29º Domingo Comum

D. M. das Missões

19 de Outubro de 2025

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ouvi, Senhor, as minhas palavras – F. Silva, NRMS, 61

Salmo 16, 6.8.9

Antífona de entrada: Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco, ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras. Guardai-me dos meus inimigos, Senhor. Protegei-me à sombra das vossas asas.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Santificamos o dia do Senhor com a Santa Missa neste Domingo em que celebramos o dia mundial das missões. O Senhor convida-nos para sermos bons cristãos, dando testemunho d’Ele no mundo que Ele veio salvar.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Moisés reza pelo povo. Assim devemos fazer nós, rezando por todos os que temos presentes no nosso coração.

 

Êxodo 17, 8-13

 

8Naqueles dias, Amalec veio a Refidim atacar Israel. 9Moisés disse a Josué: «Escolhe alguns homens e amanhã sai a combater Amalec. Eu irei colocar-me no cimo da colina, com a vara de Deus na mão». 10Josué fez o que Moisés lhe ordenara e atacou Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiram ao cimo da colina. 11Quando Moisés tinha as mãos levantadas, Israel ganhava vantagem; 12mas quando as deixava cair, tinha vantagem Amalec. Como as mãos de Moisés se iam tornando pesadas, trouxeram uma pedra e colocaram-na por debaixo para que ele se sentasse, enquanto Aarão e Hur, um de cada lado, lhe seguravam as mãos. Assim se mantiveram firmes as suas mãos até ao pôr do sol 13e Josué desbaratou Amalec e o seu povo ao fio da espada.

 

O livro do Êxodo não cessa de exaltar a Providência divina em favor do povo que, liberto da opressão do Egipto, é guiado a caminho da terra prometida; não só o alimenta e lhe mata a sede, como também o livra das mãos dos inimigos.

8 «Amalec», isto é, os amalecitas, um tradicional inimigo de Israel, espalhado pelo norte do Sinai e a sul do Négueb, até aos tempos de Ezequias, em que foi completamente apagada a sua memória (cf. v. 14). Aqui aparecem como um grupo inimigo, que disputaria os escassos oásis do deserto com as suas fontes e pastagens. «Refidim», lugar incerto a SW da península do Sinal, um lugar de passagem dos israelitas a caminho do monte Horeb (Sinai).

9 «Com a vara de Deus na mão...» Alguns pensam, e com razão, que Moisés, no cimo do monte, não se limitou a rezar de braços abertos, mas que, com a vara, ia fazendo sinais para a planície, a fim de Josué conduzir bem o combate. De qualquer modo, ao lermos o Êxodo, é contraproducente fixarmo-nos no rigor histórico dos relatos, embora estes tenham atrás de si tradições de valor. Queremos chamar a atenção para o perene valor paradigmático do gesto de Moisés. Ele torna-se uma imagem de Cristo mediador e do valor da oração de intercessão. Os Padres vêem na vara de Moisés uma figura da Cruz, que vence os inimigos do homem: demónio, o pecado e a morte. Por outro lado, também se pode ver, nas figuras de Aarão e Hur, o poder religioso, e, em Josué, o poder político-militar, ambos os poderes concentrados em Moisés, que haveriam de vir a diversificar-se.

 

Salmo Responsorial Sl 120 (121), 1-8 (R. cf. 2)

 

Monição: Fomos criados por Deus. Necessitamos d’Ele. Não esqueçamos: «o nosso auxílio vem do Senhor ».

 

Refrão:    O nosso auxílio vem do Senhor,

                que fez o céu e a terra.

 

Levanto os meus olhos para os montes:

donde me virá o auxílio?

O meu auxílio vem do Senhor,

que fez o céu e a terra.

 

Não permitirá que vacilem os teus passos,

não dormirá Aquele que te guarda.

Não há-de dormir nem adormecer

Aquele que guarda Israel.

 

O Senhor é quem te guarda,

o Senhor está a teu lado, Ele é o teu abrigo.

O sol não te fará mal durante o dia,

nem a lua durante a noite.

 

O Senhor te defende de todo o mal,

o Senhor vela pela tua vida.

Ele te protege quando vais e quando vens,

agora e para sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Vivamos para o Senhor, dando testemunho d’Ele com a Palavra e o exemplo.

 

2 Timóteo 3, 14 – 4, 2

 

Caríssimo: 14Permanece firme no que aprendeste e aceitaste como certo, sabendo de quem o aprendeste. 15Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras; elas podem dar-te a sabedoria que leva à salvação, pela fé em Cristo Jesus. 16Toda a Escritura, inspirada por Deus, é útil para ensinar, persuadir, corrigir e formar segundo a justiça. 17Assim o homem de Deus será perfeito, bem preparado para todas as boas obras. 4,1Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo, que há-de julgar os vivos e os mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: 2Proclama a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta, com toda a paciência e doutrina.

 

A leitura contém o texto clássico da inspiração da Sagrada Escritura (v. 16) e um apelo formal e solene à pregação do Evangelho, com o recurso a uma fórmula jurídica semelhante à dos testamentos greco-romanos, de modo a que o herdeiro fique obrigado a cumprir a vontade do testador (4, 1: «conjuro-te» – diamartyromai).

16 «Toda a Escritura, inspirada por Deus, é útil…» (outra tradução possível: «toda a Escritura é inspirada por Deus e também é útil…). A Igreja sempre entendeu e ensinou que: «Todos os livros, tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, foram escritos sob a inspiração do Espírito Santo e, por isso, têm a Deus como autor e, como tais, foram confiados à Igreja» (Vaticano II, DV 11). Na tradução litúrgica, aparece a inspiração da S. E., – uma interacção divino-humana, um verdadeiro mistério pertencente à ordem sobrenatural – como uma afirmação indirecta, pois o acento é posto na sua utilidade sobrenatural: dar a sabedoria que leva à salvação (v. 15), «ensinar, persuadir, corrigir e formar segundo a justiça» (v. 16), e levar à santidade de vida de um homem de Deus perfeito (v. 17).

 

Aclamação ao Evangelho   Hebr 4, 12

 

Monição: O Senhor está connosco e quer que nos unamos a Ele na oração. Nunca desistamos de orar.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (I)

 

A palavra de Deus é viva e eficaz,

pode discernir os pensamentos e intenções do coração.

 

 

Evangelho

 

Lucas 18, 1-8

 

1Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: 2«Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. 3Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. 4Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; 5mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». 6E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!... 7E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? 8Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?»

 

O tema central deste e do próximo domingo é o da oração. A parábola do juiz iníquo, exclusiva de Lucas, o evangelista da oração, é muito expressiva para mostrar a eficácia da oração e a necessidade que temos de insistir. Esta insistência não é para convertermos Deus, mas para nós nos convertermos a Ele, para nos abrirmos aos dons que Ele tem para nos dar, para nos colocarmos no nosso lugar de criaturas necessitadas de Deus. Compreende-se assim que Ele não nos dispense de clamar dia e noite e de «orar sempre sem desanimar» (v. 1).

7 «E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos que por Ele clamam dia e noite?» O contraste estabelecido pelo Senhor é flagrante. Como é que Deus não há-de escutar os nossos pedidos, sendo Ele um Pai amorosíssimo e infinitamente bom? A verdade é que não nos dispensa de clamar dia e noite e de «orar sempre sem desanimar» (v. 1).

8 «O Filho do homem encontrará fé sobre a terra? Para rezar e ser atendido é preciso fé, dessa «fé que transporta montanhas» (cf. Mt 17,20). A falta de fé prevista para o fim dos tempos (cf. Mt 24,10-12; 2Tes 2,3-5; 1Tim 4,1-3; 2Tim 3,1-9) não se revela só na negação das verdades reveladas por Deus, mas na perda do sentido da fé a nortear a vida.

 

Sugestões para a homilia

 

Jesus recomenda-nos a oração

Anunciamos Jesus ao mundo

Dia mundial das missões

 

Jesus recomenda-nos a oração

 O Senhor quer vir ao nosso encontro para que vivamos sempre unidos a Ele pela oração.

Apresenta-nos o exemplo de Moisés a orar pelo seu povo ( Primeira Leitura ). Assim devem, todos aqueles que exercem autoridade, rezar, pedindo a Deus a sabedoria para desempenharem bem a sua missão.

O convite para a oração dirige-se aos cristãos e a todos os que O procuram servir nos irmãos.

E quanto tempo devemos dedicar à oração? O Senhor responde-nos no Evangelho com a parábola da viúva que não se cansou de insistentemente pedir ao juiz até obter a sentença que lhe foi favorável.

Também nós devemos rezar sempre, sem nunca desistir. O Senhor atender-nos-á quando achar o momento melhor para nós.

Transformemos a nossa vida em oração e teremos a garantia de que cumpriremos a missão que o Senhor nos confiou

 

Anunciamos Jesus ao mundo

 

Fortalecidos com a oração, somos movidos para o apostolado, cumprindo, cada um de nós, o que São Paulo diz a Timóteo: «Proclama a Palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta com toda a paciência e doutrina » ( Segunda Leitura ).

Não obrigamos ninguém a converter-se à nossa religião. Sabemos que é a verdadeira mas não a impomos a ninguém. Propomos o Evangelho, acreditando que só Deus tem o poder da conversão das pessoas. E Deus sabe bem como agir…

Nós fazemos tudo o que está ao nosso alcance. Deus faz tudo o que a nós é impossível mas não a Ele que tem todo o poder no Céu e na terra.

Perseveremos sempre. Ainda há biliões de pessoas no mundo que não O conhecem, nem O amam. E Deus conta connosco para os atrair a Si.

 

Dia mundial das missões

 

Hoje é o dia mundial das missões. É verdade que em todos os dias do ano, devemos ser apóstolos e missionários mas hoje meditamos nessa responsabilidade que nos preocupa em toda a vida.

Há os que corajosamente partem para terras de missão. Felizmente agora verificamos também o retorno: de terras, consideradas de missão, vêm Pastores para as nossas comunidades cristãs, atualmente com carência de vocações. Que bom haver esta ajuda mútua na Igreja Católica!

Neste dia queremos evocar aquela que, sem nunca sair do convento onde consagrou a vida a Cristo, é a padroeira das missões, Santa Teresinha do Menino Jesus. Quantas conversões conseguiu com a sua vida de oração! Escreveu um dia: «Quereria ser missionária não apenas durante alguns anos mas queria tê-lo sido desde a criação do mundo até à consumação dos séculos».

A sua vida na terra foi breve. Faleceu com apenas 24 anos de idade em 30 de setembro de 1897. Mas continua connosco pois nos garantiu: «Depois da minha morte farei cair uma chuva de rosas… Quero passar o meu Céu fazendo bem na terra».

Com o seu exemplo e intercessão também nós vamos consagrar a nossa vida ao Senhor, servindo os irmãos.

Quando Teresinha tinha apenas 10 anos de idade e estava doente, a imagem da Virgem Maria sorriu para ela, curando-a. Foi em 13 de maio de 1883, curiosamente: 34 anos antes de Nossa Senhora aparecer em Fátima a 13 de maio de 1917.

Também agora está connosco para permanecermos firmes na fé até irmos ao encontro de Santa Teresinha no Céu, a Virgem Santa Maria, Mãe da Igreja e nossa querida Mãe.

 

Fala o Santo Padre

 

«Quantas vezes enviamos “pequenas mensagens” a pessoas que amamos!

Façamo-lo também com o Senhor, para que o coração permaneça ligado a Ele.

E não nos esqueçamos de ler as suas respostas. [...] Onde as encontramos?

No Evangelho, que deve sempre estar à mão para ser aberto algumas vezes durante o dia.»

O Evangelho da liturgia de hoje termina com uma pergunta preocupada de Jesus: «Mas, quando o Filho do Homem voltar encontrará fé sobre a terra?» (Lc 18, 8). Como se dissesse: quando eu voltar no final da história - mas, podemos pensar, também agora, neste momento da vida - encontrarei alguma fé em vós, no vosso mundo? Trata-se de uma questão séria. Imaginemos que o Senhor venha hoje à terra: ele veria, infelizmente, tantas guerras, tanta pobreza e tantas desigualdades, e ao mesmo tempo grandes conquistas da tecnologia, meios modernos e pessoas sempre a correr, sem nunca parar; mas será que ele encontraria aqueles que lhe dedicam tempo e afeto, aqueles que o colocam em primeiro lugar? E sobretudo, perguntemo-nos: se o Senhor viesse hoje, o que encontraria ele em mim, na minha vida, no meu coração? Que prioridades na minha vida veria ele?

Nós, muitas vezes, concentramo-nos em tantas coisas urgentes, mas desnecessárias, ocupamo-nos e preocupamo-nos com muitas realidades secundárias; e talvez, sem nos darmos conta, negligenciamos o que mais importa e permitimos que o nosso amor por Deus arrefeça, arrefeça pouco a pouco. Hoje, Jesus oferece-nos o remédio para aquecer uma fé tíbia. E qual é o remédio? Oração. A oração é o remédio da fé, a restauradora da alma. Deve, no entanto, ser uma oração constante. Se tivermos de seguir uma cura para melhorar, é importante segui-la bem, tomar os medicamentos de forma correta e no momento estabelecido, com constância e regularidade. Em tudo na vida há uma necessidade disto. Pensemos numa planta que temos em casa: devemos nutri-la com constância todos os dias, não a podemos encharcar e depois deixá-la sem água durante semanas! Isto é válido para oração: não podemos viver apenas de momentos fortes ou de encontros intensos de vez em quando e depois “entrar em hibernação”. A nossa fé secará. Precisamos da água diária da oração, precisamos de tempo dedicado a Deus, para que Ele possa entrar no nosso tempo, na nossa história; momentos constantes em que abrimos o nosso coração a Ele, para que Ele possa derramar amor, paz, alegria, força, esperança em nós todos os dias; isto é, alimentar a nossa fé.

Por isso Jesus fala hoje aos seus discípulos - a todos, não apenas a alguns! - «sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer» (v. 1). Mas pode-se objetar: “Mas como faço? Não vivo num convento, não tenho muito tempo para rezar”. Talvez uma prática espiritual sábia possa vir em auxílio desta dificuldade, que é verdadeira, que hoje está um pouco esquecida, que os nossos idosos, especialmente as nossas avós, conhecem bem: a das chamadas orações jaculatórias. O nome está um pouco desatualizado, mas a substância é boa. Do que se trata? Orações muito curtas, fáceis de memorizar, que podemos repetir frequentemente durante o dia, no decorrer de várias atividades, para ficarmos “sintonizados” com o Senhor. Tomemos alguns exemplos. Assim que acordamos, podemos dizer: “Senhor, agradeço-te e ofereço-te este dia”: esta é uma breve oração; depois, antes de uma atividade, podemos repetir: “Vem, Espírito Santo”; e entre uma coisa e outra podemos rezar assim: “Jesus, confio em ti, Jesus, amo-te”. Pequenas orações, mas que nos mantêm em contacto com o Senhor. Quantas vezes enviamos “pequenas mensagens” a pessoas que amamos! Façamo-lo também com o Senhor, para que o coração permaneça ligado a Ele. E não nos esqueçamos de ler as suas respostas. O Senhor responde, sempre. Onde as encontramos? No Evangelho, que  deve sempre estar à mão para ser aberto algumas vezes durante o dia, para receber uma Palavra de vida dirigida a nós.

E voltemos àquele conselho que tantas vezes dei: tende convosco um pequeno Evangelho, no bolso, na bolsa, e assim, quando tiverdes um minuto, abri-o e lede algo, e o Senhor responderá.

Que a Virgem Maria, fiel na escuta, nos ensine a arte de rezar sempre, sem nos cansar.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 16 de outubro de 2022

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.    Pelo Papa, pelos Bispos, Sacerdotes, Religiosos,

Diáconos, Seminaristas, Catequistas e Leigos

que na Igreja dão testemunho de Jesus,

oremos.

 

2.    Pelas crianças acolhidas com ternura e carinho,

pelos adolescentes que seguem o bom caminho

e pelos jovens que sonham um mundo novo,

oremos.

 

3.    Pelos homens bons e pelas mulheres corajosas

que afastam a violência e a guerra,

trabalhando pelo progresso e pela paz,

oremos.

 

4.    Pelas famílias onde há amor,

pelas famílias desfeitas com a separação

e pelas famílias que tornam a sociedade mais feliz,

oremos.

 

 

5.    Pelos doentes e todos os que sofrem,

por aqueles que se recomendam às nossas orações

e por nós que queremos viver sempre com o Senhor,

oremos.

 

6.    Por aqueles que viveram antes de nós

e já partiram ao encontro do Pai no Céu,

rezando para com eles sermos felizes eternamente,

oremos.

 

 

 Deus Pai, Todo Poderoso,

atendei estas nossas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por Cristo Nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida – F. Silva, NRMS, 01

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que possamos servir ao vosso altar com plena liberdade de espírito, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo o pecado. Por Nosso Senhor...

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 38

 

Monição da Comunhão

 

Jesus que nos recomendou a oração para vivermos a Ele unidos, está aqui realmente presente. Se estamos devidamente preparados, recebamo-l’O na sagrada comunhão, pedindo-lhe para ficar sempre connosco.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida – F. Silva, NRMS, 70

Salmo 32, 18-19

Antífona da comunhão: O Senhor vela sobre os seus fiéis, sobre aqueles que esperam na sua bondade, para libertar da morte as suas almas, para os alimentar no tempo da fome.

Ou:    Mc 10, 45

O Filho do homem veio ao mundo para dar a vida pela redenção dos homens.

 

Cântico de acção de graças: Jesus Cristo, és meu amigo – H Faria, NRMS, 11-12

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que a participação nos mistérios celestes nos faça progredir na santidade, nos obtenha as graças temporais e nos confirme nos bens eternos. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Senhor está connosco porque nos ama e quer o nosso amor. Em dia mundial das missões, somos convidados a anunciá-l’O a todos os povos da terra. Acompanha-nos e abençoa-nos a Sua e nossa Mãe, a Virgem Santa Maria.

 

Cântico final: Eu quero viver na tua alegria – H. Faria, NRMS, 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

29ª SEMANA

 

2ª Feira, 20-X: O segredo da felicidade.

Rom 4, 20-25 / Lc 12, 13-21

Depois direi à minha alma: Ó alma, tens muitos bens em depósito para largos anos. Descansa, come, bebe e regala-te.

Este homem rico pensou ter encontrado a felicidade na acumulação de bens materiais. No entanto, a felicidade verdadeira não reside nem na riqueza ou bem estar, nem na glória humana em qualquer obra humana por muito útil que seja, mas só em Deus, fonte de todo o bem e de todo o amor. O importante é: tornar-se rico aos olhos de Deus (EV).

Abraão foi feliz porque se convenceu plenamente de que Deus era capaz de fazer o que tinha prometido (LT): O juramento que fizera a Abraão, todos os dias da nossa vida (SR). Contamos com a ajuda de Nª Senhora, a Porta do Céu.

 

3ª Feira, 21-X: O pecado e a vigilância.

Rom 5, 12-15. 17-19 / Lc 12, 35-38

Felizes estes servos que o Senhor, ao chegar, encontrar vigilantes.

A vigilância do coração é lembrada com insistência (EV), em comunhão com a de Jesus. O Espírito Santo procura despertar-nos para esta vigilância.

A vigilância é importante para podermos evitar qualquer tipo de pecado: Assim, como pelo pecado de um só, veio para todos os homens a condenação, assim também pela obra justificadora de um só, virá para todos a justificação que dá a vida (LT). Quem comete um pecado arrasta os outros para o mal e, quem lutar, ajudará a melhorar. De mim está escrito no livro da Lei que faça a vossa vontade (SR). A oração 'Lembrai-vos' ajuda o que mais precisa.

 

4ª Feira, 22-X: Preparação para o bom combate.

Rom 6, 12-18 / Lc 12, 39-48

Não reine o pecado no vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus desejos.

Em todos os tempos se trava um grande combate entre a carne e o Espírito. S. Paulo recorda-nos: Que o pecado deixe de reinar no vosso corpo mortal (LT). Contamos com a ajuda do Senhor: A nossa protecção está no nome do Senhor (SR).

Para este combate não podemos fazer como o servo brigão, destemperado na bebida e na comida, descuidado (EV). Por causa dos nossos descuidos, a nossa casa (a nossa vida) é arrombada. Devemos sim imitar o servo fiel, que faz aquilo que deve, cumprindo os seus deveres (EV). Contamos com a ajuda de Nª Senhora, refúgio dos pecadores.

 

5ª Feira, 23-X: Da escravidão do pecado para a liberdade.

Rom 6, 19-23 / Lc 12, 49-53

Eu vim lançar fogo à terra e só quero que ele se tenha ateado.

O fogo é a energia transformadora das acções do Espírito Santo, do qual Jesus disse: Eu vim lançar fogo à terra e só quero que ele se tenha ateado (EV).

O Espírito Santo é quem nos dará a energia sobrenatural para darmos o salto de escravos do pecado para escravos de Deus (LT). No dia de Pentecostes, Ele deu a energia aos Apóstolos para transmitirem a Boa Nova. Feliz o homem que pôs a sua esperança no Senhor, que é como a árvore plantada à beira das águas (SR). Invoquemos a Escrava do Senhor, para podermos viver com a liberdade própria dos filhos de Deus.

 

6ª Feira, 24-X: A actividade do Espírito Santo.

Rom 7, 18-25 / Lc 12, 54-59

Que homem infeliz que eu sou. Quem me libertará deste corpo de morte?

S. Paulo descreve uma realidade, que corresponde ao que nos acontece: Na verdade, o bem que eu quero, não o faço, mas o mal que não quero, é que pratico (LT).  O Espírito Santo, que faz nascer o homem interior (LT), ajuda-nos a santificar todo o nosso ser.

Para discernir melhor a vontade de Deus, o homem esforça-se por interpretar os dados da experiência e os sinais dos tempos (EV), graças à prudência e à ajuda do Espírito Santo e dos seus dons: Ensinai-me o bem, o discernimento e a ciência. Jamais os esquecerei, porque neles me tendes dado a vida (SR). Peçamos ajuda a Nª Senhora do Bom Conselho.

 

Sábado, 25-X: Caminhos para obter mais frutos na nossa vida.

Rom 8, 1-11 / Lc 13, 1-9

Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar fruto a essa figueira mas não o encontrou.

A figueira é o símbolo de cada um de nós. E o Senhor procura constantemente bons frutos em nós: virtudes, boas acções, etc. Como poderemos produzir melhores frutos? O adubo fertilizante (EV) é o símbolo do Espírito Santo, Senhor que dá a vida. Quando somos dóceis, o Espírito Santo reside nos nossos corações, como num templo. Passamos a ser orientados por uma 'nova Lei': a lei do Espírito, que dá vida em Cristo Jesus (LT).

Em Nª Senhora, Deus encontra o fruto bendito do seu ventre, como repetimos constantemente em cada Avé-Maria.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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