30º Domingo Comum
26 de Outubro de 2025
RITOS INICIAIS
Cântico de entrada: Cristo Jesus Tu me chamaste – H. Faria, NRMS, 30
Salmo 104, 3-4
Antífona de entrada: Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor. Buscai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua face.
Introdução ao espírito da Celebração
P. A liturgia deste 30.º Domingo do Tempo Comum convida-nos à humildade diante de Deus. O Evangelho apresenta-nos a parábola do fariseu e do publicano, recordando que Deus escuta a oração do coração humilde e sincero. O Senhor não Se deixa impressionar pelas aparências, mas acolhe quem O busca com verdade e simplicidade. Iniciemos esta celebração pedindo a graça de um coração humilde, aberto à misericórdia do Pai.
Kyrie
P. Irmãos e irmãs, reconheçamos diante de Deus que muitas vezes seguimos os nossos próprios caminhos, esquecendo a bondade e generosidade do Senhor. Peçamos humildemente perdão.
(Tempo de silêncio)
P. Senhor, que escutais a oração dos humildes, mas nós tantas vezes nos enchemos de orgulho. Senhor, tende piedade de nós.
R. Senhor, tende piedade de nós.
P. Cristo, que nos ensinais a verdade da oração simples, mas nós deixamo-nos prender pelas aparências. Cristo, tende piedade de nós.
R. Cristo, tende piedade de nós.
P. Senhor, que justificais o pecador arrependido, mas nós fechamos o coração à vossa misericórdia. Senhor, tende piedade de nós.
R. Senhor, tende piedade de nós.
P. Deus todo-poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e conduza-nos à vida eterna.
Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade; e para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que mandais. Por Nosso Senhor...
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: O livro de Ben-Sirá recorda-nos que o Senhor é justo e escuta a oração do oprimido e do pobre. A súplica do humilde atravessa as nuvens e chega até Deus.
Ben-Sirá 35, 15b-17.20-22a (grego: 12-14.16-18)
15bO Senhor é um juiz que não faz acepção de pessoas. 16Não favorece ninguém em prejuízo do pobre e atende a prece do oprimido. 17Não despreza a súplica do órfão nem os gemidos da viúva. 20Quem adora a Deus será bem acolhido e a sua prece sobe até às nuvens. 21A oração do humilde atravessa as nuvens e não descansa enquanto não chega ao seu destino. 22aNão desiste, até que o Altíssimo o atenda, para estabelecer o direito dos justos e fazer justiça.
A leitura é tirada do corpo do livro de Ben Sira (2 – 43), uma longa amálgama de conselhos morais e sábias sentenças. Neste trecho, ao mesmo tempo que se fala das boas disposições de Deus para quem o invoca, também põe em evidência as condições de uma boa oração: confiança, perseverança e humildade: «A oração do humilde atravessa as nuvens» (v. 21).
Salmo Responsorial Sl 33 (34), 2-3.17-18.19.23 (R. 7a)
Monição: O salmo convida-nos a bendizer o Senhor em todo o tempo, proclamando a Sua bondade e a Sua proximidade para com os corações arrependidos.
Refrão: O pobre clamou e o Senhor ouviu a sua voz.
Ou: O Senhor ouviu o clamor do pobre.
A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor,
escutem e alegrem-se os humildes.
A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal,
para apagar da terra a sua memória.
Os justos clamaram e o Senhor os ouviu,
livrou-os de todas as angústias.
O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado
e salva os de ânimo abatido.
O Senhor defende a vida dos seus servos,
não serão castigados os que n’Ele confiam.
Segunda Leitura
Monição: São Paulo, já no final da sua vida, dá testemunho da fidelidade ao Senhor. Mesmo em solidão, sente a força de Deus que o acompanha e o libertará de todo o mal.
2 Timóteo 4, 6-8.16-18
Temos hoje a parte final da 2ª Carta enviada a Timóteo desde um calabouço em Roma, onde aguardava o seu iminente martírio, no termo do seu 2º cativeiro romano.
6 «Eu já estou oferecido em libação», isto é, «estou a chegar ao momento de derramar o meu sangue em sacrifício». A expressão deve entender-se à luz do costume pagão de fazer libações (sacrifícios que consistiam no derramamento ritual de líquidos em honra da divindade), por ocasião da morte de alguém. Com esta maneira de falar, S. Paulo quer dizer que já chegou a hora da sua morte. Pode significar também que a sua morte violenta – com derramamento de sangue por Cristo e em união com Ele – tem um certo carácter sacrificial, por se tratar de uma imolação em honra de Deus.
«O tempo da minha partida (à letra: o desprender das amarras, isto é, a morte) está iminente». Estamos seguramente no ano 67, ano do martírio do Apóstolo.
7-8 «Combate… carreira… coroa…»: mais uma vez aparece a bela maneira paulina de apresentar a vida cristã como um desporto sobrenatural, através das imagens duma luta, duma corrida e da coroa a ser atribuída por um árbitro; este é Deus, que contempla a competição e atribui o prémio. Era costume honrar os vencedores dos certames com coroas tecidas de agulhas de pinheiros, ou de folhas de louro ou oliveira; a coroa também podia, como hoje, pertencer às honras fúnebres. Esta imagem da coroa já designava então a vida eterna na bem-aventurança do Céu, como prémio de uma vida santa; é dita uma «coroa de justiça», por ser atribuída a quem praticou a justiça, ou obras justas, isto é, de acordo com a vontade de Deus. Mas a ideia de retribuição devida aos méritos também fica patente no texto, pois o prémio é dado por aquele que é o «justo juiz»: Deus remunerador, perante quem todos teremos de prestar contas, «naquele dia», o da «sua vinda», à letra, o da a sua manifestação (epifáneia); «com efeito, todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo, a fim de que cada um receba conforme aquilo que fez de bem ou de mal, enquanto estava no corpo» (2 Cor 5,10).
17 «E todas as nações a ouvissem». Esta tradução não é a seguida habitualmente pelos comentadores, pois não parece que haja aqui uma referência à pregação da «mensagem do Evangelho» (o texto original fala simplesmente de pregação, sem mais: kérygma); parece referir-se antes a um testemunho dado provavelmente no julgamento público, ouvido «por todos os gentios» (e não por «todas as nações», como diz a actual tradução bíblica revista). Tratar-se-ia de um testemunho de tal modo convincente, que levou ao adiamento da sentença: e eu fui libertado da boca do leão, isto é, da morte (cf. Salm 21(22),22).
Aclamação ao Evangelho 2 Cor 5, 19
Monição: Jesus conta-nos a parábola do fariseu e do publicano. Só a oração humilde e sincera é acolhida por Deus, que conhece os corações.
Aleluia
Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (II)
Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo
e confiou-nos a palavra da reconciliação.
Evangelho
Lucas 18, 9-14
9Naquele tempo, Jesus disse a seguinte parábola para alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros: 10«Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro publicano. 11O fariseu, de pé, orava assim: ‘Meu Deus, dou-Vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem como este publicano. 12Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de todos os meus rendimentos’. 13O publicano ficou a distância e nem sequer se atrevia a erguer os olhos ao Céu; mas batia no peito e dizia: ‘Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador’. 14Eu vos digo que este desceu justificado para sua casa e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».
A parábola do fariseu e do publicano, exclusiva de Lucas, é uma forma de Jesus ensinar a humildade, a atitude fundamental com que o homem tem de se apresentar diante de Deus para ser atendido.
11 «Meu Deus, dou-Vos graças». Temos um exemplo da «oração dos hipócritas» (Mt 6,5). O que o fariseu faz não é propriamente rezar, mas gabar-se; não dialoga com Deus, fala consigo. Ele também tem pecados, mas a sua soberba não o deixa ter a hombridade de os reconhecer. Para ele, os maus são os outros, com quem se compara – «não sou como este publicano» –; sente-se com autoridade para julgar, e condena os outros. Apoia-se nas suas pretensas boas obras e, ao não se apoiar na misericórdia de Deus, sai do templo em pecado. Justifica-se a si mesmo e sai por justificar, pois só Deus pode tornar o homem justo. Ele agradece a Deus, mas, no fundo, o que ele pensa é que Deus é quem lhe deve estar agradecido!
14 Pelo contrário, a oração humilde do pecador, que reconhece sinceramente as suas culpas e se arrepende, comove o coração de Deus: «Eu vos digo que este desceu justificado para sua casa». A doutrina que S. Paulo havia de desenvolver sobre a justificação pela fé e não pelas obras vai na linha do ensino desta parábola.
Sugestões para a homilia
«Ó Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador» (Lc 18,13)
1. Deus escuta a oração do humilde
2. O testemunho de Paulo e a parábola de Jesus
3. Peregrinos de esperança no Jubileu
«Ó Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador» (Lc 18,13)
1. Deus escuta a oração do humilde
A liturgia deste domingo leva-nos ao essencial da oração: não são as palavras bonitas nem as aparências que tocam o coração de Deus, mas a verdade do coração. O livro de Ben-Sirá recorda que o Senhor é justo e não faz aceção de pessoas. Ele escuta o pobre, o órfão, o oprimido, e não despreza a súplica do humilde. A oração atravessa as nuvens e chega até Deus.
2. O testemunho de Paulo e a parábola de Jesus
Na segunda leitura, São Paulo olha para a sua vida como quem está a terminar uma corrida. Reconhece as dificuldades e a solidão, mas afirma com confiança: “o Senhor esteve ao meu lado e deu-me forças”. Esta certeza sustenta-o e dá-lhe esperança. O Evangelho mostra dois homens a rezar no templo. O fariseu apresenta-se cheio de si, enumerando as suas obras, mas o seu coração permanece fechado. O publicano, porém, reconhece-se pecador e pede compaixão. Jesus conclui que foi ele quem saiu justificado, porque “quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”.
3. Peregrinos de esperança no Jubileu
No contexto do Jubileu de 2025, esta Palavra ganha força especial. Somos chamados a ser peregrinos de esperança, e o peregrino viaja com simplicidade, levando apenas o essencial: fé, esperança e amor. O Jubileu não é apenas um rito exterior, mas sobretudo uma passagem interior: atravessar a porta que é Cristo com humildade, deixando que Deus nos renove. A oração do publicano é a nossa oração jubilar: “Senhor, tem compaixão de mim”. Reconhecer a nossa pobreza não é sinal de fraqueza, mas de confiança em Deus. É Ele que nos sustenta, acompanha e transforma.
Queridos irmãos, a Eucaristia de hoje convida-nos a rezar com humildade e a viver como peregrinos que caminham na esperança. O Senhor não abandona quem O procura com coração sincero. Sejamos nós também sinais dessa esperança, levando ao mundo a alegria de quem encontrou no amor de Deus a sua verdadeira riqueza.
Fala o Santo Padre
«Esta é a soberba espiritual: “Estou bem, sou melhor que os outros”.
E assim, sem nos darmos conta, adoramos o nosso eu e cancelamos o nosso Deus. É rodar em volta de si mesmo. [...] Onde há muito eu, há pouco Deus.»
O Evangelho da Liturgia de hoje apresenta-nos uma parábola que tem dois protagonistas, um fariseu e um publicano (cf. Lc 18, 9-14), ou seja, um homem religioso e um pecador confesso. Ambos sobem ao templo para rezar, mas só o publicano se eleva verdadeiramente a Deus, porque humildemente desce à verdade de si mesmo e se apresenta como é, sem máscaras, com a sua pobreza. Poderíamos então dizer que a parábola se situa entre dois movimentos, expressos por dois verbos: subir e descer.
O primeiro movimento é subir. Na verdade, o texto começa dizendo: «Dois homens subiram ao templo para rezar» (v. 10). Este aspeto recorda muitos episódios da Bíblia, nos quais para encontrar o Senhor se sobe à montanha da sua presença: Abraão sobe a montanha para oferecer o sacrifício; Moisés sobe ao Sinai para receber os mandamentos; Jesus sobe à montanha, onde é transfigurado. Portanto, subir exprime a necessidade do coração de se desligar de uma vida monótona para ir ao encontro do Senhor; de se erguer das planícies do nosso ego para ascender até Deus - livrar-se do próprio eu; de recolher o que vivemos no vale para o levar perante o Senhor. Isto é “subir”, e quando rezamos, ascendemos.
Mas para vivermos o encontro com Ele e sermos transformados pela oração, para nos elevarmos a Deus, precisamos do segundo movimento: descer. Porquê? O que significa isto? Para ascender até Ele devemos descer dentro de nós: cultivar a sinceridade e a humildade de coração, que nos dão um olhar honesto sobre as nossas fragilidades e as nossas pobrezas interiores. Com efeito, na humildade tornamo-nos capazes de levar a Deus, sem fingimento, o que realmente somos, as limitações e feridas, os pecados, as misérias que pesam sobre o nosso coração, e de invocar a sua misericórdia para que nos cure, nos sare, nos levante. É Ele quem nos ergue, não nós. Quanto mais descermos com humildade, mais Deus nos elevará.
De facto, o publicano na parábola pára humildemente à distância (cf. v. 13) - não se aproxima, envergonha-se -, pede perdão, e o Senhor eleva-o. Ao contrário, o fariseu exalta-se, seguro de si, convencido de que está bem: ali parado, começa a falar apenas de si mesmo ao Senhor, elogiando-se, enumerando todas as boas obras religiosas que pratica, e despreza os outros: “Não sou como aquele ali...”. Porque a soberba espiritual isso faz – “Mas padre, por que nos fala de soberba espiritual?”. Porque todos nós corremos o risco de cair nisto. Ela leva-nos a pensar que somos bons e a julgar os outros. Esta é a soberba espiritual: “Estou bem, sou melhor que os outros: isto é a tal coisa, aquele é a outra…”. E assim, sem nos darmos conta, adoramos o nosso eu e cancelamos o nosso Deus. É rodar em volta de si mesmo. É a oração sem humildade.
Irmãos, irmãs, o fariseu e o publicano dizem-nos respeito de perto. Pensando neles, olhemos para nós mesmos: verifiquemos se em nós, como no fariseu, existe «a íntima presunção de ser justo» (v. 9) que nos leva a desprezar os outros. Acontece, por exemplo, quando procuramos elogios e enumeramos sempre os nossos méritos e boas obras, quando nos preocupamos em aparecer em vez de ser, quando nos deixamos apanhar pelo narcisismo e pelo exibicionismo. Vigiemos sobre o narcisismo e o exibicionismo, fundados na vanglória, que também nos leva a nós cristãos, nós sacerdotes, nós bispos a ter sempre uma palavra nos lábios, qual palavra? “Eu”: “eu fiz isto, eu escrevi aquilo, eu disse, eu compreendi-o antes de vós”, e assim por diante. Onde há muito eu, há pouco Deus. Na minha terra estas pessoas são chamadas “eu-comigo para-mim só-eu”, este é o nome dessas pessoas. E uma vez falava-se de um sacerdote que era assim, centrado em si mesmo, e as pessoas brincavam, dizendo: “Ele quando faz a incensação, fá-la em volta de si, incensa-se”. Assim, faz com que caias até no ridículo.
Peçamos a intercessão de Maria Santíssima, a humilde serva do Senhor, imagem viva do que o Senhor gosta de realizar, derrubando os poderosos dos tronos e elevando os humildes (cf. Lc 1, 52).
Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 23 de outubro de 2022
Oração Universal
P. Irmãs e irmãos,
confiantes no Senhor que escuta a oração dos humildes,
apresentemos as nossas súplicas, dizendo:
R. Ouvi-nos, Senhor.
1. Pela Igreja,
para que seja sempre humilde serva da humanidade,
anunciando a misericórdia de Deus. Oremos.
2. Pelos responsáveis das nações,
para que não se deixem guiar pela soberba,
mas procurem o bem comum. Oremos.
3. Pelos pobres e pelos que sofrem injustiças,
para que encontrem no Senhor força e esperança. Oremos.
4. Pelos que rezam em solidão, em lágrimas ou em silêncio,
para que sintam que Deus escuta a sua oração. Oremos.
5. Por todos nós aqui reunidos,
para que aprendamos a rezar com simplicidade e confiança. Oremos.
P. Senhor, nosso Deus, Vós que escutais a súplica dos pobres,
acolhei estas orações que Vos apresentamos com confiança.
Por Cristo, nosso Senhor.
Liturgia Eucarística
Cântico do ofertório: Ó Maria, Rainha das missões – CT, 567
Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons que Vos apresentamos e fazei que a celebração destes mistérios dê glória ao vosso nome. Por Nosso Senhor...
Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)
Monição da Comunhão
Ao aproximarmo-nos da comunhão, lembremos que recebemos Jesus, que Se faz alimento para o nosso caminho. Ele acolhe a nossa pobreza e transforma o nosso coração. Que a comunhão nos ajude a viver em humildade e confiança.
Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70
cf. Salmo 19, 6
Antífona da comunhão: Celebramos, Senhor, a vossa salvação e glorificamos o vosso santo nome.
Ou: Ef 5, 2
Cristo amou-nos e deu a vida por nós, oferecendo-Se em sacrifício agradável a Deus.
Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor – J. Santos, NRMS, 36
Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que os vossos sacramentos realizem em nós o que significam, para alcançarmos um dia em plenitude o que celebramos nestes santos mistérios. Por Nosso Senhor...
Ritos Finais
Monição final
Fortalecidos pela Palavra e pela Eucaristia, somos enviados a viver com humildade diante de Deus e dos irmãos. O Senhor escuta a oração do pobre e acolhe o coração sincero, como fez com o publicano. Sigamos o exemplo de São Paulo, que confiou até ao fim no Senhor que nunca o abandonou. Partamos com esta confiança, levando ao mundo a alegria de quem sabe que Deus exalta os humildes e nunca rejeita quem O invoca com fé.
Cântico final: Ide por todo o mundo – J. Santos, NRMS, 59
Homilias Feriais
30ª SEMANA
2ª Feira, 27-X: Olhar mais para Deus
Rom 8, 12-17 / Lc 13, 10-17
Apareceu então uma mulher com um espírito, que a tornava enferma havia dezoito anos: andava curvada.
Esta mulher encurvada (EV) é o símbolo daqueles que têm uma visão demasiado humana e não conseguem olhar para o alto, para Deus. Podem ficar escravos das coisas terrenas.
Pelo contrario, o Espírito Santo liberta-nos destas escravidões e faz de nós filhos de Deus. A nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é o favor, o socorro gratuito que Deus nos dá, a fim de respondermos ao seu chamamento para nos tornarmos filhos de Deus, filhos adoptivos (LT), participantes da natureza divina e da vida eterna,
3ª Feira, 28-X: S. Simão e S. Judas: Os alicerces da Igreja.
Ef 2, 19-22 / Lc 6, 12.19
Fostes edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, que tem Cristo como pedra angular.
A Igreja está fundada sobre os Apóstolos (EV). S. Simão e S, Judas participaram activamente na construção da Igreja (EV). Segundo a Tradição andaram pelo Egipto, Mesopotâmia e Pérsia, onde sofreram o martírio.
Todos estamos integrados na construção da Igreja (LT). Toda a Igreja é apostólica, na medida em que é enviada a todo o mundo. Todos os membros participam deste envio, embora de modos diferentes: O seu eco ressoou por toda a terra e a sua notícia até aos confins do mundo (SR) . Pedimos a Nª Senhora. Mãe da Igreja, para que participemos mais activamente na sua construção.
4ª Feira, 29-X: A entrada pela porta estreita.
Rom 8, 26-30 / Lc 13, 22-30
Senhor, são poucos os que se salvam? Jesus disse aos presentes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita.
A vontade de Deus é que todos se salvem. Para isso, todos temos que colaborar, sendo, em primeiro lugar, mais exigentes connosco próprios O pedido de Jesus é um apelo urgente à nossa conversão pessoal: Entrai pela porta estreita (EV).
Um caminho pode ser o aproveitamento das dificuldades: Ora nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que o amam (LT). Jesus serviu-se da sua morte na Cruz para nos salvar. Os Apóstolos seguiram o mesmo caminho. Nossa Senhora das Dores nos ajude a compreender o valor da Cruz, participando, como Ela, na obra da Redenção.
5ª Feira, 30-X: Deus está sempre do nosso lado.
Rom 8, 31-39 / Lc 13, 31-35
Devo seguir o meu caminho, pois não se admite que um profeta morra fora de Jerusalém.
Jesus tomou a firme resolução de se dirigir a Jerusalém (EV). Essa era a vontade do Pai: Deus não poupou o seu próprio Filho, mas entregou-o à morte para morrer por todos nós (LT), para que fossemos reconciliados com Ele pela morte do deu Filho.
É consolador saber que Deus está sempre do nosso lado: Se temos Deus por nós, quem poderá estar contra nós? (LT). E contamos a com a ajuda de Nª Senhora, à qual Ele nos confiou para cuidar de nós: Nunca se ouviu dizer que quem recorre a Ela fosse por Ela desamparado (Oração Lembrai-vos).
6ª feira, 31-X: Deus e os nossos comportamentos
Rom 9, 1-5 / Lc 14,1-6
Sinto grande mágoa e contínua dor no meu coração.
O Apóstolo sente grande mágoa pelo mau comportamento dos seus irmãos na fé (LT). A mesma mágoa sente pela dureza do coração dos fariseus e doutores da Lei, escandalizados por uma cura feita em dia de Sábado.
Que pensa o Senhor do meu comportamento, em primeiro lugar, relativamente a Ele: os nossos encontros na Comunhão e a respectiva preparação? Estará contente com o meu trabalho e a minha vida familiar? E quanto às ajudas que dou ao próximo, para tornar-lhe a vida mais agradável? E com o sentido de eternidade, que coloco nas minhas acções e orações?
Celebração e Homilia: Nuno Westwood
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilias Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: José Carlos Azevedo