e aí, longe da civilização, morrer leproso, 

• A lepra do pecado. «Naquele tempo, indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. Conservando-se a distância, disseram em alta voz: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Ao vê-los, Jesus disse-lhes: “Ide mostrar-vos aos sacerdotes”. E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra.»

Estes leprosos viviam em grupo, fora das povoações e comungando a mesma desgraça e entregues, muitas vezes, a uma vida infra-humana, sem higiene, nem comida, nem qualquer conforto. As pessoas mais compassivas deixavam comida num lugar onde sabiam que o leproso encontraria e fugiam rapidamente, com o medo de contágio. Jesus não era assim.

Como estava mandado, estes leprosos não se aproximaram de Jesus, como os demais doentes, mas tiveram de Lhe falar de longe, pedindo a cura.

Mesmo separados da povoação, devem ter ouvido falar de Jesus que sarava doentes e, sobretudo, compadecia-se do sofrimento das pessoas.

Estava preceituado que, quando o leproso julgava que tinha sido curado ou tivera um falso alarme de doença, devia dirigir-se ao Templo, pedindo um certificado de saúde e oferecendo um óbolo, antes de regressar ao convívio dos seus.

Quando, pois, Jesus mandou a estes leprosos «Ide mostrar-vos aos sacerdotes», estava a anunciar-lhes que os tinha curado miraculosamente, pelo que eles acreditaram, e partiram imediatamente.

A lepra física voltou, nos nossos dias, sob a forma de toxicodependência, alcoolismo e outras formas de escravidão humana.

Há ainda a lepra espiritual dos que não conseguem viver na graça de Deus, porque criaram hábitos pecaminosos que não conseguem vencer. De algum modo, tornam-se, opção sua, marginais, pois vivem fora da comunhão plena da Igreja, embora com a porta aberta para regressarem quando o desejarem.

A lepra física provoca a insensibilidade à dor e à temperatura. O. P. Damião deu-se conta de que estava leproso, quando, desinfetando-se de uma ronda pelos leprosos de Molokai, meteu os pés quase em água a ferver e não sentiu nada.

A lepra espiritual do pecado também provoca esta insensibilidade. E assim, encontramos pessoas com grandes pecados dizendo que têm a consciência tranquila

Não havemos de ter medo de nos aproximarmos deles, embora cuidando de não nos deixarmos contagiar. Rezemos e aconselhemo-los, na medida do possível, a tomar medidas de libertação.

• A cura da lepra do pecado. «Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer. Era um samaritano.»

Podemos imaginar a alegria dos leprosos quando, durante o caminho, se aperceberam de que estavam curados. A sua fé em Jesus Cristo, dirigindo-se imediatamente para os sacerdotes, para que lhes dessem o certificado da cura, embora ainda se vissem leprosos, valeu-lhes a cura.

Aos que estão feridos da lepra do pecado manda Jesus também que vão ter com o sacerdote, para receberem a cura, pela absolvição sacramental.

Aconteceu, porém, que para cumprirem uma lei humana, deixara de lado o que era mais importante: agradecer a cura.

Jesus procura acautelar os Seus ouvintes contra este perigo. O sacerdote e o levita que se depararam com o que tinha sido assaltado e ferido, no caminho de Jerusalém para Jericó, talvez tenham deixado de socorrer aquele infeliz com receio de transgredir a Lei, tocando num não judeu. Este zelo excessivo dos judeus mais responsáveis, leva-os a censurar Jesus por fazer curas miraculosas ao sábado.

Uma vez mais, Jesus enfrenta-se com um cuidado doentio de cumprir os preceitos dos homens, esquecendo o que é mais importante, nesta hora, voltar para trás e agradecer o dom da cura. E também uma vez mais coloca em contraste a “fidelidade” escrupulosa dos judeus, considerados fiéis, com a magnanimidade do samaritano que, deixando para depois o mostrar-se aos sacerdotes, veio agradecer ao Senhor este milagre.

Este perigo ameaça-nos ainda hoje, levando-nos a cair num legalismo estéril que nos afasta do verdadeiro caminho.

Havemos de pedir ao Espírito Santo a graça do discernimento, para sabermos colocar em primeiro lugar o que Deus quer de nós, e não obedecer um legalismo sem sentido.

• A virtude da gratidão. «Jesus, tomando a palavra, disse: “Não foram dez que ficaram curados? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?” E disse ao homem: “Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou”.»

Jesus aproveita este acontecimento para nos falar de uma virtude humana muito importante que às vezes deixamos de praticar, por esquecimento ou por qualquer pretexto errado: a gratidão.

Mesmo quando as pessoas nos servem por dever de um cargo remunerado, não nos esqueçamos de lhe sorrir e de lhe dizer uma palavra de gratidão. O dinheiro não paga tudo.

Vale a pena determo-nos uns momentos, e ver como vivemos esta virtude, em relação aos que nos prestam uma ajuda. Sem darmos por isso, acabamos por nos refugiar na desculpa de que os outros não fizeram mais do que deviam.

Como agradecemos ao Senhor mais um dia de vida, uma noite bem passada, ou mesmo a Sagrada Comunhão. Na nossa oração havemos de adorar o Senhor, louvá-lo, agradecer-Lhe os benefícios e pedir-Lhe perdão das ofensas.

Que relação temos com as pessoas, por vezes de condição social mais humilde, que nos prestam serviços?

Mesmo na vida de família, se, à mesa, aproximam de nós o pão ou qualquer outro alimento, se se levantam para fechar uma porta que nos incomoda ou se apressam a ir procurar alguma coisa que nos faz falta, qual é a nossa reação? Agradecemos, com um sorriso e uma palavra amiga, ou ficamos insensíveis?

Pela sua gratidão, este ex-leproso samaritano recebe um do ainda maior. O dom da fé. «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou.»

Podemos imaginar que, em Caná da Galileia, depois da transformação miraculosa da água em vinho, Nossa Senhora, ao tomar conhecimento do acontecido, terá procurado Jesus com o olhar, para Lhe agradecer com um sorriso.

 

Fala o Santo Padre

 

«Trata-se duma grave doença espiritual: dar tudo como garantido,

inclusive a fé, mesmo a nossa relação com Deus, a ponto de nos tornarmos cristãos

que deixaram de saber maravilhar-se, já não saber dizer obrigado.»

Ia Jesus a caminho, quando dez leprosos saíram ao seu encontro clamando: «Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós» (Lc 17, 13). E os dez ficam curados, mas só um deles regressa para agradecer a Jesus: é um samaritano, uma espécie de herege para os judeus. No princípio, caminham juntos, mas em seguida destaca-se aquele samaritano, que regressa «glorificando a Deus em voz alta» (17, 15). Detenhamo-nos nestes dois aspetos que podemos deduzir do Evangelho de hoje: caminhar juntos e agradecer.

Antes de mais nada, caminhar juntos. No início da narração, não há qualquer distinção entre o samaritano e os outros nove. Fala-se simplesmente de dez leprosos, que fazem grupo entre si e, sem divisão, vão ao encontro de Jesus. Como sabemos, a lepra não era apenas uma úlcera física (ainda hoje devemos trabalhar por a debelar), mas também uma «doença social», porque naquele tempo, por medo do contágio, os leprosos deviam estar fora da comunidade (cf. Lv 13, 46). Por conseguinte não podiam entrar nos centros habitados, mas eram mantidos à distância, relegados para as margens da vida social e até religiosa, isolados. Caminhando juntos, estes leprosos clamam contra uma sociedade que os exclui. E note-se que o samaritano, apesar de ser considerado herético, «estrangeiro», faz grupo com os outros. Irmãos e irmãs, a doença e a fragilidade comuns fazem cair as barreiras e superar toda a exclusão.

Trata-se duma imagem significativa também para nós: se formos honestos connosco mesmos, havemos de nos lembrar que todos estamos doentes no coração, todos somos pecadores, todos necessitamos da misericórdia do Pai. Consequentemente deixaremos de nos dividir com base nos méritos, nas funções que desempenhamos ou em qualquer outro aspeto exterior da vida, e caem assim os muros interiores, caem os preconceitos, e por fim descobrimo-nos irmãos. Como nos recordou a primeira Leitura, o próprio sírio Naaman, apesar de ser rico e poderoso, para curar teve de fazer uma coisa simples: mergulhar no rio onde se banhavam todos os outros. Antes de mais nada, teve que tirar a sua armadura, as suas vestes (cf. 2 Rs 5). Como nos faz bem tirar as nossas armaduras exteriores, as nossas barreiras defensivas e tomar um bom banho de humildade, recordando-nos de que todos somos frágeis por dentro, todos necessitados de cura, todos somos irmãos! Lembremo-nos disto: a fé cristã sempre nos pede para caminhar junto com os outros, para nunca ser caminhantes solitários; sempre nos convida a sair de nós próprios rumo a Deus e aos irmãos, sem nunca nos fecharmos em nós mesmos; sempre nos pede para nos reconhecermos necessitados de cura e perdão, e partilharmos as fragilidades de quem vive ao nosso redor, sem nos sentirmos superiores.

Irmãos e irmãs, verifiquemos se, na nossa vida, nas nossas famílias, nos nossos lugares de trabalho e de convivência diária, somos capazes de caminhar juntamente com os outros, somos capazes de ouvir, superar a tentação de nos entrincheirarmos na nossa autorreferencialidade e pensarmos só nas nossas necessidades. Mas caminhar juntos – por outras palavras, ser «sinodais» – é também a vocação da Igreja. Interroguemo-nos até que ponto somos verdadeiramente comunidades abertas e inclusivas em relação a todos; se conseguimos trabalhar juntos, padres e leigos, ao serviço do Evangelho; se temos uma atitude acolhedora – feita não só de palavras, mas de gestos concretos – tanto para com os distantes como para com todos os que se aproximam de nós, sentindo-se inábeis por causa dos seus percursos de vida conturbada. Fazemo-los sentir parte da comunidade, ou excluímo-los? Tenho medo, quando vejo comunidades cristãs que dividem o mundo em bons e maus, em santos e pecadores: assim acaba-se por se sentir melhor que os outros e manter fora a muitos que Deus quer abraçar. Por favor, sempre havemos de incluir tanto na Igreja como na sociedade, ainda caraterizada por tantas desigualdades e marginalizações. Incluir todos. [...] Irmãos e irmãs, hoje pensemos nos nossos migrantes, naqueles que morrem. E aqueles que conseguem entrar: recebemo-los como irmãos ou exploramo-los? Deixo apenas a pergunta…

O segundo aspeto é agradecer. No grupo dos dez leprosos, há apenas um que, ao ver-se curado, regressa para louvar a Deus e manifestar a sua gratidão a Jesus. Enquanto os outros nove ficam purificados mas prosseguem pelo seu caminho, esquecendo-se d’Aquele que os curou (esquecem a graça que Deus lhes dá), o samaritano faz do dom recebido o princípio dum novo caminho: regressa para junto de Quem o sarou, vai conhecer Jesus de perto, inicia uma relação com Ele. Assim, a sua atitude de gratidão não é um simples gesto de cortesia, mas o início dum percurso de gratidão: prostra-se aos pés de Cristo (cf. Lc 17, 16), isto é, faz um gesto de adoração, reconhecendo que Jesus é o Senhor e que é mais importante do que a cura recebida.

E esta, irmãos e irmãs, é uma grande lição também para nós, que todos os dias beneficiamos dos dons de Deus, mas frequentemente prosseguimos pela nossa estrada esquecendo-nos de cultivar uma relação viva, real com Ele. Trata-se duma grave doença espiritual: dar tudo como garantido, inclusive a fé, mesmo a nossa relação com Deus, a ponto de nos tornarmos cristãos que deixaram de saber maravilhar-se, já não sabem dizer «obrigado», não se mostram agradecidos, não sabem ver as maravilhas do Senhor. São «cristãos em água de rosas», como dizia uma senhora que conheci. E acaba-se, assim, por pensar que tudo o que recebemos diariamente seja óbvio e devido. Ao contrário, a gratidão, o saber dizer «obrigado» leva-nos a afirmar a presença de Deus-amor e também a reconhecer a importância dos outros, vencendo o descontentamento e a indiferença que nos embrutecem o coração. É fundamental saber agradecer. Devemos diariamente dar graças ao Senhor, sabermos em cada dia agradecer uns aos outros: em família, por aquelas pequenas coisas que às vezes recebemos sem nos interrogar sequer donde provêm; nos locais que frequentamos quotidianamente, pelos inúmeros serviços de que usufruímos e pelas pessoas que nos apoiam; nas nossas comunidades cristãs, pelo amor de Deus que experimentamos através da proximidade de irmãos e irmãs que muitas vezes em silêncio rezam, oferecem, sofrem, caminham connosco. Por favor, não esqueçamos esta palavra-chave: obrigado! Não nos esqueçamos de sentir necessidade e dizer «obrigado»!

  Papa Francisco, Homilia, Praça de São Pedro, 9 de outubro de 2022

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs:

Elevemos as nossas súplicas a Deus Pai,

que quer salvar todos os homens,

mesmo aqueles que O não invocam nem adoram.

Oremos (cantando):

 

    Deus omnipotente, vinde em nosso auxílio.

 

1. Para que o nosso Bispo N., os presbíteros e os diáconos

    acolham sem distinções nem preconceitos

    os mais rejeitados que deles se aproximam,

    oremos.

 

    Deus omnipotente, vinde em nosso auxílio.

 

2. Para que os médicos, capelães e enfermeiros,

    que assistem aos doentes que perderam toda a esperança,

    recebam como prémio a vida eterna,

    oremos.

 

     Deus omnipotente, vinde em nosso auxílio.

 

3. Para que os leprosos e doentes incuráveis

    encontrem em cada homem que os serve

    um irmão, uma irmã e a própria mãe,

    oremos.

 

     Deus omnipotente, vinde em nosso auxílio.

 

4. Para que Jesus, que sofre nos doentes,

    os pacifique com a graça da sua presença

    e lhes dê a fidelidade até ao fim,

    oremos.

 

    Deus omnipotente, vinde em nosso auxílio.

 

5. Para que cada um de nós, quando estiver doente,

    saiba mostrar-se reconhecido com quem o trata

    e dar graças a Deus, fonte de todos os bens,

    oremos.

 

    Deus omnipotente, vinde em nosso auxílio.

 

6. Para que as pessoas que se dedicam aos doentes

    recebam deles a gratidão merecida

    e a alegria de servir Cristo nos que sofrem,

    oremos.

 

    Deus omnipotente, vinde em nosso auxílio.

 

Deus, nosso Pai,

que enviastes o vosso Filho muito amado

para nos curar de todo o mal,

dai-nos um coração agradecido

que saiba dar-Vos louvor e glória.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

A gratidão humilde é uma virtude humana que agrada a Deus e a todas as pessoas de boa vontade.

A palavra Eucaristia quer mesmo dizer ação de graças ao Altíssimo, por todas as graças que nos concede.

 

Cântico do ofertório: Vós me salvastes Senhor – M. Simões, NRMS, 16

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. Silva, NRMS, 14

 

Saudação da Paz

 

A gratidão para com quem nos ajuda é uma manifestação de amor, enquanto a guerra manifesta o ódio e a ambição.

Peçamos ao Senhor um coração agradecido para com ele e para com todas as pessoas que nos estendem fraternalmente a mão.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Jesus Cristo oferece ao Pai o único sacrifício de ação de graças que Lhe é agradável.

Unamo-nos aos sentimentos de Jesus Cristo, agora que vamos comungar o Seu Corpo e Sangue.

 

Cântico da Comunhão: Anunciai em toda a terra – J. F. Silva – NRMS, 106

Salmo 33, 11

Antífona da comunhão: Os ricos empobrecem e passam fome; mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou:    cf. 1 Jo 3,2

Quando o Senhor se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei eternamente – M. Luís, NRMS, 6 (I)

 

Oração depois da comunhão: Deus de infinita bondade, que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, tornai-nos também participantes da sua natureza divina. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Manifestemos a nossa gratidão aos que nos ajudam e acompanham na vida.

 

Cântico final: Dai graças ao Senhor – A. F. Santos, CNPL, 335

 

 

Homilias Feriais

 

28ª SEMANA

 

2ª Feira, 13-X: A plenitude da filiação divina.

Rom 1, 1-7 / Lc 11, 29-32

Esta geração é uma geração perversa: pretende um sinal e nenhum sinal lhes será dado, senão o de Jonas.

Jonas conseguiu a conversão dos habitantes de Nínive; Salomão era ouvido pela sua sabedoria (EV). Para nós, o sinal será sempre Jesus Cristo, ajuda para as nossas conversões: nEle encontraremos a sabedoria para todos os nossos problemas.

É a sua Ressurreição que lhe confere a plenitude da filiação divina: declarado filho de Deus em todo o seu poder, devido à sua Ressurreição de entre os mortos (LT). Também nós alcançaremos a plenitude da filiação divina: Cantai ao Senhor um cântico novo (SR). Agradeçamos a Nª Senhora que, com o seu fiat, nos abriu as portas da filiação divina.

 

3ª Feira, 14-X: O Evangelho, fonte de salvação.

Rom 1, 16-25 / Lc 11, 37-41

Eu não me envergonho do Evangelho, que ele é a força de Deus para a salvação de todo o crente.

O Evangelho é a fonte de toda a nossa salvação (LT). Mas, infelizmente, podemos esquecer-nos de Deus, podemos não dar-lhe toda a glória, trocamos a verdade de Deus pelos nossos interesses (LT). As suas palavras não são palavras cujo sentido se não perceba (SR).

A Boa Nova, pregada por Cristo também nos pode ajudar a cuidarmos muito o nosso interior (EV), para evitar que a nossa vida seja apenas uma 'fachada', para que os nossos sentimentos sejam os de Jesus.

 

4ª Feira, 15-X: A conversão do coração.

Rom 2, 1-11 / Lc 11, 42-46

Pelo teu coração, duro e impenitente, estás a acumular sobre ti a indignação do coração.

O coração pode endurecer na medida em que julga os outros sem piedade, esquecendo-se dos seus próprios defeitos (LT). E também por perder-se no cumprimento de detalhes insignificantes, esquecendo que o mais importante é o amor de Deus (EV).

Nos nossos tempos, esta atitude da mente e do coração corresponde talvez à perda do sentido do pecado (S. João Paulo II). Jesus convida-nos à conversão e ao arrependimento, que é indispensável para atacar a dureza do coração (3º mistério luminoso do santo Rosário), além da entrada no Reino de Deus, isto é, na vida Jesus.

 

5ª Feira, 16-X: Expiação pelos nossos pecados e pelos alheios.

Rom 3, 21-29 / Lc 11, 47-54

Deus apresentou-se como aquele que expia os pecados pelo seu sangue derramado na Cruz.

Todos pecámos e ficámos privados da glória de Deus. Mas Jesus expiou pelos pecados de todos, pelo seu Sangue derramado na Cruz (LT). Mas em vós está o perdão (SR). Correspondamos à sua misericórdia, expiando pelos nossos pecados e pelos alheios.

Deus vai pedir contas a esta geração do sangue de todos os profetas, desde a criação do mundo (EV), e também pelo seu Sangue. Vivamos melhor a santa Missa, na qual se reparam os pecados do mundo. Desagravemos os Corações de Jesus e de Maria, pelas muitas ofensas que se cometem diariamente, como nos pede Nª Senhora.

 

6ª Feira, 17-X: Deus não se esquece de ninguém.

Rom 4, 1-8 / Lc 12,1-7

Não se vendem cinco passarinhos por duas moedas? E nem um só deles está esquecido diante de Deus.

Deus não se esquece de nada nem de ninguém: estamos sempre diante dEle (EV). É um pai que se preocupa por todas as coisas dos filhos, mesmo as mais insignificantes: até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados (EV)..

Aos olhos de Deus seremos felizes se nos aproximarmos do sacramento da Confissão: felizes a quem foram perdoados os delitos (LT). E também se nos esforçarmos por evitar qualquer tipo de pecado: Feliz o homem a quem o Senhor não atribuir qualquer tipo de pecado. Rezemos: à Vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas.

 

Sábado, 18-X: Deus bem sabe o que nos convém a cada um de nós.

Rom 4, 13. 16-18 / Lc 12, 8-12

Contra toda a esperança humana, Abraão teve esperança e acreditou. Por isso, tornou-se pai de muitas nações.

Abraão não vacilou, apesar de ser muito idoso e sua mulher estéril, porque se apoiou firmemente no poder e na misericórdia divinas (LT). O Senhor recorda a sua Aliança para sempre (SR).

O Senhor permite, às vezes, que sejamos atingidos pela dor e pelo sofrimento. Se assim acontece, é porque há uma razão mais elevada que não compreendemos. O Espírito Santo ensinará na hora própria o que haveis de dizer (EV). Deus sabe melhor o que nos convém. Como Nª Senhora digamos: Faça-se em mim segundo a vossa Palavra.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Fernando Silva

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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